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OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

26 de Junho de 2026, 11:49
ilustração sobre são Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, precisou alterar os planos da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos Estados Unidos solicitou que a OpenAI adiasse o lançamento do GPT-5.6.
  • Segundo o The Information, a gestão Trump também pediu que o acesso inicial fosse restrito a um grupo seleto de clientes corporativos aprovados.
  • A OpenAI não terá autonomia para decidir quais parceiros comerciais poderão utilizar o GPT-5.6, cabendo ao governo americano avaliar e aprovar.

A OpenAI deve alterar o cronograma de lançamento do seu próximo grande modelo de linguagem, o GPT-5.6. Segundo o site The Information, o CEO Sam Altman comunicou aos funcionários que a nova versão da IA não será liberada para o público geral de imediato, chegando ao mercado apenas em versão prévia e muito restrita para clientes corporativos. A mudança atende a uma solicitação do governo de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos teria demonstrado receio em relação a riscos de segurança nacional envolvendo as novas capacidades da inteligência artificial. De acordo com o site, o governo solicitou que a OpenAI alterasse a distribuição do produto para garantir um controle mais rígido.

O objetivo seria acompanhar a disseminação do modelo de perto antes de autorizar um lançamento comercial em larga escala.

Como vai funcionar o acesso ao novo modelo da OpenAI?

Para a maioria dos usuários finais e empresas interessadas, o GPT-5.6 deve permanecer totalmente inacessível neste primeiro momento. As informações até aqui indicam que o acesso inicial à tecnologia será concedido exclusivamente a um grupo reduzido de clientes corporativos, funcionando como uma fase de testes fechada.

No entanto, o fator que mais chama a atenção na dinâmica deste lançamento é a perda de autonomia da própria criadora sobre a distribuição. Durante reunião corporativa, Altman teria esclarecido que a OpenAI não terá a palavra final sobre quais parceiros comerciais poderão utilizar a ferramenta. Conforme apurado pelo The Verge, caberá ao próprio governo americano avaliar e aprovar cada acesso em um formato rigoroso de liberação.

Tela do ChatGPT
Governo americano vai ditar quem pode usar o GPT-5.6 (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Restrição foi mais rígida com a Anthropic

Apesar da intervenção direta do Estado, o cenário em que a empresa de Sam Altman se encontra ainda é mais favorável que sua principal concorrente. No início de junho, a Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, recebeu um ultimato da administração Trump.

Os Estados Unidos exigiram a suspensão total do acesso aos novos sistemas Mythos 5 e Fable 5 para cidadãos estrangeiros. A sanção proíbe que pessoas que não tenham nascido nos EUA acessem a tecnologia de ponta da companhia, inclusive estrangeiros que vivem dentro do país.

Essa sequência de decisões recentes gerou um estado de alerta e insegurança em toda a indústria. Executivos e investidores consideram a abordagem atual autoritária, apontando um choque com as promessas iniciais do próprio governo.

Anteriormente, a gestão Trump defendeu que “velocidade é tudo” no desenvolvimento da IA, prometendo incentivar um programa de exportação agressivo. Na prática, as preocupações de segurança nacional estão atrasando o mercado que a própria Casa Branca prometeu acelerar.

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

25 de Junho de 2026, 15:58
Recursos de “raciocínio de agente” do Claude foram o principal alvo (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic acusou o Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados do Claude.
  • Em carta enviada ao Congresso dos EUA, a empresa afirma que o objetivo do ataque seria copiar as capacidades da IA para treinar rivais.
  • A invasão teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, com 25 mil contas falsas criadas para acessar os sistemas da Anthropic.

A Anthropic, startup norte-americana responsável pelo desenvolvimento do Claude, acusou formalmente a gigante chinesa Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados. O objetivo da invasão seria copiar as capacidades da IA americana para treinar suas próprias ferramentas, processo que economizaria bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.

A denúncia foi detalhada em uma carta enviada ao Congresso dos Estados Unidos no dia 10 de junho de 2026. A CNBC obteve a carta, assinada pela chefe de políticas da Anthropic, Sarah Heck, que afirma que a operação ocorreu entre os dias 22 de abril e 5 de junho deste ano.

Durante esse período, operadores ligados à companhia chinesa e ao seu laboratório de pesquisa, que desenvolve o modelo de IA Qwen, teriam criado 25 mil contas para acessar os sistemas da Anthropic. Esses perfis falsos geraram mais de 28,8 milhões de interações com o Claude em pouco mais de um mês para extrair o máximo de informações sobre habilidades do modelo de linguagem, prática conhecida como “ataque de destilação”.

Vale lembrar que, no começo da semana passada, o governo dos EUA aplicou uma sanção contra o Fable 5 e o Mythos 5 da Anthropic, impedindo que esses modelos sejam acessados por qualquer cidadão estrangeiro, inclusive dentro do país. A decisão sem precedentes na indústria americana de IA teria sido motivada por segurança nacional, após os sistemas demonstrarem grande capacidade técnica.

O que é um ataque de destilação de IA?

Imagem da sede da Alibaba Group
Alibaba desenvolve a família de modelos de IA Qwen (imagem: reprodução/Free Malaysian Today)

Em termos simples, a destilação funciona como um atalho. Em vez de gastar anos e arcar com uma infraestrutura pesada para treinar um modelo do zero, uma empresa mal-intencionada utiliza as respostas e os dados processados por um outro modelo de ponta para “ensinar” o seu próprio sistema, que geralmente é menor e menos capaz.

De acordo com a CNBC, a campanha da Alibaba mirou o “raciocínio de agente” do Claude — a capacidade de agir de forma autônoma para resolver problemas.

Além disso, a empresa teria buscado extrair conhecimentos avançados de engenharia de software e execução de tarefas de longo prazo. A Anthropic classificou a manobra como “o maior ataque de destilação conhecido contra a empresa até o momento”.

Anthropic pede sanções contra países

Na prática, o laboratório concorrente estaria se apropriando de tecnologias americanas. Para combater a atividade, a Anthropic fez três exigências principais ao governo norte-americano.

