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Juros futuros recuam de olho no quadro eleitoral

18 de Setembro de 2026, 19:39

A curva de juros futuros encerrou o dia com redução dos prêmios em todos os vencimentos, após estresse inicial com o anúncio do reajuste de 15% no Bolsa Família, o que aumentou as preocupações fiscais do mercado.

Agentes não viram um gatilho específico para a acomodação da curva a termo, que entrou no campo negativo no início da tarde, mas veem relação do movimento com a precificação do mercado de que a oposição pode sair vencedora das eleições. Também contribuiu um ingresso de fluxo aplicado em todos os vértices da curva, com mais força na ponta longa, segundo uma fonte.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 marcou estabilidade frente ao ajuste da véspera, em 13,555%.

O DI para janeiro de 2029 cedeu levemente, a 13,840%, vindo de 13,845% no ajuste.

O DI para janeiro de 2031 teve baixa de 14,061% a 14,020%.

O que mexeu com os DIs hoje?

Divulgada na quinta à noite, a pesquisa Datafolha – que mostrou empate técnico entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o petista numericamente à frente — não fez preço pela manhã: os números foram lidos como “mais do mesmo”, sem grande impulso da oposição.

Os ativos costumam reagir positivamente quando Flávio melhora nas pesquisas porque, para parte do mercado, um governo de direita estaria mais inclinado a entregar um ajuste fiscal.

Mesmo com a Datafolha “neutra” e sem rumores sobre novas enquetes, agentes avaliam que foi o quadro político que permitiu o alívio nas taxas no restante da sessão, dado que os investidores têm precificado que Flávio pode ser eleito.

Para o estrategista-chefe da Sincra, Gustavo Cruz, o movimento que faria mais sentido na semana, assim como nesta sexta, seria de deslocamento para cima da curva, uma vez que ficou claro que os EUA vão subir juros ao menos mais uma vez.

“Deveríamos ter visto uma reação mais forte da curva no Brasil, mas o quadro eleitoral e os acontecimentos no STF embaralharam um pouco o cenário, assim como o aumento do Bolsa Família”, disse.

No período da tarde da quinta, o MPTCU pediu a suspensão do reajuste de 15% do benefício, anunciado pelo governo federal. Na solicitação, o órgão aponta que a medida pode ter desrespeitado a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao não indicar a fonte de custeio, tampouco estimativas de impacto financeiro, além de ser incompatível com as leis orçamentárias. “Isso também pode ter ajudado um pouco a curva”, acrescenta Cruz.

Segundo um estrategista de uma grande casa, que falou sob anonimato, no período da tarde ocorreu um fluxo aplicado – ou seja, que aposta na queda das taxas — distribuído ao longo de todos os vencimentos da curva, com mais força no de janeiro de 2031, o que também ajudou na perda de fôlego dos juros.

Para Iván Riveros, estrategista de câmbio e juros para mercados da América Latina do Citi, os DIs podem continuar se descolando da postura mais conservadora do Fed, conforme já observado ao longo de setembro. “Nas próximas semanas, os ativos locais devem continuar sendo guiados principalmente por desdobramentos políticos, já que a divergência nos arcabouços fiscal e econômico dos candidatos moldará as expectativas do mercado para 2027”, afirmou.

O que mexeu com os Treasuries?

Nos EUA, os títulos soberanos continuaram se ajustando no período da tarde após a elevação de 0,25 ponto porcentual nos juros pelo Fed na quarta-feira, assim como a projeções de nova alta até o fim do ano. Nesta sexta, o aumento promovido pelo Banco do Japão (BoJ, em inglês) no juro básico do país, para 1,25% — maior nível em três décadas — e perspectivas de aperto adicional também pressionaram as curvas globais.

Às 18h04, a taxa da T-note de dois anos avançava de 4,683% a 4,743%, enquanto a da T-note de dez anos subia de 4,937% para 4,993%.

