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Seminário debate eixos para a política cultural da UFRGS

Por:Ania
12 de Agosto de 2026, 13:01

Nos dias 25 e 26 de agosto, a UFRGS realiza o seminário “O que pode a cultura na Universidade?”, evento que integra a campanha homônima e que se propõe a produzir e encaminhar coletivamente um documento estabelecendo princípios, diretrizes e objetivos comuns para a criação de uma política de cultura institucional da Universidade. A atividade ocorre no Centro Cultural (Rua Eng. Luiz Englert, 333), no Campus Centro, e é aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia.

A diretora do Centro Cultural da UFRGS Lígia Petrucci reforça que a campanha envolve também a mobilização dos gestores de unidades acadêmicas e administrativas, convidados a colaborar na coleta de informações e no mapeamento das práticas e equipamentos culturais da Universidade. “Estendemos o prazo para o envio desses dados até o próximo dia 15 de agosto”, ressalta.

Conforme Lígia, o seminário sinaliza uma etapa importante no processo de criação de uma política cultural para a Universidade, que teve início ainda em 2019, quando se propôs o desenvolvimento de um plano institucional para a área. Ela esclarece que, “por conta de toda a história da UFRGS, é fundamental ter uma espécie de Carta Magna, a partir da qual as diferentes unidades acadêmicas e administrativas poderão elaborar seus planos setoriais”.

O encontro contará com a participação de dois convidados especiais para o painel de abertura: Rosane Borges e Daniel Iberê. A dirigente conta que a proposta é trazer perspectivas externas provocadoras: “A Rosane, que é professora de Comunicação da PUC-SP, jornalista e escritora, vai falar sobre cultura como reinvenção, destacando o que pode a cultura diante do cenário distópico que temos pela frente. Já o Daniel, antropólogo guarani e docente da Universidade Federal do Acre (UFAC), que trabalha com antropologia ambiental e integra o Comitê de Políticas Culturais para Povos Originários do MinC, irá abordar a cultura como natureza. Isso porque queremos mexer com a ideia de cultura restrita a determinadas áreas”.

Num segundo momento, na tarde do dia 25, haverá um painel com a participação de pró-reitores de Extensão e Cultura de diferentes universidades que já possuem políticas ou planos de cultura estabelecidos. “Teremos o pró-reitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) Danillo Barata, instituição com pouco mais de 21 anos, mas que já possui um plano cultural bastante consistente. Outro painelista é o pró-reitor de Cultura da UFMG Fernando Mencarelli, universidade cuja política na área é bem consolidada. Por fim, chamamos a professora Ângela Righi, pró-reitora adjunta de Extensão da UFSM, que falará sobre a experiência de elaboração da política cultural daquela universidade”, detalha.

Na manhã do dia 26, haverá um encontro para a discussão dos eixos temáticos da política com os representantes das comissões, enquanto o turno da tarde será dedicado à redação das ideias centrais em cada eixo. “Nessa etapa, os coordenadores encaminharão as discussões, e as questões levantadas serão incorporadas a uma minuta. Esse documento irá embasar o texto a ser enviado para apreciação do Conselho Universitário”. Lígia diz que, até o final do ano, será promovido um evento para a devolução pública desse material à comunidade da UFRGS.

A expectativa da dirigente é que a Universidade possa oferecer uma percepção abrangente do que é a cultura, incorporando questões contemporâneas urgentes como a mudança climática. “Muito legitimamente vários documentos se concentram nos direitos humanos, na cidadania cultural. Mas penso que a UFRGS pode ir além e começar a falar nos direitos de todos os seres viventes, por exemplo. Em outras palavras, deslocar um pouco a relação entre cultura e ciência a fim de considerar outros saberes e outros modos de agir nesse mundo. A gente precisa considerar de forma mais central a questão ambiental na sua intersecção com as produções artísticas e culturais”, conclui.

Exposição “O Mundo Sensível dos Mitos: a ciência e a arte de Claude Lévi-Strauss”, no Museu da UFRGS – Foto: Laís Escher Esporos | Arquivo- UFRGS

Mobilização

Lançado em maio, o processo de mobilização para a construção da política cultural segue aberto à participação de estudantes, técnicos administrativos, docentes e profissionais terceirizados, que são convidados a responder à pergunta “O que pode a cultura na Universidade?“. As respostas a esta questão, que ainda podem ser enviadas, servirão de base para a elaboração de um documento estruturante que possibilite a institucionalização dos campos artístico e cultural no âmbito da UFRGS.

O debate e a sistematização dos tópicos que irão balizar a política cultural vêm sendo desenvolvidos por seis comissões temáticas: Cultura, democracia e sociedade; Cultura, memória e patrimônio; Cultura e emergência climática; Cultura e popularização da ciência; Cultura, acessibilidade e comunicação; e Cultura – financiamento, apoio e fomento.

O conjunto de informações e contribuições será analisado pelo Grupo de Trabalho constituído em 2025 e, posteriormente, encaminhado à apreciação do Conselho Universitário (Consun).

Programação

25/08 – Terça-feira

9h às 12h
Painel de abertura – O que pode a cultura?
Painelistas: Daniel Iberê (UFAC) e Rosane Borges (PUC-SP)

14h às 17h
Painel – Políticas culturais nas universidades públicas brasileiras
Participantes: Ângela Righi, pró-reitora adjunta de Extensão da UFSM; Danillo Barata, pró-reitor de Extensão e Cultura da UFRB; Fernando Mencarelli, pró-reitor de Cultura da UFMG; e Daniela Pavani, pró-reitora de Extensão da UFRGS

Rosane Borges | PUC-SP
Daniel Iberê | UFAC

26/08 – Quarta-feira

9h às 12h
Encontro das comissões temáticas formadas a partir de chamada pública para discussão dos diferentes eixos que integrarão a política cultural da UFRGS

14h às 18h
Consolidação dos eixos centrais apontados pelas comissões temáticas para posterior preparação da minuta da política cultural da UFRGS

19h às 21h
Sessão de lançamento do livro “Imaginários emergentes e mulheres negras” (São Paulo, Editora Instante, 2025, 224p.), de Rosane Borges

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João Antônio Pêgas Henriques recebe título de professor emérito da UFRGS

9 de Julho de 2026, 14:21

Foi realizada na manhã desta quinta-feira, 9 de julho, a sessão solene do Conselho Universitário de outorga do título de professor emérito da UFRGS a João Antônio Pêgas Henriques. O homenageado foi conduzido à sala dos Conselhos pela professora Lívia Kmetzsch, diretora do Instituto de Biociências (IBIO), unidade acadêmica na qual Henriques atuou na UFRGS. Compareceram à cerimônia, além de familiares, ex-alunos, colegas e amigos do homenageado, o ex-reitor Hélgio Trindade, professores e servidores técnico-administrativos eméritos e integrantes da Administração Central da UFRGS; a reitora da UFCSPA Jenifer Saffi; o diretor-presidente da FAPERGS, Odir Dellagostin; a diretora regional da UERGS, Ana Lúcia Kern; o diretor técnico-científico da FAPERGS, Rafael Roesler; e a diretora administrativa da FAURGS, Denise Coutinho.

