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Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

23 de Abril de 2026, 11:01
Imagem mostra a palavra "Google", exibida em letras pretas com um brilho azul neon ao redor, centralizada em um fundo azul escuro. O fundo apresenta uma rede de polígonos azuis claros conectados por linhas finas, criando um efeito de tecnologia ou rede digital. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Google vai cobrar uso de IA em avaliações de desempenho de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google afirmou que 75% do novo código dos produtos da empresa é gerado por inteligência artificial e revisado por engenheiros humanos.
  • Migrações de código têm levado 6 vezes menos tempo ao combinar trabalho de engenheiros e agentes de IA.
  • Microsoft disse que 20% a 30% do código de alguns projetos já é escrito por IA; a Meta mira 55% das alterações com assistência de agentes de IA.

O Google declarou que 75% dos novos códigos dos produtos desenvolvidos pela empresa são gerados por inteligência artificial e revisados por engenheiros humanos. No quarto trimestre de 2025, esse número era de 50%.

A informação foi apresentada na quarta-feira (22/04), mesmo dia em que a empresa realizou um grande evento com foco em IA. A companhia também anunciou dois novos chips para treinamento de modelos e inferência e confirmou a chegada de uma nova Siri ainda em 2026, fruto da parceria com a Apple.

Como o Google está usando IA na programação?

Sundar Pichai é CEO do Google (foto: divulgação)
Sundar Pichai ressaltou a contribuição da IA em tarefas complexas (foto: divulgação)

Como explica a Business Insider, a estratégia do Google é colocar os engenheiros para usar modelos Gemini para gerar código. Alguns receberam metas bastante específicas de uso da tecnologia, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.

No Google DeepMind, braço da empresa dedicado à pesquisa em IA, alguns funcionários receberam autorização para usar o Claude Code. Segundo a publicação, isso causou um certo mal-estar dentro da companhia.

Seja como for, parece estar dando resultado. “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa foi feita por agentes e engenheiros. Trabalhando juntos, eles conseguiram completar a tarefa seis vezes mais rapidamente do que seria possível há um ano, somente com engenheiros”, explica Sundar Pichai, CEO do Google.

Não são só os engenheiros que estão usando IA no Google. De acordo com uma reportagem de fevereiro de 2026 da Business Insider, gerentes têm cobrado que funcionários de cargos não-técnicos empreguem a tecnologia em suas tarefas, como para fazer anotações durante reuniões.

O que outras empresas estão fazendo com IA?

Em abril de 2025, Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que entre 20% e 30% dos códigos de alguns dos projetos da empresa estavam sendo escritos com IA. Kevin Scott, CTO da companhia, fez uma previsão de que 95% da programação será feita por essa tecnologia nos próximos cinco anos.

A Meta pretende que 55% das alterações de códigos feitas por engenheiros de software tenham assistência de agentes de IA. Para o segundo semestre de 2026, a companhia deseja que 65% dos engenheiros usem IA em 75% do código.

A gigante das redes sociais também pretende contar com um “clone de IA” de seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, para dar feedback a funcionários. A ideia é que eles se sintam mais próximos da cultura da empresa.

Com informações da Business Insider

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

20 de Abril de 2026, 18:02
Imagem mostra dois homens caminhando lado a lado. Ambos sorriem e vestem camisa social escura
John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
  • Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
  • Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

Imagem mostra um homem, com camiseta preta, fazendo uma apresentação em um palco
John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

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Transição ocorre em setembro de 2026. Tim Cook será presidente do conselho e trabalhará em conjunto com Ternus até a troca de bastão.

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

10 de Abril de 2026, 10:52
Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
  • CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
  • plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo com fundo personalizado em imagem de divulgação da empresa
Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1Gb/s de download (imagem: divulgação)

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

6 de Março de 2026, 16:39
Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic quer processar governo dos EUA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic vai contestar na Justiça a classificação de risco à segurança nacional feita pelo Departamento de Defesa dos EUA.
  • Decisão ameaça um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono.
  • Segundo a empresa, a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas dos EUA não deve ser usada para disputas contratuais.

A Anthropic anunciou que vai contestar na Justiça dos Estados Unidos a decisão do Departamento de Defesa (DoD) de classificar a empresa como um risco à cadeia de suprimentos da segurança nacional americana. A notificação chegou à companhia na quarta-feira, e o CEO Dario Amodei respondeu com um comunicado ontem (05/03).

“Não acreditamos que essa ação seja juridicamente válida, e não vemos outra alternativa senão contestá-la na Justiça”, escreveu Amodei em um post no blog da Anthropic.

A designação coloca em risco um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,05 bilhão) que a empresa mantém com o Pentágono para o fornecimento de ferramentas de IA para uso em ambientes de informações sigilosas. Pode impedir, também, a Anthropic de atuar em parceria com outras empresas em projetos de defesa, segundo a Bloomberg.

O conflito vinha se acumulando há semanas após o fracasso das negociações entre Amodei e o governo quanto às condições de uso da tecnologia da empresa. A exigência da Anthropic era de que seu sistema de IA não fosse utilizado para vigilância em massa de cidadãos, nem para acionamento de armas autônomas.

Por conta disso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o caso como uma ameaça. No mesmo dia, a OpenAI — rival direta da Anthropic — anunciou um acordo com o Pentágono. No post, Amodei acrescenta que o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, reconheceu no X que o contrato era confuso.

Por que a Anthropic vai recorrer à Justiça?

De acordo com a Anthropic, a medida invocada pelo DoD — a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas norte-americanas — existe para proteger o governo de riscos externos, não para punir fornecedores em disputas contratuais.

Dessa forma, a empresa sustenta que o escopo é mais limitado do que parece. Ela se aplicaria apenas ao uso do Claude como parte direta de contratos com o Departamento de Defesa, e não a todo uso do sistema por clientes que tenham contratos com o departamento.

Apesar da designação ter sido declarada “com efeito imediato” por um oficial de defesa, as ferramentas da Anthropic seguiam em uso ativo pelo Exército nas operações no Irã no momento da publicação do comunicado, de acordo com uma fonte ouvida pela Bloomberg. Hegseth havia estipulado um prazo de seis meses para a transição a outros fornecedores.

