The Chinese App That Puts Instagram to Shame

A Trump Organization anunciou o T1 Phone em junho de 2025 prometendo um celular “Made in USA”, com desenvolvimento e fabricação totalmente norte-americanos. No entanto, o aparelho que começa a chegar aos compradores quase um ano após a pré-venda parece ser apenas uma versão dourada de um modelo chinês.
O lançamento do T1 Phone foi cercado de polêmicas, desde a proposta até as imagens de divulgação. No início, as imagens mostravam um iPhone banhado a ouro, mas depois passaram a exibir uma cópia do Galaxy S25 Ultra com detalhes dourados e referências ao presidente, conforme noticiou o The Verge.
Agora que o produto está entrando na fase de distribuição para quem comprou na pré-venda, analistas de mercado apontam que o smartphone tem as mesmas especificações do REVVL 7 Pro 5G, da fabricante chinesa Wingtech.
O REVVL é vendido nos Estados Unidos pela T-Mobile e custa a partir de US$ 126 (R$ 630, em conversão direta), enquanto o T1 Phone custa US$ 499 (R$ 2,5 mil).
O anúncio do T1 Phone aconteceu em meio ao aumento das tarifas de importação sobre produtos chineses imposto pelo presidente Donald Trump, movimento que gerou preocupação na indústria de tecnologia dos EUA devido à forte dependência de componentes fabricados na China.
Além do país asiático, itens importados de Canadá, México, Japão, Índia e Brasil começaram a receber taxas extras para entrarem nos Estados Unidos.
O novo celular foi revelado pela Trump Organization em junho, junto a um plano de telefonia. Nas especificações, o smartphone teria tela AMOLED de 6,8 polegadas, 12 GB de memória RAM e câmeras com até 50 MP, com três lentes na parte traseira. A bateria seria de 5.000 mAh e o sistema operacional, por sua vez, seria o Android 15.

Segundo o site El Español, que repercutiu o início dos envios do T1 Phone para os usuários, o modelo não fugiu muito às promessas: tela AMOLED de 6,78 polegadas, sensor principal de 50 MP e outras duas lentes (grande angular e teleobjetiva) no trio de câmeras traseiras.
As características são as mesmas presentes no Wingtech REVVL 7 Pro de 2024, mas com uma repaginação na parte externa.
Quanto à promessa de produção 100% feita nos Estados Unidos, a própria Trump Mobile voltou atrás nos matérias de divulgação, apontando que se trata de um produto projetado nos EUA, abandonando a alegação de fabricação integral no país.
The T1 Phone has arrived!! Those who pre-ordered the T1 Phone will be receiving an update email. Phones start shipping this week!!! pic.twitter.com/IsOre1cBa1
— Trump Mobile (@TrumpMobile) May 13, 2026
As polêmicas envolvendo o T1 Phone vão além do aparelho em si: a política de reembolso ganhou novos termos que apontam para depósitos intransferíveis e sem “valor monetário”. Além disso, rumores apontam que as tentativas de cancelamento levaram a um e-mail avisando que os depósitos de pré-compra não seriam devolvidos.
Antes disso, a empresa nem mesmo confirmava a produção ou disponibilização do celular, e o depósito seria apenas uma “oportunidade condicional”, caso houvesse uma decisão pela venda, segundo a CNN. Atualmente, a posição oficial da Trump Mobile é de que o produto finalmente começará a ser enviado para seus compradores ainda esta semana.
Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês




Pesquisadores de Shenzhen, na China, produziram uma bateria de lítio e enxofre que pode ser uma nova solução para a indústria de drones, principalmente pensando em modelos mais robustos. O componente é capaz de controlar melhor a dissipação de energia, um dos grandes problemas da categoria. Segundo os cientistas, isso é possível por conta de uma nova estratégia molecular que também aumenta a eficiência do produto.
Os atuais drones comerciais em geral utilizam baterias de íon-lítio, com capacidade bem inferior. Enquanto a novidade permite uma eficiência de 549 Wh/kg, os componentes atuais têm uma média de 300 Wh/kg.

A principal dificuldade de estabilizar baterias de lítio e enxofre passa pela alta dissipação de energia, difícil de ser controlada com as tecnologias atuais. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Tsinghua, produziu o componente utilizando um pré-mediador específico para o enxofre, ativado apenas quando o elemento entra em fase de reação eletroquímica.
Em outras palavras, esse aditivo garante que o transporte da carga elétrica ocorra de forma mais direcionada, evitando que a energia se perca em forma de calor. O trabalho acontece a nível molecular e, conforme divulgado pelo jornal China Daily, a resistência do produto é até 75% maior que baterias convencionais de lítio e enxofre. Nos testes, foram realizados 800 ciclos de carga e descarga, com 82% da capacidade original sendo mantida ao longo do processo.

A alta capacidade prometida por baterias de lítio e enxofre é interessante sobretudo para drones robustos, já que a proposta passa pelo alto desempenho por quilo transportado. Ainda assim, uma mudança nos drones comerciais também seria interessante. Outra vantagem interessante é o preço do componente, menor que as baterias de íon-lítio pois o enxofre custa menos.
Os pesquisadores também falaram sobre possíveis usos em drones de resgate, utilizados em situações de risco, além de modelos voltados para entrega de produtos e comida, que teriam uma produtividade maior. A tecnologia também será testada em outras reações, como em baterias de fluxo (reaproveitáveis), metal-lítio e em processos de reciclagem de componentes.
Os testes divulgados nesta semana foram feitos em laboratório. Até o momento não há nenhum relato de uso real dessa nova bateria de lítio e enxofre. Portanto, ainda não dá para prever se a tecnologia será, de fato, empregada a nível comercial, e tampouco se será algo viável nos drones que chegam às lojas.
Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones





Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Metais da Academia Chinesa de Ciências (CAS) desenvolveu uma bateria de fluxo à base de ferro que pode solucionar o maior gargalo da transição energética: o alto custo do armazenamento de eletricidade em larga escala.
O estudo, publicado este mês na revista científica Advanced Energy Materials, apresenta uma inovação capaz de suportar 6 mil ciclos de carga — uma durabilidade de 16 anos em operação diária.
No entanto, vale lembrar que essas baterias não foram projetadas para dispositivos portáteis: elas dependem de tanques de eletrólitos, bombas e tubulações para funcionar. Trata-se de uma solução de infraestrutura pesada, voltada para o armazenamento em escala industrial.
A urgência dessa inovação está na dinâmica do mercado. Hoje, quem dita as regras quando o assunto é armazenamento de energia é o lítio, mas a sua cadeia de suprimentos é complexa e muito cara. Um levantamento repercutido pelo jornal South China Morning Post destaca que o lítio chega a ser negociado por um valor 80 vezes maior que o do ferro na indústria de base.
Essa diferença de preço transforma o material abundante na Terra em uma alternativa mais viável para criar instalações capazes de estabilizar as redes elétricas das grandes cidades, por exemplo, garantindo o fornecimento ininterrupto de energia.
Diferente das baterias de íon-lítio dos celulares, as de fluxo de ferro armazenam energia em tanques de líquidos. Historicamente, os modelos à base de ferro esbarravam em uma falha técnica no polo negativo do equipamento: durante o uso, os materiais ativos têm a tendência de vazar. Esse processo, conhecido no jargão técnico como crossover, inviabiliza sua comercialização.
Para resolver o obstáculo do vazamento, os cientistas do CAS desenvolveram um complexo de ferro que funciona como um escudo de dupla camada em nível molecular. Segundo as informações divulgadas pelo portal Interesting Engineering, a molécula usa sua estrutura física — que é mais rígida e volumosa — para proteger o núcleo de ferro. Ao mesmo tempo, esse complexo possui uma forte carga negativa que gera um campo de força, repelindo as partículas que tentam “fugir” de forma indevida.

A combinação desses mecanismos barra a liberação do material. Além disso, a nova tecnologia adota uma química de base alcalina que impede a formação de dendritos, minúsculos cristais que costumam causar curtos-circuitos e destruir módulos precocemente.
Durante todo o período simulado, a bateria operou sem qualquer perda na capacidade de armazenamento. Mesmo quando os pesquisadores exigiram altas potências de saída, o protótipo reteve 78,5% da sua eficiência energética original.
Há uma corrida internacional para encontrar alternativas ao lítio. Como as instalações de rede elétrica não sofrem restrições de peso ou espaço físico — ao contrário de carros elétricos ou dispositivos móveis —, as baterias de fluxo despontam como sucessoras mais baratas no setor.
Nos Estados Unidos, o mercado já apresenta movimentações parecidas. A ESS Tech Inc., empresa com sede no Oregon, iniciou a instalação de medidores de fluxo de ferro em infraestruturas privadas, fornecendo suporte de energia para data centers de gigantes da tecnologia como o Google.
Com resultados científicos, o próximo desafio será provar a escalabilidade do projeto, tirando a promessa dos laboratórios e integrando a tecnologia às redes elétricas.
China desenvolve bateria barata que pode durar 16 anos


A corrida da inteligência artificial ficou mais acirrada nesta sexta-feira (24/04). Um ano depois de causar um alvoroço bilionário no setor, a chinesa DeepSeek liberou uma prévia oficial do V4, sua nova geração de modelos de linguagem de grande escala.
O objetivo da companhia é ambicioso: competir de igual para igual com os sistemas proprietários das gigantes americanas, como o Google, a OpenAI e a Anthropic. Segundo a DeepSeek, o V4 deve atingir ou até mesmo superar os líderes de mercado em testes de desempenho.
O grande trunfo da versão 4 está na capacidade aprimorada de codificação. Escrever, debugar e interpretar código de software tornou-se a habilidade central para criar agentes autônomos de IA — sistemas capazes de executar tarefas complexas sem a necessidade de intervenção humana. Esse é um segmento corporativo altamente lucrativo, que atualmente é dominado por ferramentas como o ChatGPT Codex e o Claude Code.
Em um documento técnico detalhado publicado no repositório Hugging Face, a equipe de desenvolvedores focou especialmente na variante “V4 Pro”. O texto explica os refinamentos feitos na arquitetura neural do modelo — avanços que permitem à IA resolver lógicas de programação complicadas exigindo menos poder bruto de computação.
Além do aspecto técnico, a DeepSeek optou por manter a tecnologia sob a licença de código aberto, buscando atrair desenvolvedores que procuram alternativas às APIs pagas do Vale do Silício.
A companhia também fez questão de destacar que o novo modelo possui compatibilidade nativa com os chips desenvolvidos pela também chinesa Huawei. Historicamente, o treinamento de grandes modelos de linguagem exige data centers massivos, um mercado hoje liderado de forma esmagadora pela americana Nvidia.
Com as pesadas sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos — que restringem a exportação de chips de alto desempenho para a China —, conseguir treinar e rodar uma IA de ponta utilizando infraestrutura nacional sinaliza que o país está mais perto de conseguir sustentar sua própria indústria tecnológica.
Apesar do avanço, a DeepSeek preferiu o silêncio em relação aos números. A empresa afirma que os “custos [foram] drasticamente reduzidos”, mas, diferente de lançamentos passados, não divulgou os custos da fase de treinamento do V4.

É difícil analisar a chegada do V4 sem mencionar o impacto causado pelo seu antecessor. Lançado há um ano, o DeepSeek R1 provou para o mercado que era possível treinar um modelo altamente inteligente gastando apenas uma fração dos bilhões de dólares que as rivais americanas costumam investir.
No entanto, a ascensão meteórica da empresa chinesa não ocorreu sem atritos. Autoridades dos Estados Unidos já acusaram publicamente a DeepSeek de burlar as sanções internacionais, alegando que a companhia utilizou chips proibidos da Nvidia, adquiridos por rotas alternativas, para treinar IAs de gerações passadas.
Soma-se a isso uma disputa sobre propriedade intelectual: a Anthropic alega que a DeepSeek utilizou os resultados gerados pela sua família de modelos Claude para criar dados sintéticos. Essas informações teriam sido usadas para treinar e refinar os produtos da própria companhia chinesa, configurando uma violação aos termos de uso da plataforma americana. Até o momento, a DeepSeek tem ignorado o histórico de acusações.
DeepSeek V4: startup chinesa revela nova IA um ano após surpreender o mercado




A Honor anunciou o lançamento global dos novos Honor 600 e Honor 600 Pro, modelos que a empresa posiciona como topos de linha acessíveis. Esses aparelhos chegarão diretamente ao mercado internacional, diferente da geração anterior, que ficou restrita à China.
A estreia ocorre simultaneamente na Europa e na Ásia, com início das vendas previsto para 30 de abril. Os dispositivos chamam atenção por reunir uma câmera principal de 200 megapixels, baterias de alta capacidade e um visual que remete, claramente, à estética adotada pela Apple em seus iPhones mais recentes.
Ainda não há previsão de lançamento do dispositivo no Brasil. Por aqui, a empresa já lista o Honor 600 Lite em seu site oficial, primeiro dispositivo da nova linha e que chegou ao mercado em março.

O visual da linha 600 lembra, de forma muito próxima, o design implementado pela Apple nos lançamentos do ano passado. Isso se dá, principalmente, graças ao módulo de câmeras e da disposição dos sensores, especialmente na cor alaranjada. Não é a primeira vez, já que a empresa seguiu uma abordagem parecida no Honor Power 2, lançado em janeiro.
Apesar das semelhanças, a empresa mantém algumas escolhas próprias. Ambos os modelos contam com certificação IP69K, que garante resistência a jatos de água de alta pressão e poeira — um nível acima do padrão mais comum no mercado.
O conjunto é complementado por telas AMOLED de 6,57 polegadas, com taxa de atualização de 120 Hz e brilho de pico HDR que chega a 8.000 nits.

