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Google não descarta ideia de colocar anúncios no app da IA Gemini

30 de Abril de 2026, 18:00

O aplicativo do Gemini, ferramenta de inteligência artificial (IA) da Google, pode ganhar anúncios no futuro. Quem falou sobre o assunto foi um executivo da própria companhia, durante uma conversa com investidores na última quarta-feira (29).

De acordo com o gerente de negócios da companhia, Philipp Schindler, "anúncios podem ser bastante valiosos e informações comerciais úteis", mas apenas caso sejam bem implementados.

Porém, ele também citou que a empresa "não está se apressando para nenhum lado", o que significa que a chegada ou não de anúncios na plataforma não deve ser decidida a curto prazo. Ainda assim, é possível que o prazo seja mais apertado do parece: em 2026, a Meta pode até mesmo ultrapassar o Google em receita gerada com publicidade digital pela primeira vez.

Na conversa, o executivo confirmou ainda que a atual prioridade do Google é trabalhar na publicidade já existente do Visão Geral criada por IA e no Modo IA, que é a versão do chatbot integrada ao buscador, para só depois analisar o cenário e lançar ou não anúncios no Gemini — inclusive talvez até no mesmo formato.

"É justo dizer que nós acreditamos que um formato que funciona bem no Modo IA poderia ser transferido de forma bem sucedida para o aplicativo do Gemini", afirmou Philipp.

Anúncios em IAs ainda são polêmicos

A inserção de materiais publicitários em chatbots em IA ainda é um tópico bastante sensível e que foi recebido com muitas críticas por parte da comunidade.

  • Para uma parcela do público, há riscos de manipulação de resultados e sugestões direcionadas comercialmente caso uma empresa transforme interações com chatbots em receita — mesmo que as companhias garantam que eles não interferem nos resultados gerados pelo robô;
  • A OpenAI confirmou no início de 2026 que o ChatGPT passaria a ter anúncios, inclusive para assinantes do plano pago Go. Os testes estão em andamento há alguns meses e a política logo deve ser oficializada;
  • Pouco tempo depois, a Anthropic, dona da IA Claude, disse que não teria anúncios e ainda fez piada com a situação da rival em uma série de vídeos;
  • No mesmo período, a Perplexity anunciou que não implementaria mais a adição de publicidade, mesmo depois de vários meses de experimentos com essa fonte de renda.

Quer continuar informado sobre as novidades do setor de IA? Confira a seção especial sobre o tema no site do TecMundo!

© Kenneth Cheung/Getty Images

Meta aumenta investimento em IA e segue perdendo bilhões com metaverso

30 de Abril de 2026, 16:30

A Meta divulgou, na última quarta-feira (29), os resultados do relatório fiscal da companhia para o primeiro trimestre de 2026. No geral, a empresa mantém uma perspectiva positiva sobre os números, mas nem todos os setores estão em alta.

A receita gerada foi para US$ 42,3 bilhões, um aumento de 33% em comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa de Mark Zuckerberg segue como uma das maiores do mundo em valor de mercado, com capitalização de US$ 1,54 trilhão.

Por outro lado, a Meta reclamou de possíveis problemas nos resultados financeiros por causa de problemas judiciais e regulatórios que a empresa atualmente encara, em especial nos Estados Unidos e na União Europeia.

A marca perdeu processos importantes e corre o risco de receber multas ou precisar limitar funcionalidades, em especial sobre o uso das plataformas por jovens.

No anúncio, a companhia também abordou rapidamente as recentes demissões, que afetaram cerca de 10% dos funcionários. A gerente financeira da Meta, Susan Li, justificou os cortes por "muitas mudanças acontecendo" devido às reorganizações promovidas pela IA.

No setor de redes sociais, a plataforma ainda revelou que a quantidade de "pessoas ativas diariamente" no trimestre foi de 3,56 bilhões. Essa é uma alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, mas uma queda de mais de 5% em relação ao último trimestre.

Segundo o documento, a guerra no Irã e "restrições no acesso ao WhatsApp na Rússia" teriam sido os responsáveis por essa mudanças nos números.

Mais investimentos com IA

O maior objetivo da companhia segue a busca por um espaço no mercado de inteligência artificial (IA), com a Meta tentando se estabelecer como referência técnica no setor.

Por outro lado, isso também significa uma maior quantidade de gastos: para 2026, os investimentos em equipamentos ou infraestrutura devem ficar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 ‌bilhões, valor bastante alto e acima das projeções internas anteriores.

Os motivos dos gastos maiores envolvem não só as metas ambiciosas da companhia para o desenvolvimento da superinteligência, mas também os custos cada vez mais elevados com componentes como memórias, dado o atual estado aquecido do mercado.

Metaverso continua perdendo dinheiro

Em outro extremo das prioridades da companhia, a divisão Reality Labs segue em má fase. O segmento responsável pelo metaverso e headsets como o Meta Quest continua apresentando um prejuízo elevado.

No trimestre, a perda operacional do segmento foi de US$ 4,03 bilhões, comparado com US$ 402 milhões arrecadados em vendas. Além disso, a empresa confirmou mudanças nos serviços e produtos oferecidos, com uma grande redução nas ferramentas de realidade mista.

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O Horizon Worlds teve as atividades limitadas nos últimos meses. (Imagem: Reprodução/Meta)

Entre investimentos altos demais, processos e queda em alguns setores, a combinação de preocupações fez até as ações da Meta caírem mais de 7% depois da divulgação do relatório, com uma leve alta momentos depois.

Qual a situação atual das demissões no mercado de tecnologia por causa da IA? Confira um panorama sobre o assunto.

© Mariia Shalabaieva/Unsplash

Que fim levou o Koo, rede social indiana que conquistou os brasileiros?

25 de Abril de 2026, 09:00

É tarefa difícil uma rede social emplacar de repente em um mercado tão difícil quanto o atual, mas uma plataforma indiana tentou disputar o setor com uma ajuda inusitada do Brasil. É o Koo, um serviço similar ao Twitter em formato e funcionamento.

Durante poucos anos, o Koo virou piada no país, mas os acessos foram tantos a ponto de encher uma pequena empresa de esperanças de que ela poderia fazer frente a um nome forte da internet. Com o tempo, porém, a dura realidade do setor bateu à porta.

Você sabe exatamente o que era e o que aconteceu com o Koo, a rede social “abraçada” de forma temporária pelo brasileiro? A seguir, conheça ou relembre essa história e descubra qual o atual paradeiro desse serviço de nome tão peculiar.

O início das atividades do Koo

O Koo nasceu em março de 2020 na Índia, já como uma rede social de microblogs nos mesmos moldes do Twitter. A ideia desse novo serviço era inicialmente se estabelecer como uma alternativa local à plataforma mais famosa.  

Criada por Aprameya Radhakrishna, que foi o CEO do empreendimento, a plataforma usava como logo uma ave amarela, remetendo ao passarinho azul do rival.

Um ano depois do lançamento e até então discreto no mercado, o Koo ficou repentinamente popular na Índia por abrigar uma migração de integrantes do governo do primeiro-ministro do país, Narendra Modi.

Na época, a administração entrou em conflito com o Twitter e houve o risco de bloqueio do site no país, o que gerou uma saída em massa para o Koo. Como consequência, usuários antigos reclamaram da falta de moderação da rede, que passou a amplificar discursos de ódio e preconceito contra populações como a ala muçulmana do país.

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A rede social no Android. (Imagem: Google Play Store/Reprodução)

O funcionamento da rede social era muito similar à inspiração original. Ela permitia desde o início a publicação de textos, imagens, GIFs animados e vídeos de curta duração, além da realização de enquetes.

Porém, o limite era de até 500 caracteres para qualquer usuário — praticamente o dobro do rival famoso — e com possibilidade de publicar threads (fios ou sequências de postagens de um mesmo tema).

Outro destaque era a opção de editar as publicações, porém apagando curtidas e comentários feitos na versão original da postagem. Essa funcionalidade só apareceu no X mais tarde e restrito para assinantes pagos.

A explosão no Brasil

A segunda onda de popularização do Koo aconteceu por causa do Brasil. Em 2022, quando Elon Musk adquiriu o Twitter por US$ 44 bilhões, trocou o nome da empresa para X e passou a promover várias mudanças nas operações, parte da comunidade ficou descontente com as políticas da nova gerência.

A escolha do Koo em vez de outro serviço não foi por acaso. O nome, que é "o som de um pássaro cantando" de acordo com o cofundador Mayank Bidawatka, virou uma grande piada no país pela similaridade com outro termo em português.

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Felipe Neto foi uma das várias celebridades a brincar com a rede social. (Imagem: Reprodução/Poder 360)

Foram muitas as postagens de duplo sentido envolvendo criar, atualizar ou conferir o perfil de outras pessoas na plataforma. A própria companhia entendeu o bom momento de popularidade e passou a fazer piadas em uma conta do Twitter dedicada ao Koo no Brasil.

Em novembro de 2022, o Koo ganha uma versão em português e uma equipe de comunicação é contratada para lidar diretamente com os novos usuários. A alta quantidade de acessos aqui do país fez até a plataforma passar por instabilidades nos servidores durante algumas horas, algo então inédito para o serviço.

O que aconteceu com o Koo?

Toda a empolgação do Koo em virar uma alternativa viável ao Twitter em locais como o Brasil durou pouco. O público nacional se cansou das piadas com o nome ao passar das semanas e abandonou as contas criadas na rede social, frustrando a equipe indiana.

A companhia até passou por rodadas de investimento que levantaram fundos suficientes para gerar empolgação com uma expansão, mas não para manter as operações a longo prazo. Nesse período, ele ganhou até uma integração com o ChatGPT.

Além da dificuldade na retenção de usuários, a companhia tinha dificuldade de gerar receita — ela não era grande o suficiente para atrair anunciantes ou para lançar um plano de assinatura.

Os investimentos não foram traduzidos em ganhos na prática e novos interessados em injetar dinheiro na plataforma não chegaram quando ficou nítido que o momento do serviço era passageiro. Até a venda para outra empresa foi considerada, mas isso não se concretizou.

Ela foi obrigada a realizar demissões para se ajudar à nova realidade em 2023 e, em 2 de julho do ano seguinte, o Koo encerrou as atividades em definitivo pelos problemas de caixa.

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A postagem de espedida do Koo. (Imagem: Reprodução/X)

A despedida para o público brasileiro foi amigável: "Não se preocupe. Sempre teremos boas lembranças um do outro. Interagir com sua positividade, por mais curta que tenha sido, foi um romance que sempre valorizaremos. (...) Nós amamos vocês", disse o perfil do Koo no X.

No auge do funcionamento, o Koo acumulou alguns números interessantes para uma plataforma em fase de consolidação:

  • mais de 60 milhões de downloads, sendo 2 milhões de downloads só em uma semana quando virou febre no Brasil;
  • aproximadamente 8 mil VIPs, que eram perfis de influenciadores;
  • cerca de cem contas de jornais e outros veículos de comunicação
  • o equivalente a R$ 330 milhões em investimentos para expandir e manter as operações;

O fim do Koo ainda ficou marcado por uma uma mudança no ecossistema das redes sociais. Nem mesmo a continuidade da gestão de Musk ou o bloqueio do X por um mês no Brasil fez alternativas ao Twitter decolarem de fato. Concorrentes como Mastodon e Bluesky seguem nichados e menos conhecidos, enquanto o Threads acumula muitos downloads pela ligação com o Instagram, mas sem tanto engajamento quanto o desejado pela Meta. 

Já o Koo, que não sobreviveu ao mercado duro das redes sociais, hoje é lembrado pelo brasileiro como piada, apesar de ter sido um empreendimento sério e cheio de potencial.

Que fim levou o Google+, a última tentativa fracassada de rede social da gigante das buscas? Saiba tudo sobre ele nesta matéria!

© Koo/Reprodução

Google vai investir até US$ 40 bilhões na Anthropic, dona da IA Claude

24 de Abril de 2026, 16:30

O Google confirmou nesta sexta-feira (24) um novo investimento na empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic. A responsável pelo chatbot Claude receberá pelo acordo um total de US$ 40 bilhões, ou cerca de R$ 198 bilhões em conversão direta de moeda.

De acordo com a Bloomberg, que confirmou a informação com as empresas envolvidas, a parceria envolverá duas etapas de pagamento:

  • Um investimento inicial de US$ 10 bilhões na companhia levando em consideração o valor de mercado dela de fevereiro de 2026, que era de US$ 350 bilhões;
  • Um segundo pagamento com os US$ 30 bilhões adicionais, atrelado ao cumprimento de certas metas de desempenho e tenha um aumento significativo na capacidade de computação.

O acordo é também uma expansão de outra parceria estabelecida recentemente. No começo deste mês, a Anthropic fechou um contrato com Google e Broadcom para ampliar a própria infraestrutura computacional.

Expansão necessária

Como parte desses contratos, a divisão Google Cloud vai garantir ainda mais capacidade computacional para a Anthropic ao longo dos próximos cinco anos

Esse aumento é considerado essencial para a companhia em curto prazo, já que é necessário para suportar o uso de ferramentas em ascensão é de muita demanda — como é o caso do Claude Code, ferramenta de programação que estaria operando sob prejuízo pelos altos gastos com tokens e até quase saiu da modalidade de assinatura mais barata da plataforma recentemente. 

Anteriormente, a companhia de IA já era uma das clientes mais importantes da empresa em chips do tipo TPU e serviços de nuvem para alto desempenho —a relação entre a dupla é boa e remete até ao CEO da marca, Dario Amodei, que trabalhou no Google durante vários anos.

Para além da expansão do Claude Code, a Anthropic agora também aposta em outras versões da plataforma de IA. Elas incluem a Mythos, um modelo de linguagem supostamente "perigoso demais" e com foco em cibersegurança, e o Claude Design, uma ferramenta que ajuda na construção de materiais como apresentações de slides.

Manifesto Palantir: o que diz o texto da empresa que defende o uso militar da IA? Descubra nesta análise!

© Robert Way/Getty Images

Ex-funcionário do Facebook é acusado de baixar 30 mil imagens privadas de usuários

7 de Abril de 2026, 19:00

Um engenheiro de Londres que trabalhava na Meta foi detido pela polícia local por supostamente ter baixado 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook. O caso foi registrado ainda em 2025 no Reino Unido e segue sob investigação.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o ex-funcionário teria criado um programa ou script que conseguia acessar as imagens pessoais de usuários cadastrados na plataforma sem levantar suspeitas nos mecanismos da própria Meta que atuavam para garantir a segurança ou privacidade.

Ao menos até o momento, não há detalhes sobre o que o ex-funcionário pretendia fazer com as imagens e nem que tipo de material foi coletado. O homem de cerca de 30 anos de idade foi preso em novembro de 2025 sob a acusação de acesso não autorizado a materiais de computadores. A defesa do acusado não se manifestou publicamente.

Enquanto a investigação avança, ele foi solto em liberdade condicional após o pagamento de uma fiança. O suspeito precisa se reportar para as autoridades policiais novamente em maio deste ano e informar com antecedência eventuais planos de viagens internacionais.

O que a Meta diz sobre o caso

  • Em nota oficial enviada ao jornal, a Meta confirmou o incidente de cibersegurança. Ela ainda reforça que demitiu o funcionário assim que teve conhecimento do uso irregular dos sistemas internos e foi responsável inclusive por acionar as autoridades logo em seguida.
  • A empresa diz que melhorou a segurança contra esse tipo de acesso irregular e está colaborando com as investigações, que são conduzidas pelo departamento de crimes virtuais da polícia de Londres.

