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Bitcoin cai à espera de novos desdobramentos em conflito no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:34

O bitcoin opera em queda nesta terça-feira (7), com o mercado relutante em assumir grandes riscos à espera de novos desdobramentos na guerra no Oriente Médio, conforme se aproxima o fim do prazo por um acordo de cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial).

Por volta das 17h30 (em Brasília), o bitcoin perdia 0,85%, a US$ 69.364,14 e o ethereum recuava 1,72%, a US$ 2.115,78, de acordo com a plataforma Binance.

A tendência de queda das criptomoedas reflete uma cautela observada também em mercados tradicionais, como o acionário, em meio a uma possível escalada no conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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A mídia estadunidense afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou ataques ao país persa caso o prazo final até às 21 horas (de Brasília) de hoje não seja cumprido. A proximidade mantém os investidores “nervosos” e procurando reduzir os riscos, segundo economistas do banco Jefferies.

Sem conseguir segurar o nível de US$ 70.000, atingido na véspera e o maior valor em quase duas semanas, o bitcoin apresentou nova flutuação em sua tentativa de estabelecer recuperação sustentada dos preços, mesmo padrão observado nos últimos dois meses, segundo analistas do FxPro. A movimentação é um “lembrete” da volatilidade atual e de como é “difícil mudar o sentimento” do mercado, ainda segundo a corretora.

No noticiário, a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) está estabelecendo guias de como bancos e suas fintechs subsidiárias podem utilizar stablecoins como moedas digitais aceitas no sistema financeiro mais amplo, de acordo com a Bloomberg.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Bitcoin recua com pressão de macro, IA e vendas

16 de Dezembro de 2025, 09:45

O cenário não está nada favorável para o mercado cripto nesta terça-feira (16). O bitcoin (BTC) e as principais altcoins tomaram um novo tombo, com a aversão ao risco em alta e pressão vendedora vindo de vários lados.

O bitcoin é negociado na faixa dos US$ 87 mil, com queda de 3% nas últimas 24 horas. O ethereum (ETH) cai ainda mais forte, com perdas superiores a 6% no mesmo período.

A pressão começa pelo cenário macro. Traders aguardam novos dados de emprego e inflação nos Estados Unidos, que devem influenciar as próximas decisões de juros do Federal Reserve (Fed). O ambiente segue de cautela, com menos apetite por risco.

Os olhos também continuam voltados para o Japão, que pode elevar os juros ainda nesta semana. Um movimento assim tende a afetar o carry trade – estratégia em que investidores tomam recursos em ienes a juros baixos para aplicar em mercados de maior retorno -, o que costuma pressionar ativos de risco, incluindo criptomoedas.

Outro catalisador negativo vem do setor de inteligência artificial. O mercado passa por uma nova rodada de reavaliação, com discussões crescentes sobre excesso de otimismo e até risco de bolha. Vale lembrar que, recentemente, o mercado cripto tem se comportado mais como ações de tecnologia do que como ativo de proteção, como o ouro.

“Para o mercado de criptomoedas, isso cria uma dinâmica mais sutil: a perda de dominância da IA libera atenção e capital, mas o setor cripto continua estruturalmente sensível ao sentimento mais amplo de crescimento. Uma deflação ordenada da narrativa de IA tende a ser construtiva; um desmonte violento, não”, escreveu o trader Jasper de Maere, da Wintermute, em relatório.

Por fim, a pressão vendedora aumentou de forma relevante, especialmente entre investidores de longo prazo. Dados da empresa de análise de blockchain CryptoQuant mostram que o pico de vendas desses holders (usuários que mantêm cripto por um bom tempo) nos últimos 30 dias está entre os maiores dos últimos cinco anos.

Essa pressão vendedora também aparece nos ETFs (fundos negociados em bolsa) de bitcoin listados nos Estados Unidos. Após registrarem entradas líquidas de US$ 49 milhões na sexta-feira (12), o fluxo virou rapidamente. Na segunda-feira (15), os produtos tiveram saídas de US$ 357,6 milhões – o pior resultado diário desde 20 de novembro.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30:

Bitcoin (BTC):  -3,00%, US$ 87.030,09

Ethereum (ETH): -6,36%, US$ 2.955,00

XRP (XRP): -3,30%, US$ 1,91

BNB (BNB): -2,74%, US$ 863,17

Solana (SOL): -2,85%, US$ 128,80

Outros destaques do mercado cripto

Brasileiros sacam fundos cripto. Em meio à volatilidade do bitcoin, alguns investidores brasileiros em fundos de criptomoedas decidiram reduzir a exposição. Na semana passada, segundo dados da CoinShares, foram sacados US$ 1,7 milhão (R$ 9,1 milhões) desses produtos no Brasil. O movimento vai na contramão do cenário global: no mesmo período, os fundos cripto ao redor do mundo registraram entradas líquidas de US$ 864 milhões (R$ 4,6 bilhões).

