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Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

20 de Abril de 2026, 10:28
Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é o serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink firmou parceria com a Alares para venda conjunta de planos de internet no Brasil.
  • O acordo mira regiões sem fibra óptica, como áreas rurais e localidades mais afastadas, e deve ser divulgado em maio.
  • Os planos devem repetir as ofertas da Starlink no Brasil, com velocidades a partir de 100 Mb/s por R$ 149 por mês.

A Starlink firmou uma parceria com a Alares para ampliar a oferta de seus serviços no Brasil. O acordo prevê a venda conjunta de planos de internet, combinando a infraestrutura de satélites de Elon Musk com a operação comercial da operadora brasileira, segundo informações do jornal Estadão.

As empresas devem focar em regiões onde a fibra óptica não chega, como áreas rurais e localidades mais afastadas. A Alares é a 12ª maior provedora de internet do Brasil, com 1,5% de market share.

De acordo com o jornal, o lançamento das ofertas está previsto para maio. Os planos devem replicar os mesmos já disponíveis diretamente pela Starlink no mercado brasileiro, com velocidades a partir de 100 Mb/s a R$ 149 por mês.

No final de janeiro, a Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes em solo nacional. Já a Alares possui 129 lojas físicas e tem mais de 820 mil clientes registrados na Anatel até fevereiro de 2026. A companhia é controlada pela Grain Management, gestora dos EUA de fundos de private equity.

Vale lembrar que a Amazon tem um projeto semelhante na América do Sul: a companhia de Jeff Bezos fechou um acordo com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite do Amazon Leo na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Errata: o texto informou anteriormente que a Alares seria a 5ª maior provedora de internet do Brasil. A informação foi corrigida.

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

9 de Abril de 2026, 10:00
PGB 2026
PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros (Imagem: divulgação/PGB)
Resumo
  • A PGB 2026 levantou preocupação dos jogadores brasileiros acerca do uso de IA no desenvolvimento de games pela primeira vez, e quase 50% relatam preocupação com essa possibilidade.
  • Número de brasileiros que se consideram gamers caiu para 75,3% (eram 82,2% em 2025), mas 86,7% do público vê nos games uma das atividades de entretenimento digital preferidas.
  • O segmento mobile lidera com 44,1% das preferências, mas há uma tendência de aumento entre gamers de PC, com 21,1%.

A nova edição da PGB (Pesquisa Game Brasil) aponta que já são quase 50% dos gamers brasileiros preocupados com o uso de inteligência artificial em algum nível do desenvolvimento dos jogos. O estudo traz esse dado pela primeira vez, apontando ainda que, apesar da preocupação, a presença de IA não interfere na compra da maioria, já que 39,3% não deixariam de obter um novo game feito em sua maioria com a tecnologia, enquanto 40,9% admitem que haveria essa possibilidade.

Outra informação relevante do estudo é a diminuição do público que se considera gamer no Brasil: dos 82,2% registrados na PGB 2025, o número caiu para 75,3% neste ano.

O levantamento é feito anualmente por SX Group e Go Gamers em parceria com ESPM e Blend New Research. Neste ano, o número de entrevistados foi de 7.115, com idades entre 16 e 55 anos. As respostas foram obtidas entre 5 e 13 de março de 2026.

imagem do controle DualSense do PlayStation 5
Hábito de jogar segue em alta no Brasil, mas público identificado como gamer diminui (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Número menor de gamers, mas não de jogadores

Chama atenção a queda no número de brasileiros que se consideram gamers. O dado foi destaque nas últimas pesquisas divulgadas, ficando acima dos 80% em 2025. Dessa vez, houve uma queda de 6,9 pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, mesmo com a baixa, o hábito de jogar continua forte por aqui: 86,7% dos entrevistados afirmam que os games são uma das principais fontes de entretenimento, enquanto 80,7% apontam a jogatina como sua principal atividade de lazer digital. Segundo a pesquisa, essa diferença entre os dados tem a ver com a identificação do brasileiro, que ficou mais seletiva.

As mulheres seguem à frente: elas representam 52,8% dos entrevistados, enquanto 47,2% são homens. Em relação à geração desses players, há uma mudança significativa na liderança: antes maioria, os millennials perderam o posto para os gen z, que agora compõem 36,5% do total, contra 33,7% do público entre 30 e 44 anos. Na PGB 2025, esse número chegou a 49,4%, uma variação de 15,7 pontos percentuais.

Imagem mostra celular Moto G35 nas mãos de uma mulher. Na tela, há a exibição de um jogo de corrida com cores vibrantes, em tons de vermelho, azul e roxo.
Jogar no celular ainda é a preferência do público brasileiro, mas há tendência de crescimento no PC (Imagem: Divulgação/Motorola)

Preferência por mobile segue forte no Brasil

Jogar no celular tem sido a preferência dos brasileiros há algum tempo. No ano passado, esta plataforma foi citada por 35% e aumentou pata 44,1% em 2026.

Segundo o CEO da Go Gamers, Carlos Silva, os números mostram uma tendência de crescimento de jogadores de PC. Ele afirma que há “um movimento de maior envolvimento e engajamento com os jogos digitais”, comportamento que indica “um público com maior disposição para investir em hardware e jogos”.

O aumento percentual entre gamers de computador, em contrapartida, não é dos mais altos, subindo apenas 0,8%: de 20,3% em 2025 para 21,1% agora em 2026. Já nos consoles, a porcentagem caiu de 24,7% para 24%.

Comportamento de compra na era do cloud gaming

Serviços de jogos na nuvem, como o Xbox Cloud Gaming, levam PGB a questionar preocupação com acesso futuro aos jogos (imagem: divulgação/Xbox)

Os entrevistados também foram questionados a respeito do tipo de acesso aos games, considerando mídia física, digital e via nuvem. Sobre a preocupação em perder acesso aos títulos disponíveis digitalmente, 34,5% responderam que pensam no assunto com algum receio, enquanto 26,8% afirmam não ter nenhuma preocupação. Já aqueles que têm esse receio chegam a 22%, principalmente pela falta de uma edição física para jogar.