Amodei abaixa o tom contra o governo

Foto de Dario Amodei, de camisa azul, falando em um evento
Dario Amodei, CEO da Anthropic, se desculpa pelo tom usado em memorando (imagem: reprodução/TechCrunch)

No comunicado, Amodei afirmou que as conversas com o Pentágono nos últimos dias haviam sido “produtivas” e que a empresa continua disposta a fornecer seus produtos às Forças Armadas pelo tempo que for necessário e permitido.

O CEO da empresa também pediu desculpas por críticas à OpenAI após o vazamento de um memorando, publicado pelo The Information, no qual ele acusava a concorrente de agir de forma oportunista e de abrir mão de salvaguardas no acordo com o Pentágono. Dizia, também, que a Anthropic era rejeitada pelo governo Trump por falta de apoio público à política do presidente. Agora, afirma que o tom do texto não refletia a visão dele sobre a situação.

Do outro lado, Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia e responsável pelas negociações com Amodei, descartou qualquer continuidade das conversas, segundo a Bloomberg. “Quero encerrar qualquer especulação: não há nenhuma negociação ativa entre o Departamento de Guerra e a Anthropic”.

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

(imagem: reprodução/TechCrunch)

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

5 de Março de 2026, 12:06
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
  • Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
  • Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.

Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.

O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.

Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?

A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reuters já indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.

Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.

Crise com a Anthropic

A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.

O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Uber descobre que seus funcionários criaram uma IA do próprio CEO

25 de Fevereiro de 2026, 12:18
Uber
Funcionários da Uber criaram uma IA que imita CEO da empresa para treinar apresentações (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • funcionários da Uber criaram uma IA que simula o CEO Dara Khosrowshahi para ensaiar apresentações e testar argumentos;
  • cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber utilizam inteligência artificial em seu trabalho, com 30% sendo “usuários avançados”;
  • prática de usar IA ilustra a incorporação de ferramentas tecnológicas nos processos internos da Uber.

Para quem usa o aplicativo do serviço no dia a dia, a Uber ainda é sinônimo de corridas e entregas. Dentro da empresa, porém, a visão é bem diferente. Segundo o próprio comando da companhia, o negócio funciona como uma enorme base de código, sustentada por engenheiros que constroem, linha por linha, o que a plataforma se torna.

Esse cenário levou a uma situação curiosa: equipes internas desenvolveram uma inteligência artificial que simula o próprio CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, e usam o chatbot para treinar apresentações antes de levá-las ao executivo de verdade. A ideia é antecipar perguntas, ajustar argumentos e refinar decisões antes do encontro final.

Um “Dara AI” para ensaiar reuniões

A revelação veio durante uma entrevista de Khosrowshahi ao podcast The Diary of a CEO, apresentado por Steven Bartlett. Ao comentar a cultura de engenharia da Uber, o CEO contou que foi surpreendido por uma confidência de um integrante do time.

“Um dos membros da minha equipe me contou que algumas equipes criaram uma IA para o Dara, sabe, para que basicamente eles façam a apresentação para a IA do Dara como preparação para fazer uma apresentação para mim”, revelou Khosrowshahi. “Porque você pode imaginar, quando algo chega até mim, já houve uma preparação e uma reunião em que os slides foram cuidadosamente elaborados. Então eles usam a IA do Dara para refinar essa preparação.”

O detalhe já havia sido mencionado anteriormente pelo Business Insider, mas ganhou mais contexto com o relato direto do CEO. A prática ilustra até que ponto as equipes estão incorporando ferramentas de IA nos processos internos, não apenas para escrever código, mas também para simular interações humanas estratégicas.

Até onde a IA muda o trabalho dos engenheiros?

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial está ajudando equipes da Uber a prever reações, organizar ideias e chegar mais preparadas às conversas com a alta gestão (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com Khosrowshahi, cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber já utilizam inteligência artificial em alguma etapa do trabalho. Dentro desse grupo, aproximadamente 30% são considerados “usuários avançados”, que repensam a própria arquitetura dos sistemas com apoio dessas ferramentas.

“Eles fabricam os tijolos que compõem o sistema, e são arquitetos que estão pensando em como o sistema deveria ser”, afirmou o CEO. Para ele, o impacto vai além de ganhos pontuais de eficiência. “Isso realmente está mudando a produtividade deles de uma forma que eu nunca, jamais, vi antes.”

Com informações do TechCrunch

Uber descobre que seus funcionários criaram uma IA do próprio CEO

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Engenheiros da empresa fizeram um chatbot que imita o CEO Dara Khosrowshahi para ensaiar apresentações e testar argumentos antes de reuniões com a alta gestão.

Uber (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

24 de Fevereiro de 2026, 13:45
Executiva promete foco em histórias criadas por humanos (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft nomeou Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer em um momento de reestruturação e foco no ecossistema multiplataforma;
  • Sharma, com experiência em inteligência artificial, prometeu evitar o uso excessivo de “IA ruim” nos jogos, destacando a importância de histórias criadas por humanos;
  • nova liderança tem expectativa de reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

Na última sexta-feira (20/02), a Microsoft anunciou uma mudança histórica na liderança de sua divisão de jogos. Asha Sharma foi nomeada nova vice-presidente executiva (EVP) e CEO da Microsoft Gaming. Ela substitui Phil Spencer, que pegou o mercado de surpresa ao anunciar sua aposentadoria.

A transição ocorre em um momento crítico: a companhia busca redefinir a marca Xbox diante da queda nas vendas de hardware e da migração para um modelo focado no ecossistema multiplataforma.

A reestruturação não se limitou à saída de Spencer. Sarah Bond, presidente e COO do Xbox, também deixou a companhia após quase nove anos de atuação. Segundo o The Verge, Bond enfrentou atritos internos ao defender a estratégia “Xbox Everywhere”, focada em promover jogos em nuvem e dispositivos móveis.

Qual é o papel da IA no futuro do Xbox?

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Com vendas de hardware em baixa, console passa por redefinição de marca (imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Asha Sharma passou os últimos dois anos presidindo o grupo de produtos CoreAI da Microsoft. Por isso, a comunidade de jogadores levantou preocupações sobre o uso maciço de ferramentas generativas nos estúdios da marca. Sharma, no entanto, foi categórica em um memorando interno: a empresa não inundará o ecossistema com “conteúdo de IA sem alma”.

Em entrevista à Variety, a nova CEO detalhou essa visão e afirmou que “não tem tolerância para a má IA”. Ela reconheceu que a tecnologia faz parte do desenvolvimento há anos e continuará sendo um motor de crescimento, mas ressaltou que “grandes histórias são criadas por humanos”.