Embora compartilhem design e tela, as diferenças entre o Honor 600 e o 600 Pro aparecem principalmente no desempenho e nas câmeras:
Na Europa, o Honor 600 parte de 649,90 euros (cerca de R$ 3.800), enquanto o Honor 600 Pro começa em 999,90 euros (aproximadamente R$ 5.850).
Segundo o The Verge, o valor do modelo Pro fica próximo ao de um iPhone básico na região, mas ainda abaixo das versões Pro da Apple, justamente as que serviram de referência visual para os novos aparelhos.
Honor lança linha 600 com design inspirado no iPhone 17 Pro






A Apple vai reduzir as taxas cobradas de desenvolvedores na App Store da China. Em comunicado, a dona do iPhone confirmou que, a partir de domingo (15/03), a comissão padrão sobre a compra de apps e transações no ecossistema do iOS e iPadOS vai cair dos atuais 30% para 25%.
A decisão acontece após discussões com órgãos reguladores chineses, em uma tentativa clara da empresa de evitar a abertura de uma investigação antitruste no país asiático.
Essa mudança não beneficia apenas as grandes desenvolvedoras. Em nota, a empresa afirma que desenvolvedores qualificados no Programa de Pequenas Empresas da App Store e parceiros de miniaplicativos também terão um alívio: a taxa cai de 15% para 12%.
A redução é uma resposta direta à crescente pressão do governo chinês. Em fevereiro, a CNBC relatou que a China estudava abrir uma investigação formal contra a dona do iPhone, focada justamente nas políticas restritivas e altos valores retidos pela App Store. O simples rumor gerou instabilidade no mercado e impactou negativamente o valor das ações da companhia.
Segundo o The Verge, a Maçã preferiu ceder e flexibilizar seu modelo de negócios a encarar uma briga jurídica prolongada. Do ponto de vista estratégico, a decisão faz sentido, já que a China figura como um dos mercados vitais para a empresa de Cupertino, respondendo atualmente por cerca de 17% de toda a sua receita global.
No comunicado, a Apple também justificou a alteração dizendo que quer manter o iOS e o iPadOS como uma “excelente oportunidade de negócios” na região. A empresa reforçou o compromisso com termos justos e transparentes, garantindo que as taxas na China não sejam maiores do que as praticadas em outros mercados.
O corte tem efeito imediato no bolso de estúdios de jogos, criadores independentes e empresas de serviços digitais que dependem da infraestrutura da Apple. Na prática, a medida aumenta a margem de lucro local retida pelos desenvolvedores em cada transação, o que pode impulsionar ainda mais o ecossistema de criação de software no país.
Ceder às pressões regulatórias, no entanto, não é novidade na estratégia recente da Apple. A empresa já foi forçada a fazer mudanças parecidas na União Europeia por conta da Lei dos Mercados Digitais (DMA). Por lá, a gigante da tecnologia precisou liberar a instalação de lojas de aplicativos de terceiros e autorizar o uso de métodos de pagamento alternativos para acalmar os reguladores e evitar multas bilionárias.
Apple reduz taxas da App Store na China após pressão de reguladores


O Ministério do Comércio da China alertou que uma nova crise global na cadeia de suprimentos de semicondutores pode atingir a indústria de tecnologia. O aviso ocorreu após a sede da fabricante holandesa de chips Nexperia desativar sistemas de TI em território chinês, intensificando uma disputa iniciada no ano passado.
Segundo a Reuters, Pequim declarou que o bloqueio “criou novas dificuldades” para as negociações, alertando que o governo da Holanda assumirá “total responsabilidade” caso o desabastecimento de componentes se espalhe globalmente.
Em resposta, a matriz holandesa da Nexperia contestou a versão de que a ação tenha afetado a linha de produção na unidade situada na província de Guangdong. O Ministério do Comércio da China rejeitou o argumento da empresa.
Uma interrupção prolongada afetaria as linhas de montagem de automóveis, computadores, smartphones e eletrônicos de consumo em todo o mundo. Isso porque a companhia não atua em um nicho específico: ela responde por cerca de 40% do mercado global de transistores e diodos.
Conforme apontado pelo site Tom’s Hardware, os semicondutores fabricados pela Nexperia são componentes essenciais para fontes de alimentação de PCs, placas-mãe, carregadores de bateria e sistemas eletrônicos dos veículos modernos.
Analistas do setor indicam que a produção nas fábricas chinesas representa quase 75% do volume global da marca. Além disso, o mercado de tecnologia não conseguiria substituir essa demanda rapidamente, e encontrar um novo fornecedor levaria meses.
A vulnerabilidade da indústria a essa cadeia de suprimentos já foi comprovada. Em outubro de 2025, o CEO da Alliance for Automotive Innovation, John Bozzella, alertou que restrições nas exportações causariam um “efeito cascata” em múltiplos setores. Durante os primeiros embargos relacionados a essa crise corporativa, montadoras como Honda, Nissan, Volkswagen e Bosch precisaram interromper a produção por falta de peças.

O atual impasse começou justamente em outubro, quando as autoridades holandesas confiscaram a Nexperia de sua então controladora chinesa, a Wingtech Technology, por supostas falhas de governança e urgência de reduzir riscos à segurança econômica do continente europeu. A intervenção resultou na transferência forçada das ações da Wingtech para um advogado independente de Amsterdã.
O governo chinês respondeu com rigorosos controles de exportação sobre os chips da Nexperia fabricados em seu território. Essa primeira sanção foi a responsável por paralisar temporariamente as montadoras de automóveis no ano passado, até que conversas diplomáticas liberaram o fluxo de componentes.
Em retaliação à perda de controle da Wingtech, a subsidiária chinesa da Nexperia declarou-se independente da matriz na Holanda. Desde a separação, a relação entre os escritórios transformou-se em troca pública de acusações. A sede europeia apoia a expulsão definitiva da Wingtech, já a operação chinesa exige a restauração imediata do controle original.
O Ministério do Comércio da China agora acusa as autoridades dos Países Baixos de inércia, argumentando que o país não realiza as pressões necessárias para viabilizar um acordo.
China alerta para nova crise global de chips

A tecnologia de Interface Cérebro-Computador (BCI), que permite a comunicação direta entre o cérebro e máquinas, deve chegar ao uso prático pela população entre três e cinco anos.
A previsão é de Yao Dezhong, diretor do Instituto de Ciências do Cérebro de Sichuan, em entrevista à Reuters durante as reuniões anuais do parlamento chinês em Pequim.

O governo da China elevou essa tecnologia ao status de indústria estratégica central em seu novo plano de cinco anos, colocando-a ao lado de áreas como inteligência artificial, 6G e fusão nuclear.
A China é o segundo país a iniciar testes humanos invasivos (com chips implantados). Atualmente, existem mais de 10 testes ativos no país, mesmo número registrado nos Estados Unidos. A meta para este ano é recrutar mais de 50 pacientes em todo o país para novas pesquisas.
Leia mais:
Resultados de testes recentes mostram o impacto prático da tecnologia:
Para acelerar o acesso, o governo chinês já incluiu alguns tratamentos de BCI no seguro médico nacional em algumas províncias piloto. Segundo a consultoria CCID, o mercado interno deve movimentar 5,58 bilhões de yuans (cerca de 809 milhões de dólares) até 2027.
De acordo com Yao Dezhong, o país possui vantagens competitivas no setor, como:
Embora empresas americanas como a Neuralink, de Elon Musk, foquem em chips que penetram no tecido cerebral, os pesquisadores chineses trabalham em diferentes frentes: modelos invasivos, não invasivos e semi-invasivos.
Os modelos semi-invasivos são colocados na superfície do cérebro. Eles podem perder um pouco da qualidade do sinal, mas reduzem riscos como danos aos tecidos e complicações pós-cirúrgicas.
Apesar de reconhecer a vantagem técnica da Neuralink — que usa um robô para inserir centenas de eletrodos no cérebro em minutos —, Yao afirma que a China está progredindo rapidamente. Segundo o especialista, a direção seguida por Musk já é basicamente alcançável dentro do cenário doméstico chinês.
O post Tecnologia que “lê o cérebro”: China projeta uso público em até cinco anos apareceu primeiro em Olhar Digital.
A BYD, gigante global na fabricação de veículos elétricos, registrou uma queda de cerca de 36% nas vendas combinadas de janeiro e fevereiro de 2026, mesmo após ajuste para o impacto do feriado de Ano Novo Chinês, que ocorreu em meados de fevereiro. A retração indica que a liderança da empresa no mercado de elétricos da China está se estreitando, enquanto outras montadoras locais registraram crescimento nas vendas no mesmo período.
As vendas conjuntas de janeiro e fevereiro da Leapmotor alcançaram 60.126 unidades, representando um aumento de 19% em relação ao ano anterior. A Xiaomi vendeu mais de 59.000 unidades, um salto de 48% na comparação anual. Já a Nio e a Zeekr, da Geely, tiveram crescimento expressivo, com aumento aproximado de 77% e 84%, respectivamente. Por outro lado, a Xpeng apresentou a maior queda, com 35.267 entregas, uma redução de cerca de 42%, enquanto a Li Auto teve leve recuo de quase 4%, totalizando 54.089 unidades.

A redução da liderança da BYD indica um mercado chinês de veículos elétricos mais equilibrado, com ofertas concorrentes se tornando mais atraentes. Segundo Leon Cheng, chefe da área de mobilidade da consultoria YCP, “a liderança da BYD é real, mas está diminuindo. Uma reversão completa é improvável no curto prazo, mas a compressão da participação doméstica é a direção atual”. Entre 2024 e 2025, a empresa detinha cerca de 26% a 34% do mercado de veículos de nova energia, mas concorrentes como Geely e Leapmotor avançaram principalmente no segmento médio, foco principal da BYD.
Concorrentes chineses têm buscado agregar valor às suas ofertas mantendo preços competitivos, prática conhecida como involução. O SUV YU7 da Xiaomi foi o veículo de passageiros mais vendido na China em janeiro, superando o Tesla Model Y em mais que o dobro de unidades.

Para enfrentar a competição doméstica, a BYD tem ampliado sua atuação em mercados internacionais. Em fevereiro, pela primeira vez, as exportações da empresa superaram suas vendas internas. Cheng afirma que “as exportações são o amortecedor da BYD — vendas externas acima de 1 milhão de unidades em 2025 não podem ser igualadas por rivais puramente domésticos”.
No mercado interno, a empresa deve lançar novos produtos ainda em 2026, com destaque para novas baterias e recursos de assistência avançada ao motorista, seguindo estratégias anteriores que impulsionaram a demanda sem gerar guerra de preços.
Apesar do crescimento de alguns concorrentes, o mercado chinês de elétricos enfrenta demanda mais lenta, parcialmente devido à reintrodução do imposto de compra de 5% sobre veículos de nova energia, anteriormente isentos da taxa de 10%. Segundo Abby Tu, analista da S&P Global Mobility, essa mudança representa um acréscimo significativo no custo para o consumidor e pode reduzir a demanda por novos veículos elétricos.
Algumas montadoras têm buscado estimular a procura interna com opções de financiamento atrativas, como empréstimos com juros reduzidos ou nulos por períodos prolongados, estratégia adotada por empresas como Tesla e Xiaomi.
Leia mais:
Com a concorrência aumentando, a diferenciação se torna um desafio. Algumas montadoras buscam nichos em segmentos de luxo, enquanto a BYD tenta manter sua posição ajustando portfólio de produtos e explorando mercados externos, ao mesmo tempo em que prepara lançamentos domésticos para reforçar sua competitividade.

O cenário mostra um mercado de elétricos chinês em transformação, com disputas acirradas e estratégias variadas para capturar consumidores em um momento de crescimento desigual e ajuste de incentivos fiscais.
O post BYD vê vendas caírem 36% e perde terreno para rivais chineses apareceu primeiro em Olhar Digital.
Um relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Representantes dos EUA aponta que a China opera ou possui acesso a várias instalações espaciais na América Latina com potencial militar. E o Brasil está na lista.
O documento cita a “Estação Terrestre de Tucano“, apresentada, da mesma forma que as demais citadas, como projeto civil e científico. Contudo, congressistas estadunidenses a veem com capacidade de uso duplo, ou seja, também podendo servir ao exército chinês.
Com a exposição do relatório, o Ministério da Defesa foi convocado para dar explicações à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) sobre o que seria a Estação Terrestre de Tucano.
No relatório, são apontadas 11 instalações ligadas à China no Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile e outros. Tucano foi estabelecida em acordo realizado em 2020 como um projeto entre a startup brasileira Ayla Nanossatélites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology.
Não se sabe a localização exata da estação, apenas que se encontra na região de Salvador (BA). No relatório estadunidense, é descrito o laboratório conjunto de radioastronomia em Serra do Urubu, concebido em 2025 após acordo entre Instituto de Pesquisa em Comunicação de Redes de Ciência e Tecnologia Elétrica da China (CESTNCRI) e universidades federais de Campina Grande (UFCG) e Paraíba (UFPB).
A Beijing Tianlian é vinculada à Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e à China Aerospace Science and Technology Corporation, do governo. Ambas são chaves do programa espacial da China.
Além disso, a falta de informações concisas sobre o uso da estação preocupa os congressistas, que apontam risco de uso para fins militares. Na documentação oficial, o que a estação faz é apoiar satélites de observação da Terra e comunicações espaciais.
O relatório indica que a Beijing Tianlian fornece comunicações de voz e dados entre satélites e o planeta, inclusive para missões tripuladas e satélites desenvolvidos para reconhecimentos. A Alya declarou que a estação daria suporte à constelação de satélites comerciais Alya-1, que observa a Terra.
Os congressistas estadunidenses dão conta de que o acordo entre as empresas prevê troca e armazenamento de dados operacionais por meio de suas redes de antenas interligadas. Eles entendem que essa conexão aumentaria a cobertura de órbitas polares e equatoriais e, por consequência, a capacidade de rastreamento de satélites.
Os parlamentares entendem, ainda, que essa combinação é capaz de aprimorar a “consciência situacional espacial”, o que envolve monitoramento e rastreamento de objetos espaciais.
Dessa forma, diz o documento, seria possível contribuir para inteligência militar, orientação de mísseis e acompanhamento de ativos estrangeiros. Além disso, há uma citação a uma parceria entre Alya e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira (FAB) como apoio à Tucano.
Assim sendo, o comitê entende que essa ligação é uma integração sensível entre a estação em si e estruturas de defesa do Brasil. Ele recomenda que o governo dos EUA reavalie sua cooperação espacial com países que detenham infraestrutura da China e limite a expansão dessas estruturas no hemisfério ocidental.
O relatório aponta ainda que bases, como Tucano, podem aumentar a capacidade chinesa de vigilância e possível interferência em sistemas espaciais de nações consideradas adversárias por Pequim.
Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas, diminuiu a importância do relatório. “Está muito claro hoje que, pelo nível de desenvolvimento tecnológico que esses dois países [Estados Unidos e China] alcançaram, não há qualquer necessidade de uma base fixa localizada em uma área extremamente fácil de ser rastreada e de fácil espionagem“, afirmou ao UOL.
“Não imagino um chinês colocando sua tecnologia, principalmente na área militar e com equipamentos sofisticados, em uma área tão vulnerável como o Brasil. Isso é uma piada, não dá nem para levar a sério e mostra o nível de um grupo muito específico nos Estados Unidos que ainda traz esse tipo de discussão”, prosseguiu.
Apesar da preocupação estadunidense, não há provas públicas de uso militar dessa base. Inclusive, o próprio texto admite que as instalações são apresentadas como civis e comerciais e que as suspeitas são originárias da análise de capacidades técnicas e vínculos institucionais com a área espacial da China, operada com políticas de integração civil-militar.

