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Preço da gasolina recua em maio com etanol mais barato e subsídio federal

12 de Junho de 2026, 17:28
Crédito: Prefeitura de Umuarama

O preço da gasolina recuou 1,46% em maio, depois de dois meses seguidos de alta. O combustível havia subido 4,59% em março e 1,86% em abril, em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia internacional do petróleo.

Em maio, a queda da gasolina teve impacto de -0,08 ponto percentual no IPCA. A inflação oficial do mês ficou em 0,58%, de acordo com o IBGE.

O recuo foi influenciado por dois fatores: a queda do etanol e a política federal de subvenção sobre combustíveis.

Etanol mais barato

O etanol ficou 6,2% mais barato em maio. O combustível foi o segundo item que mais contribuiu para reduzir o IPCA no mês.

De acordo com o analista do IBGE Fernando Gonçalves, a queda ocorreu pela maior disponibilidade do produto no mercado.

Com mais etanol disponível, o preço de venda caiu. Como grande parte da frota brasileira é flex, a gasolina também sofre pressão quando o etanol fica mais barato.

Subsídio federal

Outro fator foi a subvenção federal sobre combustíveis. A medida funciona como um reembolso a produtores e importadores para reduzir o repasse de aumentos ao consumidor.

No caso da gasolina, o subsídio estava em R$ 0,44 por litro.

A política reduziu o impacto de um reajuste recente da Petrobras. A estatal aumentou o preço em R$ 0,48, mas o repasse ao consumidor ficou em R$ 0,04.

Diesel também teve queda

O óleo diesel caiu 2,34% em maio. Foi o quarto item com maior contribuição de baixa no IPCA.

Antes disso, o diesel havia subido 13,9% em março e 4,46% em abril.

No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro para importadores e R$ 1,12 para produtores em maio.

Frete e alimentos

Transportes foi o único dos nove grupos pesquisados pelo IBGE a registrar deflação em maio, com queda média de 0,46%.

Mesmo com a redução dos combustíveis, o frete ainda pressionou os alimentos. O grupo alimentação subiu 1,33% e teve o maior impacto positivo no IPCA do mês, com 0,29 ponto percentual.

Petróleo no exterior

A alta anterior dos combustíveis foi associada ao conflito no Oriente Médio e à instabilidade na cadeia internacional do petróleo.

O barril do Brent, referência internacional, passou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100, com picos próximos de US$ 120.

Como o petróleo é negociado em preços internacionais, a alta também afetou o Brasil. No caso do diesel, o país importa cerca de 30% do que consome.

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Procon notifica 5 postos por alta no preço dos combustíveis em Porto Alegre

20 de Março de 2026, 18:54
Crédito: Alex Rocha/PMPA

O Procon Porto Alegre notificou cinco postos de combustíveis da Capital nesta quinta-feira (19) para apurar aumento no preço do diesel e da gasolina sem justificativa. A fiscalização mira a formação dos preços com base no artigo 39, inciso X, do Código de Defesa do Consumidor, que veda elevação sem justa causa.

Os estabelecimentos terão dez dias para apresentar notas fiscais de compra de diesel e gasolina comum comercializados entre 8 e 18 de março. Os nomes dos estabelecimentos investigados não foram tornados públicos.

O órgão também pediu cinco notas fiscais por dia de venda ao consumidor no mesmo período.

De acordo com o diretor do Procon Porto Alegre, Wambert Di Lorenzo, a ação segue orientação da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) para monitorar a dinâmica de preços no mercado de combustíveis e identificar possíveis reajustes sem justificativa.

Consumidores que quiserem registrar reclamação podem fazer o pedido pela internet, no portal da Prefeitura de Porto Alegre. O atendimento presencial fica na Rua Sete de Setembro, 723, no Centro Histórico, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.

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