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Received today — 19 de Agosto de 2026Money Times

Na boca do povo: Pesquisa mostra que mais de 60% dos brasileiros conhecem criptomoedas e quebra ‘estereótipo’ de investidor cripto

19 de Agosto de 2026, 11:32

O investidor em criptomoedas não é quem se pensava. Ao menos, é o que indica a 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas foi realizada pela Paradigma Education, em parceria com o Datafolha, publicada na última terça-feira (18).

Os dados mostram que o mercado de criptoativos consolidou sua presença no Brasil e avançou para muito além de um nicho restrito a investidores de alta renda ou entusiastas de tecnologia.

Segundo a pesquisa, entre aqueles entrevistados que já investiram em criptomoedas, 77,6% ganham até três salários-mínimos (cerca de R$ 4.863) e 89,4% recebem até cinco salários-mínimos (R$ 8.105), evidenciando a forte penetração dos criptoativos entre as camadas de renda média e baixa da população brasileira.

Além disso, atualmente, 66,4% dos brasileiros afirmam conhecer o tema, o equivalente a dois em cada três cidadãos.

Em apenas 15 meses, mais de 17 milhões de brasileiros passaram a conhecer criptomoedas, demonstrando que a tecnologia está cada vez mais presente na vida dos investidores brasileiros. O bitcoin (BTC) segue como a criptomoeda mais conhecida, citada por 60,7% da população, muito à frente dos demais ativos digitais

O estudo também mostra que os bancos assumiram protagonismo na jornada de investimento em criptomoedas. Entre os investidores, 83% afirmam ter utilizado o aplicativo do banco para acessar criptoativos, proporção muito superior à daqueles que recorreram a corretoras especializadas.

O dado sugere que a integração dos ativos digitais ao sistema financeiro tradicional tem sido uma das principais alavancas para a expansão do mercado.

Mercado de criptomoedas ainda encontra resistência

Apesar do avanço, a pesquisa aponta desafios importantes de penetração das criptomoedas entre os investidores.

Entre os brasileiros que conhecem criptomoedas, 77% ainda consideram a tecnologia complexa, enquanto 42% dos que nunca investiram afirmam não entender suficientemente o tema para realizar uma aplicação.

Ao mesmo tempo, quase 60% das pessoas que conhecem o mercado acreditam que as criptomoedas são uma boa forma de diversificar investimentos — percentual este que sobe para 78% entre jovens de 16 a 24 anos.

Por último, regionalmente, o Centro-Oeste foi o grande destaque. A região registrou o maior crescimento no conhecimento sobre criptomoedas, saltando 25,8 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior e alcançando 72,8% da população.

O Centro-Oeste também lidera indicadores relacionados à autocustódia e ao conhecimento de ativos como Tether e Drex, demonstrando uma maturidade crescente no uso das tecnologias associadas ao setor.

A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 11 e 14 de maio de 2026. O estudo ouviu 2.004 entrevistados em 137 municípios distribuídos por todas as regiões do Brasil, com abordagem realizada em pontos de fluxo previamente sorteados.

A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para o total da amostra e nível de confiança de 95%, assegurando robustez estatística aos resultados apresentados.

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