Para o professor da ESPM e consultor da Go Gamers, Mauro Berimbau, “o valor não está apenas no ato de jogar”, e sim na possibilidade de revisitar esses games a qualquer momento no futuro. Essa afirmação é corroborada pelos 62,6% do público, que afirmaram ter o hábito de voltar a jogar games antigos ou clássicos por conta própria, enquanto 55,1% do público têm esse costume para se divertir com amigos.

O preço mais baixo foi o principal motivo para comprar um game antigo, segundo 44% dos entrevistados. Outros 36,3% disseram que buscam remakes ou remasterizações, uma tendência atual do setor, por causa do melhor desempenho gráfico. Essa possibilidade foi citada por 36,3% dos entrevistados.

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros

(imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Moto G35 promete boa performance devido ao recurso de RAM Boost Inteligente (Imagem: Divulgação/Motorola)

Xbox Cloud Gaming chega às TVs LG e Fire TV Stick (imagem: divulgação/Xbox)

Motorola lança Moto G77 e Moto G67 no Brasil; veja preços e atributos

9 de Março de 2026, 15:15
Moto G77 em um gramado
O Moto G77 e sua câmera de 108 megapixels (imagem: reprodução/Motorola)
Resumo
  • Moto G77 possui tela AMOLED de 6,8″, resolução 1,5K, 120 Hz, duas câmeras traseiras (108 MP e 8 MP), chip MediaTek Dimensity 6400, 256 GB de armazenamento, 8 GB de RAM, entre outras características;
  • Moto G67 é muito parecido com o G77, mas tem especificações um pouco mais simples em alguns aspectos;
  • Preços oficiais no Brasil começam em R$ 1.799 (sem considerar descontos ou promoções).

A semana começou com uma série de lançamentos da Motorola para o mercado brasileiro. Entre eles estão dois celulares intermediários: o Moto G77 5G e a sua versão simplificada, o Moto G67 5G. Os preços oficiais variam entre R$ 1.799 e R$ 2.499. Vejamos o que cada um oferece.

Como é o Moto G77?

O Moto G77 tem como principal atrativo a sua tela de 6,8 polegadas. Estamos falando de um painel AMOLED com resolução 1,5K “Super HD” que, nas palavras da Motorola, oferece 17% mais nitidez do que um visor full HD. O componente conta ainda com brilho de até 5.000 nits (pico) e taxa de atualização de até 120 Hz, além de cobrir 100% da gama de cores DCI-P3.

Na traseira, a Motorola faz parecer que há quatro câmeras por ali, mas são duas: a principal tem sensor de 108 megapixels e promete sensibilidade à luz nove vezes maior para melhorar o registro de imagens em ambientes escuros. Também há promessa de zoom de até 3x sem perda de qualidade.

A segunda câmera é uma grande angular de 8 megapixels. Na frente, o Moto G77 abriga uma câmera de 32 megapixels.

Por dentro, o aparelho traz um chip MediaTek Dimensity 6400 complementado com 256 GB de armazenamento interno e 8 GB de RAM. Este último componente pode ser virtualmente expandido com a tecnologia RAM Boost, que usa o armazenamento interno para a capacidade chegar a 24 GB.

Outros atributos incluem bateria de 5.200 mAh com carregamento TurboPower de 33 W e certificação militar MIL-STD-810H para resistência física.

Moto G77 tem cores verde-escuro e marrom
Moto G77 tem cores verde-escuro e marrom (imagem: reprodução/Motorola)

E o que o Moto G67 oferece?

O Moto G67 é muito parecido com o Moto G77, principalmente por fora. Mas o modelo traz especificações um pouco mais simples. A tela é praticamente a mesma, porém: um painel AMOLED de 6,8 polegadas com resolução 1,5K “Super HD”.

Novamente, a traseira abriga duas câmeras, sendo que a principal traz sensor Sony Lytia 600 de 50 megapixels. A segunda câmera tem lente grande angular e sensor de 5 megapixels. Já a câmera frontal traz sensor de 32 megapixels.

O smartphone é comandado pelo chip MediaTek Dimensity 6300, que trabalha com 128 GB ou 256 GB de armazenamento interno, bem como com 4 GB de RAM expansíveis a até 12 GB via tecnologia RAM Boost. A bateria tem 5.200 mAh e suporta carregamento TurboPower de 33 W.

Moto G67
O Moto G67 (imagem: reprodução/Motorola)

Disponibilidade e preços do Moto G77 e do Moto G67

As vendas do Moto G77 e do Moto G67 já começaram. No site brasileiro da Motorola, os preços sugeridos são os seguintes (sem considerar descontos ou promoções):

  • Moto G77 de 256 GB: R$ 2.499 (cores marrom ou verde-escuro)
  • Moto G67 de 128 GB: R$ 1.799 (cores chumbo ou verde-claro)
  • Moto G67 de 256 GB: R$ 1.999 (cores chumbo ou verde-claro)

Vale destacar que, também nesta segunda-feira (09/03), a Motorola anunciou os seguintes smartphones para o Brasil:

Especificações do Moto G77 e do Moto G67

 Moto G67 5GMoto G77 5G
Tela6,8″, 2712×1220 pixels, Extreme AMOLED, 120 Hz, 5.000 nits6,8″, 2712×1220 pixels, Extreme AMOLED, 120 Hz, 5.000 nits
ProcessadorMediaTek Dimensity 6300MediaTek Dimensity 6400
RAM4 GB (+ 8 GB de RAM Boost)8 GB (+ 16 GB de RAM Boost)
Armazenamento128 GB, 256 GB256 GB
SistemaAndroid 16 com duas atualizações de versãoAndroid 16 com três atualizações de versão
Câmera traseira50 MP + 8 MP (ultrawide)108 MP (principal) + 8 MP (ultrawide)
Câmera frontal32 MP32 MP
Bateria5.200 mAh5.200 mAh
CarregamentoTurboPower de 33 WTurboPower 33 W
Conectividade5G, Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 5.4, NFC5G, Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 5.4, NFC
ResistênciaIP64, MIL-STD-810H, Gorilla Glass 7iIP64, MIL-STD-810H, Gorilla Glass 7i
Dimensões e peso164,2 × 77,4 × 7,33 mm; 182 g164,2 × 77,4 × 7,33 mm; 182 g

