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Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26, alta de 42%

12 de Maio de 2026, 19:35

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

A margem bruta atingiu a marca de 39,0%, estável na comparação anual. A margem bruta ajustada foi a 39,3%, aumento de 0,1 p.p. Já a margem que estima o resultado dos exercícios futuros foi a 42,9%, queda de 0,4 p.p.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8%. Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 119,1 milhões, avanço de 12,1%.

A Cury reportou ainda uma despesa de R$ 44,8 milhões na linha de ‘outros’, que foi 12,8% maior na comparação anual.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) gerou despesa de R$ 10,7 milhões, valor 26,2% menor.

A companhia reportou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional.

Assim, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 406,9 milhões, 28,8% a mais que no último trimestre do ano passado.

Em sua apresentação de resultados, a direção da Cury afirmou que o começo do ano foi impulsionado pela demanda aquecida por imóveis combinada com a eficiência da empresa na produção das moradias. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram 2,3 bilhões, volume recorde.

A construtora destacou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram o poder de compra da população, bem como o público identificável pelo programa.

PagBank (PAGS34): Lucro sobe 4% e chega a R$ 575 mi no 1T26, abaixo do esperado

12 de Maio de 2026, 18:34

O banco digital PagBank (PAGS34) teve lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre, avanço de 4% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$580 milhões para o banco do grupo UOL, segundo dados da LSEG.

A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, representando um ganho de 6% na comparação anual, tendo como impulso a aceleração da plataforma de banking, disse a empresa.

Já o indicador de rentabilidade ROAE do PagBank avançou para 15,8%, subindo 80 pontos básicos em relação ao ano anterior.

O banco encerrou o trimestre com uma base de 34 milhões de clientes, número 6% maior que o visto ano passado. Por conta disso, o volume de cash-in, que soma as entradas de recursos nas contas digitais em adição ao volume na adquirência, totalizou R$ 81 bilhões no período, alta de 11% no ano.

Os depósitos somaram R$ 42 bilhões, avanço de 23% na base anual. A carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, o que representa um aumento de 36% ano a ano, informou a instituição financeira. O aumento percentual supera levemente o guidance de expansão da carteira que a companhia tinha projetado para o ano, de 25% a 35%.

“Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza”, disse Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, em entrevista coletiva com jornalistas, comentando os números da instituição em meio ao atual cenário macroeconômico doméstico.

Nesse contexto, o banco elevou sua perspectiva para o nível em que a taxa Selic estará no final do ano. “Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, disse Carlos Maud, CEO do PagBank.

Desenrola

Ainda avaliando o cenário macroeconômico, a instituição financeira vê como positivo o Novo Desenrola lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas, mas não enxerga grandes impactos positivos ou negativos na empresa.

“Vemos com bons olhos, até porque estamos com quase toda a população economicamente ativa com algum tipo de apontamento negativo de crédito, e o crédito para o Brasil é muito relevante para impulsionar o consumo. Mas, para nós, ele (Desenrola) tem baixa relevância, até porque o nosso portfólio é pequeno”, destacou o CEO. “O Desenrola 1 pegou um pedaço maior que o Desenrola 2 para a gente.”

No início do mês, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, prevendo utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.

O PagBank também vê pouco impacto das altas taxas da inadimplência no país em seu negócio.

“Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$5 bilhões de carteira de crédito”, destacou o CEO.

Em fevereiro, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto desde agosto de 2017. Em 12 meses, o indicador subiu 1,0 ponto percentual.

Assaí (ASAI3) tem queda de 47% no lucro no 1T26, a R$ 86 milhões

27 de Abril de 2026, 19:47

A rede de atacarejo Assaí (ASAI3) teve lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre, queda de 46,7% sobre o resultado obtido um ano antes, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira.

A companhia teve resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 1,025 bilhão, praticamente estável sobre o desempenho do primeiro trimestre do ano passado.

A empresa apurou receita líquida de R$ 18,64 bilhões de janeiro ao final de março, praticamente estável antes os três primeiros meses de 2025.

Analistas, em média, esperavam que o Assaí mostrasse Ebitda de R$1,39 bilhão e receita líquida de R$18,95 bilhões, segundo dados recolhidos pela LSEG.

A companhia afirmou que, incluídos novos créditos de PIS/Cofins, o lucro líquido do primeiro trimestre foi de R$367 milhões.