Leia mais:
A Alya Space alegou, em nota, que atua junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e à União Internacional de Telecomunicações (UIT) e nega ter envolvimento com atividades militares ou de vigilância estratégica. Lembrou, ainda, que sua atuação é inteiramente civil e alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
Leia a nota na íntegra:
A Alya Space é uma empresa brasileira do setor espacial, sediada em Salvador (BA) e fundada no final de 2019, dedicada ao desenvolvimento de soluções espaciais sustentáveis voltadas ao monitoramento ambiental, análise territorial e apoio à tomada de decisão estratégica por meio do uso responsável da tecnologia espacial.
A empresa está desenvolvendo uma constelação e possui as licenças de operação expedidas pela UIT (União das Nações para telecomunicações – Genebra) para o lançamento de 216 satélites em órbita baixa da Terra, destinada à geração de imagens de alta resolução e dados analíticos aplicados a áreas como agricultura sustentável, resiliência climática, energia e gestão ambiental.
Atualmente, suas atividades concentram-se em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e provas de conceito tecnológicas, etapa necessária à construção segura e estruturada de um projeto espacial de longo prazo, com operação comercial ativa prevista para 2027.
A conformidade regulatória é um dos pilares centrais da Alya Space. A empresa conduz seus processos em estrita observância às legislações brasileiras e internacionais aplicáveis, atuando junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para licenciamento de radiofrequências e coordenação internacional junto à União Internacional de Telecomunicações (UIT), onde obteve o status de operadora de satélites e autorização para uso orbital de sua constelação, seguindo rigorosamente as normas vigentes em todas as etapas do projeto.
Como parte de sua estratégia, a Alya Space participa de iniciativas internacionais voltadas ao uso sustentável do espaço e à cooperação tecnológica global, alinhando suas atividades à Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 17, que promove parcerias internacionais para o desenvolvimento sustentável.As interpretações que associam a empresa a atividades secretas de vigilância estratégica ou aplicações militares não refletem sua atuação. A Alya Space opera sob princípios estritamente civis, comerciais e alinhados às legislações nacionais e internacionais aplicáveis.
A empresa permanece à disposição das autoridades, parceiros institucionais e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais, reiterando que todas as suas atividades são conduzidas dentro dos marcos legais vigentes e orientadas ao desenvolvimento sustentável da economia espacial e ao benefício coletivo da humanidade.
Alya Space, em nota
O Olhar Digital entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (por conta de se tratar de um assunto que envolve atores estrangeiros), com o Ministério da Defesa (responsável pela FAB e chamado pela CREDN para dar explicações) e com o Ministério da Ciência, Tenologia e Inovações (que cuida do programa espacial brasileiro). Assim que obtivermos um retorno, atualizaremos esta reportagem.
O post Documento diz que Brasil tem base militar chinesa; Ministério da Defesa vai se explicar apareceu primeiro em Olhar Digital.

O Google ligou o sinal de alerta para uma nova ameaça contra sua infraestrutura de inteligência artificial. Em um relatório publicado nesta quinta-feira (12), a gigante das buscas revelou que o Gemini virou alvo de tentativas massivas de clonagem. Segundo o Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG), agentes maliciosos estão utilizando uma técnica de extração de dados para mapear e replicar o funcionamento do seu modelo de linguagem.
Um caso impressionante ocorreu num escritório da empresa em Dublin, na Irlanda. Segundo informações obtidas pela NBC News, uma única campanha de “destilação” disparou mais de 100 mil prompts contra o Gemini antes que os sistemas de segurança identificassem o padrão e bloqueassem a atividade. O objetivo era tentar extrair os padrões lógicos da inteligência proprietária que o Google levou anos e bilhões de dólares para desenvolver.
No mercado de IA, o termo “destilação” indica uma técnica em que um modelo menor é treinado utilizando as respostas geradas por um modelo mais robusto, como o Gemini ou o GPT-4. Ao enviar milhares de perguntas cuidadosamente elaboradas, os invasores conseguem mapear os padrões, a lógica e os algoritmos de raciocínio da ferramenta “mestre”.
John Hultquist, analista-chefe do GTIG, explicou à NBC News que esses ataques logo se tornarão comuns contra ferramentas de IA de empresas menores. “Vamos servir de alerta para muitos outros incidentes”, afirmou. Ele ressalta que o perigo vai além do código: se uma empresa treina uma IA com segredos comerciais, um invasor poderia, teoricamente, “destilar” esse conhecimento apenas interagindo com o chatbot.
Essa disputa não é isolada. No ano passado, o mercado acompanhou um embate similar quando a OpenAI acusou a startup chinesa DeepSeek de utilizar ataques de destilação para aprimorar seus modelos.

Além da espionagem industrial, o relatório do Google, também repercutido pelo portal The Record, revela que hackers patrocinados pela China, Irã e Coreia do Norte transformaram o Gemini em um multiplicador de força para suas operações.
Hackers chineses foram identificados utilizando o Gemini para testar técnicas de evasão contra defesas nos Estados Unidos. Já o grupo iraniano APT42 (também conhecido como Charming Kitten ou Mint Sandstorm) utilizou o assistente para refinar ataques de phishing.
Os agentes norte-coreanos focaram na síntese de informações para traçar o perfil de empresas de defesa e cibersegurança. Segundo o Google, o grupo mapeou funções técnicas e até informações salariais para identificar funcionários que pudessem servir como porta de entrada para invasões.

Outro ponto alarmante envolve a descoberta do malware HONESTCUE. Diferentemente de um vírus tradicional, ele funciona como um “conta-gotas” que não carrega todo o código malicioso de uma vez. Em vez disso, ele faz uma chamada via API ao próprio Gemini e recebe código-fonte em C# como resposta. O código é então executado para baixar a carga final do ataque.
Essa técnica cria uma “ofuscação em múltiplas camadas”. Como o comportamento malicioso é gerado dinamicamente, antivírus tradicionais têm muito mais dificuldade em detectar a ameaça.
O Google afirma que já ajustou os algoritmos de segurança do Gemini para identificar esses padrões de uso malicioso e bloqueou as contas associadas aos grupos identificados. A empresa reforça que, à medida que mais empresas treinam modelos com dados sensíveis, a proteção contra a destilação se tornará tão importante quanto a defesa contra invasões de rede tradicionais.
Google denuncia tentativa de clonagem do Gemini






A indústria global de semicondutores entrou oficialmente em modo de crise. O co-CEO da Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), Zhao Haijun, afirma que o setor vive um estado de “pânico” provocado pela escassez severa de chips de memória.
Durante a última conferência de resultados, realizada em Hong Kong, o executivo explicou que a voracidade do setor de inteligência artificial por hardware está canibalizando a oferta de componentes para outras áreas. A SMIC, vale lembrar, é a maior fabricante de chips sob encomenda da China.
Segundo o executivo, o boom da IA comprimiu a disponibilidade de memórias para dispositivos populares, como smartphones de entrada e intermediários. O cenário atual, relatado pelo The Wall Street Journal, é agravado por um comportamento defensivo das empresas: temendo o desabastecimento, fabricantes estão inflacionando seus pedidos para tentar garantir estoques, gerando uma falsa percepção de demanda ainda maior.

A crise de abastecimento é um reflexo da mudança de prioridades das “Três Gigantes” da memória: Samsung, SK Hynix e Micron. Juntas, elas controlam mais de 90% do mercado global.
Dados da consultoria Counterpoint Research revelam que os preços da memória RAM dispararam entre 80% e 90% neste início de 2026, em comparação com o final do ano passado.
O aumento foi puxado pela memória DRAM usada em servidores, indispensáveis para treinar e rodar grandes modelos de linguagem. Como a produção dessas empresas não conseguiu escalar na mesma velocidade da demanda por IA, o fornecimento para o mercado de PCs e smartphones acabou ficando em segundo plano.
A SMIC já reportou uma queda nas encomendas vindas de fabricantes de celulares de gama média e baixa, os mais sensíveis a flutuações de custo.

A boa notícia é que há uma perspectiva de alívio no horizonte para o consumidor comum. A má é que ela não será imediata: a previsão da SMIC é que novas remessas de chips de memória RAM convencional cheguem primeiro aos fabricantes de eletrônicos de consumo, podendo equilibrar os estoques globais até o terceiro trimestre de 2026.
A empresa está orientando clientes a não serem tão pessimistas e a evitarem cortes drásticos em outros componentes. O risco, segundo Zhao, é que a memória volte ao mercado em nove meses e as empresas não tenham outros chips necessários para completar a montagem de seus produtos.
Apesar da turbulência no mercado de memórias, a SMIC vive um momento de expansão financeira. A companhia reportou uma receita recorde de US$ 9,32 bilhões em 2025 (cerca de R$ 48 bilhões), um crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior. O lucro líquido também subiu 38,9%, atingindo US$ 685 milhões.
Esse desempenho é sustentado por um movimento de reestruturação da indústria na China, focado na localização da cadeia de suprimentos. Segundo a Nikkei Asia, desenvolvedores chineses de chips estão migrando em massa suas linhas de produção do exterior para fábricas locais.
Co-CEO da SMIC diz que mercado de RAM está em “pânico”





O Realme 16 já pode ser vendido no Brasil: o smartphone, com código de modelo RMX5171, foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações na última segunda-feira (09/02). Ele se destaca pelo Air Design que combina duas câmeras, auto-foco laser e até um espelho para selfies na parte superior traseira, remetendo ao design do iPhone Air e dos Google Pixel.
O modelo foi lançado no Vietnã no final de janeiro, oferecendo SoC MediaTek Dimensity 6400 Turbo, memória interna de 256 GB, RAM de 8 ou 12 GB, conectividade 5G, Wi-Fi 5, NFC e acabamento em duas cores (preto ou branco) com proteções IP66/68/69 e 69K.

Porém, a unidade submetida para a certificação no Brasil utiliza uma cor diferente, um violeta claro ou rosa, abrindo a possibilidade de que mais cores sejam oferecidas em outros mercados. O espelho de selfie também está faltando na unidade utilizada nos ensaios.
Na caixa do aparelho estará um carregador de 45 W, já utilizado por outros modelos da fabricante, além do cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chips e manuais. A fabricação do aparelho será pela própria Realme na China e pela Digitron em Manaus.

A bateria modelo BLPD07 será importada da China, onde é fabricada pela Dongguan NVT Technology. Ela tem capacidade de 6.550 mAh, divergindo da capacidade do modelo vendido no Vietnã, com 7.000 mAh. O componente é o mesmo utilizado no Realme 15T vendido por aqui.
Ainda não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil nem por quanto. Para fins de referência, o Realme 15 é vendido por R$ 2.699 e o Realme 15T, por 2.399 no varejo.

Celular que copia iPhone Air deve chegar ao Brasil



AMD e Intel alertaram clientes chineses sobre dificuldades no fornecimento de processadores de servidores no país. No caso da Intel, os prazos de entrega chegariam a até seis meses, em um momento de forte expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
As informações foram reveladas pela Reuters e indicam que as restrições de oferta começaram a se intensificar nas últimas semanas, elevando os preços em mais de 10%.
A corrida global por data centers voltados à IA não se limita a chips especializados, como aceleradores gráficos. Ela também elevou de forma significativa a demanda por componentes considerados “tradicionais” — caso das CPUs usadas em servidores.
Esse movimento tem pressionado segmentos inteiros da cadeia, incluindo memórias, cujos preços seguem em alta, e agora também os processadores centrais. Na China — responsável por mais de 20% da receita total da Intel — os modelos Xeon de quarta e quinta gerações estão entre os mais afetados.
Segundo a Reuters, a empresa passou a racionar entregas desses chips, acumulando uma fila relevante de pedidos não atendidos. Em alguns contratos, os atrasos chegam a seis meses.
A escassez também teve reflexo direto nos preços. Produtos de servidores da Intel ficaram, em média, mais de 10% mais caros no mercado chinês, embora o reajuste varie conforme os termos negociados com cada cliente. Grandes fabricantes de servidores e provedores de computação em nuvem, como Alibaba e Tencent, estão entre os impactados.
A AMD enfrenta um cenário semelhante, ainda que em escala um pouco menor. A empresa informou clientes locais sobre limitações no fornecimento, com prazos de entrega estendidos para algo entre oito e dez semanas em determinados produtos.

À agência, a Intel afirmou que a rápida adoção de soluções de IA impulsionou uma demanda elevada por “computação tradicional”. A companhia espera que seus estoques atinjam o nível mais baixo no primeiro trimestre, mas disse estar agindo de forma agressiva para normalizar o abastecimento, com expectativa de melhora a partir do segundo trimestre e ao longo de 2026.
A AMD, por sua vez, reiterou declarações feitas em sua teleconferência de resultados, destacando que ampliou sua capacidade de fornecimento para atender à demanda.
As causas da escassez são múltiplas. A Intel ainda enfrenta desafios para ampliar sua produção com eficiência, enquanto a AMD depende da taiwanesa TSMC, que tem priorizado a fabricação de chips voltados à IA, deixando menos capacidade disponível para CPUs convencionais.
AMD e Intel alertam clientes na China sobre atraso de CPUs

O governo da China estabeleceu nesta semana novas regras de segurança que proíbem o uso exclusivo de maçanetas ocultas com acionamento eletrônico. A medida, publicada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, determina que todos os carros vendidos no país a partir de 1º de janeiro de 2027 saiam de fábrica equipados com mecanismos de abertura mecânica nas portas.
Com a decisão, a China se torna a primeira nação do mundo a legislar contra uma característica de design que virou sinônimo de carros elétricos, conforme aponta a agência Bloomberg.
A partir de 2027, todas as portas do veículo — exceto a tampa do porta-malas — devem possuir uma maçaneta externa que acione a abertura de forma mecânica, independente do sistema elétrico do veículo. A regulamentação exige ainda que os automóveis disponham de um mecanismo de destravamento físico acessível na parte interna.
As maçanetas embutidas (populares nos modelos da Tesla e adotadas por diversas montadoras chinesas, como a Xiaomi) dependem frequentemente de energia para “saltar” para fora e permitir o acesso. O objetivo é reduzir os riscos de bloqueio das portas em situações de emergência, como colisões graves onde o sistema de baterias é cortado ou danificado.
A revisão das normas é uma resposta direta a acidentes de grande repercussão, tanto na China quanto no exterior, com ocupantes que ficaram presos nas ferragens ou no interior do veículo.