Motorola lança Moto G77 e Moto G67 no Brasil; veja preços e atributos

O Moto G77 e sua câmera de 108 megapixels (imagem: reprodução/Motorola)

Moto G77 tem cores verde-escuro e marrom (imagem: reprodução/Motorola)

O Moto G67 (imagem: reprodução/Motorola)

Pix: brasileiros estão satisfeitos, mas querem mais agilidade, diz pesquisa

26 de Fevereiro de 2026, 09:01
Ilustração da seção Pix em um app bancário
Há diversos tipos de serviço do Pix para diferentes necessidades de uso (foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
Resumo
  • 87% dos usuários do Pix desejam que o processo leve menos de 15 segundos. 69% estão dispostos a vincular dados bancários para agilizar pagamentos.
  • Pix Parcelado é o mais conhecido, com 83% de reconhecimento e 31% de uso. Pix por Aproximação tem 76% de reconhecimento e 42% de uso.
  • Pix Internacional é pouco conhecido, com 74% desconhecendo sua existência. Apenas 8% usaram, e 57% demonstram interesse.

A pesquisa Panorama E-commerce, realizada pela Visa Conecta, revelou que 87% dos consumidores entrevistados que já usaram Pix consideram atraente que o processo leve menos de 15 segundos.

O trabalho também descobriu que as modalidades Pix por Aproximação e Pix Parcelado são bem conhecidas, mas o Pix Internacional — ainda não regulamentado e oferecido de forma não oficial por algumas empresas — não deslanchou.

O questionário envolveu 1.521 entrevistas com consumidores brasileiros digitalizados e maiores de 18 anos. A amostra buscou refletir classes sociais, gêneros e regiões da população digitalizada do Brasil.

O que os brasileiros pensam do Pix?

A pesquisa Panorama E-commerce mostrou que o tempo necessário para fazer um Pix é um gargalo relevante — e os consumidores estão dispostos a ceder dados para acelerar o processo.

Ilustração de tela do site do Banco Central na tela do Pix
Pix tornou-se o meio de pagamento mais popular do Brasil (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Dos 1.442 entrevistados que já usaram Pix, 65% consideraram que seria muito melhor se a transferência levasse aproximadamente 15 segundos, e 23% pensam que isso seria melhor.

Entre os 1.260 que desejam mais agilidade, 69% se mostraram dispostos a vincular suas informações da conta bancária a um site ou app de loja online para pagar com mais facilidade.

Novas modalidades são conhecidas, mas pouco usadas

A Panorama E-commerce também verificou qual o grau de conhecimento e interesse dos brasileiros por três novas modalidades do Pix: Pix por Aproximação, Pix Parcelado e Pix Internacional.

O Pix Parcelado é, de longe, o mais conhecido entre os três, com 83% do público demonstrando saber de sua existência. O interesse é grande, com 35% afirmando que com certeza irão usar a modalidade e outros 28% dizendo que provavelmente usarão.

Na prática, porém, apenas 31% já fizeram pagamentos em parcelas usando Pix. O nível de satisfação desse subgrupo é alto, com 87% de aprovação.

O Pix por Aproximação é menos conhecido, com 76% dizendo que sabiam de sua existência. A intenção de uso é menor, com 70% manifestando interesse. O uso real foi de 42%, com alto grau de satisfação: 96%.

Pix Internacional desperta pouco interesse

Por fim, o Pix Internacional enfrenta o maior grau de desconhecimento, com 74% dos entrevistados sem saber que ele existia. Além disso, apenas 8% usaram esse método. A intenção de uso também é menor do que a das outras categorias, com 57% demonstrando interesse.

Vale fazer a ressalva de que o Pix Internacional faz mais sentido para quem compra produtos importados, viaja ou faz remessas ao exterior, o que, por si só, já exclui uma boa parcela da população brasileira.

Outro ponto de atenção é que essa modalidade ainda não foi lançada oficialmente. O que existe no momento são serviços de intermediação que tornam isso possível.

Assim, dá para fazer um Pix para uma conta internacional ou pagar dessa forma em lojas no exterior, método já visto na Argentina, na França e nos Estados Unidos, por exemplo. Nesses casos, uma companhia brasileira faz o meio de campo entre contas locais e estrangeiras.

Pix: brasileiros estão satisfeitos, mas querem mais agilidade, diz pesquisa

Samsung lança caixas de som potentes no Brasil; veja os preços

3 de Fevereiro de 2026, 11:18
Samsung anuncia as caixas de som ST50F e ST40F (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

A Samsung anunciou hoje (03/02) a chegada de novas sound towers ao mercado brasileiro. As caixas de som portáteis do tipo torre, modelos ST50F e ST40F, desembarcam no país com preços sugeridos de R$ 3.499 e R$ 2.399, respectivamente. O lançamento ocorreu durante um evento em São Paulo.

Os modelos contam com som de alta potência e aprimoramento na dispersão sonora. Ambos são voltados para uso em festas, encontros familiares e ambientes abertos, com woofers duplos e tweeters com guia de ondas, tecnologia pensada para distribuir o áudio de forma mais uniforme pelo ambiente.

Samsung ST40F vista de cima (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Com 240 W de potência, as sound towers são projetadas para preencher espaços maiores sem distorção. Os usuários também podem alternar entre diferentes modos de som, ajustando o perfil de áudio conforme o tipo de conteúdo reproduzido.

O modelo ST50F oferece até 18 horas de reprodução contínua e conta com rodas integradas e alça telescópica para facilitar a mobilidade. Já a sound tower ST40F é mais compacta e leve, com até 12 horas de bateria e alça superior para transporte rápido. Ambos os modelos possuem certificação IPX4, garantindo resistência a respingos de água.

Disponibilidade

A linha 2026 das sound towers está à venda no site oficial da Samsung, em lojas físicas e nas principais plataformas de e-commerce.

Bruno Andrade viajou para São Paulo a convite da Samsung

Samsung lança caixas de som potentes no Brasil; veja os preços

Samsung anuncia as caixas de som ST50F e ST40F (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Brasileiros passam a ver anúncios no Threads

21 de Janeiro de 2026, 17:19
Tela inicial de aplicativo
Threads começa a exibir anúncios globalmente, incluindo no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Threads, da Meta, começou a exibir anúncios no Brasil, utilizando dados do Instagram para segmentação.
  • Os anúncios aparecem no feed principal, semelhantes aos do Instagram e Facebook, e são baseados em atividade do usuário e informações de parceiros.
  • Os usuários podem verificar e gerenciar as preferências de anúncios através das configurações no Instagram.