Trimestre com ‘fatores adversos’

Em release de resultados, o Assaí disse que o primeiro trimestre foi marcado por um “conjunto de fatores adversos que, somados, representaram um desafio incomum para quem atende principalmente as famílias de menor renda”.

“Vivemos uma deflação simultânea em commodities essenciais da nossa cesta: arroz, feijão, açúcar, óleo de soja, farinha de trigo e leite UHT apresentaram queda média de 12% no trimestre. Para quem acompanha o setor há décadas, é inédito ver deflação simultânea dessa magnitude nesse grupo de produtos”, disse.

Ao mesmo tempo, acrescentou, o endividamento das famílias atingiu recordes históricos. “Isso se traduz diretamente em menor capacidade de consumo nas classes C, D e E (exatamente o público em maior volume nas nossas lojas)”, afirmou a empresa. “O topo da pirâmide de renda segue consumindo, mas a base está pressionada”.

“Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina. Significa gestão eficiente de preços, maturação das lojas abertas nos últimos anos, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share”, disse.

*Com informações da Reuters

Resultado da Mega-Sena 2987: NÃO TEVE GANHADOR! Prêmio acumula e vai a R$ 13 milhões

22 de Março de 2026, 11:49

A Caixa Econômica Federal realizou, na noite deste sábado (21), o sorteio do concurso 2987 da Mega-Sena, uma das loterias mais populares do país. Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou e deve chegar a R$ 13 milhões no próximo concurso.

O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP), com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Caixa no YouTube, permitindo que apostadores de todo o Brasil acompanhassem o resultado em tempo real.

Números sorteados na Mega-Sena 2987

Confira as dezenas reveladas:

  • 16 – 17 – 20 – 28 – 46 – 47

Apesar da expectativa dos jogadores, ninguém conseguiu cravar os seis números sorteados, fazendo com que o prêmio acumulasse mais uma vez.

Premiação da Mega-Sena 2987

Mesmo sem ganhador na faixa principal, outras apostas foram contempladas nas faixas secundárias:

  • 6 acertos: não houve ganhadores
  • 5 acertos: 23 apostas ganhadoras, R$ 65.305,07 cada
  • 4 acertos: 1.950 apostas ganhadoras, R$ 1.269,66 cada

Essas faixas garantem que milhares de apostadores ainda consigam receber valores, mesmo sem acertar todas as dezenas.

Próximo concurso já tem valor estimado

Com o acúmulo, o prêmio estimado para o próximo concurso, que será realizado na terça-feira (24), é de R$ 13 milhões. O valor acumulado total já ultrapassa R$ 7,7 milhões.

Além disso, a Mega-Sena também mantém valores reservados para concursos especiais, como a Mega da Virada, que já acumula mais de R$ 68 milhões, aumentando ainda mais o interesse dos participantes.

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Como resgatar o prêmio

Os ganhadores têm até 90 dias para retirar os valores.

Prêmios menores podem ser sacados em casas lotéricas, enquanto quantias maiores devem ser retiradas exclusivamente em agências da Caixa, mediante apresentação de documento oficial com CPF e comprovante da aposta.

Valores acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após a solicitação.

Caso o prêmio não seja resgatado dentro do prazo, o valor é destinado ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES.

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Colaborou: Bianca Lucarelli.

Azul (AZUL53), Americanas (AMER3), Equatorial (EQTL3) e outras empresas divulgam balanços do 4T25 nesta semana

22 de Março de 2026, 11:00

Aproximando-se da reta final, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) tem mais uma semana com a divulgação dos resultados de grandes empresas da Bolsa, entre elas Azul (AZUL53), Americanas (AMER3) e Equatorial (EQTL3).

Ao longo da semana, nomes como Oi (OIBR3), JBS (JBSS32), Automob (AMOB3), Vamos (VAMO3) e Bradespar (BRAP4) também reportam seus números referentes ao período entre outubro e dezembro de 2025.

Azul e mais: veja as empresas que divulgam balanços nesta semana

A elaboração do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas a alteração. A realização de atualizações na tabela pode ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.