Investigações apontaram que, em impactos severos, o sistema de baixa tensão do veículo pode ser desligado, inutilizando as travas eletrônicas. Uma apuração recente da Bloomberg revelou falhas nas maçanetas da Tesla e documentou casos em que socorristas não conseguiram acessar o interior do carro a tempo.
Embora muitos desses veículos possuam liberações manuais de emergência no interior, autoridades de segurança alertam que esses mecanismos costumam ser de difícil acesso ou até desconhecidos pelos proprietários, o que se torna crítico para crianças ou passageiros desorientados após um trauma.
A decisão de Pequim reflete preocupações globais. Nos Estados Unidos, a Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) já investiga defeitos nas maçanetas dos modelos Tesla Model Y e Model 3, avaliando se o design compromete a evacuação rápida. Legisladores americanos também propuseram leis que tornariam obrigatórias as travas manuais em veículos novos.
Vale mencionar que o processo de formulação da nova norma chinesa começou em maio de 2025 e contou com a colaboração de mais de 40 fabricantes, fornecedores e instituições de teste. Segundo a agência de normas do governo chinês, mais de cem especialistas do setor participaram das discussões.
A lista de empresas que contribuíram oficialmente para a redação das regras inclui gigantes locais e globais, como BYD, Geely Holdings, SAIC, Xiaomi, General Motors, Ford, Toyota e Volkswagen. No entanto, documentos oficiais indicam que a Tesla não participou como “redatora” da nova norma. A ausência chama a atenção, dado que a empresa de Elon Musk foi a principal responsável pela popularização desse design e detém uma fatia relevante do mercado chinês.
Agora, as fabricantes terão pouco menos de um ano para redesenhar componentes e ajustar suas linhas de produção para se adequarem ao maior mercado automotivo do mundo.
China bane carros com as maçanetas popularizadas pela Tesla

Grupos de cibercrime e unidades de espionagem da Rússia e da China estão explorando, mais uma vez, uma característica estrutural do WinRAR para realizar ataques em escala global. Segundo um boletim técnico da empresa brasileira de cibersegurança ISH Tecnologia, a falta de um mecanismo de atualização automática no software o transformou em um vetor estratégico para ameaças silenciosas.
A brecha permite que invasores escondam códigos maliciosos em arquivos aparentemente inofensivos, como currículos e documentos fiscais. O objetivo principal dessas campanhas é o roubo de credenciais financeiras e até segredos de Estado.
O alerta atual surge porque o WinRAR se tornou o “atalho” favorito de grupos avançados, como o Sandworm (APT28), ligado à inteligência russa, e o APT40, vinculado ao governo chinês. Esses atores aproveitam a lentidão dos usuários em aplicar patches manuais ao WinRAR para realizar infiltrações e espionagem geopolítica.
Na prática, os criminosos disfarçam malwares em pastas compactadas que emulam documentos legítimos. Ao extrair o conteúdo, o usuário ativa, sem saber, backdoors como o Mythic ou o SnipBot. Essas ferramentas permitem que os invasores controlem o computador à distância, monitorem o PC em tempo real e façam transações financeiras fraudulentas.

O problema está na gestão de versões: o compactador exige que o usuário baixe e instale manualmente cada nova atualização. Como resultado, milhões de máquinas em setores sensíveis — como energia e defesa — permanecem vulneráveis por rodarem versões obsoletas de um software muitas vezes “esquecido” no sistema.
Esse cenário não é inédito. Em 2023, uma vulnerabilidade de dia zero permitiu a execução de scripts ocultos durante quatro meses, até que uma correção foi lançada. Antes disso, o software já havia passado quase duas décadas com uma falha grave no suporte ao formato ACE, corrigida apenas em 2019.
Para conter a reincidência desses ataques, especialistas da ISH Tecnologia recomendam uma mudança na forma como as empresas e usuários lidam com o utilitário:
A ISH alerta que, embora o WinRAR tenha celebrado recentemente 30 anos de mercado, sua arquitetura de segurança exige um nível de atenção que muitos usuários não estão dispostos a ter. É exatamente nisso que os hackers apostam.
De novo: WinRAR vira arma nas mãos de hackers



Donos de celulares da Xiaomi adquiridos por meio de importadores independentes passaram a relatar, nos últimos dias, uma enorme dor de cabeça: os aparelhos foram inutilizados após a chegada do HyperOS 3, nova versão da interface própria da fabricante, baseada no Android 16.
Os casos afetam principalmente smartphones importados da China que utilizam ROM global não oficial, prática comum no chamado mercado cinza. De acordo com os relatos, após a instalação do HyperOS 3, esses aparelhos passam a iniciar apenas no modo de recuperação ou entram em bootloop permanente.
Vendedores não oficiais costumam comprar versões chinesas dos aparelhos (que são mais baratas), desbloquear o bootloader e instalar uma interface global para incluir idiomas ocidentais e serviços do Google.
Segundo o Gizmochina, a atualização introduziu uma verificação rigorosa de região, que compara o hardware do aparelho com a região do software instalado. Quando o sistema identifica uma incompatibilidade – como hardware chinês rodando uma ROM global modificada –, o processo de inicialização falha.
Geralmente, o smartphone não carrega o sistema operacional, entrando em modo de recuperação e ficando preso em um bootloop (quando o dispositivo entra em um loop de reinicialização).

A Xiaomi classifica essas ROMs convertidas como instalações não autorizadas e, por isso, não trata o problema como um bug do sistema. Ainda de acordo com a publicação, a empresa considera que esses dispositivos foram modificados fora de seus canais oficiais.
Com isso, os aparelhos impactados podem ficar definitivamente presos ao HyperOS 2.2, versão anterior do sistema, sem acesso a futuras atualizações do Android.
Segundo o Gizchina, a empresa não pretende oferecer correções ou suporte para celulares comprados por meio de importadores não oficiais. A gigante chinesa teria comunicado que os clientes afetados por esse problema estão “por conta própria” em relação ao Android 16 e ao HyperOS 3.
Dessa forma, para quem foi atingido pelo bloqueio, a reversão do sistema para a versão anterior pode ser a única forma de salvar o dispositivo:
A atualização que causou o bloqueio é uma das mais aguardadas pelos fãs da marca. O HyperOS 3 promete otimizações significativas de desempenho e traz a funcionalidade “Xiaomi Super Island”, um recurso visual e interativo comparável à Dynamic Island da Apple.
Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”




Um iPhone Air modificado para aceitar chip físico apareceu na China, apesar de o modelo ser vendido oficialmente apenas com suporte a eSIM. Imagens divulgadas pelo leaker Ice Universe, na rede social X, mostram o aparelho com um slot de SIM card funcional instalado ao lado da porta USB‑C.
O trabalho teria sido realizado por uma loja de eletrônicos localizada no mercado de Huaqiangbei, em Shenzhen, na China, conhecido por concentrar oficinas especializadas em consertos e modificações de dispositivos eletrônicos.
De acordo com o perfil, o iPhone Air alterado consegue reconhecer um chip físico de operadora chinesa, realizar chamadas telefônicas e acessar redes 5G normalmente. Uma das imagens mostra o aparelho em funcionamento com um SIM da China Telecom, enquanto outra registra uma chamada em andamento.
What they did is actually pretty hardcore.
— Ice Universe (@UniverseIce) January 23, 2026
To make room for a physical SIM card slot, they removed the original vibration motor module of the iPhone Air. In the space that was freed up, they installed two new components.
The first is a much smaller vibration motor, just enough… https://t.co/ik6vZres8f
Para conseguir incluir o slot, os técnicos teriam removido o Taptic Engine original (o motor responsável pela vibração e feedback tátil do iPhone) e o substituído por uma unidade menor. A troca, segundo as informações, liberou os milímetros necessários para acomodar um leitor de cartão SIM físico ao lado da porta USB-C.
Apesar da modificação no interior do dispositivo, o iPhone teria mantido a resistência à água e poeira, mesmo após a intervenção na carcaça.

O iPhone Air marcou uma mudança na estratégia da Apple, sendo o primeiro modelo da marca a ser vendido exclusivamente com tecnologia eSIM (chip virtual) em todo o mundo. Até então, a empresa removia a gaveta física apenas nos modelos comercializados nos Estados Unidos, mantendo a opção para o resto do globo.
O modelo atual enfrentou críticas de consumidores e especialistas, principalmente relacionadas à autonomia de bateria e ao conjunto de câmeras inferior aos modelos Pro.
Informações de bastidores indicam que as vendas ficaram abaixo do esperado pela Apple. Como reflexo, a empresa teria notificado engenheiros e fornecedores de que o sucessor do aparelho, o possível iPhone Air 2, foi retirado do cronograma de lançamentos de 2026.
No Brasil, o aparelho desembarcou com preços elevados, variando entre R$ 10.499 e R$ 13.499, dependendo do armazenamento. A expectativa é que uma nova versão, com os problemas corrigidos, chegue ao mercado apenas em 2027.
iPhone Air aparece com slot para chip na China



A aplicação de direitos antidumping definitivos sobre cabos de fibra óptica importados da China acendeu um sinal de alerta no setor de telecomunicações no Brasil. A medida, aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) no fim de dezembro de 2025, prevê a cobrança adicional de US$ 2,42 por quilo do produto (cerca de R$ 12,99) e já começa a refletir nos preços praticados no mercado nacional.
Em nota conjunta, a TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e a Abramulti (Associação Brasileira dos Operadores de Telecomunicações e Provedores de Internet) afirmam que a decisão pode elevar de forma relevante o custo de um insumo considerado estratégico para a expansão da conectividade no Brasil.
Segundo apuração do TeleSíntese, reajustes já foram observados e passaram a impactar os cálculos financeiros de prestadoras de serviços, especialmente as de menor porte.
As entidades ressaltam que não defendem nem apoiam práticas de dumping. O posicionamento, segundo elas, busca chamar atenção para os efeitos econômicos e sociais do aumento de custos de importação de cabos e fibras ópticas, com reflexos diretos em pequenos provedores e na oferta de internet em regiões menos atendidas.
Estimativas preliminares indicam que o preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadoras de pequeno porte pode subir mais de 170%. Considerando a participação desses produtos no mercado, a avaliação é que o reajuste tende a pressionar também os preços de fabricantes nacionais e de cabos provenientes de outros países. Nesse cenário, o preço de equilíbrio de todos os cabos comercializados no Brasil poderia aumentar em torno de 50%.
Além dos cabos, foi aplicada medida antidumping sobre a importação de fibras ópticas, o que, segundo as associações, pode intensificar ainda mais os efeitos sobre a cadeia produtiva e o mercado de infraestrutura de telecomunicações.

De acordo com a TelComp e a Abramulti, a elevação generalizada dos custos tende a desacelerar a expansão da banda larga, sobretudo em áreas menos atrativas do ponto de vista econômico e entre consumidores de menor renda. O risco é de aprofundamento do chamado abismo digital, em um momento em que o país ainda busca ampliar o acesso à internet de qualidade.
As entidades também destacam possíveis impactos sobre políticas públicas estruturantes. Programas de conectividade de escolas, como o Aprender Conectado, e obrigações relacionadas à implantação da infraestrutura do 5G podem ser afetados, com risco de redução no número de escolas atendidas e aumento significativo dos custos dos projetos.
Com informações do TeleSíntese
Medida do Brasil pode elevar custo da fibra óptica vinda da China




Pesquisadores de segurança identificaram uma nova campanha de ciberespionagem atribuída, com confiança moderada, a um grupo ligado à China que teve como alvo funcionários do governo dos Estados Unidos e organizações relacionadas a políticas públicas. O ataque chamou atenção por explorar um evento geopolítico sensível: a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar americana.
Segundo a Acronis Threat Research Unit (TRU), a ofensiva começou poucos dias após o episódio, em 3 de janeiro, e usou documentos falsos sobre os próximos passos dos EUA na Venezuela como isca para enganar as vítimas.
A estratégia reforça um padrão já conhecido de atores de espionagem que se aproveitam de acontecimentos recentes para aumentar a taxa de sucesso de campanhas direcionadas.
A investigação teve início quando analistas encontraram, no início de janeiro, um arquivo ZIP enviado à plataforma VirusTotal com o nome “EUA agora decidem o que vem a seguir para a Venezuela”. O conteúdo simulava um material legítimo de análise política, pensado para atrair funcionários públicos, analistas e especialistas em relações internacionais.
Dentro do arquivo havia um executável legítimo acompanhado de um DLL malicioso escondido. Essa combinação permitia o uso da técnica conhecida como DLL sideloading, na qual um programa confiável carrega silenciosamente um componente malicioso. O resultado era a instalação de um backdoor inédito, batizado de Lotuslite pelos pesquisadores.
De acordo com a Acronis, a análise de infraestrutura, sobreposições técnicas e métodos operacionais aponta para o grupo Mustang Panda — também conhecido como UNC6384 ou Twill Typhoon —, um ator associado a interesses chineses e monitorado há anos por agências de segurança ocidentais.

O Lotuslite foi desenvolvido em C++ e se comunica com um servidor de comando e controle baseado em endereço IP fixo. Uma vez ativo, o malware consegue manter persistência no sistema infectado, realizar comunicações periódicas com os operadores e permitir a extração de dados do ambiente comprometido.
O pesquisador Santiago Pontiroli, líder de inteligência de ameaças da Acronis, afirmou que ainda não é possível confirmar se algum dos alvos teve seus sistemas efetivamente comprometidos. “Esta foi uma campanha precisa e direcionada, não um ataque amplo ou aleatório”, disse. Segundo ele, o comportamento observado indica uma ação oportunista e reativa a eventos internacionais, e não uma operação contínua e genérica.
A Acronis destaca que o direcionamento foi restrito a órgãos governamentais e entidades ligadas à formulação de políticas públicas nos EUA, o que reforça o caráter seletivo da campanha. O grupo Mustang Panda já havia usado, em ataques anteriores, temas como conferências diplomáticas e eventos políticos regionais para conduzir operações semelhantes.
Especialistas alertam que soluções de segurança como EDR e XDR podem ajudar a identificar e bloquear variantes conhecidas do Lotuslite.
Com informações do The Register
China usa captura de Maduro para hackear funcionários do governo americano




O ano de 2026 deve ser dedicado aos smartphones com baterias grandes na fabricante chinesa Jovi. A filial brasileira da Vivo Communication obteve a homologação de mais uma bateria, desta vez com 7.000 mAh-hora. O Tecnoblog visualizou a documentação do componente, que foi registrado sob o código de modelo BB50X.
O documento foi emitido pela Agência Nacional de Telecomunicações em 02/01 e, na prática, permite a venda do novo produto no mercado doméstico. O componente será fabricado na China pela empresa especializada Sunwoda.
O restante da documentação revela que o smartphone na qual ela será utilizada tem o código de modelo J2507 e que ele será fabricado no Polo Industrial de Manaus.