Taxas longas fecham com leves baixas apesar de alta dos rendimentos dos Treasuries

18 de Setembro de 2026, 18:01

SÃO PAULO, 18 Set (Reuters) – Após ⁠subirem pela manhã, em sintonia com o avanço dos ⁠rendimentos dos Treasuries, as taxas dos DIs de longo prazo fecharam a sexta-feira ‌com leves baixas, enquanto o noticiário eleitoral seguiu permeando os negócios.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,62%, praticamente estável ‌ante o ajuste de 13,617% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,145%, com baixa de 5 pontos-base ante 14,196%.

Na quinta-feira as taxas haviam fechado com baixas após uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrar leve fortalecimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula ⁠da ‌Silva (PT) pelo Planalto.

Nesta sexta-feira os investidores digeriram a nova pesquisa do Datafolha, mostrando um cenário ⁠de estabilidade. Lula tem 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Flávio. Os percentuais são os mesmos da pesquisa da semana anterior e indicam empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Algumas pesquisas favoráveis a Flávio nas últimas semanas vinham sustentando o “trade eleitoral”, que ​se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs.

Isso porque Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, ​que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Na véspera o governo anunciou o reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal de R$5,8 bilhões este ano e US$22 bilhões no próximo.

Nesta sexta-feira o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior deu suporte à curva brasileira até o ‌início da tarde, mas após as 13h as taxas perderam ​força e passaram a exibir leves baixas, em especial na ponta longa da curva.

Operador ouvido pela Reuters citou certo “exagero” pela manhã no avanço dos prêmios no Brasil, o que fez parte dos investidores realizar lucros ⁠à tarde, vendendo taxa. A agenda ​econômica relativamente esvaziada e ​a ausência de novidades de impacto na disputa eleitoral também deixaram a curva relativamente acomodada.

Após atingir a máxima ⁠de 14,255% (+6 pontos-base) às 9h41, a taxa do ​DI para janeiro de 2035 chegou a marcar 14,135% (-6 pontos-base) em alguns momentos da tarde.

A perda de força das taxas no Brasil durante a tarde ocorreu a despeito de no exterior os ​rendimentos dos Treasuries seguirem em alta, com investidores elevando ligeiramente as apostas de novo aumento de juros pelo Federal Reserve em outubro.

Após o Fed ter ​subido juros na última ⁠quarta-feira, o Banco do Japão (BoJ) anunciou nesta sexta-feira o aumento de sua taxa para 1,25%, o maior nível em 32 ⁠anos. A decisão do BoJ reforçou a percepção de que a atual tendência nas economias desenvolvidas é de aperto monetário, em meio à pressão inflacionária trazida pela guerra no Oriente Médio.

Às 16h31, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 6 pontos-base, a 5,004%. No mesmo horário, o petróleo Brent cedia 1,67%, para US$103,07 o ​barril.

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Juros futuros avançam com petróleo acima de US$ 101 e subvenção estendida

9 de Setembro de 2026, 19:35

A curva de juros futuros ganhou força nesta quarta-feira (9), diante da pressão do petróleo e do avanço dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries. O cenário doméstico também pesou contra.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, encerrou a 13,580%, de 13,571% do fechamento anterior, com alta de 0,9 ponto-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,865%, ante 13,705% do fechamento anterior, avanço de 16 pontos-base.

A DI para janeiro de 2031, subiu 19 pontos-base e terminou o dia a 14,095%, ante 13,902% do fechamento da última terça-feira (8).

Nos EUA, o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,436%, ante 4,427% do ajuste anterior, por volta de 18h05 (horário de Brasília).

Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,845%, de 4,837% da última sexta-feira, no mesmo horário.

O que mexeu com os DIs hoje?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que diminuiu o PIS/Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro, e cortou R$ 0,19 por litro do etanol, zerando toda a tributação do produto. Também assinou uma Medida Provisória que prevê subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel, para que os preços continuem estáveis nas bombas.

