Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Este é o novo controle da Microsoft para Xbox Cloud Gaming

14 de Maio de 2026, 11:34
Imagem mostra quatro controles Xbox, de cor preta e branca e menores que os modelos tradicionais
Fotos do novo controle da Microsoft para Xbox (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Tecnoblog divulga os primeiros dados e imagens do novo controle da Microsoft.
  • O acessório para Xbox Cloud Gaming está em desenvolvimento, com design compacto, bateria interna recarregável e conectividade por Bluetooth e Wi-Fi 6.
  • O controle possui porta USB-C, botão para pareamento ou troca de modos, área para indicadores luminosos, bumpers e gatilhos tradicionais, e bateria de 500 mAh.
  • A Microsoft planeja oferecer o controle em duas opções de cores, incluindo branca, com previsão de lançamento ainda não confirmada.

Um novo controle para Xbox está em processo de desenvolvimento e pode ser lançado num futuro breve. Ele seria focado nos jogadores do Xbox Cloud Gaming, serviço de jogatina em nuvem da Microsoft. O Tecnoblog obteve imagens e detalhes em primeira mão do novo aparelho, que oferece design compacto, bateria interna recarregável, Bluetooth e uma novidade: conectividade por Wi-Fi.

As fotos externas revelam um design mais enxuto, similar a controles como o HyperX Clutch Tanto e o SN30 Pro da 8BitDo. Ele traz os mesmos botões de um controle tradicional de Xbox. Ainda não temos a confirmação sobre o lançamento do produto. Por ora, a impressão é de que a própria Microsoft deseja entrar na seara dos controles compactos.

Imagem mostra a frente de um controle Xbox de cor branca, menor que os modelos tradicionais
Dispositivo segue design compacto (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Imagem mostra a frente de um controle Xbox de cor preta, menor que os modelos tradicionais
Controle 2147 da Microsoft (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Na parte superior do controle é possível ver a porta USB-C; um botão ainda misterioso, provavelmente para pareamento ou troca de modos; uma suposta área para indicadores luminosos (provavelmente para diferenciar entre Xbox tradicional e Xbox Cloud Gaming); bumpers; e gatilhos tradicionais.

A documentação obtida pelo Tecnoblog revela que o controle virá com bateria de 500 mAh e que, na parte de conectividade, utiliza Bluetooth e Wi-Fi 6 (restrito a 20 MHz de banda). O chip utilizado para tal é o RTL8730E da Realtek, com dois núcleos ARM Cortex-A7 de 1,2 GHz.

A Microsoft deve oferecer o controle em duas opções de cores, já que um modelo na cor branca também foi fotografado.

Não há previsão de quando o novo controle será lançado, seja no Brasil ou no exterior. Ainda não há indícios do modelo na FCC, a equivalente à Anatel nos Estados Unidos.

Elite Controller Series 3 também surge na Anatel

Assim como o modelo compacto, o possível sucessor do Elite Controller Series 2 também foi homologado pela Anatel com suporte a Wi-Fi 6 e Bluetooth. A documentação não revela qual chip será utilizado, mas é provável que a Microsoft adote o mesmo RTL8730E.

Imagem mostra a frente de um controle Xbox de cor preta
Xbox Elite Controller 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O design está mais refinado, mas a personalização extensiva permanece, com D-Pad, triggers e paddles intercambiáveis e ajustáveis.

Os botões já conhecidos do controle do Xbox agora aparecem acompanhados por dois novos comandos na parte inferior, entre os grips e ao lado da entrada P2 de 3,5 mm.

Imagem mostra a parte inferior de um controle Xbox de cor preta
Xbox Elite Controller 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Pelas imagens, os componentes lembram rodas de rolagem, possivelmente pensadas para simuladores de voo — como controle de aceleração — ou para jogos que exigem ajustes contínuos, mas mantêm a mesma posição por longos períodos.

A documentação também confirma que o botão de troca de modo entre “local” e “nuvem” chegará ao novo controle topo de linha da Microsoft.

Imagem mostra o manual do novo controle Xbox
Manual do novo controle revela o botão de pareamento (imagem: Everton Favretto)

O controle mantém a bateria recarregável e removível do Elite Series 2, mas está menor, com apenas 1.528 mAh (o Elite 2 tem 2.050 mAh).

Assim como o irmão menor, o novo Series 3 usa parafusos Torx T6, indicados no compartimento da bateria.

Imagem mostra a traseira de um controle Xbox de cor preta
Xbox Elite Controller 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Também não temos previsão de quando esse novo modelo será lançado e nem por quanto será comercializado. Mas, para comparação, o Elite Controller 2 é vendido hoje na faixa dos R$ 1.400 reais no varejo.

Este é o novo controle da Microsoft para Xbox Cloud Gaming

Fotos do Controle 2147 da Microsoft (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Anatel recebe aval para concluir o leilão dos 700 MHz

13 de Maio de 2026, 18:25
Martelo de leiloeiro e mapa do Brasil contendo a bandeira nacional e duas torres de celular. Fundo azul com ondas em verde
Leilão de 700 MHz ocorreu em 04/05 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu o aval definitivo para concluir o novo leilão de faixas de 700 MHz, realizado há dez dias. Diversas organizações tentavam invalidar o resultado, mas um magistrado da 5ª Turma do TRF-1 negou o pedido e permitiu tanto a homologação quanto a assinatura das outorgas.

A Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) havia entrado com um pedido no judiciário para impedir “atos de adjudicação, homologação e assinatura dos Termos”. Nela, estão as prestadoras Claro, TIM e Vivo.

Layout da banda 28 do 3GPP no Brasil, incluindo o espectro licitado no dia 4 (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mais uma derrota para o trio nacional

Espectro de Unifique e Consórcio Amazônia 5G são parte da controvérsia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Não é a primeira vez que o leilão é questionado. A TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e a Acel já haviam apresentado recursos ao Conselho Diretor da Anatel e depois ingressaram no Judiciário, tanto que o leilão, marcado originalmente para 30/4, acabou sendo adiado.

Outro ponto de controvérsia são as transferências de licenças de 3,5 GHz. A Ligga (que adquiriu espectro no PR) pretende transmitir as faixas para a Unifique, enquanto a Sercomtel (que adquiriu licença para o estado de São Paulo e Região Norte) pretende transferi-las ao Consórcio Amazônia 5G.

A cláusula 7.1 do edital de 2021 que proíbe a transferência caso as obrigações de cobertura não estejam cumpridas integralmente. A Anatel aprovou os movimentos, mas a Acel defende a tese de que ainda falta concluir certos compromissos que ainda estão por vencer. Os prazos começam a expirar neste ano e vão até o fim de 2029.

Uma das associadas da Acel é a Sercomtel, empresa do fundo Bordeaux (de Nelson Tanure, investigado no caso do Banco Master), que vendeu seu espectro para a Unifique e o Consórcio Amazônia 5G. Ela será prejudicada caso a Acel tenha êxito.

Como o próprio juiz do caso destaca, o atraso nas assinaturas causaria atraso na expansão da cobertura móvel, principalmente em localidades remotas e rodovias, que são alvos dos compromissos de cobertura.

Anatel recebe aval para concluir o leilão dos 700 MHz

Leilão de 700 MHz ocorrerá dia 30 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Layout da banda 28 do 3GPP no Brasil, incluindo o espectro licitado hoje (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Áreas adquiridas pela Unifique e o Consórcio Amazônia 5G (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vivo X300 Ultra: Jovi deve lançar smartphone com kit fotográfico no Brasil

12 de Maio de 2026, 16:31
Modelo conta com câmera teleobjetiva de 200 MP e lentes extras opcionais (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Jovi X300 Ultra, topo de linha da fabricante chinesa, foi homologado pela Anatel e deve ser lançado no Brasil em breve.
  • O smartphone possui lente principal e teleobjetiva de 200 MP e ultrawide de 50 MP, além de um kit de acessórios fotográficos com lente extensora.
  • O preço deverá ser alto, já que o modelo será fabricado na China e não terá incentivos fiscais.

O smartphone Vivo X300 Ultra, modelo de ponta da fabricante chinesa, tem grandes chances de desembarcar em breve no Brasil. A subsidiária local, batizada de Jovi, realizou a homologação do produto junto à Anatel na última sexta-feira (08/05), o que permite a venda em nosso território.

O Tecnoblog havia adiantado, ainda em janeiro, a possibilidade de o modelo vir ao país, quando a fabricante obteve a homologação do carregador de 100 W e da bateria. Agora, podemos confirmar que se trata do Jovi X300 Ultra, já que o número de modelo J2510 e o nome comercial surgiram na lista de dispositivos certificados do Android.

Certificado de homologação do Jovi X300 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Smartphone com kit fotográfico

O celular se destaca pelas especificações poderosas e excelentes câmeras: tanto a lente principal quanto a teleobjetiva tem 200 megapixels, enquanto a ultrawide oferece 50 megapixels.

Além dos 3,7x de zoom já embutidos, a fabricante oferece um kit de acessórios com capa, adaptadores para lentes, grip com controles, suporte para tripé e uma lente extensora de 200 ou 400 mm, adicionando 2,35 x ou 4,7 x de zoom.

O grip inclui bateria adicional de 2.300 mAh e também já está homologado pela Anatel, indicando que a Jovi deve oferecer o kit no Brasil.

Acessórios do kit fotográfico do X300 Ultra (imagem: divulgação)

Especifiações topo de linha

O restante das especificações também é topo de linha: o X300 Ultra usa o SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 combinado a 12 ou 16 GB de RAM e 256 GB até 1 TB de memória interna.

Seu display AMOLED possui taxa de atualização variável até 144 Hz e suporta HDR10+ e Dolby Vision, com alta densidade de pixels (510 pontos por polegada, resolução de 1.440 x 3.168 pixels).

A conectividade é de ponta: 5G, Wi-Fi 7 (inclusive de 6 GHz), Bluetooth, NFC e até infravermelho para uso como controle remoto.

A bateria é a já homologada BB57X, com 6.600 mAh. Ela utiliza ânodos de silício-carbono, permitindo que o X300 Ultra mantenha espessura de 8,5 mm.

Para recarregar, o Jovi X300 Ultra virá com carregador de 100 W na caixa, que também já está homologado, além de aceitar recarga sem fio e oferecer carregamento sem fio reverso.

Bateria BB57X do X300 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quanto vai custar?

O Jovi X300 Ultra não deve sair barato: ele já é vendido na Europa por 1.999 euros, mais de R$ 11.500 reais em conversão direta. Por ser fabricado na China, não receberá incentivos fiscais.

O conjunto de acessórios fotográficos com a lente de 400 mm custa 599 euros (R$ 3.450).

O X300 Ultra deverá ter um irmão menos caro: o Jovi X300 FE. O nome já consta da lista de dispositivos certificados do Bluetooth SIG, mas ainda não foi homologado no Brasil.

Vivo X300 Ultra: Jovi deve lançar smartphone com kit fotográfico no Brasil

Vivo X300 Ultra oferece câmera teleobjetiva com 200 MP e lentes extras opcionais (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Jovi X300 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Anatel remarca leilão dos 700 MHz

1 de Maio de 2026, 11:26
Martelo de leiloeiro e mapa do Brasil contendo a bandeira nacional e duas torres de celular. Fundo azul com ondas em verde
Leilão de 700 MHz ocorrerá em 4 de maio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

A Agência Nacional de Telecomunicações remarcou o leilão da faixa de 700 MHz para a próxima segunda-feira (04/05), depois que uma ação na Justiça impediu o certame, inicialmente marcado para ontem (30/04). Isso não muda a dinâmica do evento, que irá licitar faixas de espectro para que prestadoras operem a rede de telefonia.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região derrubou uma liminar impetrada pela Telcomp, entidade que representa mais de 70 empresas do setor. A Justiça atendeu a um pedido da Unifique, que argumentou que a modelagem do leilão está alinhada com as diretrizes de política pública estabelecidas pelo Ministério das Comunicações.

Conforme explicamos numa reportagem especial, o formato do leilão privilegia as operadoras regionais. Elas terão mais oportunidade de arrematar as novas faixas de frequência. Caso isso não aconteça, as empresas de porte nacional, como Claro, TIM e Vivo, também poderão comprar mais espectro.

A expectativa é de que faixas licitadas na próxima segunda – caso não tenhamos novas surpresas – sejam usadas primeiro para reforçar o sinal do 4G. No futuro, porém, é possível que também sejam usadas na transmissão do 5G.

As empresas vencedoras do leilão deverão cumprir uma série de obrigações relacionadas à cobertura nas rodovias e em localidades de difícil acesso.

De acordo com a Anatel, a sessão pública terá início às 10h e será transmitida via YouTube.

Anatel remarca leilão dos 700 MHz

Leilão de 700 MHz ocorrerá dia 30 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel vence Amazon e engrossa fiscalização contra celulares irregulares

27 de Abril de 2026, 12:55
Ilustração com a marca da Amazon e desenhos de caveiras atrás
Lojistas usam Amazon para oferecer celulares contrabandeados, segundo Conselho Nacional de Combate à pirataria (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel obteve uma vitória na Justiça para combater a venda de celulares irregulares.
  • A decisão inclui a inclusão de campos obrigatórios para o código de homologação no sistema da Amazon, validação automatizada dos códigos, retirada de anúncios de aparelhos não homologados e aplicação de multas diárias.
  • A Anatel argumenta que os smartphones irregulares podem interferir no sistema de telecomunicações do país e causar danos à saúde, segurança cibernética e ordem econômica.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) obteve uma importante vitória na Justiça: ela restaurou os efeitos de um despacho que visa combater a venda de celulares irregulares e, em última instância, permite até mesmo o bloqueio do acesso à Amazon. Não é de hoje que a agência tem assumido esta postura contra os aparelhos que chegam ao país sem passar pelos testes e processo de homologação.

O caso escalou desde que o presidente da agência, Carlos Baigorri, afirmou que a agência poderia determinar o bloqueio dos marketplaces por causa do comércio irregular. A fala se deu em maio de 2025. Dois deles decidiram judicializar a questão: Mercado Livre e Amazon. O processo desta última chegou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e foi avaliado na semana passada.

Como foi a decisão do TRF-3?

Ilustração com celular e bandeiras piratas, entre outros elementos
Produtos irregulares chegam a custar um terço do preço oficial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O desembargador André Nekatschalow decidiu em 23/04 pela admissibilidade do processo. Isso significa que ele poderá subir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, ele barrou a subida do recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), por entender que a discussão envolve apenas normas alheias à Constituição Federal.

O desembargador acolheu a argumentação, feita pela agência reguladora, de que há risco de dano grave à saúde, segurança cibernética e ordem econômica se a venda de produtos piratas continuar sem fiscalização. Por conta disso, as determinações da Anatel contra a plataforma voltam a ter validade até que o STJ julgue o mérito.

Quais medidas estão valendo?

Os efeitos do despacho decisório nº 5.657/2024 incluem:

  • Inclusão de campos obrigatórios para o código de homologação no sistema da Amazon
  • Validação automatizada dos códigos informados junto à base de dados da Anatel
  • Retirada imediata de anúncios de aparelhos não homologados ou com certificados falsos
  • Aplicação de multas diárias e, em caso de reincidência ou descumprimento das ordens, a previsão de bloqueio do acesso ao portal da empresa

A Amazon argumentava que, segundo o Marco Civil da Internet, ela não é responsável pelos produtos anunciados por outros lojistas em sua plataforma. No entanto, o TRF-3 aceitou o argumento da Anatel de que os smartphones, por usarem radiofrequência, são diferentes de outros produtos porque podem interferir no sistema de telecomunicações do país.

Queda pelo segundo ano

Nós estamos tentando contato com a Anatel e a Amazon. Este texto será atualizado caso recebamos uma resposta.

Além da falta de homologação, os aparelhos irregulares não recolhem impostos e, por serem mais baratos, colocam pressão sobre as vendas regulares da indústria de eletrônicos. A associação do setor calcula que 4,5 milhões de unidades foram comercializadas em 2025 no país, totalizando 12% do mercado. Foi o segundo ano consecutivo de queda neste índice.

Anatel vence Amazon e engrossa fiscalização contra celulares irregulares

Lojistas usam Amazon para oferecer celulares contrabandeados, segundo CNCP (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Redmi Note 12 é o celular mais vendido no mercado irregular, segundo Abinee (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Exclusivo: Xiaomi 17T passa na Anatel e já pode ser lançado no Brasil

27 de Abril de 2026, 09:50
Imagem mostra o Xiaomi 17T. A fotografia é um close-up nas câmeras.
Câmera teleobjetiva do Xiaomi 17T deve receber upgrade (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Xiaomi 17T passou na Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Celular terá câmera melhorada e possível bateria de 6.500 mAh.
  • O aparelho será fabricado na China e seu lançamento é esperado para maio.

O Xiaomi 15T vai receber um sucessor em breve: o Xiaomi 17T passou na Anatel e está a caminho do Brasil. O novo smartphone topo de linha vinha aparecendo em vazamentos, e seu lançamento é esperado para maio. O modelo foi homologado com o código 2602DPT53G a pedido da DL, que representa a fabricante no país.

A documentação não deixa espaço para dúvidas, já que nela consta o nome comercial “Xiaomi 17T”. Ela também revela o design do aparelho, com fotos externas.

Imagem mostra o celular Xiaomi 17T em homologação na Anatel, com etiquetas de identificação na parte traseira
Xiaomi 17T consta na certificação da Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O design não muda muito em relação ao antecessor: visualmente a principal diferença está no flash, que deixa a localização no “cooktop” e passa a ficar logo ao lado do módulo das câmeras.

Apesar dos rumores apontarem que as câmeras se manterão similares, é possível notar nas imagens que o Xiaomi 17T possui uma teleobjetiva diferente, provavelmente utilizando uma lente periscópica com um zoom maior, como o Xiaomi 15T Pro já oferece.

Por dentro, é esperado um SoC Dimensity 8500, que é ligeiramente melhor que o 8400 Ultra do 15T. O smartphone deve chegar já com Android 16. O certificado também revela a presença de Wi-Fi 6 (sem 6 GHz), Bluetooth, 5G e NFC, características esperadas de um modelo dessa faixa de mercado.

Imagem mostra um carregador branco, com a descrição "67 W" desenhada na parte lateral
Carregador Xiaomi MDY-15-ET de 67 W (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Na caixa do modelo vendido oficialmente no mercado brasileiro virá o carregador MDY-15-ET, de 67 Watts. Ele recarregará a bateria BM6U, de 6.360 mAh nominais — capacidade que se alinha com os 6.500 mAh típicos que os rumores e vazamentos apontam, com um aumento de 1.000 mAh em relação ao Xiaomi 15T.

Segundo a documentação, o smartphone será fabricado na China. Além disso, ele deverá ter um irmão maior, o Xiaomi 17T Pro, com especificações superiores, mas que ainda não está certificado no Brasil.

Quando chega?

Não temos previsão de quando exatamente será o lançamento, nem valores. Para comparação, o Xiaomi 15T chegou por aqui em outubro de 2025, custando R$ 7.499.

Exclusivo: Xiaomi 17T passa na Anatel e já pode ser lançado no Brasil

Nova marca de celulares deve estrear no Brasil

9 de Abril de 2026, 16:32
Nothing Phone 4a está a caminho do Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • Nothing homologou o Phone (4a) na Anatel com o código de modelo A069.
  • O modelo tem bateria de 5.080 mAh e suporta recarga de 50 W por USB-PD.
  • A fabricação será feita na China; o preço e a data de venda no Brasil ainda não foram informados.

Mais uma marca de smartphones deve entrar no mercado brasileiro: a Nothing, que homologou o Phone (4a) na Anatel. A empresa, fundada por Carl Pei — também conhecido por criar a marca OnePlus (da Oppo) —, obteve a certificação na quinta-feira passada (02/04).

O pedido foi feito pela New Paths Representação Comercial, empresa que atua como intermediária em processos de homologação. Infelizmente, isso dificulta identificar quem será responsável pela importação e venda do Nothing Phone no Brasil.

A fabricante é conhecida pelo estilo minimalista dos seus modelos e também por ser contra lançar celulares todo ano. Segundo o CEO, a empresa prefere esperar até que um novo produto represente um avanço real.

Certificado de homologação do Nothing Phone 4a (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria do Phone (4a) também já foi certificada, com o código de modelo NT07A. Ela tem 5.080 mAh, como a versão vendida na maioria dos mercados, e não a bateria de 5.400 mAh do modelo vendido na Índia.

Para recarga, você que se vire: o Nothing Phone (4a) não deve vir com carregador na caixa, nem mesmo no Brasil. Ele aceita recarga de 50 W por USB-PD.

Bateria do Nothing Phone 4a (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A fabricação será feita na China, o que deve elevar o valor no varejo, já que não poderá usufruir dos benefícios fiscais de produtos montados por aqui.

O Nothing Phone (4a) foi lançado no exterior no início do mês de março com características intermediárias, como o SoC Snapdragon 7s Gen. Outras características miram mais acima, como o conjunto de câmeras traseiras triplo que inclui uma teleobjetiva periscópio com 3,5x de zoom, geralmente vista apenas em aparelhos topo de linha.

Nothing Phone 4a na cor azul (imagem: divulgação)

O modelo se destaca mesmo pelo design: a traseira é translúcida, revelando partes do interior do aparelho, e possui uma série de 7 indicadores com LEDs. São seis brancos, que podem indicar notificações, carga da bateria e muito mais, e um vermelho, que indica quando a câmera está em uso.

O Nothing Phone (4a) também tem um irmão maior, o Nothing Phone (4a) Pro, com tela maior e melhor, construção superior, SoC ligeiramente melhor e que troca a barra de LEDs por uma “mini tela” de 137 LEDs. Este modelo não está certificado no Brasil.

Quanto vai custar?

Não temos informações sobre quando e por quanto o Nothing Phone (4a) será vendido no Brasil. Para comparação, ele é vendido no Reino Unido por 349 libras esterlinas, cerca de R$ 2.400 em conversão direta.

Nova marca de celulares deve estrear no Brasil

💾

Fabricante de celulares Nothing homologou o Phone (4a) na Anatel. Empresa foi fundada por Carl Pei, cofundador da marca OnePlus, da Oppo.

Nothing Phone 4a (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Nothing Phone (4a) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Nothing Phone 4a azul (imagem: divulgação)

Exclusivo: Motorola Razr Fold pode chegar ao Brasil a qualquer momento

9 de Abril de 2026, 10:35
Motorola Razr Fold em exposição em Barcelona (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Motorola Razr Fold recebeu homologação da Anatel em 7 de 2026, com código XT2651-1. O modelo já pode ser vendido no Brasil.
  • O aparelho tem 5G, Bluetooth, NFC, Wi-Fi 7, UWB, carregamento sem fio reverso e suporte à Moto Pen Ultra. Ele usa duas baterias, com 5.760 mAh nominais, e traz carregador de 90 W na caixa.
  • O Razr Fold custa 1.999 euros e 1.799 libras. A Motorola prevê venda no Brasil ainda neste semestre.

Agora vai: o Motorola Razr Fold passou pela homologação na Anatel e já pode ser vendido no Brasil. O smartphone dobrável foi foi anunciado durante a CES 2026 e deve competir diretamente com o Galaxy Z Fold 7, da Samsung, oferecendo alguns recursos a mais.

O modelo foi certificado com o código de modelo XT2651-1 na última terça-feira (7), conforme os documentos visualizados pelo Tecnoblog. Este código de modelo está associado ao codinome Horizon26, segundo o leaker Evan Blass, e condiz com o processo de homologação nos Emirados Árabes Unidos.

A documentação confirma características de um telefone topo de linha, como esperado: conectividade 5G, Bluetooth, NFC, Wi-Fi 7 de três bandas, UWB e carregamento sem fio reverso. Na caixa, o Razr Fold virá com o carregador MC-907 de 90 Watts, capacidade maior do que o Razr Fold é capaz de aceitar (80 Watts).

Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola
Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Carregador Motorola MC-907 de 90 W durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

No smartphone estão duas baterias (SH29 e SH31) com capacidades nominais de 2.820 e 2.940 mAh, somando 5.760 mAh nominais. Parece lógico assumir que se tratam de baterias que somam 6.000 mAh típicos, a capacidade divulgada pela Motorola para o Razr Fold.

O Razr Fold suporta o uso de caneta stylus (Moto Pen Ultra), acessório que a concorrente sul-coreana removeu no Galaxy Z Fold 7. O Razr Fold também possui grau de proteção contra líquidos superior ao concorrente: IPX9 versus o IP48 do Fold 7 (no entanto, o produto Samsung oferece alguma proteção contra ingresso de poeira).

Moto Pen Ultra (imagem: divulgação)

O smartphone não deve ser barato: ele será vendido por 1.999 euros no velho continente, 1.799 libras no Reino Unido, valores que, em conversão direta, ficam na faixa dos R$ 12 mil por aqui.

Esperamos que a venda do modelo inicie em breve: já há um cadastro de interesse no site da fabricante e a Motorola já informou no passado que pretende vendê-lo ainda neste semestre.

Exclusivo: Motorola Razr Fold pode chegar ao Brasil a qualquer momento

Motorola Razr Fold (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador Motorola MC-907 de 90 W durante sua certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Moto Pen Ultra (imagem: divulgação)

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

9 de Abril de 2026, 09:57
Orelhão da Oi
Negócio inclui orelhões e manutenção da base de clientes até 2028 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da telefonia fixa da Oi para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões à vista.
  • A empresa de Minas Gerais assume a UPI Serviços Telefônicos da Oi, que inclui infraestrutura, base de clientes e operação de serviços de emergência.
  • O negócio, no entanto, depende da aprovação da Anatel, que tenta barrar a operação alegando que o edital do leilão viola uma lei federal.

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (08/04) a venda da operação de telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A transação, avaliada em R$ 60,1 milhões, ocorreu por meio de um leilão conduzido pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como parte do processo de falência da companhia de telecomunicações.

O certame contou com a participação de duas concorrentes. A Sercomtel Comunicações apresentou uma oferta de R$ 60 milhões, porém com a previsão de pagamento parcelado em dez vezes.

A Método Telecom, por sua vez, ofereceu R$ 60,1 milhões com pagamento à vista, cumprindo as exigências financeiras do edital. O formato de quitação imediata foi determinante para a escolha da vencedora, que recebeu o aval do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização.

Com a homologação do leilão, a Justiça fluminense intimou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Fazendas Públicas para acompanharem o resultado do negócio.

O que a Método Telecom leva na compra?

Ao vencer o leilão, a Método Telecom adquire a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos da Oi, assumindo infraestruturas críticas e obrigações de longo prazo. A nova operadora passa a ser a responsável pela gestão direta de serviços de utilidade pública, que inclui a operação das linhas de números de emergência, como o 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).

Como lembra o site Convergência Digital, a transação também engloba a transferência de toda a infraestrutura física remanescente da telefonia fixa da tele. O pacote é composto por postes, torres, cabos, mastros, bases de rádio e os tradicionais orelhões. A compradora também absorve a base de clientes atual que ainda paga por linhas fixas da Oi (cerca de 3,82 milhões, segundo dados da Anatel).

A companhia terá a obrigação de manter a continuidade da prestação desses serviços até, pelo menos, dezembro de 2028. Essa exigência é vital para o atendimento em mais de 7,4 mil localidades brasileiras onde a Oi opera como a única provedora de infraestrutura de telecomunicações.

Impasse com a Anatel

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
Agência quer suspender o leilão alegando violação de acordos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da aprovação na Justiça estadual, a concretização da venda depende da Anatel. O problema é que a agência reguladora tenta barrar a transferência dos ativos, argumentando que as regras do edital violam as diretrizes da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e passam por cima de acordos previamente firmados.

O centro do questionamento é o Termo de Autocomposição. As regras do contrato proíbem a venda de equipamentos essenciais em municípios onde a operadora é a única prestadora disponível. A agência alega que o edital libera a transferência desses ativos sem um filtro rigoroso, gerando o risco de deixar milhares de cidadãos sem sinal. Devido ao que seria um desrespeito às regras, a Anatel pode mudar o curso do negócio.

Além das questões de infraestrutura, a agência aponta a ausência de garantias financeiras para assegurar a operação e defende que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal, por envolver o Governo Federal e o Ministério das Comunicações.

Por fim, a autarquia reitera que nenhuma venda no setor pode ser finalizada sem a sua anuência prévia e exige a anulação do edital atual para participar da elaboração de novas regras.

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Xiaomi prepara dois smartphones básicos para o mercado brasileiro

3 de Abril de 2026, 11:45
Redmi A7 Pro tem bateria de 6.000 mAh (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anatel homologou os smartphones Redmi A7 Pro e Poco C81 para venda no Brasil.
  • O Redmi A7 Pro possui tela IPS de 6,9 polegadas, 4 GB de RAM, câmeras de 13 MP e 8 MP, e bateria de 6.000 mAh.
  • O Poco C81 ainda não foi anunciado, mas terá design em dois tons e características similares ao Redmi A7 Pro.

Redmi A7 Pro e Poco C81 já podem ser vendidos no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) expediu a certificação dos dois modelos ontem (02/04), liberando a comercialização e uso dos dois celulares em território nacional. O documento foi solicitado pela DL, que representa a Xiaomi no país.

Eles têm códigos de modelo 25128RN17L e 25128PC17 (Redmi A7 Pro e Poco C81, respectivamente) e foram homologados em conjunto, indicando que terão características similares — algo bastante comum entre as fabricantes chinesas de celulares, especialmente a Xiaomi. São características básicas, o que os posiciona como smartphones de entrada.

Certificado da Anatel dos celulares Redmi A7 Pro e Poco C81 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Redmi A7 Pro foi anunciado oficialmente pela Xiaomi na última quarta-feira (01/04). Suas especificações incluem:

  • Tela IPS de 6,9 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz;
  • Resolução de apenas 1.600 x 720 pixels;
  • SoC Unisoc T7250 com meros 4 GB de RAM (64 ou 128 GB de armazenamento);
  • Câmera traseira principal de 13 megapixels e frontal de 8 megapixels;
  • Bateria de 6.000 mAh com carregamento de 15 W;
  • E conectividade de apenas 4G, Bluetooth e Wi-Fi 5, mas sem NFC.

Tudo isso rodando o HyperOS 3 da Xiaomi, baseado no Android 16.

Redmi A7 Pro tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

Já o Poco C85 ainda não foi anunciado, mas não deve divergir muito em suas características. Graças às fotos da certificação, sabemos que ele terá um design com pintura em dois tons na traseira, tradicional da linha Poco, e uma das cores deve ser uma espécie de verde ou azul metálico.

Os modelos serão fabricados pela Xiaomi na China e virão com o carregador MDY-18-EG de 15 W na caixa.

Poco C81 durante o processo de certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quando chega?

Ainda não temos informações sobre data de lançamento ou valores no Brasil, mas o Redmi A7 Pro é vendido por 129 euros na Alemanha e na Espanha, em torno de R$ 780 em conversão direta.

O modelo deve competir com celulares básicos como o Galaxy A07 e o antecessor A06, além de rivais de outras fabricantes.

Xiaomi prepara dois smartphones básicos para o mercado brasileiro

Redmi A7 Pro (imagem: divulgação)

Certificado Anatel dos Redmi A7 Pro e Poco C81 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Redmi A7 Pro tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

Poco C81 durante o processo de certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Anatel tenta barrar leilão de telefonia fixa da Oi

27 de Março de 2026, 12:39
Orelhão da Oi
Comprador dos ativos da Oi vai operar números de emergência, como 190 e 192 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Anatel acionou o TJ-RJ para suspender o leilão de telefonia fixa da Oi, alegando que o edital ignora a Lei Geral de Telecomunicações.
  • A agência também argumenta que o plano coloca em risco serviços essenciais em mais de 6 mil cidades do Brasil.
  • Segundo a Anatel, o edital atual permite a venda de ativos sem filtro rigoroso e carece de garantias financeiras para a continuidade dos serviços.

A Anatel é contra o plano da Oi de vender o que restou de sua operação de telefonia fixa. A agência reguladora acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para suspender o leilão dos ativos, previsto para o dia 8 de abril de 2026. No recurso, a autarquia afirma que as regras atuais da venda passam por cima da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e de acordos fechados anteriormente com o Tribunal de Contas da União (TCU).

O movimento joga um balde de água fria nos planos da operadora, que obteve autorização judicial há poucas semanas para se desfazer de sua infraestrutura remanescente. O “pacotão” inclui desde a base de clientes até torres, cabos e os clássicos orelhões espalhados por mais de 6,5 mil localidades do Brasil.

Entenda o caso

O problema, segundo o órgão regulador, não é a venda em si, mas como ela está sendo feita. A agência explica que existe um acordo (Termo de Autocomposição) que permitiu à Oi mudar seu regime de trabalho de “concessão” para “autorização”. Como lembra o TeleSíntese, esse contrato proíbe que a empresa venda equipamentos essenciais em cidades onde ela é a única operadora disponível.

Para a autarquia, o edital atual permite que esses ativos sejam passados adiante sem um filtro rigoroso, o que poderia deixar milhares de pessoas sem sinal. Além disso, a Anatel diz que faltam garantias de R$ 500 milhões que deveriam assegurar a continuidade dos serviços. Sem esse depósito, a agência entende que o negócio é arriscado demais.

A Anatel argumenta ainda que a Justiça do Rio não poderia decidir sozinha sobre um contrato que envolve o Governo Federal e o Ministério das Comunicações. Para o órgão, esse caso deveria estar nas mãos da Justiça Federal.

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
Anatel teme que milhares de cidades fiquem sem serviços básicos de comunicação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que está em jogo no leilão da Oi?

Se o leilão não for barrado, quem comprar o que restou da telefonia fixa da Oi levará:

  • Serviços de utilidade pública: operação de números vitais como 190 (PM), 192 (SAMU) e 193 (Bombeiros);
  • Infraestrutura física: postes, mastros, fiação e bases de rádio;
  • Continuidade do serviço: o comprador terá que manter o serviço funcionando em 6.571 cidades até dezembro de 2028;
  • Base de clientes: toda a base de usuários que ainda paga por uma linha fixa da Oi.

A Anatel reforça que nenhuma venda do setor pode ocorrer sem sua aprovação prévia e exige a anulação do edital para que possa participar da elaboração de novas regras. O órgão também condiciona o avanço do leilão ao desfecho de uma mediação que busca garantir a reposição de cerca de R$ 465 milhões travados em conta judicial para assegurar a manutenção de serviços básicos de telecomunicações.

Anatel tenta barrar leilão de telefonia fixa da Oi

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ancine ganha mais poder para bloquear sites de pirataria

27 de Março de 2026, 11:43
Ilustração com um símbolo de caveira vazado, revelando TVs sintonizadas em canais variados
Mudança deve acelerar bloqueio de sites e plataformas que distribuem conteúdo pirata (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ancine aprovou uma norma que permite bloquear sites piratas sem denúncia prévia dos donos dos direitos autorais.
  • A Anatel ficará responsável por executar o bloqueio de domínios e IPs, após ser acionada pela Ancine.
  • Provedores de conexão, redes de publicidade e empresas de pagamento podem ser notificados, mas usuários finais não serão afetados.

