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Ana Paula Renault, vencedora do BBB26, embolsa o maior prêmio da história do reality graças a uma campanha de marketing

22 de Abril de 2026, 12:08

Ana Paula Renault, campeã do BBB 26, levará para casa R$ 5,7 milhões, maior prêmio da história do reality da Globo. Na última edição, o montante era R$ 2,7 milhões.

Essa valorização não se deu do dia para a noite — e nem pela inflação no Brasil, que apesar de subir, não dobrou nos últimos 365 dias.

Na realidade, o aumento no valor do prêmio foi devido a uma campanha de marketing do Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre.

‘Tudo em DobBBro’ para Ana Paula

Inicialmente, o prêmio seria o mesmo de 2025. No entanto, logo na estreia do BBB 26, foi anunciado que o valor seria o dobro do ano anterior, ou seja, R$ 5,4 milhões.

A diferença para o valor final, R$ 5,7 milhões, é resultado de uma outra campanha de marketing da mesma instituição. Ele foi possível graças aos rendimentos gerados no Cofrinho Mercado Pago ao longo dos 100 dias de programa.

Pela maior parte do reality, o dinheiro rendia em 120% do CDI. Entre 3 de março e 3 de abril, o prêmio estava rendendo em 140% do CDI. No final, o montante incorporado foi de R$ 268.712,17.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Itaú BBA vê oportunidade rara em peso-pesado da bolsa; potencial é de 50%

16 de Março de 2026, 12:44

Quando se fala em varejo, parte dos investidores e do mercado costuma virar a cara. Mas, quando o assunto é o Mercado Livre (MELI), a conversa é outra.

A companhia sempre figura entre as principais escolhas de gestores e analistas. Com o Itaú BBA não foi diferente. Os analistas até reduziram o preço-alvo, de US$ 2.600 para US$ 2.500, porém o valor ainda representa potencial de alta de 50% em relação ao último fechamento.

Os analistas argumentam que reduziram as estimativas para incorporar um período mais longo de margens de lucro operacional (EBIT) mais baixas.

A própria administração reiterou sua confiança em um nível de margem EBIT de aproximadamente 9%, patamar com o qual a MELI encerrou 2025 — sem alavancagem operacional em 2026, dado o nível de investimentos contínuos em frete grátis, cartão de crédito e comércio internacional.

Com isso em mente, o Itaú cortou a projeção de EBIT para 2026 em 13,8%, para US$ 3,5 bilhões (margem de 9,1%), e a de lucro líquido em 14,3%, para US$ 2,37 bilhões.

Para o primeiro trimestre de 2026, os analistas dizem que o nível típico de margem EBIT deverá ficar em torno de 9%.

Crescimento em primeiro lugar, qualidade depois

Um dos pontos que pesam contra a ação é o caminhão de dinheiro que o Mercado Livre gasta em investimentos.

Por outro lado, os resultados aparecem: os indicadores qualitativos e quantitativos sugerem que a execução está indo na direção certa, destaca o Itaú.

Ainda assim, investidores parecem pouco dispostos a pagar por essa melhora.

Desde janeiro, o mercado tem torcido o nariz para as techs por conta do alto investimento em tecnologia e das incertezas envolvendo inteligência artificial.

Os analistas do Itaú lembram que esses investimentos se traduzem em quedas nominais ano a ano no lucro operacional (EBIT) e no lucro por ação (EPS — earnings per share) para uma empresa negociada a um múltiplo preço/lucro (P/L) considerado elevado, de aproximadamente 36 vezes para 2026.

Outras varejistas negociam na faixa de 20 vezes.

A luz no fim do túnel?

A luz no fim do túnel, porém, parece próxima.

Após interagir recentemente com a empresa, os analistas dizem ver as projeções de compra e venda convergindo para um EBIT de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (margem de 9%) para 2026.

Isso pode sinalizar que as revisões para baixo estão próximas do fim.

Poucas coisas são mais prejudiciais para uma ação do que revisões negativas persistentes nos lucros”, afirma o relatório.

Ainda segundo o Itaú BBA, olhando para frente, o segundo semestre de 2026 poderá marcar uma inflexão nas margens, com retomada da expansão ano a ano — o que naturalmente proporcionaria um alívio relevante.

Até lá, é provável que as ações permaneçam sob pressão, sem catalisadores claros no curto prazo. Assim, para fundos de hedge, a relação risco-retorno parece pouco atraente. Para investidores de longo prazo, talvez seja uma daquelas oportunidades que a MELI raramente oferece.”

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