A declaração toca em um debate sensível na indústria. Conforme destacado pelo Ars Technica, a tolerância do público à inteligência artificial generativa tem sido mínima. Recentemente, o estúdio Sandfall Interactive perdeu um prêmio após admitir o uso de IA em cenários de Clair Obscur: Expedition 33.

Em contrapartida, lendas como John Carmack (criador de Doom) defendem que a tecnologia permite resultados superiores para equipes menores, enquanto Tim Sweeney (CEO da Epic Games) argumenta que a ferramenta estará em praticamente todas as produções futuras.

Um perfil diferente na liderança

A escolha da Asha Sharma marca um desvio em relação ao seu antecessor. Enquanto Phil Spencer construiu uma carreira de décadas dentro do Microsoft Game Studios, a nova CEO assume o cargo sem experiência prévia no setor de videogames. Antes, ela ocupou cargos de alta gestão em empresas como Instacart e Meta.

Apesar da falta de familiaridade com a cultura gamer, a executiva tem demonstrado abertura e afirma entrar na indústria como uma “construtora de plataformas”, com foco em reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

O primeiro grande teste da nova gestão não vai demorar. Com o aniversário de 25 anos do Xbox chegando no final de 2026, a Microsoft planeja usar o GDC Festival of Gaming em março e o Xbox Games Showcase na primavera norte-americana para definir a direção do próximo capítulo da marca.

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

13 de Fevereiro de 2026, 10:58
Dois logos do Spotify em close-up sobre um fundo escuro. Cada logo é um círculo verde vibrante com três barras horizontais curvas e brancas em seu interior, representando ondas sonoras. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify usa IA no desenvolvimento de software com sistema Honk, baseado no Claude Code, economizando esforços de programadores;
  • Honk permite, entre outras funções, implementação remota de código em tempo real;
  • Spotify desenvolveu mais de 50 recursos com auxílio do Honk somente em 2025.

O Spotify está entre as numerosas empresas que estão utilizando inteligência artificial no desenvolvimento de software. Até o momento, os resultados parecem ser convincentes: a companhia declarou recentemente que seus melhores desenvolvedores “não escreveram uma única linha de código desde dezembro. Eles apenas geram código [via IA] e o supervisionam”.

A declaração foi feita por Gustav Söderström, co-CEO do Spotify, durante uma teleconferência que tratou dos resultados financeiros da companhia referentes ao último trimestre de 2025.

Tamanho feito, se é que podemos usar esse termo, foi alcançado com o uso do Honk, sistema próprio do Spotify para desenvolvimento que tem como base o Claude Code, assistente de programação da Anthropic.

O Honk usa inteligência artificial generativa para produzir linhas de código, a exemplo de outras ferramentas do tipo. O que o torna particularmente interessante para o Spotify são recursos como o de implementação remota de código em tempo real, como explica Söderström:

Como exemplo concreto, um engenheiro do Spotify, durante sua ida ao trabalho pela manhã, pode usar o Slack em seu celular para pedir ao Claude que corrija um bug ou adicione um novo recurso ao aplicativo para iOS.

E, uma vez que o Claude termine esse trabalho, o engenheiro recebe uma nova versão do app, enviada diretamente a ele no Slack em seu celular, para que ele possa integrá-la à produção, tudo isso antes de chegar ao escritório.

Gustav Söderström, co-CEO do Spotify

Gustav Söderström, co-CEO do Spotify
Gustav Söderström, co-CEO do Spotify (imagem: YouTube/Slush)

Será que o executivo do Spotify fala a verdade sobre a IA?

É difícil dizer sem estar nos bastidores da companhia, até porque a afirmação em questão foi dada por um desenvolvedor ao co-CEO e, portanto, pode não refletir o trabalho de toda a equipe. O que me parece mais provável é que Söderström tenha tentado justificar o uso do Honk e, nesse sentido, usado uma frase exagerada que não raramente surge quando estamos empolgados com algo.

Seja como for, o Spotify atribuiu ao Honk a criação de mais de 50 recursos para a sua plataforma somente em 2025, incluindo funções relacionadas a playlists e audiobooks.

Vem mais por aí. O executivo comentou ainda que o Spotify está construindo uma base de dados sobre preferências musicais que não pode ser replicada por nenhum modelo de linguagem de larga escala. Esse projeto está sendo desenvolvido porque nem sempre existe uma única resposta factual para determinada pergunta.

Söderström deu um exemplo: se uma pessoa quer saber a melhor música para fazer exercícios físicos, a resposta pode variar de acordo com uma série de fatores, como localização geográfica. O Spotify dá a entender que a nova base de dados ajudará a plataforma a oferecer resultados condizentes com as nuances que cercam cada usuário, portanto.

Veremos.

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gustav Söderström, co-CEO do Spotify (imagem: YouTube/Slush)

ChatGPT pode receber atualização nesta semana, diz site

9 de Fevereiro de 2026, 12:40
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O ChatGPT retomou crescimento mensal superior a 10% e a OpenAI planeja atualizar seus modelos de IA até 13/02.
  • O Codex, ferramenta para programadores, cresceu 50% após o lançamento do GPT-5.3-Codex e um app para macOS.
  • A OpenAI enfrenta concorrência da Anthropic e desentendimentos com a Nvidia, após um acordo de US$ 100 bilhões.

A OpenAI estaria preparando uma atualização nos modelos de inteligência artificial do ChatGPT para lançá-la até sexta-feira (13/02), de acordo com uma reportagem da CNBC. O chatbot também teria retomado um ritmo forte de crescimento.

As informações estariam em uma mensagem enviada pelo CEO Sam Altman no Slack da companhia e obtida pela publicação.

O que Sam Altman falou?

No comunicado interno, Altman teria dito que o ChatGPT voltou a apresentar um crescimento mensal superior a 10%. O executivo ainda afirmou, segundo a reportagem, que um “modelo atualizado do Chat” chegaria nesta semana, mas não deu detalhes sobre possíveis melhorias.

Altman também falou sobre o Codex, de acordo com a CNBC. A ferramenta destinada a programadores teve um crescimento de 50% em relação à semana anterior, após o lançamento do modelo GPT-5.3-Codex e de um app independente para o macOS.

