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União Europeia veta a importação de carne bovina do Brasil a partir de setembro

12 de Maio de 2026, 17:54
Crédito: Governo Federal / Divulgação

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco. A medida passa a valer em 3 de setembro, caso o governo brasileiro não atenda às exigências sanitárias até a data-limite.

A decisão envolve produtos como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação.

As exportações seguem ocorrendo normalmente até a entrada em vigor da medida.

O bloco europeu cobra garantias adicionais sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

Antimicrobianos são medicamentos usados contra microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na criação animal, podem ser usados para tratar doenças ou como melhoradores de desempenho.

A União Europeia restringe especialmente substâncias também importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é reduzir o risco de resistência antimicrobiana, quando microrganismos passam a resistir aos medicamentos.

O que está em discussão?

A decisão europeia não significa, por si só, que a carne brasileira esteja contaminada.

O ponto central é regulatório. A União Europeia cobra rastreabilidade, certificação e comprovação documental sobre o uso dessas substâncias ao longo da cadeia produtiva.

Entre as substâncias citadas estão virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que elas deixaram de ser usadas em toda a cadeia animal destinada à exportação.

Impacto para o Brasil

A União Europeia é um dos principais mercados para proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco aparece entre os maiores destinos das exportações em valor.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente ao mercado europeu.

Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

O governo brasileiro afirma que o país tem sistema sanitário robusto e reconhecido internacionalmente.

Entidades do agronegócio dizem trabalhar com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes de setembro.

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Bet é condenada a devolver R$ 206 mil a consumidor com vício em jogos de azar

12 de Maio de 2026, 17:04
Crédito: Bruno Peres / Agência Brasil

A Justiça condenou uma empresa de apostas online a devolver R$ 206 mil a um consumidor diagnosticado com ludopatia, transtorno caracterizado pela compulsão por jogos de azar. A sentença também fixou indenização de R$ 8 mil por danos morais.

A decisão é da 8ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre. O processo tramita em segredo de justiça. O juiz Paulo César Filippon reconheceu falha na prestação do serviço e anulou os negócios jurídicos feitos pelo consumidor na plataforma.

Na ação, o homem relatou ter feito cerca de 90 mil apostas em sete meses. Ele também afirmou que ficava conectado à plataforma por longos períodos, inclusive durante as madrugadas, com depósitos sucessivos e prejuízo superior a R$ 200 mil.

A defesa do consumidor sustentou que a empresa teria se aproveitado da vulnerabilidade dele ao enviar recompensas e estímulos para manter as apostas.

A empresa, por sua vez, alegou que a atividade de apostas é lícita e autorizada. Também sustentou que os riscos de perda financeira são próprios desse tipo de serviço e que as promoções enviadas eram legais.

Padrão compulsivo

Ao analisar o caso, o juiz considerou que a legalidade das apostas não elimina o dever de proteção, informação e segurança da plataforma. A sentença apontou que os registros de uso mostraram frequência excessiva de apostas, alto volume de depósitos e permanência contínua em jogos por longos períodos.

Para o magistrado, esse padrão indicava risco concreto de dano associado ao jogo. A decisão também considerou insuficientes as mensagens genéricas enviadas pela plataforma sobre jogo responsável.

O juiz avaliou que a empresa deveria ter adotado medidas capazes de restringir ou bloquear a escalada compulsiva do usuário.

Danos reconhecidos

A sentença reconheceu sofrimento psíquico, endividamento severo e comprometimento da saúde mental do consumidor.

O magistrado considerou que a ludopatia reduziu a capacidade do autor de exercer escolhas livres e conscientes durante o uso da plataforma.

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Desenrola Fies: estudante pode renegociar dívida a partir desta quarta

12 de Maio de 2026, 11:45
Foto: Ana Knevitz/Universidade Feevale.

Os estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos a partir de quarta-feira (13), por meio do Desenrola Fies que prevê descontos para a quitação de até 99% sobre o valor da dívida. A Resolução CG-Fies nº 66, que trata da renegociação, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12).

Pode participar o estudante com contrato firmado até 2017 e que estava em fase de amortização – ou seja, em fase de pagamento – em 4 de maio de 2026. A negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.

“Os estudantes do Fies que querem aderir ao Desenrola poderão renegociar débitos diretamente junto à Caixa Econômica e ao Banco do Brasil”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Ele acrescentou que “a negociação deve ser realizada nos canais digitais dos bancos”.

“Neste Desenrola, temos também condições especiais para quem paga em dia e quer aproveitar as condições para quitar sua dívida mais rápido: os adimplentes terão 12% de desconto para zerar os débitos”, completou o ministro da Educação.

A expectativa do MEC é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com o refinanciamento de suas dívidas.

Desenrola

O Desenrola Fies faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 4 de maio, que promove a reorganização financeira de milhões de brasileiros e a ampliação do acesso ao crédito em melhores condições.

A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas, como acontece em outras renegociações do Desenrola Brasil.

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Devolve ICMS paga R$ 67,1 milhões a famílias do RS nesta semana

27 de Abril de 2026, 16:02
Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

O Devolve ICMS terá nova rodada de pagamento nesta quinta-feira (30) no Rio Grande do Sul. Ao todo, serão transferidos R$ 67,1 milhões para 533.915 famílias. O valor será depositado automaticamente no Cartão Cidadão. O cartão pode ser usado na função débito em supermercados, farmácias e outros estabelecimentos.

Nesta rodada, o valor médio por família será de R$ 126, considerando a soma das parcelas fixa e variável. A parcela fixa é de R$ 100 e será paga a 514.581 beneficiários. Esse repasse soma R$ 51,5 milhões.

A parcela variável depende da renda familiar e da quantidade de compras com CPF na nota fiscal. Nesta rodada, 232.713 famílias receberão essa parte do benefício, com valor médio de R$ 67.

Também entram no programa 10.312 novas famílias. Outras 14.904 reingressam no benefício. Já 36.004 deixaram de participar, geralmente por alterações nos dados do Cadastro Único.

A apuração deste pagamento considerou as informações do Cadastro Único referentes a fevereiro de 2026.

Os novos beneficiários poderão retirar o Cartão Cidadão a partir de 11 de maio, já com o crédito desta rodada disponível.

Quem tem direito ao Devolve ICMS?

Têm direito ao Devolve ICMS famílias inscritas no Cadastro Único que recebem Bolsa Família ou que tenham dependente matriculado no Ensino Médio da Rede Pública Estadual.

Também é necessário ter renda mensal de até três salários mínimos ou renda familiar por pessoa inferior a meio salário mínimo. O responsável familiar deve ter CPF ativo e morar no Rio Grande do Sul.

A consulta pode ser feita no site do programa, com CPF e data de nascimento.

Dúvidas sobre valores, cadastro ou uso do Cartão Cidadão podem ser esclarecidas pelo telefone 0800 541 2323. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

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Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

27 de Abril de 2026, 10:37
Foto: Pexels

O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.

Na edição anterior do boletim divulgado pelo Banco Central, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.

Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.

Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.

PIB e Câmbio

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.

A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.

O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.

Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.




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Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

7 de Abril de 2026, 14:36
Foto: Andre Motta de Souza / Agência Petrobras

A Petrobras informou que destituiu do cargo o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (6), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.

Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31), o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível chegou a ser vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.

Dois dias após o leilão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa. 

Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.

“As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.

No mesmo dia das declarações de Lula, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha. 

Alta nos preços

Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.

O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez. 

Ao mesmo tempo, o governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados. A destituição do diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.

Diretoria de vendas

A diretoria ocupada até essa segunda-feira por Schlosser é uma das oito que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard. Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.

A estatal informou que a então diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

Já o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.

Claudio Schlosser é engenheiro químico e advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de engenheiro de processamento de petróleo. Estava na diretoria desde março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.

Novo presidente do conselho

A Petrobras informou também, na noite de ontem, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima assembleia-geral, que deve acontecer dentro de dez dias.

Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo.

O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias. É composto por sete a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.

Indicado do governo

O governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do conselho. A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira, a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.

Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.

Mello tem doutorado em ciência econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduações em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas (PUC-SP).

É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp (IE-Unicamp), onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.

