A Secretaria de Comunicação do Governo de São Paulo passará a utilizar, a partir da próxima semana, o perfil @agenciaspoficial no Instagram como principal canal de divulgação de conteúdos institucionais nas redes sociais. A mudança fortalece a presença digital da Agência SP, plataforma oficial de notícias do Governo do Estado, responsável pela produção e distribuição de conteúdo jornalístico e de utilidade pública para a população paulista.
Vinculada à Secretaria de Comunicação (Secom), a Agência SP foi criada em 2024 com a missão de ampliar a transparência das ações governamentais e garantir o acesso da população a informações de interesse público. A plataforma reúne notícias, reportagens, vídeos, podcasts e conteúdos multimídia sobre programas, serviços, investimentos e políticas públicas desenvolvidos pelo Governo de São Paulo.
Além de informar a população dos 645 municípios paulistas, a Agência SP também atua como fonte oficial de informação para veículos de comunicação de todo o estado, oferecendo conteúdo produzido com agilidade e precisão. A iniciativa busca aproximar o cidadão das ações do poder público e facilitar o acesso a serviços, orientações e informações essenciais para o dia a dia.
Entre os conteúdos produzidos pela Agência SP estão reportagens especiais, coberturas de eventos, o videocast SP POD e séries digitais como Agência SP Por Dentro da Obra e Minuto SP. A estrutura conta ainda com um estúdio móvel, que amplia a produção regional de conteúdo e fortalece a divulgação de ações e serviços públicos em todas as regiões do estado.
A Agência SP foi oficializada pela Resolução nº 4/2024, publicada no Diário Oficial do Estado, que também estabeleceu diretrizes e boas práticas para o funcionamento da plataforma. Desde sua criação, a iniciativa tem contribuído para consolidar uma comunicação pública mais acessível, transparente e conectada às demandas da população.
Policiais civis de São Paulo prenderam um homem de 27 anos neste sábado (13) apontado como um dos envolvidos em uma tentativa de roubo ocorrida no dia 30 de maio no acesso da estação São Bento do Metrô, no centro da capital paulista. A prisão ocorreu em São Miguel Paulista, na Zona Leste, após denúncia anônima no Disque Denúncia.
O homem tentou fugir da abordagem, mas foi detido e conduzido à delegacia. Ele permaneceu detido temporariamente após passar por audiência de custódia. Durante as investigações, foram analisadas as câmeras de videomonitoramento instaladas na estação. O suspeito preso nesta sexta-feira aparece nas imagens.
Na ocasião, um policial civil de folga interveio ao ser rendido por três assaltantes. Um deles foi baleado e após receber atendimento médico permaneceu detido preventivamente. Outros passageiros que estavam no local também ficaram feridos e foram socorridos.
O caso segue em apuração pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) e pela Corregedoria da Polícia Civil. Diligências estão em andamento para a localização e detenção do terceiro envolvido.
Como funciona o Disque Denúncia?
Qualquer cidadão que possua informações relevantes para a Polícia pode registrar uma denúncia por meio do link https://www.webdenuncia.org.br/cidadao/denuncie ou pelo telefone 181. Não é preciso se identificar. Até abril deste ano, mais de 70 mil denúncias foram registradas nos canais oficiais.
Enfrentar longas filas para conseguir um balde de água potável, conviver diariamente com o mau cheiro e com o esgoto correndo a céu aberto pelas ruas fazia parte da rotina dos moradores da comunidade Nova Conquista, em Guarulhos, na Grande São Paulo. “O esgoto era a céu aberto e os postinhos viviam lotados”, relata Marco Nóbrega, morador da comunidade. Hoje, a realidade é outra.
A transformação em Nova Conquista integra um conjunto de obras da Sabesp que já beneficia cerca de 300 mil habitantes de Guarulhos. Entre 2023 e 2025, o índice de tratamento de esgoto mais que dobrou no município, passando de 18% para 40%. A coleta de esgoto avançou de 91% para 96%, enquanto a cobertura de abastecimento de água cresceu de 97% para 99%, incluindo áreas informais e levando água tratada a aproximadamente 50 mil moradores.
A expansão do saneamento para comunidades como essa acontece após assinatura do novo contrato de concessão, que possibilitou o novo ciclo de investimentos. Com a desestatização realizada pelo Governo de São Paulo, a Sabesp ampliou sua atuação para atender áreas rurais e comunidades vulneráveis historicamente sem acesso aos serviços de água e esgoto. A transformação faz parte da estratégia de antecipar para 2029 as metas de universalização do saneamento, ampliando o alcance dos investimentos e promovendo mais qualidade de vida para a população, além de incluir benefícios tarifários para diferentes perfis de consumidores.