Os brasileiros na rede social Threads vão perceber uma importante mudança a partir da próxima semana: a presença de anúncios na interface da plataforma. A Meta anunciou nesta quarta-feira (21/01) que vai iniciar a exibição de publicidade após um ano de testes em mercados selecionados.

Segundo a empresa, a liberação gradual ocorreu para observar a experiência dos usuários antes de levar a publicidade a uma base mais ampla. Neste primeiro momento, a quantidade de anúncios exibidos permanecerá reduzida.

O Threads conta atualmente com mais de 400 milhões de usuários ativos mensais, de acordo com dados divulgados pela própria companhia, e recentemente superou a rede social X nos smartphones.

Como são os anúncios no Threads

De acordo com o comunicado da Meta, os anúncios no Threads aparecem de forma nativa no feed principal do app, misturado às publicações das contas seguidas pelo usuário.

Os formatos são semelhantes aos já utilizados no Instagram e no Facebook, com imagem, vídeo e carrossel, já que a veiculação é feita por meio do mesmo sistema. Por lá, os anunciantes têm acesso a ferramentas de segmentação baseadas em dados de atividade do usuário, além de informações fornecidas por parceiros comerciais.

Captura de tela do Threads exibindo um anúncio em meio a postagens comuns da plataforma
Anúncios aparecerão em meio aos posts comuns na plataforma (imagem: divulgação/Meta)

O que a Meta sabe sobre você?

Não é possível desativar (ou pagar um plano livre de anúncios), mas dá para conferir o que a Meta está usando ao direcionar anúncios para você. Pelo Instagram, vá até as configurações e clique em “Central de Contas” e encontre a seção “Preferências de anúncios”. No Threads, siga os passos:

  1. No seu perfil no Threads, vá até as configurações (dois traços no canto superior direito)
  2. Clique em “Conta”
  3. Selecione “Outras configurações da conta”
  4. Você será redirecionado para o Instagram, então clique em Central de Contas
  5. Em “Configurações de contas”, clique em “Preferências de anúncios”

Você pode ver quais anúncios estão sendo exibidos na sua conta e gerenciá-los. É possível selecionar, inclusive, quais atividades podem ser rastreadas.

O algoritmo exibe os anúncios com base em dados como:

  • Sua atividade no ecossistema: perfis que você segue e posts que você curte
  • Conteúdo próprio: análise dos posts que você mesmo cria nas duas redes
  • Rastreamento externo: informações sobre sua atividade “fora das tecnologias da Meta” (sites e apps que usam ferramentas de rastreamento da empresa)

Brasileiros passam a ver anúncios no Threads

Zuckerberg anunciou oficialmente o aplicativo Threads em 06.07.2023 (Imagem: Divulgação/Meta e Vitor Pádua/Tecnoblog)

Guerra do delivery: iFood denuncia espionagem e propostas indecentes

29 de Dezembro de 2025, 14:09
iFood
Funcionários do iFood foram abordados por consultorias asiáticas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iFood denuncia assédio de consultorias asiáticas buscando informações sobre seu modelo de inteligência artificial, o LCM, oferecendo até US$ 500 por hora de conversa.
  • Mais de 35 funcionários do iFood foram contatados por analistas estrangeiros, com abordagens via LinkedIn, após um evento de tecnologia promovido pela empresa.
  • A empresa investiga internamente a situação como tentativa de espionagem e já possui três inquéritos policiais abertos relacionados a roubo de dados.

O movimentado setor de delivery brasileiro deve ganhar mais um capítulo digno de programa televisivo. O iFood revelou com exclusividade ao Tecnoblog que está sofrendo assédio de consultorias internacionais, que oferecem dinheiro aos funcionários em busca de informações estratégicas e de inteligência artificial.

Ao longo de 2025, os serviços 99Food e Keeta desembarcaram por aqui, fruto de investimentos bilionários de grupo chineses. O iFood, até então numa posição dominante, passou a enfrentar uma concorrência mais pesada. De acordo com o head de comunicação institucional Rafael Corrêa, no entanto, a disputa não está ocorrendo apenas nas ofertas e práticas comerciais.

Mais de 35 funcionários do iFood foram contactados, ao longo das últimas semanas, por supostos analistas de firmas estrangeiras de consultoria de mercado, na mais recente onda de abordagens. Em comum, elas ficam baseadas na China e têm uma abordagem muito similar: oferecem um bate-papo remunerado, de cerca de uma hora, para tratar do LCM (Large Commerce Model), a inteligência artificial de base que alimenta o Ailo, mecanismo de interface do iFood.

Mensagens a funcionários do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Atualmente estamos colaborando com uma instituição de investimento de destaque e acreditamos que seu profundo conhecimento da indústria de delivery de alimentos pode oferecer insights valiosos para as iniciativas estratégicas deles”, diz uma das mensagens. A analista propõe uma consultoria remunerada “com foco em aplicações de produtos de IA”.

O valor oferecido começa em US$ 100 e pode chegar a US$ 500 (cerca de R$ 2.800) pela hora de conversa, conforme as mensagens compartilhadas com o Tecnoblog. “É uma tentação”, diz Corrêa.

O executivo pondera que a atividade de consultoria de mercado é legítima, mas que, nas abordagens recentes a funcionários do iFood, elas ultrapassam a fronteira ética ao proporem perguntas muito específicas sobre uma ferramenta de fronteira desenvolvida no Brasil, com alto investimento e segredo comercial.

A guerra do delivery

Este é apenas mais um de inúmeros fatos envolvendo empresas de delivery de comida. Existem relatos já documentados pela imprensa de sumiço de notebooks com informações confidenciais, contratação de profissionais que ainda cumpriam período de quarentena e até mesmo crachás falsos apresentados a donos de restaurantes. Vários departamentos de polícia investigam o assunto no estado de São Paulo.