  • Mecanismos para facilitar o compartilhamento de dados sobre ameaças;
  • O fim das brechas legais que ainda permitem a laboratórios chineses adquirir chips dos EUA;
  • Sanções rigorosas contra nações que patrocinam a violação.

O cenário não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, a própria criadora do Claude revelou campanhas semelhantes, que teriam sido coordenadas pelos laboratórios chineses DeepSeek, Moonshot e MiniMax. A concorrente OpenAI, dona do ChatGPT, também já havia denunciado laboratórios asiáticos por táticas parecidas no passado.

A pressão dessas invasões gerou consequências. Após suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5, o governo dos EUA decidiu manter a restrição sob a suspeita de que um grupo ligado à China teve acesso à tecnologia. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada da comercialização desses sistemas de IA.

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

17 de Junho de 2026, 11:09
Tela do sistema GenAI.mil no computador, com texto “GenAI.mil” e interface do Pentágono
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)
Resumo
  • O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
  • A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
  • O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.

O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.

De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.

O que a IA do Pentágono pode fazer?

Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.

Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.

Imagem mostra o logo do Gemini ao centro. O fundo é levemente colorido, nas cores do Google: azul, verde, amarelo e vermelho
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A virada de chave

A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.

Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.

Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.

Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

14 de Junho de 2026, 09:47
Robô em terno azul preso a correntes, sentado à mesa de escritório com livros ao fundo
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
  • A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
  • A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

EUA: meteoro explode sobre Massachusetts e causa estrondos ensurdecedores

31 de Maio de 2026, 10:04

Um meteoro explodiu sobre o nordeste dos Estados Unidos no sábado (30), informou a NASA, gerando estrondos que ecoaram pela região com uma força equivalente a 300 toneladas de TNT.

A bola de fogo se desintegrou sobre o nordeste de Massachusetts e sudeste de New Hampshire pouco depois das 15h (horário de Brasília), segundo Jennifer Dooren, vice-chefe de notícias da agência espacial estadunidense. O meteoro viajava a mais de 120 mil km/h a uma altitude de 64,3 km quando se partiu.

Imagem de satélite com a composição do meteoro
Um meteoro em rota de colisão com a Terra explodiu sobre o nordeste dos Estados Unidos – Imagem composta: Serviço de Satélites e Informações da NOAA

Leia mais:

Fenômeno natural foi caso isolado

  • “Esta bola de fogo não estava associada a nenhuma chuva de meteoros atualmente ativa, mas era um objeto natural e não uma reentrada de lixo espacial ou satélite”, explicou Dooren em comunicado à AFP;
  • “A energia liberada na ruptura é estimada como equivalente a cerca de 300 toneladas de TNT, o que explica os estrondos altos”, acrescentou a porta-voz da NASA;
  • Moradores da área ficaram alarmados com os estrondos inesperados e intensos. Usuários das redes sociais relataram que os sons foram tão poderosos que fizeram as casas tremerem.

NASA convoca público para identificar meteoros atingindo a Lua

NASA está solicitando ajuda de cientistas cidadãos para observar e registrar impactos de meteoros na Lua, como parte dos preparativos para estabelecer uma presença humana duradoura no satélite. O projeto Impact Flash busca voluntários dispostos a apontar telescópios para a Lua e capturar os clarões momentâneos causados por meteoroides que atingem sua superfície.

Cerca de 100 meteoroides do tamanho de bolas de pingue-pongue atingem a superfície lunar diariamente, cada impacto liberando energia equivalente a sete quilos de dinamite. Aproximadamente a cada quatro anos, um meteoro com pelo menos 2,4 metros de diâmetro colide com a Lua com força equivalente a um quiloton de TNT.

Leia a matéria completa aqui

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Musk propõe pagar salários de funcionários de aeroportos em meio à crise orçamentária nos EUA

22 de Março de 2026, 09:19

Enquanto aeroportos americanos enfrentam filas intermináveis e funcionários trabalham sem salário há semanas, Elon Musk anunciou que vai cobrir os vencimentos dos agentes da TSA durante a atual paralisação orçamentária do governo federal.

A TSA (Transportation Security Administration) é a agência federal dos EUA, criada após 11 de setembro de 2001, responsável pela segurança em aeroportos e transportes. Ela fiscaliza passageiros e bagagens, define regras de líquidos e itens proibidos, e utiliza chaves mestras para inspecionar malas trancadas com cadeados padronizados. 

De acordo com a Reuters, o empresário, considerado a pessoa mais rica do mundo, fez o anúncio no sábado através de sua plataforma X. A decisão surge em meio ao quinto fim de semana consecutivo de impasse no Congresso sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão responsável pela TSA.

“Gostaria de me oferecer para pagar os salários do pessoal da TSA durante este impasse de financiamento que está afetando negativamente a vida de tantos americanos em aeroportos em todo o país”, escreveu Musk na rede social.

Aeronaves não são suficientes: Tesla quer dominar transporte terrestre em aeroportos
(Imagem: Georgiy Datsenko / iStock)

Funcionários prestes a perder segundo salário

Os aproximadamente 50 mil agentes de segurança aeroportuária estão a poucos dias de perder o segundo salário integral em seis meses. Mesmo sem remuneração, eles continuam sendo pressionados a comparecer ao trabalho enquanto os tempos de triagem em alguns aeroportos se estendem por horas.

Segundo dados federais, os funcionários da TSA ganham uma média de 61 mil dólares por ano. A situação se tornou tão crítica que aeroportos estão organizando campanhas de arrecadação de alimentos e aceitando doações para ajudar os trabalhadores da segurança.

Companhias aéreas e grupos de viagem alertam que as ausências entre os agentes de segurança podem aumentar novamente neste fim de semana, agravando ainda mais os atrasos nos aeroportos.

Negociações continuam sem prazo definido

O líder da maioria no Senado, John Thune, disse na sexta-feira que negociadores bipartidários conseguiram reduzir as disputas restantes sobre o financiamento do DHS. No entanto, ainda não há um acordo finalizado.