JPMorgan e seu novo fundo tokenizado. A onda da tokenização segue ganhando força. O JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, lançou um fundo tokenizado na rede do ethereum. O produto, voltado exclusivamente para investidores qualificados, permite obter rendimento mantendo o capital alocado no fundo. A iniciativa se apoia na própria infraestrutura do ethereum, que oferece o staking – mecanismo de renda passiva que remunera quem mantém ativos travados na blockchain.

ETFs de XRP passam de US$ 1 bi. Os ETFs (fundos negociados em bolsa) de XRP listados nos Estados Unidos vão muito bem, obrigado. Lançados em 13 de novembro, os produtos ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões) em entradas acumuladas. O desempenho reforça que o apetite institucional por criptoativos regulados vai além dos fundos focados apenas em bitcoin e ethereum, as duas maiores criptomoedas do mercado.

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ETFs da cripto XRP atraem quase US$ 1 bi e deixam ethereum e solana para trás

3 de Dezembro de 2025, 16:30

Lançados em novembro nos Estados Unidos, os ETFs (fundos negociados em bolsa) à vista de XRP – criptomoeda criada pela empresa Ripple para facilitar transferências de dinheiro entre países – começaram com o pé direito. Em apenas 12 dias de negociação, eles atraíram US$ 824 milhões em entradas líquidas, segundo dados da plataforma SoSoValue.

O desempenho garantiu aos produtos a segunda melhor estreia entre os ETFs americanos de grandes criptomoedas, acima dos primeiros dias dos fundos de ethereum (ETH) e solana (SOL) e atrás somente dos ETFs de bitcoin.

Só nos últimos seis dias, os ETFs de XRP acumularam US$ 401 milhões. Apesar do volume, a criptomoeda em si não reagiu muito bem: caiu 2,86% na semana e 7,58% nos últimos 30 dias, um resultado pior do que o do bitcoin.

Os ETFs à vista de BTC, liberados para negociação em janeiro de 2024, registraram US$ 1,01 bilhão em entradas nos primeiros 12 dias, um volume apenas US$ 186 milhões maior do que o do XRP.

Há, porém, um detalhe importante no caso dos fundos de bitcoin: além dos novos ETFs lançados, um fundo fechado da gestora Grayscale, o GBTC, foi convertido em ETF, passando a ser negociado em bolsa, em vez de ficar restrito ao ambiente da empresa.

Como o GBTC cobrava uma taxa bem mais alta, muitos investidores aproveitaram a conversão para realocar o dinheiro em produtos mais baratos, como o IBIT, da BlackRock. Isso inflou o volume de saídas do GBTC e, ao mesmo tempo, impulsionou as entradas nos ETFs recém-lançados.

Com o ethereum aconteceu algo parecido. Os ETFs da cripto, lançados em julho de 2024, tiveram um início turbulento e, no acumulado de 12 dias, registraram saídas de US$ 387 milhões. O motivo: o ETF ETH da Grayscale, que também era fechado e virou ETF, tinha taxa elevada e sofreu resgates, enquanto os investidores buscavam alternativas mais baratas.

Já os ETFs de solana, lançados no fim de outubro deste ano, tiveram uma estreia positiva, com entradas de US$ 342 milhões nos primeiros 12 dias de negociação.

Por que as altcoins sangram mais que o bitcoin em tempos de crise

7 de Novembro de 2025, 15:07

O bitcoin (BTC) está em baixa no acumulado da semana – mas as altcoins sofrem ainda mais. Enquanto a maior cripto do mercado cai 8% no acumulado de sete dias, o ethereum (ETH) recua 11% e a solana (SOL) quase 15%.