A Ancine (Agência Nacional do Cinema) aprovou nesta semana uma instrução normativa que regulamenta o bloqueio administrativo de sites e aplicativos de pirataria digital. Com a nova regra, a agência poderá instaurar processos e determinar o bloqueio de plataformas ilegais por iniciativa própria, sem depender de denúncia prévia dos donos dos direitos autorais.

De acordo com o portal especializado TeleSíntese, a medida regulamenta os procedimentos previstos na Lei 14.815/2024 e entra em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União.

O objetivo, segundo a agência, é agilizar as ações contra a distribuição não autorizada de obras audiovisuais e inviabilizar o modelo de negócio dos infratores. Dessa forma, quando a Ancine identificar uma irregularidade — ou receber uma notificação formal com evidências como URLs e IPs —, ela notificará o responsável pelo site pirata, que terá 48 horas para remover o conteúdo ou apresentar defesa.

Caso a plataforma ignore a ordem ou tenha a justificativa rejeitada, a agência avança para a fase de sanções. Nela, a Ancine acionará a Anatel para executar o bloqueio dos domínios e IPs na infraestrutura de internet. As duas agências já firmaram um acordo de cooperação, no ano passado, para garantir o bloqueio de sites de conteúdos audiovisuais piratas.

Para asfixiar a operação financeiramente, a agência também poderá notificar provedores de conexão, redes de publicidade e empresas de meios de pagamento, com o objetivo de impedir transações e cortar a monetização da plataforma infratora.

Mudanças não afetam usuário final

Foto por LiadePaula/MinC/Flickr
Medida da agência não responsabiliza usuários pelo consumo de conteúdo pirata (imagem: reprodução)

Apesar do rigor contra as plataformas, não há novidades para seus adeptos. De acordo com a norma, a Ancine não deve tomar nenhuma ação contra o usuário final dos serviços.

O texto também prevê punições para falsas denúncias de direitos autorais. Notificantes que prestarem informações erradas ou agirem de má-fé responderão legalmente.

A diretoria da Ancine determinou a criação de relatórios semestrais de transparência para prestar contas sobre a eficiência dos bloqueios. O texto prevê acordos de cooperação voluntária com plataformas digitais para agilizar remoções consensuais de conteúdo.

Ancine ganha mais poder para bloquear sites de pirataria

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola homologa outro celular misterioso no Brasil com bateria de 5.200 mAh

26 de Março de 2026, 15:03
Moto G67
Moto G67 pode ganhar irmão em breve (imagem: reprodução/Motorola)
Resumo
  • O modelo XT2621-5 da Motorola foi homologado pela Anatel, mas os detalhes sobre o novo aparelho ainda são escassos.
  • Ele aparenta ser uma variação dos Moto G67 e G77, com 5G, Wi-Fi 5, NFC e Bluetooth e bateria de 5.200 mAh.
  • A fabricação ocorrerá na Motorola de Wuhan, China, ou na Flex de Jaguariúna (SP), excluindo a unidade de Manaus.

Pois é, de novo: a Motorola Mobility obteve a homologação de mais um smartphone sobre o qual não temos detalhes claros. O modelo XT2621-5 teve seu certificado emitido pela Anatel na última segunda-feira (23/03), conforme os documentos visualizados pelo Tecnoblog.

Ele deve ser uma variação dos Moto G67 e G77, que estão certificados com os códigos de modelo XT2621-1 e XT2621-3. A documentação possui muitas características em comum: a presença de 5G, Wi-Fi 5, NFC e Bluetooth.

Certificado de homologação do Motorola XT2621-5 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Mas, não se anime. Não se trata do Moto G67 Power. A bateria e o carregador inclusos são os mesmos que acompanham os Moto G67 e G77: bateria SP52 de 5.200 mAh típicos e carregador MC-337L de 33 W.

Carregador Motorola MC-337L (imagem: divulgação)

A única diferença relevante entre as certificações dos irmãos Moto G67 e G77 e este novo modelo está nas unidades fabris. Os modelos já lançados podem ser fabricados em três locais, mas o XT2621-5 será fabricado em apenas duas das fábricas: Motorola de Wuhan, na China, ou pela Flex de Jaguariúna (SP), no Brasil, dispensando a unidade manauense.

Não fica claro se o novo smartphone será uma mera revisão de um dos modelos existentes (novamente, Moto G67 ou G77) ou se estamos falando de um novo modelo com muitas características em comum, mas com SoC diferente. Uma possibilidade seria o Moto G57, mas ele foi certificado em outros países como XT2537-2.

Motorola homologa outro celular misterioso no Brasil com bateria de 5.200 mAh

O Moto G67 (imagem: reprodução/Motorola)

Certificado de Homologação do Motorola XT2621-5 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

25 de Março de 2026, 11:33
Imagem promocional mostra um smartphone em um fundo preto, com a parte da bateria destacada com uma arte que ilustra a capacidade de 10.001 miliampere-hora
Realme P4 Power tem bateria de 10.001 mAh (imagem: divulgação)
Resumo
  • Realme P4 Power foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O celular possui bateria de 10.001 mAh e carregador de 80 W.
  • Ele será fabricado na China ou em Manaus e virá com NFC.

Agora vai: o Realme P4 Power, anunciado no final de janeiro na Índia, já pode ser vendido no Brasil. A certificação do smartphone, com código de modelo RMX5107, foi emitida pela Anatel na segunda-feira (23/03), conforme documentos vistos pelo Tecnoblog.

O modelo se destaca pela enorme bateria (que a Realme chama de Titan), com capacidade de 10.001 mAh típicos (9.900 nominais), inserida num smartphone que possui meros 9,1 milímetros de espessura, graças ao uso de ânodos de silício-carbono. O componente tem código de modelo BLPE07 e também já foi aprovado pela agência reguladora.

Imagem mostra um documento de certificação da Anatel
Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Para recarregar tamanha bateria, a caixa (que também terá cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chip e manuais) inclui o carregador VCB8OABH de 80 W. Este carregador também é utilizado por modelos da Oppo, dona da Realme.

O P4 Power não abre mão de um chip decente, mesmo com uma bateria grande: ele utiliza o SoC Dimensity 7400 Ultra da MediaTek, fabricado no processo de 4 nm da TSMC e com desempenho adequado para a faixa intermediária.

Imagem mostra a bateria do Realme P4 Power sobre uma mesa
Bateria do Realme P4 Power durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

São 8 ou 12 GB de RAM e 128 ou 256 GB de memória interna, duas câmeras traseiras (50 e 8 megapixels), câmera frontal de 16 megapixels e tela AMOLED com taxa de atualização de 144 Hz. Tudo isso rodando o Android 16 (com atualizações prometidas até o Android 20) e com peso de 219 gramas.

Imagem mostra a traseira do P4 Power da Realme. O celular é da cor laranja
Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Curiosamente, a certificação brasileira conta com a presença de NFC, recurso que não está presente no modelo indiano. A certificação também revela que ele será fabricado pela Realme na China ou pela Digitron em Manaus (AM).

Qual o preço?

Na Índia, o modelo é vendido a partir de 26.499 rúpias, quase R$ 1.500 em conversão direta. No Brasil, continuamos sem previsão de lançamento ou valores oficiais, mas a fabricante já indicou que lançará o modelo em nosso país.

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

24 de Março de 2026, 14:37
ilustração sobre conexão ADSL
Internet fibra já é a realidade de 79% dos lares conectados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Internet banda larga e telefonia fixa lideram satisfação, mas pré-pago tem a maior nota individual na avaliação dos consumidores.
  • Segundo a Anatel, provedores regionais superam grandes operadoras na internet fixa.
  • Levantamento da agência ouviu mais de 58 mil pessoas entre 2025 e 2026.

A banda larga e a telefonia fixa são os serviços de telecomunicações mais bem avaliados no Brasil. É o que revela a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2025, divulgada pela Anatel. O levantamento ouviu mais de 58 mil pessoas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026.

No entanto, a maior nota de aprovação (7,87) ficou com o celular pré-pago. Vale lembrar que, na semana passada, a agência revelou que as operadoras voltaram a registrar alta de reclamações, mas concentradas principalmente no serviço pós-pago.

O estudo da Anatel funciona como um termômetro anual do setor, avaliando desde o funcionamento técnico até a clareza nas cobranças. Em 2025, quase todos os segmentos subiram de nível, com exceção da TV por assinatura. O serviço, que sofre com a concorrência direta dos streamings, viu sua nota cair para 7,03.

Quais operadoras lideram o ranking de satisfação?

Os dados detalhados pela agência revelam que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), ou provedores regionais, entregaram mais satisfação do que as gigantes nacionais na internet fixa. No móvel, a briga é decidida nos décimos:

Internet fixa (banda larga):

  • BrSuper: 8,89 (a maior nota do país)
  • Dtel: 8,85
  • Unifique: 8,55
  • Grandes operadoras: Vivo (7,78), Claro (7,14) e TIM (6,97)

Celular pós-pago:

  • Vivo: 7,87
  • Claro: 7,72
  • TIM: 7,09

Celular pré-pago:

  • Claro: 8,02
  • Algar: 7,99
  • Vivo: 7,88

Em nível regional, o Ceará se consolidou como o estado com a melhor banda larga do Brasil, enquanto o Rio Grande do Norte liderou na telefonia fixa (nota 7,57).

Atendimento digital x telefônico

Chips miniSIM da Claro, Vivo e TIM
Pós-pago lidera o volume de reclamações (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Apesar das notas positivas em satisfação, o cenário muda quando o assunto é o volume de queixas. Segundo a Anatel, 80% dos clientes precisaram acionar o suporte nos últimos seis meses. O problema? O atendimento telefônico continua sendo o “calcanhar de Aquiles” do setor.

Com exceção do pré-pago, todos os serviços receberam notas baixas no SAC por voz. A superintendente da Anatel Cristiana Camarate pontua que o consumidor migrou para o digital (apps e chat) em busca de agilidade, mas quando o problema é grave e exige o telefone, a experiência despenca.

Esse gargalo explica por que o número de reclamações subiu 6,91% em 2025, com o pós-pago liderando as queixas devido a erros de cobrança e dificuldades no cancelamento de serviços.

Expansão do 5G e domínio da fibra

Torre de telefonia celular. Foto: Lucas Braga
Uso do 5G cresceu 10 pontos percentuais (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A pesquisa também funciona como um censo tecnológico. A percepção de uso da rede 5G deu um salto de 10% no último ano, acompanhando a expansão da infraestrutura pelo país. Na internet fixa, a fibra óptica é a rainha, sendo a tecnologia utilizada por 79% dos entrevistados.

Outro dado curioso reforça a “cultura do Wi-Fi” no Brasil: 84% dos usuários só navegam em redes sem fio dentro de casa. Até quem tem planos de celular usa o smartphone no Wi-Fi para preservar a franquia de dados (70% no pré e 61% no pós).

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

A velocidade das conexões ADSL podem variar conforme a distância do usuário da central telefônica (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chips (miniSIM) das principais operadoras brasileiras (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sinal 5G precisa melhorar em municípios que tecnologia já existe (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

23 de Março de 2026, 09:45
Imagem mostra bolas vermelhas e brilhantes, com o logotipo da Claro em branco e organizadas em linhas horizontais e diagonais. O logotipo consiste na palavra "Claro" e um asterisco estilizado na parte superior da letra "a". No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Claro anuncia acordo para adquirir cerca de 73% da Desktop (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Claro firmou um acordo para comprar 73% da Desktop por R$ 2,4 bilhões.
  • O valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões, mas o valor da compra surgiu do endividamento líquido de R$ 1,5 bilhão registrado pela empresa.
  • O pagamento inclui valor inicial e ajustes posteriores, com parte retida em conta garantia para obrigações futuras.

A Claro anunciou nesse domingo (22/03) que fechou um acordo para comprar a Desktop S.A., uma das maiores provedoras regionais de serviços de internet do Brasil. A operadora assinou um contrato para adquirir aproximadamente 73% do capital da empresa, em uma transação estimada em R$ 2,4 bilhões.

Segundo a Claro, o acordo envolve a aquisição de cerca de 84,7 milhões de ações pertencentes a fundadores e investidores, e marca a saída do executivo Denio Alves Lindo, um dos fundadores da companhia. A venda, vale lembrar, precisa ser aprovada pelo Cade e pela Anatel para ser concluída.

A Desktop foi criada em 1997 e consolidou-se como uma das principais operadoras regionais de internet, com forte atuação fora dos grandes centros.

Como foi estruturado o acordo?

De acordo com o comunicado, o valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões. Para chegar ao preço final da operação, foi descontado o endividamento líquido da companhia, que girava em torno de R$ 1,5 bilhão até setembro de 2025.

Com isso, o valor base da transação ficou em cerca de R$ 2,4 bilhões, equivalente a R$ 20,82 por ação, sujeito a ajustes no momento da conclusão do negócio. O pagamento será dividido entre um valor inicial na data de fechamento e eventuais ajustes posteriores, conforme a apuração final da dívida.

Parte do montante ficará retida em uma conta garantia (escrow), utilizada para cobrir possíveis obrigações futuras dos vendedores. Esse valor será liberado de forma gradual ao longo de cinco anos, conforme acordado entre as partes.

As negociações entre as empresas tiveram início ainda em 2025 e avançaram nos meses seguintes. A Desktop chegou a avaliar uma possível transação com a Telefônica Brasil, dona da Vivo, mas o processo não avançou.

A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias. Após o fechamento, a Claro deverá realizar uma oferta pública de aquisição de ações (tag along), garantindo aos acionistas minoritários o direito de vender seus papéis pelo mesmo valor pago aos controladores.

Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

Claro é a segunda maior operadora de telefonia móvel do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

20 de Março de 2026, 11:05
Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Motorola deve lançar novo smartphone no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Motorola homologou na Anatel o modelo XT2607-1, com bateria de 6.500 mAh e carregador de 90 W.
  • Pouco se sabe sobre o aparelho, mas, segundo a certificação, ele vem com 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E.
  • O smartphone será fabricado na China e no Brasil, e pode integrar a linha Edge 70.

A firma de Chicago não para. Desta vez, a Motorola Mobility homologou o XT2607-1, um smartphone sobre o qual pouco sabemos.

O documento, visualizado pelo Tecnoblog, foi expedido pela Anatel na quarta-feira (18/03), por solicitação da filial brasileira da companhia.

O que sabemos sobre o XT2607-1?

Certificado de homologação do XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Já se sabe que o codinome do aparelho é Terrain26, graças ao tradicional leaker Evan Blass. Ele divulgou uma lista de nomes obtida em uma página de suporte da Lenovo, dona da Motorola, mas não revelou qual será o nome comercial do modelo.

A homologação brasileira revela mais alguns detalhes: o modelo tem 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E. A presença de Wi-Fi de 6 GHz implica que o modelo deve ser de gama intermediária para cima, mas não um aparelho topo de linha, já que modelos high-end costumam ser lançados com Wi-Fi 7.

Certificado de conformidade do XT2607-1 revela presença de Wi-Fi 6E (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O documento também revela a bateria: ele virá com o componente denominado ST65, fabricado pela ATL. E, como o nome indica, ela tem 6.500 mAh típicos (6.325 mAh nominais).

Bateria ST65, utilizada no XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O componente tem cerca de 6,5 cm por 9,5 cm e aparenta ser bem fino, apesar da construção com duas células, o que parece indicar o uso de ânodos de silício-carbono, algo que a Motorola tem adotado em vários de seus modelos recentes. Essa bateria recarregará com um carregador de 90 W, o mesmo utilizado pelo Signature.

O smartphone será fabricado na fábrica da Motorola em Wuhan, na China, e na fábrica da Flex em Jaguariúna (SP), no Brasil.

Pelas características, deve se tratar de mais um membro da família Edge 70. Recentemente, a Motorola lançou o Edge 70 e os irmãos Edge 70 e 70 Plus por aqui, mas os Edge 60 Pro e Neo ainda não têm sucessor — nem mesmo no exterior.

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Certificado de homologação do XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de conformidade do XT2607-1 revela presença de Wi-Fi 6E (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

20 de Março de 2026, 10:09
Fones AirPods Max 2 em várias cores
Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple obteve homologação da Anatel para os AirPods Max 2, permitindo a venda no Brasil, com preço de R$ 6.590;
  • AirPods Max 2 possuem chip Apple H2, oferecendo cancelamento de ruído ativo 1,5 vez mais eficaz que a geração anterior;
  • outros recursos incluem tradução de conversas em tempo real, áudio adaptativo e suporte a Áudio Espacial com reprodução a 24 bits e 48 kHz.

Os fones AirPods Max 2 já podem ser comercializados no Brasil. Nesta semana, a Apple obteve a homologação da Anatel necessária para isso. A data de início das vendas no mercado brasileiro ainda não foi definida, mas já sabemos o preço oficial do produto: R$ 6.590.

A documentação liberada pela Anatel mostra que o produto é identificado como “A3454”. Pois bem, no site da Apple, esse código corresponde justamente aos recém-anunciados AirPods Max 2.

É válido relembrar que a homologação junto à Anatel é uma etapa essencial para a venda de produtos com recursos de telecomunicações no Brasil. Essa é uma forma de garantir que o item atende aos parâmetros de qualidade e segurança necessários para equipamentos com essas características operarem no país.

Os AirPods Max 2 foram anunciados pela Apple no começo da semana. Na ocasião, a Apple já havia colocado o produto na versão brasileira de seu site, junto com o já mencionado preço de R$ 6.590.

Ainda falta a informação sobre o início das vendas, mas a homologação do produto pela Anatel sugere que a comercialização começará em breve.

Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel
Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que há de novo nos AirPods Max 2?

A principal novidade dos AirPods Max 2 é a presença do chip Apple H2, que já equipa fones como AirPods 4, AirPods Pro 2 e AirPods Pro 3.

O H2 permite aos AirPods Max 2 terem cancelamento de ruído ativo (ANC) 1,5 vez mais eficaz em relação aos AirPods Max de primeira geração, explica a Apple.

Outros recursos incluem tradução de conversas faladas em tempo real, tecnologia de áudio adaptativo, função de isolamento de voz para chamadas mais claras, redução automática de ruídos do ambiente muito altos e interações com a Siri a partir de gestos com a cabeça.

Mulher usando os fones AirPods Max 2
AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Sobre a qualidade de áudio, os novos fones suportam reprodução a 24 bits e 48 kHz quando o cabo USB-C que acompanha o produto é usado, bem como são compatíveis com Áudio Espacial.

No visual, pouco ou nada muda em relação à geração anterior da linha.

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)

Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Reclamações contra operadoras voltam a subir no Brasil; pós-pago lidera queixas

18 de Março de 2026, 17:35
Uma mão segura um celular Samsung com o app Telefone ligando para Caixa Postal. Imagem ao fundo mostra o logo das operadoras Claro e TIM
Relatório da Anatel mostra alta de reclamações contra operadoras (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel registrou 1.354.791 reclamações contra operadoras de telecomunicações em 2025, um aumento de 6,91% em relação a 2024.
  • Serviços de celular pós-pago lideraram as queixas, com aumento de 14,8%.
  • Devido ao aumento, a agência reguladora anunciou fiscalização e processos de ajuste de conduta para operadoras.

O número de reclamações contra operadoras de telecomunicações no Brasil cresceu, após anos em queda. Um balanço divulgado pela Anatel nessa terça-feira (17/03) revelou o registro de 1.354.791 queixas, um aumento de 6,91% em comparação com as ocorrências documentadas em 2024.

Os dados são do Panorama de Reclamações de 2025. Apesar do crescimento no volume absoluto de contatos feitos pelos consumidores, o Índice de Reclamações por mil assinantes (IR) ficou em 0,38%, o terceiro menor dos últimos dez anos, segundo a agência reguladora.

A alta geral no ano foi impulsionada pela insatisfação dos clientes com os serviços de celular pós-pago, com uma alta de 14,8% nas reclamações, seguido por TV por assinatura (12,6%) e banda larga fixa (6,5%). O telefone fixo foi o único modelo a apresentar queda, saindo de 120.775 para 101.698 reclamações (-15,8%).

gráfico indicando queda nas reclamações entre 2021 e 2024, e alta em 2025
Reclamações voltaram a apresentar alta em 2025 (imagem: reprodução/Anatel)

De onde vieram as reclamações?

No celular pós-pago, o crescimento rompeu uma sequência de quedas que vinha desde 2020 e foi disseminado entre as grandes operadoras.

A TIM liderou o aumento, com 30,1 mil queixas a mais, impulsionadas por um salto de 46,5% nas reclamações sobre cobranças, motivadas por valores em desacordo com o contrato e multas indevidas de fidelização. O número é muito superior ao apresentado pelas outras gigantes: Claro teve um acréscimo de 14,3 mil queixas, e a Vivo 8,1 mil, valor menor, entretanto, ao registrado em 2023.

Na banda larga fixa, o setor teve 28,6 mil registros a mais. A Claro liderou o movimento (+18 mil), além da soma entre Oi e Nio, que juntas acumularam 23,5 mil queixas.

Na TV por assinatura, as reclamações também se concentraram no grupo Claro, com alta de 21,2%, e nos transtornos gerados pela migração dos clientes da Oi TV para a compradora Mileto (+35,4%). Na contramão, a Sky foi a exceção positiva do setor, reduzindo suas queixas em 18,9%.

A telefonia fixa foi o único segmento a manter a tendência histórica de queda, com redução de 15,8% no volume geral. A exceção ficou por conta da Vivo, que registrou 6,8 mil reclamações a mais, concentradas em falhas de qualidade e reparo.

Cobrança e cancelamento lideram

Código de barras de um boleto bancário
Reclamações sobre cobranças lideram o ranking (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Observando os temas que mais geraram dores de cabeça, a Anatel constatou que a maior parte dos assuntos mais reclamados registrou aumento. As queixas saltaram nas seguintes categorias:

  • Cobrança: +52,2 mil reclamações.
  • Cancelamento: +27,9 mil reclamações.
  • Ofertas e promoções: +10,3 mil reclamações.

Por outro lado, as reclamações sobre “Qualidade, funcionamento e reparo” das redes caíram 24,9 mil registros em relação a 2024.

Anatel reforçará fiscalização

Diante da interrupção do ciclo de quedas, a superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Cristiana Camarate, anunciou abertura de processos de fiscalização.

Em comunicado, a agência diz que fará processos de ajuste de conduta para quatro empresas de pequeno porte do segmento. As grandes operadoras, no entanto, passarão por inspeção voltada a possível sancionamento.

Reclamações contra operadoras voltam a subir no Brasil; pós-pago lidera queixas

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O tradicional código de barras do boleto bancário (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil

16 de Março de 2026, 10:48
Razr 60 Ultra aberto no formato de tenda e apoiado sobre mesa. A tela externa tem um contorno colorido, indicando a ativação da Moto AI.
Motorola Razr 60 Ultra vai ganhar sucessor em breve (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Razr 70 Ultra da Motorola foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Com o código de modelo XT2655-1, ele mantém conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7, NFC e UWB.
  • As baterias do Razr 70 Ultra têm capacidade total de 4.800 mAh, indicando um aumento de 300 mAh em relação à versão anterior.

A Motorola Mobility continua investindo em seus smartphones dobráveis. Depois da homologação do irmão menor da linha Razr 70 em janeiro, e do anúncio do Razr Fold no começo deste mês, o Razr 70 Ultra também foi homologado. Com código de modelo XT2655-1, ele teve seu certificado aprovado pela Anatel na última quinta-feira (12/03), conforme a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Certificado de homologação do Razr 70 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A documentação não revela grandes mudanças: ele permanece com conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7 de três bandas, NFC e UWB, características já presentes no Razr 60 Ultra.

As baterias têm códigos de modelo SS37 e SS13, com 3.635 mAh e 1.165 mAh, somando 4.800 mAh nominais. Provavelmente, serão anunciadas como tendo 5.000 mAh típicos.

Ou seja, um aumento de 300 mAh em relação à versão atual, indicando que, ao contrário de vários modelos já lançados pela Motorola, o Razr 70 Ultra ainda não recebeu baterias de silício-carbono.

Na caixa vendida no Brasil, o Razr 70 Ultra virá com o carregador MC-687N, melhor conhecido pelo seu nome comercial de TurboPower 68 W, também o mesmo que já acompanha o Razr 60 Ultra.

Razr 70 na certificação do TENAA chinês (imagem: reprodução/Gizmochina)

O design deve se manter semelhante ao atual. Sabemos que o design do Razr 70 não mudou muito, conforme revelado por sua certificação chinesa, e não há razão para crer que o Razr 70 Ultra diverja.

A linha Razr 60 foi certificada em março do ano passado, e foi lançada aproximadamente um mês depois, em abril, o que pode indicar que o lançamento da nova linha não deve demorar. E provavelmente por um bom motivo: a fabricante detém cerca de metade do mercado de dobráveis nos EUA e na América Latina, segundo a consultoria IDC.

Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil

Motorola Razr 60 Ultra (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Razr 70 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Exclusivo: Sky assina contrato de operadora virtual com a Surf Telecom

12 de Março de 2026, 16:18
Imagem com um fundo vermelho vibrante. Em primeiro plano, um smartphone moderno com bordas finas exibe uma tela vermelha com o logotipo branco da empresa "SKY" no centro. Duas torres de telecomunicação estão desfocadas em ambos os lados, com ondas de sinal de celular em arcos amarelos.
Sky quer lançar operadora virtual no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • Sky assinou um contrato de operadora virtual com a Surf Telecom e submeteu à Anatel para homologação.
  • A empresa planeja entrar no mercado de telefonia móvel no Brasil e iniciar operações em até 180 dias após a assinatura.
  • Iniciativa faz parte da estratégia da controladora Waiken de diversificar negócios no Brasil.

A Sky, segunda maior operadora de TV paga tradicional (e maior entre as que prestam o serviço por satélite), pretende entrar no ramo de telefonia celular no Brasil. Um contrato de MVNO (operadora virtual) com a Surf Telecom foi assinado e submetido para homologação da Anatel, segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Sabíamos do interesse desde novembro do ano passado, quando o presidente da empresa, Darío Werthein, revelou detalhes junto com o anúncio da nova holding Waiken ILW. O contrato, no entanto, é o primeiro passo concreto para a realização desse plano.

A Surf Telecom atua no setor de MVNOs desde que lançou a Correios Celular em 2017, após vencer a licitação para oferecer o serviço para a estatal. A empresa também fornece infraestrutura e operação como MVNO e MVNE (Mobile Virtual Network Enabler) para diversas marcas, incluindo Carrefour, Uber, provedores regionais e outras companhias.

Contrato de MVNO entre Surf Telecom e Sky (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A assinatura do contrato não quer dizer que a Sky já pode vender o seu serviço de telefonia móvel. O acordo ainda precisa ser homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações, que pode solicitar ajustes no contrato — especialmente se identificar a ausência de cláusulas obrigatórias no documento.

O contrato foi submetido para avaliação da Anatel no dia 29 de janeiro, o que se alinha com a previsão feita em novembro por Werthein, de que o lançamento ocorreria ainda no primeiro trimestre deste ano.

O documento assinado pela Sky obriga o início da operação em 180 dias após a assinatura do contrato, prazo que pode ser alterado por comum acordo entre ambas as empresas. O grupo que controla a Sky, vale lembrar, já oferece telefonia móvel em sua operação colombiana, com a marca DirecTV.

MVNO faz parte de estratégia de diversificação

A vindoura MVNO não é a única investida da Waiken ILW/Werthein no Brasil. A empresa adquiriu os provedores regionais Zaaz e Proxxima, passando a entrar no mercado de banda larga fixa com rede própria, além de ter repassado os clientes da Sky Fibra para a Flix, saindo do mercado de banda larga via redes neutras.

A TV por assinatura tradicional continua o maior em número de clientes para a empresa, mas vem perdendo terreno: a Sky passou de um pico de 5,7 milhões de assinaturas em abril de 2015 para pouco mais de 2 milhões em janeiro deste ano.

Decodificador do Claro TV+ Box com controle remoto
Claro TV+ Box é uma das opções de IPTV que concorrem com a Sky (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

A pirataria e a concorrência com serviços de streaming (como o Claro TV+ e Netflix) são fatores cruciais dessa queda, além da relevância declinante da TV tradicional, que também vem perdendo canais com a preferência das empresas de conteúdos pelos próprios serviços de streaming.

No horizonte da Sky também está outra aliança estratégica: a empresa será a parceira brasileira que venderá o serviço de internet via satélites de órbita baixa (LEO) da Amazon, o Amazon Leo.

Exclusivo: Sky assina contrato de operadora virtual com a Surf Telecom

Sky pode lançar operadora virtual no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)

Contrato de MVNO entre Surf Telecom e Sky (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Claro TV+ Box é uma das opções de IPTV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

MacBook Neo é homologado para venda no Brasil

12 de Março de 2026, 10:36
Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o novo laptop de entrada da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • MacBook Neo e MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro foram homologados pela Anatel e podem ser vendidos no Brasil.
  • O Neo vem com SoC A18 Pro, mesmo do iPhone 16 Pro, e custa a partir de R$ 7.299.
  • Já o MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro tem GPU de 20 núcleos, largura de banda de memória de 307 GB/s e custa R$ 33.999.

A Apple tem pressa: pouco mais de uma semana após o anúncio, o novo MacBook Neo, laptop de entrada da fabricante americana, foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no país.

Ele tem o código de modelo A3404 e consta na agência com status “Homologação Emitida”, mas infelizmente ainda não é possível acessar a documentação. No site oficial da Apple no Brasil, o Neo custa a partir de R$ 7.299.

Imagem mostra quatro Macbooks Neo, nas cores branco, rosa, amarelo e azul escuro. O fundo da imagem é branco
MacBook Neo tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

O MacBook Neo vem com o SoC A18 Pro da Apple, já utilizado no iPhone 16 Pro e Pro Max, lançados no final de 2024. O laptop será comercializado em opções com 256 GB de armazenamento ou 512 GB de armazenamento e leitor de digitais Touch ID.

Ambos os modelos vêm com 8 GB de RAM e estão disponíveis em quatro cores: prateado, blush (rosa claro), amarelo-cítrico ou índigo (azul escuro).

Mais um MacBook Pro a caminho

Imagem mostra um certificado de homologação da Anatel
Certificado de homologação do MacBook Pro de 16″ com M5 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como noticiamos na segunda-feira (09/03), vários dos MacBooks com os novos chips M5 foram homologados, mas ainda faltavam três com esta linha de SoCs. Agora só faltam dois: o MacBook Pro de 16 polegadas com chip M5 Pro (modelo A3428) também foi homologado pela Anatel.

A diferença para o seu irmão mais potente fica na GPU, na largura de banda da memória e na capacidade de codificação e decodificação de vídeo ProRes: o M5 Max é oferecido em opções de GPUs de 32 e 40 núcleos com dois motores de vídeo ProRes e larguras de banda de memória de 460 e 614 GB/s.

Já o M5 Pro possui “apenas” 20 núcleos em sua GPU, um motor de conversão de vídeo ProRes e largura de banda de memória de 307 GB/s. Tudo isso tem seu preço: o MacBook Pro de 16 polegadas mais barato (com o M5 Pro) custa R$ 33.999 no site da empresa.

MacBook Neo é homologado para venda no Brasil

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)

Certificado de homologação do MacBook Pro de 16" com M5 Pro (imagme: Everton Favretto/Tecnoblog)

Oi prepara leilão para vender o que sobrou da telefonia fixa

10 de Março de 2026, 17:08
Orelhão da Oi
Telefones públicos integram os ativos de telefonia fixa incluídos no leilão (foto: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a leiloar ativos remanescentes da telefonia fixa, incluindo infraestrutura e clientes de 6.500 localidades.
  • O leilão incluirá serviços de telefonia fixa, interconexões, torres, telefones públicos e serviços de utilidade pública.
  • O futuro comprador será obrigado a manter a telefonia fixa até dezembro de 2028.

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a vender o que restou da companhia. Os serviços de telefonia fixa entraram em um leilão de ativos remanescentes da antiga operadora. A decisão foi tomada pela 7ª Vara Empresarial da capital fluminense, que marcou para 8 de abril de 2026 a audiência destinada à abertura das propostas de interessados.

A Oi teve sua falência decretada em novembro do ano passado, mas a decisão foi suspensa poucos dias depois, devolvendo à companhia o direito de permanecer em recuperação judicial — na qual está até hoje.

O pacote que será ofertado no leilão inclui serviços e estruturas relacionados à operação de telefonia fixa em mais de 6,5 mil localidades do país. A oferta reúne desde a base de clientes até infraestruturas físicas e serviços associados, como interconexões, torres e telefones públicos.

A autorização foi concedida pela juíza Simone Chevrand, que destacou a necessidade de avançar com o processo de transição dos serviços. Segundo a magistrada, “a providência é urgente, à medida que integra a sucessão de serviços públicos determinada por este Juízo e que ensejou a instauração de incidente de transição de serviços públicos essenciais”.

O que está incluído na venda?

Em comunicado divulgado ao mercado, a Oi detalhou que os ativos serão agrupados em uma chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI). Essa estrutura reúne diferentes elementos da operação de telefonia fixa da companhia.

Entre os itens incluídos estão a prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), a continuidade da oferta de voz fixa em acessos individuais e coletivos e a operação em localidades onde a empresa atua como Carrier of Last Resort — situação em que é obrigada a manter o serviço por ser a única operadora disponível.

O pacote também engloba serviços de utilidade pública com números de três dígitos, como 190, 192 e 193, utilizados respectivamente por Polícia Militar, SAMU e Corpo de Bombeiros. Além disso, fazem parte da venda estruturas físicas de rede, como mastros, postes, bases e cabeamento.

A lista inclui ainda interconexões entre redes, manutenção de telefones públicos, contratos com fornecedores, funcionários vinculados à operação e a própria base de clientes atendidos por esses serviços.

Imagem mostra a ilustração de uma lápide de pedra com o logo da operadora Oi ao centro, representando sua falência. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Oi está em processo de recuperação judicial (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Comprador deve manter telefonia fixa

De acordo com as condições previstas, o futuro comprador assumirá compromissos relacionados à continuidade do serviço. Entre eles está a obrigação de manter a telefonia fixa nas 6.571 localidades em que a Oi atua como operadora responsável até dezembro de 2028.

Essa estrutura resulta de um acordo que redefiniu o antigo modelo de concessão da telefonia fixa. O entendimento envolveu órgãos como a Anatel, o Tribunal de Contas da União e a Advocacia-Geral da União, transformando a concessão em um regime com novos compromissos de investimento.

Antes da conclusão do processo, a Justiça determinou que diversas instituições sejam consultadas sobre o edital. Entre elas estão a própria Anatel, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e autoridades fiscais.