O novo “pacote de bondades” foi divulgado no mesmo dia em que os contratos futuros de petróleo fecharam com alta de mais de 3%, e o Brent para novembro, que serve de referência para a Petrobras, atingiu US$ 101,21 o barril, o maior patamar desde o fim de julho.

Depois de trocas de ataques entre os dois lados, o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou nesta tarde que não está buscando um acordo com Teerã, e previu que a guerra só deve acabar em novembro, reacendendo expectativas de que a commodity energética seguirá pressionada.

“É uma medida ruim por todos os lados, não só pelo fiscal. A eleição está chegando e o ‘saco de maldades’ está solto”, afirmou um trader à Broadcast, em caráter reservado, sobre a redução da cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina. Em sua visão, ainda há mais medidas como essa que podem vir, às vésperas das eleições.

Nos cálculos de Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, a medida deve retirar 0,15 ponto porcentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste mês, sendo 0,11 ponto referente à gasolina, e 0,04 ponto ao etanol. Mesmo sob o aspecto inflacionário, porém, o subsídio teve uma leitura negativa pelo mercado.

“Melhora a inflação de curto prazo, mas piora a de longo prazo com o impulso gerado”, observa Eduardo Cohn, gestor de portfólio da Heritage Capital. Sob anonimato, um estrategista de uma grande tesouraria menciona que a medida gera um risco de rebote da inflação em 2027, que pode ficar “represada” este ano.

No exterior

Nos EUA, os retornos dos Treasuries continuaram operando perto das máximas da sessão ao longo da tarde, impulsionados também pelo valor de recompra de títulos da dívida pública informado nesta quarta-feira pelo Tesouro. A atuação nos papéis de 10 a 20 anos, prevista para ocorrer nesta quinta, será de US$ 6 bilhões. Às 17h13, o rendimento do título de 10 anos subia de 4,794% a 4,839%.

“Hoje [quarta-feira] o mercado de juros teve uma correção e dinâmica do exterior amplifica esse movimento”, disse o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Sem referência dos EUA, juros futuros intermediários e longos sobem quase 20 pontos-base à espera de ata do Copom

19 de Junho de 2026, 18:16

A curva de juros futuros estendeu em alta pela terceira sessão consecutiva sem a referência dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) por conta do feriado de Juneteenth.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,255% ante 14,235% do fechamento anterior, leve alta de 2 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,940% ante 14,765% do fechamento anterior, avanço de quase 18 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, subiu 18,5 pontos-base e terminou o dia a 14,650% ante 14,465% do fechamento da última quinta-feira (18).

O que mexeu com os DIs hoje?

A “rolagem” do horizonte relevante do Banco Central para a convergência à meta de inflação no comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) continuou a pressionar as taxas de DIs de longo prazo.

Para analistas, o comunicado da decisão foi ‘confuso’, gerou ruídos e pareceu sugerir que o BC quer cortar novamente a Selic em agosto, a despeito da piora das expectativas de inflação.

No mercado, a expectativa é de que a ata de decisão, a ser divulgada na manhã de terça-feira(23), corrija o ruído gerado pelo comunicado.

As tensões geopolíticas também voltaram a concentrar as atenções após o cancelamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e do encontro de autoridades dos dois países na Suíça para a assinatura oficial do acordo de paz.

Além do impasse nas negociações, os combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano se intensificaram durante a madrugada, com mais de 18 pessoas mortas em ataques israelenses e quatro soldados israelenses mortos em um dos ataques mais letais realizados pelo grupo apoiado pelo Irã durante esta guerra.

Teerã condenou os ataques israelenses ao Líbano e alertou sobre suas consequências para a paz e a segurança na região, afirmando que os Estados Unidos são diretamente responsáveis pela situação.

Juros futuros avançam na esteira dos Treasuries com impasse nas negociações EUA-Irã e Copom no radar

27 de Abril de 2026, 18:25

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta segunda-feira (27) em alta, com avanço de mais de 10 pontos-base no vencimentos de médio e longo prazos, na esteira dos Estados Unidos após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 4 pontos-base e fechou a 14,135% ante 14,095% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em alta, a 13,615% ante 13,470% do fechamento anterior – um avanço de 14 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,650% ante 13,540% do fechamento da última sexta-feira (24), alta de 11 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram alta.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,799% ante 3,776% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,340% ante 4,349% do fechamento anterior.