Esse cenário de melhor desempenho do bitcoin (mesmo em momentos de crise) sobre as outras criptos não se restringe ao curto prazo, mas se mantém em um período de três meses. Basta olhar o Altcoin Season Index, um índice que compara o desempenho do BTC com dezenas de criptos nos últimos 90 dias.

Esse índice funciona basicamente como uma régua que mede o desempenho relativo do bitcoin em relação às altcoins. Ele analisa quais criptomoedas tiveram valorização maior que o BTC e quais ficaram atrás. Cada altcoin que superou o BTC soma pontos para o índice, enquanto aquelas que ficaram atrás não somam. O resultado final é uma escala de 0 a 100: quanto mais próximo de 100, mais as altcoins dominaram o período; quanto mais próximo de 0, mais o bitcoin se destacou.

Hoje, esse indicador está em 26/100, o que significa que só um quarto das altcoins conseguiu se sair melhor do que o bitcoin nesse período. Ou seja, o BTC superou as outras cerca de 75% das altcoins. No mercado cripto, isso é chamado de uma “bitcoin season” – o inverso é “altcoin season.”

Por que as altcoins sofrem mais?

A explicação está no perfil de risco e na estrutura de mercado. Criptos alternativas são, por natureza, mais arriscadas. Elas têm liquidez menor e capitalização de mercado bem reduzida na comparação com o BTC.

Em tempos de pânico e aversão ao risco, como o visto nos últimos dias, a venda de grandes volumes de bitcoin não derruba o preço de forma tão acentuada, pois normalmente há uma contraparte compradora robusta.

Já no ecossistema das altcoins, qualquer ordem grande de venda pode causar quedas bruscas, pois pode ser que não existam compradores suficientes no outro lado para absorver a pressão vendedora sem concessões de preço.

Além disso, os grandes investidores individuais (as chamadas baleias) podem movimentar altcoins menores facilmente, causando variações de preço mais intensas.

O bitcoin também têm mais instrumentos financeiros – ETFs, futuros, opções – que ajudam a estabilizar o preço em momentos de estresse. Altcoins mais conhecidas, como ethereum e solana, também têm, mas as criptos menores não têm acesso a essas ferramentas.

Boa parte do capital investido em altcoins também é especulativo (especialmente nas famosas memecoins). Os traders estão correndo atrás de ganhos rápidos. Isso aumenta a sensibilidade a notícias, rumores ou movimentos de grandes players.

E o futuro: hora de abandonar as altcoins?

A história do mercado cripto é feita de ciclos, e não vale descartar todo um setor baseado em um único momento de baixa. Apesar do cenário desfavorável, as altcoins continuam operando e têm catalisadores importantes no radar.

O BTG Pactual, em um relatório recente, destacou que, além de bitcoin, mantém exposição significativa a ethereum e solana, por exemplo.

“Mantivemos ethereum (ETH) e solana (SOL) entre as maiores exposições, amparadas por ETFs listados nos EUA e pela atuação de tesourarias corporativas na acumulação de posições, vetores que ancoram demanda e contribuem para a formação de preço no médio prazo”, os analistas do banco escreveram em relatório.

No mês passado, os EUA ganharam dois ETFs de solana. Juntos, segundo a plataforma SoSovalue, eles já têm um valor acumulado de US$ 323,02 milhões. Já os ETFs de ethereum, um pouco mais antigos, têm US$ 13,9 bilhões.

Em relação às companhias de tesouraria, 15 empresas de capital aberto já mantêm ethereum em caixa e 10 têm solana, segundo dados da plataforma CoinGecko. Em bitcoin, de acordo com o mesmo site, são mais de 120 companhias (algumas plataformas citam até 200).

O XRP, token associado à Ripple, também vem ganhando espaço nas análises de especialistas. Desde a aprovação de um ETF ligado à moeda nos Estados Unidos, em setembro, cresceu a aposta de que ele pode começar a chamar a atenção dos investidores mais tradicionais.

“Com a situação regulatória resolvida nos EUA, o XRP volta a atrair investidores institucionais. ETFs já operam nos EUA e no Canadá, e a rede Ripple segue avançando em soluções de pagamentos transfronteiriços”, disse Marcelo Person, crypto treasury & markets director da Foxbit.

E as altcoins menores e mais arriscadas?

Para as criptos de menor porte, o cenário de volatilidade acentuada deve permanecer. Mesmo nesse ambiente, projetos em nichos tendem a se destacar, segundo analistas.