Empresa Ticker Data Horário de divulgação Teleconferência
Movida MOVI3 23/03/26 Após o fechamento 24/03/2026, às 9h
Boa Safra SOJA3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Enjoei ENJU3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Automob AMOB3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/2026, às 9h
Oi OIBR3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Americanas AMER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 11h
Cruzeiro do Sul Educacional CSED3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 14h
JBS JBSS32 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 9h
Ser Educacional SEER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Equatorial EQTL3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26, às 14h
Petz PETZ3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 11h
Dasa DASA3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 14h
Vamos VAMO3 27/03/26 Após o fechamento 30/03/26
Azul AZUL4 27/03/26 Antes da abertura 27/03/2026, às 11h
Bradespar BRAP4 27/03/26 Não informado

 

Itaúsa (ITSA4) tem lucro líquido recorrente de R$ 4,45 bi no 4T25, alta de 21%

17 de Março de 2026, 06:10

A holding controladora do Itaú Unibanco, Itaúsa (ITSA4), anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 4,45 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 21% sobre o desempenho de um ano antes, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (16).

No acumulado do ano, a Itaúsa fechou 2025 com lucro recorrente de R$ 16,5 bilhões, alta de 11% e maior lucro anual da série histórica.

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A companhia, que também tem investimentos em empresas como Motiva, Aegea, Alpargatas e Copa Energia, teve um retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 19,6% no último trimestre de 2025, ante 16,6% no mesmo período de 2024.

“O resultado recorrente proveniente das empresas investidas, refletido em nosso resultado em 2025, foi de R$ 17,6 bilhões, crescimento de 12% em relação ao ano anterior devido principalmente ao melhor resultado do Itaú Unibanco (+10%), além dos resultados crescentes do setor não financeiro (+42%) com destaque para Alpargatas, Aegea, NTS, Motiva e Copa Energia”, informou a empresa no comunicado.

Já as despesas administrativas totalizaram R$ 52 milhões no 4T25, aumento de 12% na comparação sazonal, reflexo maiores encargos relacionados ao incentivo de longo prazo e despesas com tecnologia.

Em mensagem de administração, Alfredo Setubal, CEO da Itaúsa, comemorou os resultados recordes no ano em que a holding completou 50 anos.

“Mesmo diante de um cenário macroeconômico marcado por juros elevados, reportamos resultados recordes e remuneração atrativa a nossos acionistas e avançamos de forma consistente em nossa estratégia como gestora de portfólio, combinando alocação de capital responsável, desempenho operacional robusto e governança sólida”.

Mais cedo nesta segunda-feira, a Itaúsa anunciou o pagamento de R$ 1,3 bilhão em juros sobre o capital próprio, sendo o valor por ação de R$ 0,116 (R$ 0,09 líquido).

Para ter direito ao provento, o acionista deve ter o papel em sua carteira no dia 19 de março de 2026. O pagamento ocorrerá até o dia 31 de agosto de 2026.

Sabesp (SBSP3) tem lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bi no 4º trimestre de 2025

17 de Março de 2026, 05:39

A Sabesp (SBSP3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bilhão no quarto trimestre de 2025. A cifra ficou estável em relação à registrada em igual intervalo de 2024.

Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 3,4 bilhões, aumento de 13% na mesma base comparativa. Essa expansão reflete queda de custos de cerca de 10% e aumento de 3% em volume faturado, segundo a empresa.

A receita líquida ajustada cresceu 2,1%, somando R$ 5,7 bilhões. O CFO da Sabesp, Daniel Szlak, atribui o resultado à retirada de descontos para grandes clientes, assim como expansão da base de consumidores com o avanço da universalização.

“Parte desse crescimento é compensada pelo aumento da base de clientes com tarifas subsidiadas. Hoje, cerca de 20% dos consumidores residenciais têm acesso a esse tipo de tarifa, quase o dobro do observado um ano antes”, disse em entrevista à Broadcast.

O executivo destacou ainda os ganhos de eficiência, com reduções nas despesas gerais e administrativas e otimização de energia com migrações para o mercado livre.

Resultados anuais

No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado da Sabesp subiu 22,1% em relação a 2024, atingindo R$ 6,3 bilhões.

“A companhia conseguiu reduzir custos em 13% no ano, o que contribuiu para melhorar o resultado final. Esse ganho de eficiência operacional ajudou a ampliar o lucro mesmo em um cenário de juros mais altos”, acrescentou Szlak.

O Ebitda atingiu R$ 13,2 bilhões em 12 meses, 16,6% acima do ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida ajustada cresceu 2,2% em 2025, alcançando R$ 22,2 bilhões, impulsionada pelos novos consumidores atendidos no âmbito da universalização e um modesto aumento de consumo per capita.