Recentemente, a companhia dona de Facebook, Instagram e WhatsApp perdeu um processo nos EUA em que era acusada de permitir a exploração de crianças em redes sociais. Ela também foi condenada junto ao YouTube em outra ação judicial que acusa as plataformas de serem viciantes de propósito e causarem danos à saúde mental de adolescentes.

Quais devem ser os recursos do Instagram Plus, a versão paga da rede social? Conheça a lista de ferramentas!

© GettyImages/panida wijitpanya

Google Chrome finalmente ganha abas verticais; saiba ativar

7 de Abril de 2026, 17:20

O Google anunciou nesta terça-feira (7) a chegada de dois novos recursos para o navegador Google Chrome, incluindo o uso de guias verticais. Ambos serão liberados gratuitamente para todos os usuários de forma gradual nos próximos dias e, ao menos até o momento, ainda não estão disponíveis no Brasil.

As funções são a possibilidade de visualizar as abas abertas em uma configuração na vertical e uma nova interface de visualização do modo imersivo de leitura. Segundo a companhia, ambas têm o objetivo de tornar a navegação mais dinâmica e aumentar a produtividade.

A principal novidade é a de ativar as abas verticais. Depois de passar alguns meses em fase de testes, o recurso agora chega ao Chrome estável como uma opção para você organizar onde ficam as abas abertas no momento — que, por padrão, ficam listadas no topo da tela e na horizontal.

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A forma alternativa de ver as guias no Chrome. (Imagem: Reprodução/Google)
  • Essa nova alternativa do Chrome permite que as abas fiquem em um menu na lateral esquerda da tela, com duas formas de visualização: a completa, com ícone e título do site, ou resumida, exibindo somente o símbolo relativo a cada uma das abas;
  • Segundo o Google, esse recurso é especialmente útil para multitarefas ou então usuários que mantêm uma alta quantidade de abas abertas simultaneamente, encontrando dificuldades de localizar certos conteúdos no outro formato;
  • A interface inclui também um botão de atalho para você abrir uma nova aba vazia. Além disso, é possível retornar ao modo tradicional de exibição de abas (ou guias, como o Chrome também chama esse recurso) a hora que o usuário desejar.

A segunda ferramenta adicionada é uma nova interface de tela cheia que aumenta o foco do usuário ao fazer a leitura de um conteúdo. Ele remove elementos que possam causar distrações, como botões do próprio navegador, para priorizar o conteúdo em texto.

Como ativar as abas verticais no Google Chrome

Para ativar as abas verticais no navegador Google Chrome, clique com o botão direito em uma das abas ou no topo da janela para abrir o menu de contexto. Em seguida, vá até a opção "Mostrar guias verticalmente".

Feito isso, as abas já aparecem na nova configuração na vertical. Para retomar o modo anterior de organização, basta acessar a mesma opção e pedir para visualizar as guias na horizontal.

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O botão para alterar a forma de visualização das abas no Chrome. (Imagem: Google/Reprodução)

Caso a opção ainda não apareça para você, talvez seja necessário atualizar o navegador para a versão mais recente. Isso pode ser feito em Configurações > Sobre o Chrome, levando poucos segundos até o download ser finalizado.

Porém, como o recurso ainda está em fase de implementação gradual, é possível que você tenha que esperar alguns dias até que a ferramenta seja liberada para os usuários no Brasil.

Como funciona o Opera Neon, que vira uma “central” para agentes de IA? Saiba mais sobre o navegador nesta matéria!

© Rubaitul Azad/Unsplash

Intel e Elon Musk fecham parceria para a fábrica de chips Terafab

7 de Abril de 2026, 17:00

A Intel é a mais nova aliada de Elon Musk na construção da Terafab, o projeto ambicioso de fabricação de chips do bilionário. O anúncio foi feito nesta terça-feira (7), depois que Musk passou o fim de semana em visita à empresa de semicondutores.

A ideia é que a Intel atue como uma das assistentes nos processos de idealização e construção da fábrica de semicondutores, que deve fornecer chips de inteligência artificial (IA) avançados para as companhias do empresário.

"Nossa capacidade de projetar, fabricar e embalar chips de altíssimo desempenho em escala ajudará a acelerar o objetivo da Terafab de produzir 1 TW/ano de capacidade computacional para impulsionar os futuros avanços em IA e robótica", diz o comunicado, publicado pela própria Intel na rede social X.

O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, apareceu em uma foto ao lado de Musk e reforçou a aliança em uma publicação separada.

"Elon Musk tem um histórico comprovado de reinventar setores inteiros. Isso é exatamente o que a fabricação de semicondutores precisa hoje. O Terafab representa uma mudança radical na forma como a lógica de silício, a memória e a embalagem serão construídas no futuro", diz o executivo.

O que é o projeto Terafab?

  • A Terafab foi anunciada no fim de março por Musk e consiste em uma fábrica de grandes dimensões para produzir chips de IA para três grandes clientes: a montadora Tesla, a empresa de exploração espacial SpaceX e a xAI, dona do Grok e do X;
  • Os planos do bilionário incluem construir uma frota de robotáxis e de robôs humanoides, além de mais data centers para alimentar os empreendimentos do grupo;
  • O grande desafio de Musk, ao menos até agora, era conseguir a expertise necessária para uma tarefa tão complexa e cara como a montagem de uma fábrica de semicondutores.

Até o momento, não há informações sobre valores ou o que a Intel receberá em contrapartida pela participação. Ainda assim, a notícia foi bem recebida pelo mercado, já que as ações da companhia subiram 4% ao longo do dia.

A aliança pode ser ainda um alívio para a divisão Intel Foundry, grande aposta da marca para o futuro próximo e que atua na fabricação de chips para outros clientes. Para além da Terafab, duas novas fábricas no estado do Arizona estão em fase de construção.

A receita pode ajudar a companhia a manter a fase lucrativa depois de uma grave crise — que foi reduzida inclusive com a ajuda da Casa Branca, que adquiriu 10% da empresa, e a antiga rival Nvidia, que agora tem por volta de 4% da marca.

Quer continuar informado sobre as principais novidades do mercado de IA? Acesse a seção especial sobre o tema no site do TecMundo!

© Intel/X

SpaceX pode fazer uma das maiores ofertas públicas de ações da história

26 de Março de 2026, 19:00

A SpaceX, empresa de transporte e exploração espacial de Elon Musk, está prestes a realizar a oferta pública de ações (IPO). A entrada da companhia na Bolsa de Valores está cercada de expectativa pelos possíveis valores envolvidos.

O objetivo dela é arrecadar por volta de US$ 75 bilhões (cerca de R$ 392 bilhões em conversão direta de moeda) com a operação, o que faria ela bater o recorde entre as IPOs globais. Atualmente, a Saudi Aramco é a empresa que levantou mais verba no processo, com US$ 29 bilhões (ou R$ 151 bilhões) em 2019.

A realização da oferta de ações segue em mistério. A Bloomberg alega que o processo pode ser iniciado ainda neste mês, enquanto o prazo mais provável é de que ela entre na Bolsa até junho deste ano. A SpaceX não se manifestou até o momento sobre o assunto.

O tamanho da SpaceX hoje

Com a IPO, a avaliação final de valor de mercado da companhia pode chegar a mais de US$ 1,75 trilhão (aproximadamente R$ 9,15 trilhões), o que já colocaria ela em uma lista seleta de gigantes acima do patamar do trilhão. Atualmente, só Nvidia, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Amazon ultrapassaram esse marco.

O sucesso e os altos valores envolvidos ressaltam a boa fase da companhia de Musk, que atualmente é um conglomerado que concentra os seguintes negócios:

  • A própria SpaceX, que tem foguetes de lançamento reutilizáveis e módulos de transporte de carga e humanos ao espaço com vários contratos governamentais fechados;
  • A Starlink, operadora de sinal de internet via satélite para localidades remotas ou sem cobertura tradicional;
  • A xAI, empresa de inteligência artificial (IA) que inclui o chatbot Grok;
  • A rede social X.

As últimas duas companhias foram absorvidas há pouco tempo, com Musk optando por fazer uma fusão entre os próprios empreendimentos. Além disso, recentemente a xAI recebeu US$ 3 bilhões de financiamento de uma companhia mantida pelo governo da Arábia Saudita, que deve ter uma parcela de ações no futuro IPO.

O que é a Terafab, a ousada fábrica de chips anunciada por Elon Musk? Saiba sobre o projeto em detalhes nesta matéria!

© SpaceX

Xiaomi aposenta oficialmente a MIUI com últimas atualizações

26 de Março de 2026, 16:30

A fabricante chinesa Xiaomi encerrou em definitivo o ciclo de uma das suas criações mais icônicas. A MIUI, interface da marca para o sistema operacional Android, deixou oficialmente de receber atualizações.

A MIUI já estava praticamente descartada pela companhia, que ao longo dos últimos dois anos trocou a skin por um sistema próprio, o HyperOS. Porém, dois dispositivos ainda não tinham atingido o status de end-of-live (EOL), ou "fim da vida útil", em uma tradução direta para o português.

Os aparelhos em questão são o Redmi A2 e o Redmi A2+. Ambos estavam parados no Android 13 e receberam a última atualização de segurança em dezembro de 2025, com o patch V14.0.44.0.TGOMIXM fazendo correções de pequeno porte no dispositivo.

Porém, a data de EOL da dupla era 24 de março de 2026, a última terça-feira. Isso significa que, a partir de agora, todos os aparelhos da Xiaomi e de subsidiárias derivadas, como a Redmi, não terão mais qualquer suporte de sistema operacional e nem receberão qualquer tipo de atualização.

A trajetória de sucesso da MIUI

  • A MIUI foi lançada em agosto de 2010 como uma interface própria da companhia chinesa para o sistema móvel do Google. Ela foi criada antes mesmo do lançamento dos primeiros smartphones da marca.
  • Por anos, a MIUI foi mais parecida com o rival do Android, o iOS da Apple, em aparência dos ícones, menus e organzação de aplicativos.
  • A quantidade de atualizações com novos recursos e o suporte para modificações da comunidade fez ela ficar popular entre os usuários. A quantidade de temas disponíveis também agradou quem era fã de customização visual do sistema.
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A última atualização da MIUI foi a 14, do fim de 2022. (Imagem: Divulgação/Xiaomi)
  • No auge da popularidade em 2021, a MIUI chegou a acumular mais de 500 milhões de usuários ativos. Nesse período, a Xiaomi já era uma das cinco maiores fabricantes de celular do mundo em volume de vendas.
  • Apesar dos elogios, a MIUI também era criticada por algumas decisões contestáveis: o sistema adotou anúncios em locais como menus de navegação e vinha pré-carregado com uma série de ferramentas nativas ou de parceiras da Xiaomi.
  • A situação começa a mudar em 2023, quando a Xiaomi anunciou o HyperOS. A ideia do projeto não era apenas substituir a MIUI, mas também ser uma plataforma adaptável, para ser usada em outros produtos — como televisores e até nos carros elétricos da fabricante.

Atualmente, a companhia está em fases iniciais de disponibilização da versão estável do HyperOS 3.1, que é baseado no Android 16.

O que o TecMundo achou do Poco F8 Pro, novo celular da submarca da Xiaomi no Brasil? Confira o nosso review completo!

© Xiaomi

Polícia prende 16 pessoas pelo golpe do 'falso advogado' em SP

25 de Março de 2026, 18:30

A Polícia Civil de São Paulo fez uma operação nesta terça-feira (24) para desarticular um grupo que aplicava o golpe do "falso advogado". Ao todo, foram 16 pessoas detidas "em plena atividade criminosa", de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do estado (SS-SP).

Os policiais encontraram os criminosos em um imóvel em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital paulista. O local era uma espécie de "call center", onde vários crimes de engenharia social — que normalmente envolvem convencimento e fraude de identidade — eram aplicados.

Tudo começou com uma denúncia anônima sobre o uso possivelmente criminoso do imóvel. Ao chegar no local, a equipe abordou um suspeito que confirmou o funcionamento de uma "central com diversos notebooks e outros equipamentos".

Além das pessoas presas, foram apreendidos dois carros, uma moto, R$ 1 mil em espécie, duas máquinas de cartão, 36 celulares, 58 cartões bancários e diversos notebooks e fones de ouvido com microfone, que eram usados para se comunicar com as vítimas.

Como os golpistas lucravam no “call center” do crime

  • Segundo a SSP-SP, o local concentrava várias pessoas em computadores, realizando ligações para possíveis vítimas. O grupo "atuava de forma estruturada, com suporte tecnológico e clara de divisão de tarefas";
  • O principal golpe aplicado é do falso advogado. Nele, os criminosos reúnem dados de processos públicos, entram em contato com quem abriu a ação judicial se passando pelo advogado da vítima e cobram valores inexistentes de taxas judiciais, honorários e outros gastos;
  • Durante a própria operação, as autoridades flagraram um comprovante no valor de R$ 1,3 mil enviado por uma vítima, que recentemente abriu um boletim de ocorrência;
  • O imóvel era alugado e o proprietário estava no local. Ele “possuía vínculo com os envolvidos, inclusive com antecedentes criminais”.

A acusação atual é de associação criminosa, estelionato e localização e apreensão de objeto e de veículo. Os acusados podem ter que responder também por lavagem de dinheiro, já que há indícios de que o esquema incluía também pessoas responsáveis por “circulação dos valores provenientes das transações financeiras ilícitas”.

O TecMundo investigou a fundo em um documentário as fraudes de cartões de crédito que ocorrem no Brasil. Confira a produção Realidade Violada completa neste link!

© SSP-SP/Divulgação

Meta e YouTube foram 'negligentes' e viciaram jovens em apps, diz juiz

25 de Março de 2026, 16:04

A Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp) e o YouTube, serviço de vídeos do Google, foram considerados negligentes em relação aos riscos de redes sociais para a saúde mental de jovens. Essa é a decisão do júri em um processo que corria contra as empresas nos Estados Unidos.

A ação judicial em Los Angeles foi aberta em nome de uma jovem chamada K.G.M. Ela alega que desenvolveu um vício no uso de plataformas digitais que prejudicou relações sociais e saúde mental, sem mecanismos suficientes que pudessem reduzir a presença nesses serviços — justamente porque o engajamento seria um objetivo dos aplicativos.

O júri confirmou as duas acusações da defesa: de que houve negligência por parte de Meta e YouTube e também que essa falta de ação foi um "fator substancial" nos danos relatados pela jovem.

A Meta disse em nota que "discorda respeitosamente do veredito" e confirmou que vai avaliar as opções legais a partir de agora. O Google até o momento não se pronunciou sobre a decisão, mas rejeitou as acusações ao longo do processo.

Os próximos passos do processo

O caso de K.G.M. é considerado um possível marco importante em denúncias contra plataformas digitais e a ausência de planos de ação dessas companhias para evitar o uso intenso dos aplicativos por jovens, além de expor esses usuários a uma série de riscos.

  • Essa é a primeira decisão contra essas companhias de redes sociais a um nível estrutural no país e que leva em conta não usuários específicos que causam danos pelo conteúdo, mas a estrutura das redes sociais. O resultado pode virar um precedente jurídico importante para futuros julgamentos e ações já em andamento;
  • Além de serem consideradas negligentes ao menos nesse caso, as companhias terão que pagar uma indenização de US$ 3 milhões (por volta de R$ 15,8 milhões), com a dona do Instagram responsável por 70% desse total;
  • Executivos como Mark Zuckerberg (CEO da Meta) e Adam Mosseri (responsável pelo Instagram) prestaram depoimento e defenderam o modelo de negócios atual, citando mudanças nas plataformas e rejeitando a culpa por viciar jovens;
  • Outras plataformas digitais foram mencionadas na denúncia original, como TikTok e Snap, mas elas fecharam um acordo e deixaram de participar do caso;
  • Em breve, uma segunda etapa do julgamento vai determinar se as empresas terão que promover mudanças na interface também como forma de pena ou se o pagamento em dinheiro será o suficiente.