Segundo Corrêa, o iFood já havia identificado o assédio de consultorias asiáticas no começo do ano, com mais de 170 mensagens catalogadas sobre temas comerciais e financeiros. A primeira leva levou a notificações extrajudiciais. Ele explica que a segunda onda ocorreu após um evento promovido pelo iFood para apresentar inovações tecnológicas. Alguns dos palestrantes do congresso foram abordados semanas após suas apresentações.

Rafael Corrêa é head de comunicação institucional do iFood (imagem: reprodução)

Espionagem

Internamente, a empresa trata o assunto como tentativa de espionagem. A empresa ainda não definiu se irá novamente apresentar queixa-crime sobre estas novas abordagens, já que ainda quer entender de onde o “ataque” está vindo. A companhia, contudo, já possui três inquéritos policiais abertos para investigar roubo de dados por funcionários em episódios anteriores.

Alvo do momento, o LCM é um sistema de inteligência artificial desenvolvido pelo iFood e pela holding Prosus que utiliza dados de consumo para identificar padrões. Ele serve de base para o Ailo, um modelo de agente que permite fazer pedidos por voz ou texto dentro do WhatsApp.

Guerra do delivery: iFood denuncia espionagem e propostas indecentes

iFood (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mensagens a funcionários do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

26 de Dezembro de 2025, 10:40
Poco F8 Pro tem 8 milímetros de espessura (imagem: divulgação)
Resumo
  • A bateria do Xiaomi Poco F8 Pro, de 6.210 mAh, foi homologada pela Anatel.
  • O smartphone possui SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite, 12 GB de RAM, até 512 GB de armazenamento e Android 16 com HyperOS 3.
  • A fabricante chinesa aguarda homologação do smartphone, que, por enquanto, não tem data de chegada ao Brasil.

A Xiaomi prepara a vinda do Poco F8 Pro para o mercado brasileiro. A bateria do modelo, de código BM6M, já está homologada pela Anatel, indicando que a certificação do restante do aparelho não deve tardar a ocorrer.

O certificado, emitido no dia 19 de dezembro, foi solicitado pela DL Eletrônicos, que representa oficialmente a fabricante chinesa no Brasil. A documentação aponta que a bateria será utilizada no modelo 2510DPC44G, que corresponde ao Poco F8 Pro e que ainda não recebeu certificação da agência.

Bateria do Poco F8 Pro
Bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado da bateria do Poco F8 Pro
Certificado da bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria é fabricada pela Sunwoda, empresa chinesa especializada em baterias de íons de lítio, e aceita recarga de até 100 Watts, que a Xiaomi afirma ser capaz de recarregar de 0 até 100% em menos de 40 minutos.

O Poco F8 Pro foi lançado no final de novembro, em conjunto com seu “irmão maior”, o Poco F8 Ultra, oferecendo uma opção de menor custo para a linha Poco F8.

Close-up de mãos segurando o Poco F8 Ultra na horizontal, focando na textura azul que imita jeans e no detalhe prateado da câmera.
Poco F8 Ultra oferece traseira que imita jeans (imagem: divulgação/Poco)

Especificações do Poco F8 Pro

O Poco F8 Pro vem equipado com:

  • Tela AMOLED de 6,59 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz e revestimento em vidro Gorilla Glass 7i da Corning
  • Bordas em alumínio e traseira em vidro em três opções de cores (nada de imitação de jeans aqui)
  • SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite
  • Memória RAM de 12 GB, memória interna de 256 ou 512 GB
  • Sistema operacional Android 16 com HyperOS 3
  • Alto-falantes estéreo ajustados pela Bose
  • Três câmeras traseiras: principal de 50 megapixels com OIS e PDAF multi-direcional, teleobjetiva de 50 megapixels, PDAF multidirecional e 2,5x de zoom e ultrawide de 8 megapixels e ângulo de visão de 120 graus
  • Câmera frontal de 20 megapixels com foco fixo
  • Wi-Fi 7 dual-band, Bluetooth 5.4 com vários codecs de alta definição, GPS dual-band e NFC
  • Bateria de 6.210 mAh com recarga de até 100 Watts

Não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil, o que também depende da homologação do aparelho em si ser emitida pela Anatel. O Poco F8 Ultra também não está homologado.

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

Poco F8 Pro (imagem: divulgação)

Bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado da bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Poco)

Google revela como os brasileiros buscaram por IA em 2025

4 de Dezembro de 2025, 05:00
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Busca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Brasileiros pesquisaram por ferramentas de IA como Nano Banana e Manus.
  • Houve interesse em usar IA para criar sites, animar fotos e aumentar imagens.
  • Google destacou buscas por IA, mas não incluiu o ChatGPT.

A temporada de retrospectivas continua com a revelação dos assuntos mais populares da busca do Google. Em 2025, a empresa contou ao Tecnoblog que os brasileiros pesquisaram muito sobre inteligência artificial – desde as ferramentas, passando também por métodos para utilizar melhor esta nova tecnologia. Nas duas listagens a seguir, confira em primeira mão os tópicos que estiveram em alta durante o período.

Buscas sobre IA que mais cresceram

  • Gemini
  • Deepseek
  • Veo 3
  • NotebookLM
  • Grok
  • Pixverse
  • Flow
  • Manus
  • Blackbox
  • Nano Banana

Note que a lista não inclui o ChatGPT, serviço que se tornou sinônimo de IA. A equipe do Google me explicou que isso se deve ao fato de a plataforma da OpenAI já ser muito popular em 2024, enquanto os dados divulgados hoje se referem aos tópicos que ganharam mais relevância ao longo dos meses.

Buscas em alta de procedimentos com IA

  • Fazer foto com IA
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Google revela como os brasileiros buscaram por IA em 2025

Rival brasileiro do Flipper Zero arrecada mais de R$ 800 mil no Kickstarter

25 de Novembro de 2025, 16:35
Alt text sugerido:

Mão segura um dispositivo eletrônico roxo, portátil, com tela colorida e botão circular tipo joystick. Na tela aparece a interface “WiFi Analyzer”, com gráficos em formato de picos multicoloridos e indicação de rede. A pessoa usa uma pulseira vermelha no pulso, e o fundo é um piso cinza desfocado, em ambiente interno.
High Boy é roxo e tem tamanho portátil (imagem: divulgação)
Resumo
  • O High Boy, criado por quatro estudantes brasileiros, arrecadou mais de R$ 800 mil no Kickstarter, superando em vinte vezes a meta inicial de US$ 7 mil.
  • O aparelho, inspirado no Flipper Zero, possui Wi-Fi integrado e é open source, com foco na comunidade latino-americana.
  • A Anatel pode apresentar desafios regulatórios, mas a High Code está preparando um setor jurídico para lidar com isso em 2026.