O indicado também pertence a dois conselhos de administração de empresas públicas: presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrante do Conselho de Administração Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

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Granpal pede isenção temporária de ICMS sobre combustíveis no RS

26 de Março de 2026, 19:48
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Granpal (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre) decidiu pressionar o governo do Rio Grande do Sul por uma isenção temporária de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis vendidos no Estado. A posição foi definida nesta quinta-feira (26), ao fim de assembleia geral ordinária realizada no Instituto Caldeira.

De acordo com o presidente da Granpal e prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, a alta do diesel já afeta serviços públicos e contratos mantidos pelas prefeituras. Conforme o consórcio, o impacto atinge transporte coletivo, ambulâncias e outras operações municipais que dependem de abastecimento contínuo.

A Granpal também afirma que empresas do setor relatam redução do tempo de autonomia do combustível e necessidade de buscar abastecimento em postos, em vez de receber o produto diretamente.

Segundo Maranata, a alta nas bombas chegou a R$ 1,20 e já tem reflexo sobre empresas, população e municípios.

O consórcio sustenta que as prefeituras vêm sendo procuradas por prestadoras do transporte coletivo para revisão de horários, com prioridade para os períodos de maior demanda.

A assembleia ocorreu em meio à pressão provocada pela alta do diesel no mercado internacional e pela discussão sobre os efeitos da crise no abastecimento e nos custos do combustível no Rio Grande do Sul.

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Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos

26 de Março de 2026, 10:12
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A prévia da inflação oficial do mês de março ficou em 0,44%, pressionada para cima pelo preço dos alimentos. O resultado mostra perda de força em relação ao 0,84% apurado em fevereiro.

A prévia fica abaixo também do índice medido em março de 225 (0,64%). Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,9%, dentro da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Grupos de preços

Os nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta na passagem de fevereiro para março. O destaque de alta foram os alimentos e bebidas, com elevação média dos preços de 0,88%, o que representou impacto de 0,19 ponto percentual (p.p.) no IPCA-15.

Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.)

Habitação: 0,24% (0,04 p.p.)

Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.)

Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.)

Transportes: 0,21% (0,04 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.)

Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.)

Educação: 0,05% (0,00 p.p.)

Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.)

Alimentos

Dentro do grupo alimentação e bebidas, o conjunto de preços da chamada alimentação no domicílio ficou 1,10% mais caro. Em fevereiro havia sido 0,09 p.p.

Contribuíram para esse resultado as altas do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). O IBGE destaca que, em termos de peso na inflação mensal, as carnes representaram impacto de 0,04 p.p.; já o leite, 0,03 p.p.

Com os aumentos de dois dígitos, o feijão e o açaí contribuíram, cada um, com 0,02 p.p. do índice em março.

A alimentação fora do domicílio subiu 0,35% em março, superando a expansão observada em fevereiro (0,46%).

Mais influências

De todos os 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, o que exerceu maior pressão de alta individual no IPCA-15 foram as passagens aéreas, que subiram 5,94% no mês (impacto de 0,05 p.p.)

Na prévia de março, os combustíveis apresentaram deflação de 0,03%, ou seja, na média, houve redução de preço. O IBGE apontou os seguintes comportamentos: gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). Já o óleo diesel teve variação positiva de 3,77%.

Guerra no Irã

O preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, estão sendo observados com atenção em março por autoridades, profissionais do setor e motoristas por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo.

Aqui no Brasil a Petrobras chegou a anunciar reajuste no diesel em R$ 0,38 por litro, e o governo adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel. 

O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome.

IPCA-15 x IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos. 

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 13 de fevereiro a 17 de março.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de março será divulgado em 10 de abril.

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Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

24 de Março de 2026, 10:14
Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

Cerca de 87 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta terça-feira (24), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de março.

O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 87.440 contribuintes receberão R$ 300 milhões. Neste lote, todo o dinheiro será para contribuintes com prioridade no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  •    47.817 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  •     25.028 contribuintes de 60 a 79 anos;
  •    6.649 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  •    4.566 contribuintes acima de 80 anos;
  •    3.380 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. 

Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Pagamento

O pagamento será feito em 31 de março, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. 

Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. 

Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. 

Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

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Brasil avança no acesso à água, mas saneamento atende só 59,9% da população

22 de Março de 2026, 19:09
Crédito: Alex Rocha/PMPA

O Brasil ampliou o acesso à água, mas segue com atraso no saneamento e forte desigualdade na distribuição desses serviços.

Dados mais recentes da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) mostram que, em 2023, 98,1% da população brasileira tinha acesso à água potável segura. Nesse caso, o indicador considera água própria para consumo, disponível quando necessária e obtida de fonte protegida.

No saneamento, o quadro é mais restrito. Apenas 59,9% da população contava com esgotamento sanitário seguro em 2023. O indicador envolve coleta e destinação do esgoto com tratamento adequado, sem descarte direto no ambiente.

O contraste aparece com mais força fora dos grandes centros e nas regiões mais desiguais. Em áreas rurais, o acesso à água potável segura cai para 88%.

No recorte regional, o índice fica em 79,4% no Norte e em 81,9% no Nordeste. A ANA também aponta níveis menores de acesso entre a população não branca.

No esgotamento sanitário, a diferença regional também é expressiva. Na Região Norte, apenas 39,6% da população tinha acesso seguro ao serviço.

O país trata 57,6% do esgoto gerado. Na prática, isso significa que quase metade dos resíduos ainda é descartada sem tratamento adequado.

A ANA aponta que os maiores déficits de acesso à água, saneamento e higiene seguem concentrados em áreas rurais, periferias urbanas e territórios historicamente excluídos.

De acordo com a agência, a ausência desses serviços pesa de forma mais intensa sobre mulheres e meninas, que acabam mais expostas à sobrecarga no cuidado com a casa e a família em contextos de falta de água.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU (Organização das Nações Unidas) prevê que, até 2030, os países assegurem disponibilidade e gestão sustentável da água e do saneamento para todos.

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Irã oferece passagem segura no Estreito de Ormuz, e guerra deve se intensificar

21 de Março de 2026, 21:21
Crédito: Agora RS / Google Earth

O governo do Irã afirmou neste sábado (21) que está disposto a ajudar navios japoneses a atravessar o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio da rota comercial no Golfo e à escalada da guerra no Oriente Médio.

Em entrevista à agência Kyodo, o chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que o estreito segue aberto para embarcações de países que não participam dos ataques contra o território iraniano. De acordo com ele, navios dessas nações podem cruzar a área desde que mantenham contato com Teerã para tratar da logística de uma passagem segura.

A declaração tem peso para o Japão, um dos maiores importadores de petróleo do mundo e fortemente dependente do Oriente Médio. Conforme os dados citados pelo ministro, 95% do petróleo importado por Tóquio vêm da região, e 70% passam pelo Estreito de Ormuz. Na segunda-feira (16), o governo japonês anunciou que passaria a usar suas reservas estratégicas de petróleo.

Mais ataques israelenses

Por outro lado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques contra o Irã vão aumentar de forma significativa a partir de domingo (22). Segundo ele, a campanha conduzida por Israel com apoio dos Estados Unidos continuará até que os objetivos da guerra sejam alcançados.

Também neste sábado, as Forças de Defesa de Israel disseram ter interceptado uma nova onda de mísseis lançada pelo Irã. Já a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) afirmou ter sido comunicada por Teerã de que o complexo nuclear de Natanz foi atacado. A agência disse que não houve aumento dos níveis de radiação fora da instalação e voltou a pedir moderação para evitar risco de acidente nuclear.

Novo movimento diplomático

A disputa em torno do Estreito de Ormuz também ganhou novo movimento diplomático. O governo britânico informou que subiu para 22 o número de países dispostos a participar de um plano de reabertura da navegação comercial após um cessar-fogo. O grupo passou a incluir, além de Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Holanda e Japão, países como Canadá, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Austrália, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

Na declaração conjunta, esses países condenaram ataques iranianos a embarcações comerciais e a infraestrutura civil, além do fechamento de fato do estreito pelas forças iranianas. O documento também defende liberdade de navegação e afirma que as nações signatárias estão prontas para contribuir com o trânsito seguro na região.

Nos Estados Unidos, Donald Trump descartou a possibilidade de cessar-fogo e afirmou que a guerra está sob controle de Washington. O presidente norte-americano também disse que será necessária ajuda de aliados para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, citando países como China e Japão.