“As Treasuries sobem de forma relativamente paralela, refletindo a alta no preço do petróleo em meio ao impasse para resolução definitiva entre Irã e EUA”, destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

“Adicionalmente, o leilão de 2 anos de títulos do Tesouro americano emitido hoje apresentou leve ‘tail‘ (cauda), sinalizando demanda marginalmente mais fraca. Esse movimento é replicado na curva local, que segue o exterior de forma praticamente uniforme”, acrescentou Shahini.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã no fim de semana.

Já na tarde de hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente norte-americano Donald Trump discutiu uma nova proposta iraniana para resolver a guerra com Teerã com seus principais assessores de segurança nacional nesta segunda-feira.

Ela ainda afirmou que o presidente quer que a hidrovia de trânsito de petróleo do Estreito de Ormuz seja aberta e que o Irã entregue seu urânio enriquecido.

“Eu não diria que eles estão considerando a possibilidade. Eu diria apenas que houve uma discussão esta manhã que eu não quero adiantar, e vocês ouvirão diretamente do presidente, tenho certeza, sobre esse assunto”, acrescentou Leavitt.

Expectativa para Selic

O Relatório Focus desta segunda-feira mostrou que a expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50%, na Selic na próxima quarta-feira (29).

As ações do Copom negociadas na B3 precificavam 86,35% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 2,5% de chance de redução de 50 pontos-base, de acordo com a atualização mais recente, da última sexta-feira (24).

O Focus ainda apontou a mediana para o IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes.

*Com informações de Reuters

Juros futuros fecham em baixa à espera de negociações entre EUA e Irã

24 de Abril de 2026, 18:18

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta sexta-feira (24) em queda na expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã, preços do petróleo Brent abaixo de US$ 100 o barril e precificação de corte na Selic na próxima semana.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 4 pontos-base e fechou a 14,095% ante 14,140% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em baixa, a 13,470% ante 13,575% do fechamento anterior – um recuo de 10 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,540% ante 13,660% do fechamento da última quinta-feira (23), queda de 12 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram perdas.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,785% ante 3,825% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,306% ante 4,323% do fechamento anterior.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, em meio a expectativa de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã.

Hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planeja mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com o Irã em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Leavitt ainda disse que o governo Trump viu “algum progresso” do lado iraniano nos últimos dias, sem entrar em detalhes.

Ainda em entrevista à Reuters, Trump afirmou que o país persa planeja fazer uma oferta com o objetivo de satisfazer as exigências dos EUA.

Expectativa para Selic

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. Nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Já no Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano.

Na quarta-feira (22) – dado consolidado mais recente – as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 84% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 7% de chance de redução de 50 pontos-base.

Em 6 de abril, um dia antes de EUA e Irã fecharem o cessar-fogo de duas semanas, depois prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

Mais do que a reunião da próxima semana do Copom, o mercado discute atualmente o que o colegiado fará na reunião seguinte, em junho.

“Tenho dúvidas se ele (o Copom) faz mais uma (redução) de 25 (pontos-base) ou se para por aí”, comentou o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares. “Mesmo que o conflito no Oriente Médio acabe hoje, já se contratou um desequilíbrio econômico no mundo que vai durar alguns trimestres.”

*Com informações de Reuters

Juros futuros invertem sinal e fecham em baixa com expectativa de negociações entre EUA e Irã

7 de Abril de 2026, 18:24

A curva de juros futuros inverteu a trajetória na reta final do pregão com expectativa de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã “de última hora” com mediação do Paquistão.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,145%, na mínima intradia, ante 14,170% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa chegou a subir mais de 11 pontos-base, registrando máxima a 14,280%.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou a 13,680%, ante 13,725% do fechamento anterior.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o pregão a 13,795%, no menor nível diário, ante 13,820% do fechamento da última segunda-feira (6).