Um exemplo citado pela equipe de research do Mercado Bitcoin é o Hyperliquid (HYPE), token nativo de uma exchange descentralizada (DEX, na sigla em inglês) de derivativos.

“Esse projeto vem ampliando sua atuação em campos estratégicos, como o desenvolvimento de uma stablecoin própria, o que pode reforçar ainda mais sua relevância dentro do ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi) e gerar novas fontes de demanda para HYPE”.

Tombo de US$ 80 bilhões do ethereum testa os nervos dos entusiastas cripto

14 de Outubro de 2025, 15:51

Há dois meses, o entusiasmo em torno do ethereum — a blockchain que sustenta um dos pilares da economia cripto — transbordava para o mainstream. Seu token nativo, o ether, havia disparado ao maior nível em quatro anos, enquanto investidores o tratavam ao mesmo tempo como moeda e como uma aposta no papel crescente da rede em pagamentos e finanças.

Mesas de Wall Street estruturavam fundos atrelados ao ativo, e um projeto-piloto da plataforma global de transferência de recursos swift com uma solução cripto vinculada ao ethereum parecia selar sua chegada como infraestrutura do mundo real.

Esse enredo agora dá sinais de rachadura. O ether caiu cerca de 20% desde o pico, apagando algo como US$ 80 bilhões em valor dos criptoativos e reacendendo dúvidas sobre a capacidade do ethereum de atravessar mais um ciclo de baixa. O que começou como um momento de virada para a blockchain mais utilizada virou lembrete de que, em cripto, crença e preço ainda andam juntos.

“A punição se deve em grande parte ao desempenho recente de ETH e ao fato de ele ser mais volátil do que o BTC”, disse Noelle Acheson, autora da newsletter Crypto is Macro Now. “Se os investidores precisam reduzir a exposição em um movimento de aversão a risco, é mais provável que vendam ETH do que BTC.”

O ether chegou a cair 9,3%, a US$ 3.893, na terça-feira (14), antes de reduzir as perdas para 2,37%, subindo para US$ 4.123,81. O bitcoin recuava cerca de 1,57%, a US$ 113.230.

Tokens menores e mais voláteis também cederam, levando a capitalização total do mercado de criptomoedas a encolher mais de US$ 150 bilhões em 24 horas, segundo a CoinGecko.

O movimento atingiu também os ETFs. Investidores sacaram cerca de US$ 428 milhões de fundos atrelados ao ether na sessão mais recente disponível — um dos maiores resgates diários já registrados — de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O fundo de ether da BlackRock — o maior do grupo — registrou aproximadamente US$ 310 milhões em saídas, seu segundo maior resgate de um único dia desde o lançamento, em julho de 2024.

“Já vimos isso acontecer com o ethereum, especialmente várias vezes no último ano”, disse Roxanna Islam, chefe de pesquisa setorial da VettaFi, ao comentar a queda acentuada do ativo. O ethereum “é mais uma aposta de tecnologia; por isso, a volatilidade costuma ser um pouco maior”.

Desmontes tão bruscos costumam trazer volatilidade elevada na fase de recuperação, à medida que traders refazem posições e consertam balanços após perdas inesperadas, afirma Stéphane Ouellette, CEO e cofundador da FRNT Financial Inc. Segundo ele, os mercados de perpetual swaps (contratos derivativos de futuros) passaram por forte desalavancagem, com o open interest (número de contratos de derivativos em aberto) de bitcoin e ether na exchange Binance despencando cerca de 40% em meio a liquidações generalizadas.

Tom Lee não ficou parado. Além de comandar a Fundstrat Global Advisors, ele preside o conselho da BitMine Immersion Technology Inc. A chamada empresa de “tesouraria digital” disse na segunda-feira que adquiriu mais de 200 mil tokens de ether, avaliados em mais de US$ 79 milhões “nos últimos dias”, e agora detém mais de US$ 3 bilhões em criptomoedas.

As ações da BitMine também sentiram o baque na cotação do ether. O papel caía 5%, para cerca de US$ 54, na terça-feira, longe da máxima histórica de US$ 135 registrada em julho. No acumulado do ano, porém, a alta ainda supera 500%.

“Após quedas tão violentas, é comum ver alguma volatilidade na recuperação, à medida que o posicionamento é refeito — um enorme número de traders sofreu liquidações inesperadas e precisa dar suporte e recompor os livros”, disse Ouellette.