O Parecer 025/2026 aprovado pelo Conselho Universitário destaca a rica trajetória acadêmica do professor Henriques, que ingressou na graduação em Farmácia e Bioquímica na UFRGS em 1967. Como estudante de graduação, Henrique foi bolsista de Iniciação Científica no Departamento de Biofísica e Fisiologia sob orientação de Eloy Julius Garcia, oportunidade que despertou seu desejo de ser pesquisador. Seguiram-se o mestrado em Biofísica na Universidade Federal do Rio de Janeiro; o doutorado em Ciências Naturais pela Université ParisSud XI, no Instituto Curie, na França; e o pós-doutorado na Goethe Universität Frankfurt am Main, na Alemanha. Antes de ingressar, em 1986, como professor titular na UFRGS, Henrique atuou como docente na Universidade Federal de Pernambuco. Ao longo da carreira, publicou cerca de 400 artigos científicos e orientou mais de uma centena de estudantes de iniciação científica, 84 mestres, 88 doutores e 16 pós-doutorados. É reconhecido internacionalmente por suas pesquisas para desvendar os mecanismos de dano e reparo do DNA. Na UFRGS, além de formar novos cientistas, ajudou a criar novos laboratórios, coordenou projetos de pesquisa inovadores e foi diretor do Centro de Biotecnologia, contribuindo para a qualificação técnica e tecnológica das pesquisas realizadas na Universidade. Henriques também teve destacada atuação em agências de fomento à pesquisa – FAURGS, FAPERGS, Capes e CNPq – e em outras instituições de ensino. Convicto que universidade, setor produtivo e governos podem e devem atuar juntos em prol da ciência e da inovação, Henriques também inspirou a criação de empresas de base tecnológica e, após sua aposentadoria na UFRGS em 2003, foi trabalhar em um laboratório internacional privado credenciado por órgãos oficiais brasileiros para dirigir processos de avaliação e licenciamento de produtos farmacêuticos. O homenageado coleciona prêmios e distinções e é membro Titular da Academia Brasileira de Ciêncuias desde 2006, além de ter sido o primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Mutagênese, Carcinogênese e Teratogênese Ambiental.

Legado que inspira

O orador da cerimônia, professor Guido Lenz, usou em sua fala a analogia de uma floresta para dar a dimensão, a importância e a perenidade da contribuição de Henriques à ciência. Lenz apresentou a trajetória de Henriques destacando “as árvores mais frondosas dessa floresta”, especialmente os estudos sobre mutagênse, reparação do DNA e toxicologia genética. Lenz destacou também as redes de colaboração impulsionadas por Henriques e sua “visão moderna da atividade científica; uma ciência colaborativa, internacional, ousada, inovadora e empreendedora”. O discurso do orador menciona ainda a criação do laboratório Genotox na UFRGS na década de 1990, reconhecido centro de excelência na avaliação da segurança genética de medicamentos, pesticidas, produtos químicos e novas tecnologias segundo padrões internacionais de boas práticas de laboratório. Ao resumir o legado de Henriques, Lenz afirmou que o homenageado “ajudou a construir uma universidade melhor, uma ciência melhor e um país melhor”.

Emocionado ao agradecer o título, Henriques enfatizou que sua caminhada foi construída em conjunto com muita gente e que recebia a honraria com enorme gratidão e humildade. Henriques intercalou a leitura do discurso preparado previamente com uma conversa informal sobre passagens e episódios importantes dessa caminhada, nomeando muitas das pessoas que povoaram sua história e agradecendo a todos com os quais trabalhou. Salientou que a nunca enxergou a UFRGS apenas como um local de trabalho: “ela sempre foi parte da minha própria vida”, disse. “Foi aqui que vivi algumas das maiores alegrias da minha carreira. Foi aqui que enfrentei dificuldades. Foi aqui que construí amizades que atravessaram décadas”, acrescentou. Henriques encerrou afirmando que leva com ele a convicção de que tudo o que construiu foi possível graças à confiança, ao apoio e às oportunidades proporcionadas pela UFRGS.

A reitora Marcia Barbosa afirmou que o professor Henriques reúne as três qualidades necessárias para ser um emérito da Universidade: tem visão, coragem e resiliência. Segundo a reitora, a trajetória de Henriques evidencia isso: ele enxergou onde estavam as oportunidades para fazer ciência de fronteira, soube se adaptar às condições de pesquisa do Brasil, não se conformou em fazer mais do mesmo e buscou superar adversidades e obstáculos.

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Fotos: Ana Analícia Flores

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USP e INRAe lançam Centro Internacional de Pesquisa em Saúde Planetária

8 de Julho de 2026, 14:03
Com sede na Esalq em Piracicaba, centro realizou evento com pesquisadores brasileiros e franceses para marcar o início das atividades do novo ecossistema de pesquisa e inovação

Pesquisadora angolana é a primeira titulada pelo acordo USP- Angola

22 de Junho de 2026, 16:02
Teresa Luzembo, que chegou ao Brasil em junho de 2024, defendeu sua dissertação na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e se tornou marco da cooperação acadêmica entre Brasil e Angola

Votação para representantes no Consun e no Cepe será realizada até as 22h desta segunda

22 de Junho de 2026, 08:02

A votação para a escolha de representantes docentes e técnico-administrativos no Conselho Universitário (Consun/UFRGS) e no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe/UFRGS) será realizada durante esta segunda-feira, dia 22 de junho. O acesso ao sistema de votação será realizado com as mesmas credenciais utilizadas nos portais institucionais da Universidade. Os eleitos vão ocupar os cargos no período entre 2026 e 2028.

Durante o período indicado, os servidores devem acessar o site e escolher seus representantes. Para os técnico-administrativos, são nove votos para o Consun e sete nomes para a nova composição do Cepe. Na votação para docentes, são 18 votos para o Conselho Universitário e, assim como para os técnicos, sete nomes para o Cepe. É possível registrar voto em branco ou nulo. O tutorial da votação pode ser acessado aqui. Após cada escolha, a chapa selecionada deixará de aparecer na tela. Ao final do processo, o eleitor deve revisar sua cédula, depositá-la na urna virtual e confirmar o voto.

O resultado eleitoral será divulgado a partir das 22h desta segunda-feira. Eventuais recursos dos atos da comissão serão recebidos entre 23 e 25 de junho. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: eleicoesconsun-cepe2026@ufrgs.br.

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UFRGS segue entre as principais universidades brasileiras no QS World University Rankings 2027

19 de Junho de 2026, 11:36

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) permanece entre as principais instituições de ensino superior do Brasil no QS World University Rankings 2027, divulgado nesta quarta-feira, 18 de junho, pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). A UFRGS ocupa a sétima posição entre as instituições brasileiras e mantém-se como a terceira universidade federal mais bem colocada no país. No contexto latino-americano, a instituição ocupa a 26ª posição na região.

No cenário internacional, a UFRGS aparece na faixa 741ª-750ª entre as 1.504 universidades avaliadas em 106 países. Globalmente, a posição é inferior à registrada na edição de 2026 do ranking, quando a UFRGS ocupava a faixa global de 691ª-694ª. Entre os indicadores analisados pelo ranking, a UFRGS apresentou melhora de pontuação em ‘reputação acadêmica’ e ‘Rede Internacional de Pesquisa’ (International Research Network, IRN). No indicador de reputação acadêmica, a Universidade avançou do 327º para o 324º lugar no mundo.

De acordo com a análise da Secretaria de Avaliação Institucional (SAI/UFRGS), a Universidade mantém trajetória de destaque nacional ao permanecer entre as sete instituições brasileiras mais bem classificadas pelo ranking. A avaliação também aponta que a UFRGS segue posicionada entre as principais universidades federais do país. [Veja mais detalhes e acompanhe outros rankings no Painel da Qualidade elaborado pela SAI]

O Ranking

O QS World University Rankings é um dos mais importantes rankings internacionais de ensino superior. A metodologia considera indicadores relacionados à reputação acadêmica, reputação entre empregadores, impacto da produção científica, internacionalização, empregabilidade de egressos, sustentabilidade e redes internacionais de pesquisa. Na edição de 2027, o ranking avaliou mais de 1.500 instituições de ensino superior em todo o mundo.

As 10 primeiras brasileiras
1. Universidade de São Paulo (USP)
2. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
4. Universidade Estadual Paulista (Unesp)
5. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
6. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
7. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
8. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
9. Universidade de Brasília (UnB)
10.Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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UFRGS concede título de Professor Emérito a Iran Stallivière Corrêa

18 de Junho de 2026, 13:42

Por iniciativa do Instituto de Geociências, a UFRGS concedeu, na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, o título de Professor Emérito ao geólogo e pesquisador Iran Carlos Stallivière Corrêa. A cerimônia foi realizada na Sala dos Conselhos e foi presidida pela reitora Marcia Barbosa, com as presenças na mesa solene: do vice-diretor, Pedro Costa, do diretor do Instituto de Geociências, Nelson Gruber, do orador André Sampaio Mexias, além do próprio homenageado. A entrega foi prestigiada por colegas de Unidade e familiares do homenageado. Na ocasião, foram ressaltadas as contribuições acadêmicas e o perfil pessoal do professor Iran Corrêa.