O High Boy é um aparelho para explorar (e hackear) diversas formas de conexão sem fio, como Wi-Fi e Bluetooth. Idealizado por quatro estudantes brasileiros, o produto tem inspiração no Flipper Zero, que ficou famoso por clonar NFC e RFID — e acabou proibido pela Anatel.

O aparelho está em fase de arrecadação na famosa plataforma Kickstarter. Até agora, ele tem feito sucesso, com mais de US$ 150 mil arrecadados (cerca de R$ 806 mil, em conversão direta). Isso representa um valor vinte vezes maior que a meta dos criadores, que era de US$ 7 mil (R$ 37 mil).

O grupo fundou a empresa High Code. Apesar de serem quatro brasileiros, a companhia tem sede em Montana, nos Estados Unidos, para viabilizar a logística internacional.

No Kickstarter, o aparelho é vendido com 25% de desconto e sai por US$ 120 (aproximadamente R$ 645). O prazo estimado para entrega é julho de 2026.

High Boy quer ser melhor que o Flipper Zero

Ainda que o aparelho laranjinha, que ficou famoso em 2022, seja a principal referência, o grupo brasileiro quer que o High Boy seja melhor que o Flipper Zero.

Dispositivo eletrônico branco e laranja Flipper Zero sobre mesa clara, cercado por ferramentas e componentes eletrônicos, como chaves de fenda, cabos coloridos, placas de circuito e um lápis. Na tela laranja aparece um desenho de golfinho, além do indicador de bateria “100%”. O nome “FLIPPER” está impresso na lateral, e há um cartão microSD parcialmente inserido.
Flipper Zero ficou conhecido como “Tamagotchi” hacker (imagem: divulgação)

Joje Mendes, da High Code, explica ao Tecnoblog que há três diferenças importantes entre os produtos. O primeiro item é o Wi-Fi integrado, que funciona tanto em 2,4 GHz quanto em 5 GHz — no Flipper Zero, isso depende de um módulo vendido separadamente.

Outro ponto é a comunidade, com foco no público latino-americano, especialmente brasileiro. “Mas abraçaremos todo mundo que quiser entrar na comunidade, não importa de onde”, diz Mendes. Para isso, o High Boy será open source.

Por fim, o grupo quer implementar a tecnologia LoRa, que tem longo alcance e é usada na Internet das Coisas, um recurso que o Flipper Zero não tem.

Mendes garante que não se trata de um produto projetado por outra empresa e apenas revendido, sendo a filosofia open source de hardware e software uma prova disso. “Publicamos todo o esquema elétrico da placa (PCBs) e código-fonte”, explica.

Na ficha de especificações técnicas, o High Boy lista NFC, RF sub-GHz, Bluetooth Low Energy (BLE), infravermelho e Wi-FI, além de entrada para cartões microSD e acessórios GPIO. E assim como o Flipper Zero, que usa um golfinho na interface, o aparelho brasileiro terá seu mascote: um polvo roxo chamado Octobit.

Dispositivo eletrônico roxo apoiado sobre superfície azul, cercado por placas de circuito verde. A tela exibe uma interface em preto e branco com ilustração de um polvo e o nome “OCTOBIT”, além de ícones e indicador de bateria “100%”. O aparelho tem botão direcional circular e um botão menor ao lado, com acabamento fosco e levemente gasto.
Octobit é o mascote da interface (imagem: divulgação)

E a Anatel?

O Flipper Zero caiu em desgraça com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ela considerou que Flipper Zero poderia ser usado para fins ilícitos e facilitaria a ocorrência de crimes. O órgão regulatório barrou encomendas do produto, apreendeu cargas e mandou de volta aos remetentes. Além disso, a agência se recusou a certificar o aparelho.

E não foram só as autoridades brasileiras que se posicionaram contra o Flipper Zero. O Canadá baniu o aparelho, e a Amazon proibiu as vendas do aparelho.

Print do site do Flipper Zero. Informa que "infelizmente, nossos distribuidores ainda não enviam o Flipper Zero para o Brasil. Tente outros países".
Loja oficial informa que Flipper Zero não pode ser enviado para o Brasil (imagem: reprodução/Tecnoblog)

Mendes diz que há um setor jurídico trabalhando para lidar com essa parte regulatória no início de 2026 — até porque o foco da High Code é o mercado nacional.

“Nós vetamos e desincentivamos qualquer uso ilegal ou irregular do High Boy”, explica Mendes. “O nosso foco é na educação e na tecnologia open source.”

Rival brasileiro do Flipper Zero arrecada mais de R$ 800 mil no Kickstarter

Flipper Zero (Imagem: Reprodução / Flipper Zero)

Octobit é o mascote da interface (imagem: divulgação)

Loja oficial informa que Flipper Zero não pode ser enviado para o Brasil (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto

22 de Outubro de 2025, 11:03
O que seu cartão de crédito faz e você não sabe
Consumidores querem linguagem simples na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 65% dos brasileiros aceitam IA no auxílio financeiro, mas a confiança em decisões autônomas é baixa.
  • O estudo também revela que os consumidores preferem IA que use linguagem simples e seja transparente sobre as regras e parâmetros de decisão.
  • Bancos estão integrando IA com resumos e chatbots para melhorar a experiência do cliente e aumentar a confiança.

Quase sete em cada dez consumidores brasileiros aceitam que a inteligência artificial auxilie na relação com o dinheiro. Por outro lado, entre os afeitos à IA, apenas 14% aceitariam que ela tomasse decisões por conta própria, de maneira autônoma. É o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Itaú Unibanco e conduzida pela Consumoteca, divulgada hoje durante um evento em São Paulo.