Oi prepara leilão para vender o que sobrou da telefonia fixa

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Justiça do RJ decreta falência da Oi (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung já pode vender no Brasil suas caixas de som “diferentonas”

10 de Março de 2026, 13:15
Imagem da nova caixa de som da Samsung , Music Studio
Caixa de som Music Studio 5 (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • Anatel homologou modelos Music Studio 5 e 7 da Samsung, permitindo sua venda no Brasil;
  • Music Studio 5 possui woofer de 4 polegadas, dois tweeters, Controle Dinâmico de Graves, conectividade Bluetooth e Wi-Fi, porta USB tipo A e conector óptico;
  • Music Studio 7 oferece áudio espacial de 3.1.1 canais, Controle Dinâmico de Graves, áudio de até 24 bits/96 kHz, tweeter de até 35 kHz, porta USB tipo A, HDMI e conexão óptica.

Na primeira olhada, o objeto branco na imagem em destaque parece ser uma arte abstrata. Mas a foto mostra uma caixa de som Music Studio, da Samsung. Dois modelos da linha foram homologados recentemente pela Anatel, o que sugere que as suas vendas oficiais no Brasil podem começar em breve.

A homologação na Anatel é uma etapa necessária para produtos com conectividade sem fio serem comercializados no mercado brasileiro, pois o processo atesta que dispositivos com recursos de telecomunicações atendem aos requisitos técnicos e de segurança do país.

Na documentação à qual o Tecnoblog teve acesso, foi possível constatar que a Samsung executou pedidos de homologação das caixas de som Music Studio 5 (sob codinomes HW-LS50H e HW-LS51H) e Music Studio 7 (modelos HW-LS70H e HW-LS71H).

Como é o Samsung Music Studio 5?

Samsung Music Studio 5 na documentação da Anatel
Samsung Music Studio 5 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Music Studio 5 é o modelo com design inusitado que aparece na imagem de destaque. A caixa de som conta com um woofer de 4 polegadas e dois tweeters “com guia de ondas integrado para um som nítido e equilibrado”, explica a Samsung.

A novidade conta também com a função Controle Dinâmico de Graves, que usa inteligência artificial para reproduzir frequências mais graves sem causar distorção.

O equipamento traz ainda conectividade Bluetooth e Wi-Fi, suporta controle por voz e, claro, é compatível com serviços de streaming de áudio.

A documentação mostra a existência de uma porta USB tipo A para atualização de firmware, além de um conector óptico para áudio na parte inferior da caixa.

E como é o Samsung Music Studio 7?

Samsung Music Studio 7 na documentação da Anatel
Samsung Music Studio 7 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Samsung Music Studio 7 é um pouco maior em relação ao Music Studio 5 e tem formato retangular, se parecendo, portanto, com caixas de som tradicionais. Apesar disso, os cantos arredondados e o círculo frontal dão um ar de modernidade ao equipamento.

Mas os seus recursos é que chamam mais a atenção. Para começar, o Music Studio 7 trabalha com áudio espacial de 3.1.1 canais por meio dos alto-falantes esquerdo, frontal, direito e superior para uma “imersão 3D natural”, afirma a Samsung.

O modelo também conta com o Controle Dinâmico de Graves, bem como processa áudio de até 24 bits/96 kHz (Hi-Resolution Audio). A novidade traz ainda um tweeter que alcança frequências de até 35 kHz.

Além de conectividade sem fio, as fotos obtidas da homologação indicam que o Music Studio 7 tem porta USB tipo A para atualização de firmware, porta HDMI para conexão à TV e conexão óptica.

Há previsão de lançamento no Brasil?

Ainda não. A linha Music Studio foi apresentada no final de 2025. Na ocasião, a Samsung não deu previsão de lançamento ou de preços. Mas, como já dito, a homologação pela Anatel sugere que a chegada às prateleiras não deve demorar. Talvez tenhamos novidades ainda neste semestre.

Samsung já pode vender no Brasil suas caixas de som “diferentonas”

Samsung Music Studio 5 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Music Studio 7 na documentação da Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

MacBooks com chip M5 são homologados pela Anatel

9 de Março de 2026, 13:44
MacBook Pro com M5 Max (imagem: divulgação/Apple)
Resumo
  • Anatel homologou os MacBooks Air e Pro com chip M5 e o iPad Air com processador M4 para venda no Brasil.
  • O MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Max custa entre R$ 47.999 e R$ 90.399, enquanto os MacBooks Air de 13 e 15 polegadas custam R$ 13.999 e R$ 15.999, respectivamente.
  • Os iPads Air com processador M4, modelos A3459 a A3462, variam de R$ 7.499 a R$ 17.999.

Foi rápido: a Apple anunciou na semana passada os novos MacBooks Air e Pro com chips M5, e eles já podem ser vendidos no Brasil, após serem certificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na sexta-feira (06/03).

Com a certificação, chegam ao país o Macbook Pro de 16 polegadas com o M5 Max (modelo A3429); MacBook Air de 15 polegadas com M5 (A3448) e MacBook Air de 13 polegadas (A3449), também com M5.

O que eles têm de novo?

Certificado de homologação do MacBook Pro de 16″ com M5 Max (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Max é o mais potente entre eles, contando com o novo chip de 18 CPUs e GPU em duas opções: 32 e 40 núcleos.

Também é o mais caro entre as novidades, custando a partir de R$ 47.999 e podendo ir até R$ 90.399 na especificação com tela Nano Texture, 128 GB de RAM e 8 TB de armazenamento.

Ilustração dos chips M5 Pro e M5 Max
Novos modelos têm foco em IA, com aceleradores neurais (imagem: divulgação)

Os MacBooks Air com M5 custam bem menos: no site oficial, o modelo de 13 polegadas parte de R$ 13.999 e o de 15 polegadas, de R$ 15.999. Ambos vêm com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.

Para completar os lançamentos, ainda faltam as certificações dos novos MacBook Pro de 14 polegadas com M5 Pro e Max, o MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro e o novo MacBook Neo.

Preços dos novos MacBooks

  • MacBook Air M5 13″: R$ 13.999
  • MacBook Air M5 15“: R$ 15.999
  • MacBook Pro M5 Pro 14″: R$ 26.999
  • MacBook Pro M5 Max 14″: R$ 44.999
  • MacBook Pro M5 Pro 16″: R$ 33.999
  • MacBook Pro M5 Max 16″: R$ 47.999

iPad Air também está homologado

iPad Air com M4 mostrando janelas com uma videochamada, um app de anotações e um app de design gráfico
Apple enfatiza capacidades multitarefas do iPad Air M4 e do iOS 26 (imagem: divulgação)

Já a nova linha de iPads Air com processador M4 está completa: os modelos A3459, A3460, A3461 e A3462 estão homologados. Eles correspondem, respectivamente, aos iPad Air de 11 polegadas (Wi-Fi e 5G) e aos iPad Air de 13 polegadas (Wi-Fi e 5G).

Os modelos começam em R$ 7.499 (11 polegadas com 128 GB) e vão até R$ 17.999 (13 polegadas com 1 TB de armazenamento).

Certificado de homologação do iPad Air M4 de 13″ com 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

MacBooks com chip M5 são homologados pela Anatel

💾

Apple recebeu autorização para vender MacBook Air e MacBook Pro com chip M5 no Brasil. Novo iPad Air com processador M4 também foi certificado pela agência.

Certificado Anatel do MacBook Pro de 16" com M5 Max (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Novos modelos têm foco em IA, com aceleradores neurais (imagem: divulgação)

Apple enfatiza capacidades multitarefas do iPad Air M4 e do iOS 26 (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do iPad Air M4 de 13" com 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil

9 de Março de 2026, 10:05
Galaxy A37 já está homologado pela Anatel (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Galaxy A37 foi homologado pela Anatel com código de modelo SM-A376B/DS.
  • O celular deve manter conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth e NFC, além da bateria de 5.000 mAh.
  • O aparelho trará processador Exynos 1480 e GPU Xclipse 530, e poderá ser produzido na Coreia do Sul, Vietnã ou Brasil.

A Samsung continua preparando o terreno para renovar sua popular linha Galaxy A no Brasil: depois do A57, o Galaxy A37 foi homologado pela Anatel. O novo smartphone foi aprovado na última quinta-feira (05/03), com código de modelo SM-A376B/DS, segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Ao contrário do irmão maior, a certificação não revela nenhuma grande novidade: o celular deve manter a conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth e NFC, como o antecessor.

Certificado de homologação do Galaxy A37 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria também não muda: são 5.000 mAh típicos, com o mesmo componente utilizado no A36, A56 e no vindouro A57 (EB-BA566ASY). Para recarregar a bateria, o A37 virá com o mesmo carregador que acompanhará o A57: o EP-TA200 de 15 W.

A principal mudança deve ficar no processador: sai o Snapdragon 6 Gen 3 da Qualcomm e entra o Exynos 1480 da própria Samsung, que estreou em 2024 no Galaxy A55.

Mão segurando carregador de celular sobre fundo abstrato
Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O novo chip deve trazer um aumento de performance de CPU de cerca de 20% em relação ao A36, um aumento significativo. A GPU passa a ser a Xclipse 530, desenvolvida com tecnologia da AMD.

A quantidade de RAM não é revelada pela documentação, mas, considerando a crise atual, não há motivos para a Samsung alterar a quantidade para cima: o A36 é vendido hoje no Brasil em opções de 6 GB (com 128 GB de armazenamento) e 8 GB de RAM (com 256 GB de memória interna).

Também similar ao irmão maior, o A37 poderá ser produzido na Coreia do Sul, Vietnã ou no Brasil (em Manaus e Campinas). Ele deve chegar em quatro cores: awesome charcoal (cinza/preto), awesome graygreen (cinza esverdeado), awesome lavender (violeta) e awesome white (branco).

Mão segurando celular
Galaxy A55 inaugurou o SoC Exynos 1480 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando estará disponível?

Ainda não temos informações sobre a data de lançamento e preços. Para comparação, o Galaxy A36 chegou ao Brasil por R$ 2.699 na versão de 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

Hoje, é possível encontrar o modelo no varejo por preços em torno dos R$ 1.500 ou menos em promoções.

Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil

Galaxy A37 já está homologado pela Anatel (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Galaxy A37 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

Galaxy A55 tira fotos de até 50 megapixels (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

6 de Março de 2026, 10:42
Operação Provedor Legal prendeu seis pessoas (imagem: reprodução/Anatel)
Resumo
  • Anatel e forças policiais realizaram a Operação Provedor Legal em todo o país, visando provedores clandestinos de internet.
  • Do total, 52% dos provedores inspecionados eram ilegais, resultando em 15 empresas autuadas e seis pessoas presas.
  • As autoridades apreenderam R$ 200 mil em infraestrutura irregular, incluindo mais de 500 metros de cabos furtados.

A Anatel, em conjunto com as polícias Federal, Civil e Militar, deflagrou nesta quinta-feira (05/03) a Operação Provedor Legal. De âmbito nacional, a iniciativa mira empresas que comercializam banda larga fixa de forma clandestina.

Seis representantes de provedores piratas foram presos em flagrante e levados à sede da Polícia Federal. Eles responderão criminalmente pelo delito de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações.

A ação busca desarticular provedores clandestinos que prejudicam tanto a infraestrutura nacional quanto a concorrência no mercado de telecomunicações. O balanço oficial da agência mostra a dimensão do problema: mais da metade dos alvos operava fora da legalidade.

Segundo os fiscais, 52% dos provedores inspecionados eram clandestinos. Como resultado do pente-fino, 15 empresas foram autuadas por prestarem serviços de internet sem outorga (a licença exigida por lei) e por utilizarem roteadores e antenas sem homologação da Anatel.

O que foi apreendido na operação?

Mais da metade dos alvos visitados pelos agentes operava de forma clandestina (imagem: reprodução/Anatel)

Durante as buscas, as autoridades confiscaram cerca de R$ 200 mil em infraestrutura instalada em estações irregulares. O detalhe que chamou a atenção dos fiscais foi a origem de parte do material: foram recolhidos mais de 500 metros de cabos furtados de operadoras legalizadas.

Dos 48% restantes, segundo os dados do governo federal, 41% operavam integralmente dentro da lei, sem qualquer irregularidade. Outros 3% utilizavam equipamentos sem certificação, enquanto 4% das inspeções terminaram com laudos inconclusivos — casos que agora passarão por uma análise técnica e documental mais aprofundada da agência.

Proteção da infraestrutura e concorrência

A ofensiva foi coordenada pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da Anatel e integra um plano maior de combate à concorrência desleal. Para o conselheiro da agência, Edson Holanda, a operação nacional é um marco necessário para dar estabilidade ao mercado.

Ele ressalta que a atuação pirata vai muito além de uma simples infração administrativa, sendo um ataque direto à segurança jurídica. “Empresas que investem em outorgas, equipamentos homologados e conformidade fiscal não podem ser prejudicadas por quem opera à margem da lei”, declarou.

A superintendente da SFI, Gesiléa Teles, explicou que as auditorias em campo são rigorosas. As equipes verificam desde as licenças de funcionamento e declarações de assinantes até a legalidade dos contratos de compartilhamento de postes e a origem de todo o maquinário.

Segundo Teles, esta rodada de fiscalizações é apenas o pontapé inicial. Novas fases da operação já estão programadas para manter a pressão contra a pirataria.

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

iPhone 17e passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

5 de Março de 2026, 09:23
Quatro iPhones 17e lado a lado, parcialmente sobrepostos. Os três primeiros estão virados para trás e são das cores preto, branco e rosa. O quarto, também rosa, está virado para frente.
Cor rosa é uma das novidades da família iPhone 17e (imagem: divulgação)
Resumo
  • O iPhone 17e foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O modelo traz o processador Apple A19, armazenamento inicial de 256 GB e MagSafe.
  • O aparelho mantém as dimensões do 16e, mas adiciona uma nova cor e vidro Ceramic Shield.

Nem demorou: o novo iPhone 17e, lançado na última segunda-feira (02/03), já pode ser vendido no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou o smartphone na última terça-feira (03/03). O aparelho será vendido no Brasil a partir de R$ 5.799, e a pré-venda começa na próxima segunda-feira (09/02).

Certificado de homologação do iPhone 17e (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O aparelho que será vendido por aqui tem o código de modelo A3634. Um detalhe curioso da certificação é o número Anatel, que tem 25 como dígitos centrais (que se referem ao ano), indicando que o processo de homologação do iPhone 17e iniciou ainda no ano passado. Infelizmente, não tivemos acesso ao restante da documentação para corroborar esta informação.

O iPhone 17e traz como principais novidades em relação ao antecessor 16e: o novo processador/SoC Apple A19, mais rápido; mais memória interna (a partir de 256 GB); carregamento sem fio MagSafe; uma opção extra de cor (rosa-pálido); proteção de tela com a nova geração do vidro Ceramic Shield.

O restante das especificações permanece igual ao 16e — até mesmo as dimensões.

Dois iPhones 17e sobrepostos. O de cima é rosa e está com a tela virada para baixo, mostrando sua única câmera traseira. O de baixo é preto e está com a tela virada para cima, mostrando o notch na tela.
Câmera única e notch continua presentes na linha de entrada da Apple (imagem: divulgação)

iPhone 17e passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

Cor rosa é uma das novidades da família iPhone 17e (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do iPhone 17e (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Câmera única e notch continua presentes na linha de entrada da Apple (imagem: divulgação)

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

28 de Fevereiro de 2026, 12:28
Chuva provoca desastres em Minas Gerais
Fortes chuvas provocaram desastres em Minas Gerais (imagem: divulgação/Governo Federal)
Resumo
  • A Anatel usa analisadores de espectro e antenas direcionais para rastrear sinais móveis em áreas de desastre em Minas Gerais.
  • A tecnologia permite localizar dispositivos móveis sob escombros, auxiliando equipes de resgate na busca por vítimas.
  • A Anatel colabora com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil para aumentar a precisão e reduzir o tempo de resposta nas operações de resgate.

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais colocaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no centro das operações de busca e salvamento. A agência passou a atuar de forma direta ao lado do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, oferecendo suporte técnico para localizar vítimas em meio aos escombros, em especial na Zona da Mata.

A estratégia não é inédita. A Anatel já havia recorrido ao mesmo tipo de tecnologia em desastres anteriores, como o ocorrido em São Sebastião, no litoral paulista. Agora, a experiência acumulada volta a ser aplicada em um cenário marcado por soterramentos, difícil acesso e alta urgência nas buscas.

Tecnologia adaptada para salvar vidas

O apoio da Anatel se baseia no uso de analisadores de espectro combinados com antenas direcionais de alta sensibilidade. Normalmente empregados para identificar interferências em redes de telecomunicações, esses equipamentos são ajustados para outra finalidade: captar emissões de radiofrequência de telefones celulares.

Mesmo quando os aparelhos estão sob camadas de terra ou estruturas destruídas, eles continuam tentando se conectar às Estações Rádio Base (ERB) da região. Essas tentativas geram sinais intermitentes que podem ser detectados. A partir dessas informações, técnicos da agência conseguem estimar a posição do dispositivo, permitindo que as equipes de resgate concentrem escavações em áreas mais promissoras.

Os primeiros resultados já influenciaram o trabalho em campo. Em um dos pontos indicados pelo rastreamento técnico, foram encontrados quatro corpos. Em outra área, três sinais distintos continuam sendo monitorados, direcionando frentes de trabalho que seguem ativas na tentativa de localizar novas vítimas.

Como a Anatel se integrou à operação?

Diante da complexidade da situação, a agência reuniu fiscais de diferentes unidades regionais para atuar diretamente na zona afetada. A integração com bombeiros e defesa civil busca reduzir o tempo de resposta e aumentar a precisão das buscas, algo crucial em cenários de calamidade.

“A participação da Anatel nessas missões reforça que o papel da agência transcende a regulação técnica do mercado, assumindo uma função humanitária e de proteção à vida em momentos de calamidade pública. O uso criativo e estratégico de nossos equipamentos de telecomunicações reafirma o compromisso da Agência em colocar sua excelência técnica a serviço da sociedade brasileira.”

Giséia Teles – Superintendente de Fiscalização da Anatel

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

20 de Fevereiro de 2026, 14:37
Moto Tag 2 da Motorola na cor Pantone Arabesque (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • O Moto Tag 2, com código XT2561-1, foi homologado pela Anatel em 12 de fevereiro e mantém o design anterior com novas cores e mais recursos, incluindo Bluetooth 6.0 e UWB.
  • O rastreador é compatível com a rede de localização do Google e possui proteção IP68, superior à do modelo anterior.
  • O lançamento no Brasil está previsto para 10 de março, com preço de 39 euros, aproximadamente R$ 240.

Começo de ano movimentado para a Motorola. A empresa de Chicago agora prepara a chegada da nova geração do Moto Tag ao mercado brasileiro, depois de certificar vários smartphones e até um fone de ouvido. O rastreador digital Moto Tag 2 (código de modelo XT2561-1) foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações em 12 de fevereiro, segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog.

O rastreador mantém o design já conhecido, mas vem em duas novas cores da Pantone (Arabesque, um laranja, e Laurel Oak, um cinza esverdeado) e com mais recursos: agora ele utiliza Bluetooth 6.0 com Channel Sounding, que permite localização mais precisa. O aparelho também possui UWB, que aumenta a precisão de localização, similar ao oferecido pelos rivais AirTag (Apple) e Galaxy SmartTag (Samsung).

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Moto Tag 2 segue compatível com a rede de localização do Google, disponível pela ferramenta Encontre Meu Dispositivo. Uma melhoria em relação ao modelo anterior é o grau de proteção contra água, que passou de IP67 para IP68, indicando uma resistência maior à submersão.

O acessório foi anunciado no início de janeiro, durante a feira CES 2026, e é vendido por 39 euros, pouco menos de R$ 240 em conversão direta. Para comparação, o modelo atual é comercializado por R$ 299 no site da Motorola ou ao redor de R$ 250 à vista em outros varejistas.

O produto deve ser lançado em 10 de março, junto do Motorola Signature e outros acessórios, como o Moto Sound Flow, que também possui UWB e está homologado pela Anatel.

Galaxy SmartTag 2 é o principal concorrente no mundo Android (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

Moto Tag 2 da Motorola (imagem: divulgação/Motorola Mobility)

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy SmartTag 2 (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

TP-Link homologa roteador mesh parrudo, com Wi-Fi 7 e portas 10G

13 de Fevereiro de 2026, 10:54
Imagem promocional mostra um roteador em formato de torre sobre uma mesa branca
TP-Link Deco BE85 possui Wi-Fi 7 (imagem: divulgação/TP-Link)
Resumo
  • O Deco BE85 é o novo roteador da TP-Link homologado pela Anatel.
  • Ele possui Wi-Fi 7, portas Ethernet de 10 e 2,5 Gb/s, e porta SFP+ para fibra óptica.
  • O modelo oferece suporte a VPN, HomeShield e atua como controlador para o protocolo Matter, com preço estimado de mais de R$ 5.100.

A Anatel homologou o Deco BE85, novo roteador da TP-Link voltado para usuários que buscam alto desempenho sem o design agressivo de modelos convencionais. O dispositivo mantém a estética cilíndrica característica da linha Deco para integração com o ambiente doméstico.

O modelo apresenta suporte ao padrão Wi-Fi 7 operando em três bandas. Nas especificações físicas, o Deco BE85 inclui portas Ethernet de 10 e 2,5 Gb/s, além de uma conexão USB-A 3.0 e uma porta SFP+, configuração que reforça o perfil premium do equipamento.

O aparelho foi homologado pela Anatel nesta quarta-feira (11/02), conforme documentos obtidos pelo Tecnoblog, em conjunto com a versão voltada para provedores, denominada HB810.

Imagem mostra as portas do roteador TP-Link Deco BE85
Portas do TP-Link Deco BE85 (imagem: divulgação)

Ambos possuem o mesmo hardware e diferem apenas no software: o Deco BE85 é focado no mercado de varejo e utiliza o protocolo mesh proprietário da linha Deco, já o HB810 possui recursos de gestão remota para ISPs (Aginet) e utiliza o protocolo EasyMesh da Wi-Fi Alliance, teoricamente tornando-o compatível com mesh até mesmo entre aparelhos de outros fabricantes.

O Deco BE85 possui Wi-Fi 7 (802.11be) em três bandas, prometendo 1.376 Mb/s na faixa de 2,4 GHz, 8.640 Mb/s na faixa de 5 GHz e 11.520 Mb/s na faixa de 6 GHz, somando um total de quase 22 Gb/s teóricos, além de possuir porta USB-A 3.0 que permite compartilhamento de dados na rede. São oito antenas, 12 amplificadores e uma CPU quad-core (baseado na plataforma NPro 7 da Qualcomm), exigindo o uso de duas ventoinhas para refrigerá-lo.

Imagem mostra o certificado de homologação da Anatel do TP-Link Deco BE85
Certificado Anatel do Deco BE85 e HB810 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Das 5 portas de rede, duas utilizam Ethernet de 2,5 Gb/s com conector RJ45, uma utiliza Ethernet de 10 Gb/s com RJ45 e uma delas também é de 10 Gb/s com RJ45, mas opera alternadamente com a porta SFP+, que permite o uso de diversos tipos de cabeamento, inclusive fibra óptica, através de um transceptor.

Em tese, ele pode receber a fibra diretamente do provedor de internet, reduzindo a bagunça na fiação e a necessidade de um segundo dispositivo.

Fotografia de um Transceptor SFP+ da TP-Link
Transceptor SFP+ (imagem: Dmitry Nosachev/Wikimedia Commons)

O modelo também oferece suporte a VPN e HomeShield, que oferece recursos de segurança e controle parental. Para quem possui dispositivos de casa inteligente, o Deco BE85 funciona como controlador para o protocolo Matter.

Todos esses recursos não devem custar barato: o kit com três unidades custa US$ 980 nos Estados Unidos, mais de R$ 5.100. A título de comparação, o Deco BE65, modelo com especificações inferiores, custa em torno de R$ 2.400 no kit com duas unidades.

O modelo ainda não está à venda no Brasil, mas não deve demorar: o BE85 é listado como “em breve” no site da TP-Link e o HB810 aparece como “novo”, sugerindo já estar disponível para compra.

TP-Link homologa roteador mesh parrudo, com Wi-Fi 7 e portas 10G

Certificado Anatel do Deco BE85 e HB810 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Transceptor SFP+(imagem: Dmitry Nosachev/Wikimedia Commons)

Mais um: Motorola Edge 70 Fusion já pode ser vendido

12 de Fevereiro de 2026, 11:12
Smartphone Motorola Edge 60 Fusion na cor rosa caindo na água, destacando sua resistência à água, com um cenário de pedras e natureza ao fundo.
Edge 60 Fusion deve receber sucessor em breve (imagem: divulgação)
Resumo
  • Motorola Edge 70 Fusion foi certificado pela Anatel para venda no Brasil.
  • O celular tem Wi-Fi 6E, Bluetooth e NFC, com carregador de 68 W e bateria de 7.000 mAh.
  • Por enquanto, não há data de lançamento nem preços definidos.

O início de 2026 continua movimentado para a Motorola: depois de homologar o Moto G17, o Razr 70, o Moto G77 e o Signature, a empresa de Chicago agora certificou o Motorola Edge 70 Fusion. O smartphone, com códigos de modelo XT2605-3 e XT2605-5, foi aprovado pela Anatel na última terça-feira (10/02).

A certificação revela que o Edge 70 Fusion terá 5G, Wi-Fi 6E, Bluetooth e NFC, características esperadas de um modelo em seu segmento de mercado. Na caixa, o carregador MC-687N de 68 Watts será incluso, para recarregar a bateria modelo SA52.

Captura de tela mostra um documento de certificação da Anatel
Certificado Anatel do Motorola Edge 70 Fusion (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Qual a ficha técnica do Edge 70 Fusion?

Rumores apontam que o Edge 70 Fusion virá com SoC Snapdragon 7s Gen 3 (no lugar do MediaTek Dimensity 7400 do modelo atual), 8 ou 12 GB de RAM, memória interna de 256 GB e bateria com ânodos de silício-carbono de 7.000 mAh.

As câmeras devem ser de 50 megapixels, com sensor Sony LYTIA na traseira, uma ultrawide provavelmente de 13 megapixels e uma câmera de 32 megapixels na frente. A tela deve ser AMOLED com resolução “1,5K”, 144 Hz de taxa de atualização, capaz de HDR10+ protegida por vidro Gorilla Glass 7i.

Como de costume nos últimos anos, o smartphine deverá ser vendido em cores da Pantone e com traseira de silicone que imita tecidos, como nylon e linho.

Imagem mostra modelos do smartphone Motorola Edge 70 Fusion
Imagem promocional vazada revela design e cores do Edge 70 Fusion (imagem: Evan Blass)

O modelo será produzido na unidade da Flex em Jaguariúna, no interior de São Paulo, ou na fábrica própria da Motorola/Lenovo em Wuhan, na China.

Não temos informações sobre a data de lançamento nem o preço. O Edge 60 Fusion foi lançado pelo preço de R$ 2.999 e é vendido hoje em torno de R$ 2.000.

Mais um: Motorola Edge 70 Fusion já pode ser vendido

Edge 60 Fusion tem resistência contra água e poeira no padrão IP69 (imagem: divulgação)

Certificado Anatel do Motorola Edge 70 Fusion (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Imagem promocional vazada revela design e cores do Edge 70 Fusion (imagem: Evan Blass)

Celular que copia iPhone Air deve chegar ao Brasil

11 de Fevereiro de 2026, 10:27
Realme 16 estampa a palavra “Air” em material de divulgação (imagem: divulgação/Realme)

O Realme 16 já pode ser vendido no Brasil: o smartphone, com código de modelo RMX5171, foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações na última segunda-feira (09/02). Ele se destaca pelo Air Design que combina duas câmeras, auto-foco laser e até um espelho para selfies na parte superior traseira, remetendo ao design do iPhone Air e dos Google Pixel.

O modelo foi lançado no Vietnã no final de janeiro, oferecendo SoC MediaTek Dimensity 6400 Turbo, memória interna de 256 GB, RAM de 8 ou 12 GB, conectividade 5G, Wi-Fi 5, NFC e acabamento em duas cores (preto ou branco) com proteções IP66/68/69 e 69K.

Realme 16 durante a certificação
Realme 16 durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Porém, a unidade submetida para a certificação no Brasil utiliza uma cor diferente, um violeta claro ou rosa, abrindo a possibilidade de que mais cores sejam oferecidas em outros mercados. O espelho de selfie também está faltando na unidade utilizada nos ensaios.

Na caixa do aparelho estará um carregador de 45 W, já utilizado por outros modelos da fabricante, além do cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chips e manuais. A fabricação do aparelho será pela própria Realme na China e pela Digitron em Manaus.

Certificado de homologação do Realme 16
Certificado de homologação do Realme 16 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria modelo BLPD07 será importada da China, onde é fabricada pela Dongguan NVT Technology. Ela tem capacidade de 6.550 mAh, divergindo da capacidade do modelo vendido no Vietnã, com 7.000 mAh. O componente é o mesmo utilizado no Realme 15T vendido por aqui.

Ainda não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil nem por quanto. Para fins de referência, o Realme 15 é vendido por R$ 2.699 e o Realme 15T, por 2.399 no varejo.

Realme 16 promete ser duro na queda com proteções IP66/68/69 e 69K (imagem: divulgação/Realme)

Celular que copia iPhone Air deve chegar ao Brasil

Certificado de homologação do Realme 16 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi

10 de Fevereiro de 2026, 10:46
Modem Vivo fibra sobre um rack, próximo de uma televisão, livro, Echo Pop e baby Yoda.
Modem da Vivo vai cortar Wi-FI de inadimplentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Vivo permitirá que clientes insatisfeitos com o Wi-Fi Bônus cancelem o serviço sem multa, após atender a Anatel.
  • A mudança nos planos de fibra óptica começou em fevereiro e inclui o corte do Wi-Fi para clientes inadimplentes.
  • Clientes têm 90 dias para cancelar sem multa, mas a Vivo não esclareceu o impacto para quem usa roteadores próprios.

A Vivo atendeu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e vai permitir que clientes insatisfeitos com a recente mudança nos planos de fibra óptica cancelem o serviço sem pagar multa. Conforme revelado com exclusividade pelo Tecnoblog, a operadora decidiu adotar o conceito de Wi-Fi Bônus. Isso significa que o roteador libera a rede sem fio de quem está adimplente e corta o sinal de quem atrasa a fatura.

Essa mudança começou a valer em fevereiro. Todos os contratos do Vivo Fibra estão sendo reajustados para incluir as novas condições, após rodadas de conversas com a agência reguladora, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Sem multa nem fidelização

Para chegar a este resultado, a Vivo entregou um Plano de Conformidade que prevê o abono da multa para os consumidores que desejem deixar a prestadora. Ela deve fazer uma comunicação massiva destacando as novas ofertas e explicando que “não haverá cobrança de multa em caso de rescisão ou alteração do plano quanto à taxa de adesão”.

É praxe do setor fechar contratos com fidelidade de 12 meses. Com a alteração, os clientes têm prazo de 90 dias para exercer esse direito, caso queiram, ainda de acordo com a documentação remetida à Anatel.

Plano de Conformidade retira multa de fidelização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Algumas perguntas sobre o assunto continuam sem resposta. A Vivo ainda não explicou, por exemplo, o que acontecerá com os consumidores que utilizam o próprio roteador para acesso à internet.

Será que o Wi-Fi Bônus vira moda?

Por enquanto, somente a Vivo adotou o mecanismo de Wi-Fi Bônus como forma de incentivar o pagamento das faturas em dia. Antes disso, a operadora causou polêmica ao tentar considerar 99% da velocidade contratada como bônus, também conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog. A postura da empresa de origem espanhola causou revolta na Anatel.

Nos bastidores do setor, comenta-se que outras empresas começaram a ensaiar a adoção da velocidade bônus, com o objetivo de repetir os passos da Vivo e dificultar a vida dos consumidores inadimplentes.

Agora, resta a dúvida se o Wi-Fi Bônus, que foi adotado com o aval da agência reguladora, será replicado por outros provedores de acesso. Os sites da Claro e da TIM por ora não trazem qualquer menção a isso, o que significa que o Wi-Fi no roteador fornecido pela empresa é tratado como parte fundamental do serviço, não como um benefício para os bons pagadores.

O Wi-Fi será desativado 20 dias após o vencimento da fatura. Já o serviço como um todo poderá ser suspenso após um atraso de 50 dias.

Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi

Roteador Vivo Fibra Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Plano de Conformidade retira multa de fidelização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Motorola prepara nova geração de fone de ouvido Bluetooth

9 de Fevereiro de 2026, 10:10
Moto Buds 2 Plus vazou na internet (imagem: reprodução/Evan Blass)
Resumo
  • O Moto Buds 2 Plus da Motorola foi homologado pela Anatel em 5 de fevereiro e sucederá os Moto Buds Plus como fone de ouvido topo de linha.
  • O design do estojo é mais compacto, abrindo pelo lado menor, e o modelo terá som com assinatura da Bose, cancelamento de ruído ativo e rastreamento de posição da cabeça.
  • O estojo tem bateria de 510 mAh e cada fone 60 mAh; a fabricação é feita pela Tiinlab na China.

A Motorola prepara mais um fone de ouvido Bluetooth: são os Moto Buds 2 Plus, com código de modelo XT2641-1, que foram homologados pela Anatel em 5 de fevereiro. Eles devem suceder os Moto Buds Plus, lançados em 2024, como o fone de ouvido Bluetooth topo de linha da fabricante americana. E, assim como o antecessor, ele terá som com a assinatura da Bose.

O design do estojo abandona a abertura pelo lado maior, conforme ocorria com o antecessor, e passa a abrir pelo lado menor, oferecendo um formato mais compacto. O Tecnoblog teve acesso aos documentos da homologação.

Moto Buds 2 Plus durante a certificação, sem as ponteiras de silicone (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O novo modelo de fones da Motorola deve ser oferecido em duas cores: preto e branco, conforme revelado por Evan Blass, tradicional leaker. Já o interior do estojo deve vir em cores da Pantone: o modelo preto usa a cor Trekking Green.

O modelo deve oferecer recursos avançados, como cancelamento de ruído ativo (ANC) e rastreamento de posição da cabeça, já oferecidos no Moto Buds Plus. A documentação não faz menção a existência de recarga sem fio, presente no modelo atual, abrindo a possibilidade de que o recurso tenha sido removido na nova versão.

Moto Buds 2 Plus branco com interior azul (imagem: reprodução/Evan Blass)

O estojo tem bateria de 510 mAh (1,93 Wh) e cada fone terá 60 mAh. Eles serão fabricados na China pela empresa especializada em fones de ouvido Tiinlab. Ela também atende a Xiaomi e a Oppo.