O homenageado atuou na UFRGS por 49 anos, em atividades de pesquisa, ensino, extensão e gestão. O título reconhece a trajetória de dedicação institucional nas áreas de geologia, topografia, oceanografia e geologia marinha. Graduado em Geologia pela Universidade em 1973, Iran Corrêa começou na docência já no ano seguinte, permanecendo na docência até 2023, quando se aposentou. Ao longo da trajetória, entre muitas atividades, foi vice-diretor do Instituto de Geociências [de 1984 a 1988], diretor do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO) e um dos criadores do Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe. Ele também participou de importantes operações oceanográficas na costa brasileira e coordenou a transferência do Instituto para atual sede no Campus do Vale.

A reitora Marcia Barbosa pontuou que a homenagem às pessoas que contribuíram para a Universidade é um momento muito importante para reconhecer que a UFRGS está no nível de excelência atual devido à dedicação pessoal de inúmeras pessoas. “Ele olhou para o oceano de uma forma não muito comum, num período em que ainda não se olhava. Enxergou algumas áreas de pesquisa não usuais com visão e coragem para exercitar o talento.” A reitora também agradeceu ao homenageado pela dedicação institucional de Iran Corrêa, numa “paixão brutal, que busca descobertas e a construção de novos ambientes de trabalho”.

Sem se utilizar da expressão evasiva “vou agradecer a todos para não esquecer ninguém”, Iran Corrêa listou e justificou as pessoas mais importantes para o reconhecimento realizado no dia de hoje. Agradeceu a Deus, aos pais, aos parentes que contribuíram em diferentes épocas de sua vida, aos que apoiaram na experiência acadêmica no exterior e aos professores e colegas do Instituto de Geociências. Por fim, e ainda mais emocionado, Corrêa dedicou as palavras de conclusão a um momento de admiração à UFRGS: “Tenho orgulho de ter feito parte desta história e de ter contribuído com o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão. Dei 50 anos da minha vida a esta Universidade, em troca, ela me deu 50 anos de aprendizado, conhecimento, vitórias, alegrias, respeito, cumplicidade e realizações.” [Leia a íntegra do discurso do homenageado]

Orador
O discurso de homenagem, proferido pelo colega docente André Mexias, destacou a carreira acadêmica, a trajetória ética e o perfil conciliador de Iran Corrêa. Segundo Mexias, o título de emérito reconhece “uma trajetória rara, em que a excelência científica se combina com a serenidade do professor, a generosidade do orientador, o compromisso institucional e o respeito profundo pela diversidade de pensamento”. Ele também enfatizou as cooperações internacionais de Corrêa com universidades do Chile, da Argentina e do Uruguai.

Mexias fez questão de ressaltar, ainda, a dedicação na criação do Museu de Topografia, fruto de uma parceria entre Iran Corrêa e o professor Clóvis Carraro. Segundo ele, um trabalho de preservação e de comprometimento com a memória da pesquisa em topografia no Rio Grande do Sul. O orador concluiu reforçando o mérito do homenageado: “Por sua contribuição à ciência, à formação de gerações de geocientistas, à consolidação da Geologia Marinha na UFRGS e à preservação da memória institucional por meio do Museu de Topografia, o professor Iran Carlos Stallivière Corrêa reúne, com plena justiça, os méritos que fundamentam esta homenagem como Professor Emérito”. [Leia a íntegra do discurso do orador]

Linha do Tempo

1950 – Nascimento em Caxias do Sul/RS.
1970 – Ingresso no curso de Geologia da UFRGS.
1973 – Graduação em Geologia pela UFRGS.
1974 – Ingresso como professor da UFRGS
1978 – Conclusão do mestrado em Ciências pela UFRGS.
1981 – Promoção a Professor Assistente, início na pós-graduação em Geociências
1984 – Início do mandato como vice-diretor do Instituto de Geociências (até 1988)
1985 – Promoção a Professor Adjunto
1987 – Aprovação no concurso para Professor Titular da UFRGS.
1990 – Conclusão do doutorado em Oceanologia na Universidade de Bordeaux I, França,
1993 – Primeiro mandato como diretor do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO).
1996 – Criação do Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe.
2023 – Aposentadoria como Professor Titular após 49 anos de atuação na UFRGS.
2023 – Recebimento do Prêmio Pesquisador Gaúcho da FAPERGS.
2026 – Outorga do título de Professor Emérito da UFRGS.

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PDI 2027-2036: Entidades apresentam sugestões para o Plano de Desenvolvimento da UFRGS

16 de Junho de 2026, 12:41

Como parte do processo participativo de elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRGS para os próximos 10 anos (2027-2036), foi realizado na manhã desta terça-feira, 16 de junho, o evento “PDI: Diálogos com a Sociedade” na Sala II do Salão de Atos. O encontro foi um momento de escuta e reflexão sobre quais desafios, na visão das entidades participantes, a UFRGS deve enfrentar na próxima década. Foram convidadas para esta etapa organizações de caráter estadual, como conselhos profissionais, entidades de classe e instituições que representam diferentes segmentos da sociedade.

Cerca de 30 representações estiveram presentes, com muitas fazendo uso da palavra e apresentando suas contribuições para o PDI da UFRGS. Temas como sustentabilidade, enfrentamento de catástrofes e eventos climáticos extremos, combate à desinformação, formação profissional, aproximação da Universidades com a sociedade foram os mais abordados. Conforme explicou o pró-reitor de Planejamento e Administração, Diogo Joel Demarco, todas as contribuições recebidas serão consideradas na elaboração do PDI. Ele agradeceu a participação de todos e destacou a riqueza das questões levadas ao debate. Também convidou os presentes a acompanhar o processo no site do PDI.

A reitora Marcia Barbosa abriu o evento agradecendo a presença das entidades e afirmando o compromisso da UFRGS com a construção de um planejamento que não seja só para a Universidade, que seja também para a sociedade. Ela acrescentou que ao longo do processo haverá outras oportunidades de participação e debate com a comunidade. O vice-reitor Pedro Costa apresentou a metodologia que a UFRGS está adotando para a elaboração do PDI e apresentou a missão, os valores e a visão de futuro definidos neste processo. O conteúdo da apresentação pode ser acessado neste link. Conforme o vice-reitor, embora os objetivos sejam ambiciosos, será possível alcançá-los com a participação interna e em diálogo com a sociedade.

Confira as entidades que participaram do Diálogo com a sociedade

EntidadeSigla
União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do SulUEE-RS
Associação dos Antigos Alunos da Universidade Federal do Rio Grande do SulAAUFRGS
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do SulCREA-RS
Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do SulFEDERASUL
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente NaturalAgapan
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do SulCAU/RS
Conselho Regional de Biologia da 3ª RegiãoCRBio-03
Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do SulCRO-RS
Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do SulSENGE-RS
Associação Riograndense de ImprensaARI
Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas da 4ª RegiãoConrerp 4ª Região
Conselho Regional de Educação Física da 2ª Região do Rio Grande do SulCREF2/RS
Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do SulSOERGS
Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do SulCRP-RS
Conselho Regional de Administração do Rio Grande do SulCRA-RS
Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do SulApdesign
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do SulSebrae RS
Instituto KoinósKoinós
Hospital de Clínicas de Porto AlegreHCPA

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Cooperação científica com a França motiva condecoração internacional a ex-reitor da USP

12 de Junho de 2026, 16:36
Título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras foi concedido a Carlos Gilberto Carlotti Junior pelo trabalho de expansão das parcerias e da mobilidade acadêmica entre Brasil e França

Começa o período de campanha das eleições do Consun e do Cepe

12 de Junho de 2026, 11:14

A Comissão Eleitoral para as eleições de representantes docentes e técnico-administrativos (TAEs) para o Conselho Universitário (Consun) e para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) reuniu-se na manhã desta sexta-feira, 12 de junho, para divulgar a relação final das candidaturas homologadas. Como não houve interposição de recursos para impugnação no período definido pelo edital de convocação, a nominata homologada preliminarmente não teve alterações. Foram recebidas 87 inscrições: 13 para a categoria docentes Cepe, 16 para TAEs Cepe, 22 para TAEs Consun e 36 para docentes Consun. Somente uma candidatura não foi homologada. 