Itaú BBA vê oportunidade rara em peso-pesado da bolsa; potencial é de 50%

16 de Março de 2026, 12:44

Quando se fala em varejo, parte dos investidores e do mercado costuma virar a cara. Mas, quando o assunto é o Mercado Livre (MELI), a conversa é outra.

A companhia sempre figura entre as principais escolhas de gestores e analistas. Com o Itaú BBA não foi diferente. Os analistas até reduziram o preço-alvo, de US$ 2.600 para US$ 2.500, porém o valor ainda representa potencial de alta de 50% em relação ao último fechamento.

Os analistas argumentam que reduziram as estimativas para incorporar um período mais longo de margens de lucro operacional (EBIT) mais baixas.

A própria administração reiterou sua confiança em um nível de margem EBIT de aproximadamente 9%, patamar com o qual a MELI encerrou 2025 — sem alavancagem operacional em 2026, dado o nível de investimentos contínuos em frete grátis, cartão de crédito e comércio internacional.

Com isso em mente, o Itaú cortou a projeção de EBIT para 2026 em 13,8%, para US$ 3,5 bilhões (margem de 9,1%), e a de lucro líquido em 14,3%, para US$ 2,37 bilhões.

Para o primeiro trimestre de 2026, os analistas dizem que o nível típico de margem EBIT deverá ficar em torno de 9%.

Crescimento em primeiro lugar, qualidade depois

Um dos pontos que pesam contra a ação é o caminhão de dinheiro que o Mercado Livre gasta em investimentos.

Por outro lado, os resultados aparecem: os indicadores qualitativos e quantitativos sugerem que a execução está indo na direção certa, destaca o Itaú.

Ainda assim, investidores parecem pouco dispostos a pagar por essa melhora.

Desde janeiro, o mercado tem torcido o nariz para as techs por conta do alto investimento em tecnologia e das incertezas envolvendo inteligência artificial.

Os analistas do Itaú lembram que esses investimentos se traduzem em quedas nominais ano a ano no lucro operacional (EBIT) e no lucro por ação (EPS — earnings per share) para uma empresa negociada a um múltiplo preço/lucro (P/L) considerado elevado, de aproximadamente 36 vezes para 2026.

Outras varejistas negociam na faixa de 20 vezes.

A luz no fim do túnel?

A luz no fim do túnel, porém, parece próxima.

Após interagir recentemente com a empresa, os analistas dizem ver as projeções de compra e venda convergindo para um EBIT de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (margem de 9%) para 2026.

Isso pode sinalizar que as revisões para baixo estão próximas do fim.

Poucas coisas são mais prejudiciais para uma ação do que revisões negativas persistentes nos lucros”, afirma o relatório.

Ainda segundo o Itaú BBA, olhando para frente, o segundo semestre de 2026 poderá marcar uma inflexão nas margens, com retomada da expansão ano a ano — o que naturalmente proporcionaria um alívio relevante.

Até lá, é provável que as ações permaneçam sob pressão, sem catalisadores claros no curto prazo. Assim, para fundos de hedge, a relação risco-retorno parece pouco atraente. Para investidores de longo prazo, talvez seja uma daquelas oportunidades que a MELI raramente oferece.”

Temporada de balanços do 4T25 tem sido decepcionante até agora, diz XP

15 de Março de 2026, 13:02

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) está caminhando para reta final com resultados aquém do esperado, na avaliação da XP.

Em relatório, os estrategistas Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo afirmam que a proporção de “surpresas positivas” nos principais indicadores — como receita, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido — caiu para os menores patamares da série histórica da corretora.

De acordo com a equipe, apenas 37% das empresas superaram as estimativas de lucro líquido, ante média histórica de 51%. Em relação ao Ebitda, 21% das companhias apresentaram resultados acima do esperado, contra uma média histórica de 42%.

“Para receita e Ebitda, boa parte da queda na proporção de surpresas positivas foi refletida em uma maior participação de resultados em linha com o esperado, que atingiu os níveis mais altos da nossa série histórica para ambos os indicadores”, diz o relatório.

Já na linha de receita, somente 27% das empresas registraram números acima das projeções, também abaixo da média histórica de 39%.

Na análise, os estrategistas consideraram os resultados de 71 empresas que estão dentro da cobertura da XP.

“Entendemos que esses números podem refletir o pico da desaceleração da atividade econômica doméstica, em grande medida decorrente do ambiente de juros elevados no Brasil”, afirmaram Ferreira, Rosa e Figueredo.