OpenAI está pressionada por concorrentes

A empresa liderada por Altman foi uma das responsáveis por popularizar a inteligência artificial generativa com o lançamento do ChatGPT em 2022. Agora, pouco mais de três anos depois, ela enfrenta concorrentes mais maduros.

A desafiante que está nos holofotes dessa vez é a Anthropic, que parece ter caído nas graças dos desenvolvedores com a ferramenta de gerar códigos Claude Code.

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
ChatGPT tem concorrentes mais avançados do que há três anos (foto: Focal Foto/Reprodução)

A disputa entre as duas envolveu uma provocação recente. Neste domingo (08/02), a criadora do Claude veiculou propagandas no intervalo do Super Bowl — o espaço publicitário mais caro da TV americana — tirando sarro dos futuros anúncios do ChatGPT.

Altman e outros executivos responderam à concorrente nas redes sociais. O CEO chamou os vídeos de desonestos, alegando que o ChatGPT nunca teve anúncios da maneira que a Anthropic retratou.

Além disso, a OpenAI estaria passando por desentendimentos com a Nvidia, com quem fechou um acordo em que receberia US$ 100 bilhões de investimentos. A empresa ainda teria decretado “código vermelho” para acelerar o desenvolvimento de seus produtos após o Google ganhar terreno no mercado de IA.

Com informações da CNBC

ChatGPT pode receber atualização nesta semana, diz site

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

30 de Janeiro de 2026, 08:51
CEO da Nothing não quer seguir calendário da indústria (foto: reprodução/ Wikimedia Commons)
Resumo
  • A Nothing não lançará um novo celular topo de linha em 2026, mantendo o Nothing Phone 3 como principal modelo.
  • A empresa lançará o Nothing Phone 4a, com melhorias em tela, câmera e desempenho, aproximando-se da experiência de um flagship.
  • A crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente com a adoção do armazenamento UFS 3.1.

A fabricante de smartphones Nothing não pretende lançar um novo celular apenas para seguir o calendário tradicional da indústria. A decisão foi confirmada pelo CEO Carl Pei, que disse não ver sentido em apresentar um novo flagship todos os anos sem mudanças significativas.

Em um vídeo publicado no canal oficial da empresa, famosa pelo estilo minimalista, Pei afirma que não haverá um novo modelo premium neste ano, reforçando que o Nothing Phone 3 seguirá como o principal aparelho da marca em 2026. Segundo ele, a empresa prefere esperar até que um novo produto represente um avanço real.

Nada de novas gerações sem evolução

Quanto aos planos da Nothing, o executivo alega que a empresa não pretende “lançar um novo flagship no mercado todos os anos só por lançar”, mas sim garantir atualizações verdadeiras, mesmo que isso quebre o ciclo anual adotado por boa parte da indústria.

“Só porque o resto da indústria faz as coisas de uma certa maneira, não significa que faremos o mesmo”, disse Pei. O posicionamento condiz com críticas do executivo desde o ano passado, quando, citando nominalmente a Apple, disse que “empresas criativas do passado se tornaram muito grandes […] e não são mais tão criativas”.

Para Pei, a empresa deve se concentrar em recursos relevantes para problemas reais do cotidiano dos clientes. Batendo novamente na Apple, Pei acredita, por exemplo, que a forma com que a empresa lidou com o Apple Intelligence “gera ceticismo nas pessoas”.

O que a Nothing lançará em 2026?

Imagem de um Nothing Phone 3a preto sendo segurado por um homem vestido completamente de branco. O fundo possui um degradê de preto ao azul escuro e uma borda inferior branca
Nothing Phone 3a foi aposta da empresa no ano passado (imagem: divulgação/Nothing)

A Nothing não ficará sem lançamentos em 2026: ela confirmou que trabalha no Nothing Phone 4a, um modelo intermediário que deve suceder a atual geração da linha “a”.

A linha 3a chegou ao mercado no ano passado e se destacou tanto pelo design, um dos grandes focos da empresa, quanto pelo bom desempenho. Além do aparelho principal, a série conta com o 3a Pro e 3a Lite.

Segundo Pei, o Nothing Phone 4a tem melhorias em áreas como tela, câmera e desempenho geral. Ele afirmou ainda que o aparelho deve se aproximar mais da experiência de um flagship, embora não tenha divulgado especificações técnicas ou data de lançamento.

Espera-se, entretanto, que o valor seja mais salgado. No vídeo, o executivo reforçou que a crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente após a adoção da tecnologia de armazenamento UFS 3.1 pela primeira vez na linha.

Os aparelhos da Nothing não são vendidos oficialmente no Brasil. A marca está presente nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio e Austrália.

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

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Decisão vale para modelos premium. Nothing aposta em atualizações constantes e na linha intermediária.

(imagem: divulgação/Nothing)

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

26 de Dezembro de 2025, 16:13
Imagem mostra um homem com camisa social azul escura em uma fábrica, com o braço direito apoiado em um robô
Crijn Bouman é CEO e cofundador da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)
Resumo
  • A Rocsys, startup holandesa fundada em 2019, desenvolveu braços robóticos para automatizar o carregamento de veículos elétricos.
  • Segundo o CEO da empresa, Crijn Bouman, a solução pode reduzir os custos operacionais em até 70%.
  • A automação do carregamento permitiria dobrar o número de veículos atendidos por funcionário, economizando tempo e recursos.

A Rocsys, startup holandesa de carregamento autônomo fundada em 2019, afirma ter identificado um gargalo no mercado de robotáxis. Segundo o CEO Crijn Bouman, o carregamento manual dos veículos consome recursos demais e encarece as operações. Mas a empresa apresentou uma solução: braços robóticos para automatizar o processo.

A economia seria de 70% com a medida, já que, de acordo com Bouman, os depósitos de robotáxis nos Estados Unidos e na China mantêm um funcionário para cada 12 ou 14 veículos.

Com essa proporção, para manter uma frota de dez mil carros, seria necessário contratar até mil pessoas apenas para operações de carregamento e manutenção básica dos veículos.

Como funciona o carregamento automatizado?

A Rocsys é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos. O sistema da startup adiciona um braço robótico aos pontos de recarga já existentes, transformando estações convencionais em carregadores autônomos. Essa solução pretende reduzir a necessidade de trabalhadores para conectar e desconectar os veículos constantemente.