Após esse processo, a Comissão Eleitoral informa que o prazo para a campanha inicia-se oficialmente nesta sexta-feira, dia 12, e se estende até o dia 21 de junho, domingo. As eleições serão realizadas no dia 22 de junho, segunda-feira, das 7h às 22h, por meio do sistema Helios Voting. O link da votação será disponibilizado posteriormente no site da eleição: ufrgs.br/consun/eleicoesconsuncepe2026 .

As relações de candidaturas homologadas e demais informações sobre o processo eleitoral estão disponíveis no site das eleições do Consun e do Cepe.

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UFRGS concede título de Doutor Honoris Causa ao jurista Diego Fernández Arroyo

11 de Junho de 2026, 15:36

A UFRGS concedeu, nesta quinta-feira, dia 11 de junho, o título de Doutor Honoris Causa ao professor Diego Fernández Arroyo, um dos principais nomes mundiais na área do Direito Internacional. A cerimônia foi realizada na Sala dos Conselhos, em solenidade presidida pelo vice-reitor Pedro Costa. A mesa oficial de outorga contou ainda com as presenças da diretora da Faculdade de Direito, Ana Paula Motta Costa, da professora Claudia Lima Marques, oradora da homenagem, e do pesquisador hispano-argentino e mais novo doutor honoris causa da Universidade. O evento também contou com as participações do cônsul-geral da Argentina em Porto Alegre, Gabriel Servetto, do chefe do Escritório de Representações do Ministério das Relações Exteriores no RS, Marcelo Baumach, e demais convidados, incluindo familiares do homenageado.

Natural da Argentina e também cidadão espanhol, Diego Fernández Arroyo é professor da Escola de Direito da Sciences Po, em Paris, onde atua desde 2010. Suas áreas de atuação em Direito Internacional Público e Privado são: comércio internacional, arbitragem internacional, direito da integração e direito comparado. Ao longo de sua trajetória acadêmica, publicou mais de 200 artigos e editou 28 livros, tornando-se nome de referência no Direito Internacional contemporâneo. Uma de suas contribuições mais relevantes em seus anos de atuação na área é na internacionalização do pensamento jurídico latino-americano e na consolidação de redes acadêmicas internacionais que aproximaram pesquisadores das Américas e da Europa.

A relação de Fernández Arroyo com a UFRGS se estende por cerca de três décadas, por meio de colaboração constante com a Faculdade de Direito, na participação em cursos, conferências, projetos acadêmicos e iniciativas de cooperação internacional. Essa relação contribuiu para a inserção e a ampliação da presença da Universidade na pesquisa nessa área do conhecimento. Ainda na UFRGS, também foi um dos fundadores do curso de especialização Novo Direito Internacional e dos Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Direito.

Discurso-aula

Em seu discurso após receber o título pela UFRGS, o pesquisador Diego Fernández Arroyo proferiu uma fala aprofundada sobre a situação atual da área do Direito Internacional, além de encerrar indicando perspectivas. Ele também destacou a profunda ligação com o Rio Grande do Sul, com a Faculdade de Direito e com a comunidade acadêmica brasileira. Ele recordou sua trajetória desde a Argentina até a Europa. Para o jurista, a homenagem recebida transcende o reconhecimento pessoal e o conecta a uma instituição marcada pela excelência acadêmica, pela abertura internacional e pelo compromisso social: “Essa familiaridade não é apenas geográfica ou cultural, ela é também intelectual”, enfatizou.

Na parte central da fala, Arroyo defendeu a tese da “resiliência do Direito Internacional”, contrapondo-se às visões que apontam para um enfraquecimento da área em um cenário de guerras, crises e nacionalismos. Segundo ele, apesar das dificuldades, “é tentador ceder ao catastrofismo”, mas o sistema internacional continua funcionando de forma cotidiana e silenciosa, sustentando o comércio, a cooperação entre países, a arbitragem internacional e os processos de integração regional.

O professor argumentou que o mundo caminha para uma ordem mais multipolar, com maior protagonismo do Sul Global, e afirmou que o Direito Internacional não está em declínio, mas em transformação: “Isso não é o fim do Direito Internacional. É, talvez, o começo de uma versão mais madura, mais representativa e mais sustentável dele”. Ao encerrar, conclamou juristas e instituições a permanecerem vigilantes para que “a lei do mais forte não prevaleça sobre o Direito Internacional” e para que a justiça continue sendo o eixo da cooperação entre os povos.

Homenagens

Responsável pela laudatio na cerimônia, a professora Claudia Lima Marques destacou a trajetória acadêmica e pessoal de Diego Fernández Arroyo, com ênfase em sua contribuição para o Direito Internacional, a arbitragem internacional e a integração entre diferentes países na construção coletiva do conhecimento. Segundo ela, o mais novo doutor honoris causa da UFRGS construiu uma carreira de alcance global sem abandonar suas raízes latino-americanas, tornando-se uma das vozes mais respeitadas do pensamento jurídico contemporâneo e um parceiro histórico da UFRGS.

Lima Marques também enfatizou o papel de Fernández Arroyo na reconstrução da Associação Americana de Direito Internacional Privado (ASADIP), iniciativa que ajudou a aproximar universidades e pesquisadores das três Américas. Para a professora, ao conceder o título de Doutor Honoris Causa, a UFRGS reconhece “não apenas um jurista extraordinário, mas um inovador do Sul Global, com coragem e competência”. Sobre a parceria com a Universidade, ela complementa: “Sempre foi uma mão amiga, aproximando a Faculdade de Direito do que há de mais moderno no Direito Internacional Privado, abrindo portas e construindo pontes, numa parceria construída sobre afinidades intelectuais profundas, sobre o diálogo permanente e sobre um compromisso comum com a internacionalização do conhecimento jurídico”.

O vice-reitor Pedro Costa fez referência à fala do homenageado como uma “verdadeira aula” sobre a situação atual e o futuro do Direito Internacional. “Essa homenagem reconhece nosso irmão e vizinho, da cidade de Santa Fé”, pontuou, fazendo referência à naturalidade do homenageado. Ele também destacou que as pesquisas e as parcerias acadêmicas de Fernández Arroyo representam a palavra e a razão para a superação de conflitos a partir do Sul Global. E completou: “Sua fala traz várias lutas contra a falta de diálogo. Continue nessa trincheira para propor a linguagem da razão para construir um mundo melhor.”

Galeria de Imagens:

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UFRGS utiliza recursos próprios para garantir pagamento de trabalhadores terceirizados

10 de Junho de 2026, 17:24

A UFRGS destinou R$ 1,1 milhão em recursos de arrecadação própria para assegurar o pagamento da folha salarial da empresa Multiservice, que responde pelos serviços de portarias, recepções e garagistas na Universidade. Com a medida, a empresa poderá pagar os salários de maio dos funcionários nesta quinta-feira, 11 de junho.

A iniciativa foi adotada pela Universidade para evitar que os trabalhadores sejam ainda mais impactados pelos atrasos no fluxo financeiro do Tesouro Nacional para a UFRGS, considerando que deveriam ter recebido o salário no início dessa semana. Com a utilização desses recursos, a UFRGS passa a depender da regularização desse fluxo, prevista para ocorrer até o final do mês, para recompor o lastro financeiro de despesas que estavam programadas para serem executadas com recursos próprios.

A Reitoria emitiu nota informativa sobre a situação.

Nota da Reitoria

A UFRGS foi surpreendida com a não realização dos repasses semanais de recursos financeiros por parte do Governo Federal, em razão de questões relacionadas ao sistema do Tesouro Nacional, condição que impede o pagamento de serviços já prestados à Universidade. Diante desse quadro, e com a perspectiva de atraso no pagamento das trabalhadoras e dos trabalhadores terceirizados, a UFRGS mobilizou imediatamente suas equipes para buscar alternativas que evitassem que esses profissionais fossem prejudicados pela situação.