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também inverteram o sinal nos últimos minutos do pregão e fecharam em queda.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – caiu a 3,800% ante 3,850% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia a 4,301% ante 4,335% do fechamento anterior.

De olho em acordo no Oriente Médio

Na tentativa de amenizar as tensões geopolíticas, o Pasquistão pediu para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Vale lembrar que, pela manhã, o chefe da Casa Branca afirmou que “uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não fosse firmado até às 21h (horário de Brasília), em publicação na rede social Truth.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Juros futuros mantêm trajetória de alta e voltam a superar 14% em todos os vencimentos

26 de Março de 2026, 18:17

A curva de juros futuros brasileira teve mais uma sessão de fortes ganhos, com as taxas voltando a superar 14% em todos os vencimentos, em meio à cautela com a guerra no Irã e choques inflacionários na economia global.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,320% ante 14,105% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa bateu máxima a 14,360%, uma alta de 25 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 14,085% ante 13,815% do fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,125%, alta de 31 pontos-base.

Já DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia a 14,105% ante 13,980% do fechamento de ontem (23), após subir 16 pontos-base, a 14,130%, na máxima intradia.

O movimento também acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em alta, em meio às incertezas de duração da guerra no Oriente Médio e os preços de petróleo de volta ao nível de US$ 100 o barril.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – fechou próximo da estabilidade a 3,882% ante 3,881% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subiu a 4,412% ante 4,328% da véspera.

Todos os olhos na inflação

As taxas de DIs reagiram a novos dados de inflação e perspectivas do Banco Central (BC) para a economia brasileira.

A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,44% em março, puxada por Alimentação e Bebidas e Despesas Pessoais. A estimativa era de alta de 0,29% neste mês, de acordo com a mediana das projeções do Broadcast.

O IPCA-15 fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 3,90% – dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.

Já o BC revisou para cima suas projeções de inflação no chamado horizonte relevante — o período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os efeitos de sua política sobre a economia.

Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM), a expectativa para o terceiro trimestre de 2027 subiu 0,1 ponto percentual, para 3,3%.

Entre os fatores de alta, estão a elevação do preço do petróleo e a revisão do hiato do produto, que indica atividade econômica acima da capacidade potencial. Por outro lado, a apreciação do real e a leve queda nas expectativas de mercado ajudaram a conter o avanço.

Na avaliação de economistas consultados pelo Money Times, o RPM veio em linha com a ata e o comunicado do Copom, reforçando o cenário de incertezas geopolíticas com o conflito no Oriente Médio e os riscos, tanto altistas quanto baixistas, que a guerra traz para a inflação.

Durante a coletiva, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o conservadorismo da política monetária em 2025 deu à autarquia “gordura” para poder analisar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Entre profissionais do mercado ouvidos pela Reuters, a avaliação é de que, no cenário atual, o BC caminha para cortar a Selic em apenas 25 pontos-base em abril – e não mais em 50 pontos-base, como os ativos estavam precificando anteriormente. A Selic está em 14,75% ao ano.

“O BC vai acelerar (os cortes da Selic) apenas em junho. Mas, claro, dependendo do cenário internacional”, avaliou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano.

Na B3, as opções de Copom precificavam ontem (25) –– na atualização mais recente, 37,50% de chance de o Copom cortar a Selic em 50 pontos-base, para 14,25% ao ano. A probabilidade de redução de 25 pontos-base, para 14,50% a.a., era de 37% e a chance de manutenção em 17%.

Antes da guerra, os percentuais eram de 77,50% para corte de 50 pontos-base em abril, 20,04% para redução de 25 pontos-base e zero para manutenção.

Conflito no Irã

No 27º dia de conflito no Irã, o mercado continuou a monitorar os desdobramentos e aumentou a aversão a risco, com novas incertezas sobre a duração da guerra.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã está desesperado por um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, mas que os negociadores iranianos são “estranhos”.

“Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos’. Eles estão ‘implorando’ para que façamos um acordo, o que deveriam estar fazendo, já que foram militarmente aniquilados, sem nenhuma chance de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas ‘analisando nossa proposta’”, disse Trump na Truth Social.

Na mesma publicação, o chefe da Casa Branca disse que o Irã deve “levar a sério” o acordo para pôr fim à guerra.

Até agora, autoridades do Irã têm negado as negociações para um cessar-fogo. Ontem (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que as “conversas indiretas” não equivalem a uma negociação.

Já no final da tarde, Trump anunciou que estava interrompendo os ataques às usinas de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano, e afirmou que as negociações com Teerã estão indo “muito bem”.

*Com informações de Reuters

Juros futuros fecham em ligeira queda com expectativa de cessar-fogo entre EUA e Irã

25 de Março de 2026, 18:41

A curva de juros futuros brasileira fechou em ligeira queda nesta quarta-feira (25), nos vencimentos de curto e médio prazos, diante de notícias sobre o envio de uma proposta dos Estados Unidos ao Irã sobre um possível cessar-fogo.

A informação ajudou a aliviar os preços do petróleo, com os contratos futuros do Brent para junho fechando abaixo dos US$ 100 o barril, e os temores inflacionários do mercado.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou próximo da estabilidade a 14,105%, ante 14,160% do ajuste anterior.

A taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 13,815%, vindo de 13,870% em relação ao fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,030%, alta de 26 pontos-base.

Já o DI para janeiro de 2036, de longo prazo, subiu de 13,935% ontem para 13,980% hoje.

O movimento dos DIs de curto e médio prazo acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em queda, diante da moderação dos preços do petróleo e expectativas de um acordo de cessar-fogo.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – fechou a 3,887% ante 3,936% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – recuou a 4,332%, ante 4,392% da véspera.

Expectativas para a Selic

O mercado aguarda maiores informações quanto às projeções do Banco Central (BC) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Relatório de Política Monetária (RPM), que será divulgado amanhã (26), às 8h.

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de março, as projeções para o IPCA subiram de 3,4% para 3,9% em 2026, enquanto as expectativas para o atual horizonte relevante do BC — o terceiro trimestre de 2027 — subiram de 3,2% em janeiro para 3,3%, ainda abaixo das expectativas do último Boletim Focus, de 3,8%, elevadas com o conflito no Oriente Médio.

Além disso, amanhã, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a prévia da inflação de março, que nesta leitura ainda não deve refletir a pressão altista na gasolina. Segundo a pesquisa Projeções Broadcast, o mercado espera desaceleração do IPCA-15, de 0,84% em fevereiro para 0,29% em março.

Cessar-fogo no Oriente Médio

Ontem (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que as negociações com o Irã estavam mostrando progresso e que as autoridades de Teerã tinham interesse em chegar a um acordo. O jornal The New York Times também noticiou que os Estados Unidos enviaram uma proposta para o Irã.

De acordo com autoridade sênior iraniana à Reuters, o Irã ainda está avaliando uma proposta dos EUA para acabar com a guerra no Oriente Médio, apesar de uma resposta inicial negativa, sinalizando que Teerã ainda não rejeitou a oferta categoricamente.

Publicamente, as autoridades iranianas rejeitaram a perspectiva de quaisquer negociações com o governo Trump. Mas um aparente atraso na entrega de uma resposta formal ao Paquistão, que levou uma proposta de 15 pontos em nome de Washington, pareceu indicar que algumas figuras em Teerã podem estar avaliando-a.

As informações da autoridade sênior iraniana, embora a resposta inicial tenha sido “não positiva”, pareceram contradizer uma reportagem da Press TV que citou uma autoridade não identificada dizendo que o Irã a havia rejeitado.

Hoje, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, caso o Irã não aceite a derrota, os EUA atacarão o país com mais força.

*Com informações de Reuters

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