Nesta semana a Meta também perdeu outra ação judicial parecida, em que foi acusada de permitir exploração de crianças em redes sociais em outro estado dos EUA. Saiba mais sobre esse caso nesta matéria.

© Berke Citak/Unsplash

Conheça os drones capazes de fazer detecção de radiação

24 de Março de 2026, 16:00

Estamos acostumados a ver drones empregados em alguns setores mais convencionais, como para capturar vídeos ou fotos do alto e monitorar a segurança de um evento, além de serem pilotados como uma atividades de lazer. Porém, existe uma função ainda pouco difundida para esses equipamentos com grande importância para a ciência.

Aos poucos, drones se transformam em alternativas para detectar radiação no ambiente, uma tarefa até então restrita para pessoas que integram equipes de investigação, pesquisa ou segurança.

Como mostra a série brasileira Emergência Radioativa, em alta na Netflix ao contar a história da tragédia envolvendo o Césio-137 em Goiânia, o contato com determinadas substâncias ou um alto índice de emissão de radiação traz consequências a curto e longo prazo para o corpo. Ou seja, a ajuda da tecnologia nesses casos é muito bem-vinda e pode até ajudar a salvar vidas que seriam prejudicadas por esse tipo de serviço.

Como funcionam os drones que detectam radiação?

Drones usados para detecção de radiação possuem basicamente o mesmo formato tradicional de outros veículos aéreos não tripulados e em miniatura. Eles são compostos de hélices e motores elétricos que permitem a movimentação, além de sensores de geolocalização e estabilização no ar, como um gimbal.

O diferencial está na presença de sensores que são acoplados ao corpo desses drones e são capazes de fazer a medição de radiação no ambiente. Eles ajudam a identificar inclusive qual é o isótopo radioativo encontrado no ambiente, o que ajuda na criação de uma estratégia de contenção.

Essa avaliação a partir de drones é realizada de forma similar ao procedimento mais convencional, que utiliza os chamados contadores Geiger‑Müller. Esses monitores são capazes de detectar radiação ionizante usando um tubo de gás.

Se há radiação no ambiente e ela passa por esse tubo, uma descarga elétrica é gerada e produz "cliques" que são contabilizados pelo sensor. É essa sinalização sonora que é exibida em um mostrador e indica a quantidade de partículas radioativas presentes.

Além deles, os drones podem usar outros sensores, como detectores cintiladores (que usam cristais que "vibram" ao conato com radiação) e espectrômetros de raios‑gama, mais voltados para a identificação dos pontos específicos que são os picos de energia.

Drones fazem o mapeamento 3D e até geram mapas de calor em tempo real com o nível de radiação em turbinas. (Imagem: Reprodução/Flyability)


Para além de substituírem o trabalho humano por motivos de segurança, esses drones fazem ainda uma segunda tarefa que dificilmente conseguiria ser realizada simultaneamente por um operador de sensores.

Ao utilizarem GPS para se movimentar e por contarem normalmente com uma câmera que faz gravações de vídeo (e pode trazer até sensores de temperatura ou que "enxergam" bem no escuro), os drones podem combinar esses dados para gerar mapas detalhados do ambiente — não só mapeando locais internos e externos, mas também trazendo a variação da radiação em cada ponto.

Possíveis aplicações no mercado

Esses equipamentos especializados podem ser utilizados em diferentes situações, tornando o processo mais seguro e, em alguns aspectos, até otimizado em relação ao trabalho feito por um ser humano. Algumas das situações em que eles são úteis incluem:

  • Atuação em emergências nucleares e acidentes, como vazamentos em usinas, para mapear reatores e laboratórios possivelmente contaminados com radiação e ajudar na formulação de medidas de evacuação;
  • Inspeção de usinas, laboratórios e locais de descarte de lixo radioativo, para averiguar a segurança desses locais em relação às emissões de material radioativo e possíveis exposições a pessoas, animais e reservas de água;
  • Monitoramento de ambiente, solo e água em pesquisas, fornecendo informações importantes sobre a radioatividade em áreas de mineração, zonas que já passaram por algum desastre (como as imediações de Chernobyl, por exemplo).

Os drones especializados nessa função são feitos por companhias especializadas. Marcas como Flyability e Fly4Future são algumas das referências atuais nesse setor, com o modelo Elios 3 RAD Payload sendo uma das referências em qualidade dos sensores.

Porém, a utilização desses equipamentos não deve significar a substituição completa da atuação humana. Isso porque os sensores do drone podem não ser tão versáteis e avançados quanto os equipamentos de ponta da área, em especial pelas limitações de peso e tamanho que eles podem carregar.

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Além disso, a operação no ar pode gerar dados imprecisos em comparação com o nível de radiação a nível do solo. Relatórios de fiscalização e adequação legislativa, por exemplo, são atividades que exigem uma medição mais completa.

Apesar do alto nível de segurança e eficiência operacional que proporcionam, drones de detecção de radiação hoje ainda são vistos como auxiliares ou tecnologias de uso preliminar, com algumas situações ainda exigindo a atuação humana — já com a vantagem de maiores informações a respeito de eventuais riscos e uma análise do que esperar no local.

Como funciona o drone Shahed-136 usado pelo Irã em ataques recentes? Saiba tudo sobre esse equipamento militar!

© Webagentur Meerbusch/Pixabay

TikTok terá anúncios mais 'intrusivos' que ocupam até a tela inteira

24 de Março de 2026, 14:30

A rede social TikTok terá novos anúncios em breve no aplicativo — e eles serão bem menos discretos do que os atuais. A própria companhia confirmou os formatos que serão oferecidos para clientes em potencial durante o evento de mercados digitais IAB NewFronts.

Um dos novos formatos de anúncio é o Logo Takeover. Nessa modalidade premium de publicidade, uma empresa pode colocar a logo dela ao lado do símbolo do próprio TikTok, que aparece no momento em que a pessoa abre o aplicativo.

Segundo a companhia, essa forma de anúncio captura a atenção da pessoa de forma instantânea e "cria uma experiência compartilhada de marca que exibe parceria, credibilidade e relevância cultural, isso enquanto anunciantes conseguem um maior alcance".

Outras formas de anunciar no TikTok

A plataforma também adicionou uma possibilidade de anúncio chamada Prime Time, que exibe publicidades específicas durante um certo período — como um evento ao vivo ou momento de alto engajamento. Nesse caso, é possível exibir até três vídeos patrocinados de uma mesma marca para o usuário no intervalo de 15 minutos.

Outra novidade é um anúncio chamado de Top Reach, que dura apenas um dia. A categoria combina duas outras modalidades (TopView e TopFeed) e, caso adquirida, permite que a marca "reserve" a posição de exibir publicidade para o usuário como o primeiro vídeo que eles assistirem ao abrir o aplicativo ou como a primeira propaganda dentro do feed Para Você.

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Algumas das novas modalidades de anúncio no aplicativo. (Imagem: TikTok/Reprodução)

O TikTok confirmou ainda que fará melhorias no Pulse, o conjunto de ferramentas internas de publicidade que ajuda marcas a se conectarem com temas e criadores de conteúdo selecionados com base em relevância e aderência a um tema.

Até o momento, não há informações sobre quando os anúncios entrarão em vigor no aplicativo do TikTok e nem se eles estarão disponíveis para anunciantes de diferentes regiões.

Por que uma liderança indígena está criticando o data center do TikTok no Brasil? Confira a entrevista feita pelo TecMundo!

© Alexander Shatov/Unsplash

Samsung lança Exynos 1680, o processador do Galaxy A57 com GPU da AMD

24 de Março de 2026, 13:15

A fabricante sul-coreana Samsung apresentou um novo processador para dispositivos móveis. O chip é o Exynos 1680, que será utilizado em smartphones intermediários como o futuro Galaxy A57.

Segundo a companhia, apesar de destinado para aparelhos menos potentes, o processador é voltado para um desempenho otimizado em recursos de inteligência artificial (IA) e reprodução de gráficos mais avançados do que a categoria normalmente apresenta.

O chip octa-core tem arquitetura de fabricação de 4 nm (nanômetros) e suporte para os padrões de conexão sem fio Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.1, além do uso de RAM padrão LPDDR5X e armazenamento interno UFS 4.1. Essas são orientações que determinam as próprias características dos celulares que terão o chip.

Conheça o Exynos 1680

  • Em termos de estrutura, o Exynos 1680 tem uma arquitetura "tri-cluster", formada por um núcleo Cortex-A720 de 2,9 GHz, quatro núcleos Cortex-A720 de 2,6 GHz e três núcleos Cortex-A520 de 1,95 GHz. Essa configuração permite inclusive multitarefa com vários aplicativos rodando em segundo plano sem comprometer tanto a performance;
  • Já a placa gráfica é a GPU Xclipse 550, baseada na arquitetura RDNA 3 da AMD. Ela promete "visuais de alta fidelidade e movimentação fluida" para você jogar até títulos mais pesados no dispositivo, com resultados 16% melhores do que a geração anterior;
  • No campo da IA, o processamento neural dele é considerado avançado e realiza 19,6 TOPS (trilhões de operações por segundo), permitindo até que você faça atividades em um modelo de linguagem rodando localmente — ou seja, dentro do dispositivo, sem depender da nuvem;
  • Para câmeras, ele tem suporte para sensores de câmera de até 200 MP, além de permitir recursos como tecnologias de melhoria de contraste e detalhamento de imagem, mesmo em condições de baixa luminosidade.

O Galaxy A57 e outro intermediário da marca, o Galaxy A37, já vazaram anteriormente e devem ser confirmados pela companhia ainda neste mês. Confira aqui um vídeo hands-on que antecipa o visual e alguns dos recursos desses smartphones.

© Samsung

'Riscos inaceitáveis': EUA proíbem venda de roteadores fabricados fora do país

24 de Março de 2026, 12:00

A Comissão Federal de Comunicações (FCC), órgão regulador dos Estados Unidos equivalente ao que faz a Anatel no Brasil, proibiu a comercialização de roteadores fabricados fora do país. A medida foi publicada na última segunda-feira (23) e tem efeito imediato.

A partir de agora, qualquer fabricante não-estadunidense interessada em vender, divulgar ou importar roteadores no país precisa de uma autorização especial e condicional da FCC. Quem já adquiriu ou atualmente usa um aparelho de marca estrangeira não será afetado pelas novas regras.

A documentação obrigatória inclui informações sobre quem são os investidores da companhia, a influência de governos estrangeiros e se há planos ou não para produzir esse tipo de equipamento nos próprios EUA. Essa etapa é obrigatória até mesmo se a marca for nacional, mas produzir os eletrônicos fora do país.

Uma medida similar foi tomada pelo país em relação aos drones. Ela afetou diretamente a presença no país da atual líder desse mercado, que é a chinesa DJI.

Por que banir roteadores?

O banimento de roteadores estrangeiros nos EUA é justificado pelo órgão regulador por dois motivos, um econômico e o outro de segurança nacional. 

  • Segundo o documento que confirma o ato, esses roteadores estrangeiros estariam conquistando espaço no mercado nacional ao criar “riscos inaceitáveis de mercado”;
  • Além disso, eles são considerados riscos para a cibersegurança, já que tendem a ser relacionados com alguns ataques específicos — a ordem da FCC cita incidentes como Volt, Flax e Salt Typhoon, que atacaram consumidores e a infraestrutura do país nos últimos anos.
  • Outra preocupação do órgão envolve o possível uso desses aparelhos, que gerenciam conexões e transferência de dados, para espionagem ou coleta de dados por parte de agentes estrangeiros, em especial vindos da China;
  • Como várias das referências desse setor são companhias de fora dos EUA ou fabricam os dispositivos em áreas como China e Taiwan, ainda não é possível saber por enquanto quais serão os critérios adotados pela FCC para barrar ou não a presença de determinadas marcas no setor.

Uma das companhias possivelmente afetadas é a TP-Link. Ela é referência no segmento de roteadores domésticos e, apesar de ter separado o braço chinês da companhia em uma empresa separada, foi listada anteriormente como um alvo em potencial de investigações por questões de segurança.

O que considerar na hora de comprar um roteador? Confira o guia preparado pelo TecMundo!

© TP-Link

Diretores da Motorola dizem que Signature tem 'melhor custo-benefício’ que rivais

22 de Março de 2026, 11:00

A Motorola está empolgada com o lançamento do Motorola Signature, novo smartphone premium da companhia. A ideia da marca é, com esse modelo, provar que ela é uma alternativa viável aos atuais nomes dominantes do mercado de celulares: Apple e Samsung.

Em 9 de março, durante o evento de lançamento do aparelho, que contou com a presença do TecMundo, o presidente da Motorola no Brasil, Rodrigo Vidigal, até comparou diretamente as três opções.

"Quando a gente compara com os produtos premium da concorrência, no top de linha, o nosso tem o melhor custo-benefício disparado", diz. O executivo cita especificamente não só a "proposta de valor muito competitiva em preço", mas também o que é oferecido em experiência de câmera, design e desempenho combinados.

Segundo o presidente, a divulgação do modelo será intensa por essa aposta no segmento premium, inclusive por parte das parcerias comerciais

Apesar da confiança, outro executivo da fabricante reconhece que é difícil convencer o consumidor a trocar de marca, em especial se ele já conhece há muito tempo os modelos Galaxy S ou iPhone.

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O Signature na cor verde. (Imagem: Divulgação/Motorola)

"Acho que também tem gente que quer pagar o dobro para ter uma experiência parecida. Tem gente que realmente compra na inércia. Não é fácil quebrar essa inércia?", argumentou o presidente global da Motorola Mobility, o brasileiro Sergio Buniac. No Brasil, o Motorola Signature foi lançado pelo preço sugerido de R$ 8.999.

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Os destaques do Motorola Signature

Para tentar mudar o cenário, a aposta da Motorola é em mostrar que agora há uma terceira opção em jogo. "A gente entende que vai, no mínimo, colocar uma pulga atrás da orelha do consumidor. É isso que a gente quer: que ele compare, que ele entenda que ele tem uma terceira opção agora. E que ele tome a decisão que ele achar melhor", argumenta Vidigal.

  • O Signature tem design ultrafino (6,99 mm de espessura), fora a construção de metal aeronáutico;
  • As câmeras potentes incluem quatro sensores de 50 MP, inclusive a lente para selfies e a telefoto com 3x de zoom óptico;
  • A bateria de silício-carbono tem 5.200 mAh e carregamento com fio Turbo Power de 90 W ou sem fio de 50 W;
  • Ele ainda vem com promessa de 7 anos de atualização do sistema operacional Android, o maior período de assistência da Motorola até hoje.

Fora a calibragem de tela com validação da Pantone, a aliança envolve ainda uma curadoria para escolher as cores dos celulares — isso em um mercado já acostumado com modelos nos mesmos tons. Neste caso, a novidade é o Verde Oliva, enquanto a família Motorola Edge costuma ser a que mais ousa em variação.

"A gente acha esses elementos importantes. Não que a gente tenha a mesma cor que uma marca, mas que a gente traga essa ideia de, poxa, é um pouco da surpresa, um pouco da ideia que você está comprando uma coisa nova", explica Buniac.