Mudanças semelhantes também chegaram à comunidade Baracela, no Parque Novo Mundo, zona norte da capital paulista. Onde antes havia escassez, hoje existe a segurança de contar com infraestrutura básica dentro de casa. “Temos hoje a água individual e o esgoto individual. Agora eu tenho minha torneira. A diferença está dentro da minha casa”, conta Jozilene Ribeiro da Silva.
A expansão dos serviços ocorre em meio ao aumento dos investimentos da Sabesp. Em 2025, foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela companhia, valor 120% maior em comparação ao ano anterior. Os investimentos têm como foco a ampliação da cobertura de saneamento e a melhoria dos padrões de qualidade dos serviços.
A coleta e o tratamento de esgoto chegaram a mais de 4,3 milhões de pessoas com a expansão de ligações da Sabesp. O cumprimento das metas de acesso à água, coleta e tratamento de esgoto alcançaram, respectivamente, 87%, 77% e 71% ao fim do primeiro trimestre de 2026.
Na Rota da Água
O Governo de São Paulo acompanha os avanços no saneamento por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.
O programa prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1,1 mil frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.
O fim da Cracolândia após mais de três décadas de existência, o avanço do maior programa habitacional já realizado na capital paulista, a retomada e aceleração de grandes obras de mobilidade urbana e a integração de sistemas inteligentes de segurança pública estão entre os principais resultados da atuação conjunta entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da Capital nos últimos três anos e meio.
“Os avanços que o centro histórico da maior metrópole da América do Sul vivencia hoje não são fruto do acaso. Não houve milagre, mas trabalho duro, perseverança e método. Em pouco mais de três anos, a integração de ações entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo está viabilizando uma das maiores transformações urbanas da história da cidade. E vamos avançar mais ainda com segurança reforçada, requalificação urbana, expansão do transporte público e ampliação da oferta de moradia na região”, disse o governador Tarcísio de Freitas.
As entregas refletem uma estratégia baseada na coordenação entre diferentes esferas de governo para enfrentar desafios históricos da maior cidade do país e, com isso, acelerar projetos, qualificar serviços e promover transformações estruturais. Os resultados são observados em diferentes frentes: um centro da cidade sem sua principal cena aberta de uso de drogas há mais de um ano, mais de 15 mil moradias populares entregues, quase 45 mil imóveis regularizados, a retomada e conclusão de obras de mobilidade aguardadas há décadas, como o Rodoanel Norte e a Linha 6-Laranja, e a consolidação de um sistema integrado de monitoramento que já contribuiu para a captura de mais de 15 mil criminosos.
Fim da Cracolândia marca mudança histórica no centro da capital
A estratégia adotada a partir de 2023 substituiu ações isoladas por um modelo coordenado de governança, com planejamento conjunto e acompanhamento individualizado das pessoas em situação de dependência química. Ao mesmo tempo em que as forças de segurança atuaram para desarticular o tráfico de drogas e enfraquecer organizações criminosas, a rede de acolhimento e tratamento foi ampliada para oferecer suporte contínuo aos usuários.
“São Paulo virou a página de um problema que marcou o centro da capital por mais de 30 anos. A Cracolândia deixou de existir porque houve coragem para enfrentar o crime organizado, ciência para implementar políticas públicas eficientes e determinação para não desistir. Hoje, São Paulo mostra que é possível recuperar territórios, devolver dignidade às pessoas e enfrentar problemas históricos com trabalho sério e coragem. Mais do que o fim do território, acabamos com a lógica daquele sistema que estava implementado”, afirma o vice-governador Felício Ramuth.
Equipamentos como o Hub de Cuidados, além da expansão de casas terapêuticas e unidades de atendimento, passaram a integrar uma política de atenção integral voltada à reinserção social. Paralelamente, ações de habitação, requalificação urbana e ordenamento territorial contribuíram para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a presença do poder público na região.
Um componente importante desse processo foi a atuação integrada na Favela do Moinho. Historicamente associada à logística do tráfico de drogas que abastecia o fluxo na região central, a comunidade passou a receber ações coordenadas de segurança pública e políticas habitacionais. As operações resultaram na prisão de lideranças criminosas e no enfraquecimento da estrutura de distribuição de drogas, enquanto programas habitacionais passaram a oferecer alternativas de moradia para famílias da região. O resultado é um cenário inédito para a cidade. O centro de São Paulo completou em maio um ano sem a formação de cenas abertas de uso de drogas.
