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Botão do pânico e registro de BO: veja como usar o aplicativo SP Mulher Segura

11 de Julho de 2026, 09:14

O aplicativo SP Mulher Segura reúne serviços destinados a mulheres em situação de violência doméstica ou familiar. Pela ferramenta, é possível registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva, consultar endereços da rede de atendimento e, para quem possui medida protetiva vigente, acionar o botão do pânico em situações de risco.

Desde maio de 2026, o aplicativo também permite cadastrar um contato de emergência e acessar um mapa integrado com unidades da rede de proteção, como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), batalhões da Polícia Militar e unidades do Instituto Médico Legal (IML).

Como instalar e acessar

O SP Mulher Segura pode ser baixado gratuitamente nas lojas de aplicativos dos sistemas Android e iOS. O acesso é feito com os dados da conta gov.br. 

Após entrar no aplicativo, a orientação é acessar a área “Meus Dados” e verificar se informações como telefone, e-mail, CPF e endereço estão atualizadas. Para utilizar os recursos que dependem de georreferenciamento, também é necessário autorizar o acesso à localização do celular. 

Como registrar um boletim de ocorrência

Na tela inicial, a usuária deve selecionar a opção de registro de boletim de ocorrência e responder às perguntas apresentadas pelo sistema. São solicitadas informações para identificar a vítima, descrever o fato e indicar as circunstâncias da violência.

Após o envio, o boletim recebe um número de identificação e é encaminhado para análise da Polícia Civil. O registro pode ser realizado pelo celular durante as 24 horas do dia, sem a necessidade de deslocamento até uma delegacia.

Durante o preenchimento, também é possível solicitar uma medida protetiva de urgência. O pedido será analisado pela autoridade policial e encaminhado ao Poder Judiciário, responsável por decidir sobre a concessão da proteção. 

Em uma emergência ou quando a violência estiver acontecendo, a orientação é ligar imediatamente para o 190.

Quem pode usar o botão do pânico

O botão do pânico é disponibilizado exclusivamente para mulheres que possuem uma medida protetiva vigente. A identificação ocorre a partir dos dados da usuária vinculados à conta gov.br.

Quando o recurso é acionado, o aplicativo gera uma ocorrência para o Centro de Operações da Polícia Militar, o Copom, e compartilha a localização do celular para auxiliar no envio de uma equipe policial. Por isso, é importante manter a localização do aparelho ativada. 

Nos casos em que o agressor estiver sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, o sistema também pode cruzar os dados de localização da vítima e do monitorado. O acompanhamento é realizado de acordo com as determinações estabelecidas pela Justiça.

Mulheres que não possuem medida protetiva não têm acesso ao botão do pânico. Em uma situação de risco imediato, devem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Contato de emergência

Uma das funcionalidades acrescentadas ao aplicativo em maio de 2026 é o cadastro de um contato de emergência. O recurso permite que a mulher com medida protetiva indique uma pessoa de confiança para integrar sua rede de apoio.

Podem ser cadastrados familiares, amigos ou outras pessoas próximas que possam oferecer acolhimento e apoio após uma ocorrência.

Quando o botão do pânico é acionado, os dados do contato cadastrado passam a integrar o histórico da ocorrência. Depois que a situação emergencial estiver controlada, a equipe da Cabine Lilás poderá entrar em contato com essa pessoa para auxiliar no acolhimento da vítima. 

Mapa mostra serviços próximos

Outra funcionalidade disponível desde maio é o mapa integrado da rede de proteção. A ferramenta apresenta endereços e contatos de serviços como:

  • Delegacias de Defesa da Mulher;
  • delegacias territoriais;
  • batalhões e unidades da Polícia Militar;
  • unidades do Instituto Médico Legal;
  • outros equipamentos de segurança e atendimento.

Com a localização do celular ativada, o aplicativo indica quais serviços estão mais próximos da usuária. Antes de sair de casa, é possível consultar no mapa o endereço e o telefone da unidade. 

Links para orientação e acolhimento

O aplicativo também direciona para páginas de órgãos e serviços que oferecem informações sobre direitos, proteção e acolhimento. Entre eles estão a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Protocolo Não se Cale e o Portal da Mulher Paulista.

Esses canais podem ajudar a mulher a encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, de acordo com o serviço disponível em sua região.

Outros canais de atendimento

Além do aplicativo, mulheres vítimas de violência podem procurar uma das 142 Delegacias de Defesa da Mulher existentes no estado de São Paulo. Desse total, 18 funcionam durante as 24 horas do dia. Também é possível procurar uma delegacia territorial ou uma Sala DDM instalada em unidades com plantão policial. 

O registro pela internet pode ser feito pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, que funciona 24 horas e também permite solicitar medida protetiva.

Confira os principais telefones:

190 — Polícia Militar: para situações de emergência, agressões em andamento ou risco imediato.

180 — Central de Atendimento à Mulher: para informações sobre direitos, serviços de atendimento e encaminhamento de denúncias.

O Ligue 180 não substitui o atendimento emergencial da Polícia Militar. Quando houver perigo imediato, o número a ser acionado é o 190.

A principal cautela é não afirmar que o aplicativo dá “acesso aos BOs”, porque as fontes oficiais confirmam o registro de novas ocorrências, mas não deixam claro se a usuária consegue consultar integralmente boletins anteriores.

Inscrições para etapa de Barretos do Circuito Mais Mulher abrem nesta terça (23)

23 de Junho de 2026, 08:43

Inscrições para etapa de Barretos do Circuito Mais Mulher abrem nesta terça (23)

Nesta terça-feira (23), a partir das 10h, o Circuito Mais Mulher abre as inscrições para a primeira etapa da temporada 2026, marcada para Barretos, em 19 de julho.