Bouman explica ao Business Insider que o processo manual leva entre 300 e 400 segundos por veículo. Isso inclui conectar o cabo, fazer inspeção visual, limpar o interior rapidamente e depois voltar para desconectar. De acordo com o CEO, essas interrupções constantes tornam o trabalho ainda menos eficiente.

Antecipando questionamentos sobre o impacto nos empregos, o executivo argumenta que esse tipo de função já mantém uma rotatividade altíssima.

“Na verdade, não é uma carreira. É apenas andar por um depósito do lado de fora, conectar um veículo e limpar uma tela. A permanência média é de cerca de três meses.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

Além disso, com a automação do carregamento, a startup afirma que é possível dobrar o número de veículos atendidos por funcionário. A Rocsys desenvolve protótipos para inspeção automatizada e já construiu um sistema funcional de limpeza interna.

Carro elétrico branco estacionado em área de teste com equipamentos de sensor no teto, utilizado para operações de robotaxi com carregamento automatizado
Rocsys oferece soluções de carregamento autônomo para carros elétricos (imagem: divulgação/Rocsys)

Mercado em alta nos EUA

O CEO também menciona a alta no mercado de robotáxis nos EUA e na China, locais onde a empresa tem focado. Atualmente, existem entre três mil e quatro mil robotáxis circulando nas ruas norte-americanas, somando as frotas de Waymo, Zoox e outras fabricantes.

Segundo os cálculos da Rocsys, para atender seis mil veículos, seriam necessários aproximadamente mil pontos de carregamento. Com a automação do processo, a economia de custos pode variar entre 30% e 70% no primeiro ano.

“As operações (de manutenção e carregamento) são uma área completamente negligenciada, que, se você não acertar, quebra o modelo de negócio.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

No entanto, o setor de carros autônomos também enfrenta movimentos opostos. A GM encerrou, em 2024, os serviços do Cruise, sua subsidiária de táxis autônomos. Já no começo desta semana, um apagão em San Francisco (EUA) deixou robôtáxis da Waymo confusos, gerando um congestionamento e críticas ao serviço.

Ainda assim, a startup vê os próximos dois anos como uma disputa de mercado acelerada. Uber e Nuro anunciaram uma parceria em julho, enquanto a própria Rocsys fechou contrato com um grande cliente de robotáxis nos Estados Unidos, que ainda não foi revelado.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Crijn Bouman é CEO da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)

Escassez de RAM vai perdurar além de 2026, diz Micron

22 de Dezembro de 2025, 11:51
Diversos pentes de memória RAM
Não é possível aumentar a produção no mesmo ritmo da demanda (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A escassez de RAM e armazenamento persistirá além de 2026 devido à alta demanda por data centers de IA, segundo o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra.
  • A Micron, Samsung e SK Hynix alertam para a dificuldade em expandir rapidamente a produção, resultando em aumento de preços de DRAM e NAND.
  • A escassez impacta eletrônicos, com Dell, Lenovo e Samsung prevendo aumento de preços, e a TrendForce prevendo redução de memória em dispositivos até 2026.

Sanjay Mehrotra, CEO da Micron, disse que o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de memória provavelmente vai durar anos e não apenas meses, devido a uma procura cada vez maior da indústria de inteligência artificial.

A Micron é uma das principais fabricantes desse setor, produzindo RAM, memórias flash e SSDs. Ela não é a única a alertar que os produtos continuarão em falta: Samsung e SK Hynix também fizeram sinalizações no mesmo sentido.

Por que está faltando memória RAM?

Em uma chamada com investidores, Mehrotra disse que a construção acelerada de data centers de IA fez as fabricantes revisarem para cima as previsões de demanda. A questão é que a produção não consegue acompanhar o ritmo.

“Nos últimos meses, os planos de construção de data centers de IA dos nossos clientes levaram a um aumento acentuado nas previsões de demanda por memória e armazenamento”, explicou o executivo. “Acreditamos que a oferta agregada da indústria permanecerá substancialmente abaixo da demanda em um futuro próximo.”

“Juntos, esses fatores de demanda e oferta estão levando a condições apertadas no fornecimento de DRAM e NAND, e nossa previsão é de que essa dificuldade persista além de 2026”, avalia. “Apesar dos esforços significativos, estamos desapontados por não atender nossos consumidores em todos os segmentos.”

Preço da memória RAM deve encarecer smartphones e PCs em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como nota o site Dexerto, expandir a produção não é tão simples, já que construir uma fábrica e colocá-la em atividade demora muito tempo.

Além disso, existem dúvidas sobre o futuro: se a procura cair, o que fazer com as instalações ociosas? Algumas empresas já admitem que sua prioridade é a margem de lucro a longo prazo, rejeitando a ideia de expandir a produção de modo agressivo e arcar com possíveis prejuízos.

Escassez impacta diversos setores

A alta demanda por memória e armazenamento vem causando mudanças significativas na indústria de eletrônicos de diversas categorias. No varejo, a própria Micron tirou do mercado a marca Crucial, voltada a consumidores finais. A justificativa é concentrar recursos nos grandes clientes corporativos e seus data centers.

Empresa cita crescimento da IA como motivo para encerrar divisão de consumo (imagem: divulgação/Micron Technology)

Em abril de 2025, meses antes da crise tomar contornos mais dramáticos, a empresa também tomou a decisão de subir os preços de DRAM e flash NAND.

Com componentes mais caros, computadores e celulares sofrerão as consequências. Segundo fontes da indústria, Dell e Lenovo já começaram a avisar seus clientes sobre o aumento de preços. A Samsung segue a mesma trajetória e já avisou que os aumentos no Brasil podem chegar a 20%.

A consultoria TrendForce também prevê que os eletrônicos ficarão mais fracos em 2026. Com memórias mais caras, as marcas devem reduzir a quantidade em notebooks e smartphones, visando segurar os preços e não afugentar os consumidores.

Mesmo assim, medidas do tipo devem apenas reduzir os danos. A empresa de pesquisas Counterpoint prevê que o mercado de celulares encolherá 2,1% em 2026.

O grande problema está no segmento de entrada, aquele com preços abaixo de US$ 200. Como a margem de lucro é menor nessa categoria, qualquer variação nos custos tem grande impacto. Para as empresas, as opções devem ser aumentar o preço final, correndo o risco de afastar consumidores, ou reduzir a produção.