Apesar do desempenho fraco, os estrategistas mantêm uma visão mais construtiva para as empresas, considerando que o início do ciclo de afrouxamento monetário tende a criar um “pano de fundo mais favorável” para os lucros.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (18), levando a taxa de juros de 15% para 14,75% ao ano.

A visão mais otimista também é sustentada pela expectativa de uma reaceleração da atividade econômica a partir do primeiro trimestre de 2026 (1T26), apoiada por maior estímulo fiscal.

Os melhores e piores do 4T25

Para a XP, o setor de papel e celulose tem sido o destaque positivo da temporada de balanços do 4T25 até agora.

Segundo os estrategistas, o setor vem apresentando fortes surpresas tanto na linha de receita quanto na de lucro, impulsionadas especialmente por “resultados sólidos” da Suzano (SUZB3).

O segmento também é uma exceção entre as commodities, cujas empresas têm apresentado um desempenho mais misto até o momento. Mineração e siderurgia, por exemplo, registraram 40% de surpresas positivas e 40% negativas.

Já entre as companhias de óleo e gás, 67% apresentaram resultados abaixo do esperado, embora a temporada de resultados ainda esteja em estágio inicial, destacam os estrategistas da XP.

Em termos de lucro, os destaques positivos vão para os setores de TMT (tecnologia, mídia e telecomunicações) e agronegócio.

O agro, porém, tem apresentado uma dinâmica mais negativa na linha de receita, com 60% das empresas ficando abaixo das estimativas e 80% abaixo das projeções de Ebitda.

Entre os setores de propriedades comerciais e utilidades públicas (utilities), as dinâmicas de resultados têm sido mais fracas, com a maioria das empresas registrando surpresas negativas.

Reação do mercado

No relatório, os estrategistas da XP também destacam que o mercado não tem mostrado uma reação muito forte à divulgação de resultados, em um contexto em que fatores macroeconômicos têm dominado os fundamentos micro.

Além disso, “a forte dispersão de reação entre surpresas positivas e negativas que observamos em trimestres anteriores não tem se repetido neste trimestre, já que as ações que entregaram surpresas negativas vêm apresentando reações mais positivas do que aquelas que entregaram surpresas positivas”, escreveram Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo.

A equipe também considera que as revisões de lucros para os próximos trimestres seguem “sólidas”.

“As expectativas de lucros para os próximos trimestres têm permanecido amplamente estáveis até agora, apesar das decepções nesta temporada de resultados”, afirmaram.

Isso, segundo os estrategistas da XP, sugere que o mercado não está precificando um cenário micro persistentemente negativo para o Brasil.

Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3), Sabesp (SBSP3) e outras empresas divulgam balanços do 4T25 nesta semana

15 de Março de 2026, 11:00

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) ainda reserva duas semanas com relatórios de resultados de grandes empresas. No período entre 16 e 20 de março, alguns dos destaques são Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3) e Sabesp (SBSP3), que divulgam seus números já na segunda-feira (16).

Ao longo da semana, nomes como Minerva (BEEF3), MBRF (MBRF3), PetroReconcanvo (RECV3), Cyrela (CYRE3), Taesa (TAEE3) e Cemig (CMIG4) também reportam seus números referentes ao período entre outubro e dezembro de 2025.

Itaúsa e mais: veja as empresas que divulgam balanços nesta semana

A elaboração do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas à alteração. A realização de atualizações na tabela pode ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.

Empresa Ticker Data Horário de divulgação Teleconferência
Itaúsa ITSA4 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 10h
Natura NATU3 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 9h
Sabesp SBSP3 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 10h
EcoRodovias ECOR3 17/03/26 Após o fechamento 18/03/2026, às 11h
Taesa TAEE11 17/03/26 Após o fechamento 18/03/2026, às 11h
Minerva BEEF3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 9h
Petroreconcavo RECV3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Vivara VIVA3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
CVC Brasil CVCB3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Mills MILS3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 14h
Positivo POSI3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 11h
MBRF MBRF3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Tupy TUPY3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Cemig CMIG4 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Cyrela CYRE3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Unipar UNIP3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/26, às 14h
Bemobi BMOB3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 9h30

 

Hypera (HYPE3) tem salto no lucro líquido do 4º tri e supera expectativas de analistas

13 de Março de 2026, 06:48

A farmacêutica Hypera (HYPE3) teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12).