Confira os principais lançamentos da Motorola no site oficial da marca: 

Quer saber o que o TecMundo achou do Motorola Signature? Confira o nosso review completo e em vídeo!

© Motorola

20 anos do Twitter: de 'praça pública da web' ao X de Elon Musk

21 de Março de 2026, 13:00

A rede social Twitter, atualmente chamada de X, completa 20 anos de funcionamento neste sábado (21). A data é registrada pela primeira postagem pública de toda a plataforma, feita em 21 de março de 2006.

O responsável pela publicação é Jack Dorsey, cofundador (ao lado de Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass) e por anos CEO da companhia. A mensagem era a mais simples possível: "just setting up my twttr", ou "apenas ajustando o meu twttr", usando um dos nomes ainda iniciais do projeto.

Esse primeiro tweet ficou marcado como o início de um serviço que levou algum tempo para engrenar. Ele ainda virou um NFT anos depois, vendido inicialmente por US$ 2,9 milhões (cerca de R$ 15,3 milhões na cotação atual) e desvalorizando junto com toda essa indústria.

Já a rede social teve um destino bem diferente ao longo dos anos: ela se tornou altamente relevante para conversas rápidas na internet, interação em tempo real durante eventos históricos ou programas de TV e até no jogo político.

A plataforma foi bastante descrita inicialmente como uma espécie de praça pública de toda a internet, por permitir a reunião de pessoas diferentes em feeds próprios, a partir de hashtags e tentando colocar temas e nomes nos Trending Topics, que reunia os assuntos mais quentes do momento.

Inicialmente restrito para textos de 140 caracteres, o Twitter foi adicionando novos recursos para se adaptar às demandas da comunidade. Como exemplos, ele passou a liberar a publicação de mídias como fotos e vídeos, além da realização de transmissões ao vivo.

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A primeira postagem na rede social. (Imagem: X/Reprodução)

O próprio tamanho das mensagens, por muito tempo um ponto sensível para os usuários, foi mantido até 2017 — período em que o máximo passou a ser 280 caracteres.

A era Musk: um app para tudo

A história da rede social mudou radicalmente em outubro de 2022, quando o bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, compra a plataforma por cerca de US$ 44 bilhões (R$ 233 bilhões). Ele chegou a tentar desistir da negociação mais de uma vez e ameaçou cancelar o acordo por acusações de muitas contas falsas no site, mas foi obrigado a levar a oferta adiante por medo de um eventual processo.

O empresário chamou o app de "centro digital para o futuro da civilização" e reforçou a importância dele como espaço de debates. A gestão de Musk, porém, tem sido mais lembrada por polêmicas e alterações radicais.

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Elon Musk, atual dono do X. (Imagem: Chip Somodevilla/GettyImages)
  • O nome do serviço foi trocado para X, abandonando a antiga identidade visual e o passarinho azul como mascote;
  • As contas verificadas com selo azul, então restritas a pessoas que precisavam ter a identidade confirmada, passaram a ser entregues aos assinantes das modalidades "Premium";
  • O limite de caracteres foi novamente expandido para os assinantes, que ganharam também a capacidade de editar publicações;
  • Musk prometeu transformar o X em um 'app de tudo', com serviços até bancários que estão em fase de teste há bastante tempo;
  • Ele ainda foi acusado de mexer com o algoritmo do X, fortalecendo a presença dos próprios posts na linha do tempo até de quem não o seguia, além de favorecer políticos e usuários conservadores — que por anos reclamavam que recebiam o tratamento oposto;
  • A rede social ainda ganhou um chatbot que depois foi lançado de forma avulsa, o Grok. Além da linguagem mais desbocada, a IA já virou notícia por publicações de teor neonazista e permitir a criação de imagens modificadas que tiram ou alteram roupas até de menores de idade;
  • Atualmente, ela faz parte da xAI, a empresa de IA de Musk, que concentra também o próprio Grok e a SpaceX.

Você ainda usa o X ou deixou a rede social em algum momento? Tem boas memórias da história do Twitter? Conte para o TecMundo em nosso perfil do Instagram!

© Andrew Burton/Getty Images

Regras do Imposto de Renda 2026: saiba como declarar

20 de Março de 2026, 19:15

Estamos no período de 2026 em que começa o processo de declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Esse procedimento ocorre todos os anos e é obrigatório para várias parcelas da sociedade brasileira.

Preencher e enviar a declaração significa enviar para a Receita Federal um relatório com os bens, rendimentos e impostos retidos na fonte de cada cidadão. Caso os dados estejam corretos, você pode receber uma restituição com parte do que foi cobrado ao longo do ano anterior.

Fazer a declaração correta evita que você receba multas ou tenha que enviar correções ao relatório inicial para prestar as contas com a Receita Federal, além de garantir a liberação mais rápida da restituição.

Por isso, conhecer as regras de cada ano é importante e, no caso de 2026, há várias alterações nesse processo. A seguir, saiba mais sobre os procedimentos do IRPF 2026, incluindo quem precisa declarar e como enviar os documentos da melhor forma.

Regras do Imposto de Renda 2026

O prazo de entrega da declaração do IRPF de 2026, que leva em consideração os ganhos e tributos de 2025, vai das 8 horas da próxima segunda-feira (23) até às 23 horas e 59 minutos do dia 29 de maio.

Os programas atualizados para envio da declaração já estão disponíveis para download a partir de 19 de março, para que seja possível com antecedência organizar a documentação e fazer o preenchimento dos campos antes do período de envio.

A Receita Federal promoveu algumas alterações para a declaração deste ano. A principal é uma nova modalidade para contribuintes de baixa renda (que recebem até cerca de dois salários mínimos por mês) e que não era obrigados a declarar.

Em alguns casos, por mudanças nos pagamentos de um único mês, essas pessoas tinham direito a receber uma restituição e não havia formas de ter acesso a esse valor — que pode chegar até R$ 1 mil. Agora, ele será pago como um cashback, que deve contemplar cerca de quatro milhões de pessoas.

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Determinados ganhos com bets exigirão declaração à Receita. (Imagem: Wpadington/Getty Images)

Além disso, agora é obrigatório declarar saldos em plataformas de apostas esportivas (bets), caso eles sejam superiores a R$ 5 mil até o dia 31 de dezembro de 2025.

Há ainda um novo sistema na declaração pré-preenchida, que emite alertas em tempo real se detectar informações inconsistentes. Dessa forma, você consegue corrigir os dados na hora, antes de realizar o envio. A plataforma também ganhou a possibilidade de recuperação automática de informações como pagamento (DARFs), cadastros do eSocial (como empregados domésticos) e recuperação das informações dos dependentes do núcleo familiar.

Outro avanço está na emissão do Recibo Eletrônico de Serviços de Saúde, ou Receita Saúde. Esse documento digital substitui as declarações de despesas com saúde de papel, reduzindo erros e facilitando a restituição desse tipo de gasto.

Quem é obrigado a enviar a declaração

De acordo com a Receita Federal, o IRPF 2026 é obrigatório para as seguintes categorias:

  • Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou obteve outros rendimentos acima de R$ 200 mil;
  • Contribuinte com renda acima de R$ 177.920 em atividade rural ou pretende compensar prejuízos;
  • Contribuinte com posse ou propriedade de bens em valor superior a R$ 800 mil;
  • Quem vendeu mais de R$ 40 mil em bolsas de valores ou com ganhos sujeitos ao imposto;
  • Pessoas com ganho de capital sujeito à incidência do Imposto ou quem optou pela isenção do GCAP (Ganhos de Capital) de 180 dias;
  • Quem optou por declarar bens da entidade controlada no exterior pela pessoa física, contribuinte com lucros/dividendos no exterior; ou que auferiu rendimentos/compensou perdas em aplicações no exterior;
  • Contribuinte que teve, em 31/12/2025, a titularidade de trust regidos por lei estrangeira;
  • Quem passou à condição de residente no Brasil.

A isenção de imposto de renda para quem ganha menos de R$ 5 mil por mês, que foi aprovada pelo Governo Federal, só passa a valer para o atual ano-base — ou seja, na declaração que será prestada em 2027. Neste caso, o próprio governo vai avisar o contribuinte a respeito da isenção, inclusive por meio de WhatsApp.

Como declarar o Imposto de Renda 2026

São duas as formas eletrônicas de fazer e enviar a declaração. Uma delas é a partir do Programa Gerador da Declaração (PGD IRPF 2026) no computador, um software que está disponível para ser baixado por aqui.

Além disso, é possível usar o sistema “Meu Imposto de Renda”. Ele está disponível para dispositivos móveis, tanto no site quanto no aplicativo da Receita Federal para Android e iOS.

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O app da Receita Federal para tablets e celulares. (Imagem: Google Play Store/Reprodução)

Por fim, você pode usar o sistema online e-CAC, que não exige o download e a instalação de programas.

O que é a declaração pré-preenchida?

A declaração pré-preenchida é uma forma de entrega do IRPF que já traz automaticamente uma série de informações presentes nos bancos da Receita Federal, além de dados transferidos de outras fontes.

Para acessar a declaração pré-preenchida, que é um dos benefícios do sistema e já traz uma série de dados devidamente extraídos de outras fontes, é necessário ter uma conta Gov.br nos níveis ouro ou prata.

Apesar de acelerar o processo e pular uma série de etapas, ela exige cuidado: as informações presentes na declaração pré-preenchida precisam ser verificadas e confirmadas manualmente, já que elas podem apresentar inconsistências, estarem desatualizadas ou incompletas.

Documentos necessários para preencher a declaração

Não há uma lista específica com todos os documentos que são obrigatórios no momento do preenchimento do Imposto de Renda. Afinal, cada cidadão possui diferentes situações em relação aos bens, gastos e rendimentos.

Ainda assim, algumas informações são essenciais ou esperadas pela Receita Federal. No caso de documentos pessoais, é preciso fornecer o CPF do contribuinte e eventuais conjunges e dependentes.

 

Nos informes e comprovantes de rendimento, são esperados detalhes a respeito de valores recebidos via empresas, bancos, corretoras e pagamento de aluguel, aposentadoria ou pensão. Além disso, você precisa comprovar despesas, como gastos com saúde (a partir de recibos de médicos, dentistas, planos de saúde, hospitais), educação e previdência ou pensão.

Em bens e direitos, é preciso informar detalhadamente as posses materiais em termos de imóveis (incluindo detalhes como escritura, matrícula, IPTU, valor e data de aquisição), veículos (com o Renavam e detalhes da compra ou venda) e a participação em consórcios ou financiamentos.

Erros comuns na declaração do Imposto de Renda

Certos descuidos podem fazer com que a declaração do seu IRPF 2026 tenha erros ou inconsistências que, mesmo feitos de forma acidental, geram problemas com a Receita Federal.

Para evitar cair na chamada malha fina, que é a identificação de erros no preenchimento que levam a até a possíveis multas, é importante conhecer alguns dos riscos.

Os erros mais comuns incluem deixar de declarar ganhos ou bens e apresentar diferenças entre os valores que foram enviados pelas instituições financeiras e pelo contribuinte à Receita Federal, seja propositalmente ou por acidentes, como erros de digitação.

Outros equívocos que aparecem com alguma frequência envolvem solicitar restituição de despesas médicas ou educacionais sem a devida comprovação e a inclusão indevida ou incorreta de dependentes.

Dicas para evitar problemas com a Receita Federal

Para não ter que prestar contas adicionais após a declaração e receber a restituição já nos primeiros lotes, é importante seguir algumas orientações que são fornecidas pela própria instituição que cuida do IRPF. As dicas incluem:

Organizar os documentos com antecedência, solicitando aos bancos ou baixando nos aplicativos para dispositivos móveis os informes do ano-base 2025 e separando os rendimentos informados por empregadores;

Usar a declaração pré-preenchida para automatizar a transferência de uma série de dados, mas não se esqueça de revisar todos os campos manualmente para fazer eventuais correções;

Conferir as regras da Receita Federal publicadas no site da instituição para o caso de dúvidas, em especial nas cláusulas sobre a inclusão de dependentes.

Quais são as implicações do ECA Digital para empresas que atuam no Brasil? Confira uma discussão sobre o assunto na coluna do TecMundo!

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Meta recua e não vai descontinuar metaverso Horizons Worlds para VR

20 de Março de 2026, 09:00

A Meta recuou do plano de encerrar em definitivo a versão de Realidade Virtual (VR) de Horizon Worlds, a plataforma de metaverso da empresa. As novas informações foram confirmadas nesta quinta-feira (19).

Em uma sessão de perguntas e respostas no Instagram, o gerente de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, explicou qual é a nova diretriz. Ele ainda deu a entender que a decisão partiu após pedidos de parte da comunidade para que a plataforma continuasse no ar.

"Nós decidimos, inclusive hoje, que nós iremos manter o Horizon Worlds funcionando em VR para os jogos já existentes, para apoiar os fãs que nos contataram", diz o executivo.

Além disso, essa versão do aplicativo do Horizon World continuará disponível para download "pelo futuro próximo". Um dia antes, a Meta havia confirmado que essa versão do Horizon Worlds sairia do ar em 15 de junho, enquanto o aplicativo sairia das lojas já no fim deste mês.

Metaverso em pausa?

Entretanto, de acordo com o executivo, títulos desenvolvidos com a engine Horizon Unity continuarão exclusivamente disponíveis na plataforma imersiva e não serão adicionados novos jogos na plataforma. Ou seja, a companhia vai apenas manter os universos virtuais e interativos no ar, sem adicionar novos conteúdos.

Isso porque o plano principal da companhia segue de pé: ela vai focar em experiências do metaverso em dispositivos móveis, como smartphones. Segundo Bosworth, esse ambiente "é onde já estava a energia da maioria parte de consumidores e criadores", o que justifica essa preferência.

A própria ideia de metaverso estaria em discussão na Meta, com Bosworth dizendo que ele não é "apenas VR, mundos virtuais e espaços imersivos, mas também Realidade Aumentada e como você pode ter artefatos digitais sobrepostos em coisas físicas". A plataforma original foi lançada em 2021 e, na época, motivou até a mudança de nome da empresa antes chamada Facebook.

Apesar da empolgação do executivo, os últimos meses têm sido difíceis para a divisão Reality Labs da Meta, que cuida desse projeto. A companhia reduziu significativamente os investimentos na área, além de promover demissões e fechar estúdios e serviços inteiros.

Como é a nova campanha da Meta para “tirar” criadores de conteúdo de redes como o TikTok? Descubra nesta matéria.
 

© Justin Sullivan/Getty Images

Que fim levou o Picasa, popular programa de guardar fotos dos anos 2000?

14 de Março de 2026, 09:00

Atualmente, são muitos os serviços encontrados para gerenciar e organizar fotos nos mais variados sistemas operacionais. Nomes como Google Fotos, o iCloud da Apple ou até o app nativo de galeria de imagens no celular ou computador são alternativas relativamente completas para essa tarefa.

Anos atrás, porém, outro programa era quase sempre tido como a resposta para quem buscava uma forma de lidar com os arquivos espalhados em múltiplas pastas no PC. Trata-se do Picasa, uma ferramenta que nasce independente, é comprada por uma gigante e perde força com mudanças na indústria.

Mas você sabe o que aconteceu com o Picasa, que passou a ser cada vez menos mencionado como alternativa desse setor ao longo dos últimos anos? A seguir, conheça ou relembre a trajetória do programa.