Maior investimento habitacional da história da capital amplia acesso à moradia
Outra frente de atuação conjunta com impacto direto na vida da população é a política habitacional. Estado e Prefeitura conduzem atualmente o maior investimento da história da cidade em habitação popular. Já foram entregues 15.398 unidades habitacionais na capital, enquanto outras 33.504 estão em construção em diferentes regiões da cidade.
“Esse é o espírito da nossa secretaria e do Governo de São Paulo. Nosso interesse é entregar unidade habitacional para as pessoas que mais precisam. E as pessoas que mais precisam estão nos municípios, por isso é tão importante a nossa parceria com prefeitas e prefeitos. Habitação é chegar na ponta, é conseguir fazer a entrega e colocar as famílias em uma situação muito melhor”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco.
A estratégia combina instrumentos complementares para ampliar o acesso à moradia. Por meio da atuação integrada da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional, da CDHU e do programa Casa Paulista, em articulação com a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e a Cohab-SP, foram estruturadas iniciativas que envolvem Parcerias Público-Privadas (PPPs), subsídios habitacionais, financiamento facilitado, reassentamento e regularização fundiária.
Entre os principais instrumentos está a Carta de Crédito Associativo, que viabiliza o financiamento de moradias para famílias de baixa renda, ampliando o acesso à casa própria. Já a Carta de Crédito Imobiliário contabiliza mais de 25 mil unidades habitacionais entre entregues e em produção. Os investimentos estaduais nessa modalidade superam R$ 411 milhões e impulsionam empreendimentos que representam cerca de R$ 16 bilhões em investimentos totais, com reflexos na geração de empregos e no desenvolvimento urbano.
A atuação integrada também tem garantido soluções habitacionais para famílias que viviam em áreas de risco ou em comunidades vulneráveis, como a Favela do Moinho, oferecendo condições para acesso à moradia digna e segura.
Outro eixo é a regularização fundiária. Por meio de programas como o Cidade Legal e das ações da CDHU, quase 45 mil unidades habitacionais foram regularizadas na capital durante a atual gestão. A medida garante segurança jurídica aos moradores, amplia o acesso ao crédito, valoriza os imóveis e fortalece o direito à moradia.
Obras destravadas impulsionam nova fase da mobilidade urbana
Projetos de mobilidade urbana que eram aguardados há anos foram retomados ou acelerados, permitindo avanços concretos na expansão da infraestrutura de transporte da capital. Entre os principais exemplos está a retomada das obras do trecho Norte do Rodoanel, empreendimento estratégico para retirar caminhões das marginais e reduzir impactos no trânsito urbano.
Outra obra emblemática é a Linha 17-Ouro, que avançou após anos de paralisação e foi entregue em janeiro. O monotrilho faz a ligação do Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária, ampliando a integração do sistema de transporte da cidade. Também seguem em andamento projetos estruturantes como a Linha 6-Laranja, que será inaugurada ainda neste ano e conectará a Brasilândia, na zona norte, à região central e à zona oeste; a expansão da Linha 2-Verde em direção à zona leste e a Guarulhos; e a ampliação da Linha 15-Prata, com novas conexões e reforço da frota para aumentar a capacidade operacional.
A expansão da rede metroviária inclui ainda os projetos de prolongamento da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela e da Linha 4-Amarela até a região da Chácara do Jockey e Taboão da Serra. Em paralelo, avançam os estudos e projetos das futuras linhas 19-Celeste, 20-Rosa e 22-Marrom, que ampliarão a integração da capital com municípios como Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Osasco e Cotia.
Nos trens metropolitanos, os investimentos nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade fortalecem a conexão com a zona leste e com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, ampliando a oferta de serviço e melhorando a regularidade operacional.
Outro marco é a concessão da Linha 7-Rubi associada ao Trem Intercidades, projeto que criará uma nova alternativa de deslocamento entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, ampliando a integração regional e reduzindo a pressão sobre o sistema rodoviário.
Na zona sul da capital, a entrega da Estação Varginha em 2025 e a implantação do Terminal Estação Varginha em 2026 consolidam um novo polo de integração entre ônibus e a Linha 9-Esmeralda, beneficiando especialmente moradores de regiões como Grajaú e Parelheiros.
Tecnologia e inteligência fortalecem combate ao crime
Na segurança pública, a integração entre o programa estadual Muralha Paulista e o sistema municipal Smart Sampa representa outro exemplo de cooperação entre os dois níveis de governo.
O Muralha Paulista foi criado para combater a chamada mobilidade criminal, conectando câmeras de monitoramento, sensores e bases de dados em uma plataforma integrada de inteligência. Atualmente, o programa opera com mais de 125 mil câmeras e conta com a adesão de mais de 600 municípios. Desde o início da operação, mais de 15 mil criminosos foram presos ou capturados com o auxílio da plataforma.