Ainda não sabemos a data de lançamento nem o preço do Moto Buds 2 Plus. Pode ser que a fabricante deixe para mostrá-lo na feira de telecomunicações de Barcelona, a MWC, que acontece de 2 a 5 de março. A título de referência, os Moto Buds Plus foram lançados em abril de 2024 por R$ 999, mas podem ser encontrados hoje por R$ 449 no site da Motorola e outros varejistas.

Motorola prepara nova geração de fone de ouvido Bluetooth

Moto Buds 2 Plus preto com interior verde (imagem: reprodução/Evan Blass)

Moto Buds 2 Plus branco com interior azul (imagem: reprodução/Evan Blass)

Galaxy S26 deve ficar sem imãs no estilo MagSafe

5 de Fevereiro de 2026, 11:29
Unidades "dummy" do Galaxy S26 Ultra
Unidades “dummy” do Galaxy S26 Ultra (imagem: reprodução/Ice Universe)
Resumo
  • Galaxy S26 não deve trazer ímãs no estilo MagSafe, exigindo capas para suporte magnético.
  • O dispositivo deve suportar carregamento sem fio de até 25 W, mas sem ímãs internos para alinhamento perfeito.
  • Anatel confirmou a certificação da linha S26 no Brasil, incluindo 5G, Wi-Fi 7 e NFC.

A Samsung não deve incluir ímãs internos compatíveis com o padrão Qi2 na linha Galaxy S26, mantendo a necessidade de acessórios externos para fixação magnética. A informação foi revelada pelo informante Ice Universe nesta quinta-feira (05/02), indicando que o modelo Ultra seguiria sem o recurso de alinhamento magnético nativo.

Caso o rumor se confirme, o dispositivo continuaria em desvantagem frente ao iPhone – que utiliza a tecnologia desde 2020 – e ao Pixel 10, que adotou o sistema no ano passado.

Embora vazamentos iniciais sugerissem que a nova geração da Samsung traria finalmente o anel magnético integrado ao chassi, evidências recentes apontam para uma mudança de planos. Para usufruir de carregadores e acessórios similares ao MagSafe da Apple, o proprietário precisaria de capas específicas que emulem a atração magnética.

O Galaxy S26 Ultra será compatível com o padrão Qi2?

Segundo as informações técnicas, o dispositivo suportaria velocidade de carregamento sem fio de até 25 W, o limite máximo do padrão Qi 2.2. No entanto, ele não possuiria os ímãs embutidos na parte interna da carcaça. O padrão Qi2 exige esse anel de ímãs para garantir que as bobinas de indução fiquem perfeitamente alinhadas.

Sem essa peça física, embora a tecnologia de transferência de energia esteja presente, o benefício da fixação automática não seria nativo. Essa ausência criaria uma situação contraditória: o hardware interno poderia atingir altas velocidades de recarga, mas a falta do alinhamento perfeito poderia gerar mais aquecimento e menos eficiência energética.

Anatel confirma modelos no Brasil

Certificado de homologação do Galaxy S26
Certificado de homologação do Galaxy S26 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Enquanto os detalhes de hardware geram discussões, a chegada dos aparelhos ao mercado brasileiro já está formalmente garantida. Documentos da Anatel mostram que a linha completa já passou pelo processo de certificação obrigatório para comercialização no país.

Os certificados confirmam a presença de tecnologias como 5G, Wi-Fi 7 e NFC, além das frequências de operação compatíveis com as redes nacionais e o novo processador Snapdragon 8 Elite Gen 5. Contudo, os documentos não detalham a composição do sistema de carregamento, mantendo o mistério sobre a presença ou ausência dos ímãs até o anúncio oficial da fabricante.

A linha S26 deve ser revelada oficialmente no próximo Unpacked, previsto para o dia 25 de fevereiro de 2026. A Samsung ainda não divulgou oficialmente o evento.

Galaxy S26 deve ficar sem imãs no estilo MagSafe

Unidades "dummy" do Galaxy S26 Ultra (imagem: reprodução/Ice Universe)

Certificado de homologação do Galaxy S26 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy Buds 4 já podem ser vendidos no Brasil

4 de Fevereiro de 2026, 10:59
Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4
Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: reprodução/Android Headlines)
Resumo
  • O Galaxy Buds 4 foi homologado pela Anatel em 30 de janeiro, permitindo sua venda no Brasil.
  • O modelo possui cancelamento ativo de ruído, mas não tem ponteiras de silicone e adota um design arredondado com acabamento em aço escovado.
  • O lançamento dos Galaxy Buds 4 e Galaxy Buds 4 Pro está previsto para o fim do mês, junto com a linha Galaxy S26.

Depois dos celulares da linha Galaxy S26, agora a linha de fones de ouvido Galaxy Buds 4 também está completa: o modelo SM-R540 foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações no dia 30 de janeiro, atendendo ao pedido da própria Samsung, segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog. O modelo Pro já estava homologado desde o fim do ano passado, conforme noticiamos em primeira mão.

Ao contrário do irmão maior, os Galaxy Buds 4 não terão ponteiras de silicone que isolam o ruído ambiente de maneira passiva. Mesmo assim, devem contar com cancelamento ativo de ruídos (ANC), como seus antecessores Buds 2 e Buds 3. O produto abandona o design Blade, com a haste angular contendo LEDs, e agora adota um desenho mais arredondado e com um detalhe de acabamento em aço escovado (ou plástico imitando este efeito), segundo o site especializado Android Headlines.

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4
Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4
O Galaxy Buds 4 terão design mais convencional (imagem: reprodução/Android Headlines)

A case também sofreu um redesign, e agora abre pelo lado maior, similar ao Buds 2 e modelos de outras fabricantes. Já a tampa transparente, que estava presente no Buds 3, deve continuar na nova geração. Ela permite ver se os fones estão no estojo sem a necessidade de abri-lo.

Os fones poderão ser fabricados pela Samsung em quatro fábricas: duas no Vietnã, uma na Coréia e uma no Brasil, em Manaus.

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4
Galaxy Buds 4 não terão as ponteiras de silicone do irmão Pro (imagem: reprodução/Android Headlines)

Quando será o lançamento?

Os Galaxy Buds 4 e os Galaxy Buds 4 Pro devem ser lançados no fim deste mês, juntamente com a linha do Galaxy S26. Não há informação oficial sobre valores, mas para comparação, os Galaxy Buds 3 foram chegaram ao Brasil por R$ 1.699 em 2024 e podem ser encontrados hoje no varejo na faixa dos R$ 800 ou até menos em ofertas.

Galaxy Buds 4 já podem ser vendidos no Brasil

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: Android Headlines)

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: Android Headlines)

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: Android Headlines)

Você ainda tem? Brasil fecha 2025 com 20 milhões de telefones fixos

30 de Janeiro de 2026, 17:41
Foto via Pixabay
Brasil tem 20 milhões de linhas fixas (imagem: reprodução/Pixabay)
Resumo
  • O Brasil encerrou 2025 com 20 milhões de telefones fixos, uma queda de 3 milhões em relação a 2024. A Claro lidera com 30,5% das linhas.
  • O país possui 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa, 79% via fibra óptica. A Starlink lidera acessos via satélite.
  • Vivo, Claro e TIM dominam 94,1% do mercado de telefonia móvel. O 4G representa 66,1% dos acessos móveis.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concluiu o panorama do setor, com os resultados para 2025. A documentação permite saber como estão os segmentos de telefonia fixa (sim, ela ainda existe), banda larga e telefonia móvel.

O tradicional telefone fixo continua em queda, com 20 milhões de acessos no país, segundo os dados da Anatel. Houve uma queda de 3 milhões de linhas na comparação com 2024. Com isso, o resultado fica perto do registrado em 1998, quando o setor de telefonia foi privatizado.

A Claro lidera este segmento, com 30,5% das linhas, seguida pela Vivo (25%) e a Oi (19,1%). O restante fica pulverizado entre várias companhias.

A maioria dos telefones fixos continua nas mãos de pessoas físicas, que são 52,1% dos assinantes.

Banda larga fixa

Cabo de fibra óptica
Cabo de fibra óptica para rede de internet (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Brasil encerrou 2025 com 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa. Destes, 79% utilizam tecnologia de fibra óptica. Do restante, 14,9% são via cabo coaxial (a grande maioria da Claro); acessos via rádio somam 3,3%; satélite soma outros 1,5%, com a Starlink na liderança desta categoria; e 1,3% de cabos metálicos, concentrados na Vivo, Oi, Claro e provedores pequenos.

Apesar da promessa do 5G, o 4G ainda dominou o mercado, com 66,1% dos acessos, contra 21,5% da internet móvel de quinta geração. O 2G e o 3G combinados representam 12,3%, principalmente por causa dos aparelhos M2M, sigla para Machine-to-Machine, que permite a comunicação direta entre dispositivos.

Operadoras pequenas, fatia pequena

A Vivo, Claro e TIM continuam dominando o mercado de telefonia móvel: juntas elas somam 94,1% do total de linhas. O restante está dividido entre a Algar (que opera no Triângulo Mineiro e áreas próximas de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás, além de ter acordos de roaming e MVNO para o restante do país), com 1,9%; Arqia (1,3%); e Surf Telecom (1,1%).

As entrantes Brisanet (com licença nas regiões Nordeste e Centro-Oeste) e Unifique (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e futuramente Paraná) possuem 0,3% (852.265 linhas) e 0,1% (247.752) cada. A Ligga/Sercomtel soma 24 mil acessos.

Você ainda tem? Brasil fecha 2025 com 20 milhões de telefones fixos

(Imagem: Pixabay)

Cabo de fibra óptica para rede de internet (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Novo powerbank confirma que Galaxy S26 terá Qi2

28 de Janeiro de 2026, 11:52
Carregador portátil magnético EB-P2500 suporta o padrão Qi2
Carregador portátil magnético EB-U2500 suporta o padrão Qi2 (imagem: reprodução/WinFuture)
Resumo
  • O Galaxy S26 adotará o protocolo Qi2 para recarga sem fio com carregadores magnéticos.
  • O powerbank EB-U2500 da Samsung, com capacidade de 5.000 mAh, oferece recarga Qi2 de 15 W e USB-C de até 25 W.
  • O EB-U2500 possui um kickstand e será vendido por 59,90 euros, cerca de 372 reais.

A linha Galaxy S26 vai finalmente adotar o protocolo Qi2 para recarga sem fio com carregadores magnéticos: além do carregador magnético cabeado que revelamos em dezembro, agora a Samsung homologou um powerbank magnético compatível com Qi2. O produto de modelo EB-U2500 é mais um acessório que deve ser lançado em conjunto com a linha Galaxy S26, em fevereiro. Os documentos foram enviados à Anatel e visualizados pelo Tecnoblog.

Além da recarga por Qi2 de 15 W, o aparelho é capaz de recarregar um dispositivo conectado em sua porta USB-C via USB-PD de até 25 W, similar aos powerbanks já vendidos pela Samsung hoje (de 25 a 45 W). No entanto, ao contrário dos powerbanks atuais, o modelo tem capacidade de apenas 5.000 mAh típicos (4.855 mAh nominais).

Certificado Anatel do powerbank EB-U2500
Certificado Anatel do powerbank EB-U2500 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A Samsung já “molhou os pés” no Qi2: a linha do Galaxy S25 é considerada Qi2 Ready, permitindo o uso de carregadores magnéticos compatíveis com Qi2 mediante o uso de uma capa magnética que contém os ímãs. Mas, na linha S26, a Samsung deve finalmente adotar o Qi2 por completo, com direito a ímãs no aparelho.

O powerbank será similar à bateria MagSafe da Apple, permitindo o uso do celular enquanto ele recarrega, mas sem a necessidade de fios. De fato, a tecnologia Qi2 é derivada diretamente do padrão MagSafe, que cedeu a tecnologia ao WPC (Wireless Power Consortium), responsável pelo Qi. A Apple adotou a tecnologia em 2020, no lançamento do iPhone 12.

Bateria MagSafe fica presa na traseira do iPhone (Imagem: Divulgação/Apple)
Bateria MagSafe fica presa na traseira do iPhone com ímãs (imagem: divulgação)

No mundo Android, o primeiro modelo a oferecer Qi2 foi o HMD Skyline, de 2024. A linha Pixel 10, lançada pelo Google no ano passado, também oferece suporte ao padrão.

O EB-U2500 tem um diferencial em relação à bateria da Apple: ele traz um kickstand (pé retrátil) na traseira, que possibilita o uso do smartphone na horizontal sobre uma mesa ou outra superfície plana. Chega de apoiar o celular no copo para ver vídeos no almoço!

O design do EB-U2500 também apresenta um recorte curioso na parte superior, provavelmente necessário para acomodar o módulo com as câmeras do Galaxy S26. Este produto será fabricado no Vietnã, algo que já acontece com os outros powerbanks da Samsung.

Carregador portátil magnético EB-P2500 suporta o padrão Qi2
EB-U2500 tem pé retrátil e LEDs que indicam a carga na traseira (imagem: reprodução/WinFuture)

O site WinFuture, que revelou imagens e detalhes do acessório, afirma que ele custará 59,90 euros, quase 372 reais em conversão direta. Considerando que o modelo atual de powerbank com carregamento sem fio da Samsung (o EB-U2510) é vendido com preço sugerido de 349 reais na loja oficial da Samsung, parece plausível que ele terá preço similar de lançamento.

Novo powerbank confirma que Galaxy S26 terá Qi2

Certificado Anatel do powerbank EB-U2500 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Jovi terá primeiro carregador de 100 W no Brasil

27 de Janeiro de 2026, 12:58
Imagem mostra um carregador de celular branco sobre uma mesa azul, sendo medido por uma régua de cor preta
Carregador de 100 W da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Jovi homologou um carregador de 100 W na Anatel, indicando o lançamento do X300 Ultra no Brasil em 2026.
  • O X300 FE, com bateria de 6.500 mAh e carregamento de 90 W, também pode ser lançado no Brasil.
  • A Jovi e outras fabricantes chinesas têm investido em baterias de silício-carbono e carregamento rápido.

A Jovi continua preparando o terreno para vender mais modelos no Brasil em 2026: a empresa homologou na Anatel o carregador V10091L0A1-BR no dia 21/01, com capacidade de 100 W e saída USB-C.

E ele é grandinho: as fotos da certificação mostram que, incluindo os pinos da tomada, ele possui cerca de 10 cm de profundidade e quase 6 cm de largura. Ainda assim, é relativamente compacto, comparado com outros carregadores nesta faixa de potência.

Certificado Anatel do carregador de 100 W da Jovi
Certificado de homologação do carregador de 100 W (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A certificação desse carregador indica que a Jovi deve lançar o X300 Ultra, ainda não anunciado oficialmente, em nosso país. Vazamentos e certificações informam que ele será um modelo topo de linha, com bateria de 7.000 mAh, SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 e duas câmeras traseiras de 200 megapixels.

O modelo deve ter um irmão menor, o X300 FE, que também pode ser lançado no Brasil. O aparelho está certificado no Bluetooth SIG com o nome Jovi X300 FE. Esse modelo deve vir com bateria de 6.500 mAh e carregamento de 90 W. A Jovi possui um carregador de 90 W já homologado, que utiliza nos modelos já à venda, com porta USB-A.

A fabricante também certificou na Anatel uma bateria, modelo BB57X, mas a documentação ainda não está disponível para averiguar os detalhes.

Imagem mostra um carregador de celular branco sobre uma mesa azul, sendo medido por uma régua de cor preta
Carregador de 100 W da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Baterias maiores e carregamento mais rápido

As fabricantes chinesas têm investido em baterias de silício-carbono e carregamento rápido para se diferenciar no segmento de smartphones.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog, a própria Jovi/Vivo já certificou outros modelos com baterias grandes, e suas concorrentes também, como a Oppo, a Honor (que também oferece lá fora um modelo com 10.080 mAh) e até a sul-coreana Samsung.

Mão segurando celular
Motorola Edge 50 Ultra foi lançado em 2024 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Vale lembrar que carregamento tão rápido assim não é inédito no Brasil: o Motorola Edge 50 Ultra vem com carregador de 120 W na caixa, mas sua bateria é bem menor, de apenas 4.500 mAh. Ele utiliza composição mais tradicional, sem ânodos de silício-carbono.

Em vários lançamentos, porém, a fabricante de Chicago tem utilizado a nova tecnologia para permitir mais capacidade em seus aparelhos sem aumentar a espessura, como no Edge 60 Pro, Signature e no Edge 70.

Jovi terá primeiro carregador de 100 W no Brasil

Carregador de 100 W da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado Anatel do carregador de 100 W da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola Edge 50 Ultra (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy S26 Plus passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

27 de Janeiro de 2026, 09:04
Galaxy S25 Plus (imagem: divulgação)
Galaxy S25 Plus vai ganhar sucessor em breve (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Galaxy S26 Plus foi homologado pela Anatel, com bateria de 4.755 mAh, conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7, UWB e carregamento sem fio reverso.
  • O modelo será fabricado na Coreia do Sul, Vietnã e Brasil, com carregador de 25 W incluído.
  • O lançamento da linha Galaxy S26 é esperado para fevereiro, durante o evento Unpacked da Samsung.

O último membro que faltava da futura linha Galaxy S26 está homologado: o Galaxy S26 Plus recebeu sua certificação da Anatel na última quinta-feira (22/01). O modelo de código SM-S947B/DS repete a mesma bateria de 4.755 mAh vista no Galaxy S25 Plus, de 2025.

Como já era de se esperar, o documento visualizado pelo Tecnoblog comprova a permanência de conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7 de três bandas, UWB e capacidade de carregamento sem fio reverso.

Certificado Anatel do Galaxy S26 Plus
Certificado Anatel do Galaxy S26 Plus (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado Anatel da bateria do Galaxy S26 Plus
Certificado Anatel da bateria do Galaxy S26 Plus (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O futuro S26 Plus será fabricado nas unidades da Samsung na Coreia do Sul, Vietnã e no Brasil (em Manaus ou Campinas). Ele virá com carregador de 25 W na caixa (modelo EP-TA800).

A Samsung ainda não divulgou oficialmente quando será o próximo evento Unpacked, no qual a linha S26 será apresentada. Tradicionalmente, a empresa faria o anúncio em janeiro, mas parece que, neste ano, o evento ficou para fevereiro, segundo rumores que circulam na indústria.

Carregador Samsung
Carregador Samsung EP-TA800 (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy S26 Plus passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

Galaxy S25 Plus (imagem: divulgação)

Certificado Anatel do Galaxy S26 Plus (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado Anatel da bateria do Galaxy S26 Plus (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador Samsung EP-TA800 (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como fica o roaming após o acordo Mercosul-UE?

21 de Janeiro de 2026, 08:30
Mapa do Brasil com torres de telefonia móvel
Anatel não muda regras de roaming praticadas no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O acordo Mercosul-UE não altera o modelo de roaming internacional no Brasil e não impõe controle de preços.
  • A Anatel seguirá as competências previstas na legislação brasileira, sem novas responsabilidades diretas.
  • O tratado reforça princípios já adotados no Brasil para serviços digitais, sem exigir mudanças imediatas.

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia não altera, ao menos por enquanto, o modelo de roaming internacional praticado no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o texto firmado entre os blocos econômicos não cria obrigações de controle tarifário nem estabelece mecanismos para reduzir ou eliminar preços cobrados dos consumidores.

A Anatel afirmou ao site especializado Mobile Time que “não há alteração em relação ao formato atualmente em vigor” para o roaming internacional e esclareceu que o acordo “não estabelece diretrizes para o controle de preços”. O regulador explicou que sua atuação futura no âmbito do tratado seguirá limitada às competências já previstas na legislação brasileira.

O que o acordo prevê para o roaming internacional?

O tema do roaming aparece no artigo 10.37 do acordo Mercosul-UE e é tratado de forma genérica. O texto menciona, de um lado, o provimento de serviços de voz, mensagens e dados por operadoras locais quando usuários estão em outro país. De outro, prevê cooperação entre os blocos para estimular preços considerados razoáveis e transparentes para quem utiliza o celular no exterior.

Na avaliação da Anatel, essas previsões não significam imposição de tabelamento, gratuidade ou criação de regras comuns para a formação de preços. Tampouco há obrigação de adoção de mecanismos específicos para definir valores cobrados dos consumidores, diferentemente do que ocorre em alguns acordos regionais mais restritivos.

Com isso, as operadoras seguem livres para negociar tarifas de roaming de acordo com seus contratos e estratégias comerciais, respeitando a regulação doméstica. A agência reforça que o tratado não interfere no modelo atual nem cria novas responsabilidades diretas para o regulador.

Os países do bloco sul-americano possuem um compromisso específico para a eliminação de cobranças extras. Em agosto de 2025, o Congresso brasileiro decretou o fim dos custos adicionais, que está valendo desde 1º de dezembro.

Serviços digitais

Bandeiras da União Europeia
O acordo Mercosul-UE reconhece e legitima práticas adotadas pelo Brasil há anos (foto: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Além do roaming, o acordo dedica uma seção aos serviços digitais, incluindo comércio eletrônico. Nesse ponto, a Anatel é indicada como autoridade competente no Brasil, ao lado de outros órgãos públicos, para a implementação dos compromissos assumidos.

Os artigos 10.46 a 10.50 estabelecem princípios que devem orientar o ambiente regulatório, como a promoção do comércio eletrônico, a neutralidade tecnológica, a isenção de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas e a não exigência de autorização prévia para serviços prestados exclusivamente por meios digitais.

“Como regulador das telecomunicações, a agência continuará contribuindo tecnicamente sempre que acionada, garantindo coerência entre o marco regulatório brasileiro e os compromissos assumidos no acordo”, afirmou a Anatel ao Mobile Time.

Para o regulador, o tratado fortalece as relações econômicas entre os blocos e incorpora diretrizes já consolidadas no país, como independência regulatória, transparência e harmonização normativa. A agência diz que acompanhará temas ligados ao uso de redes públicas, interconexão, interoperabilidade, relação entre plataformas digitais e infraestrutura de telecomunicações, além da proteção do usuário final.

Segundo a Anatel, como esses princípios já fazem parte da regulação brasileira, o acordo Mercosul-UE acaba por reconhecer e legitimar práticas adotadas pelo Brasil há anos, sem exigir mudanças imediatas no setor.

Como fica o roaming após o acordo Mercosul-UE?

Anatel toma subsídios sobre regras para roaming (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bandeiras da União Europeia (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Sucessor do Galaxy A56 deve ficar mais fino e leve

20 de Janeiro de 2026, 14:59
Imagem mostra mão segurando Samsung Galaxy A56 na cor, com a parte de traz à mostra. Traseira cinza exibe módulo preto com câmera tripla.
Visual deve seguir as linhas do atual Galaxy A56 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
Resumo
  • O Galaxy A57 será mais fino e leve que o A56, com 6,9 mm de espessura e 182g.
  • O aparelho terá o chipset Exynos 1680, GPU Xclipse 550, opções de 8 GB ou 12 GB de RAM e armazenamento de 128 GB ou 256 GB.
  • O conjunto de câmeras e a bateria de 5.000 mAh são os mesmos do modelo anterior, com suporte a recarga de 45 W.

Um registro no banco de dados do TENAA (órgão chinês equivalente à Anatel) revelou, nesta semana, as prováveis especificações do Galaxy A57, próximo smartphone da Samsung. Identificado pelo modelo SM-A5760, o dispositivo deve chegar ao mercado antes da linha Galaxy S26. Ou seja, seria questão de semanas até seu lançamento.

O principal destaque deve ser a reformulação de sua estrutura física, tornando-o mais fino e leve que o antecessor.

O que esperar do Galaxy A57?

A documentação indica que a Samsung focou em portabilidade. O Galaxy A57 aparece listado com dimensões de 161,5 x 76,8 x 6,9 mm. Se confirmado, o aparelho será notavelmente mais fino que o Galaxy A56, que tem 7,4 mm de espessura. Além do perfil reduzido, o peso também cairia de 198g (na geração atual) para 182g. Essa mudança sugere o uso de novos materiais na carcaça ou uma reorganização interna dos componentes para otimizar o espaço.

Sob o capô, o aparelho intermediário deve estrear o chipset Exynos 1680. A ficha técnica descreve uma CPU de oito núcleos dividida em três grupos: alta performance a 2,9 GHz, intermediários a 2,6 GHz e eficiência a 1,95 GHz. A parte gráfica ficaria a cargo da GPU Xclipse 550, baseada na arquitetura RDNA da AMD, prometendo maior eficiência energética.

O A57 teria opções de 8 GB ou 12 GB de RAM e armazenamento de 128 GB ou 256 GB. A versão exata do Android e da interface One UI não foram especificadas no registro.

Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56 em primeiro plano, com fundo desfocado e caixa do aparelho ao fundo
Sucessor do A56 pode vir com corpo mais fino e leve (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Câmeras e bateria

Se o design muda, o restante das especificações parece seguir a lógica do “time que está ganhando não se mexe”. O documento da TENAA lista o mesmo conjunto fotográfico do modelo anterior: sensor principal de 50 MP, ultrawide de 12 MP e macro de 5 MP. Para selfies, a câmera frontal permaneceria com 12 MP.

A autonomia deve ser mantida com uma bateria de capacidade nominal de 4.905 mAh (ou 5.000 mAh típicos), com suporte a recarga de 45 W. A ficha técnica se encerra com uma tela de 6,6 polegadas (1080 x 2340 pixels), leitor de digitais sob o display e conectividade 5G.

Sucessor do Galaxy A56 deve ficar mais fino e leve

💾

O Galaxy A57 manteria o mesmo conjunto de câmeras e bateria. Lançamento deve ocorrer antes da linha S26.

Câmeras do Samsung Galaxy A56 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Tela inicial do Samsung Galaxy A56 com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Motorola homologa dois celulares no Brasil: G77 e Signature

19 de Janeiro de 2026, 10:25
Imagem promocional mostra duas versões do Motorola Signature lado a lado, nas cores verde-oliva e azul-escuro, ambas com acabamento texturizado que simula tecido e módulo quadrado de câmeras. À esquerda, uma pessoa coloca o celular no bolso da calça; à direita, outra segura o aparelho dentro do paletó, destacando o design fino e sofisticado.
Acabamento é um dos destaques do Signature (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Moto G77 e o Motorola Signature foram homologados pela Anatel e estão prontos para venda no Brasil.
  • O Moto G77 possui internet 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth, NFC, bateria de 5.100 mAh e carregador de 33 W.
  • O Motorola Signature oferece design fino, SoC de alta performance, bateria de 5.200 mAh e carregador de 90 W.

A Motorola prepara o lançamento de dois novos smartphones no Brasil: o Moto G77 e o Motorola Signature. Os dois produtos passaram pela homologação da Anatel, etapa fundamental para o início das vendas no país, segundo documentos visualizados pelo Tecnoblog. As datas de lançamento e os preços são mantidos em segredo.

O começo de 2026 está movimentado para a Motorola. Além destes dois modelos, a fabricante também já está apta a comercializar os já homologados Moto G17, Razr 70 e Edge 70.

Moto G77

Smartphone Motorola Moto G75 cinza com duas mãos o segurando
Moto G75 tem câmera com sensor Sony (Imagem: Divulgação / Motorola)

O Moto G77 deve suceder o Moto G75, que concorre com aparelhos como o Galaxy A36 (Samsung) na concorrida faixa de aparelhos intermediários.

O modelo foi aprovado pela Anatel no dia 15 de janeiro com dois códigos de modelo: XT2621-1 e XT2621-3, que, segundo o leaker Evan Blass/evleaks, correspondem ao mencionado Moto G77.

Certificado de homologação do Motorola XT2621
Certificado de homologação do Motorola XT2621 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Moto G77 vem com internet 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth e NFC, como aponta o certificado, e terá na caixa o carregador MC-337L de 33 W. A bateria tem o código de modelo SP52, com capacidade nominal de 5.100 mAh (provavelmente com capacidade típica de algo em torno de 5.200 mAh).

A conectividade Wi-Fi chama a atenção por ser, na minha visão, um pesado downgrade em relação ao Moto G75, que é compatível com Wi-Fi 6E (portanto, 802.11ax em três bandas: 2,4, 5 e 6 GHz). Este retrocesso abre a possibilidade da Motorola reposicionar os produtos da linha Moto G.

O smartphone será fabricado na China (Wuhan) pela Motorola ou no Brasil (Jaguariúna ou Manaus) pela indústria Flex.

Motorola Signature

Mulher segura um smartphone Motorola Signature com a câmera traseira voltada para frente, como se estivesse tirando uma selfie. O aparelho tem acabamento escuro, textura que simula tecido e módulo quadrado com quatro câmeras. Ao fundo, há uma estrutura de madeira e vidro, com céu azul ao entardecer.
Signature inclui até clube de benefícios (imagem: divulgação)

O Motorola Signature, anunciado no início de janeiro, oferece SoC de alta performance, design fino com apenas 7 mm de espessura, sete anos de atualizações e até mesmo um ano de serviço de concierge, algo geralmente visto em aparelhos luxuosos e de boutiques, como os smartphones da Vertu e o Xperia Pureness.

O Signature foi homologado pela Anatel no dia 15 e tem o código de modelo XT2603-2.

Certificado de homologação do Motorola Signature
Certificado de homologação do Motorola Signature (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O modelo será fabricado na China (Wuhan) ou no Brasil (Jaguariúna). A bateria de silício-carbono de 5.200 mAh (típicos) recarrega com o carregador MC-907 de 90 W, que virá na caixa do aparelho.

Motorola homologa dois celulares no Brasil: G77 e Signature

Moto G75 tem câmera com sensor Sony (Imagem: Divulgação / Motorola)

Certificado de homologação do Motorola XT2621 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Signature inclui até clube de benefícios (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Motorola Signature (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

MPF recomenda volta do prefixo 0303 para combater telemarketing

19 de Janeiro de 2026, 08:35
Mulher falando no telefone celular. Foto: kaboompics/Pixabay
Recomendação do MPF fixa prazo de 30 dias para resposta da Anatel (Imagem: kaboompics/Pixabay)
Resumo
  • O MPF recomenda à Anatel restabelecer o uso do prefixo 0303 em telemarketing, alegando que sua retirada enfraquece a proteção ao consumidor.
  • O MPF argumenta que a ausência do prefixo compromete direitos de privacidade e informação, conforme a Constituição e o Código de Defesa do Consumidor.
  • O MPF pede à Anatel restabelecer o 0303, manter a regra até um sistema substitutivo funcional e garantir sua acessibilidade e eficácia.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) volte a exigir o uso do prefixo 0303 nas chamadas de telemarketing ativo. A manifestação ocorre após a decisão da agência reguladora, tomada em agosto de 2025, de revogar a obrigatoriedade do identificador, sob o argumento de que o número estaria “estigmatizado” e prejudicava atividades consideradas legítimas.

No documento, a Procuradoria da República em Goiás sustenta que a retirada do prefixo cria uma lacuna relevante na proteção dos consumidores, especialmente no que diz respeito ao direito à informação clara e prévia sobre a natureza comercial das ligações.

Para o MPF, a medida da Anatel foi adotada sem que um sistema substitutivo plenamente funcional estivesse disponível para toda a rede e para diferentes perfis de usuários.

Por que o MPF/GO discorda da Anatel?

A recomendação se apoia em fundamentos constitucionais e infraconstitucionais ligados à defesa do consumidor. O MPF ressalta que a Constituição Federal impõe ao Estado o dever de promover a proteção do consumidor e que esse princípio também orienta a ordem econômica. Nesse contexto, o prefixo 0303 é apontado como um instrumento adequado para garantir transparência nas comunicações comerciais.

O texto destaca que o Código de Defesa do Consumidor assegura o direito à informação adequada e à proteção contra práticas abusivas, como o telemarketing insistente e não solicitado. A ausência de um mecanismo simples de identificação das chamadas, segundo o MPF, pode ampliar situações de assédio, dificultar o exercício da escolha pelo consumidor e aumentar o risco de práticas desleais.

Além disso, a recomendação cita a Lei Geral de Telecomunicações, que prevê direitos como privacidade, informação clara sobre os serviços e possibilidade de petição junto aos órgãos reguladores. Para a Procuradoria, a revogação do 0303, sem alternativa amplamente implantada, compromete esses direitos.

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
MPF recomenda que Anatel retome obrigatoriedade do prefixo 0303 no telemarketing (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Pressão de entidades de defesa do consumidor

O MPF também menciona manifestações públicas contrárias à decisão da Anatel. Órgãos de defesa do consumidor, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), avaliaram que a retirada do prefixo favorece empresas de telemarketing em detrimento dos usuários. Procons estaduais e municipais também se posicionaram contra a mudança, argumentando que o identificador ajudava a reduzir o incômodo causado pelo excesso de ligações.

Na recomendação enviada ao presidente da Anatel, Carlos Baigorri, o MPF pede três medidas centrais: o restabelecimento imediato da obrigatoriedade do 0303, a manutenção da regra até que um sistema substitutivo de autenticação de chamadas esteja plenamente implementado e a garantia de que essa nova solução seja acessível, compatível com diferentes aparelhos e tenha eficácia comprovada.

A Anatel tem prazo de 30 dias para informar se acatará a recomendação ou apresentar as razões para eventual descumprimento.

MPF recomenda volta do prefixo 0303 para combater telemarketing

Ligações abusivas incluem telemarketing por robôs e golpes (Imagem: kaboompics/Pixabay)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Moto G17 vem aí: celular foi homologado para venda no Brasil

16 de Janeiro de 2026, 07:08
Dois smartphones Moto G15 vistos pela traseira, nas cores verde e grafite
Moto G15 terá um sucessor em breve (imagem: divulgação)
Resumo
  • Moto G17 foi homologado pela Anatel, com bateria de 5.200 mAh e conectividade 4G, Wi-Fi 5, NFC e Bluetooth.
  • O aparelho será fabricado no Brasil e na China e terá um carregador de 20 W incluído.
  • O celular substituirá o Moto G15 e competirá com smartphones de entrada, como o Galaxy A17 da Samsung.

Nem só de smartphones dobráveis vive a Motorola: o Moto G17, membro de entrada da linha Moto G, foi homologado pela Anatel. A certificação, emitida na terça-feira (13/01), permite a venda do aparelho no país.

Ele poderá ser fabricado nas unidades da Flex (antiga Flextronics) em Jaguariúna (SP) e Manaus ou na fábrica da Motorola em Wuhan (China).

Sabemos de qual celular a homologação se trata graças ao leaker Evan Blass, que divulgou um documento com os diversos modelos a serem lançados pela empresa de Chicago em 2026.

O código XT2623-1 consta na lista como o Moto G17 (com codinome lemu26). E já vem tarde: o Moto G15 foi lançado no final de 2024, mais de um ano atrás.

Certificado de homologação do Moto G17
Certificado de homologação do Moto G17 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sua bateria é o modelo RL52, com capacidade de 5.200 mAh nominais. Ela foi certificada ainda em 2024 e é a mesma utilizada nos celulares Moto G05 e G06 e no antecessor direto, o Moto G15.

