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XP mantém otimismo com PIB e prevê dólar a R$ 5,00; veja os destaques da semana

11 de Julho de 2026, 07:23

A XP preservou a projeção de crescimento de 2,0% para o PIB brasileiro em 2026. O cenário é impulsionado por medidas de estímulo à atividade econômica.

O dólar deve encerrar este ano cotado a R$ 5,00, podendo chegar a R$ 5,30 em 2027. Incertezas políticas e a queda das commodities explicam a pressão cambial.

A previsão para a inflação (IPCA) recuou de 5,5% para 5,2%. Com isso, a Selic deve sofrer um corte de 0,25 ponto em agosto, fechando o ano em 14,00%.

SK Hynix levanta US$ 28 bilhões na Nasdaq

A sul-coreana SK Hynix estreou na bolsa americana captando cerca de US$ 28 bilhões. A empresa busca capital para enfrentar a alta demanda por chips de inteligência artificial.

Mesmo com a oscilação de preços no setor, a procura de investidores foi massiva. O objetivo da companhia é ser reavaliada frente aos seus concorrentes diretos nos EUA.

Onde investir em julho: qualidade é a palavra de ordem

A recomendação para este mês foca em uma carteira equilibrada e diversificada. A estratégia une ativos defensivos a posições com potencial de ganho de capital.

Na renda fixa, os títulos atrelados ao IPCA oferecem taxas historicamente altas. A gestão ativa é sugerida para agilizar a escolha entre diferentes emissores.

Já no mercado de ações, o foco recai sobre empresas de alta qualidade. A XP vê oportunidades após a queda recente, adotando um critério rigoroso de seleção.

Temporada de balanços e destaques operacionais

A partir de 22 de julho, as empresas listadas começam a divulgar seus resultados do 2º trimestre. O mercado aguarda os números para conferir se as expectativas se confirmam.

A construtora Tenda (TEND3) já sinalizou um trimestre forte, com lançamentos de R$ 1,8 bilhão. Vendas recordes e custos menores indicam margens de lucro mais elevadas para a companhia.

Inverno rigoroso beneficia o varejo de moda

O frio intenso no Sul e Sudeste em junho deve impulsionar as vendas de vestuário. O clima favorece diretamente redes como Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3).

O fenômeno meteorológico também reflete, de forma mais moderada, no setor farmacêutico. A XP monitora as temperaturas como um indicador positivo para o consumo.

Estratégia: a constância vence o mercado

Um estudo de 15 anos da XP revelou que investir mensalmente supera a tentativa de prever topos. A regularidade nas aplicações rendeu mais do que esperar o momento “ideal”.

Para investidores de renda fixa, a novidade é a inclusão de fundos de crédito privado. A medida visa facilitar a diversificação para o investidor mais conservador.

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Dividendos: XP despacha elétrica da carteira; veja mudanças

5 de Julho de 2026, 08:57

A XP retirou a Energisa (ENGI11) da sua carteira de dividendos para julho. Segundo a corretora, a elétrica possui maior exposição ao cenário macroeconômico do que outros nomes de sua cobertura. Isso ocorre por causa do seu perfil de duration mais longa e da maior sensibilidade à taxa de juros.

No lugar da companhia, a XP aumentou o peso de Caixa Seguridade (CXSE3) de 5% para 7,5%. Para a corretora, a empresa segue apresentando forte atividade comercial em seus principais segmentos, o que é mais do que suficiente para sustentar os volumes de seguros.

‘Em paralelo, a CXSE continua entregando sinistralidade controlada e se beneficia de um resultado financeiro favorecido pelo patamar elevado de juros, o que sustenta um carrego atrativo.’

Por fim, a corretora trocou fez uma troca entre classes de ações, com a saída das ações preferenciais classe C da Axia (AXIA7) para aumentar os papéis ordinários (AXIA3).

‘Em nossa visão, a Axia permanece como uma das principais proxies líquidas do setor elétrico brasileiro para investidores estrangeiros que buscam aumentar a exposição a utilities em mercados emergentes.’

Como cereja do bolo, o papel também é um componente relevante do Ibovespa, ‘o que deve torná-la uma beneficiária natural de fluxos incrementais em um eventual aumento da alocação para o Brasil’.

Em junho, a carteira registrou queda de 1%, mesmo desempenho do Ibovespa, que também recuou 1%. Desde o seu lançamento, a carteira acumula alta de 326,2%, ante 136,4% do índice.