Com atuação articulada da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplan), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) e do Departamento de Gestão de Pessoas Terceirizadas (DEPGerte), foi viabilizado, ainda nesta quarta-feira, 10 de junho, o repasse dos recursos à empresa responsável, garantindo a manutenção dos pagamentos previstos.

A pronta atuação das equipes reafirma o compromisso da Administração Central com as trabalhadoras e os trabalhadores que atuam na Universidade, bem como com a continuidade dos serviços prestados à comunidade universitária e à sociedade.

Paralelamente, a Administração Central mantém diálogo com o Governo Federal para obter informações sobre a regularização dos repasses e organizar o planejamento financeiro das próximas semanas.

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PDI 2027-2036: UFRGS reúne instituições para discutir desafios dos próximos 10 anos

9 de Junho de 2026, 15:20

O processo de planejar o futuro da Universidade exige mais do que planejamento técnico. Essa estratégia de diálogo, escuta e construção coletiva. É com esse objetivo que a UFRGS realiza, no dia 16 de junho, terça-feira, o encontro “PDI: Diálogos com a Sociedade”, iniciativa que reunirá instituições representativas do Rio Grande do Sul para contribuir para o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 da Universidade.

A atividade ocorre das 9h30 às 12h, na Sala II do Salão de Atos da UFRGS, no Campus Centro, e integra o processo de construção do principal instrumento de planejamento institucional das universidades federais brasileiras. O encontro é aberto ao público para acompanhamento, sem necessidade de inscrição prévia.  O objetivo da atividade é ampliar o diálogo da Universidade com entidades, organizações e representantes da sociedade civil em um espaço de reflexão sobre os desafios e perspectivas da instituição para os próximos dez anos.

Com horizonte de uma década, o PDI busca orientar os caminhos da UFRGS diante das transformações sociais, científicas, tecnológicas e ambientais do país, reforçando o compromisso da Universidade com uma gestão participativa e conectada às demandas da sociedade. Previsto no Decreto nº 9.235/2017, o Plano de Desenvolvimento Institucional estabelece diretrizes, objetivos estratégicos e prioridades que orientam a gestão acadêmica e administrativa das universidades federais. Mais do que um documento formal, o PDI influencia decisões relacionadas ao ensino, à pesquisa, à extensão, à infraestrutura, à assistência estudantil e às políticas institucionais que impactam diretamente a vida da comunidade universitária.

O PDI 2027-2036

A construção do PDI conta atualmente com um comitê técnico e uma comissão de elaboração formada por estudantes, docentes e técnicos-administrativos. Além dos encontros presenciais da comissão, o processo inclui uma consulta pública virtual voltada à comunidade acadêmica. O processo de escuta será realizado de 1º a 12 de junho, por meio do Portal de Serviços, permitindo que os participantes avaliem desafios estratégicos e proponham novas prioridades para a Universidade.

Em outras etapas da construção do Plano de Desenvolvimento Institucional, também serão realizados encontros com diferentes segmentos da comunidade universitária. Além disso, mais informações sobre o processo, bem como orientações para o envio de contribuições e sugestões, podem ser acessadas pelo site ufrgs.br/pdi ou encaminhadas pelo e-mail pdi@ufrgs.br.

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UFRGS inicia construção do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036

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Reitoria se manifesta sobre atraso no pagamento do salário de terceirizados

9 de Junho de 2026, 10:36

A Reitoria da UFRGS manifestou-se por meio de nota nesta terça-feira, 9 de junho, sobre o atraso no pagamento dos salários dos profissionais da empresa terceirizada Multiservice. A Universidade lamenta a situação e esclarece que não está conseguindo honrar alguns pagamentos devido ao bloqueio de recursos por parte do Governo Federal, o que pode ocasionar o atraso dos salários dos trabalhadores por parte das empresas terceirizadas.

Confira a nota:

Nota da Reitoria – Atraso Multiservice junho 2026
A UFRGS informa que houve atraso no pagamento da folha da empresa terceirizada Multiservice, que responde pelos serviços de portarias, recepções e garagistas na universidade, e que tinha previsão para disponibilização hoje (9 de junho), quinto dia útil do mês.
O processamento do pagamento à empresa, assim como de outras terceirizadas e serviços, depende de repasse de valor financeiro do Tesouro para a UFRGS, que deveria ocorrer todas as segundas-feiras.
Pela segunda semana consecutiva, esses limites não foram liberados, somando hoje cerca de R$ 4,5 milhões em pagamentos já empenhados e liquidados e ainda não disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, o que pode acarretar em atrasos de outros pagamentos, se não houver regularização durante a semana.
A Reitoria lamenta os transtornos causados nas unidades e em especial os prejuízos às trabalhadoras e aos trabalhadores terceirizados, e segue atuando junto aos órgãos de governo para cobrar o cumprimento dos repasses tempestivos dos valores.

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Diego Fernández-Arroyo receberá título de Doutor Honoris Causa da UFRGS

4 de Junho de 2026, 11:48

Depois de décadas dedicadas à construção de pontes entre sistemas jurídicos, países e culturas, Diego Fernández-Arroyo receberá da UFRGS uma das mais altas homenagens. Em cerimônia que será realizada no dia 11 de junho, quinta-feira, às 10h30, na Sala dos Conselhos, a Universidade concederá ao jurista hispano-argentino o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento a uma trajetória acadêmica de alcance internacional e à relação construída com a instituição. Além da cerimônia presencial, haverá transmissão ao vivo pelo site do Conselho Universitário: aovivo.ufrgs.br/consun.

Considerado um dos mais importantes especialistas em Direito Internacional da atualidade, Fernández-Arroyo é professor da Escola de Direito da Sciences Po, em Paris, e atualmente coordena o Curatorium da Academia da Haia de Direito Internacional, nos Países Baixos. A proposta de concessão da honraria foi encaminhada pela Faculdade de Direito da UFRGS e recebeu parecer favorável de comissão especial do Conselho Universitário (Consun).

Arroyo também é honoris causa da University of Athens: Foto/Divulgação

Ao longo de sua trajetória acadêmica, Fernández-Arroyo destacou-se por contribuições nas áreas de direito internacional público e privado, comércio internacional, arbitragem internacional, direito da integração e direito comparado. A produção científica dele reúne dezenas de livros e mais de 200 artigos publicados em mais de 20 países. Entre as contribuições teóricas mais reconhecidas estão os estudos sobre a existência de uma família jurídica latino-americana e sobre a chamada ordem jurídica arbitral. O professor também participou de iniciativas que influenciaram acordos regionais, mudanças legislativas e projetos de cooperação acadêmica em diversos países da América Latina.

Diego e a Faculdade de Direito

A relação de Fernández-Arroyo com a UFRGS se mantém por mais de duas décadas. Desde o final da década de 1990, mantém colaboração constante com a Faculdade de Direito e com o Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD/UFRGS), participando de cursos, conferências, eventos acadêmicos e publicações. Conforme o parecer que fundamenta a concessão do título, sua atuação contribuiu para a internacionalização da Universidade e para a inserção da produção jurídica latino-americana em redes globais de pesquisa e cooperação. O documento destaca ainda que Fernández-Arroyo teve papel fundamental na formação de novas gerações de pesquisadores e docentes da UFRGS, ajudando a projetar internacionalmente a Faculdade de Direito e a consolidar vínculos acadêmicos duradouros com a Universidade.