O programa opera com mais de 125 mil câmeras com a adesão mais de 600 municípios. Foto: Divulgação/Governo de SP
Na capital, a integração com o Smart Sampa ampliou significativamente a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança. O sistema municipal reúne milhares de câmeras equipadas com tecnologias de reconhecimento facial, leitura de placas e análise inteligente de imagens.
O compartilhamento de informações entre os sistemas estadual e municipal permite identificar pessoas procuradas pela Justiça, localizar veículos roubados, gerar alertas automáticos e apoiar operações policiais em tempo real.
A convergência tecnológica fortalece a atuação preventiva e investigativa das forças de segurança, reduz o tempo de resposta a ocorrências e amplia a capacidade de monitoramento em áreas de grande circulação de pessoas e em eventos de grande porte.
“A estratégia implantada desde o início da gestão está funcionando. Estamos investindo em inteligência, tecnologia, integração da polícia e, muito mais importante, a presença constante do patrulhamento nas áreas mais sensíveis”, comenta o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Quem vive em áreas com acesso adequado à água tratada e coleta de esgoto pode chegar a ter renda até duas vezes maior do que a de moradores de regiões sem saneamento. O impacto também aparece na saúde, na produtividade do trabalho, na valorização dos imóveis e no fortalecimento da economia local, mostra pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil. Em São Paulo, onde os investimentos em saneamento cresceram 120% com o novo contrato da Sabesp realizado após a desestatização em 2024 pelo governo paulista, a ampliação da infraestrutura busca acelerar esses efeitos positivos em todo o estado.
As metas do período de 2024 a 2026 já superam 87% para abastecimento de água, 77% para coleta de esgoto e 71% para tratamento. O objetivo do Governo de São Paulo é antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029, com quase R$ 70 bilhões em investimentos até o fim da década.
“Pensar em saneamento é pensar em saúde. São Paulo está passando por uma revolução no saneamento básico. Vamos investir R$ 70 bilhões até 2029. Quando falo em saneamento, estamos falando de resiliência hídrica, com isso nossos mananciais vão ficar com mais qualidade, e isso é pensar em saúde”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
Segundo o Instituto Trata Brasil e a consultoria EX ANTE, a universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos para todo o Brasil até 2040. Descontados os custos necessários para a expansão da infraestrutura, os ganhos líquidos estimados superam R$ 815 bilhões entre 2021 e 2040. O principal impacto está relacionado à produtividade do trabalho, com potencial de gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios no período.
Isso acontece porque a ampliação do acesso à água tratada e ao esgoto reduz afastamentos por doenças, melhora as condições de trabalho e amplia a capacidade produtiva da população. Os efeitos também alcançam áreas como educação, turismo e mercado imobiliário.
Regiões com saneamento adequado tendem a registrar maior valorização dos imóveis, fortalecimento do comércio local e atração de novos investimentos. O estudo aponta ainda que a redução de doenças relacionadas à falta de saneamento contribui para melhorar o desempenho escolar de crianças e adolescentes e diminuir gastos públicos com saúde.
Outro indicador destacado pelo Instituto Trata Brasil mostra que cada R$ 1 investido em saneamento gera R$ 4,30 em benefícios para a sociedade. Os retornos incluem ganhos econômicos diretos, aumento de renda, geração de empregos e redução de perdas associadas às doenças de veiculação hídrica.
As análises mais recentes indicam que os efeitos da expansão do saneamento são cumulativos ao longo do tempo, especialmente na queda das internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, já que a chegada do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto a populações antes desassistidas pode reduzir em até 69,1% a taxa de internações por esse tipo de doença após 36 meses da intervenção, evidenciando o impacto direto e duradouro do saneamento na melhoria das condições de saúde.
Universalização do acesso à água
O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.
O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.
Na Rota da Água
O Governo de São Paulo passou a acompanhar os avanços das obras da Sabesp neste trimestre por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.
Lançado em fevereiro deste ano, Na Rota da Água prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.
As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, com ampliação do tratamento de esgoto e redução da poluição em rios e córregos da região.
Outro destaque é o Programa Integra Tietê, que teve a contratação da expansão e do retrofit da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri, ao custo de R$ 5,7 bilhões. A conclusão do projeto está prevista para o fim de 2029. A obra permitirá ampliar em 40,6% a capacidade de tratamento de esgoto da estação e beneficiar 4 milhões de pessoas com acesso ao serviço.