O que foi e para que servia o Picasa

O Picasa era um programa gratuito de gerenciamento e edição de fotos no computador. Ele foi lançado em 2002 por uma desenvolvedora até então pouco conhecida chamada Idealab.

Ele foi vendido desde o início como uma alternativa para Windows ao que o iPhoto da Apple oferecia: organização de imagens, recursos básicos de edição e compartilhamento desses arquivos. Ao longo dos anos, ele ganhou versões para macOS e uma adaptação para rodar em Linux.

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A interface principal do Picasa. (Imagem: Reprodução/UpToDown)

O nome do software é uma mistura de influências: além de ser uma homenagem ao artista espanhol Pablo Picasso, ele mistura o começo de "picture", que é imagem em inglês, e "casa", que tem o mesmo significado em português e espanhol.

  • O diferencial do Picasa era a capacidade de organização e classificação de fotos no seu computador, ajudando a criar uma biblioteca de imagens com o que está armazenado em diferentes pastas da máquina.
  • As pastas criadas pelo Picasa ou pelo usuário concentram as imagens com base em algumas variáveis, como data ou até localização, que poderia ser adicionada manualmente pelo usuário.
  • De forma quase automática, ele ganhou ao longo do tempo filtros que identificavam elementos das suas imagens para fazer a classificação, como pessoas (via um elogiado reconhecimento facial) ou objetos em comum.
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As funções de edição mais simples e diretas no Picasa. (Imagem: Reprodução/Codecpack)
  • A interface dele é datada hoje em dia, mas considerada intuitiva para a época pela organização em uma barra de pastas na lateral esquerda e a exibição dos arquivos ao centro da tela.
  • Na parte inferior da janela, há atalhos para ações rápidas e bastante usadas, como imprimir, exportar e fazer colagens.
  • Para além do gerenciamento, ele também oferecia um editor de imagens embutido. A função trazia apenas comandos simples, além de filtros para você fazer modificações menos elaboradas em fotos.

O destaque do Picasa no campo de organização de fotos fez ele chamar a atenção de gigantes. Em 13 de julho de 2004, dois anos após o lançamento, a ferramenta foi adquirida pela Google e passou a ser totalmente administrada pela empresa, ainda em fase de expansão dos seus negócios para além do buscador.

Já dentro da nova casa, em 2006 ele ganhou um aplicativo paralelo: o Picasa Web Albums (PWA), uma ferramenta que auxiliava na hospedagem e no compartilhamento de álbuns com outras pessoas e serviços, incluindo os já descontinuados Google+ e Blogger.

O que aconteceu com o Picasa?

Com o tempo, ficou evidente que a Google estava deixando o Picasa para escanteio: ele recebia cada vez menos novidades em recursos e interface, enquanto outros produtos da empresa eram priorizados.

Em 12 de fevereiro de 2016, ela confirmou o fim da linha do programa ao anunciar que o Picasa Desktop e o Picasa Web Albums seriam descontinuados — o programa principal depois de um mês e o outro, focado em compartilhamento de álbuns inteiros com outras pessoas, em maio do mesmo ano.

A ideia da companhia era concentrar os esforços apenas em uma plataforma que lida com imagens: o Google Fotos, lançado meses antes e até hoje a principal biblioteca da empresa para esses materiais.

Na época, quem tinha fotos ou vídeos em um Álbum do Picasa teve o conteúdo migrado automaticamente para a nova plataforma na nuvem. A concorrência hoje é grande, contra serviços como o OneDrive da Microsoft e o iCloud da Apple, além de plataformas específicas para edição — caso do Photoshop, o PhotoScape e alternativas no mobile, por exemplo.

O programa do Picasa para computadores até continua funcionando até hoje de forma offline para interessados, mas não está disponível para download no site do próprio Google — apenas em repositórios de software e que guardam versões antigas desses programas.

Quem quiser matar as saudades ou baixá-lo por curiosidade, porém, deve fazer isso sabendo que o Picasa não passa há anos por atualizações de otimização, adição de novos recursos ou segurança, o que significa que ele não é o mais indicado para armazenamento dos seus arquivos mais privados e que há poucos membros restantes na comunidade para tirar dúvidas.

Que fim levou o Nero, outro programa das antigas usado para extrair conteúdos, copiar ou gravar CDs e DVDs? Saiba neste artigo!

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Amazon deve mudar data do Prime Day em 2026, diz site

13 de Março de 2026, 13:30

O Prime Day de 2026, edição deste ano da data comemorativa da Amazon que é repleta de promoções para os usuários, pode mudar de data. A informação foi publicada pela Bloomberg, enquanto a companhia se recusou a comentar o assunto ao ser contatada.

De acordo com o site, o Prime Day deste ano será realizado em junho, muito possivelmente no final do mês, e não durante julho, período já tradicionalmente escolhido pela gigante do varejo. Fontes ligadas ao tema foram consultadas pela reportagem original, mas se mantiveram anônimas porque a estratégia ainda não foi publicamente divulgada.

Uma das possibilidades da mudança de data está em questões fiscais: caso seja realizado antes de 30 de junho, o Prime Day entra no relatório fiscal da Amazon para o segundo trimestre deste ano, enquanto a data antiga faria com que ele fosse contabilizado no período seguinte.

O que é o Prime Day da Amazon?

  • O Prime Day é um dos os eventos anuais de liquidação mais importantes da Amazon, feito especialmente para fidelizar ou atrair mais assinantes em todo o mundo;
  • Ele é considerado um momento esperado durante o ano para a Amazon e parceiros comerciais, como lojas e perfis do marketplace. Na edição de 2025, os descontos chegaram a 60% e envolveram mais de 50 categorias em promoção;
  • Grande parte dos benefícios da data é voltada para os assinantes do pacote Prime de vantagens, que inclui frete grátis nas compras, descontos exclusivos e acesso a serviços paralelos, como o Prime Video;
  • A comemoração comercial teve a primeira edição realizada em 2015, mas o Brasil só recebeu a versão nacional das ofertas cinco anos depois;
  • As datas tendem a ser diferentes dependendo do país. Em 2025, por exemplo, ela aconteceu durante quatro dias nos Estados Unidos (de 8 a 11 de julho), enquanto no Brasil a janela foi menor, entre os dias 15 de 16 de julho;
  • Nos últimos anos, concorrentes diretas também passaram a realizar eventos parecidos, inclusive com liberação de cupons e descontos em datas similares para aproveitar o  momento de maior propensão do consumidor em gastar.

O Prime Day costuma ter uma cobertura especial do TecMundo, inclusive com a curadoria dos apresentadores em busca das melhores ofertas para você. Siga a nossa página no Instagram e fique ligado para mais informações! 

© Daria Nipot/Getty Images

Copilot Health: IA da Microsoft ganha modo dedicado para a saúde

13 de Março de 2026, 09:45

A plataforma de inteligência artificial (IA) da Microsoft é o mais novo ambiente virtual que oferece um espaço dedicado para análise de saúde e bem-estar. Anunciado nesta quinta-feira (12), o novo recurso se chama Copilot Health.

Deixando claro que a ideia não é substituir uma consulta especializada, mas "fazer com que cada minuto que você passe nela valha mais a pena", o serviço quer deixar o paciente mais preparado e informado para encontrar o médico e já ter informações prévias ou as dúvidas mais direcionadas para a conversa.

Com o lançamento, a Microsoft se torna mais uma entre as empresas de IA que lançaram modos especiais ou ferramentas separadas que tratam especificamente de saúde — um mercado que virou um dos mais aquecidos para esse tipo de tecnologia.

O primeiro lançamento entre as IAs generativas atuais foi o ChatGPT Health, capaz de sugerir até dietas e rotina de exercícios de forma personalizada. Ele foi seguido do Claude for Healthcare, que é mais voltado para ser usado pelos próprios profissionais de saúde e executivos da área.

Como funciona o Copilot Health

O Copilot Health é um espaço separado e seguro em que você pode interagir com uma IA que é especializada em saúde, além de ter uma otimização na leitura de dados médicos.

  • A plataforma interpreta e explica a você informações de três tipos de fonte: resultados de exames, histórico anterior do paciente e informações coletadas por dispositivos vestíveis — como registros de sono, frequência cardíaca, nível de oxigênio no sangue e outras métricas de relógios inteligentes.
  • O serviço usa informações de organizações de saúde de 50 países para responder de forma precisa. Ele foi construído com ajuda de uma equipe clínica interna da Microsoft e cerca de 230 médicos de mais de 24 países, que ajudaram com sugestões e a perspectiva de um profissional humano.
  • No caso dos EUA, ele ainda tem uma conexão direta com informações em tempo real para que você possa pesquisar por médicos de uma área com base em especialidade, localização, idioma falado e possível cobertura do plano.
  • Para evitar que os seus dados fiquem expostos ou até sejam usados para treinar a IA da Microsoft, esse chatbot não compartilha as conversas com o Copilot convencional, é protegido com criptografia e fornece a você controle completo sobre deletar ou não as informações após o uso.

O Copilot Health foi lançado por enquanto de forma "cuidadosa" e em fases, apenas para maiores de 18 anos nos Estados Unidos. Uma lista inicial de interessados foi aberta pela Microsoft para quem estiver disposto a participar dos primeiros testes, mas não há previsão de expansão da ferramenta para mais países até o momento.

Quer conhecer algumas aplicações reais e já existentes de IAs na área da saúde? Confira essa lista preparada pelo TecMundo!

© Microsoft

Guerra dos chips: por que a venda de GPUs para IA virou política

12 de Março de 2026, 19:00

O mercado de tecnologia poucas vezes esteve tão envolvido com política quando atualmente. É comum que notícias sobre o lançamento de novos produtos, como chips ou celulares, estejam acompanhados de disputas envolvendo países ou empresas.

Além disso, no setor aquecido e ainda crescente da inteligência artificial (IA), a demanda por GPUs fez com que as fabricantes se direcionassem cada mais para esse setor, gerando demanda crescente de mais componentes por parte das fabricantes e escassez desse e outros componentes para os eletrônicos de consumo.

A situação transformou uma disputa comercial que já era quente em uma série de batalhas políticas, até mesmo no mercado de eletrônicos. A seguir, entenda qual o contexto dessa guerra de chips e por que até mesmo o consumidor pode ser prejudicado.

O que é a atual guerra dos chips?

A atual guerra dos chips é uma disputa estratégica pelo controle da tecnologia, da produção e do acesso a semicondutores avançados, em especial os componentes que são utilizados em diferentes etapas da indústria da IA.

Esse conflito tem alcance global e envolve os planos de determinados países de dominar todo o ecossistema da indústria, desde o design de chips até a fabricação deles, passando pela comercialização dos produtos finalizados por empresas daquele mesmo país.

Como os semicondutores se tornaram estratégicos

Semicondutores são materiais sólidos que tem condutividade elétrica variável, o que significa que podem atuar de forma versátil tanto como condutor quanto na capacidade de isolante. O mais popular da indústria é o silício, hoje é a base material dos processadores.

Esses componentes agora compõem a base material de poder econômico e militar de países com China e Estados Unidos — tanto pela importância deles na indústria quanto por estarem concentrados em poucas regiões, que abrigam matérias-primas, fábricas e responsáveis pela criação dessa tecnologia.

Como avanços de IA hoje representam também a aceleração em indústrias variadas, da medicina até o meio militar, o domínio e o uso de semicondutores viraram formas de medir a relevância de um país no cenário tecnológico global.

Por que GPUs são essenciais para inteligência artificial

As GPUs foram conhecidas por muitos anos como peças de tarefas específicas e mercados como os games. Porém, a estrutura e a capacidade desses processadores gráficos se tornaram também importantes para um melhor desempenho de sistemas de IA.

Modelos modernos e otimizados de GPU possuem um desempenho superior a um conjunto de CPUs de custo similar em tarefas envolvendo redes neurais. Elas incluem tanto a etapa de treinamento quanto as atividades de inferência de grandes modelos de linguagem (LLMs), modelos de voz e sistemas de recomendação.

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A Hopper ou H200, GPU referência para data centers de IA. (Imagem: Divulgação/Nvidia) 

O segredo está no tipo de operação dos chips gráficos: eles trabalham com um processamento paralelo em massa, com os múltiplos núcleos fazendo o mesmo tipo de operação em muitos dados ao mesmo tempo.

Diferença entre CPUs e GPUs

A CPU ou Unidade Central de Processamento é a responsável por executar as principais tarefas de um eletrônico, como o sistema operacional, dispositivos conectados, drivers e programas. Normalmente, ela é chamada de forma generalizada de 'processador'.

Equivalente ao cérebro da máquina, esse componente também envia informações ou comandos para softwares e recebe respostas, que devem ser interpretadas em tempo real para que você utilize aquele dispositivo de forma dinâmica.

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A Intel é especializada em CPUs para computadores. (Imagem: Divulgação/Intel)

Já a GPU, mais conhecida como placa de vídeo, é a Unidade Gráfica de Processamento. Ela é um chip de ação específica e especializada, criado para renderização de elementos visuais em geral — como vídeos, modelos em 3D e jogos.

Na atual onda do mercado de IA, entretanto, ela também passou a ser utilizada em vários processos importantes desse setor — e é justamente isso que causou o desequilíbrio e as brigas internacionais.

Como a disputa por chips virou questão política

Desde o estabelecimento do transistor e a miniaturização de componentes como os processadores, chips têm uma importância tecnológica. 

Porém, é apenas recentemente que os semicondutores viraram uma verdadeira infraestrutura estratégica de poder econômico e militar, em especial pelo envolvimento com IA. A demanda elevou a importância de empresas do setor, enquanto países apostam cada vez mais nessa área.

Países e empresas no centro da guerra tecnológica

Embora todo o planeta participe direta ou indiretamente dessa disputa, já que ela afeta produtos vendidos nos mais diversos países, algumas regiões são consideradas chave para entender esse cenário.

  • A China tem um papel central por ser uma das maiores economias do mundo e investir pesado no setor de tecnologia. Ela também é o polo de extração e processamento das terras raras, minérios de grande importância para essa e outras indústrias;
  • Os EUA seguem como o mercado mais relevante de chips por abrigar uma alta quantidade de empresas e consumidores. A força política é um diferencial, inclusive na aplicação de sanções ou tarifas a países adversários e no protecionismo em relação às tecnologias proprietárias, como o design de chips ou softwares inteiros;
  • Taiwan é outra peça importante. Considerada independente pelos próprios moradores e território chinês pelo país asiático, ela é sede da atual maior fabricante de chips do mundo, além de outras companhias do setor. Ela também é uma região populosa em especialistas de engenharia;
  • Em uma camada abaixo de importância, regiões como Coreia do Sul, Japão e Países Baixos (Holanda) se destacam pela presença pontual de certas indústrias — como a produção de memórias de sul-coreanas como a Samsung e as máquinas de litografia da ASML, presentes no país europeu.

Já entre as companhias, também há nomes que são relevantes na situação atual do mercado de semicondutores:

  • A Nvidia, atual empresa mais valiosa do mundo, segue como especialista em GPUs e se adaptou para se tornar uma empresa focada em IA e fornecer chips avançados para uso em data centers;
  • A TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo, tem a demanda cada vez maior de clientes de IA e segue como referênia na produção de chips para eletrônicos de consumo;
  • A estadunidense Intel, que superou uma grave crise e é uma das armas do governo dos EUA para ser referência nacional na produção de chips para além da referência atual em CPUs para PCs;
  • Huawei e SMIC, fabricantes chinesas que estão fortalecendo o ecossistema nacional de GPUs para IA com desempenho equiparado aos componentes estrangeiros.