Com informações do Dexerto

Escassez de RAM vai perdurar além de 2026, diz Micron

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

17 de Novembro de 2025, 10:15
Imagem mostra Jeff Bezos, de terno cinza e camisa preta, em um fundo de cor preta
Bezos deve dividir comando da empresa com ex-Google (imagem: Daniel Oberhaus/Flickr)
Resumo
  • Jeff Bezos deve assumir cargo operacional como co-CEO da nova startup Projeto Prometheus, segundo o New York Times.

  • Empresa prevê aplicações de IA em engenharia, manufatura e tarefas físicas e científicas.

  • De acordo com o jornal, Vik Bajaj, ex-Google X e Verily, dividirá o comando com Bezos na iniciativa.

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, deve assumir seu primeiro cargo operacional formal desde que deixou o comando da gigante do varejo em 2021. A informação é do jornal The New York Times, que afirma que o bilionário será co-CEO de uma nova startup de inteligência artificial chamada Projeto Prometheus.

De acordo com o jornal, a empresa já teria levantado US$ 6,2 bilhões em investimentos, quase R$ 33 bilhões em conversão direta. Esse montante teria vindo, em parte, do próprio Bezos. O foco da nova empresa seria o desenvolvimento de uma IA aplicada à engenharia e manufatura nos setores de computação, automotivo e aeroespacial.

O que é o Projeto Prometheus?

Enquanto muitos avanços recentes em IA são dominados por grandes modelos de linguagem (LLMs), o Projeto Prometheus estaria focado em um campo diferente: explorar a aplicação da tecnologia a tarefas físicas e científicas.

O plano seria construir modelos de IA que aprendem de maneiras mais complexas. Em vez de analisar apenas texto, esses sistemas poderiam aprender com o mundo físico. Apesar do perfil discreto mantido até agora, a startup já teria contratado quase 100 funcionários. Entre eles, estariam pesquisadores e engenheiros recrutados de laboratórios de ponta no setor de IA, como OpenAI, Google DeepMind e Meta.

Ao lado de Bezos, o co-fundador e co-CEO seria Vik Bajaj, um físico e químico com experiência em pesquisa e desenvolvimento. Bajaj trabalhou anteriormente no Google X, a divisão de pesquisa da Alphabet conhecida como “fábrica de projetos ambiciosos”, e dirigiu a Verily, empresa de tecnologia de saúde derivada dessa divisão.

Em 2018, Bajaj cofundou e dirigiu a Foresite Labs, uma incubadora para startups de IA e ciência de dados, cargo que teria deixado recentemente para focar no Projeto Prometheus.

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Nova empresa entra na disputa da IA para competir em setores estratégicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mercado competitivo

A nova empresa de Bezos entra em um cenário de IA já intensamente disputado. A corrida pela supremacia tecnológica inclui os gigantes Google, Meta e Microsoft, além das já estabelecidas OpenAI e Anthropic.

O foco em IA para ciências físicas também não é exclusivo do Project Prometheus. Grandes laboratórios já atuam nesse campo: o Google DeepMind, por exemplo, teve dois pesquisadores premiados com o Nobel de Química pelo AlphaFold, sistema que prevê estruturas de proteínas e acelera a descoberta de novos medicamentos.

Além disso, uma onda de empresas menores vem tentando conquistar nichos específicos. O próprio Bezos investiu no ano passado na Physical Intelligence, outra startup que aplica IA à robótica. A nova iniciativa, contudo, representa um envolvimento direto e operacional do bilionário.

A data de fundação e a localização da sede do Projeto Prometheus ainda não foram divulgadas.

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

Jeff Bezos (Imagem: Daniel Oberhaus / Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

13 de Novembro de 2025, 13:08
Homem faz discurso em evento
Satya Nadella é o CEO da Microsoft desde 2014 (foto: divulgação)
Resumo
  • A Microsoft planeja usar chips de IA projetados pela OpenAI e tem acesso a suas propriedades intelectuais.
  • A OpenAI e a Broadcom estão desenvolvendo chips customizados e hardware de redes.
  • O mercado de chips de IA é dominado pela Nvidia, que atingiu US$ 5 trilhões em capitalização de mercado em 2025.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, revelou que a empresa tem planos para usar e aprimorar os projetos da OpenAI no setor de chips customizados para inteligência artificial. A startup de IA anunciou uma parceria com a fabricante Broadcom em outubro de 2025.

“À medida que eles inovam, mesmo no nível de sistemas, nós temos acesso a tudo”, contou o executivo. “Primeiro, queremos implementar o que criaram para eles, mas depois vamos expandir.” Nadella compartilhou essas informações em uma entrevista ao podcast de Dwarkesh Patel. A Bloomberg repercutiu as declarações logo em seguida.

Como lembra o TechCrunch, Microsoft e OpenAI revisaram seu acordo de parceria. Com isso, a Microsoft manteve o acesso aos modelos de IA até 2032 e passou a contar com direitos sobre os chips desenvolvidos pela OpenAI, mas abriu mão de produtos de hardware voltados ao consumidor final.

Chips customizados são caminho para fugir da Nvidia

A OpenAI tem planos para criar chips customizados e hardware de redes em parceria com a Broadcom. A Microsoft também tentou algo nessa linha, mas sem muito sucesso até o momento.

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019; Microsoft e OpenAI revisaram acordo (foto: divulgação/Microsoft)

Outras gigantes da tecnologia apostaram nessa estratégia, e o Google tem sido particularmente bem-sucedido, como mostra uma reportagem da CNBC. Graças à linha TPU, cuja sétima geração foi lançada neste mês de novembro, a gigante das buscas pode expandir seus data centers e oferecer poder computacional a clientes como a Anthropic.

Entre as demais companhias, a Amazon lançou seu primeiro chip em 2019, enquanto a Microsoft só chegou a esse mercado no fim de 2023.

O contexto para todas essas iniciativas é um mercado dominado pela Nvidia, responsável por grande parte do hardware usado para treinar e executar modelos de inteligência artificial. A fabricante de GPUs é atualmente a empresa mais valiosa do mundo, chegando à marca de US$ 5 trilhões de capitalização de mercado por um breve período entre outubro e novembro de 2025.

Com informações da Bloomberg e do TechCrunch

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

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CEO tem acesso a propriedades intelectuais desenvolvidas também em hardware. Startup prepara parceria com Broadcom para criar chip.