A atual crise orçamentária tem origem em um acordo firmado pelos democratas no Congresso em fevereiro. Eles concordaram em financiar a maior parte do governo federal, mas retiveram os recursos do DHS após a morte de dois cidadãos americanos em Minnesota por autoridades de imigração.

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Aeroporto mais movimentado da Europa(Imagem: GordonBellPhotography/iStock)

Precedente de financiamento privado

Esta não seria a primeira vez que um doador privado intervém durante uma paralisação governamental. No ano passado, o presidente Donald Trump revelou que um doador rico forneceu 130 milhões de dólares para cobrir possíveis déficits no pagamento militar durante uma paralisação que durou 43 dias – a mais longa da história americana.

Até o momento, nem o DHS, nem a TSA, nem representantes de Musk responderam às solicitações de comentários sobre a proposta do bilionário.

A situação continua impactando milhões de passageiros que enfrentam longas esperas nos aeroportos, enquanto os trabalhadores essenciais da segurança aeroportuária permanecem sem seus salários em meio às negociações políticas em Washington.

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Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

17 de Março de 2026, 10:49
Galaxy Z TriFold já aparece indisponível em alguns mercados (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung está encerrando as vendas do Galaxy Z TriFold, lançado há três meses.
  • O dobrável de três telas era vendido por US$ 2.899 e, aparentemente, foi tratado como vitrine tecnológica, com vendas limitadas.
  • Segundo a Bloomberg, a Samsung considera aproveitar elementos do TriFold em futuros dispositivos, apesar do encerramento das vendas.

A Samsung começou a retirar do mercado o Galaxy Z TriFold, seu primeiro smartphone com três dobras, lançado há apenas três meses. A informação é da agência Bloomberg, que afirma que o modelo terá as vendas encerradas gradualmente.

A fabricante não confirmou oficialmente a decisão. Contudo, vale lembrar que o Galaxy Z TriFold sequer foi lançado no Brasil e, desde o início, teve uma disponibilidade vista como limitada, com rumores indicando apenas 40 mil unidades em todo o mundo.

Segundo a Bloomberg, o fim das vendas deve começar pela Coreia do Sul, estendendo-se aos Estados Unidos assim que os estoques acabarem. Nos canais oficiais da empresa, o dispositivo já aparece como “esgotado”, sem previsão de reposição. Por lá, o dispositivo era vendido por US$ 2.899 — cerca de R$ 15.950, em conversão direta.

Vida curta?

Uma trajetória limitada do Galaxy Z TriFold já era esperada. Desde o início, o modelo foi tratado mais como uma vitrine tecnológica do que como um produto de grande escala dentro do portfólio da Samsung, que já comercializa outros dobráveis ao redor do mundo.

Além do preço alto, o aparelho nunca foi distribuído por operadoras ou grandes varejistas, sendo vendido exclusivamente nos canais oficiais da fabricante. Essa estratégia reforçou o caráter experimental do dispositivo, que também teve produção restrita — com relatos de cerca de 6 mil unidades disponibilizadas inicialmente em seu mercado de origem.

Outro fator decisivo é o custo de fabricação. Componentes mais caros e a complexidade do design com duas dobradiças dificultaram a viabilidade comercial do produto, tornando difícil obter margem de lucro mesmo com o preço elevado. A título de comparação, o trifold da Huawei chegou ao Brasil por R$ 32.999.

Imagem mostra Galaxy Z TriFold aberto e fechado
Galaxy Z TriFold teve presença limitada no mercado (imagem: divulgação/Samsung)

Conceito não deve ser descartado

Apesar do encerramento precoce, a Samsung não descarta aproveitar elementos do TriFold em futuros lançamentos. À Bloomberg, o executivo Won-Joon Choi, da divisão mobile da Samsung, afirmou que a empresa ainda avalia a possibilidade de uma nova geração.

Entre os pontos que podem ser reaproveitados estão a tela ampla e o formato mais horizontal, que favorecem o consumo de conteúdo e o uso multitarefa.

Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

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Smartphone com três dobras foi lançado há apenas três meses e já começou a sair do mercado. Estratégia indica que aparelho serviu como vitrine tecnológica.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Google se aproveita do litígio entre Anthropic e Pentágono

10 de Março de 2026, 15:28

O Google faz como a OpenAI e está aproveitando o litígio entre Pentágono e Anthropic para reforçar seu relacionamento com o governo dos Estados Unidos.

Um dia após a startup de Dario Amodei processar o Pentágono, a gigante das buscas está expandindo o papel de seus modelos de inteligência artificial (IA) no âmbito militar.

Nesta terça-feira (10), o Google informou que vai lançar recurso que permitirá a civis e militares criar agentes de IA personalizados para trabalhos não classificados no GenAI.mil, portal de IA corporativa do Pentágono.

Agora, os funcionários do Departamento de Defesa podem usar ferramenta sem ou com pouco código, de nome Agent Designer, para criar assistentes digitais para tarefas administrativas repetitivas.

Leia mais:

Celula com letreiro do Google na tela; ao fundo, tela maior exibe logomarca da empresa
GenAI.mil poderá gerar agentes de IA para civis e militares (Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)

Google e as novas ferramentas para funcionários do Departamento de Defesa

  • O Google disse que os agentes podem auxiliar em tarefas, como redação de atas de reuniões, criação de listas de ações e divisão de grandes projetos em planos detalhados por etapas;
  • A princípio, funcionarão em redes não classificadas. Contudo, segundo a Bloomberg, há informações de que as negociações para expansão para ambientes classificados e ultrassecretos;
  • Ao portal, Emil Michael, chefe de tecnologia do Departamento de Defesa, disse que está “confiante” de que o Google será “um ótimo parceiro em todas as redes“;
  • Ele também falou que o Pentágono está “seguindo em frente” ante à disputa com a Anthropic e que isso não será resolvido nos tribunais.