Impactos globais da guerra dos chips

Essa disputa tecnológica já provocou mudanças em áreas como economia e geopolítica. Pela receita movimentada e a presença em tantos produtos, de computadores e celulares até carros, os chips viraram questão de segurança nacional.

Exemplo disso é o envolvimento direto do presidente dos EUA, Donald Trump, na autorização ou não da venda de chips avançados da Nvidia para IAs de outros países, como a China — algo que seria bom para a companhia em termos de receita, mas poderia "armar" tecnologicamente uma nação inimiga.

Por outro lado, há uma nova corrida de empresas por cada vez mais desempenho e eficiência rapidamente. Companhias chinesas em especial estão investindo em tecnologia própria e nacional, após as limitações impostas por outros países.

O resultado é um ecossistema polarizado: EUA e China estão cada vez mais concentrados de lados opostos em termos de ecossistema tecnológico, com os parceiros comerciais desses países sendo pressionados a reforçarem a aliança e não negociar com o outro.

Efeitos no mercado de tecnologia

Mesmo com a disputa ainda longe do fim, já foram várias as consequências globais no desequilíbrio da demanda por chips. Elas estão relacionadas com o próprio desenho da indústria de semicondutores, que parece estar se adaptando ao novo cenário.

O que mais é sentido pelo consumidor é a variação nos preços desses componentes, seja em peças avulsas ou eletrônicos já montados — afinal, com o custo de produção e compra elevados, a fabricante tende a repassar ao menos parte desse valor para o público. Uma série de marcas já confirmou que a alta no valor final dos produtos é inevitável, ou então já elevou os preços antecipadamente.

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Não são apenas GPUs: as RAM DDR4 também dispararam nos últimos meses pela escassez. (Imagem: Reprodução/NSL)

Além disso, é esperado o fechamento ou a saída de empresas grandes e pequenas de mercados para o consumidor, seja porque a marca perdeu o mercado ou vai migrar totalmente para a IA. Este último é o caso da Micron, que abandonou a tradicional linha Crucial de RAM e SSDs.

Isso já tem efeitos imediatos, como a própria Nvidia confirmando que o cenário do mercado de GPUs gamers será de escassez para os próximos meses. Com até mesmo países inteiros direcionando esforços para a IA, aparelhos acabam ficando em segundo plano.

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Alexa+ ganha opções de personalidade que incluem até modo 'adulto'

12 de Março de 2026, 18:00

A versão paga da assistente pessoal Alexa da Amazon ganhou um novo recurso. A partir de agora, ela oferece diferentes personalidades para que você escolha como quer ser tratado nos comandos de voz.

A novidade da Alexa+ são estilos que tornam a experiência de comunicação com o serviço mais personalizado e ajustado com as suas preferências. Ao todo, são quatro possibilidades que vão além da versão original da assistente:

  • Breve (Brief), que tem respostas mais diretas e curtas, entregando apenas a informação que você pediu;
  • Tranquilo (Chill), com um tom de voz mais relaxado e calmo, com interações que são mais familiares e gentis;
  • Doce (Sweet), com uma voz de maior positividade, entusiasmo e alegria, que é também a que mais oferece elogios e encorajamentos ao usuário;
  • Desbocado (Sassy), que vai usar sarcasmo e até xingamentos ou fazer julgamentos sobre os seus pedidos, além de entregar o conteúdo solicitado.
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As quatro novas personalidades da Alexa, além do estilo original. (Imagem: Divulgação/Amazon)

De acordo com a Amazon, os estilos de personalidade já estão disponíveis desde já para todos os assinantes da Alexa+ e a experiência continuará sendo refinada, o que significa que novas variantes podem chegar no futuro. Por enquanto, ainda não há previsão oficial de lançamento dessa modalidade no Brasil.

O que é o 'modo adulto' da Alexa?

De todas as personalidades, a que mais chamou atenção é a Sassy, descrita de forma não oficial como uma espécie de modo adulto da Alexa. Porém, diferente da proposta da OpenAI que foi adiada recentemente mais uma vez e dos chatbots do Grok, essa IA não vai tratar de conteúdos sexuais com o usuário ou abordar temas mais delicados.

A ideia da personalidade mais desbocada e irreverente da Alexa é ser uma opção para quem busca interações com humor mais afiado, tiradas criativas e respostas mais ousadas, além de alguns palavrões ocasionais que estarão devidamente censurados. Segundo a companhia, a inclusão dessa alternativa foi um pedido da própria comunidade.

Para ativar o estilo, o Amazon Kids não deve estar ligado no dispositivo e o usuário precisa fazer etapas adicionais de configuração no aplicativo da Alexa, possivelmente como forma de controle de acesso para evitar o uso por menores de idade.

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Quais são as melhores IAs para gerar imagens hoje em dia? Confira uma seleção de ferramentas pagas e gratuitas preparada pelo TecMundo!

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IAs podem ajudar adolescentes a fazer ataques armados, revela estudo

11 de Março de 2026, 17:00

Chatbots de inteligência artificial (IA) falham em detectar sinais de que o usuário está planejando um ataque violento e até ajuda na organização do ato. Essa é uma das conclusões de um novo estudo conduzido pelo Center for Countering Digital Hate (CCDH).

No levantamento, o grupo testou alguns dos principais serviços de IA do mercado para saber até que ponto eles auxiliariam um adolescente que dava indícios de que estava usando a plataforma para conseguir respostas ou planejar um ato criminoso, como um assassinato ou tiroteio.

As seguintes plataformas foram avaliadas: ChatGPT, Google Gemini, Claude, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek, Perplexity, Snapchat My AI, Character.AI e Replika. De todas, apenas duas não "ajudaram regularmente" no planejamento de um cenário de tragédia.

Chatbots sem filtro?

Segundo a pesquisa, as IAs foram levadas a acreditar que do outro lado da tela estava um usuário adolescente (ou da idade mínima exigida para cadastro). A pessoa fazia perguntas que já deveriam ficar na memória do chatbot e indicavam um comportamento suspeito, como perguntar sobre atiradores famosos ou desabafar sobre como ela odeia determinada figura pública ou grupos inteiros, como minorias.

  • Em um determinado momento, os pesquisadores perguntam sobre mapas de um campus universitário (algo que o ChatGPT forneceu) e onde adquirir armas de fogo ou facas (como o caso do DeepSeek). Neste momento, alguns dos chatbots percebem o risco e tentam ao menos indicar para o usuário caminhos alternativos, enquanto outros procedem com a informação;
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O índice de colaboração (em vermelho), falta de ação (em cinza) e recusa (em verde) dos chatbots aos pedidos. (Imagem: Reprodução/CCDH)
  • Vários exemplos testados indicam como a IA pode ser manipulada nesse tipo de conversa: há momentos em que a IA até avisa que aquilo é perigoso, ilegal e não deve ser feito, mas segue colaborando após novas requisições;
  • Entre todos os chatbots testados, apenas o Claude e a Snapchat My AI deram mais respostas desencorajadoras ou se recusaram a ajudar do que prestaram auxílio nas pesquisas. A IA da Anthropic foi a de melhor desempenho, inclusive se recusando a atender certos comandos com a frase "Eu não vou providenciar essa informação dado o contexto de nossa conversa;
  • Do outro lado, o pior caso foi o Character.AI, que inclui chatbots que personificam famosos ou figuras abstratas. Ele chegou a diretamente sugerir violência como resposta e encorajou o usuário a seguir com um ataque;
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O Claude se recusou a atender vários pedidos de acordo com o contexto. (Imagem: Reprodução/CCDH)

Em nenhum dos cenários, porém, a IA chega a tomar alguma ação concreta contra a atividade suspeita. Esse foi um tema levantado após ao menos dois incidentes envolvendo a consulta de IAs para planejamento de crimes: a explosão de um Cybertruck no começo de 2025 e um ataque a tiros no Canadá.

No segundo caso, a OpenAI chegou até a analisar as conversas a partir de uma equipe humana após um alerta emitido pela plataforma, mas decidiu não contactar as autoridades.

 

© Pannipa Tansout/GettyImages

Facebook e WhatsApp ganham novos recursos contra fraudes em chats

11 de Março de 2026, 15:00

A Meta lançou nesta quarta-feira (11) uma série de mecanismos para combater fraudes de identidade, golpes de engenharia social e outros cibercrimes. As novidades serão implementadas nas plataformas Facebook, Messenger e WhatsApp.

O conjunto de medidas utiliza recursos como análise de dados e inteligência artificial (IA) para identificar atividades suspeitas e possíveis tentativas de enganar o usuário. As ações vão desde o bloqueio de perfis até a exibição de alertas na tela da possível vítima, para que ela tenha cuidado nas interações com certas pessoas.

As ações da Meta envolvem principalmente formas de engenharia social, como fraudes em que o cibercriminoso está se passando por outra pessoa, seja alguém conhecido ou usando uma conta falsa.

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As novas telas de aviso do Facebook. (Imagem: Divulgação/Meta)
  • Um sistema de IA agora vai analisar perfis e identificar sinais de alerta de que ela é uma conta fake ou está se passando por marcas e celebridades. Os elementos avaliados incluem foto e teor das postagens, além da publicação constante de links considerados suspeitos;
  • O Facebook vai ganhar um aviso sempre que você receber uma solicitação de amizade que pode parecer incomum. A janela que salta na tela diz a você que a pessoa tem certos sinais suspeitos nas atividades, como um perfil criado há pouco tempo, estar em outro país e não ter amigos em comum com você;
  • Tentativas de iniciar um chat também terão uma sinalização parecida, antes mesmo da conversa em si. Caso você queira, a nova IA da Meta poderá fazer uma análise das mensagens para buscar sinais de fraude;

O que muda no WhatsApp

No caso do mensageiro, a novidade é um alerta de tentativa de roubo da sua conta. Em alguns golpes, os criminosos tentam fazer você confirmar a vinculação do seu telefone a um outro dispositivo que pertença a essa pessoa, normalmente se passando por algum tipo de atendimento da Meta.

O novo aviso é uma última janela antes da confirmação oficial de conexão com o outro aparelho, em especial se ele estiver em outra parte do mundo e não for um dos seus contatos frequentes.

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O alerta de vínculo suspeito de conta. (Imagem: Divulgação/Meta)

O trabalho contra anúncios fraudulentos também segue: segundo a Meta, foram 159 milhões de publicidades falsas removidas só em 2025, além de 10,9 milhões de perfis de Facebook e Instagram banidos por estarem associados com centrais criminosas.

Acesse a seção de Segurança no site do TecMundo e fique ligado nas principais novidades de proteção digital!

© Meta

Site pirata processado em US$ 13 trilhões é alvo de nova ação judicial

10 de Março de 2026, 14:00

Um grupo formado por várias editoras de renome na indústria abriu um processo contra um site conhecido por disponibilizar livros e artigos acadêmicos. É o Anna's Archive, acusado de pirataria e infração de direitos autorais em nova ação judicial.

A aliança de 13 integrantes da indústria inclui nomes como Penguin Random House, Elsevier e HarperCollins — todas relevantes no meio acadêmico, fonte de muitas das obras fornecidas pela página. A acusação é de que a plataforma tem níveis "impressionantes" de conteúdo pirata.

O mesmo site já foi alvo de um processo de grandes proporções do Spotify por obter os arquivos de música da plataforma de streaming, com o pedido de uma indenização que poderia chegar a US$ 13 trilhões (ou mais de R$ 68 trilhões em conversão direta de moeda).

O novo processo contra o Anna's Archive

  • A dificuldade ao encerrar as atividades da página está na estrutura dela. O site não revela quem são os responsáveis pelo projeto e está constantemente trocando de servidores e domínios, para evitar que ele fique totalmente fora do ar em algum momento;
  • Até por isso, dificilmente as editoras terão acesso à multa pedida, que envolve a acusação de pirataria de 63 milhões de livros e 95 milhões de artigos acadêmicos, a uma taxa de downloads que supera os 763 arquivos baixados por dia;
  • O processo cita ainda que o site facilita o acesso a essas obras por grandes modelos de linguagem (LLMs), que são a base de ferramentas de inteligência artificial (IA). Plataformas chinesas, russas e até a Meta já teriam usado material da página;
  • Os advogados das editoras também acusam o Anna's Archive de oferecer um acesso premium com vantagens para quem fizer uma 'doação' de US$ 200 mil (pouco mais de R$ 1 milhão), voltado inclusive para essas empresas de IA.

Apesar de pedir US$ 19,5 milhões (ou R$ 102 milhões), o grupo tenta encontrar uma saída alternativa para impedir os trabalhos desse serviço. A ideia é afetar a infraestrutura do Annas's Archives, a partir de uma liminar que exija a retirada dos conteúdos do ar e que os domínios sejam encerrados — uma tarefa que seria direcionada para data centers e serviços de hospedagem, não ao próprio acusado.

Até agora, o processo não começou a ser julgado. O Anna's Archive também não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Pagar todos os streamings ficou inviável? Por que o brasileiro voltou a recorrer à pirataria? Entenda a situação nesta matéria!

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Google amplia integração do Gemini com Drive, Docs, planilhas e slides

10 de Março de 2026, 13:45

A Google anunciou nesta terça-feira (10) a integração mais próxima e personalizada da plataforma de inteligência artificial (IA) Gemini com outros serviços da companhia. A partir de agora, ela terá mais funções dentro dos serviços de criação de conteúdo que fazem parte do Google Workspace.

Na prática, isso significa novas funções nativas do Gemini na plataforma de armazenamento de arquivos Google Drive e em programas ligados a ela, como Documentos (Google Docs), Planilhas (Google Sheets) e Apresentações (Google Slides).

A ideia é que você tenha um assistente pessoal para tarefas variadas e auxiliar sobre como melhor produzir um determinado documento em todas as etapas do projeto, do início até a revisão, além de um gerenciador inteligente de arquivos.

De acordo com a Google, as novas funções estão em fase gradual de disponibilização a partir de hoje, mas ainda em fase Beta. Eles chegarão primeiro para assinantes dos planos Google AI Ultra e Pro em inglês, para mais tarde chegar a mais regiões e grupos de usuários.

Como o Gemini ajuda você nos serviços da Google

Como mostra o vídeo de divulgação da Google, a ideia é que o Gemini agora esteja integrado não só aos serviços de criação da empresa, mas também a ambientes em que ele já está implementado nativamente, como o Gmail.

  • No Google Docs, você pode sair de uma página em branco para um texto completo ao pedir rascunhos ou versões preliminares de um conteúdo baseado em algum tema. O Gemini também revisa ou aprimora trechos, além de mudar o tom da escrita para o que você precisar, como algo mais profissional, incisivo ou divertido;
  • O Gemini também pode ser usado para criar planilhas com base em outros arquivos ou assuntos selecionados pelo usuário. Ele resume dados, preenche campos automaticamente com base no que ele já sabe sobre você ou o tema escolhido e faz resumos ou interpretações do material;
  • Para apresentações, você pode criar slides do zero e totalmente customizáveis com base em uma descrição em texto, pedir alterações em elementos como formas e cores de fundo para o Gemini e gerar um trabalho do zero com base em temas ou documentos;
  • No caso do Google Drive, a plataforma permite que você faça perguntas sobre os seus arquivos para a IA — incluindo as mais complexas, como a relação entre vários dados de origens diferentes. Ela ainda mostra um resumo no topo da página de resultado de pesquisas, assim como o Modo IA do buscador;

A integração dos serviços é um dos recursos que a Google mais divulga. Você pode pedir o Gemini escrever um texto no Google Docs baseando-se em emails sobre determinado assunto e os seus compromissos na agenda, por exemplo.