Assim como na homologação anterior, há um mistério em relação a qual aparelho receberá a bateria. O código V2507 corresponde ao Vivo Y19s, produto lançado em 2024 e vendido no país como Jovi Y19s. Portanto, podemos descartar facilmente essa possibilidade.
A capacidade da bateria, de 7.000 mAh, se alinha com o Vivo X300 Ultra, que deve ser lançado ainda neste semestre não apenas na China, segundo rumores e vazamentos. Ele deverá trazer duas câmeras de 200 MP: a principal e a teleobjetiva periscópica, além de uma ultrawide de 50 megapixels, e deve vir equipado com o poderoso SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm.

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh








As vendas globais de robôs humanoides deram um salto expressivo em 2025. Segundo dados da consultoria Omdia, as remessas desse tipo de equipamento quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, alcançando mais de 13 mil unidades. O avanço chama atenção pelo ritmo acelerado, mas ainda representa um mercado pequeno quando comparado a outros segmentos da indústria de tecnologia.
O crescimento foi fortemente concentrado na China, que dominou a produção e respondeu pela maior parte dos robôs enviados no período. Empresas chinesas ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking global, deixando concorrentes dos Estados Unidos, como Tesla, Figure AI e Agility Robotics, com participação residual em volume.
A startup AgiBot, sediada em Xangai, enviou 5.168 robôs humanoides no período, o equivalente a cerca de 38% do mercado mundial. Na sequência aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, que distribuiu aproximadamente 4.200 unidades, alcançando 32% de participação. A terceira colocação ficou com a UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil robôs enviados no ano.
Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completaram as posições seguintes do ranking. Juntas, elas reforçam a vantagem competitiva do país em escala produtiva e velocidade de comercialização. De acordo com a Omdia, as remessas globais cresceram quase 480% em 2025, e a projeção é que o volume alcance 2,6 milhões de unidades até 2035.
“Os fornecedores chineses estão estabelecendo novos padrões na produção em larga escala, tendo atingido a marca de milhares de unidades enviadas em um curto período, o que possibilita a implantação de dezenas de milhares de robôs anualmente”
– Lian Jye Su, analista da Omdia

Enquanto a China avançou rapidamente, empresas americanas tiveram desempenho modesto. A Tesla, por exemplo, enviou apenas 150 unidades de humanoides, cerca de 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics também ficaram na casa das 150 unidades cada.
Analistas apontam que a diferença está ligada a uma combinação de políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial já preparada para escalar a produção. A chamada “inteligência incorporada”, ramo da IA aplicada a corpos físicos, foi classificada pelo governo chinês como setor estratégico, o que impulsionou ainda mais o desenvolvimento local.
Além disso, o preço pesa a favor dos fabricantes chineses. A Unitree oferece modelos básicos por cerca de US$ 6 mil (R$ 32 mil), enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil (cerca de R$ 76 mil). Em comparação, Elon Musk já estimou que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 108 mil e R$ 162 mil), ainda sem produção em larga escala.
Apesar da liderança chinesa, o mercado segue em fase inicial. A própria Omdia destaca que, embora o crescimento seja acelerado, os volumes atuais ainda são pequenos — o que reforça o potencial de expansão nas próximas décadas.
Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China




A Nvidia estaria exigindo pagamento integral antecipado nas vendas dos chips H200 para empresas chinesas. A prática seria uma forma de se proteger contra incertezas no processo de aprovação, que depende do governo local.
As informações são da Reuters, que falou com duas pessoas a par do assunto em condição de anonimato. Consultada pela agência, a Nvidia não quis comentar o assunto.
De acordo com a reportagem, a fornecedora também não permite alterações no pedido nem oferece reembolso em caso de cancelamento. Em circunstâncias especiais, alguns clientes poderão usar seguros comerciais ou garantia de ativos como alternativa ao pagamento em dinheiro.
Segundo a Reuters, condições de pagamento como essas são incomuns e rigorosas. Anteriormente, a Nvidia exigia depósitos antecipados, mas o valor poderia ser parcial, em alguns casos.

A Nvidia ficou no meio de tensões geopolíticas nos últimos anos. Em 2025, a companhia mais valiosa do mundo conseguiu autorização para vender chips H200 para a China, mas terá que pagar 25% de taxa aos Estados Unidos.
Mesmo assim, autoridades de Pequim querem restringir as importações para favorecer fabricantes locais. Essa também seria uma política de reciprocidade, devido às taxas impostas pelos EUA aos produtos chineses. Também existem temores envolvendo segurança nos dois países.
O problema todo envolve os chips de inteligência artificial H200. A reportagem da Reuters indica que a empresa tomou a decisão de exigir pagamento à vista para se proteger dos riscos de o governo chinês não autorizar as entregas.
Os clientes do país teriam encomendado mais de 2 milhões de chips para 2026, ao preço de US$ 27 mil cada (cerca de R$ 145 mil, em conversão direta). A Nvidia conta com 700 mil produtos em estoque e estaria acelerando a produção para dar conta da demanda.
Nesta quinta-feira (08/01), a Bloomberg publicou que o sinal verde das autoridades chinesas para a importação deve vir até março, com aprovações graduais para fins comerciais selecionados.
Mesmo assim, Pequim pode proibir o uso dos componentes em empresas estatais, instituições militares e projetos de infraestrutura. Outros produtos de empresas estrangeiras, como Apple e Micron, também estão banidos nesses setores.
O cenário, porém, é incerto. Na quarta-feira (07/01), o site The Information reportou que o governo chinês pediu que as empresas de tecnologia do país suspendessem as compras do H200, como forma de equilibrar a demanda com os componentes locais, como o chip Ascend 910C, da Huawei.
Com informações da Reuters, da Bloomberg e do TechCrunch
Nvidia exige pagamento adiantado em vendas para China, diz reportagem



O Honor Power 2 é o mais novo aparelho da fabricante chinesa focado em alta autonomia. O celular chega ao mercado como sucessor do primeiro Honor Power, lançado em abril de 2025, ampliando a capacidade da bateria de 8.000 mAh para 10.080 mAh.
Além da bateria maior, o Honor Power 2 estreia o processador MediaTek Dimensity 8500 Elite e traz carregamento rápido de 80 W. O smartphone também suporta carregamento reverso de 27 W, tecnologia em que o próprio celular serve de carregador para outros dispositivos.

O Honor Power 2 utiliza uma bateria de íons de lítio com ânodo de sílico-carbono (Si/C), que tem maior densidade energética. Isso permite que a especificação, comparável a de um power bank, não transforme o dispositivo em um tijolão: são 7,98 mm de espessura e apenas 216 gramas de peso.
No design, a empresa se inspira no iPhone 17 Pro, com bordas arredondadas e um módulo de câmeras retangular na horizontal. No módulo de câmeras, encontram-se um sensor principal de 50 megapixels e uma lente ultrawide de 5 megapixels. A Honor comercializa o aparelho na cor laranja, similar ao modelo da Apple, além de versões em branco e preto.
Na frente, o Honor Power 2 vem equipado com uma tela AMOLED de 6,79 polegadas, com resolução Full HD+ e taxa de atualização de 120 Hz. O painel abriga a câmera frontal de 16 megapixels.
O modelo conta com certificações IP68, IP69 e IP69K, o que indica proteção contra poeira, submersão em água e jatos de alta pressão.

O Honor Power 2 utiliza o MediaTek Dimensity 8500 Elite, uma CPU de oito núcleos baseada exclusivamente em Cortex-A725, com um núcleo principal a 3,4 GHz, três núcleos a 3,2 GHz e quatro a 2,2 GHz. Na parte gráfica, o processador integra uma GPU Mali-G720 MC8.
O smartphone é vendido com 12 GB de RAM LPDDR5X e opções de 256 GB ou 512 GB de armazenamento UFS 4.1, saindo de fábrica com o MagicOS 10, baseado no Android 16.
As vendas começam no mercado chinês em 9 de janeiro, pelos preços:
Consultada pelo Tecnoblog, a fabricante informou que não há previsão de lançamento do aparelho no Brasil.
Além do Honor Power 2, a empresa também apresentou os modelos Honor Win, smartphone gamer com configurações robustas e bateria de 10.000 mAh, e o intermediário Honor Magic 8 Lite.
Honor apresenta smartphone com 10.080 mAh de bateria

A China apresentou uma proposta de regulamentação de serviços interativos de inteligência artificial. As regras visam combater incentivos ao suicídio, manipulação emocional e conteúdo relacionado a jogos de azar, entre outros assuntos.
A Administração do Ciberespaço receberá comentários sobre seus planos ao longo de um mês. A legislação valerá para produtos ou serviços de IA que simulam a personalidade humana e engajem com os usuários por texto, imagens, áudio ou vídeo.

De acordo com a CNBC, que traduziu o comunicado divulgado pela Administração do Ciberespaço da China, estas são as principais normas propostas.
Entrevistado pela CNBC, Winston Ma, professor da Escola de Direito da Universidade de Nova York, disse que as leis marcariam a primeira tentativa no mundo de regular modelos de IA com características humanas ou antropomórficas.
O acadêmico avalia que a nova proposta é um salto em relação à regulamentação de IA generativa de 2023, passando de segurança de conteúdo para segurança emocional.
A CNBC também nota que duas das principais startups de IA da China, Z.ai e Minimax, iniciaram, em dezembro de 2025, os procedimentos necessários para abrir capital na bolsa de valores de Hong Kong. Elas podem ser afetadas pelas novas regras.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a OpenAI está em busca de um novo chefe para seu setor de prevenção, que deverá lidar com riscos de saúde mental. Ao longo de 2025, a companhia teve que lidar com casos em que o ChatGPT teria encorajado suicídios.
Com informações da CNBC
China propõe regulamentação para impedir que IAs manipulem emoções




A Xiaomi apresentou oficialmente seu novo topo de linha. Revelado na China, o Xiaomi 17 Ultra chega com foco em fotografia e desempenho, e traz um sensor principal de 1 polegada, lente periscópica de 200 MP e uma edição especial em parceria com a Leica, com recursos inspirados em câmeras profissionais.
A variante introduz um anel de zoom mecânico na estrutura do aparelho. O recurso permite que o usuário ajuste a aproximação da imagem girando fisicamente o componente, sem a necessidade de toques na tela.
As vendas de ambas as versões começaram no sábado (27/12) no mercado asiático. Por enquanto, não há data e preço no Brasil.

A grande mudança de design do Xiaomi 17 Ultra é a troca do módulo quadrado do Xiaomi 17 e o retângulo com uma segunda tela das versões Pro por um espaço circular. A parte frontal tem uma tela OLED LTPO de 6,9 polegadas, com 12 bits de profundidade de cor e taxa de atualização variável de até 120 Hz. O painel alcança um pico de brilho de 3.500 nits e possui suporte a HDR10+ e Dolby Vision.
Por dentro, o smartphone mantém o chip Snapdragon 8 Elite Gen 5 com a GPU Adreno 840. Quanto às configurações de memória, o consumidor pode optar por variantes com até 16 GB de RAM (padrão LPDDR5X) e até 1 TB de armazenamento interno (UFS 4.1). O aparelho chega de fábrica com o HyperOS 3.0, baseado no Android 16.
Para sustentar o hardware potente, a Xiaomi incluiu uma bateria de ânodo de silício-carbono (Si/C) com capacidade de 6.800 mAh. O dispositivo oferece suporte a carregamento rápido com fio de 100 W e carregamento sem fio de 80 W, garantindo recargas velozes mesmo com um tanque de energia maior.

O sistema fotográfico, coração do projeto, traz um sensor principal de 50 MP de 1 polegada com abertura f/1.67, projetado para capturar mais luz e detalhes. Para o zoom, a empresa apostou em uma câmera telefoto periscópica de 200 MP (sensor de 1/1.4 polegada), permitindo aproximações de longa distância com alta definição.
A versão Leica Edition vai além das especificações e altera a usabilidade do aparelho — ela inclui um anel de zoom mecânico integrado à estrutura do aparelho. O componente permite que o usuário ajuste a aproximação da imagem girando fisicamente o anel, sem tocar na tela.
Segundo a fabricante, o mecanismo detecta deslocamentos de até 0,03 mm e pode ser reprogramado para controlar o foco manual ou a compensação de exposição.
Outros recursos exclusivos da edição especial incluem:
O lançamento inicial do Xiaomi 17 Ultra é restrito à China, com preço de 6.999 yuans (cerca de R$ 5.555, em conversão direta) para o modelo de 12 GB + 512 GB. A versão mais completa, com 1 TB, sai por 8.499 yuans (R$ 6.746).
Já a Leica Edition tem versões que partem de 7.999 yuans (R$ 6.385) até 8.999 yuans (R$ 7.160). Ainda não há confirmação de datas para o lançamento global.
Xiaomi 17 Ultra chega com câmera de 200 MP e parceria com a Leica


Um grupo de dez ex-executivos e funcionários da Samsung foi indiciado na Coreia do Sul por vazar segredos industriais sobre memória DRAM de 10 nanômetros (nm) para a China. As informações teriam sido usadas no desenvolvimento da primeira DRAM produzida internamente no país asiático, em 2023.
Segundo o portal sul-coreano The Elec, a investigação aponta que a tecnologia utilizada pela chinesa Changxin Memory Technologies (CXMT) foi baseada em conhecimento apropriado indevidamente da Samsung Electronics. A CXMT é hoje a única fabricante chinesa de DRAM em larga escala.

A Procuradoria do Distrito Central de Seul anunciou ontem (23/12) a prisão de um executivo da CXMT, ex-funcionário da Samsung, acusado de liderar o desenvolvimento da tecnologia de DRAM de 10 nm na empresa chinesa. Outros quatro funcionários da CXMT também foram presos. Além deles, cinco gerentes de desenvolvimento foram indiciados, mas responderão ao processo em liberdade.
As acusações envolvem violação da Lei de Proteção da Tecnologia Industrial, legislação sul-coreana voltada à defesa de segredos estratégicos do setor produtivo. De acordo com os promotores, os crimes teriam causado prejuízos que podem chegar a “dezenas de trilhões de won” à indústria de semicondutores da Coreia do Sul.
A investigação afirma que a CXMT recebeu US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,3 bilhões) em investimentos do governo chinês e, paralelamente, recrutou engenheiros e executivos-chave da Samsung. Esses profissionais teriam transferido conhecimento técnico sensível ao novo empregador.
Em um dos casos citados pela promotoria, um ex-pesquisador da Samsung, que ingressou na CXMT em 2016, teria compartilhado centenas de documentos manuscritos descrevendo, em detalhes, o funcionamento da tecnologia de memória DRAM.