Concorrência

Com o litígio com a Anthropic, surgiram outras concorrentes no caminho: OpenAI e xAI. Ambas foram adicionadas às redes restritas, enquanto o Google expandiu sua colaboração. Mas, até pouco tempo, a Anthropic era a única fornecedora de IA na nuvem do Pentágono.

A tensão entre as empresas de IA sobre a validade do uso da tecnologia para fins militares só cresce. Jeff Dean, chefe de IA do Google, assinou, junto a dezenas de outros funcionários de OpenAI e da gigante das buscas, um parecer jurídico que apoia a Anthropic contra o Pentágono.

Dean, anteriormente, já expressou simpatias por preocupações envolvendo IA militar e vigilância, quando funcionários circularam cartas solicitando limites claros sobre como a empresa atua com os militares.

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Como o novo drone dos EUA ‘copiado’ do Irã está mudando a guerra

7 de Março de 2026, 10:18

A forma como as guerras são travadas está passando por mudanças profundas. É o que aponta uma reportagem publicada pelo The New York Times neste sábado (07). O jornal destaca o uso de drones baratos e fabricados em massa. E como isso tem desafiado tecnologias militares tradicionais e caras.

As forças militares dos Estados Unidos utilizaram pela primeira vez em combate o LUCAS, drone desenvolvido pela startup SpektreWorks por meio de engenharia reversa. A operação, executada na última semana, mirou infraestruturas e sistemas de defesa aérea no Irã. E foi em resposta a ataques iranianos que atingiram aeroportos, hotéis e embaixadas em países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

Drones baratos marcam transição na estratégia do Pentágono para travar guerras

O uso do drone LUCAS reforça como o Pentágono passou a priorizar a produção em massa de armas baratas e descartáveis em vez de focar exclusivamente em tecnologias multibilionárias, segundo o jornal. Entenda abaixo os pontos centrais da reportagem:

O surgimento do drone LUCAS (EUA)

Drones LUCAS, usados pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã
Startup SpektreWorks desenvolveu o drone LUCAS por meio de engenharia reversa do modelo iraniano Shahed (Imagem: Centro de Comando dos EUA)

Os Estados Unidos criaram um sistema de ataque chamado LUCAS (sistema de combate não tripulado e barato). O ponto mais curioso é que o LUCAS é uma cópia “reversa” do drone iraniano Shahed

Militares americanos perceberam que o drone do Irã era tão simples, barato e eficaz que decidiram fabricar sua própria versão para atacar alvos justamente no Irã e sobrecarregar suas defesas aéreas.

Drone Shahed e o caos no Golfo Pérsico

O drone iraniano Shahed tornou-se uma arma temida. Ele foi usado para atacar aeroportos, arranha-céus e embaixadas em países do Golfo Pérsico, como Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

  • Características: O drone tem cerca de três metros de comprimento, custa US$ 35 mil (aproximadamente R$ 184 mil) e pode voar centenas de quilômetros sozinho após a inserção das coordenadas;
  • Objetivos do Irã: Causar pânico, desestabilizar economias e mostrar força interna por meio de vídeos de explosões que circulam na mídia.

Vantagens e desvantagens de drones estilo LUCAS e Shahed

  • Vantagens: São muito baratos, fáceis de fabricar rapidamente (o LUCAS foi feito em 18 meses) e letais o suficiente para forçar o inimigo a gastar fortunas em defesa;
  • Desvantagens: São lentos, barulhentos (fáceis de ouvir chegando), carregam poucos explosivos e podem ter a navegação interrompida por interferência eletrônica.

Uma nova lógica de guerra: O barato contra o caro

A guerra está mudando de estilo, aponta o New York Times. E esse novo estilo pende mais para a rapidez de inovação do Vale do Silício do que para a burocracia tradicional do Pentágono.

Algumas cifras dão uma ideia disso. Enquanto um drone LUCAS ou Shahed custa U$ 35 mil, um míssil de cruzeiro Tomahawk custa cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 13 milhões).

Além disso, é muito caro se defender desses drones. Para você ter ideia, um único tiro para derrubar um Shahed pode custar até US$ 3 milhões (R$ 16 milhões). Como são pequenos e lentos, eles muitas vezes “enganam” os radares, que confundem os drones com pássaros ou aviões civis.

Lições da guerra na Ucrânia

O conflito entre Irã e nações do Golfo é visto como uma evolução do que já acontece na Ucrânia.

De um lado, a Rússia agora possui suas próprias fábricas de drones estilo Shahed e fez melhorias que foram compartilhadas de volta com o Irã. 

De outro, a Ucrânia tornou-se a maior especialista do mundo em derrubar esses drones. O país usa desde metralhadoras até sensores acústicos que “ouvem” o barulho de motor de cortador de grama que os drones fazem.

O futuro: IA e produção em massa

Drones LUCAS, usados pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã
Próximos passos são construir milhares de drones baratos de ataque e usar IA para que eles voem em “enxames” (Imagem: Centro de Comando dos EUA)

A reportagem do NYT indica que o uso dessas armas só vai aumentar. Isso porque: 1) O governo dos EUA destinou US$ 1,1 bilhão (R$ 6 bilhões) para um programa que visa construir milhares desses drones de ataque; e 2) O próximo passo é usar a inteligência artificial (IA) para tornar esses drones ainda mais independentes e eficazes, permitindo que voem em “enxames” ou acompanhem aviões de caça pilotados por humanos.

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Anthropic volta a conversar com Pentágono sobre uso do Claude na guerra

5 de Março de 2026, 08:53

A Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos retomaram as negociações nesta quinta-feira (05) para definir o uso de inteligência artificial (IA) em sistemas militares, revelou o Financial Times nesta quinta-feira (05). O diálogo ocorre após o colapso das conversas na semana passada, quando o governo americano ameaçou designar a startup como um “risco à cadeia de suprimentos”, medida que proibiria agências federais de utilizarem suas ferramentas.

