Morning Call - 21/05/2026 - Irã Estraga a Festa da Nvidia!
Agenda de Indicadores:
9:30 – USA – Índice de Atividade Industrial do Fed Filadélfia
9:30 – USA – Pedidos por Seguro-Desemprego
9:30 – USA – Construção de Novas Casas
9:30 – USA – Licenças de Construção
10:45 – USA – Prévias dos PMIs da S&P Global (Maio)
14:00 – USA – Leilão de TIPS de 10 anos
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Acompanhe o Pré-Market de NY:
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50
MINDOLM2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500
,
USAIND
,
USATEC
e
USARUS
— operavam em alta até próximo das 7h25min (horário de Brasília), mas inverteram rapidamente para o campo negativo após o Líder Supremo do Irã endurecer a posição de Teerã nas negociações de paz com os Estados Unidos.
Segundo fontes iranianas, o aiatolá Mojtaba Khamenei emitiu uma diretiva para que o estoque de urânio enriquecido do país — próximo ao grau de pureza necessário para armas nucleares — não seja enviado para o exterior, contrariando uma das principais exigências feitas por Washington nas negociações.
A decisão aumenta as tensões diplomáticas e pode dificultar ainda mais os esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para alcançar um acordo que encerre a guerra entre EUA, Israel e Irã.
Trump vinha defendendo que qualquer acordo de paz deveria obrigatoriamente incluir a remoção do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido do território iraniano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também afirmou que não considera a guerra encerrada até que o urânio enriquecido seja retirado do Irã, o apoio de Teerã a milícias aliadas seja interrompido e as capacidades de mísseis balísticos do país sejam eliminadas.
“A diretriz do Líder Supremo, e o consenso dentro do governo, é que o estoque de urânio enriquecido não deve sair do país”, afirmou uma das fontes iranianas sob condição de anonimato devido à sensibilidade do tema.
Segundo as autoridades iranianas, enviar o material para fora do país aumentaria a vulnerabilidade do Irã diante de possíveis ataques futuros dos Estados Unidos e de Israel.
A deterioração do ambiente geopolítico voltou a pressionar os mercados globais, com investidores reduzindo exposição ao risco diante do temor de novos impasses diplomáticos e de uma possível escalada militar no Oriente Médio.
Anthropic
A Anthropic projeta uma forte aceleração em seus resultados financeiros no segundo trimestre de 2026, refletindo a rápida expansão da demanda corporativa por ferramentas de inteligência artificial generativa.
Segundo números compartilhados com investidores, a empresa estima receita de aproximadamente US$ 10,9 bilhões no 2T26, mais que dobrando os US$ 4,8 bilhões registrados no primeiro trimestre.
O crescimento está sendo impulsionado principalmente pela adoção empresarial de seus modelos de IA, em um momento em que companhias globais ampliam investimentos em automação, copilotos corporativos e infraestrutura de inteligência artificial.
A projeção também aponta para o primeiro lucro operacional da história da empresa, estimado em cerca de US$ 559 milhões.
Ainda assim, a Anthropic sinaliza que a lucratividade pode não se sustentar ao longo de todo o ano, devido ao volume extremamente elevado de investimentos previstos em infraestrutura computacional e treinamento de novos modelos avançados de IA.
O lucro operacional divulgado inclui os custos de treinamento dos modelos, mas exclui despesas relacionadas à remuneração baseada em ações, prática comum entre empresas de tecnologia em estágio acelerado de expansão.
Os números foram apresentados em meio a uma nova rodada de captação, que pode elevar a valuation da Anthropic acima da OpenAI — uma mudança significativa em relação à percepção de mercado observada até poucos meses atrás, quando a empresa ainda era vista como uma concorrente secundária na corrida global da IA.
Resultado da Nvidia
A NVIDIA divulgou resultados históricos para o primeiro trimestre fiscal de 2026, reforçando que a corrida global por infraestrutura de inteligência artificial continua extremamente aquecida.
A receita total alcançou US$ 81,6 bilhões, um salto de 85% na comparação anual e de 20% frente ao trimestre anterior. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 1,87, acima da expectativa do mercado de US$ 1,75.
O principal destaque continua a ser o segmento de Data Center, cuja receita atingiu US$ 75,2 bilhões (+92% no ano), superando as estimativas de US$ 73,48 bilhões e consolidando a Nvidia como o principal fornecedor global da infraestrutura da nova economia de IA.
O CFO da companhia anunciou uma importante mudança estrutural na forma de reportar os resultados. A empresa passará a operar com duas plataformas principais:
• Data Center
- Hyperscalers: grandes empresas de nuvem pública e internet
- ACIE: IA, nuvens privadas, indústria e empresas
• Edge Computing
- PCs com IA, robótica, veículos autônomos e dispositivos inteligentes
O segmento de Edge Computing já movimenta US$ 6,4 bilhões em receita, com crescimento anual de 29%.