Transmissão falsa da Nvidia engana milhares de pessoas

29 de Outubro de 2025, 18:22
Imagem mostra o CEO da Nvidia, Jensen Huang, de jaqueta de couro preta em uma transmissão
Transmissão falsa foi ao ar simultaneamente ao evento oficial (imagem: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Uma transmissão falsa no YouTube exibiu o CEO da Nvidia, Jensen Huang, promovendo criptomoedas.
  • O golpe usou deepfake para enganar espectadores, incentivando o envio de criptomoedas via QR code, enquanto o evento oficial da Nvidia acontecia.
  • A live chegou a atingir cerca de 100 mil espectadores simultâneos e depois foi removida pela plataforma.

Milhares de pessoas foram enganadas por uma transmissão falsa da Nvidia no YouTube. A live exibiu um deepfake do CEO Jensen Huang, que falava sobre investimentos em criptomoedas — tudo enquanto o verdadeiro evento da empresa, a GPU Technology Conference (GTC), acontecia ao vivo em Washington (EUA).

A fraude foi transmitida por um canal que se apresentava como Nvidia Live, e chegou a ter cerca de 100 mil espectadores simultâneos, superando a audiência da conferência oficial, que no mesmo horário registrava pouco mais de 20 mil pessoas, segundo o site PC Gamer.

Como a transmissão falsa foi feita?

O vídeo exibia o avatar de Huang, que afirmava adiar o motivo da conferência para “promover um evento de adoção em massa de criptomoedas que se conecta diretamente à missão da Nvidia de acelerar o progresso humano”.

O deepfake também incentivava o público a escanear um QR code na tela e enviar criptomoedas para participar da suposta iniciativa. Não há informações sobre a quantidade de possíveis vítimas desse golpe.

The stream is still up with nearly 100,000 viewers. What is YouTube doing? pic.twitter.com/4uReZrTkFD

— Semiconductor News by Dylan Martin (@DylanOnChips) October 28, 2025

O editor da revista CRN, Dylan Martin, relatou no X que, no auge da confusão, a falsa transmissão chegou a ter cinco vezes mais espectadores do que o canal oficial da Nvidia.

O golpe foi facilitado pela grande quantidade de vídeos públicos de Jensen Huang — o executivo apresentou quatro conferências GTC só neste ano —, o que torna mais fácil criar deepfakes realistas, como lembra o Engadget.

Fraude ocorre enquanto ações da Nvidia disparam

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Empresa de chips se tornou a mais valiosa do mundo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O episódio aconteceu no momento em que a Nvidia se torna a empresa mais valiosa do planeta, ultrapassando a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado após alta de mais de 4% nas ações. O crescimento está fortemente ligado ao avanço da inteligência artificial — ironicamente, a mesma tecnologia usada no golpe.

Embora a Nvidia desenvolva ferramentas de detecção de deepfakes em parceria com startups, especialistas acreditam que episódios como esse devem se tornar mais frequentes. Vale lembrar que a OpenAI lançou neste mês o Sora, aplicativo capaz de transformar textos ou imagens em vídeos realistas — e que já exigiu a criação de novos mecanismos de segurança.

Transmissão falsa da Nvidia engana milhares de pessoas

Nvidia transmissão falsa (imagem: reprodução/YouTube)

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

14 de Outubro de 2025, 17:21
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT permitirá interações eróticas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI vai permitir conteúdo erótico no ChatGPT para usuários adultos verificados.
  • A mudança será possibilitada com a integração de um sistema de verificação de idade mais rigoroso.
  • Ela foi comunicada pelo CEO Sam Altman e passará a valer a partir de dezembro.

A OpenAI vai permitir a geração de conteúdo adulto no ChatGPT, incluindo material erótico. A mudança foi anunciada pelo CEO Sam Altman e deve entrar em vigor em dezembro. Ela faz parte de uma nova diretriz da empresa para que a IA trate adultos como adultos, a ser implementada em conjunto com um sistema mais robusto de verificação de idade.

Altman comunicou o novo direcionamento em uma publicação no X/Twitter. “Em dezembro, à medida que implementarmos a verificação de idade de forma mais completa e como parte do nosso princípio de ‘tratar usuários adultos como adultos’, permitiremos ainda mais, como erotismo para adultos verificados”, escreveu.

Atualmente, o ChatGPT possui filtros que bloqueiam interações e a criação de conteúdo sexualmente explícito, embora usuários frequentemente encontrem maneiras de contorná-las. A mudança permitirá, oficialmente, esse tipo de uso para maiores de 18 anos.

We made ChatGPT pretty restrictive to make sure we were being careful with mental health issues. We realize this made it less useful/enjoyable to many users who had no mental health problems, but given the seriousness of the issue we wanted to get this right.

Now that we have…

— Sam Altman (@sama) October 14, 2025

“Você não receberá, a menos que peça”

Sempre que toca no assunto, a comunidade fica dividida sobre a necessidade de permitir esse tipo de comportamento na plataforma. Entre as respostas no anúncio feito pelo CEO no X, muitos usuários comemoraram a reintrodução de parte do comportamento do modelo anterior, GPT-4o, antes criticado por bajular demais.

“Eu só quero ser tratado como adulto e não como uma criança pequena, isso não significa que quero o modo pervertido ativado”, defendeu um perfil na rede social em resposta ao post de Altman, que garantiu: “Você não receberá [conteúdo erótico], a menos que peça por ele”.

Homem de pé, fala em palco
Sam Altman concorda com críticos da personalidade do GPT-5 (foto: reprodução)

Muitos outros, claro, não se convenceram com a delimitação feita pelo executivo. Em outra resposta, um usuário discorda que as medidas tomadas pela empresa tenham sido suficientes para “mitigar” os problemas relacionados a saúde mental. “Por que isso é uma prioridade, afinal?”, questionou outro.

No post, Altman concorda que o GPT-5 fez com que o ChatGPT deixasse de se passar por uma pessoa real e se tornasse um “bot de burocracias”. Para o CEO, o objetivo agora é que o estilo de comunicação da plataforma não seja guiado por uma “pequena porcentagem” de usuários em “estado de fragilidade mental”.

Por que agora?