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Cruesp divulga nota sobre negociação da campanha salarial com Fórum das Seis

29 de Maio de 2026, 11:55
Conselho faz esclarecimento sobre o andamento da negociação do reajuste salarial dos docentes e servidores técnicos e administrativos da USP, Unesp e Unicamp

UFRGS participa de debate no Senado sobre a ciência e os impactos do El Niño

28 de Maio de 2026, 13:33

A reitora Marcia Barbosa e o pró-reitor de Pesquisa Flávio Kapczinski participaram como expositores em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado Federal nesta quarta-feira, 27 de maio. O painel, proposto pelo Senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), teve por objetivo debater o papel da ciência e da tecnologia diante do fenômeno climático El Niño, previsto a partir do segundo semestre de 2026. Um dos focos da discussão foi a preparação do Brasil para os impactos climáticos num cenário que é marcado por incertezas. Pela universidade também participaram o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) Walter Collischonn e Osvaldo Luiz Leal de Moraes, professor do Instituto de Física, atualmente diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do  Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Durante a audiência, a reitora da UFRGS, Marcia Barbosa, afirmou que os eventos extremos passaram a fazer parte da rotina de gestão da Universidade e da sociedade gaúcha. Segundo ela, a instituição acompanha com preocupação não apenas o fenômeno El Niño, mas também alterações atmosféricas e oceânicas que podem intensificar episódios climáticos severos no Sul do Brasil. Marcia Barbosa destacou ainda iniciativas em desenvolvimento na Universidade, como a criação de um Centro de Gestão de Riscos Climáticos e Ambientais, num formato de observatório de desastres, voltado ao apoio científico para políticas públicas e sistemas de prevenção.

A discussão, que integra a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, também reuniu especialistas de outras instituições de pesquisa, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o Museu Paraense Emílio Goeldi.

Confira a íntegra da audiência pública

O El Niño

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, com capacidade de influenciar o clima em diferentes regiões do mundo. Cientistas preveem que este ano o El Niño será excepcionalmente forte.

Com informações da Agência Senado

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Nota dos pró-reitores da USP à comunidade acadêmica em apoio ao reitor e à vice-reitora da Universidade

26 de Maio de 2026, 18:48
Os pró-reitores da USP emitiram uma nota em apoio ao reitor Aluísio Segurado e à vice-reitora Liedi Bernucci "diante dos lamentáveis episódios ocorridos na sessão do Conselho Universitário", realizada no dia 26 de maio

Comissão da Memória e da Verdade realiza audiência pública com técnicos da UFRGS

21 de Maio de 2026, 16:42

Três técnicos aposentados da UFRGS participam, no dia 28 de maio, da segunda audiência pública promovida pela Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós. Os técnicos são Jussara Rosa Cony, Décio Aloísio Schauren e Alcides José de Almeida Neto. A atividade ocorre a partir das 18h30, na Sala II do Salão de Atos (Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro). O evento é aberto ao público.

A audiência pública faz parte dos trabalhos que a Comissão vem realizando a fim de apurar práticas de vigilância, perseguição, repressão e resistência ocorridas no ambiente universitário durante a ditadura imposta ao Brasil em 1964. Na primeira audiência, em 28 de novembro de 2025, a comissão acolheu os testemunhos de Dilza de Santi, Henrique Finco e João Ernesto Maraschin, três ex-estudantes da UFRGS que tiveram suas vidas pessoais e profissionais significativamente afetadas pela repressão.

Jussara Rosa Cony é técnica-administrativa aposentada e trabalhou nas faculdades de Medicina e de Farmácia da UFRGS. Décio Aloísio Schauren, também técnico-administrativo aposentado, atuou nos departamentos de Pessoal e de Relações Internacionais e no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS. O terceiro participante, o técnico-administrativo aposentado Alcides José de Almeida Neto, trabalhou nos institutos de Biociências (IBio) e de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da UFRGS.

Comissão da Memória e da Verdade

A Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós tem como missão “reunir, produzir e disponibilizar registros relativos às violações de Direitos Humanos que aconteceram na UFRGS entre 1964 e 1988”, assim como “estabelecer marcos de memória que evidenciem este processo”, conforme consta na Portaria que a instituiu em 9/12/2024.

O trabalho da CMV está centrado em dois eixos: o eixo documental, que examina conjuntos documentais da Universidade, e o eixo dos testemunhos, que realiza entrevistas com pessoas de alguma forma afetadas pelas práticas da ditadura na UFRGS.

O nome da Comissão é uma homenagem ao professor Enrique Serra Padrós, que atuou no Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS. Padrós, que morreu em 2021, dedicou sua trajetória acadêmica à pesquisa sobre ditaduras de Segurança Nacional na América Latina.

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Marino Tedesco recebe o título de Professor Emérito da UFRGS no dia em que completa 85 anos

21 de Maio de 2026, 13:16

No exato dia em que completou 85 anos, o professor aposentado da Faculdade de Agronomia (Fagro/UFRGS), Marino José Tedesco, recebeu um presente institucional com a entrega do certificado de professor emérito da Universidade. A honraria foi concedida em cerimônia realizada na Sala dos Conselhos, nesta quinta-feira, dia 21 de maio, com a presença da reitora Marcia Barbosa, do vice-reitor Pedro Costa, do diretor da Fagro, Paulo Vitor Dutra de Souza, do orador Flávio Anastácio de Oliveira Camargo e de demais colegas da Unidade Acadêmica e de familiares do homenageado.

Marino Tedesco foi muito lembrado pelas contribuições nas pesquisas sobre solos e fertilizantes, mas também pelo perfil discreto e curioso e pela dedicação em materializar, na prática, aquilo que era pesquisado. Ele é autor, em parceria com colaboradores, de um dos manuais técnicos mais tradicionais e consolidados do País para a avaliação da fertilidade do solo e nutrição de plantas. Ao longo das décadas, tornou-se referência nacional em fertilidade do solo, análise laboratorial e formação de pesquisadores na área da agronomia.

A reitora Marcia Barbosa convocou inicialmente os participantes a entoarem o “parabéns” ao homenageado. Ela destacou o papel da pesquisa em Ciências do Solo na UFRGS como importante para o desenvolvimento do Estado. Em suas palavras, além de Ensino, Pesquisa e Extensão, a Universidade oferece e já ofereceu importantes subsídios para a construção de políticas públicas nas mais diversas áreas. Nesse sentido, enfatizou “a visão e a coragem de Marino Tedesco para começar as ações e, como consequência, chegar à transformação da agricultura no Rio Grande do Sul”. Para Marcia Barbosa, isso se faz “usando a inteligência e também ‘colocando a mão na massa'”, disse, referindo-se à contribuição de Marino Tedesco. Também estiveram presentes na cerimônia os já eméritos da Fagro, Aino Victor Ávila Jacques e Egon Klamt.

Discursos
A homenagem formal do evento foi proclamada pelo orador Flávio Anastácio de Oliveira Camargo, também professor na Fagro. Inicialmente, relembrou aspectos de Tedesco desde a infância em Santa Catarina, passando pelo período de formação no espaço religioso católico e o ingresso na Faculdade de Agronomia como aluno. Flávio Camargo ressaltou o pioneirismo do homenageado como o primeiro do Departamento de Solos a ser enviado aos Estados Unidos para doutoramento, primeiro doutor vinculado ao departamento e participante da Operação Tatu, programa nacional que introduziu no Brasil a Revolução Verde. Em 1985, Tedesco publica o do livro “Análises de Solo, Plantas e Outros Materiais”.

Por fim, de forma mais pessoal, Flávio Camargo, relembrou os primeiros contatos com Tedesco e como se surpreendeu com o modo de vida simples que levava. “Sua simplicidade honesta e cristalina, o seu apego pela instituição e pelo coletivo, a retidão do seu caráter, o apreço pelo certo e pela ética são os pilares dos valores que observei no Marino ao longo de quase 35 anos de convivência”, pontuou. E o orador concluiu emocionado dizendo que a homenagem reconhece “um ser humano que se destacou de forma sutil e contundente, no ensino com dezenas de orientados, na pesquisa com centenas de artigos, manuais e livros textos, e principalmente na extensão e no desenvolvimento rural dos estados gaúcho e catarinense, deixando marcas profundas e ensinamentos concretos em todas as almas que tocou e nos recantos por onde passou”.

Após receber o diploma das mãos da reitora, Marino José Tedesco dirigiu breves palavras à mesa e aos presentes na solenidade. Relembrou as primeiras amizades na Faculdade de Agronomia e as dificuldades e as oportunidades no período em que realizou o curso de doutorado nos Estados Unidos, e também agradeceu às palavras do orador, professor Flávio. Ele concluiu: “agradeço pela lembrança e pela homenagem oferecida. Agradeço à presença de todos e a paciência em me ouvir”.