O dispositivo possui conectividade 4G, Wi-Fi 5 (2,4 e 5 GHz, portanto), além de NFC e Bluetooth. Na caixa virá um carregador de 20 W, modelo MC-207L.

Carregador MC-207 da Motorola sobre uma mesa de madeira
Carregador MC-207 da Motorola (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Preço e disponibilidade

O Moto G15 de 256 GB é vendido por R$ 999 no site oficial, e há uma versão de 128 GB custando em torno dos R$ 750 à vista.

Nesta faixa de preço, os smartphones tendem a ter especificações modestas, pouca memória RAM (algo que deve ser intensificar em 2026) e as melhorias entre as gerações tendem a ser incrementais.

O modelo deve concorrer com outros aparelhos de entrada, como o Galaxy A17 da Samsung, que oferece versão 5G e é encontrado hoje por R$ 1.130, na média.

Por enquanto, não há data oficial de lançamento do Moto G17 no Brasil.

Moto G17 vem aí: celular foi homologado para venda no Brasil

Certificado de homologação do Moto G17 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador do Motorola Moto G30 (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Motorola prepara chegada do dobrável Razr 70 ao Brasil

15 de Janeiro de 2026, 11:15
Dois smartphones dobráveis Razr 60 lado a lado, abertos no formato tenda, apoiados sobre uma mesa. Um é cinza, outro é azul.
Motorola Razr 60 vai ganhar sucessor em breve (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • Motorola Razr 70 foi homologado pela Anatel com o código de modelo XT2657-1.
  • O Razr 70 terá duas baterias, que podem somar 4.800 mAh, e conectividade Wi-Fi 6E, mas sem Wi-Fi 7 ou UWB.
  • O sucessor do atual Razr 60 será fabricado em Wuhan (China) ou Jaguariúna (SP), e incluirá um carregador de 68 W.

Smartphones dobráveis continuam em voga na Motorola. A fabricante prepara o caminho para o Motorola Razr 70, que foi aprovado pela Anatel. Com isso, o sucessor do Razr 60 está cada vez mais próximo do mercado brasileiro.

Segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog, o aparelho, com código de modelo XT2657-1, foi homologado pela agência no dia 7 de janeiro, por solicitação da Motorola Mobility.

O conhecido leaker Evan Blass/evleaks revelou que o código corresponde ao Razr 70, que servirá como sucessor do atual Razr 60, modelo de menor custo na linha.

Certificado de homologação do Motorola Razr 70
Certificado de homologação do Motorola Razr 70 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

As características que constam da certificação corroboram a informação: o modelo utilizará duas baterias e terá conectividade Wi-Fi 6E, mas sem possuir o novo padrão Wi-Fi 7 nem conectividade UWB, que já estão presentes no Razr 60 Ultra.

O Razr 70 virá com o carregador MC-687N de 68 W na caixa e será fabricado pela Motorola em Wuhan ou pela Flex (antiga Flextronics), em Jaguariúna (SP), como de praxe em aparelhos da Motorola.

Traseira texturizada do Motorola Razr 60, na cor azul escuro.
Motorola Razr 60 chegou ao Brasil em abril de 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Os códigos de modelo das novas baterias (SM12 e SM36) sugerem que os componentes serão maiores que os utilizados hoje no Razr 60 (que somam 4.500 mAh, com códigos de modelo RA12 e RA33), indicando a possibilidade de que o Razr 70 venha com baterias que somam 4.800 mAh.

Quando chega?

Ainda não temos previsão de quando o lançamento ocorrerá. Mesmo com essa aprovação, o aparelho não pode ser vendido, pois suas baterias não foram homologadas pela Anatel.

Além disso, seu irmão maior, o Ultra, e suas respectivas baterias também precisam ser homologados pela agência. Mas, para comparação, o lançamento da linha atual ocorreu em abril do ano passado no Brasil.

Motorola prepara chegada do dobrável Razr 70 ao Brasil

(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Motorola Razr 70 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

13 de Janeiro de 2026, 12:32
Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC autorizou SpaceX a lançar 7.500 satélites Starlink de segunda geração, totalizando 15.000 satélites do tipo para sua operação;
  • Satélites podem ser posicionados em altitudes entre 340 km e 485 km, reduzindo o risco de colisão e latência nas conexões;
  • SpaceX solicitou operar quase 30.000 satélites, mas FCC está liberando autorizações gradualmente.

A FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão dos Estados Unidos equivalente à Anatel, autorizou a SpaceX a colocar 7.500 satélites Starlink de segunda geração em órbita. Com isso, a companhia de Elon Musk passa a ter autorização para operar 15.000 unidades do tipo para seu serviço de internet.

Embora a nova autorização permita à Starlink expandir a capacidade de suas operações em escala global, a FCC espera que a media beneficie os Estados Unidos, especificamente:

O presidente Trump está restaurando a liderança tecnológica dos Estados Unidos. E esta autorização da FCC é um divisor de águas para viabilizar serviços de próxima geração.

Ao autorizar 15.000 novos e avançados satélites, a FCC deu sinal verde para a SpaceX fornecer capacidades de banda larga via satélite sem precedentes, fortalecer a concorrência e ajudar a garantir que nenhuma comunidade seja deixada para trás.

Brendan Carr, presidente da FCC

Além de elevar o total de satélites autorizados, a FCC autorizou a Starlink a posicioná-los em órbitas mais baixas, dentro de faixa de altitude entre 340 km a 485 km. Historicamente, os satélites da companhia operam em altitudes próximas a 550 km.

A nova faixa de altitude é considerada mais segura por, entre outros motivos, reduzir o risco de colisão entre os satélites. Outro benefício esperado é o da redução dos níveis de latência nas conexões à internet.

De modo complementar, a FCC autorizou os satélites de segunda geração da Starlink a operarem nas frequências das bandas Ku e Ka, bem como o uso das bandas V, E e W, com frequências mais altas.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/SpaceX)

SpaceX quer operar quase 30.000 satélites

A SpaceX pediu autorização para operar uma constelação de quase 30.000 satélites. Mas a FCC vem fornecendo autorizações de modo gradual: “adiaremos a autorização dos 14.988 satélites Starlink de segunda geração propostos ainda restantes, incluindo os satélites para operações acima de 600 km”, explicou o órgão.

Esse não chega a ser um problema para a SpaceX, afinal, os satélites Starlink entram em operação de modo progressivo.

A companhia tem até novembro de 2027 para colocar em operação 7.500 satélites de primeira geração. Sobre os satélites de segunda geração, metade das unidades já autorizadas devem estar em funcionamento até dezembro de 2028. A outra metade tem dezembro de 2031 como prazo de operação.

Estima-se que, atualmente, a Starlink opere com pouco mais de 9.000 satélites.

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink irá fornecer sinal para celulares da T-Mobile nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh

13 de Janeiro de 2026, 11:05
Arte mostra três celulares Vivo Mobile, com o logo Jovi acima, de forma centralizada.
Jovi é o nome comercial da Vivo Communication Technology no Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Jovi homologou uma bateria de 7.000 mAh para o modelo J2507, fabricado pela Sunwoda na China e montado no Polo Industrial de Manaus.
  • O Vivo X300 Ultra, possivelmente equipado com essa bateria, terá duas câmeras de 200 MP e uma ultrawide de 50 MP, além do SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5.
  • A homologação foi realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações em 02/01, permitindo a venda no mercado brasileiro.

O ano de 2026 deve ser dedicado aos smartphones com baterias grandes na fabricante chinesa Jovi. A filial brasileira da Vivo Communication obteve a homologação de mais uma bateria, desta vez com 7.000 mAh-hora. O Tecnoblog visualizou a documentação do componente, que foi registrado sob o código de modelo BB50X.

O documento foi emitido pela Agência Nacional de Telecomunicações em 02/01 e, na prática, permite a venda do novo produto no mercado doméstico. O componente será fabricado na China pela empresa especializada Sunwoda.

O restante da documentação revela que o smartphone na qual ela será utilizada tem o código de modelo J2507 e que ele será fabricado no Polo Industrial de Manaus.

Bateria BB50X da Jovi
Bateria BB50X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação da bateria BB50X
Certificado de homologação da bateria BB50X (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que é J2507?

Assim como na homologação anterior, há um mistério em relação a qual aparelho receberá a bateria. O código V2507 corresponde ao Vivo Y19s, produto lançado em 2024 e vendido no país como Jovi Y19s. Portanto, podemos descartar facilmente essa possibilidade.

A capacidade da bateria, de 7.000 mAh, se alinha com o Vivo X300 Ultra, que deve ser lançado ainda neste semestre não apenas na China, segundo rumores e vazamentos. Ele deverá trazer duas câmeras de 200 MP: a principal e a teleobjetiva periscópica, além de uma ultrawide de 50 megapixels, e deve vir equipado com o poderoso SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm.

Imagem promocional mostra um chip eletrônico em destaque, com design metálico e fundo em tons de vermelho. No centro, aparece um quadrado vermelho com os textos “Snapdragon”, “8 Elite” e “Gen 5”, além do logotipo dourado em forma de chama da Qualcomm.
Snapdragon 8 fez sua estreia em 2021 e chega à quinta geração (imagem: divulgação)

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh

Parte da montagem do celular Jovi V5 Lite 5G será feita no Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bateria BB50X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação da bateria BB50X (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Snapdragon 8 fez sua estreia em 2021 e chega à quinta geração (imagem: divulgação)

Brasil tem a internet 5G mais rápida da América Latina

12 de Janeiro de 2026, 11:18
Fundo verde com mapa do Brasil contendo a bandeira além de uma onda, com as letras 5G no canto inferior esquerdo
Ranking da Ookla mostra o Brasil isolado no topo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Brasil lidera a América Latina em velocidade de 5G, com média de 430,83 Mb/s, devido ao leilão de frequências da Anatel em 2021.
  • A disponibilidade de 100 MHz para operadoras como Claro, TIM e Vivo evita congestionamento e garante alta velocidade.
  • A neutralidade tecnológica do Brasil, permitindo fornecedores como Huawei, Ericsson e Nokia, facilita a modernização das redes.

O Brasil foi o país com a rede 5G mais rápida da América Latina no terceiro trimestre de 2025. Segundo o relatório recente da Ookla, baseado em dados do Speedtest, a velocidade média de download em território nacional atingiu a marca de 430,83 Mb/s, resultado que coloca o país à frente de todos os vizinhos regionais.

O avanço é atribuído ao modelo de leilão de frequências adotado pela Anatel em 2021. Vale recordar que o certame priorizou obrigações de infraestrutura e investimentos na expansão das redes de banda média (3,5 GHz), que oferecem o melhor equilíbrio entre alcance de sinal e capacidade de dados.

Por que o 5G brasileiro lidera?

A explicação passa por fatores como a agilidade regulatória. Enquanto alguns países ainda enfrentam dificuldades para liberar faixas de frequência, a Anatel disponibilizou grandes blocos de 100 MHz para as principais operadoras do país – Claro, TIM e Vivo.

O espectro funciona como as faixas de uma rodovia: quanto mais larga a “pista”, maior a largura de banda e mais dados conseguem trafegar ao mesmo tempo. No Brasil, o fato de as operadoras terem “pistas” de 100 MHz de largura evita o congestionamento da rede e garante que a informação flua sem gargalos, resultando em velocidades mais altas.

Velocidade média no país supera 430 Mb/s (imagem: reprodução/Ookla)

Além disso, o modelo de obrigações de investimento vinculou a concessão à conectividade de rodovias, escolas públicas e à limpeza da faixa de 3,5 GHz (antes ocupada por antenas parabólicas) para evitar interferências.

O estudo da Ookla indica que essa estratégia tem surtido efeito: 38,5% dos usuários de 5G no Brasil passam a maioria do tempo conectados à rede de quinta geração, a maior taxa de disponibilidade entre os grandes mercados da região.

Outro pilar dessa liderança foi a neutralidade tecnológica. O Brasil optou por não banir fornecedores específicos, permitindo que as operadoras utilizassem equipamentos da chinesa Huawei, da sueca Ericsson e da finlandesa Nokia. Essa diversidade na cadeia de suprimentos facilitou a modernização das redes, sem atrasos críticos ou custos elevados que afetaram mercados com restrições geopolíticas.

Ranking de operadoras na região

No Brasil, o trio principal consegue manter uma média que impulsiona o índice nacional para cima.

OperadoraPaísDownload médio
ClaroBrasil400 Mb/s
VivoBrasil400 Mb/s
TIMBrasil400 Mb/s
PersonalArgentina300 Mb/s
AntelUruguai300 Mb/s

E o “5G puro”?

A transição para o chamado “5G puro” (Standalone ou SA) ainda é um desafio na América Latina. Diferente da versão Não-Autônoma (NSA), que utiliza o núcleo de rede do 4G para funcionar, o 5G SA opera de forma independente, oferecendo latência baixíssima. No Brasil, embora a tecnologia já esteja disponível, apenas 1,6% das conexões utilizam o padrão até aqui. Porto Rico lidera neste quesito, com 41,1%, impulsionado pela infraestrutura da T-Mobile.

Paralelamente, o Acesso Fixo Sem Fio (FWA) começa a ganhar força como alternativa à fibra óptica. A tecnologia permite entregar internet banda larga residencial através do sinal 5G. No Brasil, a Claro lançou planos com velocidades de até 1 Gb/s, enquanto a Vivo comercializa franquias de até 200 GB mensais. Operadoras regionais, como a Brisanet, também investem na modalidade.

Apesar da liderança brasileira, o cenário regional ainda é de amadurecimento. A GSMA Intelligence projeta que o 5G alcançará 50% das conexões totais na América Latina apenas em 2030, totalizando cerca de 410 milhões de acessos.

Brasil tem a internet 5G mais rápida da América Latina

5G no Brasil (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Poco M8 e Redmi Note 15 passam pela Anatel

12 de Janeiro de 2026, 09:09
Poco M8 possui pintura em dois tons
Poco M8 possui pintura em dois tons (imagem: divulgação/Xiaomi)
Resumo
  • A Anatel homologou os smartphones Poco M8 5G e Redmi Note 15 5G, permitindo sua venda oficial no Brasil.
  • Ambos os modelos usam o Snapdragon 6 Gen 3 e bateria de 5.520 mAh com ânodos de silício-carbono.
  • As principais diferenças são as câmeras: Poco M8 com 50 MP e 2 MP; Redmi Note 15 com 200 MP e 8 MP.

Ano novo, celulares novos: a DL Eletrônicos recebeu a homologação de dois novos smartphones da Xiaomi. São eles: o Poco M8 5G e o Redmi Note 15 5G, com códigos de modelo 25118PC98G e 25098RA98G, respectivamente. A homologação foi emitida pela Anatel na última quarta-feira (07/01).

Por serem aparelhos muito parecidos, a certificação foi emitida em conjunto. Eles utilizam a bateria BN6D, de 5.520 mAh típicos com ânodos de silício-carbono, também já homologada pela Anatel.

Certificado de homologação do Poco M8 e Redmi Note 15
Certificado de homologação do Poco M8 e Redmi Note 15 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Bateria BN6D da Xiaomi
Bateria BN6D da Xiaomi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Os dois smartphones utilizam o mesmo SoC: o Snapdragon 6 Gen 3 da Qualcomm, fabricado em litografia de 4 nm.

A principal divergência entre os dois modelos está nas câmeras: o Poco M8 vem com uma câmera principal de 50 MP, acompanhadade uma segunda câmera de apenas 2 MP para detecção de profundidade. Já o Redmi Note 15 tem câmera principal de 200 MP e ultrawide de 8 MP.

A outra diferença está no design. No Poco M8 (no começo da matéria), a Xiaomi aposta na pintura em dois tons, com um ar mais agressivo. Enquanto isso, o Redmi Note 15 (abaixo) tem coloração mais sóbria, com exceção do modelo na cor Mist Purple, que mescla violeta com branco.

Redmi Note 15 usa cores mais sóbrias
Redmi Note 15 usa cores mais sóbrias (imagem: divulgação/Xiaomi)

Ainda não há previsão de lançamento dos novos celulares Android no Brasil, mas, considerando que a linha Redmi Note 14 foi lançada no fim de janeiro do ano passado, o lançamento não deve tardar.

Poco M8 e Redmi Note 15 passam pela Anatel

Certificado de homologação do Poco M8 e Redmi Note 15 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Redmi Note 15 usa cores mais sóbrias (imagem: divulgação/Xiaomi)

Galaxy Buds 4 Pro vem aí: Samsung homologa fones para venda no Brasil

9 de Janeiro de 2026, 11:09
Estojo branco com fones de ouvido dentro. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Galaxy Buds 3 Pro terão sucessor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Galaxy Buds 4 Pro foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Segundo vazamentos, o design do Galaxy Buds 4 Pro terá hastes arredondadas e um detalhe metálico na lateral.
  • O modelo deve ser vendido em preto, branco e damasco e chegar ao mercado junto com a linha S26, provavelmente em fevereiro.

Os Galaxy Buds 3 Pro devem ganhar um sucessor em breve. A Samsung homologou o novo Galaxy Buds 4 Pro na Anatel, segundo a documentação vista em primeira mão pelo Tecnoblog.

O produto, modelo SM-R640, foi homologado pela agência em 29 de dezembro. O código segue a lógica tradicional da fabricante sul-coreana, já que a versão atual é reconhecida pelo código SM-R630.

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 Pro
Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O novo modelo deve manter o design com hastes adotado a partir da terceira geração da linha. Contudo, tudo indica que haverá um novo detalhe metálico na lateral e menos ângulos. O design do produto parece ter passado por ajustes para ficar mais discreto.

A base da haste, antes marcada por um formato mais triangular, agora aparece arredondada, segundo revelou o site Android Authority. O estojo também deve retornar ao design com a tampa no lado maior.

Imagem mostra uma ilustração dos novos Galaxy Buds 4 Pro
Galaxy Buds 4 Pro deve mudar o estilo do estojo (imagem: reprodução/Android Authority)

O Galaxy Buds 4 Pro poderá ser vendido em três cores: preto, branco e damasco (apricot, em inglês), como também apontado pelo site.

O antecessor, Galaxy Buds 3 Pro, foi lançado pela Samsung no meio de 2024. Há um ano e meio, o produto chegou custando R$ 2.199, mas pode ser encontrado no varejo na faixa de R$ 1.500 e até menos de R$ 1.000, quando em oferta.

Renders de fones de ouvido Bluetooth da Samsung em três cores diferentes
Fones terão três cores diferentes (imagem: reprodução/Android Authority)

Quando os Galaxy Buds 4 Pro serão lançados?

Ainda não há previsão de lançamento, mas uma possibilidade é que sejam lançados em conjunto com a nova linha de smartphones da Samsung, provavelmente em fevereiro. Como revelamos aqui no Tecnoblog, o Galaxy S26 Ultra foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.

Um segundo modelo de fones, mais barato e com menos recursos (e sem o sufixo Pro), também deve ser lançado em conjunto, mas ainda não foi homologado pela Anatel.

Galaxy Buds 4 Pro vem aí: Samsung homologa fones para venda no Brasil

Galaxy Buds 3 Pro (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy Buds 4 Pro deve vir em três cores diferentes (imagem: reprodução/Android Authority)

Após alerta do Itaú, Anatel decide bloquear operadoras que facilitam spoofing

26 de Dezembro de 2025, 17:20
Ilustração de uma mão segurando um smartphone. A tela exibe uma chamada recebida, com a identificação de golpe. Na parte inferior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Golpistas usam spoofing para fingir ligar da central do Itaú (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel implementará regras rígidas contra operadoras que facilitam spoofing, bloqueando suas interconexões.
  • Empresas não poderão revender ou alugar números de telefone; centrais de atendimento devem contratar diretamente com operadoras.
  • Números de celular devem estar vinculados a um IMSI para evitar chamadas VoIP mascaradas.

A partir de 1º de janeiro, um novo despacho da Anatel prevê regras mais duras para as prestadoras de telefonia que facilitarem o chamado spoofing, técnica que adultera o número de origem de uma ligação telefônica. As empresas do setor poderão ser sancionadas com o bloqueio de suas interconexões. Na prática, elas ficam isoladas digitalmente, impedidas de completar ligações para clientes de outras operadoras.

O tema do spoofing ganhou destaque após um alerta emitido pelo banco Itaú nos últimos dias. Ele identificou que bandidos estavam utilizando os números oficiais, iniciados em 3004 ou 4004, para telefonar e enganar as vítimas em golpes bancários.

A nova sanção da Anatel tem prazo inicial de um mês e pode chegar a três meses em caso de reincidência. Para os clientes dessas empresas que forem flagrados cometendo a fraude, a regra é ainda mais rígida: a operadora deve rescindir o contrato e cortar o serviço imediatamente.

Despacho 978/2025 entra em vigor em 1º de janeiro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Cabe explicar aqui que existem muitas etapas entre o início de uma chamada telefônica e o fim dela, quando toca no telefone do destinatário final. A medida da Anatel foca nesta camada intermediária, pressionando as operadoras a fiscalizarem o tráfego que passa por suas redes.

Outro ponto do despacho nº 978/2025 tem a ver com empresas detentoras de números de telefone. Elas não poderão mais fazer a revenda, repasse, aluguel ou cessão dos chamados recursos de numeração, tendo em vista que isso é uma irregularidade. Com isso, as centrais de atendimento terceirizadas terão que contratar os recursos diretamente com as operadoras.”

Combate ao VoIP irregular

Outro detalhe técnico importante do despacho ataca uma tática comum para fazer você atender ligações de estranhos. A Anatel determinou que todo número de celular (SMP) deve estar obrigatoriamente vinculado a um IMSI — a identidade única que existe dentro de cada chip (SIM Card ou eSIM).

Na prática, isso visa impedir que softwares de computador (VoIP) gerem chamadas massivas mascarando-se com números móveis aleatórios (xx) 9xxxx-xxxx sem que exista um chip real por trás daquela linha. Para o consumidor, a medida tenta garantir que, se o identificador de chamadas mostra um número de celular, a origem seja de fato uma linha móvel rastreável, e não um robô operando de um servidor anônimo.

Após alerta do Itaú, Anatel decide bloquear operadoras que facilitam spoofing

Criminosos criaram rede de celular para enviar SMSs golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Despacho 978/2025 entra em vigor em 1º de janeiro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

26 de Dezembro de 2025, 10:40
Poco F8 Pro tem 8 milímetros de espessura (imagem: divulgação)
Resumo
  • A bateria do Xiaomi Poco F8 Pro, de 6.210 mAh, foi homologada pela Anatel.
  • O smartphone possui SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite, 12 GB de RAM, até 512 GB de armazenamento e Android 16 com HyperOS 3.
  • A fabricante chinesa aguarda homologação do smartphone, que, por enquanto, não tem data de chegada ao Brasil.

A Xiaomi prepara a vinda do Poco F8 Pro para o mercado brasileiro. A bateria do modelo, de código BM6M, já está homologada pela Anatel, indicando que a certificação do restante do aparelho não deve tardar a ocorrer.

O certificado, emitido no dia 19 de dezembro, foi solicitado pela DL Eletrônicos, que representa oficialmente a fabricante chinesa no Brasil. A documentação aponta que a bateria será utilizada no modelo 2510DPC44G, que corresponde ao Poco F8 Pro e que ainda não recebeu certificação da agência.

Bateria do Poco F8 Pro
Bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado da bateria do Poco F8 Pro
Certificado da bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria é fabricada pela Sunwoda, empresa chinesa especializada em baterias de íons de lítio, e aceita recarga de até 100 Watts, que a Xiaomi afirma ser capaz de recarregar de 0 até 100% em menos de 40 minutos.

O Poco F8 Pro foi lançado no final de novembro, em conjunto com seu “irmão maior”, o Poco F8 Ultra, oferecendo uma opção de menor custo para a linha Poco F8.

Close-up de mãos segurando o Poco F8 Ultra na horizontal, focando na textura azul que imita jeans e no detalhe prateado da câmera.
Poco F8 Ultra oferece traseira que imita jeans (imagem: divulgação/Poco)

Especificações do Poco F8 Pro

O Poco F8 Pro vem equipado com:

  • Tela AMOLED de 6,59 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz e revestimento em vidro Gorilla Glass 7i da Corning
  • Bordas em alumínio e traseira em vidro em três opções de cores (nada de imitação de jeans aqui)
  • SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite
  • Memória RAM de 12 GB, memória interna de 256 ou 512 GB
  • Sistema operacional Android 16 com HyperOS 3
  • Alto-falantes estéreo ajustados pela Bose
  • Três câmeras traseiras: principal de 50 megapixels com OIS e PDAF multi-direcional, teleobjetiva de 50 megapixels, PDAF multidirecional e 2,5x de zoom e ultrawide de 8 megapixels e ângulo de visão de 120 graus
  • Câmera frontal de 20 megapixels com foco fixo
  • Wi-Fi 7 dual-band, Bluetooth 5.4 com vários codecs de alta definição, GPS dual-band e NFC
  • Bateria de 6.210 mAh com recarga de até 100 Watts

Não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil, o que também depende da homologação do aparelho em si ser emitida pela Anatel. O Poco F8 Ultra também não está homologado.

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

Poco F8 Pro (imagem: divulgação)

Bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado da bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Poco)

Samsung prepara chegada do Galaxy A07 5G, com bateria graúda

24 de Dezembro de 2025, 11:37
(imagem: divulgação)
Galaxy A06 5G deve ganhar sucessor em breve, com bateria maior (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • O Galaxy A07 5G foi homologado pela Anatel. Ele possui bateria de 6.000 mAh, maior que a do Galaxy A06 5G.
  • O modelo mantém o SoC Dimensity 6300 da MediaTek com GPU Mali-G57 e 4 GB de RAM.
  • O carregador incluído é o EP-TA200 de 15 W com porta USB-A.

A Samsung realizou a homologação do Galaxy A07 5G no mercado brasileiro. O smartphone básico mantém a conectividade 5G na linha A e deve substituir o atual Galaxy A06 5G. Ele se destaca pela bateria de 6.000 mAh.

Seguindo a estrutura de numeração da Samsung, o modelo SM-A076M/DS é a variante 5G do Galaxy A07, que foi homologado pela Anatel na última sexta-feira (19). O que não segue a lógica é a bateria: ela tem o código LC-196 e está homologada pela Anatel desde o fim de outubro.

Ela terá capacidade nominal de 6.000 mAh, tamanho inédito em telefones da Samsung desde o lançamento do Galaxy M15 e M35. Ainda assim, a especificação fica abaixo de modelos de fabricantes chinesas, que adotaram a nova tecnologia de ânodos de silício-carbono para aumentar a densidade energética.

Certificado de homologação do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Bateria LC-196 do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Para recarregar, o modelo virá com o carregador EP-TA200 de 15 W (e porta USB-A) na caixa.

Quais as especificações do Galaxy A07 5G?

O Galaxy A07 5G deve manter a maioria das características de seu antecessor, especialmente o SoC, que deve continuar sendo o Dimensity 6300 da MediaTek, com dois núcleos ARM Cortex-A76 e seis núcleos Cortex-A55, acompanhados de uma GPU Mali-G57 de dois núcleos, também desenvolvida pela ARM. O surgimento do modelo no Geekbench praticamente confirma as especificações.

E, infelizmente, também deve manter a pior característica do Galaxy A06: o modelo de 128 GB deve continuar com 4 GB de RAM. A escassez de RAM no mercado, causada pelas empresas de inteligência artificial, não ajuda.

Mão segurando carregador de celular sobre fundo abstrato
Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

O lançamento ainda não tem data para acontecer, mas não deverá tardar, pois o produto também já foi certificado em outros países e páginas de suporte para o modelo já aparecem no site da Samsung em alguns países.

Parece que nem só de celulares topo de linha vive a Samsung.

Samsung prepara chegada do Galaxy A07 5G, com bateria graúda

Certificado de homologação do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

Jovi prepara outro celular misterioso no Brasil, desta vez com 7.200 mAh

18 de Dezembro de 2025, 17:21
Arte mostra três celulares Vivo Mobile, com o logo Jovi acima, de forma centralizada.
Jovi aposta no mercado brasileiro (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Jovi homologou uma bateria de 7.200 mAh na Anatel, fabricada pela Dongguan NVT Technology na China.
  • A bateria será usada no modelo J2506, montado em Manaus, com ânodos de silício-carbono.
  • O J2506 pode ser uma versão brasileira do Vivo Y400 5G, com SoC Snapdragon 4 Gen 2 e tela AMOLED 1080p.

A companhia chinesa Jovi continua se movimentando no mercado de smartphones brasileiro. A empresa homologou na Agência Nacional de Telecomunicações uma bateria que se destaca por ter 7.200 mAh. Este é o primeiro gesto para preparar a chegada do smartphone modelo J2506 por aqui.

O componente será fabricado pela Dongguan NVT Technology em duas unidades na China. Além dos 7.200 mAh típicos, ele possui 7.060 mAh nominais. Apesar disso, o aparelho no qual a bateria será incluída deve ser montado em Manaus, como indica o manual do aparelho incluso na certificação. O material foi visualizado em primeira mão pelo Tecnoblog.

Bateria BB45X de 7.200 mAh típicos
Bateria BB45X de 7.200 mAh típicos (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação da bateria BB45X da Jovi
Certificado de homologação da bateria BB45X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Graças as outras imagens constantes da homologação, sabemos que a bateria tem aproximadamente 10 cm de comprimento e 7 cm de largura, mais ou menos do tamanho típico de uma bateria de celular. Dada a grande capacidade, parece se tratar de uma bateria com ânodos de silício-carbono. A Jovi já utiliza baterias com esta tecnologia nos modelos V50 e V50 Lite.

O que é J2506?

Permanece o mistério de qual aparelho é o J2506. Assim como da outra vez, o número de modelo parece ser exclusivo para o Brasil, já que normalmente a fabricante usa códigos de modelo iniciados na letra V.

O V2506 corresponde ao Vivo Y400 5G, vendido na Índia com bateria de polímero de lítio tradicional de 6.000 mAh. Uma possibilidade é que o modelo seja uma versão brasileira do modelo indiano, com bateria de ânodos de silício-carbono.

Este produto tem SoC Snapdragon 4 Gen 2, memória RAM 8 GB e tela AMOLED 1080p. As especificações são de um produto básico, com o principal diferencial sendo a bateria, maior que a de seus principais concorrentes (como o Galaxy A17 5G).

Vivo Y400 5G na cor Glam White
Vivo Y400 5G na cor Glam White (imagem: divulgação)

A matriz Vivo Communication vende outros aparelhos com baterias de silício-carbono, mas nenhum deles é comercializado com 7.200 mAh. Alguns deles chegam perto disso: o iQOO Neo11 tem 7.500 mAh, enquanto Y4 5G e Y300 Pro+ usam baterias de 7.300 mAh.

Jovi prepara outro celular misterioso no Brasil, desta vez com 7.200 mAh

Parte da montagem do celular Jovi V5 Lite 5G será feita no Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bateria BB45X de 7.200 mAh típicos (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação da bateria BB45X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Vivo Y400 5G na cor Glam White (imagem: divulgação)

Carregador Samsung no estilo MagSafe é aprovado na Anatel

18 de Dezembro de 2025, 13:09
Conceito de carregador magnético produzido pela Samsung (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O carregador sem fio Samsung EP-P2900, homologado pela Anatel, suporta 25 W com padrão Qi2.
  • O design do EP-P2900 é redondo e magnético, similar ao MagSafe da Apple.
  • O carregador será produzido no Vietnã e deve ser lançado com a linha Galaxy S26 em 2026.

A Samsung continua preparando o lançamento da linha Galaxy S26 no Brasil: desta vez, um novo carregador sem fio foi homologado pela Anatel. O dispositivo, com código de modelo EP-P2900, deve suportar carregamento sem fio de 25 W utilizando o padrão Qi2, segundo o site WinFuture, que revelou a existência do modelo.

Durante os ensaios, o carregador de parede utilizado para alimentar o EP-P2900 foi o EP-T4511, na versão USB-C de 45 W, já utilizado pela Samsung e incluso em alguns notebooks da empresa.

Certificado de homologação do carregador EP-P2900
Certificado de homologação do carregador EP-P2900 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A documentação não deixa explícito se o acessório virá na caixa do produto, o que abre a possibilidade de não vir na caixa do smartphone, algo que já acontece com os atuais carregadores sem fio da Samsung.

O modelo deve ter um design redondo, similar ao MagSafe da Apple (que deu origem ao padrão Qi2) e conter ímãs para se prender à traseira do aparelho. Este modelo também está certificado no FCC, com o nome de Magnet Wireless Charger, que entrega a existência dos ímãs.

O carregador será produzido no Vietnã, em fábricas da própria Samsung e da empresa Haem Vina.

EP-P2900 deve ter formato circular, similar ao MagSafe do iPhone (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregamento mais rápido no S26

A homologação de novos carregadores, mais rápidos que os utilizados desde a linha Galaxy S10, lançada em 2019, parece indicar que a fabricante coreana finalmente deverá adotar carregamento mais veloz, um pedido antigo de clientes fiéis.

Outros fabricantes, especialmente os chineses, têm adotado velocidades de carregamento cada vez mais altas e também a nova tecnologia de baterias com ânodos de silício-carbono, que permite componentes com maior densidade energética.

Close-up da parte traseira de um smartphone Motorola Edge na cor Verde Sálvia/Cinzento, com acabamento texturizado e o logo da Motorola ao centro. O módulo de câmera quadrado exibe quatro lentes com anéis de destaque em tom Cobre/Laranja. O telefone está sobre uma superfície bege rústica, com um pedaço de tecido verde-acinzentado e um objeto dourado em segundo plano, e um cabo de carregamento conectado à parte inferior.
Motorola Edge 70 tem bateria com ânodos de silício-carbono e carregamento de até 68 Watts (imagem: divulgação/Motorola)

Não há previsão nem preços para o novo carregador, mas ele provavelmente será lançado juntamente da linha Galaxy S26, prevista para os primeiros meses de 2026.

Carregador Samsung no estilo MagSafe é aprovado na Anatel

Certificado de homologação do carregador EP-P2900 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

EP-P2900 deve ter formato circular, similar ao MagSafe do iPhone (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola garante até quatro anos de atualização do Android (imagem: divulgação/Motorola)

Anatel e Receita apreendem quase meio milhão de produtos em Santa Catarina

17 de Dezembro de 2025, 11:08
Galpão de armazenamento com dezenas de caixas e fardos envoltos em plástico, empilhados sobre pallets. Três homens, de costas, usam camisetas pretas com a inscrição “Fiscalização Federal Anatel” e observam a carga. Em primeiro plano, caixas menores numeradas; ao fundo, volumes maiores organizados em fileiras, indicando apreensão de mercadorias.
Volume apreendido é o maior desde o início de parceria entre Anatel e Receita (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anatel e Receita apreenderam 473.500 itens irregulares no Porto de Imbituba, divididos em dois contêineres.
  • Operação é a maior apreensão de produtos não homologados desde o início da parceria entre Anatel e Receita.
  • Ações visam garantir segurança das redes e impedir entrada de produtos não conformes no mercado.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Receita Federal apreenderam 473.500 itens irregulares no Porto de Imbituba, em Santa Catarina. Entre os produtos, estavam fones de ouvido, carregadores de celular, caixas de som e projetores Bluetooth.