No mercado de energia, autoridades iranianas disseram que o país não tem excedente relevante de petróleo disponível para exportação. Ao mesmo tempo, surgiram relatos de que o Iraque reduziu sua produção em cerca de 70% em relação aos níveis anteriores ao conflito, com impacto sobre campos petrolíferos em Basra, no sul do país.

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Falta de diesel já atinge 142 prefeituras e afeta transporte coletivo no RS

21 de Março de 2026, 14:53
Crédito: Geraldo Bubniak/AEN

A falta de diesel já atinge 142 prefeituras do Rio Grande do Sul, conforme levantamento preliminar divulgado pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul). O total equivale a 45% das 315 administrações municipais que responderam ao questionário da entidade.

O cenário adverso começou a afetar serviços públicos e o transporte coletivo em cidades gaúchas. Prefeituras passaram a priorizar áreas como saúde e transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de máquinas começaram a ser suspensas.

A preocupação da entidade é que, se a restrição persistir, o problema avance sobre o transporte escolar e o deslocamento de pacientes para outros municípios.

Transporte coletivo afetado

No transporte urbano, cidades já mudaram a operação para preservar estoques de combustível. Em Rio Grande, a empresa Transpessoal reduziu desde 10 de março horários de ônibus em períodos de menor movimento.

Em São Leopoldo, o serviço chegou a ser interrompido no domingo (15) e funcionou só em horários de pico no sábado (14), com normalização nesta semana.

Já Novo Hamburgo, a VISAC readequou a partir deste sábado (21) os horários de 29 das 93 linhas aos sábados e domingos. Em Bento Gonçalves, a operação do transporte coletivo foi suspensa aos domingos (22) e (29), e aos sábados (21) e (28) os ônibus circulam apenas das 5h45 às 13h.

Onde falta diesel

No recorte por associações de municípios, o levantamento mostra maior número de respostas positivas em entidades como a AMCENTRO (Associação dos Municípios da Região Central do Estado), com 12 prefeituras relatando falta de diesel, a AMESNE (Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste), com 7, e a Granpal (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre), com 1.

No entanto, há divergência sobre a dimensão do quadro. A Famurs afirma que parte das prefeituras já enfrenta falta de diesel. O Sulpetro (Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul) sustenta que não há desabastecimento no Estado, mas admite abastecimento racionado das distribuidoras para os postos.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) disse que segue monitorando o mercado e, até o momento, não identificou restrições à disponibilidade de combustíveis no país.

A maior procura do diesel ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. O governo federal anunciou medidas para tentar conter o avanço dos preços, mas a desoneração anunciada não chegou às bombas.

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STF mantém prisão de Daniel Vorcaro por 4 votos a 0

20 de Março de 2026, 19:56
Foto: Secretaria da Administração Penitenciária / Divulgação

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta sexta-feira (20), por 4 votos a 0, manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O colegiado referendou a decisão do ministro André Mendonça, que no dia 4 deste mês determinou a prisão de Vorcaro e de outros dois investigados.

Também seguem presos Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como operador financeiro, e o escrivão aposentado da PF (Polícia Federal) Marilson Roseno da Silva, citado na investigação por suposto auxílio no acesso a informações sigilosas.

O julgamento virtual começou na sexta-feira (13), quando a turma formou maioria para manter as prisões. Além de Mendonça, votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e, nesta sexta, Gilmar Mendes.

Dias Toffoli, que integra o colegiado, declarou-se suspeito e não participou do julgamento.

No voto apresentado nesta sexta, Gilmar Mendes acompanhou a manutenção da prisão de Vorcaro, mas criticou a transferência do banqueiro para a Penitenciária Federal em Brasília. Para o ministro, não ficaram caracterizadas as hipóteses legais para mantê-lo em unidade de segurança máxima.

Gilmar também criticou o vazamento de conversas íntimas obtidas a partir da quebra de sigilo dos celulares apreendidos com Vorcaro. No entendimento do ministro, o material expôs pessoas sem relação com o objeto da investigação.

Ressalvas à fundamentação de Mendonça

O ministro ainda fez ressalvas à fundamentação usada por André Mendonça para manter a prisão preventiva. No voto, afirmou ter reservas ao uso de expressões como “confiança social na Justiça”, “pacificação social” e “resposta célere do sistema de Justiça” como base argumentativa para a medida.

Na semana passada, após a formação de maioria no Supremo, Vorcaro trocou de defesa. A banca de Pierpaolo Bottini deixou o caso e foi substituída por José Luis Oliveira.

Na quinta-feira (19), o banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal.

No mesmo voto, Gilmar Mendes defendeu que a situação de Fabiano Zettel seja reavaliada para eventual substituição da prisão preventiva por domiciliar após a conclusão das diligências investigativas. O ministro citou o fato de Zettel ser pai de uma menor de idade e ter esposa grávida.

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Caminhoneiros adiam decisão sobre greve nacional por alta do diesel

20 de Março de 2026, 16:21
Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Lideranças dos caminhoneiros decidiram não iniciar uma greve nacional da categoria por causa da alta no preço do diesel. A definição ocorreu em assembleia ocorrida na noite desta quinta-feira (19).

Mas uma paralisação segue no radar. Os representantes marcaram nova reunião para 26 de março, quando devem decidir se haverá ou não greve em todo o país.

O diesel acumulou alta superior a 20% nas últimas três semanas, conforme o relato das lideranças da categoria. O avanço do conflito no Oriente Médio e a disparada do petróleo pressionaram o combustível no período.

Antes da nova assembleia, os caminhoneiros têm reunião marcada para 25 de março com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, para discutir o tema.

Em entrevista nesta sexta-feira (20), Boulos afirmou que o governo negociou com representantes da categoria nos últimos dias e disse que a assembleia decidiu dar um voto de confiança antes de qualquer paralisação.

O ministro também citou a MP (Medida Provisória) 1.343/2026, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que endurece a fiscalização sobre o pagamento do piso do frete. De acordo com ele, a medida ajudou no avanço das negociações.

Na mesma entrevista, Boulos atribuiu a alta do diesel à atuação de distribuidoras e postos e disse que o reajuste promovido pela Petrobras foi compensado pela zeragem de PIS e Cofins sobre o combustível.

O governo federal também negocia com governadores uma redução do ICMS para tentar conter o avanço do diesel.

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Procons autuam postos após alta no preço dos combustíveis no RS

20 de Março de 2026, 14:55
Crédito: Prefeitura de Bento Gonçalves / Divulgação

Os Procons (Programas de Proteção e Defesa do Consumidor) ampliaram a fiscalização sobre o preço dos combustíveis no Rio Grande do Sul. Entre as ações estão, fiscalização em Bento Gonçalves e Bagé, além de articulação do órgão estadual com municípios e representantes do setor.

Em Bento Gonçalves, o Procon municipal autuou 23 postos fiscalizados por elevação no preço dos combustíveis sem justificativa considerada compatível com o custo de aquisição. Na semana anterior, cinco estabelecimentos já haviam sido autuados pelo mesmo motivo.

No levantamento feito no município, a gasolina comum tinha preço médio anterior de R$ 6,29. Os aumentos encontrados variaram de R$ 0,10 a R$ 0,40. No diesel, o valor anterior girava em torno de R$ 6,09, com reajustes entre R$ 0,40 e R$ 1,20, conforme o posto. A partir das autuações, foram abertos procedimentos administrativos para apuração.

Ação em Bagé

Em Bagé, o Procon fez nova rodada de fiscalização em postos para verificar a formação dos preços, a clareza das informações ao consumidor e eventuais indícios de aumento abusivo. A checagem inclui análise de notas fiscais de compra dos combustíveis e de outros documentos que permitam comparar os valores praticados nas bombas com os custos de aquisição.

A ação ocorre em meio à pressão nacional sobre os combustíveis. O ponto central da fiscalização não é a diferença de preços entre postos, que por si só não configura irregularidade, mas a existência de reajustes sem justa causa, falta de transparência ao consumidor ou prática que comprometa a livre concorrência.

Articulação estadual

Também na quinta-feira, o Departamento de Defesa do Consumidor do Procon RS reuniu-se com o Sulpetro (Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul) para cobrar informações sobre a alta observada no Estado. O encontro ocorreu em Porto Alegre.

De acordo com o Procon RS, a elevação dos preços resulta de uma combinação de fatores, como a alta do petróleo no mercado internacional, a valorização do dólar, o aumento da demanda em período de colheita, questões logísticas, restrições de oferta e movimento preventivo de agentes do mercado diante do risco de desabastecimento.