Para se inscrever, é preciso acessar este link. São 2 mil vagas disponíveis gratuitamente para corrida de 5km e 10km e caminhada de 3 km. As participantes receberão um kit composto por número de peito com chip, camiseta, viseira e gymsack.

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Em 2026, o Circuito Mais Mulher chega com duas novidades: dez provas na programação, número inédito na história do evento, e a inclusão de provas noturnas. Desde 2023, o Circuito já levou às ruas de todo o estado de SP mais de 70 mil mulheres.

Serviço

Inscrições para a etapa de Barretos do Circuito Mais Mulher 2026
Link para inscrição: https://www.circuitomaismulher.sp.gov.br/
Quando: 23/6, às 10h

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STJ concede liberdade provisória a professor de Direito réu por crimes sexuais em Porto Alegre

18 de Junho de 2026, 20:33
Fachada do Edifício-sede do STJ. Crédito: Lucas Pricken/STJ

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu liberdade provisória, nesta quinta-feira (18), ao professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa, réu em processo que apura crimes sexuais contra mulheres em Porto Alegre.

Conrado foi denunciado pelo MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) por 12 crimes contra 10 mulheres. A denúncia foi aceita pelo juiz Sergio Fernando Tweedie Spadoni, do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Porto Alegre.

O professor e advogado responde por estupro, cárcere privado e violência psicológica. O processo tramita sob segredo de justiça, e o STJ informou que não pode repassar detalhes do caso.

A decisão mantém medidas cautelares. Conrado está proibido de se aproximar ou manter contato com as mulheres e de expor imagens, mensagens ou vídeos em redes sociais, na imprensa ou a terceiros.

A defesa afirmou que a decisão do STJ reafirma a necessidade de observância dos critérios legais para restrição da liberdade. A advogada que representa as mulheres disse que elas receberam a decisão com medo e preocupação, mas seguem confiantes no andamento do processo.

Linha do tempo do caso

Em 26 de setembro de 2025, a Polícia Civil prendeu temporariamente Conrado em Porto Alegre. A investigação havia começado após denúncia anônima sobre crimes sexuais e violência psicológica contra mulheres.

Naquele momento, a polícia informava que ao menos 13 mulheres haviam registrado ocorrência e prestado depoimento. Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2013 e 2025.

Em 30 de setembro, a desembargadora Naele Ochoa Piazzeta, da 8ª Câmara Criminal do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul), negou pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa e manteve a prisão temporária.

Em 3 de outubro, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do investigado, no bairro Petrópolis, em Porto Alegre. A operação teve acompanhamento da Comissão de Prerrogativas da OAB-RS (Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul).

Em 22 de outubro, a Justiça revogou a prisão do professor. Ele passou a cumprir medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, proibição de contato com vítimas e testemunhas, recolhimento domiciliar noturno, retenção de passaporte e restrição para deixar a comarca de Porto Alegre.

Em 1º de dezembro, a Polícia Civil concluiu o inquérito. Conrado foi indiciado por 24 ocorrências que teriam ocorrido entre 2013 e 2025. A apuração reuniu depoimentos de 18 vítimas e 16 testemunhas, além de perícias, exames e provas documentais.

A investigação também levou ao cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento do professor, onde foram recolhidos computadores, celulares e documentos.

Conrado foi desligado da FMP (Fundação Escola Superior do Ministério Público), onde lecionava na graduação e no mestrado em Direito e coordenava pós-graduação em Direito de Família e Sucessões. A instituição informou que o desligamento teve caráter administrativo.

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Patrulha SP Mulher Segura prende homem por violência doméstica e estupro na capital

16 de Junho de 2026, 19:49

Patrulha SP Mulher Segura prende homem por violência doméstica e estupro na capital

A Patrulha SP Mulher Segura, da Polícia Militar, prendeu um homem de 28 anos por violência doméstica e estupro nesta terça-feira (16), na Zona Sul da capital paulista. Ele fugiu após a vítima registrar o boletim de ocorrência, mas foi encontrado pelas equipes da viatura lilás.

A vítima de 37 anos acionou a Polícia Militar pela manhã e foi conduzida ao 37º Distrito Policial para registrar o boletim de ocorrência contra o companheiro, que havia fugido após os crimes. Horas após o registro, ela acionou novamente o 190, pois o suspeito ligou fazendo ameaças.

Com as informações, uma equipe da viatura lilás, da Patrulha SP Mulher Segura, atendeu a ocorrência e durante patrulhamento na Rua Carolina Rosati, os policiais encontraram o suspeito, que foi preso em flagrante.

O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal, ameaça e estupro no 89º DP (Jardim Taboão).

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Governo de SP cria patrulha inédita para proteção de mulheres

A Patrulha SP Mulher Segura atua de forma ostensiva e preventiva no acompanhamento de ocorrências relacionadas à violência contra a mulher, com foco em casos atendidos pela Cabine Lilás e acionamentos do botão do pânico do aplicativo SP Mulher Segura. O objetivo é monitorar situações de risco que, muitas vezes, não resultam imediatamente em um boletim de ocorrência, mas que podem evoluir para episódios mais graves de violência.

As unidades também mapeiam áreas e ocorrências recorrentes, fortalecendo a presença policial e ampliando a rede de proteção às vítimas. A medida busca antecipar situações de risco e garantir resposta mais rápida das equipes de segurança pública.

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Para a implantação da nova estrutura, o Governo de São Paulo entregou 25 novas viaturas destinadas exclusivamente à iniciativa. Os veículos foram distribuídos operacionalmente pela Polícia Militar conforme os indicadores e demandas de cada região, com ampliação até o final do ano.

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