O caso ocorre no momento em que o mercado de memórias enfrenta um salto de valor pelo uso em inteligência artificial. O vice-presidente sênior da Samsung no Brasil, Gustavo Assunção, revelou ao Tecnoblog que os eletrônicos devem ficar 20% mais caros por aqui a partir do primeiro trimestre de 2026.
O motivo é a escassez de chips de memória no mundo. Segundo o executivo da Samsung, o custo da memória RAM no planeta vem crescendo desde setembro. Em 2026, deve bater “dois dígitos generosos”.
De acordo com o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, esse movimento teria começado com a construção acelerada de data centers de IA: as fabricantes teriam revisado as previsões de demanda, já que a produção não consegue acompanhar o ritmo.
A alta, vale lembrar, fez a própria Micron retirar do mercado a marca Crucial.
Ex-funcionários da Samsung são indiciados por vazar segredos industriais






A disseminação de ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar imagens e vídeos realistas começa a produzir efeitos colaterais claros no comércio eletrônico. Plataformas que dependem de provas visuais para validar pedidos de reembolso enfrentam um novo tipo de fraude: comprovantes fabricados digitalmente para simular produtos danificados ou defeituosos.
Anteriormente, tomamos ciência de que trabalhadores nos Estados Unidos estavam usando IA enviar notas e comprovantes falsos. Segundo a AppZen, cerca de 14% dos documentos fraudulentos analisados em setembro de 2025 tinham indícios de uso de IA, um salto expressivo em relação ao ano anterior. A fintech Ramp afirma ter bloqueado mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,6 milhões) em notas suspeitas apenas nos últimos 90 dias.
Já na China, relatos recentes indicam que consumidores passaram a enviar imagens e vídeos gerados ou alterados por IA para justificar pedidos de devolução. Em plataformas como RedNote e Douyin, vendedores e atendentes publicaram exemplos de supostos danos impossíveis de ocorrer na prática, como xícaras de cerâmica “rasgadas” em camadas ou etiquetas de envio com caracteres sem sentido.
Um dos casos que mais repercutiu envolveu a venda de caranguejos vivos. A comerciante Gao Jing recebeu vídeos que mostravam animais supostamente mortos na entrega, mas notou inconsistências. “Minha família cria caranguejos há mais de 30 anos. Nunca vimos um caranguejo morto com as pernas apontadas para cima”, disse a vendedora, em um vídeo que postou no Douyin. A fraude foi confirmada pelas autoridades, e o comprador acabou detido por oito dias.

O problema não se limita à China. A empresa americana Forter estima que o uso de imagens adulteradas por IA em pedidos de reembolso cresceu mais de 15% desde o início do ano. “Essa tendência começou em meados de 2024, mas acelerou no último ano, à medida que as ferramentas de geração de imagens se tornaram amplamente acessíveis e fáceis de usar”, disse Michael Reitblat, CEO e cofundador da empresa.
Segundo ele, nem é necessário que a fraude seja perfeita. Equipes de atendimento e revisão muitas vezes não têm tempo para analisar cada imagem em detalhe. Em alguns casos, grupos organizados chegaram a enviar mais de US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) em pedidos fraudulentos em janelas curtas de tempo, usando IPs rotativos para dificultar a identificação.
Como resposta, alguns vendedores passaram a usar inteligência artificial para analisar imagens suspeitas. Ainda assim, as soluções são limitadas, e as plataformas nem sempre aceitam essas análises como prova. O risco, alertam especialistas, é que o endurecimento das políticas de devolução acabe prejudicando consumidores legítimos.
Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online


Um choque entre satélites foi evitado por muito pouco na semana passada e voltou a chamar atenção para os riscos do tráfego cada vez mais intenso na órbita baixa da Terra. Um satélite chinês recém-colocado em operação passou a cerca de 200 metros de um dos quase 9 mil equipamentos da constelação da Starlink, da SpaceX, segundo informações divulgadas pela própria empresa americana.
O episódio não resultou em danos, mas expôs problemas na forma como empresas espaciais compartilham dados sobre a posição de seus satélites. A SpaceX atribuiu o quase acidente à falta de coordenação e de troca de informações orbitais, algo que considera essencial para evitar aproximações perigosas em um ambiente cada vez mais congestionado.
Michael Nicolls, vice-presidente de engenharia da Starlink, afirmou que a aproximação ocorreu após o envio de nove satélites no Centro de Lançamento de Jiuquan, no noroeste da China. Segundo ele, não houve coordenação prévia com operadores que já atuam naquela faixa orbital, o que resultou na aproximação extrema entre um dos novos satélites e o Starlink-6079, a cerca de 560 km de altitude.
“Quando operadores não compartilham dados de seus satélites, aproximações perigosas podem acontecer no espaço”, escreveu Nicolls. Para ele, a maior parte dos riscos atuais da atividade espacial está justamente na ausência de cooperação entre empresas e agências, algo que “precisa mudar”.
When satellite operators do not share ephemeris for their satellites, dangerously close approaches can occur in space. A few days ago, 9 satellites were deployed from a launch from the Jiuquan Satellite Launch Center in Northwestern China. As far as we know, no coordination or…
— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) December 13, 2025
A Starlink conta com sistemas automatizados capazes de realizar manobras de evasão, mas eles dependem de informações precisas sobre outros objetos em órbita. Apenas nos seis primeiros meses de 2025, os satélites da constelação executaram mais de 144 mil manobras desse tipo, segundo a empresa.

A CAS Space, responsável pelo lançamento do satélite chinês, respondeu que utiliza sistemas de monitoramento baseados em solo para definir janelas de lançamento seguras e evitar colisões com objetos conhecidos. A empresa também destacou que o episódio ocorreu cerca de 48 horas após a separação da carga útil, quando a missão de lançamento já havia sido concluída.
Ainda assim, o caso reforça preocupações mais amplas. Hoje, mais de 24 mil objetos — entre satélites ativos e detritos espaciais — são monitorados na órbita baixa da Terra, um aumento de 76% desde 2019. Estimativas indicam que esse número pode chegar a 70 mil até o fim da década, impulsionado principalmente por constelações de internet espacial.
Especialistas alertam que colisões, mesmo raras, podem desencadear o chamado efeito Kessler: uma reação em cadeia de choques que geraria tantos detritos a ponto de tornar certas órbitas inutilizáveis.
Satélites ficam a 200 metros, quase batem e reacendem alerta sobre trânsito no espaço

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.
Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.
Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.
Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.
Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.
Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.
A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).
Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.
A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.
iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência



Autoridades do governo dos Estados Unidos determinaram que os chips de inteligência artificial H200 da Nvidia deverão passar por uma inédita “revisão de segurança nacional” antes de serem exportados para a China.
A medida afeta diretamente a cadeia de suprimentos da empresa de chips, já que os componentes são fabricados principalmente em Taiwan, pela TSMC, e agora deverão ser enviados ao país norte-americano antes da comercialização.
De acordo com o Wall Street Journal, a estratégia foi adotada para conter riscos e equilibrar interesses comerciais sob a gestão Trump, funcionando como uma camada extra de fiscalização.
A rota logística complexa — de Taiwan para os EUA e, em seguida, para a China — é descrita por especialistas como uma manobra incomum. Normalmente, os chips sairiam da fábrica em Taiwan diretamente para os clientes finais.
A passagem obrigatória pelo território americano contorna um obstáculo jurídico. A Constituição dos EUA proíbe o governo federal de impor impostos sobre exportações. Ao importar os chips de Taiwan primeiro, o governo pode taxar as vendas em 25% como uma tarifa de importação, tornando a cobrança legal.
Além da questão fiscal, fontes ouvidas pelo jornal afirmam que a escala nos EUA permitirá uma avaliação física para garantir que apenas compradores aprovados recebam os chips. No entanto, ainda não há detalhes claros sobre como essa revisão será realizada ou sua eficácia, na prática.

A decisão, naturalmente, gerou debate. A principal crítica é que a medida pode corroer a atual vantagem dos EUA sobre os avanços em IA.
Segundo o CEO da Nvidia, Jensen Huang, o mercado chinês está se desenvolvendo muito rápido no setor e a presença de uma empresa norte-americana seria vital para conter esse crescimento. “Não devemos ceder todo o mercado a eles”, afirmou Huang.
A fabricante chinesa Huawei, vale lembrar, prepara a entrega em massa de um chip similar ao da empresa norte-americana.
Paralelamente ao anúncio, o Wall Street Journal lembra que o Departamento de Justiça dos EUA acusou dois empresários por tráfico de chips da Nvidia. O caso daria base para o temor de que a tecnologia pode cair nas mãos de rivais. A Nvidia negou o contrabando.
EUA vão revisar chips da Nvidia antes de venda para a China



O governo chinês acendeu o alerta para o risco de uma bolha na indústria de robôs humanoides.
Autoridades veem excesso de empresas e produtos similares, com pouca aplicação prática e altos valores de investimento, gerando especulação.
China deve acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para regular o setor e estimular pesquisa e desenvolvimento.
A principal agência de planejamento econômico da China lançou um alerta sobre o ritmo acelerado da indústria de robôs humanoides. Segundo o órgão, uma bolha econômica está se formando na indústria.
A porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), Li Chao, afirmou ontem (27/11) que setores considerados inovadores frequentemente enfrentam o desafio de conciliar crescimento acelerado e riscos de especulação — dilema que agora se aplica aos robôs humanoides.
Mesmo com a expectativa de que essa tecnologia impulsione a economia chinesa ao longo dos próximos anos, o governo teme um excesso de empresas produzindo modelos parecidos demais, o que poderia saturar o mercado e reduzir o espaço para pesquisa e desenvolvimento.
Atualmente, mais de 150 companhias atuam nesse segmento na China, incluindo startups recém-criadas ou empresas vindas de outros setores.
Segundo Li Chao, o volume crescente de investimentos está entrando em um momento em que ainda faltam casos de uso consolidados para justificar a adoção ampla dos robôs humanoides, seja em indústrias, seja em residências. Ela enfatizou que o país precisa evitar que a chegada de produtos “altamente similares” desestimule avanços tecnológicos mais profundos.
Embora bancos como o Citigroup projetem crescimento “exponencial” na produção chinesa já no próximo ano, a adoção em larga escala ainda não aconteceu. Como lembra a Bloomberg, empresas como a UBTech relatam pedidos bilionários em yuan, mas nada que indique maturidade comercial do setor.
Ainda assim, o interesse de investidores aumentou: o índice Solactive China Humanoid Robotics, que reúne companhias ligadas à robótica humanoide, acumula alta de cerca de 26% no ano.
A preocupação surge em meio às especulações de que o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial seja também uma bolha, próxima de um estouro.
Li afirmou que as autoridades irão acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para garantir competição equilibrada. Entre as prioridades estão reforçar a pesquisa de tecnologias essenciais, ampliar estruturas de treinamento e testes e incentivar o compartilhamento de recursos técnicos e industriais entre as companhias do setor.
O objetivo é acelerar o uso prático de robôs humanoides no país, sem deixar que a corrida por capital desorganize o desenvolvimento. A porta-voz também destacou a preocupação com o avanço de “modelos repetidos” em um mercado ainda incipiente, consequência direta da enxurrada de investimentos sem direcionamento claro. Segundo ela, é preciso “equilibrar a velocidade de crescimento com o risco de bolhas”, já que o setor atrai empresas de todos os tamanhos, muitas ainda sem trajetória definida.
A robótica humanoide foi classificada pelo governo chinês como uma das seis indústrias que devem guiar o crescimento econômico até 2030, além de fazer parte da estratégia nacional para avanço em inteligência incorporada.
Com informações do The Verge
China acende alerta para bolha de robôs humanoides



A Xiaomi ampliou seu catálogo de acessórios e apresentou um novo carregador GaN de 67 W na China. O modelo tem três portas e compatibilidade ampla para atender quem precisa alimentar vários dispositivos no dia a dia. A fabricante incluiu ainda um cabo de 1,5 metro com suporte a 6 amperes, que acompanha o kit de carregamento.
O lançamento chama atenção porque a Xiaomi já oferece carregadores potentes em seus celulares premium, geralmente com unidades que variam entre 67 W e 120 W. O Xiaomi 15T Pro, por exemplo, que chegou ao Brasil em outubro custando R$ 9 mil, tem um carregador de 90 W.
O novo carregador segue essa linha, mas adiciona uma proposta mais flexível, apoiada em tecnologia GaN para reduzir o tamanho do acessório sem comprometer a potência. Segundo a Xiaomi, o novo carregador consegue carregar 50% de um iPhone 17 Pro Max em 20 minutos.

O adaptador (código MDY-19-EA) utiliza a geração mais recente de carregamento rápido baseado em nitreto de gálio. A tecnologia melhora eficiência e controle térmico, permitindo entregar até 67 W em qualquer uma das portas quando apenas um dispositivo está conectado. A Xiaomi chama esse comportamento de “blind plugging”, e o usuário não precisa escolher uma porta específica para obter a potência máxima.
A estrutura interna também foi projetada para entregar até 65 W a notebooks compatíveis, o que torna o produto uma opção para quem carrega notebook e celular ao mesmo tempo. O conjunto conta com duas portas USB-C e uma USB-A, no padrão 2C1A, para cobrir diferentes tipos de cabos ainda em circulação.
O carregador suporta os protocolos próprios de carregamento rápido usados em modelos recentes da fabricante — como as linhas Xiaomi 15 e Redmi K80 Ultra — e também outros padrões adotados no setor, como o QC2.0, QC3.0, PD3.0 e PPS.