O antropólogo Michel Alcoforado, responsável pelo estudo, avaliou que os brasileiros querem falar sobre dinheiro com “alguém” que não seja uma pessoa. Aqui, comento eu: os chatbots, com a capacidade de emular conversas humanas, caem como uma luva para gerar esse tipo de interação.

Diversos bancos têm realizado movimentos no sentido de integrar a inteligência artificial. Alguns já colocam resumos na tela inicial do app com os destaques do momento, personalizados para cada cliente. Outros oferecem chatbots com IA para ajudar nas variadas dúvidas.

Talvez o slide mais importante para quem curte tecnologia seja este abaixo, que mapeia exatamente o que faria o cliente confiar na IA, no contexto da relação com dinheiro:

Antropólogo Michel Alcoforado apresenta estudo sobre relação dos brasileiros com o dinheiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  • 40%: linguagem simples, falar de uma forma que eu entenda
  • 39%: conhecer as regras que regem a IA
  • 38%: saber os parâmetros usados pela IA para tomada de decisão
  • 36%: ver resultados de outras pessoas
  • 36%: ter a garantia de que há uma equipe de especialistas por trás
  • 30%: ver resultados compatíveis com a média do mercado

O levantamento da Consumoteca foi feito com 5 mil entrevistados no país inteiro, dividindo-se em cerca de metade entre 18 e 29 anos, e outra metade com pessoas com mais de 29 anos.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite do Itaú

Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto

Antropólogo Michel Alcoforado apresenta estudo sobre relação dos brasileiros com o dinheiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

65% das crianças e adolescentes brasileiros já utilizam IA, revela estudo

22 de Outubro de 2025, 10:00
Apple ID para crianças: entenda vantagens e saiba como criar (Imagem: Julia M. Cameron/Pexels)
24,5 milhões de crianças e adolescemtes acessam a internet no país (foto: Julia M. Cameron/Pexels)
Resumo
  • 65% dos jovens brasileiros de 9 a 17 anos usaram IA generativa para atividades cotidianas; 92% dessa faixa etária são usuários de internet, totalizando 24,5 milhões.
  • O celular é o dispositivo mais utilizado, com 74% de uso diário; WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok são as plataformas mais acessadas.
  • 45% das crianças e adolescentes tiveram contato com propaganda inadequada; 51% pediram produtos após exposição online.

Cerca de 65% dos jovens brasileiros com idade entre 9 e 17 anos utilizaram inteligência artificial generativa para realizar ao menos uma atividade do cotidiano. É o que mostra a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, divulgada hoje pelo Cetic.br e NIC.br. O estudo mostra ainda que 92% da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa 24,5 milhões de crianças e adolescentes.

As crianças e os adolescentes recorrem à IA para pesquisas escolares, busca de informações, criação de conteúdo ou conversas sobre problemas pessoais. No recorte por faixa etária, o uso desta nova tecnologia foi mais comum entre as pessoas de 15 a 17 anos do que as de 9 a 10 anos.

O celular é o principal dispositivo tecnológico da rotina das crianças e adolescentes: 74% fazem uso diário do dispositivo. Logo na sequência aparece a televisão, com 35%. O WhatsApp é a plataforma digital mais acessada, seguida de YouTube, Instagram e TikTok.

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
WhatsApp é o aplicativo mais utilizado pelas crianças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessos nas escolas e publicidade digital

A pesquisa registrou queda no acesso à internet nas escolas, que passou de 51% em 2024 para 37% em 2025. Entre os que acessam a rede nas escolas, 12% reportaram uso várias vezes ao dia e 13%, uma vez por semana.

O estudo identificou exposição significativa a conteúdo publicitário. Os pais e responsáveis disseram que 45% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos tiveram contato com propaganda não apropriada para a idade e 51% pediram algum produto após o contato online. Esse público está consciente sobre o tema: 65% dos usuários de 11 a 17 anos concordaram que falar ou pesquisar sobre produtos na web aumenta a quantidade de propagandas recebidas.

Os formatos de vídeos mais vistos incluem pessoas abrindo embalagens de produtos (66%), ensinando como usar produtos (65%) e divulgando jogos de apostas (53%).

Fontes de informação

As principais fontes de informação dos responsáveis sobre uso seguro da internet são as próprias crianças ou adolescentes (50%), os familiares e amigos (48%), a televisão, rádio, jornais ou revistas (42%) e a escola (41%). Cerca de 37% buscam sites dedicados ao tema, 36% recorrem a vídeos ou tutoriais online e 31% consultam grupos de pais em redes sociais.

A pesquisa revelou ainda que 31% das crianças e adolescentes ajudam os responsáveis diariamente com atividades na internet.

A coleta de dados da pesquisa divulgada nesta quarta-feira foi realizada entre março e setembro de 2025, com entrevistas presenciais com 2.370 crianças e adolescentes, além de 2.370 pais ou responsáveis.

65% das crianças e adolescentes brasileiros já utilizam IA, revela estudo

Apple ID para crianças: entenda vantagens e saiba como criar (Imagem: Julia M. Cameron/Pexels)

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

9 de Outubro de 2025, 12:49
Ilustração mostra o logotipo da Anatel ao lado de uma antena de telecomunicações. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Relatório mostra queda no consumo de dados, mas aumento no preço médio pago (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O preço médio do gigabyte de internet móvel no Brasil subiu para R$ 6,19 no 2º trimestre de 2025, alta de 12,34% em relação a 2024.
  • O consumo médio de dados móveis caiu 1,25%, mas a receita média por usuário subiu para R$ 32,73.
  • Já o preço do GB de banda larga fixa recuou 17,71%, acompanhado de um aumento de 18,36% no consumo por residência.

O preço médio pago pelo gigabyte de internet no celular voltou a subir no Brasil, atingindo R$ 6,19 no segundo trimestre de 2025 — uma alta de 12,34% em comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 5,51). Os dados são do mais recente Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, divulgado pela Anatel.

Essa é a quinta vez seguida que o relatório confirma uma tendência de encarecimento no Serviço Móvel Pessoal (SMP), após um período de queda nos preços entre 2021 e 2024. No primeiro trimestre deste ano, o preço médio era de R$ 6,13.