O órgão estadual também promoveu reunião virtual com Procons municipais para levantar demandas locais e alinhar estratégias conjuntas de fiscalização. Entre os encaminhamentos, estão o reforço das estruturas já existentes e o incentivo à criação de novas unidades municipais.

Consumidores que identificarem possível irregularidade devem procurar o Procon de sua cidade. Onde não houver unidade municipal, a reclamação pode ser encaminhada ao Procon RS, inclusive por atendimento agendado via WhatsApp no número (51) 3287-6200.

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Receita antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download

20 de Março de 2026, 11:17
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A Receita Federal antecipou a liberação do Programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (PGD IRPF 2026)permitindo que contribuintes iniciem o preenchimento antes do prazo inicialmente previsto.

A disponibilização do sistema estava programada para ocorrer nesta sexta-feira (20), às 8h, mas foi liberada ainda nesta quinta-feira (19), por volta das 18h, após a conclusão antecipada dos testes finais e validação das versões para diferentes plataformas.

Liberação antecipada

Com a medida, os contribuintes já podem baixar o programa e começar a organizar as informações necessárias para a declaração do Imposto de Renda.

Segundo a área técnica da Receita, a antecipação foi possível graças a melhorias nos processos internos e à integração entre as equipes responsáveis pelo desenvolvimento e validação do sistema.

O objetivo, de acordo com o órgão, é oferecer um serviço mais ágil, estável e acessível ao cidadão.

Prazo mantido

Apesar da liberação antecipada do programa, o calendário oficial de entrega das declarações permanece inalterado. O envio começa no dia 23 de março.

A possibilidade de preenchimento prévio pode beneficiar especialmente contribuintes que não utilizam a declaração pré-preenchida e desejam reunir documentos com mais calma.

Restituição

A Receita também destaca que iniciar o preenchimento com antecedência pode ajudar quem busca receber a restituição nos primeiros lotes, já que a ordem de envio é um dos critérios considerados.

O programa já está disponível para download no site oficial do órgão.

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Emater/RS-Ascar projeta redução na produtividade da soja na Safra 2025/2026 em relação à estimativa inicial

20 de Março de 2026, 11:00
Colheita de soja - Foto: Luiz Henrique Magnante/Embrapa

O Rio Grande do Sul pode ter redução na produtividade média da Soja na safra deste ano. Conforme a Emater/RS-Ascar, as chuvas irregulares e mal distribuídas, associadas a temperaturas elevadas, afetam o desempenho da lavoura, reduzindo em 9,7% a estimativa inicial. A projeção atual é que o RS produza em média 2.871 kg/ha para uma área cultivada de 6.624.988 hectares.

“O monitoramento climático de fevereiro de 2026 mostrou que as chuvas no RS estiveram abaixo da média histórica em praticamente todo o estado. As variáveis climáticas registradas causaram heterogeneidade de desempenho nas lavouras de soja e também do milho”, diz a Emater.

Por região

Na região de Santa Rosa, as condições climáticas continuam limitando o enchimento de grãos, e as perdas de produtividade podem alcançar 40%. Áreas implantadas após o milho, no final de janeiro, iniciaram a floração, mas o potencial produtivo está reduzido devido ao estresse inicial. Na área de Santa Maria, a produtividade média está estimada em 2.843 kg/ha, representando redução de 7,1%.

Na região de Passo Fundo, as lavouras precoces apresentam redução de produtividade em torno de 30% em função do estresse hídrico. Observou-se aumento da necessidade hídrica, e diversas áreas estão entrando em déficit. Na área de Ijuí, a má distribuição de chuvas e o calor têm antecipado o ciclo, reduzindo o potencial produtivo.

Na área de Frederico Westphalen, as produtividades obtidas apresentam redução de 15% em relação às projetadas. Por fim, na região de Caxias do Sul, as chuvas do período, apesar de irregulares, amenizaram parcialmente as perdas nas lavouras tardias. Em Muitos Capões, as condições das lavouras tardias estão melhores, e a produtividade estimada está próxima de 3.000 kg/ha, ainda inferior à expectativa inicial de 4.200 kg/há.

Antecipação de ciclo

De forma geral, as lavouras implantadas no início da janela de semeadura se encontram
em maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas semeadas mais tardiamente ainda estão em enchimento de grãos, dependendo de condições hídricas adequadas para definição do rendimento.

“O estresse térmico e hídrico durante o período reprodutivo acelerou a senescência foliar e antecipou o ciclo em parte das áreas, reduzindo o potencial produtivo. A heterogeneidade entre lavouras, mesmo em localidades próximas, permanece elevada, refletindo diferenças de época de semeadura, regime hídrico e condições de manejo”, disse a Emater/RS-Ascar.

Colheita

O vice-governador Gabriel Souza e o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, participam nesta sexta-feira (20) da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul. O evento ocorre no município de Tupanciretã, na região Central do Estado.

O ato simbólico da colheita ocorre na Fazenda Pedras Brancas, localidade de Lajeado do Celso. Em seguida acontece a solenidade de abertura no Residencial Hillesheim.

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Lula confirma Dario Durigan na Fazenda, após saída de Haddad

19 de Março de 2026, 15:44
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições.

O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.

“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente.

A confirmação ocorreu quando Lula lia a lista de participantes do evento. Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica.

Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato.

“Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula.

Saída confirmada

Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Oficialmente, Haddad não anunciou a que cargo concorrerá. Apenas disse que disputará as próximas eleições.

Nas últimas horas no cargo, Haddad classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse.

A saída ocorre em meio à expectativa de que o ex-ministro anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista na noite desta quinta-feira (19), em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo.

Balanço econômico

Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios.

Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes.

“O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.”

O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos.

Biografia

Atual secretário executivo da Fazenda, Durigan já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo. Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Brasília, ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas.

Posteriormente, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica.

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Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio e amplia risco de inflação

19 de Março de 2026, 11:44
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço do petróleo disparou nesta quarta-feira (18) após ataques a instalações de energia no Oriente Médio e a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O barril do tipo Brent abriu a US$ 109,90, chegou à máxima de US$ 119,11 e era negociado a US$ 113,19 por volta das 11h (de Brasília).

A alta ocorre após o campo de gás South Pars, no Irã, ser atingido. A área é considerada uma das maiores reservas de gás natural do mundo e é compartilhada com o Catar. Também houve ataques à cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, um dos principais centros globais de gás natural liquefeito. A estatal QatarEnergy relatou danos extensos.

Na Arábia Saudita, autoridades afirmaram ter interceptado mísseis e drones direcionados a instalações de energia. O Irã indicou que pode atingir outras estruturas de petróleo e gás na região.

O aprofundamento dos conflitos elevaram o risco de interrupção no fornecimento global de energia. O conflito já afeta rotas marítimas no Golfo e pressiona cadeias de abastecimento.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, está entre os pontos de maior preocupação.

Com a escalada, os preços de combustíveis já mostram impacto. Nos Estados Unidos, o diesel superou US$ 5 por galão. Autoridades internacionais apontam que o avanço do conflito aumenta a incerteza sobre inflação e crescimento econômico.

A União Europeia afirmou que a manutenção da navegação segura na região é prioridade e defendeu solução diplomática.

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Copom corta Selic para 14,75%, mas sinaliza cautela com guerra no Oriente Médio

18 de Março de 2026, 21:20
Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual e levou os juros básicos para 14,75% ao ano. No comunicado da decisão, o BC (Banco Central) afirmou que o ambiente externo ficou mais incerto com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio.

De acordo com o BC, esse cenário elevou a volatilidade de preços de ativos e commodities e exige cautela de países emergentes. O comitê também apontou risco para a inflação no Brasil por causa de efeitos sobre a cadeia global de suprimentos e os preços de commodities.

No cenário doméstico, o BC afirmou que a atividade econômica segue em moderação, como esperado, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra resiliência. A autoridade monetária também disse que a inflação cheia e os núcleos tiveram algum arrefecimento, mas continuam acima da meta.

As expectativas de inflação medidas pela pesquisa Focus ficaram em 4,1% para 2026 e 3,8% para 2027. A projeção do Copom para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, ficou em 3,3%.