De todo modo, embora o mercado tenha recuperado parte das perdas, o tombo levanta questionamentos sobre o futuro do ecossistema de altcoins – termo usado para identificar qualquer cripto diferente do BTC -, num momento em que participantes veem apoios estruturais a esses tokens sendo testados.

Uma nova atualização do ethereum vem aí. O que esperar da ‘Fusaka’?

10 de Outubro de 2025, 10:50

O ethereum (ETH) costuma passar por atualizações em sua blockchain – o sistema em que as criptomoedas “rodam”. Não é para ficar na modinha, mas sim para incluir novidades, ajustar processos aqui e acolá ou tirar algum atrito que atrapalhava sua estrutura. Entre o fim de novembro e o começo de dezembro, se os testes correrem bem, o sistema deve receber mais uma atualização: a Fusaka.

Em resumo, essa atualização reúne 12 propostas de melhorias no código do projeto cripto, que vale hoje US$ 524 bilhões – equivalente ao PIB de 2024 do Chile, Equador e Uruguai somados. O objetivo das mudanças é tornar a rede mais escalável – capaz de crescer sem travar -, mais eficiente e “dramaticamente” mais barata, segundo o roadmap (plano de desenvolvimento) publicado pela Ethereum.org.

Entre as alterações previstas, uma das mais significativas impactará os rollups, nome dado às soluções tecnológicas que rodam em cima do ethereum e ajudam a dar vazão ao sistema – sim, é um termo estranho e quase um palavrão, mas vamos te explicar.

Para entender bem, lembre-se que o ethereum, diferente do bitcoin (BTC), não é só uma criptomoeda. Ele funciona também como uma espécie de grande programa de computador global, em que desenvolvedores de todo o mundo criam seus próprios projetos – desde novos tokens (as famosas memecoins que o digam) até plataformas de empréstimos sem bancos no meio do caminho.

Por ter um monte de gente usando, esse ecossitema gigante acaba ficando super congestionado, quase como uma Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, às 18h. Os tais rollups seriam, portanto, como estradas menores que se conectam à via principal, desafogando o tráfego e dando mais fluidez. Algumas das principais são a arbitrum (ARB), a optimism (OP) e a base (BASE).

O grande problema é que, para se conectar à rodovia principal, essas soluções precisam conferir todos os carros (verificar trodos os dados) que passam por ela – uma exigência de segurança da blockchain, que acaba tornando o processo mais caro e lento. Com a Fusaka, no entanto, será possível participar dessa brincadeira dando uma olhada apenas em trechos da avenida, sem precisar analisar o trânsito inteiro.

“As implicações do Fusaka são significativas”, disse a gestora VanEck em relatório sobre o projeto. “A atualização deve reduzir os custos para as rollups da Camada 2 (esse termo, bastante usado no mercado cripto, se refere a blockchains secundárias que rodam em outra blockchain principal), o que se traduz em transações mais baratas para os usuários finais. Mantendo-se tudo o mais constante, isso deve trazer mais atividade econômica onchain (dentro da blockchain) para a órbita do ethereum”.

Dankrad Feist, co-líder da equipe de arquitetura de protocolo da Fundação Ethereum, disse na semana passada, em entrevista ao Yahoo, que a Fusaka é tão importante quanto a Merge, aquela grande atualização feita em 2022, que alterou a forma como a criptomoeda é minerada (emitida), dando um ar mais “eco friendly” para o projeto.

Qual o impacto para o usuário de ethereum?

Para quem usa ethereum no dia a dia – seja comprando e vendendo criptomoedas, negociando tokens não fungíveis (NFTs) ou acessando plataformas de finanças descentralizadas (DeFi), aquelas que permitem tomar empréstimos, por exemplo, sem passar por bancos -, a principal mudança esperada é a redução das taxas de transação, chamadas de gas fees.

Essas taxas funcionam como um pedágio digital: cada vez que alguém envia ETH ou interage com um contrato inteligente (programa autoexecutável que permite criar tokens e montar outros projetos dentro de blockchains), precisa pagar um valor para que a operação seja processada na rede. O custo depende da complexidade da transação.