Os equipamentos estavam distribuídos em dois contêineres. No primeiro, eram 130 mil unidades de 16 modelos distintos. No segundo, quase 350 mil de 10 modelos. Eles foram retidos no recinto alfandegário do porto.

Maior operação da história da parceria

Logotipo da Anatel com cidade no fundo
Anatel diz que ação visa garantir segurança do consumidor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a agência, a operação divulgada nesta quarta-feira (17/12) é a maior apreensão de produtos não homologados já registrada desde o início da parceria entre os dois órgãos. A inspeção foi solicitada por auditores da Receita e conduzida pela equipe de fiscalização da Anatel/SC.

A operação faz parte do Plano de Ação de Combate à Pirataria da Anatel. De acordo com as autoridades, já foram apreendidos, no total, aproximadamente 9 milhões de equipamentos em diversas fiscalizações.

Edson de Holanda, conselheiro da Anatel, ressalta a escolha pela fiscalização nos portos, onde as apreensões são mais expressivas. “Isso ocorre porque os volumes envolvidos são significativamente maiores, o que permite ações de fiscalização com alto impacto”, explica.

“Temos conseguido barrar cargas irregulares ainda na entrada do país, impedindo que produtos não conformes cheguem ao mercado nacional e gerem riscos ao consumidor, à concorrência leal e à arrecadação”, completa Holanda.

Anatel diz que combate à pirataria é questão de segurança

Em comunicado, a agência afirma que ações desse tipo visam “garantir a segurança das redes, proteger a integridade do ecossistema de telecomunicações e, principalmente, assegurar que apenas equipamentos devidamente homologados sejam disponibilizados ao consumidor brasileiro”.

Gesiléa Fonseca Teles, superintendente de fiscalização da Anatel, enfatiza que produtos como fones de ouvido e carregadores piratas representam riscos de choques elétricos e explosões, podendo expor até mesmo crianças e adolescentes.

Com informações da Anatel

Anatel e Receita apreendem quase meio milhão de produtos em Santa Catarina

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

17 de Dezembro de 2025, 10:34
Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Conectores do Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Parece déja vu: antes de um novo serviço ser lançado, equipamentos necessários para a prestação dele precisam ser homologados pela Anatel. Aconteceu com a Starlink e agora acontece com o Amazon Leo (antigo Kuiper): a agência aprovou o GGMA (Ground Gateway Modem Assembly), utilizado nas estações terrenas do vindouro provedor via satélite da Amazon, segundo documentos visualizados pelo Tecnoblog em primeira mão.

O equipamento GGMA não é o hardware que será utilizado pelos clientes finais do serviço, mas sim o que conectará os satélites, em órbita baixa, à internet.

Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Você não iria querer ele em casa mesmo: são 22 conectores diferentes, incluindo dois conectores para fibras ópticas de 100 Gigabits, além do peso de 11,3 Kg e das três ventoinhas para refrigeração.

O GGMA é responsável pelo processamento e controle dos transmissores utilizados nas estações terrenas do Amazon Leo, conectado aos LNBs e outros equipamentos que farão a transmissão e recepção dos sinais de internet.

Foguete decolando
Lançamento de foguete com satélite do antigo projeto Kuiper (foto: divulgação)

Lançamento deve ficar para 2026

O lançamento comercial do Amazon Leo deve ficar para 2026, graças uma parceria com a Sky, com cobertura inicialmente na região Sul do Brasil. A empresa já possui licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e de uso de satélites estrangeiros, necessárias para prestação do serviço no país.

Ainda não foram divulgadas datas exatas nem valores para o serviço, que deve rivalizar com a popular Starlink, do empresário Elon Musk.

Licença exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Licença de exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Lançamento de foguete com satélite do Projeto Kuiper (foto: divulgação)

Licença exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil

15 de Dezembro de 2025, 09:27
Cubot KingKong ES 3 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Cubot KingKong ES 3 possui bateria de 10.200 mAh e resistência militar com certificações IP68, IP69K e MIL-STD-810H.
  • O aparelho tem SoC Unisoc T615, 6 GB de RAM, 256 GB de armazenamento expansível, câmeras traseiras de 48 MP, 2 MP e 0,3 MP, e câmera frontal de 16 MP.
  • O modelo roda Android 15, suporta Wi-Fi 5, Bluetooth 5.0, NFC, e possui carregador de 33 W.

Celulares com baterias enormes não são exatamente uma novidade, mas infelizmente eles não costumam vir para o Brasil. Não mais: um smartphone com capacidade de 10.200 mAh acaba de passar pela homologação da Anatel, conforme documentos visualizados pelo Tecnoblog.

O telefone KingKong ES 3, da marca chinesa Cubot, praticamente repete a mesma capacidade de um powerbank tradicional.

Captura de tela do certificado de homologação do Cubot KingKong ES 3
Certificado de homologação do Cubot KingKong ES 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O modelo faz parte da linha KingKong, que oferece celulares robustos, e o ES 3 não deixa a edesejar: ele possui certificações IP68, IP69K e MIL-STD-810H, prometendo resistência a jatos de água, poeira e quedas.

Por dentro, o aparelho é mais modesto, utilizando o SoC T615 da Unisoc, que oferece apenas dois núcleos Cortex-A75 e seis núcleos Cortex-A55, combinados a GPU Mali-G57 da ARM. São 6 GB de RAM e 256 GB de memória interna, que pode ser expandida com cartão microSD.

Na traseira, três câmeras: uma principal de 48 megapixels com foco automático por detecção de fase, uma para fotos em macro de 2 megapixels com autofoco, e um sensor de profundidade, com resolução de meros 0,3 megapixel. Na frente, a câmera para selfies tem 16 megapixels e foco fixo.

O modelo roda o sistema operacional Android 15, além de ser capaz de Wi-Fi 5 (2,4 e 5 GHz, portanto), Bluetooth 5.0 e NFC. Sua conectividade com redes móveis está limitada até o 4G, nada de 5G aqui. Para carregar a enorme bateria, um carregador de 33 W virá na caixa do aparelho.

Powerbank Samsung EB-P3400 (Foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Este powerbank Samsung tem capacidade similar ao Cubot KingKong ES 3 (Foto: Lucas Lima/Tecnoblog)

Tudo isso torna o KingKong ES 3 pesadinho e grandinho: são 352 gramas e espessura de 15,3 milímetros.

Não há previsão de quando o modelo estará disponível no Brasil, e a bateria do modelo ainda precisa ser homologada, o que ainda impede a venda do aparelho no país.

Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil

Cubot KingKong ES 3 (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Cubot KingKong ES 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Powerbank Samsung EB-P3400 (Foto: Lucas Lima/Tecnoblog)

Anatel fecha rádio que interferia na comunicação entre pilotos e aeroporto

12 de Dezembro de 2025, 16:58
Logotipo da Anatel ao lado de uma antena de telecomunicações
Anatel interrompeu funcionamento de rádio por interferência (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel interrompeu a operação de uma rádio FM em Teresina (PI) devido à interferência nas comunicações de voo com o aeroporto da capital.
  • A agência utilizou estações de radiomonitoramento para identificar a fonte da interferência, que operava fora dos parâmetros técnicos ideais.
  • Em agosto, a Anatel já havia resolvido uma interferência semelhante na capital piauiense, sem necessidade de interrupção total da emissora.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou uma ação emergencial na última semana em Teresina, no Piauí, para garantir a segurança da aviação civil na região. A Superintendência de Fiscalização do órgão interrompeu o funcionamento de uma estação de rádio FM que causava interferências nos canais de comunicação de pilotos pela torre de controle do Aeroporto Senador Petrônio Portella, na capital.

O órgão tomou a medida após tentativas anteriores de resolver o problema de forma menos invasiva não surtirem efeito. Segundo a agência, a emissora — que operava regularmente — chegou a reduzir a potência do transmissor e adotar outras providências técnicas solicitadas pela fiscalização.

O sinal, no entanto, continuou a invadir as frequências aeronáuticas, mantendo o risco para as operações de pouso e decolagem. O superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles, explicou que a interrupção total foi a única solução viável diante da persistência da falha. A agência afirma que adotou a medida “para garantir a segurança da população”.

Como foi feita a detecção?

Foto da fachada do aeroporto de Teresina. Imagem tirada da rua mostra o letreiro que diz "Aeroporto de Teresina - Senador Petrônio Portella", em um fundo verde.
Sinal de rádio interferia na comunicação com operadores do aeroporto de Teresina (foto: reprodução/Alexandro Dias)

A ação contou com o suporte das estações de radiomonitoramento da agência, que monitoram o espectro para localizar emissões irregulares com precisão. Esses equipamentos vigiam o espectro radioelétrico e permitem que o órgão detecte sinais irregulares e localize com precisão a origem de emissões indevidas.

Em Teresina, a tecnologia identificou que a interferência provinha de uma fonte específica operando fora dos parâmetros técnicos ideais, “vazando” sinal para faixas de frequência vizinhas reservadas à aviação.

Em nota, Francisco José Matias, gerente da operação no Piauí, diz que o trabalho de monitoramento assegura a integridade das comunicações e a segurança dos usuários do transporte aéreo.

Capital piauiense já enfrentou mesmo problema

Esta não é a primeira vez que a Anatel precisa intervir na capital piauiense por motivos semelhantes. Em agosto deste ano, a agência já havia identificado e solucionado uma interferência crítica na frequência de 119,6 MHz, utilizada pela torre de controle do mesmo aeroporto.

Na ocasião, denúncias recebidas pelo sistema Anatel Consumidor apontaram falhas na comunicação do controle de aproximação. A fiscalização descobriu que o problema também era gerado por uma rádio licenciada.

Diferente do caso atual, naquela situação o problema foi resolvido com a troca do transmissor principal por um equipamento reserva e a redução de potência, sem a necessidade de tirar a emissora do ar permanentemente. O equipamento defeituoso foi enviado para revisão no fabricante.

Anatel fecha rádio que interferia na comunicação entre pilotos e aeroporto

Relatório da Anatel mostra aumento no consumo de dados móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Samsung revela seu primeiro carregador de 60 W

12 de Dezembro de 2025, 12:42
Imagem mostra um adaptador de energia da Samsung, de cor preta, sobre um fundo de cor branca.
Lançamento antecipa suporte a recargas mais rápidas no futuro Galaxy S26 Ultra (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • O novo carregador Samsung de 60 W suporta Super Fast Charging 2.0 e velocidades de recarga superiores a 45 W, antecipando mudanças nos smartphones futuros.
  • Ele está disponível em lojas na Europa, Peru e Oriente Médio, com preço sugerido de 53 euros, e já homologado pela Anatel para venda no Brasil.
  • O carregador utiliza USB-PD e PPS, oferece eficiência energética com Smart IC e proteção contra superaquecimento, sobrecorrente e curto-circuito.

A Samsung começou a vender um novo acessório que sinaliza uma mudança importante nas especificações técnicas dos futuros smartphones da empresa. Trata-se do Adaptador de Energia de 60 W (modelo EP-T6010NBEGWW), um carregador mais potente, com suporte à tecnologia Super Fast Charging 2.0.

O lançamento ocorre meses antes da previsão de chegada da linha Galaxy S26, indicando que o modelo Ultra deve ser finalmente o primeiro celular da empresa a ultrapassar a barreira dos 45 W de carregamento com fio. Essa marca tem sido o teto para os dispositivos premium da Samsung nas últimas gerações, enquanto concorrentes chineses já oferecem velocidades superiores.

Preço e disponibilidade

O produto, disponível somente na cor preta, já consta nas lojas oficiais da marca em países da Europa (como Áustria e Suécia), Peru e partes do Oriente Médio. No Velho Continente, o preço sugerido é de 53 euros (cerca de R$ 335 na cotação atual, sem impostos).

No Brasil, o carregador já passou pela homologação da Anatel. Isso significa que está apto para ser vendido.

Captura de tela mostra um documento de homologação da Anatel
Carregador foi homologado pela Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que muda nas especificações?

O novo carregador traz diferenças técnicas relevantes. Enquanto o antigo adaptador de 45 W (EP-T4511) limitava a entrega de energia, o novo acessório expande a capacidade utilizando padrões modernos.

Ele suporta protocolos USB-PD (Power Delivery) em 5 V, 15 V e 20 V, além do PPS (Programmable Power Supply), que permite ajustes finos de tensão com corrente de até 3 A.

Imagem mostra um adaptador de energia da Samsung, de cor preta, sobre um fundo de cor branca. Ele está à frente de um símbolo de escudo.
Adaptador suporta os padrões USB-PD e PPS para maior compatibilidade (imagem: divulgação/Samsung)

Outro foco é a eficiência energética, especialmente quando está ligado na tomada sem um aparelho conectado. O adaptador conta com tecnologia Smart IC, que reduz o consumo de energia em modo de espera para menos de 5 mW, atendendo a demandas globais por produtos mais sustentáveis.

A segurança também está reforçada: o projeto interno foi desenhado para operar com baixo nível de ruído elétrico e inclui proteções ativas contra superaquecimento, sobrecorrente e curto-circuito, garantindo a integridade tanto do carregador quanto do dispositivo conectado durante picos de energia ou falhas na rede elétrica.

Um carregador para tudo?

Imagem mostra a caixa branca de um adaptador de energia da Samsung de 60 watts. O logo da marca está centralizado na parte superior
Produto promete carregar celulares, tablets e notebooks da linha Galaxy Book (imagem: divulgação/Samsung)

A empresa anuncia o adaptador como um hub de energia versátil, capaz de carregar desde wearables (relógios e fones de ouvido) até tablets e notebooks, unificando o ecossistema Galaxy. Atualmente, a linha de tablets Galaxy Tab S ainda está limitada ao carregamento de 45 W, mas isso pode mudar em futuras gerações.

Já no segmento de computação, embora os notebooks Galaxy Book venham geralmente com carregadores de 65 W na caixa, o novo adaptador de 60 W oferece potência suficiente para mantê-los operacionais, servindo como uma opção compacta para viagens.

Samsung revela seu primeiro carregador de 60 W

Carregador já foi homologado pela Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy S26: Samsung homologa primeira bateria no Brasil

11 de Dezembro de 2025, 09:48
Samsung homologa a bateria EB-BS942ABY (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo
  • A Samsung iniciou a homologação da bateria do Galaxy S26 na Anatel, com capacidade nominal de 4.175 mAh.
  • A bateria modelo EB-BS942ABY é destinada ao Galaxy S26 Pro e pode ser fabricada na Coreia do Sul, Vietnã, China e Manaus.
  • O lançamento do Galaxy S26 pode ocorrer em fevereiro, com a certificação completa prevista para dezembro.

A Samsung iniciou os processos para vender a futura linha Galaxy S26 no Brasil. É o que revela a homologação da bateria modelo EB-BS942ABY, desenvolvida pela Samsung SDI e certificada no país a pedido da Samsung Eletrônica da Amazônia. A homologação foi emitida pela Agência Nacional de Telecomunicações nesta terça-feira (9) e nós já pudemos visualizar o documento.

O componente possui capacidade nominal de 4.175 mAh, ou seja, maior que a bateria do Galaxy S25 e menor que do Galaxy S25 Plus. Acredita-se que ela terá 4.300 mAh típicos. Vazamentos recentes indicam que esta peça iria para o suposto Galaxy S26 Pro, que deve ser o smartphone mais barato da nova geração.

Como de costume, a bateria poderá ser fabricada em várias partes do mundo, incluindo Coréia do Sul, Vietnã e China, além de três fábricas em Manaus.

O que será a versão Pro?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Evento Unpacked pode ficar para fevereiro de 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O código de modelo da bateria aparenta entregar que o componente será mesmo para um novo membro da linha S26, já que as baterias da Samsung tipicamente seguem uma numeração similar ao do modelo em que vem instaladas: o Galaxy S25 “base” tem código de modelo SM-S931 e usa a bateria EB-BS931ABY. A bateria recém-homologada indica a existência de um modelo SM-S942 – o tal do Galaxy S26 Pro, conforme os rumores.

A certificação da bateria é apenas um dos passos necessários para a venda no Brasil, já que o aparelho em si também precisa de certificação, assim como os outros membros da família S26 e suas respectivas baterias. A linha S da Samsung costuma ter seus lançamentos no início do ano, e as certificações no Brasil costumam vir em dezembro, à tempo do lançamento.

Ainda não se sabe quando a Samsung vai apresentar o Galaxy S26. Nos últimos anos, o evento Unpacked tem sido realizado em janeiro nos Estados Unidos. Há indícios, porém, de que a gigante sul-coreana tem planos de mexer no calendário e empurrar o anúncio global para fevereiro.

Galaxy S26: Samsung homologa primeira bateria no Brasil

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

App da Anatel traz selos que informam qualidade das operadoras no Brasil

4 de Dezembro de 2025, 12:37
Aplicativo Anatel Qualidade
Aplicativo Anatel Qualidade (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Aplicativo Anatel Qualidade avalia serviços de telefonia fixa, celular e banda larga no Brasil, usando selos de A (melhor) a E (pior);
  • As avaliações são baseadas em indicadores técnicos, satisfação do consumidor e número de queixas;
  • O aplicativo está disponível gratuitamente para Android e iPhone e inclui informações sobre cobertura de redes 5G e 4G, e teste de velocidade da internet.

Anatel Qualidade. Esse é o nome do aplicativo que a Agência Nacional de Telecomunicações liberou recentemente para informar ao consumidor os indicadores de qualidade de serviços de telefonia móvel, telefonia fixa e banda larga fixa oferecidos em todo o Brasil.

Os indicadores são informados na forma de selos que exibem notas que vão de A (melhor qualidade) a E (pior qualidade). Isso significa que, quanto mais próximo determinada operadora estiver da nota A, maior é o seu nível de qualidade de serviço na região pesquisada. O desejável é o selo A, obviamente, por expressar a melhor avaliação.

Além de selos que avaliam operadoras no âmbito municipal (nem todas as cidades apresentam avaliações, porém), é possível buscar indicadores por estado ou mesmo em nível nacional.

As avaliações municipais são definidas com base em indicadores técnicos de redes e de atendimento. Já os selos estaduais e nacionais consideram os níveis de satisfações dos consumidores e o número de queixas de cada operadora na própria Anatel.

Para fins de padronização, os selos seguem os termos do Regulamento de Qualidade dos Serviços de Telecomunicações (RQUAL), que tem justamente o objetivo de uniformizar as regras de qualidade da telefonia fixa, da telefonia móvel e da banda larga fixa.

Vivo, Claro e TIM não têm nota A em telefonia móvel no âmbito nacional
Vivo, Claro e TIM não têm nota A em telefonia móvel no âmbito nacional (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O aplicativo faz parte da campanha “Qualidade na palma da mão!”, criada pela Anatel para tornar os cidadãos mais bem informados sobre a qualidade dos serviços de telecomunicações disponíveis em território nacional.

Em linhas gerais, o Anatel Qualidade tem o propósito de ajudar o usuário a comparar serviços de telecomunicações onde mora ou trabalha, a fim de escolher a melhor operadora para as suas necessidades.

A Anatel menciona quatro benefícios dos selos:

  • facilitam a comparação entre operadoras de forma simples;
  • ajudam a identificar diferenças de desempenho em municípios e estados;
  • subsidiam o acompanhamento da Anatel e o direcionamento de ações regulatórias;
  • incentivam a competição entre as operadoras, promovendo a melhoria contínua do serviço.

Onde baixar o app Qualidade Anatel?

O Qualidade Anatel está disponível para Android e iPhone, gratuitamente.

Além dos selos de qualidade das operadoras, o app dá informações sobre a cobertura de redes 5G e 4G pelo Brasil, bem como fornece acesso rápido ao teste de velocidade de internet oferecido pela própria Anatel.

A agência promete atualizar os selos de qualidade anualmente, sempre levando em consideração os resultados apurados no ano anterior.

App da Anatel traz selos que informam qualidade das operadoras no Brasil

Aplicativo Anatel Qualidade (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vivo, Claro e TIM não têm nota A em telefonia móvel no âmbito nacional (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Anatel: 20,5% dos produtos fiscalizados na Black Friday eram irregulares

2 de Dezembro de 2025, 14:54
Imagem mostra caixas lacradas em um galpão com o logo da Anatel
Operação da Anatel recolheu 4.226 produtos irregulares na Black Friday (imagem: reprodução/Anatel)
Resumo
  • Anatel reteve 4.226 produtos irregulares em centros da Shopee, Amazon e Mercado Livre durante a Black Friday.
  • A operação ocorreu em Araucária (PR), Brasília (DF) e Franco da Rocha (SP), com apoio da Receita Federal e foco em combate ao contrabando.
  • A quantidade de produtos barrados diminuiu em relação a 2024, quando 22 mil itens foram impedidos de venda.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou hoje (02/12) o resultado da Operação Produto Legal, realizada em meio à Black Friday. A agência verificou itens vendidos durante o período de promoções e constatou que 20,52% apresentavam algum tipo de irregularidade. Em números absolutos, são 4.226 produtos entre os 20.591 averiguados em centros de distribuição da Shopee, Amazon e Mercado Livre.

A ação ocorreu entre domingo (30/11) e segunda-feira (01/12), em unidades localizadas em Araucária (PR), Brasília (DF) e Franco da Rocha (SP). O levantamento identifica uma tendência de queda em relação a 2024, quando cerca de 22 mil produtos foram barrados pela Anatel em operação similar.

Percentual alto, mas menor que o do ano passado

Segundo a Anatel, a operação teve como foco reforçar os padrões mínimos de segurança definidos pela agência e coibir práticas ligadas a contrabando e descaminho — ponto de atenção também da Receita Federal, parceira na iniciativa.

Entre os itens retidos, havia carregadores, câmeras sem fio, dispositivos de rede, transceptores, power banks, TV Boxes e smartwatches. Do total de produtos que tiveram a venda impedida, 2.569 estavam no Mercado Livre, 1.325 na Shopee e 332 na Amazon.

O percentual ainda é alto, mas o número absoluto caiu significativamente em comparação a 2024 (22 mil). Para a Anatel, parte dos avanços se deve ao uso de ferramentas de inteligência artificial para rastreamento de anúncios irregulares.

Desde o ano passado, a agência utiliza o Regulatron, sistema desenvolvido para automatizar a coleta e análise de informações em marketplaces, o que teria tornado o processo de fiscalização mais eficiente.

Ilustração mostra uma lupa sobre um celular com o marketplace aberto, indicando pesquisa de produtos
Anatel encontrou dispositivos não homologados em marketplaces (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Com o avanço dessas operações e o uso de inteligência artificial, o setor de telecomunicações dá um passo importante para fortalecer a segurança do consumidor e a integridade das redes no Brasil, trazendo impactos positivos para o mercado e para toda a sociedade”, afirmou o conselheiro da Anatel Edson Holanda.

Em comunicado, a agência reforçou que consumidores devem sempre conferir o código de homologação antes da compra e, caso recebam um produto irregular, pedir troca, devolução ou registrar uma denúncia nos canais oficiais.

Anatel: 20,5% dos produtos fiscalizados na Black Friday eram irregulares

Marketplace é seguro? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

1 de Dezembro de 2025, 10:43
Ilustração mostra o número "5" e a letra "G" ao centro, em fonte de cor branca. Ao fundo, roxo e azul, está pontos de conexão brancos. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Base de usuários cresceu 50% nos últimos 12 meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O 5G representa 20,4% dos acessos móveis no Brasil, com 55,1 milhões de linhas ativas, segundo dados da Anatel.
  • Vivo lidera com 22,1 milhões de clientes 5G e 6 milhões de novos clientes em 2025, seguida por Claro (5,8 milhões) e TIM (3,1 milhões).
  • Segundo a Teleco, o crescimento do 5G ainda é mais lento que o do 4G no mesmo período de lançamento.

A Anatel divulgou o balanço mensal dos serviços de telecomunicações referente a outubro de 2025, indicando que a tecnologia 5G superou a marca de 20% de participação no mercado brasileiro. Conforme os dados validados pela agência junto às prestadoras, o país encerrou o mês com mais de 55,1 milhões de linhas ativas na nova tecnologia, representando 20,4% do total de acessos móveis no país.

Ao desconsiderar os acessos máquina a máquina (M2M) — utilizados para automação e Internet das Coisas (IoT), como máquinas de cartão de crédito —, a penetração do 5G é maior, alcançando 25,4% das linhas. O crescimento da base, por sua vez, foi de 50% nos últimos 12 meses, com 18,3 milhões de novos acessos no período.

No cenário competitivo entre as grandes operadoras, a Vivo consolidou sua liderança no segmento. A empresa, que assumiu o topo do ranking em junho de 2024, registrou 22,1 milhões de celulares 5G em outubro de 2025. A operadora também liderou em adições líquidas no acumulado do ano, com 6 milhões de novos clientes na tecnologia, seguida pela Claro (5,8 milhões) e pela TIM (3,1 milhões).

Crescimento do 5G é mais lento que o do 4G

Imagem mostra duas torres de telefonia. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Custo dos smartphones ainda impacta migração de usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar dos números indicarem expansão, a curva de adoção do 5G no Brasil ocorre em um ritmo mais lento do que o registrado pelo 4G no mesmo intervalo de tempo. Segundo a Teleco, empresa especializada em telecomunicações, a principal razão é o preço dos smartphones compatíveis com a tecnologia.

Enquanto o 4G se beneficiou de uma queda nos valores dos aparelhos no ciclo inicial, o 5G ainda enfrenta barreiras de entrada para o consumidor de baixa renda. Além disso, a média mensal de adições líquidas de celulares 5G ao longo de 2025, fixada em 1,5 milhão, apresentou uma leve redução em comparação à média de 2024, que foi de 1,6 milhão por mês.

Essa desaceleração confirma a dificuldade de manter o ritmo de crescimento sem a democratização do acesso aos dispositivos.

Disponibilidade de rede

Outro fator relevante para a consolidação da tecnologia ainda é a infraestrutura. Dados da OpenSignal indicam que, em janeiro de 2025, a proporção de tempo que um usuário permanecia conectado ao 5G era de apenas 13%.

Para que a cobertura e a disponibilidade aumentem, especialistas do setor apontam a necessidade de liberar e utilizar frequências mais baixas, como as faixas de 600 MHz e 700 MHz, que possuem maior alcance de propagação de sinal, facilitando a cobertura em áreas internas e periféricas.

Mantidas as tendências atuais observadas até outubro, a Teleco projeta que o Brasil deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 59 a 60 milhões de celulares 5G. Para o fim de 2026, a estimativa é que a base alcance a marca de 80 milhões de acessos.

Com informações da Anatel

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G poderá ser ativado em mais cidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G dobrou de tamanho no Brasil em 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola já pode vender o ultrafino Edge 70 no Brasil

26 de Novembro de 2025, 11:42
Diagrama de desmonte explosivo de um smartphone Motorola, mostrando suas camadas em uma vista lateral. De cima para baixo, são mostrados: a tela, a moldura lateral (na cor verde) com botões, os componentes internos (placa e circuito) e, por fim, a tampa traseira (também verde), destacando o módulo de câmera com anéis em tom Cobre.
Motorola Edge 70 tem 5,99 milímetros de espessura (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • O Motorola Edge 70, com espessura de 5,99 mm, foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O smartphone ultrafino possui bateria de 4.800 mAh com ânodos de silício-carbono e é equipado com SoC Snapdragon 7 Gen 4.
  • Por enquanto, não há data de lançamento ou preço definidos, mas o aparelho é vendido na Europa por 799 euros (cerca de R$ 5 mil).

O smartphone ultrafino da Motorola já pode ser vendido no Brasil: o Motorola Edge 70 foi homologado pela Anatel nessa segunda-feira (24/11) e com isso tem a venda autorizada no mercado nacional. O destaque do aparelho, lançado no início deste mês no exterior, é a espessura de apenas 5,99 mm em seu ponto mais fino.

A bateria do modelo fininho também chama a atenção: com 4.800 mAh, ela utiliza ânodos de silício-carbono, o que aumenta a densidade energética em relação às baterias de polímero de lítio, tradicionalmente utilizadas em smartphones.

Certificado de homologação do Edge 70
Certificado de homologação do Motorola Edge 70 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Assim como a maioria dos smartphones da fabricante, o modelo poderá ser fabricado na China, em Wuhan, e pela fábrica da Flex (antiga Flextronics) em Jaguariúna, no interior do estado de São Paulo, local onde a produção dos aparelhos da empresa vendidos no Brasil é geralmente feita.

O documento de homologação obtido pelo Tecnoblog também entrega que o modelo virá com o carregador MC-687N de 68 W na caixa, ao contrário do que ocorre em outros mercados.

O celular utiliza o SoC Snapdragon 7 Gen 4 da Qualcomm, acompanhado de 12 GB de memória RAM e duas opções de memória interna: 256 GB ou 512 GB de armazenamento.

O Edge 70 também conta com Wi-Fi 7 tri-band, permitindo o uso de canais de 320 MHz na faixa de 6 GHz, além de Bluetooth 5.4 e NFC.

A bateria é um dos destaques do aparelho. Com número de modelo SE48, ela poderá ser fabricada pela Zhuhai CosMX ou pela ATL/Amperex, ambas empresas chinesas.

O Motorola Edge 70 possui duas câmeras traseiras de 50 MP: a principal, com abertura de f/1,8 e estabilização óptica (OIS), e uma ultra-wide com ângulo de visão de 120 graus, também capaz de macro, já que possui auto-foco, além de um terceiro sensor utilizado como detector de luz. A câmera frontal também tem 50 MP, abertura de f/2,0 e foco fixo.

O celular mantém a parceria da fabricante com a Pantone e será oferecido em três cores: Gadget Gray (cinza), Lily Pad (verde acinzentado) e Bronze Green (verde).

Ângulo superior de três smartphones Motorola Edge alinhados diagonalmente sobre um fundo em tom Laranja Queimado. As cores dos telefones são, da frente para trás: Verde Sálvia/Cinzento com anéis de câmera laranja-cobre; Cinza Escuro com anéis azuis; e Verde Floresta Escuro com anéis amarelo-esverdeados, cada um com o logo da Pantone na parte inferior traseira.
Motorola Edge 70 tem câmera principal de 50 MP (imagem: divulgação/Motorola)

Qual o preço e disponibilidade?

Por enquanto, não há preço ou uma data exata de quando o Motorola Edge 70 será lançado no Brasil. A homologação, porém, indica que a chegada do aparelho não deve demorar.

Lá fora, o smartphone é vendido por 799 euros (cerca de R$ 5 mil, em conversão direta) na versão com 512 GB de armazenamento.

Motorola já pode vender o ultrafino Edge 70 no Brasil

💾

Smartphone fininho foi homologado pela Anatel e agora pode ser comercializado no país. Motorola Edge 70 traz bateria de 4.800 mAh e chip Snapdragon 7 Gen 4.

Certificado de homologação do Edge 70 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola Edge 70 (imagem: divulgação/Motorola)

A nova arma da Anatel contra os celulares irregulares

26 de Novembro de 2025, 10:10
Fundo com caveiras em vermelho, em frente espalhados pela imagem diversos smartphones de marcas como Realme, Samsung, Asus e Motorola
Smartphones irregulares custam 40% menos do que os oficiais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel firmou aliança com a Receita Federal para combater celulares irregulares, utilizando o Siscomex para interceptar cargas sem homologação nos portos.
  • Em 2023, o Brasil registrou 5,5 milhões de celulares irregulares, representando 21% do mercado e uma perda de R$ 2 bilhões em arrecadação.
  • O ato nº 18.086, assinado por Vinícius Caram, atualiza regras de importação, entrando em vigor em 25 de maio de 2026, com foco em integração de dados e fiscalização.

A Anatel deu mais um passo para endurecer o combate aos celulares irregulares, desta vez por meio de uma aliança com a Receita Federal. A agência passará a utilizar um sistema específico que permite visualizar cargas ainda nos portos, antes do desembaraço aduaneiro. Trata-se de um “upgrade” para a atuação dos fiscais, que poderão interceptar itens sem homologação Ele se chama Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

Este era um dos objetivos do presidente Carlos Baigorri. Em março de 2024, ele me disse numa entrevista exclusiva que seria possível direcionar as equipes de fiscalização. Em outras palavras, os smartphones do mercado paralelo serão interceptados pela Anatel antes de serem entregues às lojas.

O foco é estancar o mercado cinza. Dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) indicam que o Brasil bateu recorde de celulares irregulares em 2023. Já no ano passado houve a primeira queda em quatro anos, com 23% do mercado correspondendo a itens sem homologação ou certificação.

Novo ato administrativo

O Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vinícius Caram, assinou nesta terça-feira (25) o ato número 18.086. O documento aprova o procedimento operacional para o tratamento administrativo das importações e adequa as regras à Declaração Única de Importação (DUIMP).

Pelo novo texto, a fiscalização cobrirá quatro finalidades de importação de produtos de telecomunicações:

  • Comercialização
  • Uso próprio
  • Amostras para avaliação de conformidade
  • Demonstração de produtos

A norma revoga o ato nº 4.521, de 2021, atualizando as exigências para que a homologação da Anatel seja verificada de forma automatizada e precisa nos campos do sistema de comércio exterior.

Próximos passos

Homem concede entrevista enquanto repórteres gravam com celulares
Anatel é presidida por Carlos Baigorri (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da assinatura do ato, o mercado e os órgãos fiscalizadores terão um período de adaptação técnica e operacional. A norma entra em vigor oficialmente em 25 de maio de 2026.

Até lá, a Superintendência de Fiscalização trabalhará em conjunto com a Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior para implementar o acesso aos dados. A integração era uma prioridade articulada pelo conselheiro Artur Coimbra, que formalizou o pedido à Receita em janeiro de 2024, após obter anuência do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O que é Siscomex?

O Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) é a ferramenta administrativa que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior no Brasil. Criado por decreto em 1992, informatizou os controles governamentais que antes eram feitos por meio de diversos formulários em papel.

O sistema funciona como um fluxo único de informações: o exportador ou importador insere os dados da operação uma única vez, e todos os órgãos envolvidos (como Receita Federal, Anatel, Anvisa e Ministério da Agricultura) têm acesso conforme suas competências. É através dele que o governo monitora o que entra e sai do país, garantindo o recolhimento de impostos e o cumprimento de normas sanitárias e técnicas.