Cenário adverso

O Banco Central afirmou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio. Entre os fatores de pressão, o comitê citou desancoragem das expectativas, inflação de serviços mais resistente e possível impacto maior de políticas econômica interna e externa, com reflexo cambial. Entre os vetores de alívio, apontou desaceleração mais forte da atividade doméstica, perda de ritmo da economia global e queda das commodities.

No comunicado, o Copom afirmou que iniciou um ciclo de calibração da política monetária depois de um período prolongado de juros em patamar contracionista. Segundo o comitê, isso abriu espaço para ajustes graduais, sem abandonar o objetivo de convergência da inflação.

O BC também indicou que os próximos passos dependerão de novas informações sobre a extensão do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços. O comitê afirmou que vai manter serenidade e cautela na condução da política monetária.

Críticas do setor produtivo e centrais sindicais

A decisão recebeu críticas de entidades do setor produtivo e de centrais sindicais, que consideraram o corte correto, mas insuficiente.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, afirmou que a decisão era esperada, mas que a redução veio abaixo da expectativa anterior de 0,5 ponto por causa do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e da pressão sobre o petróleo. Ele também defendeu política fiscal mais austera como condição para juros estruturalmente mais baixos.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) avaliou que a redução não interrompe a desaceleração da atividade nem alivia de forma relevante o endividamento. Já a Fecomércio-SP afirmou que o ciclo de queda começou, mas com intensidade ainda incerta.

Na mesma linha, Contraf-CUT e Força Sindical disseram que o corte é pequeno diante do peso das dívidas e da necessidade de estimular consumo e emprego.

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Como organizar os documentos para declarar o Imposto de Renda sem erro

16 de Março de 2026, 15:50
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

Organizar os documentos antes de preencher a declaração pode reduzir erros, evitar esquecimentos e facilitar o envio das informações à Receita Federal.

O primeiro passo é separar os comprovantes por categoria. A orientação é dividir os papéis entre documentos pessoais, informes de rendimentos, despesas médicas, despesas com educação, extratos bancários, investimentos e outros recibos usados na declaração.

Também ajuda manter todo o material em um único lugar. Uma pasta, caixa ou gaveta reservada para a declaração reduz o risco de extravio e facilita a conferência perto do fim do prazo.

Outra medida útil é identificar pastas e envelopes com nomes objetivos, como IR, rendimentos e despesas médicas. Isso ajuda a separar os documentos do ano de referência e evita mistura com papéis antigos.

A organização deve incluir os arquivos digitais. Informes bancários, notas fiscais eletrônicas e comprovantes enviados por e-mail podem ser reunidos em pastas no computador ou em serviço de armazenamento em nuvem, com nomes claros e fáceis de localizar.

Antes de iniciar o preenchimento no programa ou no aplicativo da Receita, a checagem dos documentos pode evitar interrupções e reduzir a chance de precisar corrigir a declaração depois.

A preparação antecipada também diminui o risco de atraso. Quem perde o prazo de entrega da declaração fica sujeito a multa, conforme as regras da Receita Federal.

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Mercado estima redução da Selic em 0,25 ponto esta semana

16 de Março de 2026, 11:23
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, e a previsão do mercado financeiro é que ela seja reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A expectativa está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A Selic, definida atualmente em 15% ao ano, é o principal instrumento da autarquia para alcançar a meta de inflação. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Copom não interferiu nos juros pela quinta vez seguida, na última reunião, no fim de janeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o colegiado confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, marcada para esta terça (17) e quarta-feira (18), caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

Na semana passada, o mercado estimava um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, mas o aumento das expectativas de inflação mudou este cenário. Entre as razões para esta revisão está o impacto econômico da guerra no Irã, com o aumento no preço do petróleo pressionando a inflação futura.

Da mesma forma, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica, até o final de 2026, foi elevada nesta edição do boletim Focus, com a previsão de redução passando de 12,13% ao ano para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,91% para 4,1% em 2026. Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5%, para ambos os anos.

Apesar da alta, a estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7%, uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado levou o IPCA a acumular alta de 3,81% em 12 meses.

PIB e câmbio

Já a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano variou de 1,82% para 1,83%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Nesta edição do boletim Focus, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,47.

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RS registra aumentos nos preços de gasolina e diesel

15 de Março de 2026, 21:25
Crédito: Divulgação

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) divulgou um relatório apontando o aumento de 8,8% no preço do Diesel no RS na última semana, chegando a uma média de R$ 6,70 o litro. A gasolina teve aumento de 1,9%, chegando a uma média de R$ 6,35. Ambos aumentos, os dois abaixo da média nacional, têm como contexto a crise de combustível gerada pela guerra entre EUA-Israel e Irã.

No sábado (14), o Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis do RS, se manifestou atribuindo o aumento não só ao reajuste da Petrobras, mas também a uma “forte tensão” sobre os preços no mercado supridor que abastece os postos revendedores.

“Nos leilões adicionais realizados pela Petrobras, foi registrada a prática de ágio, com valores entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, evidenciando um cenário de forte tensão na formação de preços”, diz o Sulpetro em comunicado, atribuindo o caso não somente ao mercado, mas também à política da estatal.

Porém, o Sulpetro alegou ainda que a Petrobras não supre integralmente a demanda nacional de combustíveis. Em razão disso, as distribuidoras precisam adquirir produto de refinarias privadas instaladas no país ou recorrer à importação de combustível já refinado.

Nesse contexto, especialistas e entidades do setor de petróleo apontaram que os aumentos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras não se deviam apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para a FUP (Federação Única dos Petroleiros), em entrevista à Agência Brasil, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil. Desde o início da escalada dos preços, houve registro de gasolina a R$ 9 em São Paulo, por exemplo.

Além disso, esse processo foi catalisado pela privatização da BR Distribuidora, cujo processo de venda terminou em 2021. A privatização eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias.

“Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise”, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Antecedentes

Desde o início das tensões, que se acentuaram com ações do governo iraniano no Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% do petróleo mundial, iniciou-se um forte processo de especulação em torno do preço do barril de petróleo no mercado mundial. O Petróleo subiu de cerca de US$ 70 para a casa dos US$ 120, com o Irã alertando para a possibilidade de chegar a US$ 200.

A reação do Brasil, veio, em primeiro momento, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinando um decreto presidencial na quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, Lula assinou uma MP (Medida Provisória) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

No dia seguinte, a Petrobras anunciou que iria reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O novo preço passou a valer a partir do sábado (14). Contudo, o governo alegou que os anúncios do dia anterior atenuariam os impactos da medida.




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Trump diz que EUA “derrotaram e dizimaram” o Irã

14 de Março de 2026, 19:57
Crédito: reprodução de TV / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação nas redes sociais, neste sábado (14), afirmando que os Estados Unidos “derrotaram e dizimaram completamente o Irã”. Além disso, o mandatário estadunidense disse que países que recebem petróleo do Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% do comércio global de petróleo, devem cuidar da região.

“Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — MUITO!”, escreveu Trump.

No entanto, até o início da noite deste sábado (14), não havia informação oficial de rendição do Irã. A morte do aiatolá Ali Khamenei não tem se mostrado suficiente para desestruturar a resistência do país Persa, que além disso, têm mostrado poderio bélico para manter as tensões em Ormuz e nos demais países da região.

Neste sábado (14), o Irã atacou a sede da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Além disso, o Irã ameaçou destruir a infraestrutura petrolífera de empresas que cooperam com os Estados Unidos, isso se as suas instalações fossem atacadas.

Antecedentes

Na sexta-feira (13), os Estados Unidos comunicaram um ataque a alvos militares na Ilha Kharg, principal centro petrolífero do Irã, que serve de terminal para a exportação de 90% do petróleo iraniano. Trump ameaçou atingir a infraestrutura petrolífera na ilha caso o Irã continuasse a bloquear a navegação no Estreito de Ormuz.

O ataque a Kharg foi o desdobramento mais recente das tensões na região, que afetaram os preços do petróleo em todo o mundo. O Preço do barril de petróleo chegou aos US$ 120. No entano, o governo iraniano chegou a emitir um comunicado, dizendo ao mundo para se preparar para o barril a US$ 200.

Brasil

Crise que chegou ao Brasil. A Petrobras anunciou, na sexta-feira (13), que iria reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O novo preço passou a valer a partir de sábado (14).

Em entrevista coletiva na tarde de hoje, a empresa afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários, e que até o momento, não há previsão de reajuste da gasolina.