Veja a carteira abaixo:

CompanhiaTickerPeso
PetrobrasPETR410,0%
PRIOPRIO35,0%
ValeVALE312,5%
Telefônica BrasilVIVT35,0%
AllosALOS37,5%
Axia EnergiaAXIA312,5%
CopelCPLE315,0%
Itaú UnibancoITUB415,0%
B3B3SA310,0%
Caixa SeguridadeCXSE37,5%

Compass tem potencial para subir 50%, diz XP ao iniciar cobertura recomendando compra

23 de Junho de 2026, 10:23

A XP Investimentos iniciou a cobertura da Compass (PASS3), que controla Comgás, Sulgás, Necta e Compagas, ativos premium de distribuição nas regiões mais desenvolvidas do país, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 36,70, o que implica em um potencial de valorização de 50% frente a cotação de fechamento de segunda-feira de R$ 24,47.

O movimento segue uma sequência recente de relatórios otimistas sobre a companhia. Na semana passada, Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual e JPMorgan também iniciaram cobertura do papel com recomendação de compra, reforçando a visão positiva do mercado após a estreia da empresa na Bolsa.

Em relatório, assinado pelos analistas Raul Cavendish, head de Utilities, Regis Cardoso, head de Óleo, Gás e Petroquímicos, e Bruno Vidal, analista de Utilities, a XP destaca que a tese de investimento da companhia é dividida em dois pilares.

O primeiro é a “âncora de valor”, sustentada por um portfólio premium de distribuição de gás natural em regiões economicamente mais desenvolvidas do Brasil, com geração de caixa previsível e espaço para crescimento estrutural, dado o baixo nível de penetração da infraestrutura de gás no país.

O segundo pilar é o “vento a favor”, ligado à plataforma Edge de comercialização de gás, que adiciona opcionalidade de crescimento com retornos marginais elevados e baixo потребimento de capital. O destaque também é o terminal de regaseificação de GNL (TRSP), em São Paulo, que reforça a posição estratégica da companhia na cadeia de suprimento.

Segundo a XP, o negócio combina fluxos de caixa de longo prazo com crescimento real acima do custo de capital, além de uma geração incremental relevante via Edge, com alto retorno sobre o capital investido. Esse conjunto sustenta a visão positiva da corretora.

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XP Asset: desafio da gestora no médio prazo é crescer no exterior, diz novo CEO

7 de Março de 2026, 14:08

O objetivo e o desafio da XP Asset Management no médio prazo é ampliar sua grade de produtos no exterior, afirma o novo CEO da gestora, Leandro Bousquet. A afirmação foi feita em um evento da Blue3 Investimentos para assessores realizado neste sábado (7) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Bousquet assumiu a cadeira na última segunda-feira (2), após ter deixado a chefia de real state e crédito da Vinci Compass em meados de 2025 e cumprido uma quarentena profissional.

“A gente já começou a montar uma grade de produtos offshore, a gente quer ampliar essa grade”, disse ele sobre a asset, que tem atualmente R$ 255 bilhões sob gestão. “Agora em março, estamos triplicando de tamanho o nosso escritório em Miami.”

Segundo Bousquet, o objetivo é “oferecer para os clientes brasileiros a melhor oferta de produtos offshore com a nossa curadoria”.

Ainda sobre seu novo cargo, o executivo afirmou que seu objetivo é buscar “de forma obsessiva” o melhor retorno para os investidores. “Estou há uma semana no cargo e, quando olho para a empresa, vejo que precisamos entregar mais performance aos clientes.”

Segundo o gestor, para se conseguir performance, são necessários três pilares principais:

  1. Pessoas;
  2. Processos (“À medida que você vai crescendo, você tem que garantir que o processo de investimento seja respeitado, principalmente para investimentos líquidos, estruturados.”);
  3. Produtos (“Ter os produtos adequados para o que cliente quer.”).

Segundo ele, numa asset muito grande, como a sua atual, é um grande desafio remunerar os times objetivamente de acordo com seus resultados para atrair os melhores profissionais.

A discussão central sobre a remuneração dos assessores de investimento gira em torno da transição do modelo de comissão por produto para o fee fixo, buscando maior transparência, alinhamento de interesses e redução de conflitos de interesse entre a empresa e o cliente. A XP Investimentos adota atualmente um modelo híbrido.

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos

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