A nova arma da Anatel contra os celulares irregulares

Smartphones irregulares custam 40% menos do que os oficiais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel é presidida por Carlos Baigorri (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Rival brasileiro do Flipper Zero arrecada mais de R$ 800 mil no Kickstarter

25 de Novembro de 2025, 16:35
Alt text sugerido:

Mão segura um dispositivo eletrônico roxo, portátil, com tela colorida e botão circular tipo joystick. Na tela aparece a interface “WiFi Analyzer”, com gráficos em formato de picos multicoloridos e indicação de rede. A pessoa usa uma pulseira vermelha no pulso, e o fundo é um piso cinza desfocado, em ambiente interno.
High Boy é roxo e tem tamanho portátil (imagem: divulgação)
Resumo
  • O High Boy, criado por quatro estudantes brasileiros, arrecadou mais de R$ 800 mil no Kickstarter, superando em vinte vezes a meta inicial de US$ 7 mil.
  • O aparelho, inspirado no Flipper Zero, possui Wi-Fi integrado e é open source, com foco na comunidade latino-americana.
  • A Anatel pode apresentar desafios regulatórios, mas a High Code está preparando um setor jurídico para lidar com isso em 2026.

O High Boy é um aparelho para explorar (e hackear) diversas formas de conexão sem fio, como Wi-Fi e Bluetooth. Idealizado por quatro estudantes brasileiros, o produto tem inspiração no Flipper Zero, que ficou famoso por clonar NFC e RFID — e acabou proibido pela Anatel.

O aparelho está em fase de arrecadação na famosa plataforma Kickstarter. Até agora, ele tem feito sucesso, com mais de US$ 150 mil arrecadados (cerca de R$ 806 mil, em conversão direta). Isso representa um valor vinte vezes maior que a meta dos criadores, que era de US$ 7 mil (R$ 37 mil).

O grupo fundou a empresa High Code. Apesar de serem quatro brasileiros, a companhia tem sede em Montana, nos Estados Unidos, para viabilizar a logística internacional.

No Kickstarter, o aparelho é vendido com 25% de desconto e sai por US$ 120 (aproximadamente R$ 645). O prazo estimado para entrega é julho de 2026.

High Boy quer ser melhor que o Flipper Zero

Ainda que o aparelho laranjinha, que ficou famoso em 2022, seja a principal referência, o grupo brasileiro quer que o High Boy seja melhor que o Flipper Zero.

Dispositivo eletrônico branco e laranja Flipper Zero sobre mesa clara, cercado por ferramentas e componentes eletrônicos, como chaves de fenda, cabos coloridos, placas de circuito e um lápis. Na tela laranja aparece um desenho de golfinho, além do indicador de bateria “100%”. O nome “FLIPPER” está impresso na lateral, e há um cartão microSD parcialmente inserido.
Flipper Zero ficou conhecido como “Tamagotchi” hacker (imagem: divulgação)

Joje Mendes, da High Code, explica ao Tecnoblog que há três diferenças importantes entre os produtos. O primeiro item é o Wi-Fi integrado, que funciona tanto em 2,4 GHz quanto em 5 GHz — no Flipper Zero, isso depende de um módulo vendido separadamente.

Outro ponto é a comunidade, com foco no público latino-americano, especialmente brasileiro. “Mas abraçaremos todo mundo que quiser entrar na comunidade, não importa de onde”, diz Mendes. Para isso, o High Boy será open source.

Por fim, o grupo quer implementar a tecnologia LoRa, que tem longo alcance e é usada na Internet das Coisas, um recurso que o Flipper Zero não tem.

Mendes garante que não se trata de um produto projetado por outra empresa e apenas revendido, sendo a filosofia open source de hardware e software uma prova disso. “Publicamos todo o esquema elétrico da placa (PCBs) e código-fonte”, explica.

Na ficha de especificações técnicas, o High Boy lista NFC, RF sub-GHz, Bluetooth Low Energy (BLE), infravermelho e Wi-FI, além de entrada para cartões microSD e acessórios GPIO. E assim como o Flipper Zero, que usa um golfinho na interface, o aparelho brasileiro terá seu mascote: um polvo roxo chamado Octobit.

Dispositivo eletrônico roxo apoiado sobre superfície azul, cercado por placas de circuito verde. A tela exibe uma interface em preto e branco com ilustração de um polvo e o nome “OCTOBIT”, além de ícones e indicador de bateria “100%”. O aparelho tem botão direcional circular e um botão menor ao lado, com acabamento fosco e levemente gasto.
Octobit é o mascote da interface (imagem: divulgação)

E a Anatel?

O Flipper Zero caiu em desgraça com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ela considerou que Flipper Zero poderia ser usado para fins ilícitos e facilitaria a ocorrência de crimes. O órgão regulatório barrou encomendas do produto, apreendeu cargas e mandou de volta aos remetentes. Além disso, a agência se recusou a certificar o aparelho.

E não foram só as autoridades brasileiras que se posicionaram contra o Flipper Zero. O Canadá baniu o aparelho, e a Amazon proibiu as vendas do aparelho.

Print do site do Flipper Zero. Informa que "infelizmente, nossos distribuidores ainda não enviam o Flipper Zero para o Brasil. Tente outros países".
Loja oficial informa que Flipper Zero não pode ser enviado para o Brasil (imagem: reprodução/Tecnoblog)

Mendes diz que há um setor jurídico trabalhando para lidar com essa parte regulatória no início de 2026 — até porque o foco da High Code é o mercado nacional.

“Nós vetamos e desincentivamos qualquer uso ilegal ou irregular do High Boy”, explica Mendes. “O nosso foco é na educação e na tecnologia open source.”

Rival brasileiro do Flipper Zero arrecada mais de R$ 800 mil no Kickstarter

Flipper Zero (Imagem: Reprodução / Flipper Zero)

Octobit é o mascote da interface (imagem: divulgação)

Loja oficial informa que Flipper Zero não pode ser enviado para o Brasil (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Microsoft e Asus revelam preços dos novos portáteis no Brasil

20 de Novembro de 2025, 12:14
Imagem em plano central de um console de videogame portátil, tipo PC gamer, na cor branca e cinza. O console tem uma tela central que exibe um fundo escuro com o logotipo da ROG (Republic of Gamers) e o logotipo do Xbox lado a lado, separados por uma barra. Na parte inferior da tela, está o texto "ROG"
ROG Xbox Ally vai custar R$ 5.998 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O ROG Xbox Ally chega ao Brasil por R$ 5.998, enquanto o ROG Xbox Ally X custará R$ 9.998.
  • A pré-venda começa em 21 de novembro às 10h, no site da Asus e nos varejistas Amazon e Mercado Livre.
  • O ROG Xbox Ally será uma versão voltada para custo-benefício, enquanto o ROG Xbox Ally X mira o público entusiasta.

É oficial: Asus e Microsoft revelaram os preços dos novos portáteis ROG Xbox Ally no Brasil. A versão padrão custará R$ 5.998, enquanto o ROG Xbox Ally X, mais robusto, chega por R$ 9.998.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog, os consoles foram homologados pela Anatel entre o fim de outubro e começo de novembro. Ambos poderão ser adquiridos em pré-venda a partir desta sexta-feira (21/11), às 10h (horário de Brasília). Eles serão vendidos no site da Asus e nos varejistas parceiros Amazon e Mercado Livre.

A linha combina o hardware da família ROG com o Windows 11, em uma nova interface desenvolvida pelo Xbox para portáteis, e chega oficialmente ao país cinco meses depois de ser anunciada.

A nova versão do console é também uma resposta direta ao sucesso da Valve com o Steam Deck. Há alguns dias, a dona do Steam revelou sua nova Steam Machine, que gerou um frisson na comunidade gamer.

O que muda entre os consoles?

Close-up de uma mão segurando um console de videogame portátil preto (tipo ROG Ally). Um dedo pressiona o botão de função superior ao lado de um joystick com um anel de luz verde e amarela.
ROG Xbox Ally X chegará ao Brasil por R$ 9.998 (imagem: divulgação)

As principais diferenças entre os portáteis estão no hardware. O ROG Xbox Ally, vendido na cor branca, é o modelo oferecido como custo-benefício. Ele vem equipado com chip AMD Ryzen Z2 A, 16 GB de memória RAM, 512 GB de armazenamento e bateria de 60 Wh, pesando 670 gramas.

Já o ROG Xbox Ally X, de cor preta, é o modelo para entusiastas. O console traz Ryzen AI Z2 Extreme, 24 GB de RAM, 1 TB de armazenamento e pesa 715 gramas. Também oferece suporte a Thunderbolt 4 em uma das portas USB-C.

A primeira versão do ROG Ally X foi lançada pela Asus em 2023, ainda sem a parceria com a Microsoft. O dispositivo chegou ao país por R$ 7.999, e nós fizemos um teste completo do produto:

Microsoft e Asus revelam preços dos novos portáteis no Brasil

💾

ROG Xbox Ally e Xbox Ally X chegam ao país por R$ 5.998 e R$ 9.998. Pré-venda começa nesta sexta-feira (21).

ROG Xbox Ally (imagem: divulgação)

ROG Xbox Ally X (imagem: divulgação)

Anatel enquadra Vivo e dá 30 dias para mudanças na banda larga

19 de Novembro de 2025, 12:21
Vivo tem prazo de 30 dias para fazer adequações (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel notificou a Vivo para regularizar ofertas de banda larga em 30 dias devido a práticas enganosas, como a inclusão de bônus que não garantem a velocidade anunciada.
  • A Vivo deve notificar clientes sobre a velocidade real contratada e proibir multas de fidelização em casos de rescisão de contrato.
  • A Anatel exige um relatório da Vivo em 5 dias detalhando assinantes afetados e valores de velocidade real, sob risco de sanções.

A Anatel notificou a Vivo nesta quarta-feira (19/11), exigindo a regularização de ofertas de banda larga fixa num prazo de 30 dias. A fiscalização da agência identificou problemas de transparência e apontou que as atuais estratégias de marketing e contratos podem induzir o consumidor ao erro. Conforme revelado pelo Tecnoblog em primeira mão, ainda em setembro, os novos planos de fibra ótica são compostos majoritariamente por bônus.

Por exemplo, a Anatel cita o plano Vivo Fibra 600 Mega. Nele, a velocidade formalmente contratada é de somente 0,172 Mb/s — menos de 1% do total anunciado. O restante (599,828 Mb/s) é classificado como “gratificação promocional”.

Essa prática permite à operadora retirar o bônus em caso de inadimplência. Para a Anatel, isso configura suspensão parcial indevida. A regulamentação exige notificação prévia e um prazo mínimo de 15 dias de atraso no pagamento antes de qualquer corte.

Trecho do Despacho Decisório nº 74/2025 (imagem: reprodução)
Trecho do Despacho Decisório nº 74/2025 (imagem: reprodução)

A medida, oficializada no Despacho Decisório nº 74/2025, impõe um prazo de 30 dias para a empresa adequar suas práticas ao novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), vigente desde 1º de setembro de 2025.

Resposta da Vivo

A Vivo declarou ao Tecnoblog que está avaliando a manifestação da Anatel e que as ofertas estão “estruturadas em estrita observância à legislação vigente, incluindo o Código de Defesa do Consumidor e os regulamentos da Anatel”. Também disse que atua para garantir a clareza das informações apresentadas aos consumidores.

Suspeita de fidelização oculta

Outra irregularidade apontada é a “adesão bonificada”. A operadora instituiu um modelo em que a taxa de instalação é parcelada em 12 vezes, mas o consumidor recebe isenção das parcelas enquanto mantiver o contrato ativo. Caso o cliente cancele o serviço antes desse período, a cobrança das parcelas restantes é ativada.

A Anatel entende que esse mecanismo atua como uma fidelização oculta, contornando as regras que exigem clareza nas cláusulas de permanência mínima.

Quais são as obrigações da Vivo?

Cabo Ethernet de internet (Imagem: mike gieson / FreeImages)
Decisão obriga empresa a reformular contratos e regras para cancelamento (imagem: Mike Gieson/FreeImages)

A determinação da Anatel impõe ações corretivas imediatas e retroativas aos contratos firmados sob essas condições. A Vivo fica proibida de somar bônus temporários ou condicionados à velocidade principal em seus anúncios e contratos. A velocidade real (em Mb/s ou Gb/s) deve ter destaque superior a qualquer gratificação promocional em todos os materiais publicitários.

A operadora deverá realizar uma notificação individual aos consumidores que contrataram planos de banda larga fixa a partir de 1º de setembro. Ela deve informar a velocidade real contratada e qual percentual corresponde ao bônus de adimplência. Além disso, a Anatel determinou a proibição de cobrança de multas de fidelização ou taxas referentes à “adesão bonificada” caso esses clientes optem pela rescisão do contrato ou migração para nova oferta.

A Anatel ainda determinou que a retirada do bônus de velocidade não pode mais ser imediata em caso de inadimplência. A operadora deve respeitar a norma de suspensão, garantindo a manutenção das condições de oferta durante os prazos legais de notificação de débito.

Próximos passos

A ação faz parte de um esforço da Anatel para garantir a eficácia do novo RGC, focado na transparência e na segurança das relações de consumo no setor de telecomunicações. A agência classificou a postura da Vivo como de “baixa responsividade” frente às solicitações anteriores para correção dessas distorções, o que motivou a expedição do Despacho Decisório.

Além do prazo de 30 dias para a reformulação das ofertas e comunicação aos clientes, a Anatel requisitou que a Vivo apresente, em até 5 dias, um relatório detalhado contendo a quantidade de assinantes que aderiram às ofertas citadas. O documento deve listar os códigos de identificação das ofertas, os valores de velocidade real (sem bônus) e os montantes cobrados a título de adesão.

O não cumprimento das determinações nos prazos estipulados pode resultar em sanções administrativas e multas.

Anatel enquadra Vivo e dá 30 dias para mudanças na banda larga

Vivo tem prazo de 30 dias para fazer adequações (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Trecho do Despacho Decisório nº 74/2025 (imagem: reprodução)

Cabo Ethernet de internet (Imagem: mike gieson / FreeImages)

Novo PC portátil da Lenovo já pode ser vendido no Brasil

13 de Novembro de 2025, 10:38
Legion Go 2 foi anunciado pela Lenovo em setembro (imagem: divulgação)
Resumo
  • Legion Go 2 da Lenovo foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O PC portátil possui duas versões: uma com CPU Ryzen Z2 e outra com Ryzen Z2 Extreme.
  • Especificações incluem tela OLED de 8,8 polegadas, RAM de até 32 GB, SSD de até 2 TB e bateria de 74 Wh.

Não é só a Asus que quer capturar o público gamer brasileiro: a Lenovo homologou dois modelos do seu novo PC portátil, o Legion Go 2. A principal diferença entre eles está na CPU: o modelo 8ASP2 é o topo de linha com Ryzen Z2 Extreme, enquanto o 8AHP2 utiliza o chip Ryzen Z2. 

Com a certificação, emitida na última terça-feira (11/11), o console já pode ser vendido no Brasil. Ele também deverá receber a nova interface Xbox Experience for Handheld (Experiência Xbox para Portátil), que estreou na linha ROG Xbox Ally, já homologada por aqui.

Certificado de homologação do Lenovo Legion Go 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Demais especificações técnicas

Lenovo Legion Go 2 em sua foto de certificação, sem os controles destacáveis
Dispositivo sem os controles destacáveis (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
  • Memória RAM de 16 GB ou 32 GB
  • LPDDR5x-8000 no modelo com Z2 Extreme, LPDDR5x-7500 no modelo Z2
  • Os chips instalados são LPDDR5x-8533, mas rodam em clocks menores
  • Tela OLED multi-touch de 8,8 polegadas de 1.920 x 1.200 pixels, taxa de atualização variável de até 144 Hz com proteção de vidro Gorilla Glass 3
  • SSD NVMe de 512 GB, 1 TB ou 2 TB (a última opção apenas no modelo com Z2 Extreme)
  • Leitor de cartão microSD
  • Bateria de 74 Wh com carregador de 65 W
  • Duas portas USB-C, capazes de USB 4 40 Gb/s e DisplayPort, além de portas USB-C para recarga nos controles removíveis
  • Saída para fones de ouvido P2
  • Peso de aproximadamente 920 gramas
  • Windows 11 Home

Disponibilidade e preço no Brasil

Ainda não temos informações de quando o modelo chegará ao Brasil, mas a homologação é um bom indicativo de que a Lenovo quer lançar o dispositivo por aqui. E preparem-se, porque não deve ser barato. 

Nos EUA, o Legion Go 2 custa incríveis US$ 1.099 (aproximadamente R$ 5.560, em conversão direta), na versão com 16 GB de RAM e 1 TB de SSD. A versão topo de linha, com Ryzen Z2 Extreme, 32 GB de RAM e SSD de 2 TB, custa US$ 1.479 (R$ 7.830).

Apenas para comparação, o Legion Go S está disponível no Brasil por pouco menos de R$ 6.200, mas é vendido nos EUA por US$ 499.

Com informações do The Verge

Novo PC portátil da Lenovo já pode ser vendido no Brasil

💾

Legion Go 2 foi homologado pela Anatel e pode ser comercializado no país. Segunda geração do console traz CPU AMD Ryzen Z2 e tela de 8,8 polegadas.

Lenovo Legion Go 2 (imagem: divulgação/Lenovo)

Certificado de homologação do Lenovo Legion Go 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Asus já pode vender o ROG Xbox Ally no Brasil

7 de Novembro de 2025, 11:45
Foto superior do console de videogame portátil ROG Xbox Ally na cor branca. O dispositivo tem tela preta desligada que reflete uma janela. Nas laterais, há controles analógicos pretos, D-pad, botões de ação coloridos e fendas de ventilação. O logo "ROG" é visível na borda inferior da tela. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
ROG Xbox Ally está pronto para ser vendido no Brasil (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel homologou o ROG Xbox Ally, permitindo sua venda no Brasil.
  • O ROG Xbox Ally tem especificações inferiores ao ROG Xbox Ally X, já homologado, e é comercializado na cor branca.
  • Por enquanto, não há informações sobre o preço para o mercado nacional, mas o dispositivo custa US$ 600 nos Estados Unidos.

Após a homologação do ROG Xbox Ally X, revelada em primeira mão pelo Tecnoblog, a aguardada certificação do segundo modelo chegou. A Anatel homologou na última segunda-feira (03/11) a versão padrão do console portátil, o ROG Xbox Ally (código RC73YA), considerado o “irmão menor” da nova geração.

Com a certificação, o console já pode ser vendido no Brasil. Assim como o seu irmão, ele possui a nova interface Xbox Experience for Handheld (ou Experiência Xbox para Portátil, em tradução livre) e tela de 7 polegadas LCD de tecnologia IPS, com taxa de atualização variável de até 120 Hz. 

Imagem mostra o certificado de homologação na Anatel do ROG Xbox Ally. Na parte inferior direita, a marca d'água do "Tecnoblog"
Certificado de homologação do ROG Xbox Ally (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que o diferencia da versão X é a cor branca e suas especificações internas, mais inferiores. São essas especificações que justificam o preço menor. 

Ainda assim, é algo a se considerar: ele custa US$ 600 nos EUA, cerca de R$ 3.215 em conversão direta. Como também não será fabricado no Brasil, seu preço deve aumentar, já que não usufrui de benefícios fiscais.

A Asus confirmou o lançamento do console no país, mas ainda não revelou quando ele chega nem o preço oficial em reais.

Foto em close-up da traseira do console portátil ROG Xbox Ally de cor branca. A parte central possui orifícios de ventilação dispostos em um padrão diagonal e um gráfico de arco-íris (holográfico) na lateral direita. Há pegadas ergonômicas texturizadas e um adesivo de informação da Anatel. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
ROG Xbox Ally é comercializado na cor branca (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Especificações do ROG Xbox Ally

  • Tela de 7 polegadas de tecnologia IPS e taxa de atualização variável de até 120 Hz
  • Bateria de 60 Wh e carregador de 65 W
  • Processador AMD Ryzen Z2 A com a respectiva GPU Radeon
  • 16 GB de memória RAM
  • SSD NVMe M.2 2230 de 512 GB
  • Duas portas USB-C e leitor de cartão microSD
  • Entrada de áudio P2
  • Pesa 670 gramas

Relembre o lançamento do ROG Ally X no Brasil

Asus já pode vender o ROG Xbox Ally no Brasil

💾

Versão padrão passou pelo processo de homologação na Anatel. Console portátil mantém design similar, mas traz hardware mais simples.

ROG Xbox Ally na homologação da Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação do ROG Xbox Ally (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

ROG Xbox Ally é comercializado na cor branca (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Anatel e Receita Federal apreendem R$ 2 milhões em eletrônicos piratas

5 de Novembro de 2025, 13:07
Imagem mostra três agentes, da Receita Federal e Anatel, de costas em uma loja de eletrônicos
Operação Safira apreendeu produtos sem homologação da Anatel (imagem: reprodução/Anatel)
Resumo
  • Anatel e Receita Federal apreenderam mais de duas toneladas de eletrônicos irregulares em Campina Grande (PB).
  • Os dispositivos foram avaliados em mais de R$ 2 milhões.
  • A operação faz parte do Plano de Ação de Combate à Pirataria da Anatel e visa barrar eletrônicos não homologados.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Receita Federal apreenderam mais de duas toneladas de eletrônicos irregulares em Campina Grande (PB), na última quinta-feira (30/11). A informação foi divulgada ontem (04/11). A Operação Safira recolheu produtos avaliados em mais de R$ 2 milhões e mira a venda de dispositivos falsificados, de origem irregular ou sem homologação.

Segundo a Anatel, o nome da operação faz referência à cor azul do Bluetooth — tecnologia presente na maioria dos dispositivos apreendidos. Esses produtos precisam passar por homologação antes de serem vendidos no Brasil, conforme as normas vigentes.

Plano de Combate à Pirataria da Anatel

A Operação Safira integra o Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da Anatel. Segundo os órgãos envolvidos, a iniciativa busca proteger os interesses nacionais, a indústria legalmente estabelecida e a segurança dos consumidores.

A agência alerta que dispositivos irregulares, como carregadores de celular, fones de ouvido e caixas de som, podem apresentar riscos diretos à integridade física dos usuários. Entre os perigos citados estão a possibilidade de superaquecimento, choques elétricos, explosões de baterias e o vazamento de materiais tóxicos.

Mão segurando controle remoto. Uma estampa de caveira sobrepõe a imagem.
Anatel alerta para riscos em produtos não homologados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em comunicado, o conselheiro Alexandre Freire, líder do tema na Anatel, destacou a importância estratégica da ação. “A venda de equipamentos não homologados é uma ameaça dupla: ela corrói o mercado legal, desestimula o investimento da indústria e, mais grave, expõe o consumidor a riscos reais de segurança física e cibernética”, afirmou.

A fiscalização foi conduzida pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da Anatel, em parceria com a Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho (DIREP04) da Receita Federal.

Além dos agentes públicos, escritórios de advocacia que representam as marcas afetadas pela pirataria acompanharam a ação. Essas representações serão responsáveis pela análise técnica dos materiais apreendidos para confirmar as irregularidades.

Novas ações estão previstas para 2025

A ação em Campina Grande se soma a uma série de operações intensificadas pela Anatel e pela Receita Federal ao longo de 2025 para coibir o comércio de eletrônicos irregulares no Brasil.

A própria superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Fonseca Teles, citou que a Operação Safira sucede ações recentes em João Pessoa (PB) e Teresina (PI), e que novas fiscalizações conjuntas devem acontecer ainda este ano.

Dados de operações anteriores divulgados pela agência ilustram o volume do mercado irregular. Em Teresina, a Operação Poty, realizada em 23 de outubro, resultou na apreensão de R$ 2,5 milhões em mercadorias. Outras ações significativas em 2025 incluem a Operação Tomassarina, na Bahia, em maio deste ano, que reteve 56 mil produtos com Bluetooth (fones e caixas de som).

No mês passado, fiscalizações distintas em São Paulo, Bahia e Santa Catarina resultaram na lacração de 1,7 milhão de metros de cabos de fibra óptica, além de 45 mil eletrônicos diversos. Em São José (SC), fiscais lacraram 10 mil fechaduras eletrônicas, avaliadas em R$ 5,7 milhões.

Anatel e Receita Federal apreendem R$ 2 milhões em eletrônicos piratas

Anatel apreendeu TV Box, celulares e milhares de dispositivos sem homologação (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel mantém data para autenticação obrigatória de chamadas

4 de Novembro de 2025, 12:38
Ilustração de uma mão segurando um celular. Na tela aparece uma chamada identificada como "telemarketing".
Decisão indeferiu petições de operadoras que pediam retorno do prefixo 0303 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Conselho Diretor da Anatel manteve a autenticação obrigatória de chamadas para grandes chamadores a partir de 15/11, rejeitando pedidos da TIM e entidades setoriais.
  • A medida visa aumentar a segurança e combater fraudes, atingindo cerca de 350 empresas que realizam mais de 500 mil chamadas por mês.
  • A autenticação de chamadas verifica a legitimidade do número de origem, combatendo práticas como o spoofing.

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu, nesta terça-feira (04/11), manter a implementação da autenticação obrigatória das ligações geradas pelos chamados grandes chamadores, aqueles que realizam mais de 500 mil chamadas por mês. A medida entra em vigor em 15 de novembro e tem a proposta de aumentar a segurança e combater fraudes telefônicas.

A decisão, tomada em Brasília, indeferiu petições da operadora TIM, da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) e do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (Conexis Brasil Digital). As entidades buscavam alterar a medida, estabelecida pelo acórdão número 201, de 14 de agosto.

As petições indeferidas solicitavam três mudanças principais:

  • A alteração do prazo, atualmente fixado para 15 de novembro
  • A retirada das operadoras de telefonia celular da obrigação de autenticar
  • O retorno do código 0303 como alternativa à autenticação

A análise do relator

O conselheiro Edson Holanda, relator da matéria, apresentou uma análise técnica refutando os três pedidos, e sua proposta foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Diretor. O conselheiro destacou que os 90 dias (entre agosto e 15 de novembro) são suficientes e argumentou que o universo de assinantes atingidos pela regra é pequeno – cerca de 350 empresas. Além disso, Holanda pontuou que a solução de autenticação já está tecnicamente pronta para ser disponibilizada.

Fachada da sede da Anatel
Conselho Diretor da Anatel rejeitou pedidos que tentavam adiar ou alterar a medida (imagem: reprodução/Anatel)

Quanto ao pedido para excluir as operadoras móveis da obrigação, o relator observou que o estágio de implementação da solução nessas redes já está avançado e que a exclusão criaria uma vulnerabilidade.

Holanda ainda considerou a ideia de retorno do 0303 como inadequada. Ele explicou que a autenticação garante a identidade do chamador, enquanto um prefixo genérico não oferece a mesma segurança contra a alteração do número de origem.

Ao final da análise, o conselheiro ressaltou que a agência manterá um monitoramento constante do comportamento das chamadas e poderá promover mudanças das regras, se necessário, para proteger a população contra práticas abusivas.

O que é a autenticação de chamadas?

Site da Anatel permite bloquear ligações de telemarketing (Imagem: Breakingpic/Pexels)
Autenticação mira prática de spoofing, que mascara o número real de origem da chamada (imagem: Breakingpic/Pexels)

A autenticação de chamadas é um conjunto de mecanismos técnicos implementados nas redes de telefonia para verificar se o número que faz uma ligação é, de fato, quem ele diz ser. O principal objetivo é combater o spoofing, prática fraudulenta em que criminosos ou autores de chamadas abusivas mascaram o número de origem. Nessa fraude, o usuário pode receber uma ligação que parece ser do seu banco, de uma autoridade ou de um contato conhecido, quando, na verdade, é um golpista.

Com a autenticação, a operadora de origem assina digitalmente a chamada, atestando sua legitimidade. A operadora que recebe a ligação, por sua vez, verifica essa assinatura antes de completar a ligação para o consumidor, permitindo o bloqueio de chamadas fraudulentas antes que cheguem ao destino.

A medida da Anatel foca especialmente em empresas de telemarketing ou cobrança, que geram volume massivo de ligações. A autenticação garante que essas empresas não possam falsificar seus números de origem.

Anatel mantém data para autenticação obrigatória de chamadas

Telemarketing abusivo incomoda brasileiros há anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Site da Anatel permite bloquear ligações de telemarketing (Imagem: Breakingpic/Pexels)

ROG Xbox Ally X passa na Anatel e já pode ser vendido no Brasil

30 de Outubro de 2025, 12:59
Foto em close-up de um console de videogame portátil, o ROG Xbox Ally X, de cor preta. O dispositivo tem pegadas ergonômicas nas laterais e controles padrão: analógicos, D-pad, e botões. A tela grande está desligada e reflete o ambiente. O logo do Tecnoblog aparece no canto inferior direito.
Console portátil já pode ser vendido no mercado nacional (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • O ROG Xbox Ally X, fruto da parceria entre a Asus e a Microsoft, foi homologado pela Anatel e pode ser vendido no Brasil.
  • O console possui tela IPS de 7 polegadas, processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme, 24 GB de RAM, SSD NVMe de 1 TB e pesa 715 gramas.
  • O preço e a data oficial de chegada ao Brasil ainda não foram divulgados.

Os gamers brasileiros têm motivo para comemorar. O console portátil ROG Xbox Ally X foi homologado pela Anatel na última terça-feira (28/10) e já pode ser vendido no Brasil, segundo a documentação obtida pelo Tecnoblog.

O modelo registrado está na cor preta e é resultado de uma parceria entre Asus e Microsoft. Ele vem com nova interface sobre o Windows 11, denominada Xbox Experience for Handheld (ou Experiência Xbox para Portátil, em tradução livre).

Imagem mostra a certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel. No canto inferior direito, a marca d'água do "tecnoblog".
Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que não deve ser motivo para comemorar, contudo, é o preço: o modelo custa US$ 999 nos EUA. Como será importado, não terá benefícios fiscais no Brasil e deve custar mais que os quase R$ 5.400 da conversão direta.

Seu antecessor, o ROG Ally X, foi lançado por aqui por R$ 7.999. Alguns rumores chegaram a indicar que o aparelho desembarcaria no país custando R$ 11.500, enquanto o seu “irmão menor”, o ROG Xbox Ally (ainda não homologado), poderia chegar por R$ 8.100.

A Asus negou essas informações poucos dias depois, e esclareceu que o “anúncio feito por terceiros se refere à importação independente, sem as certificações requeridas nacionalmente e sem a garantia oficial da Asus Brasil”.

Mais detalhes das especificações

Imagem mostra o manual do console portátil ROG Xbox Ally X. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Manual do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
  • Tela de 7 polegadas de tecnologia IPS e taxa de atualização variável de até 120 Hz
  • Bateria de 80 Wh (a mesma do antecessor) e carregador de 65 W
  • Processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme com a respectiva GPU Radeon
  • 24 GB de memória RAM
  • SSD NVMe de 1 TB
  • Duas portas USB-C (uma delas Thunderbolt 4) e leitor de cartão microSD
  • Entrada de áudio P2
  • Pesa 715 gramas
Foto em close-up, vista lateral, de um console de videogame portátil de cor preta, mostrando a parte superior do dispositivo. Na parte central, há orifícios de ventilação, e nas laterais, as pegadas ergonômicas. A borda superior do console exibe, da esquerda para a direita: um botão de liga/desliga, um conector P2 para fone de ouvido, um slot para cartão, botões de volume, e portas USB-C. O logo do Tecnoblog aparece no canto inferior direito.
Conexões do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Imagem mostra um carregador preto sobre uma mesa branca. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Carregador do console tem 65 W (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Quando o ROG Xbox Ally X chega?

Imagem mostra a parte traseira de um console portátil ROG Xbox Ally X de cor preta, com a certificação da Anatel. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Dispositivo foi certificado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O console ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas a homologação indica que isso deve acontecer em breve. Apesar dos rumores, o preço oficial também não foi divulgado.

Anunciados em junho, os dois novos portáteis Xbox tiveram pré-venda no mercado internacional no último mês — e o Xbox Ally X, mesmo com o preço elevado, se esgotou em poucas horas.

Relembre o lançamento do ROG Ally X no Brasil

ROG Xbox Ally X passa na Anatel e já pode ser vendido no Brasil

💾

Console portátil é fruto da parceria entre Asus e Microsoft e está liberado para venda no mercado nacional. Preço oficial ainda não foi divulgado, mas deve ser alto.

Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Anatel quer criar laboratório para barrar provedores piratas

22 de Outubro de 2025, 11:28
Logotipo da Anatel ao lado de uma antena de telecomunicações
Proposta da Anatel também visa intensificar o combate à informalidade (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel sugeriu a criação de um laboratório para combater provedores clandestinos de internet, em parceria com o Ministério da Justiça.
  • A iniciativa prevê uma solução de conformidade para regularizar pequenos provedores e coibir a venda de equipamentos não homologados.
  • Proposta surge em meio a mudanças regulatórias: provedores com até 5 mil acessos, antes isentos de registro, têm até 20 de outubro de 2025 para solicitar autorização.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sugeriu a criação de um laboratório para combater provedores de internet clandestinos e irregulares. A medida foi apresentada ontem (21/10) pelo conselheiro Edson Holanda, durante o evento NEO, em Salvador (BA), e seria uma colaboração com o Ministério da Justiça.

Holanda citou uma estratégia de duas frentes. Além da cooperação com o Ministério da Justiça, foi proposta uma “solução de conformidade via atacado”. Não há muitos detalhes, mas a medida poderia permitir a regularização de provedores informais por meio do uso da infraestrutura de grandes operadoras.

Dessa forma, seria possível distinguir o pequeno empreendedor que atua na informalidade, muitas vezes devido a barreiras burocráticas, daquele que opera em associação com atividades criminosas.

O conselheiro também mencionou a necessidade de ampliar o diálogo com o setor de comércio eletrônico (e-commerce). A medida poderia brecar a venda de equipamentos de telecomunicações não homologados, que servem de base para a operação de redes clandestinas e para a pirataria de conteúdo audiovisual.

Combate à pirataria esbarra na expansão do crime organizado

Imagem mostra uma caveira preta em um fundo roxo e rosa, sinalizando pirataria
Anatel quer combater redes controladas por organizações criminosas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A sugestão de criar um laboratório conjunto com o Ministério da Justiça visa montar uma frente de inteligência dedicada a investigar e desarticular essas operações, que usam o serviço de internet como ferramenta de controle territorial e fonte de receita.

O diagnóstico da Anatel e de órgãos de segurança é que, em diversas regiões do país, a prestação do serviço deixou de ser uma atividade comercial informal para se tornar um monopólio controlado por facções. Segundo a Agência Brasil, somente no Rio de Janeiro, em julho deste ano, 80% das empresas de internet que atuam em comunidades da capital estão sob controle ou associadas a grupos criminosos.

A Anatel aborda a prática como concorrência desleal, já que os operadores clandestinos não pagam impostos nem cumprem obrigações trabalhistas, afetando diretamente cerca de 23 mil pequenos provedores regulares. Para o consumidor, o serviço irregular pode trazer instabilidade e ausência de respaldo legal, já que não há fiscalização nem possibilidade de recorrer à agência em caso de problemas.

