Novo mapa-múndi mostra o tamanho real dos países; veja o maior
A Rússia continua sendo o maior país do mundo, mas pode parecer diferente dependendo da forma como o mapa-múndi representa seu território. Uma nova resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) incentiva o uso da projeção Equal Earth, que apresenta os países e continentes com proporções de área mais próximas da realidade.
A mudança não altera o tamanho dos territórios. O objetivo é corrigir uma distorção comum em mapas baseados na projeção de Mercator, utilizada há séculos e conhecida por ampliar visualmente regiões próximas aos polos, segundo a Aljazeera.
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Rússia continua como maior país no novo mapa-múndi
Com cerca de 17,1 milhões de quilômetros quadrados, a Rússia permanece na primeira posição entre os países com maior área territorial. O país se estende pela Europa e pela Ásia e ocupa uma área muito superior à de outras grandes nações.
O que muda com a Equal Earth é a percepção visual. A projeção busca preservar melhor a proporção das áreas, permitindo uma comparação mais próxima do tamanho real dos territórios.
Por isso, países e continentes que aparecem exageradamente grandes na projeção de Mercator podem parecer menores. Ao mesmo tempo, regiões próximas ao Equador, como a África, ganham uma dimensão visual mais compatível com sua extensão.
Por que a África parece menor nos mapas?
A distorção da projeção de Mercator aumenta conforme uma região se afasta da linha do Equador. Com isso, Europa, Rússia e América do Norte aparecem visualmente maiores, enquanto África, América Latina e partes do Sul da Ásia ficam reduzidas.
Um dos exemplos mais conhecidos é a comparação entre a Groenlândia e a África. No mapa de Mercator, a Groenlândia pode parecer aproximadamente do tamanho do continente africano. Na realidade, a África tem uma área cerca de 14 vezes maior.
A diferença acontece porque nenhuma representação plana consegue reproduzir perfeitamente a superfície de uma esfera. Ao transformar a Terra em um mapa, é necessário distorcer alguma característica, como área, forma, distância ou direção.
Equal Earth muda a percepção dos países
Criada para representar as áreas de maneira mais proporcional, a Equal Earth segue uma escolha diferente da Mercator. Em vez de priorizar ângulos e direções, preserva melhor a relação entre as áreas dos territórios.
A projeção, no entanto, também apresenta alguma distorção. Para manter as áreas proporcionais, os contornos dos continentes sofrem pequenas alterações.
A proposta, portanto, não significa que a Mercator esteja proibida ou que os mapas anteriores deixem de existir. A resolução aprovada pela Assembleia Geral da ONU apenas incentiva governos, escolas, instituições e empresas de tecnologia a ampliarem o uso de representações como a Equal Earth.
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ONU aprova resolução sobre o mapa-múndi
A Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução na sexta-feira (4), por 164 votos a favor e um contra. Sérvia, Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia e Ucrânia se abstiveram. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra.
A iniciativa foi apresentada pelo Togo em nome do Grupo Africano e recebeu apoio da União Africana. O país também pretende realizar uma reunião em Lomé, no início de 2027, com participação da UNESCO, da União Africana e de empresas de tecnologia, incluindo o Google, para discutir a implementação da proposta.
Assim, o chamado “novo mapa-múndi” não cria um novo tamanho para os países. A mudança está na maneira de representá-los: a Equal Earth busca mostrar com mais fidelidade a dimensão de cada território, enquanto a tradicional Mercator pode distorcer essa percepção.
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