Por enquanto, o lançamento é exclusivo do mercado chinês. O kit custa 129 yuans (cerca de R$ 96, em conversão direta). A Xiaomi ainda não informou se pretende lançar o modelo globalmente ou incluí-lo entre os acessórios vendidos oficialmente no Brasil.
Caso a marca leve o carregador para fora da China, ele poderia se posicionar como alternativa aos carregadores de 67 W que já acompanham alguns smartphones premium vendidos pela fabricante.
Com informações do XiaomiTime
Xiaomi apresenta carregador GaN de 67 W com três portas



Pesquisadores da Universidade de Zhejiang e do Instituto de Tecnologia de Pequim (BIT) concluíram que a China é tecnicamente capaz de bloquear o acesso à rede Starlink em toda a ilha de Taiwan.
Em estudo recente publicado no periódico Systems Engineering and Electronics, os autores indicam que a operação exigiria o desdobramento de uma grande frota de drones de guerra eletrônica para criar um “escudo eletromagnético”, visando neutralizar a comunicação via satélite em cenários de conflito.
A simulação utilizou dados reais da Starlink para modelar um bloqueio total sobre os 36 mil km² do território taiwanês. O estudo, divulgado pelo South China Morning Post, descreve uma estratégia de interferência distribuída para superar a arquitetura da SpaceX.
Diferente de satélites geoestacionários fixos, a constelação de Elon Musk é móvel e composta por milhares de unidades em órbita baixa, o que a torna naturalmente resistente a bloqueios convencionais.
O maior desafio técnico é o “salto” de sinal. Os terminais em terra alternam conexões entre satélites em segundos, criando uma malha difícil de romper. Para superar essa redundância, a equipe liderada por Yang Zhuo propôs criar uma rede aérea de supressão.

Na simulação, uma grade de bloqueadores virtuais foi posicionada a 20 quilômetros de altitude. Esses dispositivos, embarcados em drones espaçados entre 5 e 10 quilômetros uns dos outros, formariam um “tabuleiro de xadrez” sobre a zona de operação.
O objetivo seria saturar os receptores terrestres com ruído, impedindo o downlink (comunicação do satélite para o usuário). A eficácia depende da sincronização desses nós para anular a capacidade dos terminais de discriminar o sinal legítimo.

A pesquisa é motivada pelo uso bem-sucedido da Starlink na Ucrânia, em meio à guerra com a Rússia, algo que a China considera uma ameaça crítica no cenário de tensão geopolítica e possível conflito.
Contudo, a estratégia enfrentaria resistência: Taiwan já investe em defesa antidrone e possui uma indústria capaz de desenvolver respostas à interferência de espectro.
A escala da operação chinesa varia conforme a potência do equipamento. No cenário ideal, com transmissores de alta potência (400 W/26 dBW) e antenas de precisão, seriam necessários 935 nós de interferência.
Porém, custos e logística favorecem um cenário com drones menores e de menor consumo. Nessa configuração mais realista, a frota necessária para manter o bloqueio subiria para cerca de 2 mil aeronaves.
A análise ainda destaca que a cobertura da Starlink é complexa e os dados são preliminares. Como a SpaceX mantém sigilo sobre algoritmos anti-interferência e padrões de radiação, o resultado real pode diferir da simulação.
China é capaz de bloquear sinal da Starlink, dizem cientistas






A Huawei lançou novos aparelhos top de linha na China nesta terça-feira (25/11). A linha Mate 80 tem tela com 8.000 nits de pico de brilho como seu principal destaque.
Além disso, a família conta com chips Kirin desenvolvidos pela própria marca chinesa, incluindo os novos modelos 9030 e 9030 Pro. A empresa não deu mais detalhes sobre eles, dizendo apenas que o 9030 tem desempenho 35% melhor que o 9020 do ano passado.
Os preços da linha começam em 4.699 yuan (cerca de R$ 3.600, em conversão direta) pelo Mate 80 de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento e chegam a 12.999 yuan (R$ 9.900) pelo Mate 80 RS de 20 GB de RAM e 1 TB de armazenamento.

A Huawei retornou ao Brasil em 2025 após um hiato de cinco anos no mercado nacional de smartphones, mas ainda não há informações sobre a chegada dos novos modelos por aqui.
Vale lembrar que a empresa não tem mais acesso a serviços do Google, devido a sanções impostas pelos Estados Unidos. Por isso, ela usa o sistema próprio HarmonyOS na China e a EMUI (baseada no Android Open Source Project) em outros países.
A especificação que mais chama a atenção na linha Mate 80 está no modelo Pro Max: a tela com duas camadas de OLED alcança 8.000 nits de pico de brilho. Para efeito de comparação, o Realme GT 8 Pro chega a 7.000 nits, e o Pixel 10 Pro, a 3.300 nits.

Essas especificações não são tão populares quanto o tamanho de bateria ou a quantidade de RAM, então vale a pena explicar um pouco melhor o que isso significa.
O pico de brilho se refere a um pedaço da tela durante um pequeno intervalo de tempo, em algumas condições. Como explica o PhoneArena, no caso do Mate 80 Pro Max, a medição foi feita com imagens que usam apenas 1% do display.
Por isso, o brilho sustentado deve ser menor que 8.000 nits — somente testando na prática será possível ver se isso tem diferença no uso diário. Seja como for, é um número que chama a atenção.
Deixando de lado as questões da tela, vamos falar da linha Mate 80 como um todo. São três modelos: padrão, Pro e Pro Max.

O padrão tem tela OLED de 6,75 polegadas, chip Kirin 9020 (já usado no Pura 80), bateria de 5.750 mAh e carregamento de 66 W.
A câmera é tripla:
O modelo Pro tem a mesma tela e a mesma bateria, mas usa o chip Kirin 9030 — exceto na versão com 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, que traz o Kirin 9030 Pro.
O suporte para carregamento também é diferente, podendo receber até 100 W por fio ou 80 W sem fio. As câmeras principal e ultrawide são as mesmas, mas a teleobjetiva tem zoom óptico de 4x e sensor de 48 MP.

Por fim, há o Huawei Mate 80 Pro Max. A já mencionada tela com duas camadas de OLED tem 6,9 polegadas. Além disso, ele conta com bateria de 6.000 mAh, bem como suporte a recarga de 100 W por fio e 80 W wireless. O chip é o Kirin 9030 Pro.
As câmeras principal e ultrawide são as mesmas do resto da família, mas há duas teleobjetivas de 50 MP, sendo uma com zoom óptico de 4x e a outra de 6,2x. O Pro Max oferece ainda a variante RS Ultimate Design, com visual diferenciado e mais RAM.
Com informações do Verge, PhoneArena, South China Morning Post e GSMArena
Huawei lança Mate 80 e promete tela com brilho recorde









Uma pulseira elétrica que promete substituir o tradicional hábito de tomar café por estímulos no pulso viralizou recentemente após aparecer em uma feira da China. Vendida por US$ 130 (cerca de R$ 750 em conversão direta), o produto agora está esgotado em plataformas chinesas como JD e Taobao, após repercussão nas redes sociais e sites de tecnologia.
Batizada de eCoffee Energyband, a pulseira foi criada pela empresa canadense WAT Medical e lançada no final de 2023. O acessório traz dois eletrodos que enviam sinais elétricos ao nervo mediano do punho. Segundo a fabricante, o estímulo aumenta o estado de alerta sem risco de viciar como a cafeína.
De acordo com a WAT Medical, o dispositivo ativa o nervo vago, responsável por funções como ritmo cardíaco e estresse, por meio de impulsos no pulso.
A empresa afirma que essa metodologia é baseada em evidências científicas; no entanto, os estudos citados não comprovam o efeito específico no nervo vago, e as patentes registradas referem-se apenas ao design do aparelho, não à tecnologia usada para manter o usuário desperto.

“Faltam pesquisas clínicas rigorosas para validar essas alegações”, afirma Omer Inan, professor do Georgia Institute of Technology. J. Douglas Bremner, da Universidade Emory, reconhece que a estimulação do nervo vago pode melhorar a concentração, mas em dispositivos aplicados no pescoço, não no pulso.
A única contraindicação declarada é dormência na mão, razão pela qual o uso é limitado a três horas diárias.
A crítica mais contundente veio das redes sociais chinesas. O marketing do produto, focado em produtividade, foi associado à exaustiva rotina “996” (trabalhar das 9h às 21h, seis dias por semana), expressão que faz referência à carga horária intensa comum em empresas de tecnologia.
Internautas compararam a pulseira a coleiras eletrônicas para animais e até a métodos de tortura em golpes no Sudeste Asiático.
“Brilhante. Que gênio maluco inventou isso? Ao invés de tirar um tempo de descanso quando me sinto cansado, eu vou é me eletrocutar.”
– Ma Xiaoyang, comediante
A empresa por trás do eCoffee cita estudos e patentes para provar que a pulseira funciona, mas os detalhes não batem.
Por exemplo, um estudo chinês mencionado no site testou um dispositivo similar em pacientes após cirurgias. O resultado mostrou que ele reduziu vômitos, mas não teve efeito contra náuseas — algo que o site da empresa omite ao anunciar 86% de eficácia para náuseas e vômitos. Além disso, a “patente tecnológica” divulgada, na verdade, se refere apenas ao design da pulseira, não ao funcionamento interno.
Outro problema é que a fabricante cita parcerias com médicos para pesquisas na Europa, mas um dos profissionais listados é especialista em procedimentos estéticos para mulheres, não em neurologia.
A WAT Medical não respondeu às críticas.
Você usaria a polêmica pulseira que dá choques para te manter acordado?




Um grupo de hackers apoiado pelo governo da China teria utilizado o modelo Claude, da Anthropic, para executar um ataque cibernético contra 30 alvos corporativos e políticos globais. De acordo com a própria Anthropic, esse é o primeiro caso documentado de ataque feito sem grande intervenção humana.
Para realizar a operação, os hackers conseguiram contornar as travas de segurança do Claude Code. Eles “enganaram” a IA fingindo ser uma empresa de cibersegurança que usava o modelo para treinamento defensivo.
Com isso, os cibercriminosos quebraram o ataque em tarefas menores que não revelavam a intenção maliciosa da ação. A IA foi responsável por 80% a 90% da operação, desde a criação de códigos de exploit até a extração de dados privados.

Após os hackers selecionarem os alvos — que incluíam empresas de tecnologia, instituições financeiras e agências de governo —, instruíram o Claude Code a desenvolver a estrutura de ataque.
Segundo a Anthropic, a IA não só escreveu o código do programa para explorar a falha de segurança, como obteve sucesso em roubar nomes de usuário e senhas. Com essas credenciais, o modelo conseguiu extrair “uma grande quantidade de dados privados” através do backdoor que ele mesmo criou.
A empresa relata que o Claude foi obediente a ponto de documentar os ataques e armazenar os dados roubados em arquivos separados, e admite que a operação da IA não foi impecável, pois algumas informações eram públicas. Entretanto, a companhia alerta que ataques desse tipo podem se tornar mais sofisticados com o tempo.

Ainda que tenha sido a ferramenta usada pelos criminosos, a Anthropic sustenta que o Claude teve sucesso também na análise do nível de ameaça dos dados que ele mesmo coletou.
O uso de IA para ciberataques não é exclusivo do Claude. O portal Engadget relembra que a OpenAI já relatou no passado que suas ferramentas foram usadas por grupos de hackers para depurar códigos e elaborar e-mails de phishing (golpes usados para roubar senhas). As duas empresas, inclusive, trabalharam juntas na identificação de falhas de segurança.
No relatório, publicado em agosto, a Anthropic divulga o uso indevido de suas próprias ferramentas em outras ocasiões. Ela elenca esquemas de extorsão, a criação de ransomware por criminosos com pouco conhecimento técnico e um esquema de fraude operado pela Coreia do Norte.
Nesse último, a empresa alega que agentes norte-coreanos usavam o Claude para criar falsas identidades profissionais, passar em entrevistas técnicas e manter empregos remotos em empresas de tecnologia dos EUA.
Hackers usaram IA da Anthropic em ciberataque global






Os Estados Unidos teriam roubado aproximadamente US$ 13 bilhões em bitcoin da China, segundo a agência de cibersegurança do país asiático. Em um relatório publicado no domingo (09/11), a instituição acusa os EUA de estarem por trás do roubo de 127.272 bitcoins do pool de mineração LuBian, que ocorreu em dezembro de 2020.
A denúncia partiu do Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus de Computador da China (CVERC), segundo reportagem do Nikkei Asia. Vale lembrar que a China combate o bitcoin desde 2021 e negociações da moeda são proibidas no país, ainda que não seja ilegal possuí-las.
Segundo o CVERC, o comportamento dos fundos após o roubo sugere uma ação coordenada e não comum. O relatório aponta que os tokens permaneceram parados na carteira do invasor por quatro anos, o que “claramente não é o comportamento de um hacker típico, ansioso para lucrar”, diz o documento. Por conta disso, a agência classifica o ato como uma operação hacker de nível estatal.
A China já havia acusado os EUA de outros ataques cibernéticos este ano. No mês passado, o país acusou o governo estadunidense de atacar o Centro Nacional de Serviços de Tempo. A Bloomberg observa, contudo, que as alegações chinesas carecem de detalhes forenses.

O governo dos EUA admitiu que, de fato, está com os fundos. O Departamento de Justiça (DOJ) anunciou em outubro a apreensão de 127.271 bitcoins, no que chamou de maior ação de confisco da história. No entanto, as autoridades norte-americanas negam o roubo.
A versão estadunidense é que os fundos foram apreendidos como parte de um processo contra Chen Zhi, um magnata sino-cambojano fundador do Prince Group. Chen foi indiciado em Nova York por acusações de fraude e lavagem de dinheiro, além de supostamente comandar operações de centros de golpes com uso de trabalho forçado no Camboja.
Segundo a acusação do DOJ, Chen e outros cúmplices usaram lucros ilícitos para financiar operações de mineração de criptomoedas “em grande escala”, incluindo a LuBian.

O advogado de Chen Zhi, Matthew L. Schwartz, rejeitou as acusações do governo dos EUA e classificou o confisco dos bitcoins como uma “apreensão ilegal de ativos”.
Em carta ao tribunal dos EUA, conforme relatado pela Bloomberg, a defesa de Chen pediu mais tempo para “rastrear o bitcoin que o governo apreendeu”. Segundo o advogado, os fundos foram, na verdade, roubados em 2020, corroborando a data do hack.
O Prince Group, de Chen Zhi, também é alvo de investigações em outros países. Autoridades de Hong Kong, Taiwan e Singapura já congelaram ou apreenderam centenas de milhões de dólares em ativos ligados à empresa.
China acusa Estados Unidos de roubo de bitcoins






Pesquisadores apontam que o navegador Universe Browser envia dados e comandos a servidores na China, Hong Kong e Taiwan.
O navegador instala extensões e programas ocultos, monitorando atividades do usuário.
Pesquisadores de cibersegurança descobriram que o navegador Universe Browser direciona o tráfego de internet para servidores na China, instala programas sem conhecimento do usuário, monitora o teclado e altera as conexões do dispositivo. Ironicamente, o programa se apresenta como capaz de “evitar vazamentos de privacidade” e manter os usuários “longe do perigo”.
Os achados são da empresa de segurança de redes Infoblox, que trabalhou com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) nessa tarefa. A investigação também encontrou ligações com uma rede de crimes cibernéticos do Sudeste Asiático, que envolve lavagem de dinheiro, jogos de azar ilegais, tráfico humano e trabalhos forçados.
O navegador tem versões para Windows e Android, distribuídas por download direto, além de estar disponível para iOS na App Store da Apple.
Usando engenharia reversa na versão do Universe Browser para Windows, os pesquisadores encontraram diversas ferramentas similares às presentes em malware, além de técnicas para fugir da detecção de antivírus.