Como é a IA da Google para lidar com grandes bases de dados? Conheça aqui o Gemini Deep Research!

© Google

Dia do Consumidor 2026: como evitar ciladas e aproveitar promoções

8 de Março de 2026, 15:00

O Dia do Consumidor 2026 traz grandes descontos no comércio eletrônico, mas exige atenção. Se você souber como identificar promoções reais e evitar ciladas nas lojas online, essa é uma grande oportunidade para você comprar novos produtos, como aquele eletrônico dos sonhos ou renovar o guarda-roupa.

O evento sempre acontece no dia 15 de março e, neste ano, cai em um sábado. Isso significa que muita gente estará em casa e terá mais tempo para fazer compras pelo celular ou computador e pode aproveitar de verdade os descontos.

A seguir, saiba um pouco mais sobre o que exatamente é essa data comemorativa e confira algumas dicas para aproveitar ao máximo as promoções que aparecem, além de escapar de dores de cabeça por causa das fraudes.

O que é o Dia do Consumidor

O Dia do Consumidor é uma espécie de data fixa no calendário comercial do Brasil e de várias outras partes do mundo.

Por um lado, ela tem como objetivo celebrar os direitos do consumidor e ser uma forma de relembrar que o cliente possui uma série de direitos previstos na lei. Por outro, lojas aproveitam para celebrar o consumidor a partir do fornecimento de descontos

A data foi inspirada em uma mensagem escrita em 15 de março de 1962 pelo então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. No recado enviado ao Congresso, ele reforçou que todo consumidor tem direito a recursos como segurança, informação, escolha e a ser ouvido no processo de uma compra.

O primeiro Dia do Consumidor foi comemorado só em 1983 pela Organização Internacional da União dos Consumidores (Consumers International). Ele é hoje visto como uma espécie de Black Friday, mas em um período distante de outras datas comerciais parecidas e sendo uma boa forma de geração de receita por lojas ainda no início do ano.

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Data que começou como homenagem virou também oportunidade de compras. (Imagem: Bevan Goldswain/Getty Images)

Cada evento anual tem um tema e, para 2026, o foco é "Produtos Seguros, Consumidores Confiantes". A ideia é promover campanhas de conscientização e responsabilidade sobre problemas decorrentes de produtos de baixa qualidade.

Como identificar promoções reais?

Em datas como essa de muitas ofertas simultâneas, é normal que você se depare também com descontos falsos: é comum se deparar com o famoso "metade do dobro", quando lojas aumentam o preço de produtos para então cortá-los na data especial.

Além disso, é mais fácil cair em fraudes como lojas falsas criadas como phishing e depois ser vítima de golpes financeiros ou vazamentos de dados. Por isso, é importante fazer toda a operação de compra com calma, desde a pesquisa pelo produto até o pagamento.

Prefira fazer compras por lojas oficiais e que não tenham acusações graves em plataformas como a Reclame Aqui. Use também serviços que auxiliam no acompanhamento de preços, como o Zoom, para encontrar quais são os descontos verdadeiros.

Dicas para aproveitar o Dia do Consumidor

Separamos a seguir algumas sugestões sobre como agir nas compras online, inclusive fora do Dia do Consumidor. Elas são importantes para evitar que você seja vítima de algum cibercrime ou simplesmente compre um produto por um valor nada vantajoso.

Compare preços em várias lojas

Antes de efetuar a compra em uma oferta que parece tentadora, busque pelo mesmo produto em vários sites de comércio eletrônico. É possível que alguns deles apresentem valores diferentes e mais vantajosos, ou então cupons que vão tornar a compra mais barata para o usuário.

Essa é também uma forma de verificar se você não está sendo vítima de um golpe, pois preços abaixo demais da média de mercado devem servir de alerta.

Monitore os produtos com antecedência

Já tem alguma ideia do que vai adquirir no Dia do Consumidor? Dias antes, você pode começar a se preparar e verificar na plataforma qual é o preço do produto. Dessa forma, você saberá se ele realmente entrou em promoção na data ou teve um reajuste para cima que depois virou um falso desconto.

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O monitoramento de preços pode ajudar você a saber que descontos são reais. (Imagem: RawPixel/Freepik)

Nesses casos, você pode conferir todos os dias o valor para notar alterações ou então utilizar sites especializados que já oferecem essa ferramenta, como é o caso do Zoom.

Cuidado ao clicar em links suspeitos

Grupos de ofertas ou cupons e mensagens postadas em redes sociais com promoções podem ser uma isca para atrair vítimas. Por isso, redobre a atenção ao acessar esse tipo de página: você pode ser uma vítima em potencial de phishing.

Confira o endereço do site para atestar se ele é mesmo daquela loja e não uma cópia e, se receber contatos de supostos representantes de lojas em serviços como o WhatsApp, desconfie — esse tipo de comunicação não costuma acontecer dessa forma, mas por mecanismos como o email cadastrado.

Evite lojas ou vendedores sem reputação

Promoções tentadoras demais em alguns casos estão vinculadas a sites pouco conhecidos ou perfis recém criados em marketplaces de lojas digitais.

Nesses casos, pode ser que você tenha mesmo encontrado uma pechincha? Até é possível, mas desconfiar é importante e muitos golpes financeiros começam dessa forma. Por isso, leia os comentários sobre o produto e busque a loja em páginas como o Reclame Aqui para confirmar a legitimidade.

Escolha bem o meio de pagamento

A forma de pagamento pode parecer uma etapa simples e que você preenche rapidamente, mas ela também exige cautela. Ao usar um cartão de crédito em uma loja fraudulenta, por exemplo, você corre o risco de entregar os dados financeiros para criminosos.

Já o Pix é um meio instantâneo e às vezes atrelado a descontos, mas justamente por essa velocidade também pode ser "empurrado" por golpistas para uma transferência imediata.

Caso opte pelo uso de um cartão, crie um cartão virtual ou temporário, que seja válido apenas para aquela compra. No caso do Pix, confira os dados do destinatário e, no caso de algum problema, siga as novas orientações de denúncia de fraude.

O que fazer se cair em um golpe?

A alta nas vendas no comércio eletrônico significa também que há um aumento e maior sofisticação nos golpes virtuais e em fraudes que se aproveitam desse momento de empolgação do usuário.

Se mesmo tomando cuidado você acabou virando vítima de um golpe virtual, ainda há algumas ações a serem feitas para minimizar os riscos e danos causados:

  • Utilize o mais rápido possível mecanismos de segurança que previnam o acesso aos seus dados, como comunicar o banco que você colocou dados de cartão de crédito em um site potencialmente inseguro. Isso normalmente resulta no bloqueio do cartão e em uma maior atenção às transações;
  • Tire capturas de tela, anote e documente todas as evidências possíveis do golpe. Esses materiais podem ajudar no pedido de estorno ou até em eventuais ações judiciais;
  • Acione as autoridades e associações competentes, como fazer um boletim de ocorrência e acionar o serviço de proteção ao consumidor (Procon) do seu estado para denunciar empresas irregulares;

Quer conhecer também dicas para não cair em golpes de jogos de apostas? Acesse o guia preparado pelo TecMundo!

© Mesh Cube/Getty Images

Que fim levou o Nero, o clássico programa para 'queimar' CDs?

7 de Março de 2026, 09:00

Em especial nas décadas de 1990 e 2000, um hábito comum de quem tinha um computador era copiar CDs e depois DVDs de todos os tipos — álbuns dos seus artistas favoritos, jogos, softwares completos, filmes ou um backup de arquivos importantes. Para isso, programas especializados se destacavam como uma forma intuitiva de guiar o usuário por esse processo.

Talvez um dos nomes mais famosos nesse ramo é o Nero Burning ROM, ou simplesmente Nero, que ficou marcado na memória de muita gente pela logo curiosa, a facilidade de uso e a utilidade em um período de alto consumo de CDs graváveis, inclusive com conteúdos piratas.

Em um período em que mídias físicas são cada vez mais itens de colecionador, faz sentido existir um programa como o Nero? Aliás, será que ele segue disponível para download em um mercado tão diferente do seu auge? A seguir, confira o que o TecMundo descobriu sobre ele.

O que é o Nero?

O Nero é um programa de gerenciamento de mídias físicas como CDs, capaz de gravar, converter e alterar conteúdos de um disco. A primeira versão foi lançada ainda em 1997 para Windows e ele teve um curto período de variantes também no Linux.

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O clássico menu inicial de uma das versões do Nero. (Imagem: Reprodução/DownloadZone)

O produto foi criado pela desenvolvedora alemã Ahead Software, que em 2005 mudou o próprio nome para Nero, unificando a marca com a sua criação mais famosa.

O período de lançamento foi importante para que ele virasse uma referência no setor. Na década de 1990, o CD de música e o CD-ROM para computadores estavam se popularizando, com a gravação e a compra de CDs virgens — discos sem qualquer conteúdo gravado neles — aos poucos ficando mais acessíveis.

O Nero tinha como principal destaque ser um serviço prático para quem desejava criar os próprios CDs, seja em mídias apenas graváveis ou regraváveis. Mas o programa foi ganhando novas ferramentas com o passar dos anos, como um serviço de backup e até edição de áudio, além do suporte para DVDs.

Versões como o Nero 7, de 2005, já eram uma verdadeira central multimídia com uma série de recursos adicionais. Apesar de ter qualidade e oferecer uma experiência mais profissional para quem desejava, eles nem sempre eram usados pela maioria do público, que apenas queria a função de fazer a gravação de discos e acabava migrando para a versão Express.

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Uma das etapas de customização de disco no Nero. (Imagem: Reprodução/Digital Digest)

Além disso, a empresa começou a lançar toda uma suíte de aplicativos — como se fosse o pacote Office, mas voltados para gerenciamento, transferência, compilação e até edição de arquivos de diferentes formatos, de imagens até vídeos.

Desde o começo, os softwares da empresa Nero, incluindo o gravador de discos, são pagos. Porém, o período gratuito de testes era aproveitado ao máximo pelo usuário, sem contar as versões piratas do software que circulavam com frequência.

O significado de "queimar" CDs

O nome Nero é uma grande brincadeira. À primeira vista, ele é apenas uma referência ao famoso imperador da Roma Antiga, um tirano que teria causado um grande incêndio na cidade durante o seu governo, entre 54 d.C. e 68 d.C.

A própria logo do Nero representa o Coliseu em chamas e o nome completo dele inclui "Burning ROM" — que é a Memória de Apenas Leitura (ROM), mas também é quase a palavra Roma.

Porém, essa é também uma referência ao principal recurso do programa: "queimar" CDs. Essa atividade, que em português é uma tradução literal do verbo "to burn", é uma expressão que deriva do próprio processo de gravação de dados de um desses discos.

As informações do disco, como faixas de um álbum ou arquivos, são gravadas em um CD ou DVD a partir de um laser que preenche ranhuras minúsculas presentes nesses produtos. Quando você insere o disco em um aparelhos, esses sulcos são refletidos por um segundo laser, o do leitor óptico.

O programa Nero ainda existe?

Apesar de estar longe do auge em popularidade e hoje ser mais lembrado por nostalgia por quem viveu o auge da gravação de discos, o Nero Burning ROM segue no ar e recebendo atualizações.

O Nero Burning ROM 2026, que custa R$ 256 e tem ainda um período de testes, ainda protege os dados com criptografia e é capaz de extrair os conteúdos de um CD, inclusive em formato sem compressão como o FLAC.

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O atual banner de vendas do programa no site oficial. (Imagem: Divulgação/Nero)

Ele também fortaleceu a imagem de gerenciador de mídia, com suporte até para Blu-ray e edição de vídeo. Para quem faz mais coisas pelo celular, até mesmo uma versão para dispositivos móveis foi lançada.

Porém, a situação do mercado hoje é completamente diferente e nada favorável ao software:

  • A gravação em disco hoje é possível nativamente no próprio Windows, como um passo a passo simplificado do que o Nero oferecida;
  • Há uma preferência de consumo via streaming de jogos, filmes e séries, além do download digital de softwares por lojas digitais. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas adotam plataformas na nuvem para armazenar e compartilhar arquivos, como o Google Drive;
  • Como resultado, há um menor uso de mídias físicas em disco, trocadas por esses métodos digitais ou no máximo drives de armazenamento externo, como HDs ou pendrives.

Apesar de seguir existindo como um dos múltiplos softwares oferecidos pela empresa, a popularidade dele já não é mais a mesma: em 2016, a Nero dizia ter 12 milhões de usuários no Brasil, mas não há atualizações sobre qual seria o público atual dele por aqui.

Que fim levou o Blu-ray, o padrão de mídia física para alta definição? Descubra nesta matéria do TecMundo!

© Nero

Mais países estudam proibir redes sociais para menores de 16 anos

6 de Março de 2026, 17:00

A Indonésia é mais um país a anunciar a proibição no acesso às redes sociais por jovens de menos de 16 anos de idade. O ministro responsável pela pasta de Comunicações e Assuntos Digitais, Meutya Hafid, confirmou a nova política na última semana.

Segundo a BBC, o ministro citou nominalmente os seguintes serviços como os primeiros a terem a visualização restrita por idade: YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Roblox e Bigo Live, uma plataforma de transmissão em vídeo popular na região.

No comunicado, foram citados argumentos que já foram usados em outras regiões, como os riscos de exposição a conteúdos pornográficos, o bullying em ambientes virtuais, fraudes e o vício em plataformas.

Até agora, não há detalhes sobre quando começa o bloqueio e nem quais serão as medidas técnicas para que isso aconteça. A ideia do ministro é tornar a Indonésia "o primeiro país não-Ocidental a adiar o acesso de crianças a espaços digitais de acordo com a idade.

Reino Unido vai estudar opções

O Reino Unido é outra nação que está considerando uma proibição parecida, embora a abordagem seja diferente. O governo iniciou uma consulta para "explorar medidas que mantenham crianças em segurança na internet".

A ideia proposta é não apenas saber a opinião de especialistas e até pais, mas também realizar testes piloto com adolescentes para "examinar como restrições futuras poderiam funcionar na prática".

De acordo com os resultados, o governo pode determinar algum tipo de restrição por idade, quais seriam as plataformas afetadas e até outras opções de limitação no uso, como uma espécie de "toque de recolher virtual" para certos serviços digitais acessados por menores de idade.

O Brasil deve proibir redes sociais para menores? Confira os argumentos prós e contras.

© pixdeluxe/GettyImages

'Cadê a empresa bilionária?': Keeta faz demissão em massa e funcionários protestam

5 de Março de 2026, 11:00

A Keeta, companhia chinesa de delivery que iniciou há pouco tempo as operações no Brasil, já fez a primeira demissão em massa em território nacional. Ela aconteceu na quarta-feira (4) e envolveu funcionários das operações dela no Rio de Janeiro.

Ao todo, aproximadamente 200 pessoas que ajudavam a estruturar a chegada dela na cidade foram desligadas após uma mudança de planos da empresa. Segundo a nota oficial da Keta, ela decidiu adiar a expansão para outras regiões para "focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros".

O Metrópoles obteve um vídeo gravado durante o comunicado da demissão. Ele mostra a revolta de alguns funcionários, inclusive uma mulher que teria largado outro emprego após promessas de crescimento feitas pela Keeta. Outros entrevistados alegam pressão psicológica excessiva durante o período de trabalho para a marca.