Proposta surge após mudança regulatória

Ilustração sobre conexão ADSL
Iniciativa surge em meio à intensificação de fiscalização da Anatel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A nova estratégia foi proposta em um momento de escalada das ações da Anatel contra a prestação irregular de serviços. Em junho de 2025, a agência aprovou a Resolução Interna nº 449, que estabeleceu um plano de combate à concorrência desleal.

A principal medida desse plano foi a suspensão da dispensa de outorga para empresas com até 5 mil acessos. Antes, esses pequenos provedores podiam operar somente com uma notificação da agência. Agora, são obrigados a solicitar uma autorização formal, nos mesmos moldes de empresas maiores.

O plano foi motivado por estudos da própria Anatel, que revelaram um alto nível de informalidade e omissão de dados. Segundo a agência, mais de 41% das empresas habilitadas não enviavam informações obrigatórias sobre números de acessos. Entre as empresas dispensadas da outorga, o índice de omissão era de mais de 55%.

Com a nova resolução, a Anatel fixou um prazo para que todos os provedores antes isentos de registro se regularizassem — período que se encerra no fim deste mês. De acordo com o portal Convergência Digital, quase 6 mil empresas ainda não haviam solicitado a outorga até 20 de outubro de 2025.

Com informações da Anatel

Anatel quer criar laboratório para barrar provedores piratas

Relatório da Anatel mostra aumento no consumo de dados móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Ataques DDoS prejudicam provedores no Rio de Janeiro (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Regras da Anatel para “grandes chamadores” começam em novembro

20 de Outubro de 2025, 18:16
Logotipo da Anatel ao lado de uma antena de telecomunicações
Regras da Anatel para “grandes chamadores” começam em novembro (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel exigirá a autenticação de chamadas feitas por quem realiza mais de 500 mil ligações por mês, a partir de novembro de 2025.

  • A medida visa combater principalmente o spoofing e melhorar a transparência nas chamadas de telemarketing.

  • As novas normas envolvem 28 operadoras de telecomunicações.

Em novembro, operadoras de telecomunicações terão que autenticar as ligações feitas por “grandes chamadores”, que são pessoas físicas ou organizações que realizam mais de 500 mil chamadas por mês. Trata-se de uma medida da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de combate ao problema das chamadas abusivas que tanto atormenta os brasileiros.

Essa obrigação faz parte das regras que a Anatel publicou na edição desta segunda-feira (20/10) do Diário Oficial da União. Elas entram em vigor em 1º de novembro e valem até 31 de outubro de 2028.

O processo de autenticação consiste em um procedimento que verifica se a chamada é feita de um número que, de fato, pertence à pessoa física ou jurídica que realiza a chamada. Essa medida visa coibir práticas como a do spoofing, usada para mascarar ligações fraudulentas que se passam por organizações legítimas.

Quando a autenticação é feita, confirmando que a chamada é legítima, a pessoa que recebe a ligação poderá ver um símbolo de checagem ao lado do número chamador.

As regras estabelecidas pela Anatel também determinam que grandes chamadores que não participarem do processo de autenticação sejam notificados.

A pessoa física ou jurídica que for notificada e não adotar o sistema de autenticação em até 30 dias ficará impedida de fazer novas chamadas.

As novas regras são válidas para pessoas físicas ou organizações que realizarem mais de 500 mil chamada por mês, sendo dispensadas para aquelas que não ultrapassarem esse número por três meses consecutivos.

O cálculo considera a soma das chamadas realizadas por todos os números telefônicos cadastrados no CPF da pessoa física ou vinculados aos CNPJs da organização.

A Anatel pode isentar da autenticação pessoas físicas ou jurídicas que comprovarem que as chamadas realizadas não têm relação com “telesserviços massivos”.

Ilustração de uma mão segurando um smartphone. A tela exibe uma chamada recebida, com a identificação de golpe. Na parte inferior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Novas regras da Anatel podem coibir o spoofing (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As novas regras da Anatel valem para quais operadoras?

As determinações da Anatel envolvem 28 empresas de telefonia fixa, móvel ou de voz sobre IP. Todas devem implementar o sistema de verificação. São elas:

  • Agera Telecom
  • Agil Telecom
  • Algar Telecom
  • America Net (Vero)
  • Baldussi Telecom
  • Big Telco
  • Brasilfone
  • Brisanet
  • Claro
  • Datora
  • EAÍ Telecom
  • Flux Tecnologia
  • Fale Sempre Mais
  • GT Group
  • Hoje Telecom
  • IDT Brasil (net2phone)
  • Infinitus Brasil Telecomunicações
  • Itelco
  • J.A.S. Telecomunicações
  • Neo Telecom
  • Oi
  • Sercomtel
  • Surf Telecom
  • Telefônica Brasil (Vivo)
  • Telexperts (Telecall)
  • TIM
  • TVN Nacional
  • Vonex Telecomunicações

Essa é uma das medidas adotadas pela Anatel como contrapartida ao fim da obrigatoriedade do prefixo 0303 em chamadas de telemarketing. Trata-se de uma iniciativa complementar ao programa Origem Verificada, que pode informar ao usuário o motivo da ligação e os dados da empresa que faz a chamada, mas que não é obrigatório.

Regras da Anatel para “grandes chamadores” começam em novembro

Relatório da Anatel mostra aumento no consumo de dados móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Criminosos criaram rede de celular para enviar SMSs golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica

15 de Outubro de 2025, 10:47
Arte mostra uma mulher com um notebook no colo. No fundo, o logo do Tim Ultrafibra. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog"
TIM UltraFibra deve incluir modem compatível com Wi-Fi 7 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • TIM deve oferecer um modem com Wi-Fi 7 para seus clientes de fibra óptica.
  • O dispositivo é fabricado pela Blu-Castle e já foi homologado pela Anatel.
  • O modelo suporta Wi-Fi 7 em 2,4 GHz e 5 GHz, com cinco portas Ethernet, incluindo uma de 2,5 Gb/s.

A TIM deve passar a oferecer um modem com a nova tecnologia Wi-Fi 7 para seus clientes de internet fixa por fibra óptica, o chamado TIM UltraFibra. O dispositivo fabricado pela empresa espanhola Blu-Castle foi homologado na Anatel, de acordo com documentos visualizados pelo Tecnoblog.

O Blu-Castle 7 é um ONT GPON que foi homologado em 9 de outubro. Como o nome indica, é compatível com o Wi-Fi 7 (802.11be), mas apenas nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz, sem fazer uso da nova faixa de 6 GHz. 

Imagem mostra um documento de homologação da Anatel
Modem foi homologado pela Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Ele também possui cinco portas Ethernet: quatro compatíveis com 1 Gb/s (Gigabit por segundo) e uma capaz de chegar a 2,5 Gb/s. O modelo possui saída RJ11 para um telefone fixo, porta USB-A 3.0, entrada de 12V para alimentação e o conector para a fibra óptica.

Imagem mostra a parte traseira de um modem. Ele possui cinco portas Ethernert e é de cor preta. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog"
Dispositivo tem cinco portas Ethernet (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O GPON (Gigabit Passive Optical Network) é a tecnologia de fibra óptica utilizada hoje, não apenas pela TIM, mas pela grande maioria das operadoras de internet fixa no mundo. Ela permite download de até 2,4 Gb/s e upload de 1,2 Gb/s. 

O fato deste modem continuar utilizando GPON indica que a TIM não deverá oferecer a tecnologia XGS-PON, ao menos por enquanto. A empresa vai na contramão das concorrentes Vivo e Claro, que recentemente anunciaram atualizações em suas redes e novos planos com maiores velocidades.

Imagem mostra um modem de cor preta da Blu-Castle sobre um fundo branco. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog"
Modem Blu-Castle é compatível com o Wi-Fi 7 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O XGS-PON, mais avançado, pode oferecer taxas de download e upload simétricos de até 10 Gb/s, utilizando novos comprimentos de onda e permitindo atualização das redes sem interferir nos clientes existentes no GPON. A tecnologia está em uso pela Vivo, Claro e diversos provedores regionais, como a Unifique, a Alares e a Pombonet.

Nós não sabemos quando a TIM passará a fornecer este novo aparelho para os seus quase 821 mil clientes. Em setembro, a prestadora revelou que ofereceria uma “degustação” de Wi-Fi 7 para os consumidores, sem dar mais detalhes.

TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica

TIM Ultrafibra tem promoções em planos de 600 Mb/s e 1 Gb/s (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Modem Blu-Castle é compatível com o Wi-Fi 7 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola Edge 60 Neo passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

13 de Outubro de 2025, 11:56
Foto de uma mulher loira de pele clara, sorrindo e olhando para o lado, como se estivesse conversando ao telefone. Ela segura um smartphone Motorola Edge 60 Neo de cor verde-água encostado à sua orelha.
Motorola Edge 60 Neo já pode ser vendido no Brasil (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • O Motorola Edge 60 Neo foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil, com produção em Jaguariúna (SP) e Wuhan, na China.
  • O smartphone tem tela pOLED de 6,4 polegadas, processador MediaTek Dimensity 7400, até 12 GB de RAM Boost e 256 GB de armazenamento.
  • O preço de lançamento na Europa foi de 399 euros, mas o valor para o mercado nacional ainda não foi divulgado.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou na semana passada o novo Motorola Edge 60 Neo. Com a certificação, o smartphone (modelo XT2509-1) está autorizado a ser vendido no país.

A homologação tem validade indeterminada e confirma que o aparelho será produzido em duas fábricas: uma pertencente à Flextronics International Tecnologia Ltda., em Jaguariúna (SP), e outra à Motorola Mobility Technologies Communication, em Wuhan, na China.

Os documentos de certificação detalham as especificações de conectividade do Motorola Edge 60 Neo. A compatibilidade com o 5G abrange as modalidades Standalone (SA) e Non-Standalone (NSA), garantindo o funcionamento tanto nas redes 5G que utilizam infraestrutura própria quanto naquelas que dependem do núcleo da rede 4G.

Imagem mostra um documento de homologação da Anatel. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Motorola Edge 60 Neo foi homologado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O aparelho também deve suportar múltiplas bandas de frequência, assegurando a operação com as principais operadoras brasileiras. A certificação confirma a presença de tecnologias como Wi-Fi 6E e NFC para pagamentos por aproximação.

Vale mencionar que o requisito é obrigatório para comercialização e uso de produtos de telecomunicação em território brasileiro e garante ao consumidor que o aparelho foi submetido a uma série de testes para verificar seu funcionamento e níveis de emissão de radiofrequência. A bateria interna (modelo SP50) e os carregadores (modelo MC-687N) também receberam a certificação.

Quais as especificações do Motorola Edge 60 Neo?

Foto de estúdio em fundo branco exibindo cinco smartphones em diferentes cores, dispostos lado a lado, em diagonal. O modelo é o mesmo para todos. Da esquerda para a direita, os aparelhos têm a traseira nas cores: roxo-escuro, verde-água, dourado (ou bege), e vermelho-tijolo. Todos exibem o logo da Motorola e um grande módulo de câmera com três lentes
Intermediário da Motorola tem carregamento rápido de 68 W (imagem: divulgação/Motorola)

O Motorola Edge 60 Neo foi apresentado globalmente em setembro, durante o IFA, um dos principais eventos de tecnologia do mundo. O aparelho se posiciona como um intermediário avançado, substituindo o Edge 60 Fusion no portfólio da marca.

O dispositivo conta com certificação militar MIL-STD 810H, que confere maior durabilidade em condições adversas, e classificações IP68 e IP69 de resistência contra poeira e água. A tela é protegida pela tecnologia Corning Gorilla Glass 7i.

Imagem mostra o smartphone Motorola Edge 60 Neo de cor verde-água em um fundo branco
Celular tem tela de 6,4 polegadas (imagem: reprodução/GSMArena)

No mercado internacional, o smartphone foi lançado em quatro cores: bege, verde, vermelho e cinza. Seu processador é o MediaTek Dimensity 7400, e o aparelho conta com configurações de até 12 GB de memória RAM via RAM Boost e 256 GB de armazenamento interno (expansível a 1 TB via cartão microSD).

O conjunto fotográfico é composto por uma câmera principal de 50 MP, uma ultrawide de 12 MP e um sensor de 10 MP com zoom óptico de 3x. A câmera frontal possui 32 MP. A tela pOLED mede 6,4 polegadas, tem resolução 1.5K, taxa de atualização variável de 120 Hz e brilho máximo de 3.000 nits. A bateria tem capacidade de 5.000 mAh, com suporte a carregamento rápido de 68 W com fio e 15 W sem fio.

Preço e disponibilidade

Foto de três jovens adultos sorrindo, sentados no chão e em um sofá, em um ambiente decorado com plantas e almofadas. O homem no centro, com cabelo cacheado escuro, segura um smartphone Motorola Edge 60 Neo vermelho-coral na horizontal, como se estivesse filmando ou tirando uma foto com a câmera traseira
Motorola Edge 60 Neo tem câmera principal de 50 MP (imagem: divulgação/Motorola)

Na Europa, o preço de lançamento do Motorola Edge 60 Neo foi de 399 euros para a versão com 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, cerca de R$ 2.530 em conversão direta.

O preço oficial no Brasil, no entanto, ainda não foi divulgado. Com a homologação concluída, a Motorola tem a autorização necessária para começar a vender o smartphone no mercado brasileiro.

Motorola Edge 60 Neo passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

Motorola Edge 60 Neo foi homologado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Motorola Edge 60 Neo (imagem: divulgação)

Motorola Edge 60 Neo (imagem: reprodução/GSMArena)

Oakley homologa óculos inteligentes esportivos no Brasil

13 de Outubro de 2025, 10:12
Imagem mostra uma pessoa com um óculos smart Oakley Meta Vanguard. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Meta confirma venda do Oakley Meta Vanguard no Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Oakley Meta Vanguard foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O óculos smart possui câmera ultrawide, integração com Strava e Garmin, além de certificação IP67 contra poeira e água.
  • O modelo oferece até 9 horas de bateria e está em pré-venda no exterior por US$ 499, ainda sem previsão de preço no mercado nacional.

Como noticiamos anteriormente aqui no Tecnoblog, os óculos smart Oakley Meta Vanguard serão vendidos no Brasil em breve. A certificação para isso ocorreu na última quinta-feira (09/10): os dispositivos foram homologados pela Anatel e já podem ser vendidos por aqui.

Assim como outros óculos inteligentes da Meta, o modelo é fabricado pela EssilorLuxottica, empresa que detém diversas marcas de óculos e lentes, como Ray-Ban, Transitions e a própria Oakley.

Imagem mostra um documento de homologação da Anatel. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Oakley Meta Vanguard foi homologado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Ao contrário dos irmãos Oakley Meta HSTN e Ray-Ban Meta, a câmera do Vanguard é ultrawide e fica no centro do óculos, logo acima do nariz. Seus recursos são focados em práticas esportivas, com integração ao Strava e dispositivos da Garmin. 

O óculos possui certificação IP67 contra poeira e água e, assim como o HSTN, possui Bluetooth 5.3 e Wi-Fi 6E. O Oakley Meta Vanguard deve ser vendido em quatro opções de cores e lentes: Prizm Black, Prizm Road, Prizm 24k e Prizm Sapphire.

Imagem mostra um óculos smart Oakley Meta Vanguard segurado em uma mão. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Oakley Meta Vanguard grava vídeo em 122º (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Imagem mostra um óculos Oakley Meta Vanguard sobre uma mesa branca. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Wearable da Oakley já pode ser vendido no país (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Ele deve oferecer até 9 horas de bateria (que pode ser recarregada no estojo que acompanha o produto, oferecendo mais 36 horas de carga).

O modelo ainda não tem data de chegada e nem preço para o mercado nacional, mas está em pré-venda no exterior por US$ 499, um pouco mais caro que o Oakley Meta HSTN (que começa em US$ 399 e vai até US$ 479, se equipado com lentes Transitions). No Brasil, o Meta HSTN desembarcou por R$ 3.459.

Oakley homologa óculos inteligentes esportivos no Brasil

Meta confirma venda do Oakley Meta Vanguard no Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Oakley Meta Vanguard foi homologado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Oakley Meta Vanguard grava vídeo em 122º (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

9 de Outubro de 2025, 12:49
Ilustração mostra o logotipo da Anatel ao lado de uma antena de telecomunicações. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Relatório mostra queda no consumo de dados, mas aumento no preço médio pago (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O preço médio do gigabyte de internet móvel no Brasil subiu para R$ 6,19 no 2º trimestre de 2025, alta de 12,34% em relação a 2024.
  • O consumo médio de dados móveis caiu 1,25%, mas a receita média por usuário subiu para R$ 32,73.
  • Já o preço do GB de banda larga fixa recuou 17,71%, acompanhado de um aumento de 18,36% no consumo por residência.

O preço médio pago pelo gigabyte de internet no celular voltou a subir no Brasil, atingindo R$ 6,19 no segundo trimestre de 2025 — uma alta de 12,34% em comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 5,51). Os dados são do mais recente Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, divulgado pela Anatel.

Essa é a quinta vez seguida que o relatório confirma uma tendência de encarecimento no Serviço Móvel Pessoal (SMP), após um período de queda nos preços entre 2021 e 2024. No primeiro trimestre deste ano, o preço médio era de R$ 6,13.

O aumento no preço do GB acompanha o aumento da receita média por usuário das operadoras, ainda que o consumo de dados pela população tenha registrado queda. O cenário é diferente quando se trata dos serviços de banda larga fixa. No mesmo trimestre, o preço médio do GB no serviço fixo caiu 17,71% e o consumo de dados por residência aumentou.

Conta sobe mesmo com queda no consumo

Ilustração sobre internet banda larga mostra uma mão azul segurando um celular. O fundo da imagem também é azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" também é visível.
Consumo via dados móveis caiu (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para entender por que o GB ficou mais caro, é preciso olhar para a relação entre o que se paga e o que se usa. Segundo a Anatel, o consumo médio de dados por usuário no serviço móvel caiu 1,25% em um ano, passando de 5,63 GB para 5,56 GB entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025.

Ao mesmo tempo em que o uso diminuiu, a arrecadação das operadoras por cliente aumentou. A receita média por usuário (ARPU) total do SMP chegou a R$ 32,73. O valor específico para o pacote de dados, que é o principal componente dos planos atuais, também subiu, alcançando um ARPU de R$ 27,75.

Ou seja, os brasileiros estão, em média, consumindo menos internet móvel e pagando mais por isso. É importante notar que o cálculo de preço por GB feito pela agência considera a receita total das operadoras dividida pelo tráfego total de dados consumido pelos clientes, e não o valor dos pacotes contratados.

Banda larga segue caminho oposto

Se no celular o cenário é de alta, na internet residencial a realidade é outra. O preço médio do GB consumido no Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) — banda larga fixa — caiu para R$ 0,25, uma redução de quase 18% em um ano.

A queda no preço acompanhou um aumento expressivo no consumo. Em média, cada domicílio com banda larga fixa consumiu 385 GB de dados no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 18,36% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita média por usuário no SCM ficou em R$ 95,61.

Vale lembrar que o mercado de banda larga fixa é bem mais diversificado e há maior competitividade. Segundo o Relatório de Monitoramento da Competição, da Anatel, no segundo trimestre deste ano, 56% das operadoras de internet fixa no Brasil eram pequenas — na telefonia móvel, Claro, Vivo e Tim dominam 95%.

Telefonia móvel ainda é mais rentável

Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relatório também reforça a impacto do serviço móvel na saúde financeira das operadoras. A Receita Operacional Líquida (ROL) do SMP alcançou R$ 23,84 bilhões no trimestre, mantendo uma curva de crescimento e representando a maior fatia do setor.

Enquanto isso, a receita de SCM se manteve estável, em R$ 6,82 bilhões. Já os serviços mais antigos, como a telefonia fixa (STFC) e a TV por assinatura (SeAC), continuam em declínio, com receitas de R$ 1,77 bilhão e R$ 1,48 bilhão, respectivamente.

Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

Relatório da Anatel mostra aumento no consumo de dados móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

3 de Outubro de 2025, 15:11
Logotipo da Anatel com cidade no fundo
Sugestão foi feita pelo gerente da Anatel em São Paulo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O gerente da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, sugeriu criar uma “habilitação digital” para novos usuários de smartphones.
  • A proposta prevê cursos de segurança digital, com desbloqueio total do aparelho após a conclusão e possíveis descontos em planos como incentivo.
  • Ele também defendeu incluir educação em cibersegurança nas escolas, visando proteger especialmente crianças, idosos e famílias contra fraudes.

E se o usuário de um novo smartphone precisasse passar por um “curso” de habilitação digital antes do acesso completo ao aparelho? Essa foi a sugestão do gerente do escritório da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, nessa quinta-feira (02/10), durante a Futurecom, principal congresso de telecomunicações do país.

A ideia, segundo o especialista, é que o consumidor, ao ativar um novo smartphone, tenha a opção de passar por um curso rápido sobre segurança digital. O objetivo seria aumentar a segurança de públicos vulneráveis, como crianças, adolescentes e idosos.

Por isso, apenas após a conclusão do treinamento o usuário poderia desbloquear todas as funcionalidades do aparelho. Como incentivo, Scacabarozi citou até mesmo a possibilidade de gerar benefícios, como descontos nos planos de serviço oferecidos pelas operadoras.

Foto de Marcelo Scacabarozi
Marcelo Scacabarozi é gerente do escritório da Anatel em São Paulo (imagem: reprodução/Alesp)

Sendo apenas uma ideia apresentada durante o evento, Scacabarozi não explora especificamente como essa habilitação seria aplicada nos smartphones ou se um usuário que já passou pelo processo em outro smartphone teria os acessos liberados em um dispositivo novo.

Ele também destacou as ações recentes do escritório da Anatel em São Paulo contra estações de celular piratas, conhecidas como “ERB fake”. Esses equipamentos bloqueiam o sinal do consumidor e disparam SMS maliciosos em massa para aplicar golpes.

Educação digital desde a escola

Criança no celular
Scacabarozi reforça necessidade de educação digital nas escolas (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

Durante sua apresentação, Scacabarozi argumentou que a geração adulta aprendeu a se defender de golpes “na prática”, muitas vezes após ser vítima de fraudes. Para o gerente da Anatel, é preciso quebrar esse ciclo vicioso.

A habilitação digital seria um dos caminhos para isso. Outra frente, segundo ele, seria a inclusão da disciplina de cibersegurança já na escola. Ambas as ações visam capacitar as famílias a navegarem de forma mais segura, protegendo principalmente crianças e adolescentes.

O especialista destacou que os segmentos mais vulneráveis da população são, justamente, os menos preparados para os desafios do ambiente online. Idosos, por exemplo, ainda têm grandes dificuldades com smartphones e o uso de apps, como revelou uma pesquisa recente do Procon-SP, e são suscetíveis a cair em golpes.

Para Scacabarozi, com a onipresença da tecnologia, é quase impossível para o cidadão comum ter certeza de que seus dados estão, de fato, seguros.

Google oferece algo parecido

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Conscientização de segurança digital não faz parte da configuração dos smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, as fabricantes de smartphones e empresas por trás dos sistemas operacionais incorporam apenas elementos básicos de segurança e privacidade no processo de configuração inicial.

Tanto no Android quanto no iOS, o foco maior é a proteção de dados sensíveis (acessos à localização, câmera, etc.) e a configuração de senhas para a proteção do dispositivo.

Já fora da pré-configuração dos aparelhos, ambos os sistemas também adotam práticas de controle dos pais. Entretanto, o Google oferece algo próximo à ideia de conscientização de Scacabarozi.

A gigante das buscas possui o programa Seja Incrível na Internet, produzido em parceria com especialistas em segurança digital e destinado às crianças. Nele, o Google disponibiliza conteúdos e ferramentas interativas para incentivar o “uso seguro” da internet.

Com informações da Anatel

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Marcelo Scacabarozi (imagem: reprodução/Alesp)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel apreende 1,7 milhão de metros de cabos de fibra ótica em SP

2 de Outubro de 2025, 11:36
Foto de dois agentes, vistos de costas, em um depósito ou galpão. Eles usam uniformes pretos com o logo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o texto "Fiscalização Federal ANATEL" em amarelo e azul
Operação da Anatel recolheu produtos sem homologação (imagem: reprodução/Anatel)
Resumo
  • A Anatel apreendeu 1,7 milhão de metros de cabos de fibra óptica irregulares em São Paulo.
  • A operação ocorreu entre 23 e 26 de setembro na Bahia, São Paulo, Paraíba e Santa Catarina.
  • Foram lacrados produtos sem homologação, incluindo carregadores, fones, roteadores e fechaduras eletrônicas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quinta-feira (02/10) a conclusão de uma semana de fiscalizações que lacraram e apreenderam milhares de produtos sem homologação em quatro estados. Em São Paulo, a operação retirou do mercado 1,7 milhão de metros de cabos de fibra óptica do tipo drop, essenciais para redes de banda larga, que estavam irregulares.

Entre os dias 23 e 26 de setembro, a fiscalização ocorreu de forma simultânea na Bahia, São Paulo, Paraíba e Santa Catarina, no âmbito do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP).

Produtos eletrônicos foram lacrados

Em Ilhéus (BA), mais de 45 mil produtos eletrônicos e de telecomunicações foram lacrados em duas importadoras, incluindo equipamentos sem homologação, com certificação cancelada ou falhas na identificação do selo obrigatório.

Em São José (SC), fiscais lacraram 10 mil fechaduras eletrônicas com Wi-Fi e Bluetooth irregulares, estimadas em R$ 5,7 milhões. Já em João Pessoa (PB), cerca de 2.500 produtos de telecom, como carregadores, fones de ouvido e roteadores sem fio, foram apreendidos em operação conjunta com a Receita Federal e a Polícia Civil.

“Ao retirar do mercado esses produtos, a Anatel não está apenas aplicando a lei, mas protegendo o cidadão”, disse Alexandre Freire, conselheiro da Anatel. “Nossa mensagem é clara: o rigor da fiscalização será mantido para garantir a qualidade e a integridade da infraestrutura que sustenta a conectividade no Brasil”.

Com informações da Anatel

Anatel apreende 1,7 milhão de metros de cabos de fibra ótica em SP

Logitech MX Master 4 é anunciado com novo sistema de feedback tátil

30 de Setembro de 2025, 12:15
Imagem mostra dois mouses Logitech MX Master 4 lado a lado. Um é cinza claro e outro é preto. O fundo da imagem é branco
Logitech MX Master 4 foca em produtividade (imagem: divulgação/Logitech)
Resumo
  • Logitech MX Master 4 oferece feedback tátil personalizável, com vibrações sutis para rolagem, navegação e seleção de itens.
  • O mouse possui conectividade aprimorada, sensor de 8.000 DPI, cliques silenciosos e bateria com até 70 dias de autonomia, segundo a fabricante.
  • O periférico chega em outubro nos EUA e Europa custando US$ 119,99 e 129,99 euros, mas ainda não tem data ou preço definidos para o Brasil.

A Logitech revelou nesta terça-feira (30/09) os detalhes do tão aguardado MX Master 4. Voltado para uso profissional, o mouse traz um sistema de feedback tátil personalizável, com vibrações sutis que oferecem resposta física durante rolagem, navegação e seleção de itens.

Em comunicado, Tolya Polyanker, gerente geral da MX Business da Logitech, afirmou que o objetivo com o novo produto é proporcionar “imersão e velocidade de alto nível”.

Como é o feedback tátil do Logitech MX Master 4?

Um mouse ergonômico preto e vertical da marca Logitech, com design anatômico para as mãos, é exibido em um fundo branco e suave. O mouse tem duas rodas de rolagem prateadas e um indicador de LED verde. À esquerda, há um efeito digital de ondas circulares coloridas em tons de rosa, azul e verde, que simula vibração ou som.
Sistema de feedback tátil é acionado no apoio para o polegar (imagem: divulgação/Logitech)

O sistema de feedback tátil funciona ligado ao software Logi Options+. Uma das funcionalidades é o “Actions Ring”, que pode ser acionado por um painel sensível ao toque localizado na área de apoio para o polegar. Ao pressionar essa área, o mouse vibra e exibe na tela um anel com atalhos personalizáveis para apps e comandos.

A Logitech argumenta que essa ferramenta pode reduzir movimentos repetitivos do mouse em até 63% e economizar até 33% do tempo. É possível, por exemplo, configurar atalhos para funções específicas no Photoshop ou automatizar tarefas no Microsoft Excel.

Segundo o The Verge, há outra função que emite uma leve vibração ao alternar entre diferentes monitores, auxiliando o usuário a encontrar o cursor do mouse na tela.

Design e hardware

Um close da mão de uma pessoa segurando um mouse ergonômico preto Logitech. O mouse tem um apoio para o polegar e duas rodas de rolagem prateadas. O fundo é branco.
Roda de rolagem eletromagnética MagSpeed é um dos destaques da série (imagem: reprodução/WinFuture)

Em termos de design, o MX Master 4 mantém a ergonomia característica da linha, mas apresenta algumas alterações. Os botões principais agora possuem acabamento fosco e semitransparente.

O botão de gestos, que no modelo anterior (MX Master 3S) ficava sob o apoio do polegar, agora é um botão dedicado na lateral, abaixo da roda de rolagem.

Por dentro, o MX Master 4 traz um chip de alto desempenho e antena otimizada capaz de dobrar a potência da conectividade em relação aos modelos anteriores. O mouse vem com o conector Logi Bolt USB-C e também se conecta via Bluetooth, permitindo pareamento com até três dispositivos ao mesmo tempo.

O sensor mantém os 8.000 DPI de resolução, permitindo rastreamento em diversas superfícies, incluindo vidro. Os cliques, por sua vez, foram projetados para serem mais silenciosos, com redução de 90% no ruído em comparação ao MX Master 3, segundo a fabricante.

Já a bateria carrega via USB-C e tem autonomia estimada de até 70 dias com uma carga completa. A Logitech afirma que um minuto de carga pode fornecer até três horas de uso.

Preço e disponibilidade

Imagem mostra um close da parte frontal do mouse Logitech MX Master 4, revelando a porta USB-C
Porta USB-C para carregamento rápido do MX Master 4 (imagem: reprodução/WinFuture)

O lançamento oficial ocorre em outubro de 2025. Nos EUA e Europa, o valor de lançamento é US$ 119,99 (cerca de R$ 640) e 129,99 euros (R$ 810), respectivamente. A compra do mouse inclui um mês de assinatura gratuita do Adobe Creative Cloud.

No Brasil, o valor e data de lançamento do MX Master 4 ainda não foram divulgados, mas o produto já foi certificado pela Anatel.

O mouse estará disponível globalmente nas cores grafite e cinza claro. Para os mercados da América do Norte e Europa, haverá também as opções preto e grafite carvão. Uma versão específica para Mac será comercializada nas cores branco e preto espacial.

Também haverá o MX Master 4 for Business, uma versão do produto que facilita o gerenciamento remoto no meio corporativo.

A Logitech também destaca que o novo mouse foi projetado com foco em sustentabilidade, utilizando no mínimo 48% de plástico reciclado pós-consumo, alumínio de baixo carbono na roda de rolagem e uma bateria com 100% de cobalto reciclado.

Com informações da Logitech e WinFuture

Logitech MX Master 4 é anunciado com novo sistema de feedback tátil

Logitech MX Master 4 (imagem: divulgação/Logitech)

Anatel vai ativar alertas da Defesa Civil no Centro-Oeste

25 de Setembro de 2025, 13:25
Ilustração retrata uma mensagem de texto que diz "Alerta Emergência - Defesa Civil: Risco de inundação ao longo da Rua Coronel Veiga”, entre outras falas. Abaixo há um botão de "OK".
Alerta de emergência apita mesmo quando celular está no silencioso (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel ativará o serviço Defesa Civil Alerta no Centro-Oeste em 1º de outubro de 2025, com teste em 27 de setembro em 13 cidades.
  • O sistema Defesa Civil Alerta cobrirá todo o Brasil a partir de outubro de 2025, enviando notificações de condições extremas e desastres naturais.
  • O sistema usa tecnologia Cell Broadcast, enviando alertas a aparelhos conectados a redes 4G ou 5G, sem necessidade de cadastro prévio.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passará a disponibilizar o serviço Defesa Civil Alerta na região Centro-Oeste a partir de 1º de outubro de 2025. No próximo sábado (27/09), haverá uma notificação de teste em 13 cidades.

Segundo o órgão, a demonstração será feita em:

  • Brasília (DF)
  • Goiânia (GO)
  • Itumbiara (GO)
  • Formosa (GO)
  • Cidade de Goiás (GO)
  • Campo Grande (MS)
  • Dourados (MS)
  • Corumbá (MS)
  • Três Lagoas (MS)
  • Cuiabá (MT)
  • Rondonópolis (MT)
  • Tangará da Serra (MT)
  • Rio Branco (MT)
Catedral Metropolitana de Brasília
Brasília será uma das cidades a receber o teste do alerta (foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

Tanto moradores quanto visitantes desses municípios receberão uma mensagem em seu celular com o seguinte texto:

“ALERTA EXTREMO – Defesa Civil: ALERTA DE DEMONSTRAÇÃO do novo sistema de alerta de emergência no estado. Mais informações, consulte o site do Defesa Civil Alerta.”

A região é a última a receber o recurso. O Defesa Civil Alerta foi lançado no Sul e Sudeste em dezembro de 2024; no Nordeste, em junho de 2025; e no Norte, na última quarta-feira (24/09). Com isso, todo o território brasileiro estará coberto pelo sistema de mensagens urgentes.

O que é o Defesa Civil Alerta?

O Defesa Civil Alerta é um sistema de emergência que envia notificações a aparelhos conectados sobre situações de risco, geralmente relacionadas a condições climáticas, como chuvas fortes, tempestades, ventos e riscos de deslizamento.

Na última segunda-feira (22/09), por exemplo, a Defesa Civil de São Paulo enviou uma mensagem de alerta severo horas antes de uma chuva com rajadas de vento, com risco de quedas de árvore e destelhamentos.

O sistema usa a tecnologia Cell Broadcast, que dispara o aviso sem a necessidade de cadastro prévio, chegando a todos os aparelhos compatíveis que estejam conectados a redes 4G ou 5G na região afetada.

As notificações aparecem em um pop-up em primeiro plano, sobre qualquer aplicativo aberto, e fazem som, mesmo que o aparelho esteja em modo “não perturbe”, no silencioso ou em uma ligação.

Com informações da Anatel

Anatel vai ativar alertas da Defesa Civil no Centro-Oeste

Alerta de emergência apita mesmo quando celular está no silencioso (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brasília e o Distrito Federal lideram listas de cidades e estados com internet móvel mais rápida (Imagem: Leonardo Sá/Agência Senado)
❌