Controle dos pais no ChatGPT
Controle dos pais no ChatGPT chegou em setembro (imagem: divulgação/OpenAI)

A empresa já havia sinalizado uma abertura para conteúdo adulto durante um evento para desenvolvedores, o DevDay 2025. Durante a apresentação, a empresa deixou claro que o “suporte para experiências maduras (18+)” chegaria assim que “a verificação de idade e os controles apropriados estivessem em vigor”.

No fim de setembro, a OpenAI finalmente implementou opções de controle dos pais no ChatGPT, mais motivada por polêmicas envolvendo o incentivo a comportamentos indevidos do que propriamente para evitar a geração de pornografia de IA.

Um dos casos principais foi o suicídio de um adolescente de 16 anos nos Estados Unidos, que teria usado o chatbot como um confidente durante meses. A IA, por fim, o auxiliou até mesmo a rascunhar a própria carta de despedida.

Após a repercussão da tragédia, o ChatGPT se dedicou ao lançamento rápido das ferramentas de controle dos pais, repetindo configurações comuns em vários sistemas operacionais. Entre elas, bloqueio ou limitação de determinados recursos e um sistema de notificação aos responsáveis, caso a ferramenta identifique conversas perigosas entre a máquina e o adolescente.

Com informações de Engadget

ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é o CEO da OpenAI (foto: divulgação)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Como é possível acabar com o gap de gênero na tecnologia

8 de Fevereiro de 2019, 06:00
A desigualdade de gênero, de raça e de etnia no segmento da tecnologia impacta não só a cultura, como também os lucros das empresas. Em 2017, a McKinsey descobriu que as 25 melhores empresas em diversidade de gênero nas equipes executivas possuíam 21% mais probabilidade de obter lucros acima da média. LEIA MAIS: Melhores empregadores para diversidade na América Contudo, apenas 26% das mulheres que possuem formação nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia ou matemática acabam trabalhando no mercado após a graduação, diferente dos homens, que representam 40%, segundo reportagem da revista norte-americana “Wiired”. As mulheres contratadas para trabalhar na área também acabam saindo dela mais cedo do que os homens. Com isso, foi descoberto que apenas 53% das mulheres do ramo tecnológico acreditam ter o mesmo acesso a cargos de liderança que os homens, e 46% dizem receber menos que seus pares do sexo masculino. Conversei com Lori Wright, gerente geral da Microsoft Teams e Skype, a fim de conhecer sua carreira e obter alguns conselhos sobre a questão de gênero no mundo da tecnologia. Leia, a seguir, os melhores momentos a entrevista: FORBES: Como a sua carreira na Microsoft se consolidou? Lori Wright: Entrei na Microsoft depois de 20 anos trabalhando na indústria da tecnologia. Durante essas duas décadas, tive vários cargos, abrangendo praticamente todas as áreas, do marketing a vendas. Comecei na Microsoft depois de ter sido diretora de marketing de uma startup em crescimento. FORBES: Quais são suas responsabilidades como gerente geral da Microsoft? LW: Sou responsável pelo lado comercial dos aplicativos de colaboração do Office 365. Isso inclui produtos muito famosos, como o Outlook e o SharePoint, e algumas tecnologias mais recentes, como o Microsoft Teams and Stream. Além disso, a minha função também exige que eu lidere as equipes de marketing dos produtos. FORBES: Como você acha que podemos incentivar mais mulheres a trabalhar com tecnologia e obter cargos mais altos? LW: Acredito que as mulheres só vão trabalhar e permanecer na área de tecnologia quando se sentirem bem-vindas e tiverem mais voz. Elas precisam enxergar a tecnologia como um lugar de pertencimento. E a tecnologia precisa trabalhar duro para ajudar as mulheres a fazer parte do mercado, caso contrário, as empresas começarão a oferecer produtos que representam apenas metade da população, a masculina. Meu conselho para que as mulheres cheguem aos cargos de liderança é encontrar um defensor ferrenho dentro da empresa, assim como um fora dela. Estes podem ser trabalhos exigentes, que fazem com que a mulher precise de uma “defesa extra” para que prospere. Ter pessoas que a defendam internamente e a coloquem para cima nos dias ruis é muito importante. FORBES: Quais são as características mais importantes para obter sucesso em sua função? LW: A empatia para com o cliente e o trabalho em equipe são as duas primeiras coisas que me vêm à mente. Empatia porque você deve ser capaz de entender as necessidades e desejos de seus clientes, a fim de fornecer os produtos certos e garantir a satisfação. Trabalho em equipe já que a companhia para a qual atuo é gigante. Para que eu seja bem-sucedida no meu papel é preciso trabalhar com milhares de pessoas, de maneira que possa cumprir minhas principais responsabilidades. Mas, trabalhando bem, ganho elogios de milhares de pessoas que querem obter os mesmos objetivos que eu. SAIBA TAMBÉM: Executiva da Sanofi no Canadá combina ciência e diversidade FORBES: Como foi e qual é a maior lição que você aprendeu no trabalho? LW: Resiliência. No começo da carreira, eu ficava brava quando alguém não concordava com uma ideia minha, ou se as coisas não saíssem sempre do meu jeito. Depois de um tempo, aprendi que o negócio, às vezes, pode ser confuso, e que é importante ficar confortável com a bagunça na qual as coisas acontecem. Nem tudo ocorre da forma que esperamos, e as pessoas nem sempre concordam conosco. O que importa é a maneira como você lida com os contratempos. No meu caso, o sono e as perspectivas ajudaram bastante. FORBES: O que você queria de ter conhecimento no começo da sua carreira? LW: Eu gostaria de ter conhecido meu valor e de ter tido mais confiança em mim mesma. Tenho a sorte de ter pessoas que reconhecem o meu valor mesmo quando estou para baixo. Elas me dão uma força quando me encontro fora da minha zona de conforto. É por isso que encorajo as pessoas a encontrarem a "líder de torcida" de seus respectivos trabalhos, alguém que consiga apoiar e ajude nos momentos mais inesperados. FORBES: Qual é o melhor conselho que você já recebeu? LW: Seja você mesmo, sempre - isso significa saber o que é importante para você e aprender a priorizar essas coisas. FORBES: Poderia dar um conselho para outras jovens profissionais? LW: Sonhe alto. Gaste seu tempo com sabedoria. Conheça o máximo de pessoas possível: uma rede forte pode abrir portas que você nem sabe que existem. Construa uma vida que você ama e seja uma pessoa de quem se orgulha, mas não se esqueça de ajudar os demais durante a sua jornada.
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