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Ação da Polícia de SP desarticula organização criminosa que comanda o tráfico de drogas na Zona Leste

23 de Junho de 2026, 09:37

Ação da Polícia de SP desarticula organização criminosa que comanda o tráfico de drogas na Zona Leste

Uma operação deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) nesta terça-feira (23) mira uma das principais estruturas de comando do crime organizado na Zona Leste da capital paulista. As equipes atuam para desarticular a chamada “Sintonia Final da Leste”, núcleo responsável pela coordenação do tráfico de drogas e armas na região, com ramificações no Paraguai.

Os policiais cumprem mandados de prisão contra integrantes apontados como líderes do esquema criminoso, além de 21 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Zona Leste da capital, em Atibaia e em Itanhaém

A ação mobiliza 28 equipes do Deic e é coordenada pela 6ª Delegacia da Divisão de Combate a Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro (Disccpat). As investigações identificaram uma estrutura organizada e hierarquizada, composta por criminosos responsáveis pela logística de armas e drogas, comunicação entre integrantes da facção e movimentação financeira ligada às atividades ilícitas.

“Esta operação representa um golpe importante na estrutura de uma organização criminosa que atuava de forma articulada no tráfico de drogas, no comércio ilegal de armas e na movimentação de recursos ilícitos. As investigações permitiram identificar integrantes com funções estratégicas dentro da facção, possibilitando uma ação direcionada para enfraquecer sua capacidade operacional e financeira”, afirmou Renato Topan, responsável pela operação.

Durante a operação, dois suspeitos foram presos. Um deles é apontado como integrante da Sintonia da Leste e responsável pela logística de armas e entorpecentes da organização criminosa. O homem possui antecedentes por crimes patrimoniais, tráfico e associação para o tráfico de drogas. Em 2019, ele foi preso no Paraguai durante uma ação que resultou na apreensão de duas toneladas de maconha, armas e uma granada. No ano seguinte, também teria participado da liderança de uma fuga em massa de um presídio.

O segundo detido é investigado por atuar como articulador das atividades criminosas entre a capital e a Baixada Santista, especialmente em assuntos relacionados ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas. Ele possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de entorpecentes.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. As diligências prosseguem para o cumprimento dos demais mandados e para a coleta de provas que reforcem as investigações.

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MP-RS faz buscas em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a facção em Pelotas

20 de Abril de 2026, 15:05
Crédito: MP-RS

O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-RS (Ministério Público do RS), cumpriu nesta segunda-feira (20) três mandados de busca e apreensão em Pelotas. As ordens judiciais fazem parte de uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a uma organização criminosa com atuação no Sul do Estado.

A ofensiva, chamada de Operação Hibernação, é desdobramento das Operações Caixa-Forte I e II e apura a ocultação de valores ilícitos por meio da compra de bens.

Os mandados foram cumpridos em um apartamento avaliado em cerca de R$ 500 mil, apontado pela investigação como bem usado na lavagem de capitais, na residência de uma servidora pública estadual e na construtora responsável pela obra. Pelo menos três pessoas são investigadas.

Compra sob suspeita

Conforme o Ministério Público, documentos apreendidos em fase anterior da Caixa-Forte indicaram a compra do imóvel ainda na planta em nome da servidora. Entre os materiais analisados, havia recibo de aquisição do apartamento, apontado como instrumento para ocultar dinheiro de origem criminosa e beneficiar familiar de um dos líderes da facção.

A apuração atribui a lavagem de dinheiro ao núcleo financeiro de um apenado já condenado por associação para o tráfico de drogas. Segundo o Ministério Público, ele também tem condenações por homicídio qualificado e posse de arma de fogo de uso restrito, com pena total próxima de 20 anos de reclusão.

Operações anteriores

A Operação Caixa-Forte começou em dezembro de 2023, com foco no ingresso de drogas, celulares e outros materiais ilícitos no Presídio Regional de Pelotas. Na primeira fase, foram apreendidos 53 celulares, quase R$ 69 mil em dinheiro, drogas e documentos da contabilidade do tráfico.

Em novembro de 2024, a Caixa-Forte II ampliou o foco da investigação para a estrutura financeira da facção. Na ocasião, a apuração apontou movimentação de mais de R$ 32 milhões e levou ao cumprimento de mais de 170 mandados judiciais, incluindo prisões, bloqueio de contas e apreensão de bens.

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