Linha do Tempo

1941 – Nascimento de Marino José Tedesco em Pinheiro Preto, Santa Catarina.
1960–1964 – Graduação em Agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
1966–1968 – Mestrado em Ciência do Solo na UFRGS, sob orientação de Marvin Beatty, com estudos em adubação nitrogenada e fosfatada, arroz irrigado e transformações do nitrogênio.
1969–1972 – Doutorado em Ciência do Solo na University of Wisconsin–Madison, com tese “The fate of urea fertilizer in some soils of Rio Grande do Sul, Brazil”, sob orientação de Denys R. Keeney.
1972 – Atuação como primeiro doutor do Departamento de Solos da UFRGS, com consolidação de pesquisas e métodos em ciência do solo
1985 – Publicaçao de “Análises de Solo, Plantas e Outros Materiais”, junto com outros colaboradores
2011 – Aposentadoria do Serviço Público Federal
2025 – Concessão do Título de Professor Emérito
2026 – Entrega do título de Professor Emérito da UFRGS

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Câmara de Avaliação Institucional promove encontro sobre projetos acadêmicos das Unidades

24 de Abril de 2026, 12:34
Reunião on-line, que será realizada no dia 27 de abril, tem como objetivo orientar os dirigentes das Unidades sobre o processo de revisão e atualização dos projetos acadêmicos institucionais e departamentais

Comunicado da Reitoria – 24/04/2026

24 de Abril de 2026, 11:59
A Reitoria emitiu um comunicado a respeito dos espaços estudantis e sobre agendamento de reunião com representantes de estudantes

UFRGS inicia construção do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036

22 de Abril de 2026, 13:48

Nesta quarta-feira, dia 22 de abril, começou oficialmente o processo de construção do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRGS para os anos de 2027 a 2036. Como forma de compartilhar o processo com a comunidade acadêmica e com a sociedade, a abertura dos trabalhos aconteceu por meio de uma live de lançamento com a participação da reitora Marcia Barbosa, do pró-reitor de Planejamento e Administração, Diogo Joel Demarco, e da diretora do Departamento de Gestão Integrada (DGI/Proplan), Gabriela Musse Branco. O vídeo segue disponível para consulta no Youtube, com acessibilidade na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A reitora Marcia Barbosa se disse empolgada com o processo: “Vamos identificar onde a UFRGS está, para onde quer ir e como fará para chegar lá”, resumiu, apontando que o instrumento deve contemplar os grandes temas da instituição e também os desafios do mundo atual para “construirmos a Universidade do amanhã”. A reitora também destacou importância de escutar as pessoas no processo de elaboração, indicando que haverá momentos de consulta interna, mas também outros momentos em que qualquer cidadão poderá participar com indicações e propostas, por meio de um canal aberto para “a construção coletiva com base em evidências”, apontou.

Para Diogo Demarco, o plano será o orientador das tomadas de decisão da Universidade: “relacionamos cada uma das ações da instituição com as definições do PDI. Será um instrumento para construir a visão de futuro”, ressaltou. Para ele, será preciso identificar quais são os desafios acadêmicos, administrativos e de gestão, tendo em vista a elaboração de diretrizes para o enfrentamento das questões: “O desafio é pensar a Universidade para os próximos 10 anos. Pensar o ‘amanhã’ não como data, mas como um futuro próximo em que a UFRGS vai construir seus caminhos”.

Gabriela Branco enfatizou que o Plano é uma elaboração tendo como perspectiva a UFRGS que se espera em 10 anos: “Não é planejamento de uma Unidade, da reitoria ou de grupos, mas são grandes direcionamentos e decisões que vão impactar no futuro”. Sobre o trabalho prático, a diretora do DGI indicou que estão previstas consultas presenciais e virtuais, conforme calendário que já está disponível no site do PDI . Segundo ela, a previsão de conclusão é 30 de dezembro deste ano, quando o plano elaborado será encaminhado para aprovação no Conselho Universitário.

Durante a apresentação, os participantes responderam a dúvidas encaminhadas. A reitora respondeu a uma das perguntas que a indagava sobre o que enxerga, desde já, como temas que merecem direcionar os debates do PDI. Segundo Marcia Barbosa, merecem destaque: combater a disseminada queda de interesse pelo Ensino Superior e priorizar medidas de permanência de estudantes, temas do mundo acadêmico. Mas também ressaltou que a Universidade deve se preocupar com a ampliação da participação nos grandes temas, como sustentabilidade e desenvolvimento e na luta contra os ataques ao conhecimento.

Futuro da Universidade

O processo de construção do PDI conta um comitê técnico e uma comissão de elaboração, com a adesão de estudantes, docentes e técnicos. Informações complementares podem ser consultadas no site do PDI; eventuais dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail pdi@ufrgs.br.

Principal instrumento de planejamento institucional das universidades federais, o PDI está previsto no Decreto nº 9.235/2017. Com horizonte de dez anos, o documento estabelece diretrizes, objetivos estratégicos e prioridades que orientam a gestão acadêmica e administrativa. A construção do futuro exige planejamento, diálogo e participação. Nessa perspectiva, mais do que um documento técnico, o PDI impacta diretamente a vida da comunidade universitária, influenciando decisões relacionadas ao ensino, à pesquisa, à extensão, à infraestrutura e às políticas institucionais.

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USP e Tribunal de Justiça de São Paulo estudam propostas de trabalho em conjunto

7 de Abril de 2026, 12:30
O reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado, o superintendente Jurídico da Universidade, Otavio Luiz Rodrigues Junior, e a diretora da Faculdade de Direito, Ana Elisa Bechara, fizeram uma visita ao Tribunal de Justiça de São Paulo

Aldo Mellender de Araújo recebe título de professor emérito da UFRGS

26 de Março de 2026, 13:15

Possivelmente, quando o jovem estudante Aldo Mellender de Araújo ingressou no curso de graduação em História Natural na UFRGS, em 1962, não imaginou que ali começava, nos espaços desta Universidade, uma vida feliz dedicada à pesquisa e ao ensino que soma mais de 60 anos e ainda prossegue, mesmo após a aposentadoria, embalada pelo entusiasmo que caracteriza os grandes pesquisadores e professores. Essa longa e rica trajetória teve seus marcos lembrados com emoção e leveza na cerimônia do Conselho Universitário desta quinta-feira, 26 de março, de outorga do título de professor emérito a Aldo, proposto pelo Instituto de Biociências e aprovado no ano passado (Parecer 174/2025 e Resolução 225/2025). Colegas e ex-colegas, alunos e ex-alunos, amigos e familiares estiveram presentes na sessão presidida pelo vice-reitor Pedro Costa, acompanhado na mesa pelo homenageado, pela diretora do Instituto de Biociências Livia Kmetzsch e pela professora Karen Luisa Haag, oradora da cerimônia.

Aldo Mellender de Araújo graduou-se em História Natural em 1967 e em 1973 doutorou-se em Genética (com uma tese em Genética Humana – “Estrutura Populacional e Malformações Congênitas na População de Porto Alegre”), também pela UFRGS. Esse começo na pesquisa foi lembrado por ele na cerimônia, quando contou como conquistou a oportunidade de, em 1965, atuar como estudante de iniciação científica no então Laboratório de Genética sob orientação do professor Francisco Mauro Salzano (também professor emérito da UFRGS, falecido em 2018). Aldo revelou que ao final da entrevista de seleção Salzano lhe disse: “acho que vamos nos dar muito bem”. De fato, os dois pesquisadores tornaram-se colegas e amigos.

Depois do doutorado, Aldo optou por dedicar-se ao tema da Evolução Biológica e foi para a Universidade de Liverpool fazer pós-doutorado em Genética Ecológica, uma área emergente da biologia nos anos de 1970. Desse período no Reino Unido, Aldo guarda boas lembranças, não só das atividades das pesquisas de campo, mas também das pessoas que conheceu. Na sua fala na cerimônia, fez questão de compartilhar algumas dessas vivências. Nos anos 90, Aldo ampliou sua atuação, dedicando-se também ao estudo de história e filosofia da ciência e vindo a criar um grupo interdisciplinar de estudos nessa área na UFRGS. Sua produção científica ao longo de todos esses anos está presente em publicações nacionais e internacionais e são referência para pesquisadores.