A divergência central envolve as salvaguardas de segurança da empresa, que resiste ao uso de sua tecnologia para vigilância em massa ou operação de armas autônomas. Enquanto a concorrente OpenAI já firmou acordos para o uso de modelos em redes confidenciais (sistemas protegidos por sigilo de segurança nacional), a Anthropic busca garantias contratuais de que sua tecnologia não executará análises indiscriminadas de grandes volumes de dados.

Pressão de investidores e risco de exclusão aceleram retomada de diálogo entre Anthropic e Pentágono

O retorno às negociações foi motivado por uma pressão de grandes investidores, como Amazon e Nvidia. Por meio de um conselho de tecnologia, essas empresas enviaram uma carta ao governo na qual manifestaram preocupação com a possível punição à Anthropic, o que poderia prejudicar todo o mercado de tecnologia dos Estados Unidos.

Agora, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, conversa diretamente com Emil Michael, um alto funcionário do Pentágono responsável por pesquisas e engenharia. O objetivo é criar um contrato que permita aos militares usar a tecnologia, mas garanta que os limites éticos da startup não sejam desrespeitados.

OpenAI e Anthropic
Enquanto a OpenAI opera em redes secretas, a Anthropic exige garantias contra o uso de sua IA na análise indiscriminada de dados em massa (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

A Anthropic está numa fase de crescimento e espera faturar US$ 20 bilhões (R$ 105 bilhões) por ano, o que torna o governo um cliente estratégico. Se fosse expulsa desse mercado, a empresa perderia espaço para concorrentes que possuem menos travas de segurança em seus sistemas de IA.

O impasse ocorreu porque o governo americano queria retirar uma cláusula que impedia a IA de analisar grandes volumes de dados coletados de forma massiva. Oficiais do Pentágono criticam a startup há meses, afirmando que a preocupação exagerada com a segurança da IA atrapalha o desenvolvimento de ferramentas de defesa do país.

O desfecho dessa negociação vai definir como as empresas do Vale do Silício e os militares trabalharão juntos no futuro. Um novo acordo permitiria que o exército voltasse a usar o sistema Claude (a IA da Anthropic) e mostraria se o governo aceita as regras de controle ético propostas pelos desenvolvedores.

(Essa matéria também usou informações de Reuters.)

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E se a Netflix ficar cara demais? É só cancelar, diz co-CEO

5 de Fevereiro de 2026, 15:59
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix tenta comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que consumidor pode cancelar a assinatura se considerar preços do streaming altos;
  • Netflix ofereceu US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. Discovery, mas aquisição precisa de aprovação regulatória;
  • Netflix justifica negócio alegando que os conteúdos da HBO Max são complementares à sua plataforma.

Poderá a compra da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Netflix pesar no bolso do consumidor por resultar em menos empresas competindo em streaming? Para Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, esse mercado continuará competitivo, mas o usuário sempre terá a opção de cancelar a assinatura se não concordar com seu preço.

A declaração foi dada durante uma audiência recente no Senado dos Estados Unidos. Existe a preocupação, por parte de autoridades americanas, de que a compra da WBD pela Netflix cause uma concentração de mercado que levaria, entre outras consequências, a preços mais altos para os usuários.

Na audiência, Sarandos tentou convencer os senadores presentes de que o negócio não traz risco de monopólio. Para tanto, o executivo explicou que 80% dos assinantes da HBO Max também assinam a Netflix. A HBO Max faz parte do conglomerado da Warner Bros. Discovery, vale relembrar.

Com essa argumentação, Sarandos quis dizer que os conteúdos de cada plataforma se complementam em vez de competirem entre si, o que explica o fato de a grande maioria dos clientes da HBO Max também acessarem a Netflix.

Em dado momento, a senadora democrata Amy Klobuchar perguntou ao executivo que garantias a Netflix poderia oferecer para manter o streaming com preços acessíveis, até porque a companhia tem um histórico de aumento de preços, a exemplo do reajuste que ocorreu no início de 2025 nos Estados Unidos.

Ted Sarandos argumentou que a indústria do streaming continua sendo muito competitiva e que os reajustes anteriores permitiram à Netflix entregar “muito mais valor” aos assinantes.

Foi quando o executivo complementou dizendo que o usuário tem a opção de cancelar a assinatura se não concordar com os valores cobrados:

Nós temos cancelamento de um clique, então, se o consumidor disser “isso é muito [caro] para o que estou recebendo”, ele pode cancelar [a assinatura] com um clique”.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix

A Netflix também defende a ideia de oferecer pacotes que combinem seu streaming com os serviços da HBO Max que seriam mais baratos do que a soma das ofertas individuais de ambas as plataformas, o que poderia fazer rivais como a Disney trabalharem com preços competitivos.

Imagem mostra um homem sentado em um sofá marrom, vestindo um blazer preto e uma camisa branca.
Ted Sarandos, da Netflix (imagem: reprodução/Variety)

Netflix ofereceu US$ 82,7 bilhões pela WBD

Era dezembro de 2025 quando a Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões (R$ 434 bilhões pela cotação atual). Contudo, o negócio precisa ser aprovado por órgãos reguladores para ser finalizado.

A Netflix ainda tem que lidar com a concorrência: a Paramount Skydance ofereceu US$ 108,4 bilhões pela WBD (R$ 569 bilhões). A proposta da Paramount foi rejeitada no começo de 2026, mas a companhia ainda continua na disputa.

E se a Netflix ficar cara demais? É só cancelar, diz co-CEO

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

14 de Janeiro de 2026, 11:57
Fotografia de Donald Trump de terno e gravata azul
Presidente dos EUA exige que big techs assumam custos energéticos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Donald Trump afirmou que empresas de IA devem arcar com seus custos energéticos.
  • Segundo a publicação do presidente dos EUA, a medida evitaria o aumento nas tarifas de eletricidade para residências.
  • Trump afirmou que a Casa Branca vai colaborar com as big techs para resolver a questão, começando pela Microsoft.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas de tecnologia que atuam no ramo da inteligência artificial deverão arcar integralmente com seus próprios custos de consumo energético. De acordo com Trump, o governo vai começar a trabalhar primeiro com a Microsoft para resolver essa questão.