O aumento no preço do GB acompanha o aumento da receita média por usuário das operadoras, ainda que o consumo de dados pela população tenha registrado queda. O cenário é diferente quando se trata dos serviços de banda larga fixa. No mesmo trimestre, o preço médio do GB no serviço fixo caiu 17,71% e o consumo de dados por residência aumentou.

Conta sobe mesmo com queda no consumo

Ilustração sobre internet banda larga mostra uma mão azul segurando um celular. O fundo da imagem também é azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" também é visível.
Consumo via dados móveis caiu (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para entender por que o GB ficou mais caro, é preciso olhar para a relação entre o que se paga e o que se usa. Segundo a Anatel, o consumo médio de dados por usuário no serviço móvel caiu 1,25% em um ano, passando de 5,63 GB para 5,56 GB entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025.

Ao mesmo tempo em que o uso diminuiu, a arrecadação das operadoras por cliente aumentou. A receita média por usuário (ARPU) total do SMP chegou a R$ 32,73. O valor específico para o pacote de dados, que é o principal componente dos planos atuais, também subiu, alcançando um ARPU de R$ 27,75.

Ou seja, os brasileiros estão, em média, consumindo menos internet móvel e pagando mais por isso. É importante notar que o cálculo de preço por GB feito pela agência considera a receita total das operadoras dividida pelo tráfego total de dados consumido pelos clientes, e não o valor dos pacotes contratados.

Banda larga segue caminho oposto

Se no celular o cenário é de alta, na internet residencial a realidade é outra. O preço médio do GB consumido no Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) — banda larga fixa — caiu para R$ 0,25, uma redução de quase 18% em um ano.

A queda no preço acompanhou um aumento expressivo no consumo. Em média, cada domicílio com banda larga fixa consumiu 385 GB de dados no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 18,36% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita média por usuário no SCM ficou em R$ 95,61.

Vale lembrar que o mercado de banda larga fixa é bem mais diversificado e há maior competitividade. Segundo o Relatório de Monitoramento da Competição, da Anatel, no segundo trimestre deste ano, 56% das operadoras de internet fixa no Brasil eram pequenas — na telefonia móvel, Claro, Vivo e Tim dominam 95%.

Telefonia móvel ainda é mais rentável

Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relatório também reforça a impacto do serviço móvel na saúde financeira das operadoras. A Receita Operacional Líquida (ROL) do SMP alcançou R$ 23,84 bilhões no trimestre, mantendo uma curva de crescimento e representando a maior fatia do setor.

Enquanto isso, a receita de SCM se manteve estável, em R$ 6,82 bilhões. Já os serviços mais antigos, como a telefonia fixa (STFC) e a TV por assinatura (SeAC), continuam em declínio, com receitas de R$ 1,77 bilhão e R$ 1,48 bilhão, respectivamente.

Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

Relatório da Anatel mostra aumento no consumo de dados móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mudança silenciosa na Amazon gera revolta entre clientes brasileiros

1 de Outubro de 2025, 15:57
Echo Show 8 exibe publicidade do Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Echo Show 8 da Amazon passou a exibir publicidade sem possibilidade de desativação, gerando insatisfação entre os usuários.
  • A exibição de anúncios inclui produtos variados, levantando questionamentos sobre segmentação em dispositivos compartilhados.
  • Usuários buscam alternativas como denunciar produtos ou desligar o aparelho.

Os donos de dispositivos Alexa com tela, como o Echo Show de 8 polegadas, estão furiosos com a Amazon. O motivo? O dispositivo passou a exibir publicidade e não há nenhuma maneira de desativar isso.

Essa situação ocorre pelo menos desde agosto, segundo monitoramento do Tecnoblog. Ela piorou nos últimos 15 dias, com mais relatos de clientes que se queixam da novidade.

Toda sorte de produtos aparece na publicidade do Echo Show 8: tem desde multivitamínicos da marca Centrum até o novo tablet da Samsung.

Não se sabe de que forma a Amazon escolhe quais produtos vão aparecer no espaço. Presume-se que seja a partir dos dados sobre o consumidor. No entanto, isso abre margem para que, numa casa com Echo Show compartilhado, uma pessoa veja a divulgação de um produto direcionado a outra.

Publicidade num Echo Show (foto: reprodução/@victop.jpg)

“Virou uma Times Square”, descreveu um consumidor numa conversa no Threads, em referência à praça de Nova York repleta de letreiros e telas com muita publicidade. Outro cliente, desta vez baseado no Canadá, disse que, com a mudança, o Echo Show já não serve mais como álbum digital das fotos da família.

Nos nossos testes, não foi possível desativar a funcionalidade. Alguns leitores do Tecnoblog disseram que dá para “denunciar” o produto, porém ele volta a aparecer no dia seguinte.

O negócio de publicidade digital ganhou importância para a Amazon nos últimos anos. A empresa já fatura US$ 15,7 bilhões por trimestre (cerca de R$ 83,5 bilhões) com essa tecnologia. Alguns lojistas, aliás, se dizem reféns das publicidades dentro do ecossistema Amazon para destravar as vendas.

Já o caso do Echo Show abre margem para a discussão sobre o limite da publicidade em produtos que foram comercializados originalmente sem esse atributo, que incomoda muitas pessoas. O sistema original do Echo Show vendido no Brasil não tinha espaço nenhum para propaganda.

“Patético”, comentou um usuário (imagem: reprodução)

A implementação desta nova função ocorreu de forma silenciosa, já que a Amazon não divulgou nenhum comunicado sobre os anúncios em telas. Alguns clientes afirmam que vão desativar o aparelho. Você pretende fazer o mesmo? Conte-nos nos comentários.

A empresa disse ao Tecnoblog que a publicidade está integrada à Alexa “há anos” e que segue evoluindo com base no feedback dos clientes. Também explicou que os consumidores podem entrar nos ajustes da Alexa e optar por não receber anúncios baseados em interesses. “Eles ainda verão ou ouvirão anúncios em dispositivos com Alexa, mas esses anúncios podem ser menos relevantes para seus interesses.”

Mudança silenciosa na Amazon gera revolta entre clientes brasileiros

Echo Show 8 exibe publicidade do Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Patético”, comentou um usuário (imagem: reprodução)
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