A caminhada e os feitos da carreira do homenageado desde a década de 1960 até o presente foram lembrados pela oradora em seu discurso (acesso à integra do discurso neste link), mas a professora Karin preferiu enfatizar as lições que a longa convivência como aluna, orientanda e colega com Aldo lhe proporcionou. Ela listou ensinamentos que extrapolam a genética: todas as pessoas têm o mesmo valor no espaço do pensamento científico; a qualidade do pensamento científico exige pausas, silêncio e tempo de elaboração; devemos ser cuidadosos com os modismos científicos; e o ceticismo necessário não significa conservadorismo intelectual. Ao elencar essas lições, Karin disse que Aldo soube combinar as qualidades para formar pensadores críticos e que ela teve o privilégio de ser formada intelectualmente por ele. Por fim, afirmou que Aldo ensinou novos pesquisadores a “como estar na ciência: com rigor, com humildade, com liberdade intelectual e com humanidade”.

Ao usar a palavra, Aldo fez uma fala informal e agradecida, evidenciando uma imensa satisfação pelo que construiu e continua a construir na UFRGS, na ciência e na vida. “Desde meu primeiro dia na UFRGS, em 1962, me senti feliz na Universidade”, afirmou.

O vice-reitor Pedro Costa salientou a importância de cerimônias de outorga de título de professor emérito, que, segundo ele, são ritos formais que são também reveladores do que significa construir uma universidade e fazer ciência, algo que envolve colaboração e redes de pessoas. Pedro agradeceu a dedicação de Aldo à UFRGS: “momentos como esse só são possíveis com trajetórias como a sua”.

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Circuito USP de Corrida e Caminhada 2026 terá início com a etapa de Bauru

26 de Março de 2026, 12:42
Já estão abertas as inscrições para a etapa de Bauru, que abre o Circuito USP de Corrida e Caminhada 2026. Nesta quarta edição, o Cucca conta com nove etapas, que serão realizadas ao longo do ano, em todos os campi da Universidade

Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos empossa seus novos dirigentes

25 de Março de 2026, 17:05
Carmen Silvia Fávaro Trindade e Arlindo Saran Netto, diretora e vice-diretor, assumem com o compromisso de fortalecer a imagem institucional da FZEA e ampliar suas parcerias com a iniciativa privada e com a cidade de Pirassununga

Magnífica emérita

12 de Março de 2026, 15:01

A Sala dos Conselhos ficou lotada na manhã desta quinta-feira, 12 de março, para a sessão solene do Conselho Universitário (Consun) de outorga do título de professora emérita a Wrana Panizzi. No espaço em que por dois mandatos como reitora da UFRGS (1996-2004) presidiu as sessões do Consun, Wrana foi muito aplaudida por colegas, amigos, familiares e comunidade acadêmica, que a reconhecem como pesquisadora, professora, articuladora de lutas importantes e gestora que deixou grande legado para a UFRGS, para a pesquisa e o ensino superior brasileiros, para o debate de políticas públicas e para a construção de cidades mais justas.

A diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Eliane Constantinou conduziu a homenageada à Sala, e a secretária do Consun, Rosemeri Antunes, fez a leitura da Resolução 286 do Consun, de 26 de setembro de 2025, que aprovou o Parecer nº 185/2025, recomendando a outorga do título. O parecer enumera as realizações e constribuições de Wrana ao longo de uma trajetória de mais de cinco décadas marcada pela excelência acadêmica, pelo compromisso social e pela liderança institucional. O longo documento resgata o início dessa caminhada, na Universidade de Passo Fundo, onde Wrana graduou-se em Filosofia (1970) e em Direito (1972). Em 1977 obteve o título de mestre em Planejamento Urbano e Regional na UFRGS, e, em 1979, concluiu uma pós-graduação na França obtendo a Especialização em Urbanisme et Aménagement. Também na França, em 1984, obteve o título de Docteur de III Cycle en Urbanisme et Aménagement pela Universidade de Paris XII. Posteriormente, obteve um segundo doutorado, em Science Sociale, pela Universidade de Paris 1 (Panthéon-Sorbonne), em 1988. O parecer destaca ainda as muitas homenagens e premiações que Wrana recebeu no Brasil e no exterior em reconhecimento a sua atuação no meio acadêmico e na sociedade. Suas relexões críticas e sua produção intelectual socialmente engajada estão documentadas em diversos livros e em artigos em periódicos nacionais e internacionais. As obras escritas por Wrana Panizzi e lançadas pela Editora da UFRGS estão disponíveis em acesso aberto. A iniciativa da Editora, em parceria com a autora, reafirma o compromisso institucional da Universidade com a circulação pública do conhecimento e amplia o acesso à reflexão intelectual de uma das figuras mais relevantes da história recente da UFRGS. (Link para acesso às obras)

Eterna e magnífica professora Wrana

O discurso da oradora da cerimônia, a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Lívia Teresinha Piccinini, exalta não só a excelência da vida acadêmica de Wrana Panizzi, mas também seu engajamento desde muito jovem em lutas e debates relevantes do campo das políticas públicas e dos direitos humanos. Lívia Piccini lembrou importantes realizações de Wrana à frente da Reitoria, como a campanha pela recuperação dos prédios históricos da Universidade, que permenece ativa captando recursos que viabilizam a manutenção do patrimônio histórico da UFRGS. Sua fala destaca também a marca de um compromisso pessoal de Wrana com os estudantes e suas famílias: nas suas duas gestões como reitora compareceu em 522 formaturas de graduação. Por fim, Lívia parabenizou Wrana e disse que o reconhecimento à “eterna e magnífica professora Wrana” é justo e merecido por sua “carreira integralmente dedicada à educação, à pesquisa e ao serviço público, sempre em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade”.

Wrana Panizzi abriu sua fala saudando nominalmente muitos parceiros e parceiras dessa longa caminhada na UFRGS, agradecendo e dividindo com toda a comunidade acadêmica a homenagem. Em seu discurso usou referências literárias e imensa sensibilidade para fazer um percurso afetivo da trajetória de uma professora: “quem aqui está é uma professora. Professora que fui e professora que sou”, afirmou. Ao refletir sobre o passado lembrou o quanto foi feliz na UFRGS, “casa que a acolheu por mais de 50 anos” e que agora lhe presta “a “maior homenagem que pode ser dada a um professor em sua instituição”. Falou sobre como nasceu a convicção pedagógica que a acompanha pela vida, que é da educação libertadora, “expressão maior da cidadania”. Mas Wrana fez questão de ir além das recordações do seu percurso profissional e acadêmico e manifestou-se com veemência contra as pressões neoliberais que atingem “nossas vidas no particular e nossas instituições no coletivo social”. A universidade, destacou, é brutalmente atingida: “A vida universitária sofre com as agruras do corte de recursos… e o seu orçamento se apequena no contexto em que prolifera o uso de emendas parlamentares.” Mas a universidade não se cala, disse ela, e “continua o seu fazer cotidiano de origem, produzindo conhecimento, formando profissionais qualificados, pesquisando e mantendo a sua relação extensiva ao território em que está inserida”. Wrana lembrou fatos recentes que mostram a dimensão da universidade como bem público, quando esteve mobilizada enfrentando a pandemia de covid-19, a enchente no Rio Grande do Sul em 2024 e agora em Minas Gerais, ou quando sinaliza a possível reversão de lesões de medula a partir das pesquisas da brasileira Tatiana Coelho de Sampaio na UFRJ com a polilaminina. No encerramento do discurso Wrana repetiu a mensagem que marcou sua gestão como reitora e que ainda ecoa por toda a UFRGS: “Viva a Universidade pública, gratuita e de qualidade!” (Link para o discurso de Wrana Panizzi)

“Magnífica emérita” – foi dessa forma a reitora Marcia Barbosa saudou a professora Wrana e disse compartilhar com a homenageada a visão sobre o problema das emendas parlamentares no orçamento público. Marcia convidou Wrana para seguirem juntas na luta por um sonho, que é o de “constituir um novo orçamento digno para as nossas universidades federais”.

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