A medida foi anunciada pelo presidente em um post na Truth Social, sua rede social própria. A ação seria uma tentativa de evitar que a escalada na demanda por eletricidade dos data centers pressione a rede nacional a ponto de inflacionar as tarifas residenciais.

Sobrecarga na rede elétrica americana

A expansão massiva da IA tem gerado uma sobrecarga sem precedentes na infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. O tempo seria um dos principais obstáculos, conforme apontado pelo portal Tom’s Hardware: um data center pode ser ativado em meses, mas a construção de novas usinas e linhas de transmissão pode levar anos.

Atualmente, projetos de grande escala já provocam picos nos preços da energia, com aumentos chegando a 36% em estados onde a concentração de servidores é maior. Este cenário atinge diretamente as finanças de consumidores e pequenas empresas.

Vale lembrar que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia alertado em 2024 que a energia se tornaria o maior gargalo para o crescimento da IA, superando até mesmo a escassez de hardware.

Datacenter do Google baseado em TPUs
Data centers de IA estão fazendo o preço da energia disparar (imagem: divulgação/Google)

O que as empresas de tecnologia pretendem fazer?

Gigantes do setor já começam a se movimentar. Para reduzir a dependência da rede pública, a Microsoft anunciou um plano focado na construção de uma “infraestrutura de IA que priorize a comunidade”. Paralelamente, outras organizações do setor, como a OpenAI e a xAI, do bilionário Elon Musk, estão adotando o uso de geradores de energia locais e independentes.

No Senado americano, parlamentares democratas intensificaram a cobrança sobre Google e Amazon, exigindo relatórios detalhados sobre o impacto de suas operações nas contas de luz domésticas.

Diante desse cenário, a tendência é de uma pressão cada vez maior para que o setor privado invista em soluções de geração própria, garantindo que a corrida tecnológica seja sustentável e não penalize o consumidor final.

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

7 de Janeiro de 2026, 12:55
Ilustração sobre a interface cérebro-máquina mostra um homem com eletrodos conectados à cabeça. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial da Doctronic receita remédios nos EUA (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Utah lançou um programa piloto que utiliza uma IA da Doctronic para renovar prescrições médicas sem médicos.
  • O sistema abrange 190 medicamentos, excluindo analgésicos potentes, remédios para TDAH e injetáveis.
  • Segundo o governo, a iniciativa visa aliviar a pressão sobre profissionais de saúde e mitigar custos.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um estado passou a permitir que um sistema de inteligência artificial renove determinadas prescrições médicas sem a participação direta de um médico. A iniciativa, restrita a medicamentos de uso contínuo, faz parte de um programa piloto lançado em Utah em parceria com a startup Doctronic.

O projeto foi anunciado ontem (06/01), mas começou a operar de forma discreta em dezembro. Segundo o comunicado, esse será um teste de alto risco para avaliar os limites da automação na relação entre pacientes e o sistema de saúde.

De acordo com o portal Politico, o serviço também deve servir como termômetro do nível de confiança de pacientes e autoridades na substituição parcial de decisões médicas por algoritmos — iniciativa que, por enquanto, se restringe ao estado de Utah.

Como funciona a prescrição feita por IA?

No modelo adotado, pacientes acessam uma plataforma online que confirma se eles estão fisicamente em Utah. Em seguida, o sistema cruza o histórico de prescrições e apresenta uma lista de medicamentos elegíveis para renovação. A IA então conduz o paciente por perguntas clínicas semelhantes às feitas em uma consulta tradicional. Se tudo estiver dentro dos parâmetros, a receita é enviada diretamente à farmácia.

O programa abrange 190 medicamentos de uso comum, enquanto classes consideradas mais sensíveis — como analgésicos potentes, remédios para TDAH e medicamentos injetáveis — ficam de fora. O custo por renovação é de US$ 4 (cerca de R$ 21), valor que a empresa afirma ser temporário.

No site do chatbot, a empresa oferece a opção de agendar uma consulta por vídeo com um médico por US$ 39 (R$ 210), após a interação com a IA.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Governo de Utah considera o programa um teste de alto risco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao Politico, a diretora-executiva do Departamento de Comércio de Utah, Margaret Busse, afirmou que a iniciativa busca aliviar a pressão sobre profissionais de saúde, especialmente em áreas rurais.

“O estado vê a automatização das renovações de rotina de prescrições como uma forma de aliviar a pressão sobre os profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, reduzir os custos para os pacientes”, disse.

IA para substituir médicos?

A proposta, no entanto, levanta alertas. Em comunicado, o CEO da American Medical Association, John Whyte, declarou: “Embora a IA tenha oportunidades ilimitadas para transformar a medicina para melhor, sem a participação de médicos ela também representa riscos sérios tanto para pacientes quanto para médicos”.

Entre as preocupações estão o uso indevido do sistema, falhas na identificação de interações medicamentosas e a ausência de percepção clínica mais sutil. O próprio governo do estado reconhece o perigo. “De certa forma, é um risco para nós ao fazermos isso”, disse Busse.

A Doctronic afirma que seu sistema foi comparado a médicos humanos em 500 casos de pronto atendimento e apresentou concordância de 99,2%. O cofundador da startup, Adam Oskowitz, afirmou que “a IA é, na verdade, melhor do que os médicos nesse aspecto” ao realizar verificações mais amplas. Segundo ele, casos com qualquer incerteza são automaticamente encaminhados a um profissional humano.

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Entenda como as interfaces cérebro-máquina são um importante avanço para a neurotecnológia e a medicina (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

11 de Dezembro de 2025, 12:02
Todos os atalhos do Microsoft Word
Calibri era fonte padrão do Office até 2023 (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo americano baniu a fonte Calibri de documentos oficiais, retornando à Times New Roman por ser considerada mais formal e profissional.
  • A mudança para a Calibri foi criticada por Marco Rubio, que a considerou um desperdício.
  • A Calibri foi adotada por Antony Blinken em 2023 para melhorar a acessibilidade, mas a Times New Roman agora é obrigatória para garantir formalidade.