O resultado foi bem acima do lucro líquido de R$ 79 milhões obtido pela empresa no quarto trimestre de 2024 e ficou próximo dos 454 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Analistas, em média, esperavam que a companhia apresentasse lucro de R$ 395 milhões, segundo dados da LSEG.

  • CONFIRA: Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamente 

A companhia também apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda de operações continuadas de R$ 748,4 milhões de outubro ao final de dezembro, ante expectativa média do mercado de R$ 731 milhões, também de acordo com a LSEG.

O resultado do período foi apoiado em parte por um crescimento de 48% na receita líquida ante o quarto trimestre de 2024, para R$ 2,24 bilhões, em meio a uma expansão de 7,4% da venda ao consumidor final do varejo farmacêutico, algo que seguindo a Hypera foi 0,5 ponto percentual “superior ao avanço do mercado de atuação”.

Enquanto isso, as despesas com marketing ficaram relativamente estáveis, recuando 0,7% no período, a R$ 381 milhões. Já as despesas com vendas cresceram 6,8%, para R$ 260 milhões.

O grupo ainda reduziu as despesas gerais e administrativas em 11,6% no quarto trimestre sobre um ano antes, para R$ 88 milhões.

Energisa (ENGI11): Lucro líquido consolidado soma R$ 975 milhões no 4T25, queda de 54%

13 de Março de 2026, 05:59

O lucro líquido consolidado da Energisa (ENGI11) ficou em R$ 975,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 54% na comparação com igual período de 2024. Descontando ajustes, como o Valor Novo de Reposição (VNR) do segmento de distribuição, o lucro líquido societário da transmissão, efeitos não caixa e não recorrentes e adicionando o lucro regulatório do segmento de transmissão, o lucro líquido ajustado recorrente foi de R$ 806,4 milhões, 150,4% acima do reportado um ano antes.

No consolidado de 2025, o lucro líquido consolidado alcançou 3,14 bilhões, montante 32,3% menor que o anotado no exercício anterior. Descontando os ajustes, o resultado líquido recorrente cresceu 9,5%, para R$ 2,06 bilhões.

Pesou no desempenho trimestral a alta de 404,2% do resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 957,6 milhões, ante os R$ 189,9 milhões anotados entre outubro e dezembro de 2024.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) cresceu 11,9% no quarto trimestre, frente igual etapa de 2024, para R$ 2,013 bilhões. Pelo critério ajustado recorrente, o Ebitda chegou a R$ 2,326 bilhões, avanço de 21,7%. Já o Ebitda ajustado para critério de covenants, que considera receitas de acréscimos moratórios, subiu 11,5%, para R$ 2,12 bilhões.

A receita líquida ajustada somou R$ 7,92 bilhões nos últimos três meses de 2025, aumento de 4,3% em relação ao reportado entre outubro e dezembro do ano anterior.

A dívida líquida ajustada da Energisa alcançou R$ 32,829 bilhões ao fim de dezembro, acima dos R$ 29,2 bilhões anotados no encerramento de setembro. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado covenants 12 meses ficou em 3,6 vezes, acima dos 3,2 vezes do terceiro trimestre.

Já os investimentos somaram R$ 1,89 bilhão entre outubro e dezembro, queda de 7,5% frente a iguais meses do ano anterior. No consolidado de 2025, os investimentos totalizaram R$ 6,6 bilhões, alta anual de 2,3%.

Randon (RAPT4) tem prejuízo de R$ 231,3 mi no 4º tri

13 de Março de 2026, 05:47

A Randon (RAPT4) registrou prejuízo líquido de R$ 231 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo os lucros de R$ 118 milhões do mesmo período do ano anterior e de R$ 23 milhões no terceiro trimestre, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12).

Segundo a fabricante de implementos rodoviários, o prejuízo se deu “diante da queda expressiva de mercado, do aumento das despesas financeiras e de um maior patamar de eventos não recorrentes”.

A empresa apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 330 milhões, queda de 21,3% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.

A receita líquida consolidada do período recuou 1,5% no período, para R$ 3,2 bilhões, segundo o balanço.

A alavancagem financeira líquida ficou em 4,72 vezes ante 2,89 vezes no quarto trimestre de 2024.

A empresa também divulgou nesta quinta-feira suas projeções para 2026. A companhia espera receita líquida consolidada entre R$ 12,5 bilhões e R$ 14 bilhões no ano, ante R$ 13,1 bilhões registrados em 2025. A margem Ebitda esperada é de 12,0% a 14,0% no ano. Em 2025, foi de 12,2%.

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