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Trump diz que há milhares de mísseis prontos para acertar Irã caso seja assassinado

11 de Julho de 2026, 09:36

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã neste sábado (11), declarando que há milhares de mísseis prontos para serem disparados contra o país. A manifestação ocorreu após o funeral do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, quando pessoas presentes no evento pediram o assassinato do líder norte-americano. A retórica acentua as tensões no Oriente Médio, enquanto um acordo interino para encerrar a guerra enfraquece sob sucessivos confrontos na região.

Em sua postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou que “mil mísseis estão carregados e apontados para a República Islâmica do Irã, com outros milhares prontos para seguir imediatamente, caso o governo iraniano cumpra a ameaça”.

Leia também: EUA ampliam sanções ao núcleo financeiro do líder supremo do Irã

Durante o funeral de Khamenei – que foi morto em um ataque aéreo em 28 de fevereiro -, manifestantes carregavam cartazes pedindo a morte de Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O Irã é agora comandado pelo novo líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei.

Trump publicou os comentários depois que autoridades do alto escalão dos EUA exigiram que o Irã declarasse publicamente a abertura do Estreito de Ormuz e garantisse que as embarcações que cruzam o corredor vital não seriam atacadas.

Até o momento, Teerã se recusou a fazê-lo, insistindo que a rota permaneça sob seu controle e que deve ter permissão para cobrar taxas dos navios, alterando décadas de precedentes que consideram o estreito uma hidrovia internacional.

Nos últimos dias, os EUA realizaram ataques aéreos contra o Irã, que respondeu com disparos contra nações do Oriente Médio. Os bombardeios foram desencadeados depois que o Irã atacou três navios em Ormuz no início dessa semana. Na sexta-feira, 10, Trump declarou o fim do cessar-fogo, mas afirmou que os EUA continuariam as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou a Omã para novas conversas neste sábado.

Autoridades norte-americanas sob anonimato afirmaram que qualquer acordo sobre o programa nuclear do Irã exigirá que Teerã entregue seu estoque de urânio altamente enriquecido, algo que o país tem recusado repetidamente.

Caso um entendimento não seja alcançado, os EUA possuem opções militares para garantir que o material permaneça enterrado no subsolo. O governo dos EUA também ressaltou que nunca fechará um acordo nuclear se o Irã não interromper os ataques a navios no Estreito de Ormuz.

Por AP

*Conteúdo traduzido com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Israel teria usado bombas de fósforo branco no Líbano, diz “NYT”

6 de Junho de 2026, 16:52

Imagens analisadas pelo The New York Times indicam que o Exército de Israel utilizou munições de fósforo branco em regiões habitadas do sul do Líbano durante operações militares recentes. A conclusão foi baseada na verificação de vídeos, fotografias e depoimentos de especialistas em armamentos consultados pelo jornal.

Os registros mostram rastros de fumaça característicos da substância em áreas próximas às cidades de Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. Um dos vídeos analisados, divulgado pela emissora Al Jazeera em 30 de maio, registra uma ação militar na região de Nabatieh, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

O direito internacional impõe restrições ao uso de fósforo branco em áreas com presença de civis devido ao potencial de causar incêndios e queimaduras graves.

Segundo especialistas ouvidos pelo New York Times, os vídeos mostram indícios compatíveis com projéteis de artilharia M825A1, fabricados nos Estados Unidos.

Esse tipo de munição dispersa fósforo branco no ar para criar barreiras de fumaça utilizadas em operações militares. Embora possa ser empregado para ocultar movimentações de tropas, o material também apresenta riscos quando utilizado próximo a áreas habitadas.

O fósforo branco entra em combustão ao entrar em contato com o oxigênio, produzindo intensa fumaça e calor. Seu uso é alvo de restrições previstas em acordos internacionais relacionados a armas químicas e incendiárias.

Resposta de Israel

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ao jornal que utilizam esse tipo de munição para fins de camuflagem e não para atingir pessoas ou provocar incêndios. Segundo os militares, os procedimentos internos proíbem o emprego do material em áreas povoadas, embora admitam a existência de exceções em determinadas circunstâncias operacionais.

O New York Times informou que solicitou esclarecimentos específicos sobre os episódios registrados no sul do Líbano, mas não recebeu resposta sobre os casos analisados.

O uso de fósforo branco por Israel já foi alvo de questionamentos em conflitos anteriores. Organizações de direitos humanos e organismos internacionais investigaram denúncias relacionadas ao emprego da substância na Faixa de Gaza em 2009 e 2023, além de episódios ocorridos no Líbano durante os conflitos de 1982 e 2006.

Em 2013, após críticas de entidades internacionais, o Exército israelense anunciou que reduziria a utilização desse tipo de munição em operações militares.

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