O secretário de Estado do governo americano, Marco Rubio, determinou que documentos oficiais de seu departamento voltem a ser escritos usando a fonte Times New Roman e criticou a adoção da Calibri, da Microsoft.

Em documentos internos obtidos pelo New York Times, Rubio afirma que a mudança para a Calibri foi um “desperdício” motivado por iniciativas de diversidade e que ela contribuiu para a “degradação” do departamento. A administração de Donald Trump tem encerrado programas de inclusão desde o início do mandato.

Um homem de terno escuro e gravata listrada em tons claros aparece falando em um palco, diante de um fundo azul desfocado. Ele olha para o lado com expressão séria e a bandeirinha dos Estados Unidos está presa à lapela. Microfones estão posicionados à sua frente no púlpito.
Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Rubio considera que a Times New Roman é “mais formal e profissional”. Por isso, ela será utilizada tanto interna quanto externamente. Um porta-voz do governo dos Estados Unidos declarou à BBC que a mudança servirá para garantir que as comunicações tenham “dignidade, consistência e formalidade esperadas para uma correspondência oficial”. A medida já passou a valer nesta quarta-feira (10/12).

Calibri era usada por acessibilidade

Antony Blinken, antecessor de Rubio no cargo durante o governo de Joe Biden, adotou a Calibri em 2023, mencionando maior acessibilidade para pessoas com deficiências visuais, dislexia ou que usam leitores de tela. Ele também aumentou o tamanho padrão da fonte, passando de 14 para 15 pontos. Segundo o jornal, alguns diplomatas não gostaram da mudança já naquela época.

A imagem mostra uma amostra da fonte “Calibri”. No topo, aparecem as palavras “Calibri” e “Aa Ee Gg” em versões regular e itálica, além de um grande “a” branco com traços arredondados, característicos da fonte sem serifa. Abaixo, surge a palavra de exemplo “Eiganes”, seguida pelo alfabeto minúsculo e pelos números “0 1 2 3 4 5 6 7 8 9”.
Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)

A principal diferença entre as duas fontes está no uso de serifas, como são chamados os traços e prolongamentos nas extremidades das letras. A Calibri não usa; a Times New Roman usa. Fontes sem serifas são consideradas melhores para se ler em telas e são associadas à modernidade e ao minimalismo. Já fontes com serifas são consideradas mais formais e clássicas.

Fonte foi padrão do Office e serviu como evidência em escândalo

Lucas de Groot, designer holandês responsável pela criação da Calibri, disse à BBC que a mudança era “triste e hilária”. A fonte substituiu a Times New Roman como padrão do Microsoft Office em 2007 e permaneceu com esse status até 2023. Ela foi trocada pela Aptos, que também não tem serifas.

E, acredite, não é a primeira vez que a Calibri se vê envolvida em uma polêmica política. Em 2017, a fonte serviu como evidência de que um documento apresentado por Maryam Nawaz, filha do então primeiro-ministro Nawaz Sharif, era falso: a certidão datava de 2006, mas já usava a Calibri, que só se tornou padrão no Office em 2007.

Com informações do The New York Times, do TechCrunch e da BBC

Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Atalhos de teclado do Word podem aumentar a sua produtividade (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)

YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

26 de Novembro de 2025, 17:26
Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
YouTube testa novo recurso de personalização da home (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube testa um novo recurso que permite personalização manual do conteúdo na página inicial.
  • Usuários podem inserir termos específicos para ajustar sugestões, respondendo a críticas ao algoritmo de recomendações.
  • A ferramenta está disponível para testes a um grupo limitado nos EUA, sem previsão de lançamento global.

O YouTube está desenvolvendo um recurso para permitir que usuários ajustem manualmente o conteúdo exibido na página inicial. Segundo o TechCrunch, a ferramenta — chamada “Your Custom Feed” — está em fase experimental e busca responder às críticas ao algoritmo de recomendações, acusado de priorizar vídeos repetitivos ou fora dos interesses reais dos usuários.

Quem participa dos testes verá o recurso como uma aba ao lado do tradicional botão “Home”. Ao acessá-la, o usuário pode inserir termos específicos, como “receitas” ou “jogos”, para direcionar as sugestões que vão aparecer na página de início.

Personalização como resposta às críticas

O algoritmo do YouTube é alvo de reclamações há tempos. Usuários sugerem que a plataforma interpreta as preferências de forma imprecisa após poucas interações com o conteúdo.

Um exemplo seria a exposição massiva a vídeos de um único tema, como filmes da Disney e relacionados, mesmo após interações mínimas. O novo recurso deve oferecer controle direto, substituindo parcialmente opções já existentes como “Não estou interessado” ou “Não recomendar este canal”.

A interface permite inserir múltiplos termos e ajustar prioridades, o que seria um passo para reduzir a dependência de IA na curadoria de conteúdo.

Por enquanto, a novidade está disponível para um grupo limitado de usuários. De acordo com o TechCrunch, o YouTube deve avaliar métricas como tempo de uso e satisfação antes de expandir o teste.

Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
Plataforma quer diminuir críticas sobre sugestões do algoritmo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube não é o único

Essa nova aposta em mais personalização não é exclusiva do YouTube. O X/Twitter tem explorado a integração com a IA Grok para filtrar posts, enquanto o Threads recentemente testou configurações avançadas para seu algoritmo.

A Meta também trabalha em uma abordagem parecida com o Instagram. No começo deste ano, a plataforma ganhou um novo recurso que cria um feed compartilhado de Reels em conversas do Direct, combinando interesses de amigos para sugerir vídeos.

YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

24 de Novembro de 2025, 16:48
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de encerrar estudo sobre saúde mental (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta interrompeu o estudo Project Mercury após resultados indicarem que deixar o Facebook reduzia ansiedade e depressão, segundo a Reuters.
  • Documentos judiciais revelam que a Meta encerrou o estudo por considerar os resultados contaminados por narrativas midiáticas.
  • A ação judicial alega que a Meta e outras empresas ocultaram riscos conhecidos para crianças e jovens.

Documentos recém-revelados em uma ação movida por distritos escolares dos EUA apontam que a Meta encerrou um estudo interno ao identificar indícios de que o uso do Facebook poderia afetar negativamente a saúde mental.

Segundo a Reuters, a iniciativa era conhecida como Project Mercury e estava em andamento desde o final de 2019. O objetivo seria medir, de forma experimental, como a ausência temporária da plataforma impactava o bem-estar de seus usuários.

Os registros indicam que o trabalho foi realizado em parceria com o instituto Nielsen, analisando grupos que desativavam suas contas por uma semana ou mais. Os primeiros resultados mostraram que pessoas que ficaram longe do Facebook relataram queda em sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social — conclusões que, de acordo com a ação, desagradaram a empresa.

Como resultado, a Meta teria decidido suspender o estudo, em vez de aprofundar a investigação, alegando que os resultados teriam sido contaminados pela “narrativa midiática existente” sobre a empresa.

O que dizem os documentos?

Os autos indicam que parte da equipe discordou da decisão de engavetar o estudo, defendendo a validade dos achados. De acordo com a Reuters, um pesquisador teria escrito: “O estudo da Nielsen mostra um impacto causal na comparação social.”

Outro funcionário comparou o silêncio interno à postura de indústrias que ocultaram dados prejudiciais no passado, afirmando que seria semelhante a empresas de tabaco que “faziam pesquisas, sabiam que cigarros eram prejudiciais e, mesmo assim, guardavam essa informação para si”.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Documentos revelam pesquisa suspensa pela Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar do levantamento sugerir uma relação entre uso das plataformas e efeitos negativos, a ação afirma que a empresa disse ao Congresso dos EUA ser incapaz de medir possíveis danos entre adolescentes.

A Meta contesta esse ponto: em comunicado, o porta-voz Andy Stone afirmou que a pesquisa foi interrompida por falhas metodológicas e reforçou que a companhia tem investido continuamente em medidas de proteção. “O registro completo vai mostrar que, por mais de uma década, ouvimos os pais, pesquisamos as questões mais importantes e fizemos mudanças reais para proteger os adolescentes”, declarou.

Meta teria ocultado evidências?

A acusação faz parte de um processo mais amplo contra Meta, Google, TikTok e Snap, movido por distritos escolares, famílias e procuradores estaduais. Os autores sustentam que as empresas tinham conhecimento sobre riscos às crianças e jovens, mas deixaram de agir e, em alguns casos, teriam minimizado ou omitido informações.

O Google rebateu as alegações, afirmando que “esses processos judiciais demonstram uma incompreensão fundamental de como o YouTube funciona e as alegações simplesmente não são verdadeiras”. O processo segue em tramitação no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, com nova audiência prevista para 26 de janeiro.

Com informações da CNBC

Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

EUA vão lançar moeda para homenagear Steve Jobs

16 de Outubro de 2025, 16:12
Imagem mostra uma moeda com o desenho de Steve Jobs sentado. O fundo da imagem é azul
Casa da Moeda dos EUA terá moeda em homenagem a Steve Jobs (imagem: divulgação/The U.S. Mint)
Resumo
  • O governo dos EUA lançará em 2026 uma moeda comemorativa de US$ 1 em homenagem a Steve Jobs.
  • A moeda traz um jovem Jobs na Califórnia e a frase “Make something wonderful” no verso.
  • A indicação foi feita pelo governador do estado, Gavin Newsom, em reconhecimento à contribuição de Jobs para a inovação.

O governo dos Estados Unidos vai homenagear Steve Jobs com uma moeda comemorativa de US$ 1. O tributo ao cofundador da Apple, que faleceu em 2011, faz parte de um projeto nacional que celebra personalidades e invenções que marcaram a história da inovação norte-americana.

A moeda poderá ser adquirida avulsa por US$ 13,25 (cerca de R$ 72) no site da Casa da Moeda dos EUA (U.S. Mint). O item colecionável traz um design simbólico que representa a juventude e o legado visionário de Jobs. O lançamento oficial está previsto para ocorrer ao longo de 2026.

Como será a moeda em homenagem a Steve Jobs?

A moeda retrata um jovem Steve Jobs sentado de pernas cruzadas diante de uma paisagem típica da Califórnia, com colinas ao fundo. Fiel à imagem clássica do empresário, o design o mostra vestindo seu tradicional suéter de gola alta.

Além disso, o verso traz a frase “Make something wonderful” (“Crie algo maravilhoso”), uma citação de 2007 que se tornou um resumo de sua filosofia e visão de mundo.

Por que Steve Jobs foi escolhido?

Steve Jobs (Imagem: Ben Stanfield/ Flickr)
Steve Jobs e seu tradicional suéter de gola alta (foto: Ben Stanfield/Flickr)

A homenagem integra o programa “American Innovation $1 Coin”, iniciado em 2018. A iniciativa tem como objetivo celebrar pessoas, invenções e eventos marcantes de cada estado norte-americano. Cada moeda é dedicada a um ícone ou avanço que ajudou a moldar os Estados Unidos.

A indicação de Steve Jobs foi feita pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, em fevereiro deste ano. Segundo o político, o cofundador da Apple “representa o tipo único de inovação que impulsiona a Califórnia”.

A inclusão de Jobs na série coloca o nome do empresário ao lado de outras homenagens de peso — como o supercomputador Cray-1, escolhido por Wisconsin como símbolo de inovação da década de 1970.

Com informações do The Verge

EUA vão lançar moeda para homenagear Steve Jobs

Casa da Moeda dos EUA terá moeda em homenagem a Steve Jobs (imagem: divulgação/The U.S. Mint)

Steve Jobs (Imagem: Ben Stanfield/ Flickr)
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