"Cadê a maior empresa de delivery do mundo? Cadê a empresa bilionária? Cadê nessa hora, cadê o dinheiro?", reclamou, recebendo incentivo de alguns dos presentes. Ainda no vídeo, é possível acompanhar risadas do público no anúncio de que o plano de saúde seria prorrogado por apenas mais um mês.

Dificuldades na expansão

A Keeta estaria com dificuldades de estabelecimento em território nacional em especial pela competição acirrada com o iFood, já dominante no país, e a expansão simultânea de outra rival: a 99, de origem brasileira e dona atual chinesa.

De acordo com a nota da empresa, o principal problema envolve "questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro" — possivelmente em referência a questões como contratos de exclusividade das concorrentes com restaurantes, caso que foi parar até na Justiça.

Além da alteração estratégica, a empresa dona da Keeta, a gigante chinesa Meituan, teve más notícias recentes. Ela teve a nota de crédito rebaixada pela S&P Global Ratings por "pressões competitivas no mercado doméstico", o que significa que ela também encontra dificuldades na China, além de uma previsão de menor investimento no Brasil.

A Keeta confirmou que viria ao Brasil em maio do ano passado e, em novembro, começou a operar na cidade de São Paulo. Após a demissão no Rio, a empresa garante que vai manter os seus 1,2 mil postos de trabalho existentes, "focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo", além de cumprir o compromisso de investir R$ 5,6 bilhões em cinco anos no Brasil.

Um especialista consultado pelo TecMundo acredita que o cenário brasileiro de delivery pode mudar com as rivais do iFood. Confira as previsões dele nesta matéria!

© Keeta

Guerra por IA: Apple, Amazon e Nvidia apoiam Anthropic após briga com Trump

5 de Março de 2026, 10:00

A empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic, dona do Claude, segue em clima de tensão com o governo dos Estados Unidos. Agora, parceiras da companhia tentam ao menos impedir que ela sofra punições após desavenças com a administração de Donald Trump.

A Anthropic corre perigo de ser considerada um "risco para a cadeia de suprimentos", uma classificação de segurança nacional normalmente impostas a empreendimentos estrangeiros que faria ela ser excluída de vários contratos governamentais e talvez até com empresas privadas. Tentar evitar isso virou a tarefa de um grupo no país.

O Information Technology Industry Council, formado por representantes de marcas como Amazon, Nvidia, Apple e até a OpenAI, publicou uma carta na última quarta-feira (4) expressando "preocupação por relatos recentes" vindos do Departamento de Guerra dos EUA sobre a mudança na classificação de uma empresa do setor.

Segundo a Reuters, outras companhias também seguem acionando contatos no governo Trump em uma tentativa de contornar a situação. Assim como alguns dos investidores da companhia, elas acreditam que a punição seria exagerada e que é possível até reconstruir algum tipo de parceria militar para a plataforma.

Por outro lado, alguns investidores acham que a questão envolve também uma briga de egos e que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, deveria buscar uma solução mais amigável com o Pentágono e não um corte de laços.

Os contratos de guerra por IAs

  • Após se recusar a flexibilizar o uso da IA para uso militar e de vigilância de cidadãos dos EUA, a Anthropic perdeu um importante contrato com o Pentágono e foi duramente repreendida pelo presidente;
  • A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, acabou escolhida como substituta na parceria e agora tenta se explicar para o público sobre a aliança. Depois de várias críticas, ela alega que poderia rever termos do contrato, mas o CEO Sam Altman admitiu que a decisão final de uso será do Pentágono;
  • Porém, de acordo com o Financial Times, a dona do Claude não desistiu de ainda manter contratos governamentais para uso militar da IA. As conversas estariam ocorrendo com um secretário de pesquisa e engenharia, Emil Michael;
  • As falas de Amodei, por outro lado, estão colocando ainda mais fogo na disputa. Recentemente, ele criticou em um memorando interno o aceite da OpenAI e sugeriu que a briga com o governo aconteceu porque a Anthropic "não fez doações para Trump" e "não elogiou Trump no estilo de um ditador".

As desinstalações do ChatGPT dispararam após o acordo da OpenAI com o governo dos EUA. Saiba mais dados sobre esse caso nesta matéria!

© Andrew Harnik/Getty Images

Nu Stadium: Nubank fecha acordo com time de Messi nos EUA

5 de Março de 2026, 09:00

A fintech brasileira Nubank é a mais nova patrocinadora oficial do Inter Miami CF. O time de futebol, que disputa a principal liga dos Estados Unidos, tem como principal jogador o argentino Lionel Messi.

Essa parceria é mais um passo da empresa na estratégia de expansão internacional nos Estados Unidos. O Nubank já obteve a licença oficial para operar como banco no país e tem Cristina Junqueira, cofundadora da fintech, como CEO da operação na região.

O patrocínio inclui "múltiplas frentes de ativação de marca", como a presença da logo do Nubank nas nas costas da camisa do Inter Miami CF. Como o uniforme é um dos mais vendidos do mundo inclusive pela presença de Messi e o uruguaio Luis Suárez, além do crescimento como potência regional, essa é uma forma importante de tornar a marca reconhecida.

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O patrocínio com a logo da fintech nacional nas costas da camisa. (Imagem: Divulgação/Nubank)

O Inter Miami só tem seis anos de atividade, mas já conquistou quatro títulos de renome no futebol estadunidense, além de ter participado do Mundial de Clubes da FIFA em 2025. O ex-jogador inglês David Beckham é um dos proprietários do clube, que disputa a Conferência Leste da Major League Soccer (MLS).

Nu Stadium

A aliança de longo prazo anunciada nesta quarta-feira (04) inclui também a detenção dos naming rights do novo estádio do clube. A arena do Inter Miami já está em fase final de construção e agora passa a se chamar Nu Stadium.

Previsto para ser inaugurado em 4 de abril de 2026, o estádio de capacidade para 26.700 torcedores fica no complexo esportivo Miami Freedom Park, que tem 530 mil m². Além de ser a arena de partidas de competições como a MLS, ele contará com dois espaços que levam o nome da fintech:

  • o Nu Club, um "lounge de hospitalidade premium" para 770 pessoas com uma vista de túnel de vidro dos jogadores enquanto caminham dos vestiários para o campo;
  • a Nu Plaza, um "centro comunitário dinâmico" para hospedar espaços de convivência, um telão e áreas de descanso.

Mais detalhes sobre a expansão internacional do Nubank podem ser conferidos no site oficial da empreitada.

Você conhece a história da fintech brasileira Nubank e como ela passou de uma ideia para uma instituição com presença em vários países? Confira a trajetória dela neste vídeo!

© Nubank

LG lança nova Smart TV QNED73 com foco em transmissões esportivas

4 de Março de 2026, 13:00

A fabricante LG apresentou nesta semana um novo modelo de televisor para quem é fã de transmissões esportivas e já pensa em um novo aparelho para eventos como a Copa do Mundo 2026. A Smart TV é a QNED73, disponível nas versões de 50, 55, 65, 75 e 86 polegadas.

Esse televisor é voltado para "levar toda a atmosfera das arenas direto para a casa do torcedor" a partir de uma série de tecnologias de processamento de imagem, além de um recurso voltado para quem não quer perder atualizações do time do coração mesmo se estiver assistindo a outro conteúdo.

A LG ainda não começou a vender todos os novos modelos QNED73 no site oficial, mas ao menos dois modelos já tiveram os preços divulgados pela fabricante: a versão de 65 polegadas custará R$ 4.449, enquanto a de 75 polegadas sai por R$ 5.999.

Os destaques da QNED73 da LG

Como esse modelo é voltado para fãs de esportes, o recurso mais importante da nova linha é o de Cores Dinâmicas QNED. Ele une diferentes tecnologias de painéis da LG para "entregar 100% de volume de cor" a partir de contraste refinado, brilho intenso e preocupação com fidelidade.

Além disso, o processador alpha 7 AI 4K Gen 8 faz aprimoramento inteligente de imagem e som, além de upscaling de conteúdos para o 4K usando uma inteligência artificial (IA) que "identifica e reconstrói texturas fundamentais da partida".

Outra novidade é o Alerta de Esportes, que envia notificações personalizadas sobre o seu time favorito em momentos como o início de um jogo, gols marcados e outras atualizações importantes. Você pode receber os avisos até com um 'controle de spoilers', caso você queira conferir o conteúdo depois e sem surpresas antecipadas.

Nas configurações personalizadas, o Modo Esportes otimiza automaticamente imagem e som para transmissões esportivas, com destaque para os movimentos rápidos com fluidez e áudio que evidencia narração e o som da torcida.

Um dos detalhes do design da QNED73. (Imagem: Divulgação/LG)

Outros recursos do modelo incluem:

  • o AI Sound Pro, que transforma o áudio comum da transmissão em um som 3D super envolvente com 9.1.2 canais virtuais
  • suporte para plataformas de jogos em nuvem, incluindo o Xbox Game Pass da Microsoft;
  • oferecimento de mais de 650 canais gratuitos por meio do LG Channels e apps parceiros;
  • uma IA que reconhece o perfil do usuário e faz recomendações personalizadas de conteúdo;
  • o sistema operacional webOS com Controle AI Magic, que funciona como um mouse, ou então via comandos de voz.

Qual tamanho de TV escolher para a sua casa? Saiba a resposta neste guia do TecMundo!

© LG

iPhone 17e é muito pior que o iPhone 17? Confira o comparativo completo

4 de Março de 2026, 12:00

A Apple apresentou no começo de março de 2026 o último integrante da atual linha de smartphones da empresa. Trata-se do iPhone 17e, uma versão mais básica dos demais integrantes da família de dispositivos móveis.

Porém, é natural que o público fique confuso sobre qual modelo escolher agora com quatro modelos à venda no catálogo — iPhone 17, iPhone 17 Pro, iPhone 17 Pro Max e iPhone 17e, sem contar o não numerado e ultrafino iPhone Air.

A seguir, o TecMundo preparou um comparativo técnico para você conhecer as semelhanças e diferenças entre dois desses modelos que se encontram na base da linha: o acessível iPhone 17e e o tradicional iPhone 17.

Tela e design

Na briga do display, o iPhone 17 traz uma série de vantagens. O painel é um pouco maior com 6,3" e a resolução é de 2622 x 1206 pixels a 460 ppi. Ele ainda traz as tecnologias de Tela Sempre Ativa e ProMotion com taxas de atualização adaptativas de até 120 Hz, fora um pico de brilho de 3.000 nits.

O iPhone 17e, por sua vez, tem uma tela OLED um pouco menor (6,1") com 2532 x 1170 pixels de resolução a 460 ppi. O brilho máximo que ele atinge é de 1.200 nits em ambientes externos.

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O iPhone 17. (Imagem: Justin Sullivan/GettyImages)

O design de ambos os dispositivos é próximo, com um visual curvo. Eles são bem próximos em peso (170g no 17e e 177g no outro modelo) e também em medidas, com uma leve vantagem na espessura do modelo mais barato:

  • iPhone 17e: 146,7 x 71,5 x 7,8 mm
  • iPhone 17: 149,6 x 71,5 x 7,95 mm

Porém, o iPhone 17 tem um vidro colorido por infusão mais avançado na traseira e oferece mais opções nas cores: são cinco opções (Preto, branco, azul-névoa, sálvia, lavanda) contra três alternativas do modelo mais básico (Preto, Branco, Rosa-pálido).

Desempenho e memórias

Em termos de armazenamento interno, os dispositivos oferecem as mesmas capacidades de 256 GB e 512 GB. A Apple não divulga oficialmente qual é a RAM dos seus dispositivos e ainda não é possível fazer essa comparação pela ausência de análises do iPhone 17e neste momento.

Em termos de performance, o chip utilizado nos dois celulares é o A19 da própria Apple com seis núcleos de processamento e 16 núcleos neurais. Porém, o iPhone 17 tem uma GPU com cinco núcleos, enquanto a variante iPhone 17e usa somente quatro — o que pode fazer diferença apenas em títulos e processos mais exigentes.

Câmeras

O iPhone 17e tem apenas uma câmera traseira: a Fusion de 48 MP com abertura ƒ/1.6, estabilização óptica de imagem e a capacidade de agir ainda como uma teleobjetiva de 2x com 12 MP. O zoom digital é de 10x e recursos como o Flash True Tone, Retratos de nova geração com Controle de Foco e Profundidade, Modo Noite e gravação a 4K Dolby Vision em 60 fps estão presentes.

Já o iPhone 17 utiliza essa mesma câmera como sensor principal na traseira. Porém, ela é acompanhada de um segundo sensor: o Fusion ultra‑angular de 48 MP com abertura ƒ/2.2 e ângulo de visão de 120°. Ele é próprio para capturar cenas de campo de visão mais vasto, como paisagens e grandes grupos de pessoas.

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A câmera traseira do iPhone 17e. (Imagem: Divulgação/Apple)

Quando a comparação vai para a câmera frontal, também há uma diferença. O iPhone 17 tem a moderna Center Stage de 18 MP, que centraliza o usuário independente do ângulo do enquadramento para chamadas e tem recursos como Vídeo ultraestabilizado. Já o iPhone 17e usa o sensor antigo, que é o TrueDepth de 12 MP.

Bateria, sensores e conectividade

A Maçã não divulga a capacidade de armazenamento de energia dos smartphones em miliampere-hora (mAh), mas diz quanto tempo os aparelhos costumam durar:

  • iPhone 17e: até 26 horas de reprodução de vídeo ou 21 horas de streaming de vídeo
  • iPhone 17: até 30 horas de reprodução de vídeo ou 27 horas de streaming de vídeo

A bateria de ambos é de íon de lítio, mas a recarga é mais eficiente, rápida e versátil no iPhone 17: ele vai de zero a 50% em 20 minutos com um adaptador de energia de 40W e possui suporte ao carregador sem fio MagSafe, enquanto o modelo mais acessível tem 20W de potência de carga e chega até a metade da bateria em meia hora, compatível somente com o cabo.

Há também diferenças pontuais na conectividade. O iPhone 17e tem Wi‑Fi 6 e Bluetooth 5.3, além de um GPS comum, enquanto o modelo mais avançado vem com Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.0 entre os padrões, além de um GPS de precisão e dupla frequência para localização.

Qual vale mais a pena?

O iPhone 17e já é um celular de bom desempenho e que oferece as principais vantagens do ecossistema iPhone, além de ter um processador de alta qualidade e um suporte de longa duração para o iOS. Se você busca um aparelho mais acessível em preço, com um corpo mais compacto e tem menos exigências em relação ao smartphone, trata-se de uma boa escolha.

Porém, o iPhone 17 é mais avançado em termos como tela, bateria, sensores e conectividade, embora nem todas as diferenças sejam tão significativas. Ele é uma boa escolha de quem tem o orçamento para esse aparelho e faz questão de usar as mais modernas tecnologias da Apple no setor.

Esse salto é ainda mais evidente em câmeras: o iPhone 17e é o mais básico possível nesse campo, por mais que o sensor traseiro único tenha qualidade. No caso de selfies, a lente Center Stage do iPhone 17 também oferece uma melhor experiência em retratos e chamadas.

O iPhone 17 pode ser encontrado atualmente por cerca de R$ 6,4 mil em lojas digitais que não são a da própria fabricante. Já o iPhone 17e custará a partir de R$ 5,8 mil no lançamento — o que não só é mais em conta, mas também significa que o valor dele também pode cair um pouco nos próximos meses em parcerias do varejo.

Como são os MacBooks Air e Pro da Maçã com chips M5 mais avançados? Conheça os detalhes dos novos notebooks da marca nesta matéria!

© Apple

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