Hoje, segundo dados do YCharts, a taxa média em dólares para uma transação do Ethereum processada por um minerador e confirmada está na casa dos US$ 0,45. Durante picos de congestionamento, como no auge dos NFTs, esse valor já passou de US$ 3,20. A expectativa é que a Fusaka ajude a manter esses custos bem mais baixos de forma consistente.

E qual o impacto no preço?

O ethereum é negociado a US$ 4.341 na manha desta sexta-feira (10), com queda de 1% do dia. Murilo Cortina, diretor de novos negócios da QR Asset Management, disse ao InvestNews que a Fusaka é vista como uma mudança positiva para o ethereum, mas é difícil afirmar que ela trará um impacto direto e imediato no preço.

“O efeito tende a ser mais estrutural, reforçando a tese de longo prazo do ativo do que provocando um movimento específico agora”, falou. “Dados macroeconômicos dos EUA, os riscos do shutdown atual e até a política das chamadas tarifas Trump têm pesado mais nas decisões dos investidores do que qualquer atualização isolada”.

Itaú BBA vê espaço para recuperação do bitcoin após ajuste no mercado, mas alerta para riscos da economia americana

3 de Outubro de 2025, 08:37

O mês de setembro foi de queda para o mercado de criptomoedas, contrariando a expectativa de alta. No novo relatório “Cenário Cripto” do Itaú BBA, os analistas Lucas Piza e Fabio Perina apontam que o setor passou por desvalorizações significativas, com o bitcoin e outras moedas se distanciando das suas máximas históricas. O documento indica que não há um movimento claro de recuperação no curto prazo, e a tendência de médio prazo do mercado segue indefinida.

Para o mês de outubro, porém, o mercado de criptoativos começa o mês em alta, impulsionado por um otimismo sazonal conhecido como “Uptober”. O bitcoin chegou a ser negociado perto dos US$ 120 mil nesta sexta-feira (3), o maior valor em sete semanas, após um período marcado por liquidações que apagaram bilhões de dólares em posições alavancadas no final de setembro.

Esse movimento de recuperação é reforçado por entradas constantes em fundos de índice (ETFs) de bitcoin nos Estados Unidos e por expectativas de um impulso de liquidez em meio à ameaça de paralisação do governo americano. Segundo analistas, a paralisação poderia atrasar a divulgação de dados econômicos importantes e redirecionar capital para ativos alternativos, como as criptomoedas.

Apesar do otimismo, o cenário ainda exige cautela. O relatório do Itaú BBA destaca que, para entrar em uma tendência de alta consistente, o bitcoin ainda precisa superar a barreira do preço de US$ 120 mil.

Desempenho das principais criptomoedas

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h45:

Bitcoin (BTC):  + 1,33%, US$ 120.314,01

Ethereum (ETH): + 2,14%, US$ 4.478,10

XRP (XRP): +1,51%, US$ 3,03

BNB (BNB): + 5,61%, US$ 1.104,29

Solana (SOL): + 2,14%, US$ 230,17

Outros destaques do dia:TRON (TRX): + 0,64%, US$ 0,3432

Principais notícias do setor cripto

Belo Horizonte se autodeclara “capital do bitcoin”. O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (UB), sancionou nesta quinta-feira (2) a lei que concede ao município o título de “capital do bitcoin”. A proposta, de autoria do vereador Vile Santos (PL), busca consolidar a cidade como polo tecnológico de criptoativos, promovendo eventos, capacitação e iniciativas voltadas à inovação no setor. A legislação prevê estímulos para atrair investimentos, fortalecer a educação financeira e apoiar empreendedores e estudantes, com a meta de posicionar a capital mineira como referência nacional em adoção e desenvolvimento de soluções ligadas ao Bitcoin e demais criptoativos.

JPMorgan projeta bitcoin a US$ 165 mil. Segundo uma análise do JPMorgan, o bitcoin pode atingir o valor de US$ 165 mil até o final de 2025. Os analistas do banco consideram que o bitcoin está significativamente desvalorizado em relação ao ouro, ao ajustar a comparação pela volatilidade. A projeção de alta é impulsionada principalmente por investidores de varejo que, desde o final de 2024, têm direcionado seu capital para ETFs de bitcoin e ouro. Essa tendência é chamada de “debasement trade”, um movimento de busca por ativos que funcionem como reserva de valor em meio a preocupações com a economia global, como inflação, endividamento de governos e instabilidade geopolítica.

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