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Petrobras aumenta diesel em R$ 0,38 por litro para distribuidoras

13 de Março de 2026, 15:31
Crédito: Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido nas refinarias. O novo valor passa a valer no sábado (14).

Com o reajuste, o litro do diesel A da estatal sobe para R$ 3,65. Foi a primeira mudança no preço do combustível desde maio de 2025, quando a empresa havia reduzido o valor em R$ 0,16 por litro.

A alta foi divulgada um dia após o governo federal anunciar um pacote para tentar conter os efeitos da guerra no Irã sobre o mercado de combustíveis. Entre as medidas, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, com impacto estimado em R$ 0,32 por litro.

Como o reajuste da Petrobras ficou acima desse valor, o efeito imediato da desoneração cai para R$ 0,06 por litro no repasse às distribuidoras.

O valor ao consumidor final depende ainda de impostos, mistura obrigatória de biodiesel e margens de distribuição e revenda. Na semana passada, o preço médio do diesel nos postos era de R$ 6,15 por litro.

Mesmo com o reajuste anunciado, a Petrobras afirma que o diesel A acumula queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022, o que corresponde a recuo de 29,6% em valores corrigidos pela inflação do período.

A empresa também informou que o efeito do aumento ao consumidor pode ser reduzido pela desoneração de PIS e Cofins sobre o diesel anunciada pelo governo federal.

Além disso, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa federal de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, criado por medida provisória publicada em 12 de março. O programa prevê pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

A Petrobras informou que a assinatura do termo de adesão dependerá da publicação e análise dos atos regulatórios da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), necessários para viabilizar a operação da subvenção.

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Governo zera PIS e Cofins do diesel e cria subvenção até dezembro

12 de Março de 2026, 15:25
Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um pacote para tentar reduzir o preço do diesel no país até 31 de dezembro. As medidas incluem alíquota zero de PIS e Cofins na importação e comercialização do combustível, subvenção para produtores e importadores e cobrança de 12% sobre a exportação de petróleo. O objetivo é reduzir o possível impacto econômico diante da guerra no Golfo Pérsico.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o corte de tributos deve reduzir o preço do diesel em R$ 0,32 por litro na refinaria. A subvenção a produtores e importadores deve representar outros R$ 0,32 por litro. A estimativa oficial é de redução total de R$ 0,64 por litro.

A subvenção, no entanto, será condicionada à comprovação de repasse do benefício ao consumidor final.

Para compensar a perda de arrecadação e estimular maior oferta ao mercado interno, o governo passará a cobrar 12% de imposto sobre a exportação de petróleo. A equipe econômica estima arrecadar R$ 30 bilhões com essa medida até o fim do ano.

De acordo com o governo, a renúncia com PIS e Cofins sobre o diesel deve chegar a R$ 20 bilhões. A subvenção deve ter impacto adicional de R$ 10 bilhões no caixa da União.

Também foi editado um segundo decreto, de caráter permanente, com medidas de fiscalização e transparência sobre preços de combustíveis. Conforme o governo, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) ficará responsável por definir critérios objetivos para caracterizar armazenamento injustificado e aumento abusivo de preços por distribuidoras.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as medidas não alteram a política de preços da Petrobras e que a maior preocupação do governo neste momento é o diesel por causa do impacto sobre transporte e cadeias produtivas.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que a nova alíquota sobre exportação de petróleo também busca evitar que parte maior da produção seja direcionada ao mercado externo em meio à alta internacional do barril.

Durante o anúncio, integrantes do governo também criticaram a privatização da BR Distribuidora. A subsidiária da Petrobras foi privatizada na gestão Jair Bolsonaro.

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Governo Federal vai monitorar mercado de combustíveis

11 de Março de 2026, 15:20
Crédito: Divulgação

O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Médio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais.

“A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério.

O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país, em linha com medidas já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes.

Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados de petróleo é relativamente pequena.

Aumento nas distribuidoras

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

O pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes de sindicatos (Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS) informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, associada ao conflito no Oriente Médio. 

Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias.

“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, completa o MME.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. 

A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades do país persa. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. 

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo sobre armas nucleares, firmado em 2015 sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais. 

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

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Agência mundial de energia aprova a liberação de 400 milhões de barris de petróleo

11 de Março de 2026, 14:18
Crédito: Guilherme Dardanhan / ALMG

A AIE (Agência Internacional de Energia) decidiu liberar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência dos países-membros após a escalada da guerra no Oriente Médio. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (11) e é a maior já adotada pela agência. Ela supera os 182,7 milhões de barris liberados em 2022 depois da invasão da Ucrânia pela Rússia.

De acordo com a entidade, a decisão busca reduzir a pressão sobre o mercado de energia depois de ataques a navios no Golfo Pérsico, danos a infraestrutura do setor e dificuldades crescentes para escoar a produção da região.

O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, afirmou que produtores do Oriente Médio começaram a reduzir a produção por falta de rotas suficientes para levar o petróleo ao mercado. A AIE apontou que seus países-membros mantêm mais de 1,2 bilhão de barris em estoques públicos de emergência, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos sob obrigação governamental.

Irã endurece discurso e promete petróleo a US$ 200

No mesmo dia, o Irã anunciou mudança na política militar adotada até aqui. Em comunicado, o porta-voz do comando militar conjunto Khatam al-Anbiya afirmou que a política de ataques recíprocos chegou ao fim e será substituída por ofensivas contínuas.

No texto, o porta-voz Ebrahim Zolfaqari declarou que Teerã não permitirá que petróleo atravesse o Estreito de Ormuz com destino a Estados Unidos, Israel e parceiros desses países. Ele também afirmou que embarcações e petroleiros ligados a esses destinos passarão a ser considerados alvos legítimos.

“Preparem-se para o barril de petróleo chegar a 200 dólares, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que vocês desestabilizaram”, acrescentou o porta-voz.

Em contrapartida, Trump concedeu uma nova entrevista ao site Axios, dos Estados Unidos. Ele afirmou que a guerra vai acabar “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali… A qualquer momento que eu quiser que isso termine, terminará”, disse Trump durante a ligação de cinco minutos.

O conflito foi iniciado em 28 de fevereiro em conjunto com Israel, cujo Ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou na quarta-feira que a guerra “continuará por tempo indeterminado” até que todos os objetivos da campanha conjunta israelense-americana fossem alcançados.

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Cargueiros são alvos de ataques no Estreito de Ormuz

11 de Março de 2026, 09:53
Crédito: Marinha Real da Tailândia

Pelo menos três navios mercantes foram atingidos por projéteis nesta quarta-feira (11) na área do Estreito de Ormuz, no 12º dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A rota marítima já opera sob forte tensão e teve o tráfego praticamente paralisado desde o início do conflito.

Uma embarcação de bandeira japonesa, a One Majesty, ficou com um buraco de cerca de 10 centímetros após ser atingida ao norte de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Outro navio, o graneleiro Star Gwyneth, de bandeira das Ilhas Marshall, teve o casco danificado ao norte de Dubai. O navio tailandês Mayuree Naree foi atingido ao norte de Omã e teve incêndio a bordo. A empresa de segurança marítima Vanguard confirmou os danos às três embarcações.

A Marinha da Tailândia informou que 23 tripulantes estavam no Mayuree Naree. Vinte foram resgatados por Omã, e o resgate dos outros três seguia em andamento. O monitoramento marítimo do Reino Unido informou 13 ataques a navios e quatro episódios de atividade suspeita desde o início da guerra.

Ontem, o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou ter destruído 16 embarcações iranianas usadas para lançamento de minas perto do Estreito de Ormuz. Mais cedo, Donald Trump havia falado em 10 barcos atingidos. A ação ocorreu após relatos de inteligência sobre preparativos iranianos para espalhar minas na área.

Novo líder supremo é ferido

No campo político, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi descrito como fora de risco por Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, depois de relatos de que ele teria sido ferido. A Reuters, citando uma autoridade israelense, informou que Mojtaba sofreu ferimentos leves. Ele não fez pronunciamentos públicos nem apareceu desde a confirmação de sua escolha.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a pedir publicamente que iranianos se levantem contra o regime dos aiatolás. Do lado iraniano, o chefe de polícia Ahmadreza Radan afirmou que manifestantes contrários ao regime, se agirem “a mando do inimigo”, serão tratados como inimigos.