Um desses comportamentos é obter imediatamente a localização do usuário, idioma usado e se o programa está rodando em uma máquina virtual. Depois disso, ele espera algum tempo antes de se conectar a endereços de IP na China, em Hong Kong e em Taiwan. Esses endereços são ligados ao grupo criminoso por trás do navegador, conhecido como Vault Viper.
O browser imita o Google Chrome, mas ferramentas de desenvolvedor e configurações ficam inacessíveis para o usuário — nem mesmo o clique com o botão direito do mouse funciona.
O Universe Browser também instala vários programas persistentes que rodam silenciosamente em segundo plano. Além disso, duas extensões acompanham o pacote. Uma serve para enviar prints para um domínio ligado aos criminosos. A outra, de acordo com a análise da Infoblox, serve para detectar se o usuário está navegando em algum site de jogos de azar ligado ao Vault Viper.
A Infoblox observou que o Universe Browser é anunciado em sites ligados a uma mesma empresa desenvolvedora de jogos para cassinos online, que estaria ligada ao grupo Vault Viper.

O atrativo usado é a capacidade de driblar restrições impostas por países asiáticos a jogos de azar pela internet. “Cada site de cassino operado [pelo grupo] tem um link e uma propaganda [para o Universe Browser]”, diz Maël Le Touz, da Infoblox, em entrevista à Wired.
Os pesquisadores acreditam que esses sejam os alvos dos agentes maliciosos. “Este navegador poderia servir como uma ferramenta perfeita para identificar jogadores ricos e obter acesso a suas máquinas”, diz o relatório da companhia.
Ao longo dos últimos anos, o Vault Viper também esteve relacionado com grupos criminosos que recrutaram centenas de milhares de pessoas de mais de 60 países, forçando-as a trabalhar em “fábricas de golpes” no Sudeste Asiático, em países como Mianmar, Laos e Camboja. Parte desses golpes consiste justamente em atrair interessados em jogos de azar para extorquir dinheiro deles.
Navegador promete privacidade, mas age como espião a serviço de criminosos




O Global Computing Consortium (GCC), consórcio de empresas chinesas liderado por gigantes como a Huawei, anunciou um novo padrão de firmware para computadores: o chamado UBIOS, ou Sistema Básico Unificado de Entrada-Saída.
Segundo o portal Fast Technology, o novo sistema foi reconstruído do zero, baseando-se na BIOS original, mas evitando deliberadamente o UEFI, que domina os computadores modernos.
A nova alternativa foi desenvolvida por 13 empresas chinesas, incluindo Huawei, Instituto de Padronização Eletrônica da China (CESI), Byosoft e Kunlun Tech. Este é o primeiro firmware padronizado e escalável do país.
O GCC deve apresentar mais detalhes sobre o UBIOS na Conferência Global de Computação na cidade de Shenzen, em novembro. Resta saber se a indústria adotará o novo padrão amplamente ou se ficará restrito, como aconteceu com o sistema LoongArch.

A iniciativa é parte de um esforço da China para o desenvolvimento de um ecossistema independente de tecnologias controladas pelos Estados Unidos, como o popular UEFI. Segundo o consórcio, a decisão de evitar o UEFI a partir do BIOS original foi técnica e estratégica. O grupo alega que o UEFI e sua implementação de referência (TianoCore EDK II, da Intel) tornaram-se complexos.
Nesse sentido, o UBIOS promete vantagens, como melhor suporte nativo a “chiplets” (design de chips como a recém-anunciada linha Panther Lake, da Intel) e computação heterogênea — por exemplo, placas-mãe com múltiplos processadores diferentes, algo que o UEFI tem dificuldade em gerenciar.
Além disso, o consórcio pensou o novo padrão para suportar melhor arquiteturas de CPU que não sejam a x86 (da Intel e AMD), como ARM, RISC-V e o LoongArch, sendo este último a principal de origem chinesa.

Para o computador funcionar, ele precisa de um software básico que “acorda” e identifica o hardware (processador, memória, armazenamento…) e o entrega ao sistema operacional (como o Windows ou o Linux). Esse software é chamado de firmware da placa-mãe.
Por décadas, usamos a BIOS (Basic Input/Output System, ou Sistema Básico de Entrada/Saída). No entanto, ela se tornou obsoleta e foi substituída pelo UEFI (Unified Extensible Firmware Interface), um padrão mais moderno e flexível.
O problema a ser resolvido, do ponto de vista do consórcio chinês, é que empresas americanas, como Intel e AMD, dominam amplamente o grupo de trabalho do UEFI.
China cria substituta para BIOS do computador






O iPhone 17 teve vendas 14% maiores que o iPhone 16 na China e nos Estados Unidos, os dois principais mercados da marca, na comparação dos primeiros dez dias de cada modelo no mercado.
Grande parte do bom desempenho se deve ao iPhone 17 mais barato, que teve alta em 33% nas vendas dos dois países. Na China, o desempenho foi ainda mais impressionante, com quase o dobro no número de celulares comercializados.
Os números despertam interesse para os próximos meses. Ao longo de 2023 e 2024, a Apple teve dificuldades no mercado chinês, com uma forte retomada da Huawei e uma concorrência apertada com as demais marcas locais.
Segundo Mengmeng Zhang, analista sênior da Counterpoint, o iPhone 17 é “muito atrativo para os consumidores, oferecendo ótimo retorno para o dinheiro investido”.
Entre as melhorias em relação ao iPhone 16, Zhang cita o novo chip, a tela aprimorada, o armazenamento maior e a nova câmera frontal — tudo isso enquanto o preço continua o mesmo. A Counterpoint indica ainda que cupons e descontos tornaram o iPhone 17 ainda mais interessante no mercado chinês.

Nos EUA, a consultoria aponta que o iPhone 17 Pro Max mostrou um desempenho de mercado mais forte do que a geração passada. A empresa atribui isso a incentivos para troca de aparelho oferecidos pelas três maiores operadoras do país.
As mudanças mencionadas pela Counterpoint chamaram a atenção já no lançamento do iPhone 17. O modelo de entrada da família trouxe, pela primeira vez, uma tela ProMotion, com atualização variável de até 120 Hz. Essa é uma característica facilmente encontrada em concorrentes, mas, na Apple, estava restrita aos modelos mais caros.
Outra novidade interessante é a nova câmera frontal de 18 megapixels, capaz de registrar selfies na vertical ou na horizontal sem precisar girar o aparelho. Entre as demais melhorias, estão o chip A19, que promete 50% mais desempenho de CPU; o chip N1, com Wi-Fi 7 e Bluetooth 6; e o armazenamento mínimo de 256 GB.
No exterior, o iPhone 17 de 256 GB tem preço sugerido de US$ 799; em 2024, o iPhone 16 de 128 GB chegou ao mercado com esse mesmo valor. No Brasil, o modelo deste ano custa R$ 7.999, R$ 200 a mais do que o do ano passado em seu lançamento.
Com informações da Counterpoint Research e do MacRumors
iPhone 17 vende mais do que a geração passada no lançamento





A Xiaomi está preparando a chegada do Redmi K90 Pro Max. A fabricante anunciou hoje (17/10) que seu novo modelo será lançado oficialmente na China dia 23 de outubro, ainda sem data para outras regiões. Mas o que chamou atenção foi o design: o smartphone terá uma traseira que imita a textura do jeans.
O perfil oficial da Redmi divulgou imagens do aparelho na rede social Weibo, mostrando o acabamento nada convencional. Além do visual, o modelo consolida uma colaboração inédita com a Bose, empresa dos EUA especializada em áudio, para aprimorar a qualidade sonora.

De acordo com a própria marca, o K90 Pro Max terá uma traseira feita do material sintético nano-leather. O acabamento foi projetado para resistir à sujeira, ao amarelamento com o tempo e aos efeitos da radiação ultravioleta — além de poder ser limpo facilmente com um pano.
A textura inspirada em jeans dá ao smartphone um visual diferente em meio à tendência de vidros brilhantes e estruturas metálicas. As renderizações oficiais também mostram um módulo de câmeras retangular, com o selo “Sound by Bose” gravado ao lado de uma grade semelhante à de alto-falantes.

Apesar das especulações sobre a presença de um alto-falante traseiro, é mais provável que o elemento seja apenas decorativo, servindo para destacar a parceria com a empresa de áudio. A fabricante revelou que o Redmi K90 Pro Max também será vendido em uma opção de cor branca.
Ainda não há detalhes sobre a ficha técnica do aparelho, mas o modelo deve ocupar o topo da linha da marca, com especificações avançadas e foco em desempenho. Rumores indicam que o smartphone será equipado com o Snapdragon 8 Elite Gen 5, novo chip da Qualcomm anunciado no final de setembro.
O Redmi K90 Pro Max será lançado oficialmente em 23 de outubro, na China. Ainda sem previsão de chegada ao Brasil, é esperado que o modelo custe mais de 4.000 yuan (cerca de R$ 3.000, em conversão direta). Mais informações sobre o celular devem ser reveladas em breve.
Com informações do Android Authority
Redmi K90 Pro Max terá traseira com textura que imita o jeans


A Honor surpreendeu ao apresentar, logo após o lançamento dos novos celulares Magic 8 na China, um conceito do que chamou de “Robot Phone”. O smartphone tem uma câmera robótica que se move com o auxílio de um pequeno braço mecânico, abrindo espaço para novas interações entre o usuário e o dispositivo.
A fabricante chinesa apenas divulgou, ontem (15/10), um vídeo conceitual do aparelho, sem mostrar um protótipo real. Mais informações sobre o projeto devem ser reveladas durante o Mobile World Congress (MWC), que ocorre em fevereiro de 2026 em Barcelona, na Espanha. Por enquanto, o celular não tem data oficial de lançamento.
No vídeo divulgado pela marca, o “telefone robô” aparece com um design mais espesso que o de smartphones convencionais e um módulo de câmera dividido em duas partes. Dali, um braço retrátil se estende e movimenta o sensor principal, permitindo capturar de forma automática imagens em diferentes ângulos, inclusive selfies.

O mecanismo lembra o de câmeras retráteis já vistas em modelos anteriores, como o Asus Zenfone 6, lançado em 2019. Mas a proposta da Honor vai além: o braço do Robot Phone é capaz de se mover de forma autônoma, enquadrar cenas e ajustar a posição de gravação de acordo com o contexto.
Segundo o vídeo conceitual, o sistema usa inteligência artificial para agir de forma “emocional”, respondendo a estímulos e interagindo de maneira mais natural com o usuário. Em comunicado, a Honor afirma que o aparelho “vislumbra o futuro do telefone como mais do que apenas uma ferramenta”.

A apresentação do Robot Phone faz parte do plano de transformação da Honor em uma empresa focada em dispositivos inteligentes baseados em IA. A fabricante anunciou recentemente o investimento de US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos para acelerar essa mudança.
Hoje, a fabricante já oferece ferramentas de inteligência artificial em seus smartphones, como recursos para encontrar ofertas personalizadas em sites de e-commerce chineses, solicitar táxis automaticamente e receber dicas de enquadramento de câmera em tempo real.
Essas iniciativas fazem parte do chamado “Plano Alpha”, visão corporativa que busca aproximar a tecnologia da interação humana. Com o Robot Phone, a Honor pretende transformar o smartphone em um assistente que aprende, responde e interage de forma quase autônoma.
Com informações do The Verge e da CNBC
Robot Phone: Honor revela celular com braço mecânico que se move sozinho




A Samsung pode liberar um novo recurso de proteção de privacidade que permitirá ocultar automaticamente informações confidenciais em imagens. Segundo o site SamMobile, a novidade usará inteligência artificial para detectar dados sensíveis e chegará com a One UI 8.5.
Com o recurso, usuários conseguirão reforçar a segurança, prevenindo o compartilhamento acidental de informações como números de documentos, endereços ou dados financeiros.
O site lembra que esse recurso já esteve disponível de forma limitada na China, em versões anteriores da One UI. Agora, a ferramenta, chamada “Proteção de Privacidade”, chegaria para todos via One UI 8.5, integrada ao menu de compartilhamento de imagens do Android.
O funcionamento é projetado para ser intuitivo: ao selecionar uma imagem para enviar pelo WhatsApp, e-mail ou alguma rede social, o usuário deve encontrar a nova opção no menu.
Quando acionada, a foto será analisada em busca de informações confidenciais. Os dados detectados serão automaticamente desfocados ou cobertos por uma tarja, como mostra o exemplo abaixo.

Outra tela deverá permitir a seleção de informações específicas, que devem ser ocultadas ou exibidas, e comparar a versão original e a imagem editada, garantindo que apenas os dados desejados sejam removidos. Após a edição, o usuário poderá compartilhar a imagem protegida ou salvá-la no próprio dispositivo.
De acordo com o SamMobile, uma IA que roda no próprio dispositivo (on-device) — possivelmente uma versão do Gemini Nano, do Google, conhecido como Nano Banana — é responsável pela análise das imagens, portanto os dados não precisariam ser enviados para servidores externos para processamento.
Se comprovada, a funcionalidade deve estrear no início de 2026 junto com a nova linha de smartphones S26, chegando mais tarde para mais dispositivos Galaxy.
Considerando o histórico de atualizações da Samsung, a expectativa é que a One UI 8.5 seja lançada oficialmente no começo de 2026. A partir daí, a distribuição para os aparelhos compatíveis deve ocorrer progressivamente, via atualização sem fio (OTA).
É possível que uma versão de testes (beta) seja liberada para um grupo seleto de dispositivos, como a linha Galaxy S25, mas até agora não houve nenhuma confirmação da empresa.
Vale mencionar que a nova versão também deve trazer otimizações de conectividade baseadas em IA, que podem gerenciar de forma mais eficiente as redes Wi-Fi e móveis para garantir uma conexão mais estável.

Uma lista preliminar e não oficial de dispositivos que devem receber a atualização foi compilada pelo SamMobile, com base no ciclo de suporte de software da Samsung e informações vazadas. A lista abrange modelos topo de linha, intermediários e de entrada:
Com informações do SamMobile
Samsung: One UI 8.5 pode ter função para esconder dados sensíveis em fotos