Entre os destaques operacionais:
• Margem bruta de 75%, dentro da faixa projetada
• Receita zero com chips Hopper para a China no trimestre, contra US$ 4,6 bilhões no mesmo período do ano anterior
• Lançamento da plataforma Vera Rubin, focada em CPUs para agentic AI
• Avanços no software aberto Dynamo 1.0, capaz de elevar em até 7x a eficiência de inferência
A companhia também anunciou forte retorno ao acionista:
• Nova autorização de recompra de ações de US$ 80 bilhões, sem prazo de expiração
• Aumento expressivo do dividendo trimestral, de US$ 0,01 para US$ 0,25 por ação
Para o segundo trimestre fiscal de 2027, a Nvidia projetou receita de US$ 91 bilhões, bem acima do consenso de US$ 86,79 bilhões, mantendo margem bruta próxima de 75%.
O guidance exclui qualquer contribuição relevante da China no segmento de Data Center, reforçando que o crescimento segue extremamente robusto mesmo diante das restrições geopolíticas.
O CEO Jensen Huang afirmou que a construção de “fábricas de IA” representa “a maior expansão de infraestrutura da história humana”, destacando que a Nvidia permanece no centro dessa transformação tecnológica.
Os investimentos em IA seguem acelerando globalmente. Empresas como Alphabet, Amazon e Microsoft deverão investir mais de US$ 700 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial neste ano, contra aproximadamente US$ 400 bilhões em 2025.
Apesar dos números extremamente fortes, as ações operam com ganhos moderados.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES e $ACTIVTRADES — operam moderadamente em alta nesta quinta-feira, enquanto os traders monitoram os avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e tentam avaliar os impactos da desaceleração econômica na região.
O índice Euro Stoxx 50 $ACTIVTRADES sobe cerca de 0,4%, enquanto o DAX $ACTIVTRADES, da Alemanha, avança 0,5%. Já o FTSE 100 $ACTIVTRADES, do Reino Unido, opera próximo da estabilidade.
Dados preliminares divulgados nesta manhã mostraram que a atividade industrial voltou a contrair em ritmo mais acelerado do que o esperado nas principais economias europeias. Ao mesmo tempo, o setor de serviços mostrou expansão apenas na Alemanha, enquanto outras economias seguem apresentando sinais de enfraquecimento.
O ambiente continua desafiador para os ativos europeus. As bolsas da região ainda negociam abaixo dos níveis observados antes do início da guerra no Oriente Médio, refletindo principalmente a forte dependência energética da Europa e sua menor exposição ao setor de inteligência artificial — principal motor da alta recente dos mercados globais.
Segundo Ipek Ozkardeskaya, analista sênior de mercado da Swissquote: “Apesar da queda observada nos preços do petróleo ontem e do otimismo com inteligência artificial tentando sustentar os mercados hoje, as questões geopolíticas continuam sendo um obstáculo importante para uma recuperação mais consistente do apetite por risco. Os investidores seguem cautelosos diante da alta dos rendimentos e dos custos de financiamento.”
No campo monetário, fontes ouvidas pela Reuters indicaram que um aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu em junho já é amplamente esperado pelo mercado, embora a autoridade monetária provavelmente evite se comprometer antecipadamente com novos ajustes depois disso.
Atualmente, os mercados monetários precificam mais de dois aumentos adicionais de juros por parte do BCE até o fim do ano, refletindo as preocupações persistentes com a inflação impulsionada pelos preços da energia e pela continuidade do conflito no Oriente Médio.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
HKIND
JP225
CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta madrugada, acompanhando o forte desempenho de Wall Street, impulsionados pelo crescente otimismo em relação a um possível acordo de paz no Oriente Médio e pelo entusiasmo renovado com o setor de tecnologia após os resultados robustos da NVIDIA.
Liderando os ganhos, o índice Kospi
KOSPI
, da Coreia do Sul, disparou 8,4%, renovando o forte movimento positivo recente. O avanço foi impulsionado principalmente pelas ações da Samsung Electronics, que saltaram 8,5% após a empresa anunciar um acordo provisório com seu sindicato sobre o pagamento de bônus, evitando a greve que estava programada para começar hoje.
As ações da concorrente SK Hynix também registraram forte valorização, avançando 11,2%, acompanhando o otimismo global com semicondutores e inteligência artificial.
No Japão, o índice Nikkei
NI225
avançou 3,1%, com destaque para o forte desempenho do SoftBank Group, cujas ações dispararam quase 20% após o mercado reagir positivamente aos números da Nvidia e às perspectivas de continuidade do ciclo de investimentos em infraestrutura de IA.
No campo macroeconômico, os dados comerciais do Japão vieram acima das expectativas. As exportações cresceram 14,8% em abril na comparação anual — o ritmo mais forte do ano até agora — impulsionadas principalmente pelas remessas de semicondutores. Já as importações avançaram 9,7%, também superando as projeções do mercado.
Em Taiwan e na Austrália, o movimento positivo também predominou. O índice TWSE 50
TW50
subiu 4,27%, enquanto o ASX 200
XJO
, da Austrália, avançou 1,5%, acompanhando o forte apetite por risco na região.
Na contramão do movimento asiático, os principais índices da China continental e de Hong Kong — Shanghai
000001
, Shenzhen
399001
, China A50
XIN9
e Hang Seng
HSI
— encerraram em queda entre 1% e 2,1%, refletindo realização de lucros após os ganhos recentes e uma postura mais cautelosa dos investidores em relação ao cenário econômico doméstico e às negociações geopolíticas envolvendo EUA e China.