Os ministros de Energia do G7 deram apoio “em princípio” ao uso de reservas estratégicas por causa dos efeitos da guerra sobre o petróleo e o gás. A medida ainda depende de coordenação com a Agência Internacional de Energia.

Mais bombardeios de Israel no Líbano

Israel também ampliou os bombardeios. Os militares israelenses anunciaram uma nova onda de ataques em larga escala contra alvos no Irã e contra estruturas atribuídas ao Hezbollah em Beirute. No Líbano, a escalada segue no sul do país, nos subúrbios ao sul da capital e no Vale do Bekaa.

No sul do Líbano, a agência oficial do país informou sete mortos e 23 feridos após ataques na região leste. Em outro balanço, o Ministério da Saúde libanês informou 570 mortos desde o início dos bombardeios em 2 de março. Em Beirute, um prédio residencial foi atingido em área onde moradores diziam se sentir fora da zona de risco. Mais de 700 mil pessoas já deixaram suas casas por causa das ordens de evacuação e dos bombardeios.

Países do Golfo bloqueiam ataques iranianos

Países do Golfo voltaram a acionar defesa aérea. Os Emirados Árabes Unidos informaram nova resposta a mísseis e drones lançados pelo Irã. Mais cedo, o país havia comunicado quatro feridos após a queda de dois drones nas proximidades do aeroporto de Dubai.

O Qatar disse ter interceptado um ataque com mísseis. E a Arábia Saudita afirmou ter destruído seis mísseis balísticos lançados na direção da base aérea Prince Sultan e também drones em outras áreas do país. Omã informou que derrubou um drone e que outro caiu no mar. O Bahrein manteve o espaço aéreo fechado.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado a 35ª onda de operações. Em comunicado reproduzido por meios estatais, a corporação disse ter atacado bases militares dos Estados Unidos no Qatar, no Kuwait e no Iraque, além da Quinta Frota norte-americana. Até o momento, autoridades norte-americanas não haviam confirmado esses danos.

O comando militar conjunto do Irã também ameaçou atingir bancos ligados a Estados Unidos e Israel na região após o relato de ataque a um banco estatal em Teerã. Um porta-voz advertiu que pessoas não deveriam permanecer a menos de um quilômetro de bancos na região.

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Porto Alegre: Prefeitura atualiza regras para instalação de parklets

10 de Março de 2026, 09:16
Foto: Joel Vargas / PMPA

A Prefeitura de Porto Alegre publicou um novo decreto que atualiza as regras para instalação e uso de parklets na cidade. Agora, a SMDETE (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos) passa a concentrar o recebimento dos pedidos, o acompanhamento dos processos e a decisão final sobre a implantação dos parklets.

“As mudanças reforçam que esses espaços devem ser públicos, gratuitos, acessíveis e abertos a toda a população, sem cobrança de taxas, consumação mínima ou qualquer tipo de uso exclusivo”, diz o comunicado da prefeitura.

Entre as principais definições, o decreto busca estabelecer critérios mais claros para instalação, como exigências de acessibilidade, segurança, sinalização e respeito à circulação de pedestres e veículos. Também passa a ser obrigatória a presença de petstops, com suporte para guias e recipiente com água.

Será possível fazer os pedidos de forma eletrônica ou presencial, na Sala do Empreendedor da SMDETE (Largo Visconde de Cairu, 17 – Centro Histórico). Para solicitar a instalação, será necessário apresentar a documentação técnica exigida, como ART ou RRT de projeto e execução.

O decreto também define prazos para análise e implantação. Após o protocolo, a viabilidade do pedido será informada em até 30 dias úteis. Se houver autorização, o responsável terá até 90 dias para executar a instalação.

Outra novidade é que os parklets deverão ter placa informando que se tratam de espaços públicos, com acesso livre e gratuito, sem vínculo com consumo em estabelecimentos próximos. As novas regras já estão em vigor.

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Petrobras registra lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025

6 de Março de 2026, 12:39
Foto: Andre Motta de Souza / Agência Petrobras

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento da produção de petróleo e gás, e pela geração de caixa da empresa. O crescimento foi de 198,9% em relação a 2024.

Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira (5), no quarto trimestre do ano passado o lucro foi de R$ 15,6 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve aumento de 52,3%. 

Os números refletem um ano de resultados considerados sólidos pela estatal, mesmo em um cenário de queda no preço internacional do petróleo. Em 2025, o barril do Brent registrou retração de cerca de 14% em relação ao ano anterior, fator que pressionou parte das receitas da companhia.

A Petrobras destacou que o desempenho foi sustentado pelo aumento da produção total de óleo e gás, que cresceu cerca de 11% no ano, além do avanço de novos projetos no pré-sal. O relatório menciona o início da operação de plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré e o avanço de unidades em campos como Búzios e Mero.

Outro indicador relevante foi o EBITDA ajustado, que alcançou R$ 244,3 bilhões em 2025, mostrando estabilidade em relação ao ano anterior, apesar da queda do Brent. O resultado foi parcialmente compensado pelo aumento do volume produzido e pela maior eficiência operacional.

“Os resultados de 2025 comprovam a consistência da nossa estratégia, baseada em disciplina de capital, aumento de produção e eficiência operacional. Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa”, disse Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras.

Segundo a companhia, o desempenho operacional também contribuiu para um recorde nas exportações de petróleo no quarto trimestre, que chegaram a 999 mil barris por dia.

No quarto trimestre, o lucro líquido atribuível aos acionistas da Petrobras foi de R$ 15,563 bilhões, abaixo do registrado no trimestre anterior, quando o resultado havia sido de R$ 32,7 bilhões. A variação foi influenciada por fatores como a oscilação cambial e mudanças no desempenho operacional ao longo do período.

Além dos resultados financeiros, a Petrobras informou que pagou R$ 277,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios em 2025 e distribuiu R$ 45,2 bilhões em proventos aos acionistas ao longo do ano.

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Receita Estadual abre janela de regularização de divergências tributárias para contribuintes do Simples Nacional

5 de Março de 2026, 11:43

A Receita Estadual lançou um novo programa de autorregularização destinado a contribuintes do Simples Nacional de diferentes setores econômicos. O valor estimado do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) devido é de aproximadamente R$ 15,4 milhões.

Ao todo, a iniciativa abrange 150 contribuintes. Ela possibilita a regularização de divergências relativas a erros nos valores declarados no Pgdas-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório) entre 2023 e 2025, de acordo com análises da Receita Estadual.

O prazo para adequação vai até 31 de março de 2026. Para isso, é preciso realizar a retificação – ou justificar os indícios, se for o caso – do Pgdas-D conforme as orientações contidas nos documentos recebidos pelos contribuintes em suas caixas postais eletrônicas desde a semana passada.

Na área restrita do Portal e-CAC no site da Receita Estadual, na aba “Autorregularização”, também é possível encontrar orientações e arquivos com informações detalhadas, bem como o cálculo da divergência apontada e procedimentos para autorregularização.

O atendimento do programa será feito exclusivamente pelo canal de comunicação disponibilizado na aba “Autorregularização, através do botão “Acompanhar/Solicitar Atendimento”, ficando a cargo do Grupo Especializado Setorial do Simples Nacional (GES-SIM).

Outros procedimentos

Haverá submissão de contribuintes que não se regularizarem ou não apresentarem justificativas válidas a outros procedimentos de fiscalização, que podem resultar na cobrança do tributo devido, acrescido de juros e multa. Dependendo do caso, pode ocorrer a exclusão do contribuinte do Simples Nacional.

Cruzamento de dados

Por meio de cruzamentos eletrônicos realizados a partir das bases de dados da Receita Estadual, identificaram-se inconsistências entre as receitas tributáveis de ICMS declaradas no Pgdas-D e os valores calculados com base nas aquisições de mercadorias destinadas à comercialização.

As diferenças decorrem, principalmente, da classificação incorreta das receitas como “com substituição tributária”, situação em que o ICMS próprio não é apurado. O atendimento ao programa impacta apenas o ICMS, não alterando os demais tributos do Simples Nacional.

Por fim, esse é o segundo programa de autorregularização sobre segregação incorreta de receitas. O primeiro, encerrado em julho de 2025, obteve aproximadamente 90% de regularização por parte dos contribuintes, resultando em R$ 111 milhões de receita tributável incrementada no Pgdas-D, o que gerou um incremento de R$ 4,1 milhões de ICMS declarado.

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Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026

5 de Março de 2026, 10:44
Foto: Camila Domingues/Arquivo Palácio Piratini

A taxa de desocupação do Brasil ficou em 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, resultado que representa estabilidade frente ao período de agosto a outubro de 2025, que teve o mesmo percentual, o menor da série comparável, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025, quando atingiu 6,5%, há um recuo de 1,1 ponto percentual (p.p.).

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal ) PNAD-Contínua) foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

De acordo com a pesquisa, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Esse é o menor contingente de desocupados da série e ficou estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual houve queda de 17,1%, o que equivale a 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro. 

A população ocupada atingiu 102,7 milhões, o que também é o maior contingente da série comparável, permanecendo estável no trimestre e alta de 1,7% , ou seja, mais 1,7 milhão de pessoas no ano. O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 58,7%. Isso representa estabilidade no trimestre (58,8%) e elevação de 0,5 p.p., ou 58,2%, no ano.

Rendimento

No trimestre encerrado em janeiro de 2026, o rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652. Com aumento de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano, é o mais alto da série. Ainda conforme a pesquisa, a massa de rendimento real habitual, que ficou em R$ 370,3 bilhões, também é recorde. Subiu 2,9% no trimestre, o que significa mais R$ 10,5 bilhões e 7,3% mais R$ 25,1 bilhões no ano.

A coordenadora de pesquisa domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, avaliou que os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 indicam fundamentalmente estabilidade dos indicadores de ocupação.

“Embora a entrada do mês de janeiro tenta a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”, completou em texto divulgado pelo IBGE. 

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PF prende dono do Banco Master na 3ª fase da Operação Compliance Zero

4 de Março de 2026, 14:49
Crédito: Banco Master / Divulgação

A PF (Polícia Federal) deflagrou no início da manhã desta quarta-feira (4) a terceira fase da Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A agência apura possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídas a uma organização criminosa.

Conforme a PF, os agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). As investigações tiveram apoio do Banco Central do Brasil (BC).

O STF determinou ainda o afastamento de cargos públicos de alguns investigados e o sequestro e bloqueio de bens até o limite de R$ 22 bilhões. De acordo com a PF, a medida busca interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo e preservar valores potencialmente relacionados às práticas apuradas.

Estrutura de vigilância e intimidação

Na decisão, o ministro André Mendonça citou indícios de que o grupo mantinha uma estrutura voltada a vigilância e intimidação de pessoas consideradas contrárias aos interesses do banco. O despacho também menciona suspeitas de acesso indevido a sistemas sigilosos de órgãos como a própria PF e o Ministério Público Federal, além de referências a bases de organismos internacionais, conforme trechos reproduzidos na decisão.

Além de Vorcaro, Mendonça decretou a prisão de outros investigados, incluindo Fabiano Zettel, descrito como responsável por pagamentos e cobranças do grupo, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como operador de ações de monitoramento e obtenção de informações. A decisão cita ainda a atuação de um policial federal aposentado, também alvo de prisão preventiva.

Plano de intimidação

O ministro também apontou mensagens que indicariam planos de intimidação contra um jornalista. Nesta quarta-feira (4), o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, declarou ser o alvo mencionado nas conversas citadas no despacho.

A decisão de Mendonça cita ainda dois nomes ligados ao BC: o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana. Conforme o despacho, eles teriam atuado como consultores de interesse privado do banqueiro e seriam alvo de medidas que incluem restrição de exercício de funções, além de buscas. O texto menciona suspeita de uso de contratos simulados para justificar repasses, conforme a investigação.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se contra as medidas solicitadas pela PF em 27 de fevereiro e alegou falta de urgência e prazo insuficiente para análise. Mendonça afirmou que viu risco concreto de interferência nas investigações e de novos crimes, inclusive contra a integridade física e moral de pessoas.

Em nota, a defesa de Vorcaro declarou que ele esteve à disposição das autoridades, colaborou com as investigações e negou tentativa de obstrução. A PF afirma apurar, entre outros pontos, crimes contra o sistema financeiro, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de justiça.

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Trump eleva para 15% tarifa global sobre importações após decisão da Suprema Corte

21 de Fevereiro de 2026, 16:48
Official White House Photo by Daniel Torok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) que elevará para 15% a tarifa global sobre importações, após decisão da Suprema Corte que derrubou o programa anterior de taxas adotado com base em lei de emergência econômica.

Na sexta-feira (20), Trump havia determinado tarifa imediata de 10% sobre todos os produtos importados, além das alíquotas já existentes. No sábado, informou que aumentará o percentual para o limite máximo permitido por uma legislação comercial de 1974, que autoriza cobrança de até 15% por período de até 150 dias sem necessidade de aprovação prévia do Congresso.

As novas tarifas entram em vigor na terça-feira (24). Após esse prazo, o governo deverá buscar autorização legislativa para manter a medida.

Em publicação em rede social, Trump afirmou que a decisão foi tomada após análise do que classificou como decisão “antiamericana” da Suprema Corte. Por seis votos a três, o tribunal concluiu que o presidente extrapolou seus poderes ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, para impor tarifas amplas no ano passado.

Mesmo com a derrubada do programa anterior, permanecem em vigor tarifas específicas sobre aço, alumínio, madeira e automóveis, adotadas com base em outra legislação.

A elevação da tarifa global cria incertezas para países que haviam negociado taxas de 10% com os Estados Unidos, como Reino Unido e Austrália. O novo percentual também pode gerar disputas judiciais e pedidos de reembolso por parte de empresas importadoras.

Dados oficiais indicam que os Estados Unidos já arrecadaram ao menos US$ 130 bilhões em tarifas aplicadas com base na legislação anulada pela Suprema Corte. Entidades empresariais defenderam que eventuais valores cobrados indevidamente sejam devolvidos, enquanto representantes do setor industrial criticaram a decisão judicial.

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Novas regras para vales-alimentação e refeição entram em vigor

10 de Fevereiro de 2026, 14:22
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

As novas regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição entram em vigor nesta terça-feira (10). Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que altera o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor.

Agora, a taxa de desconto (MDR) cobrada dos supermercados e restaurantes, pelas operadoras, não pode ultrapassar 3,6%. A tarifa de intercâmbio tem teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional.

Além disso, o repasse do dinheiro aos estabelecimentos deve ocorrer em até 15 dias corridos após a transação. Até então, restaurantes e similares recebiam os valores 30 dias após as transações.

Já estavam em vigor, com a assinatura do decreto, as regras de proteção, com a proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação.

A nova regulamentação do PAT já foi questionada na Justiça pelas maiores empresas de vale-alimentação e refeição do país, que obtiveram liminares suspendendo fiscalização ou aplicação de punições. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “por ora, elas estão protegidas de sanções por descumprimento das regras de taxas e prazos, mas não estão dispensadas das demais obrigações do decreto e do PAT”.

“É fundamental que todas as empresas ajustem suas operações para estar em conformidade com o novo normativo, inclusive aquelas que possuem liminar.

As liminares não suspendem a vigência do decreto como um todo, nem estendem seus efeitos a outras empresas. O decreto está em pleno vigor e deve ser integralmente cumprido. A obrigatoriedade de observância das novas regras, como o teto de taxas e os prazos de liquidação, é imediata para todo o mercado, segundo a pasta.

As mudanças no programa beneficiam mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão maior liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões. O decreto também traz equilíbrio para empresas e estabelecimentos, garantindo que os recursos sejam usados exclusivamente para alimentação.

Criado em 1976, o PAT é a política pública mais antiga do MTE e vai completar 50 anos em 2026. O programa conta com 327 mil empresas cadastradas e alcança 22,1 milhões de trabalhadores em todo o país.

Próximas mudanças

Outra mudança entra em vigor a partir de 10 de maio, com a transição do sistema atual, em que o cartão de vale-alimentação ou vale-refeição só pode ser utilizado em estabelecimentos credenciados por uma única operadora, para um novo arranjo, no qual o benefício poderá ser aceito em diferentes maquininhas e estabelecimentos, independentemente da empresa emissora ou da bandeira.

Em novembro, 360 dias após a assinatura do decreto, está prevista a interoperabilidade plena do sistema, quando qualquer cartão PAT deverá ser aceito em qualquer maquininha de pagamento no Brasil.

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