Visualização normal

Received before yesterdayTecMundo

Nvidia leva padre gamer para fazer procissão contra Mefisto na Gamescom Latam

30 de Abril de 2026, 20:15

20260428_TCL_Gamescom_Banner_Patrocinio_Post1080x250_v1.png

A Nvidia levará um padre para realizar uma procissão contra o Mefisto em uma campanha de marketing na Gamescom Latam. A dona das placas de vídeo chamou o padre Edson Ribeiro para realizar o ato, que busca atrair mais jogadores para a expansão O Senhor do Ódio, de Diablo IV.

Totalmente em tom de brincadeira, mas com aquela pegada de seriedade que uma procissão precisa ter, o ato será realizado no sábado (02) às 15h30. Na ocasião, o padre Edson irá percorrer toda a feira para resistir aos poderes malignos da entidade demoníaca e ficará à disposição para enfrentar outros seres que perambulam pelo Distrito Anhembi.

Por falar nisso, às 17h o padre Edson encontrará fãs para fotos, conversas e autógrafos no estande da Nvidia. Famoso nas redes sociais, Edson Ribeiro ficou conhecido como “o padre gamer” e ganhou muita notoriedade ao aliar a temática religiosa com os vídeogames, além de desmistificar crenças populares com bom humor.

diablo-4-mefisto.jpg
Mefisto é um dos personagens mais aguardados pelos jogadores de Diablo (Imagem: Blizzard / divulgação)

O estande da Nvidia também terá uma ativação chamada de “Pintura de Guerra”, que permitirá que os visitantes tenham os rostos pintados com as temáticas das classes de Paladino ou Bruxo e claro, tirar fotos com os inúmeros cosplayers.

Mefisto está em Diablo IV

Já disponível para os jogadores, a expansão Diablo IV: Lord of Hatred é um dos conteúdos mais aguardados pelos fãs da icônica franquia. Agora será possível enfrentar Mefisto, o Senhor do Ódio, e seus fiéis seguidores com muita violência na nova região de Skovos e com a chegada das classes de Paladino e Bruxo.

Caso você não conheça, Mefisto é conhecido como um dos Três Males Supremos, irmão dos poderosos Diablo e Maal. Além disso, esse ser sobrenatural também é pai da Lilith, principal antagonista da campanha base de Diablo IV. Na Gamescom, quem passar por lá também vai poder tirar uma foto com uma estátua de mais de 3 metros de altura do bichão.

A Gamescom Latam acontece de 30 de abril a 03 de maio no Distrito Anhembi, em São Paulo, e promete uma edição maior do que no ano passado. O Voxel faz uma cobertura completa do evento e te mostra todos os estandes, jogos, empresas, preços e as principais informações sobre a feira.

Uma das empresas mais esperadas para a Gamescom Latam é a Nintendo, que estará no evento com o jogos de Switch 2 e diversos brindes. Além disso, os jogadores poderão conhecer muitos games indies e grandes lançamentos na feira, incluindo LEGO Batman e Invincible VS.

Fique ligado no Voxel e acompanhe toda a cobertura da Gamescom Latam em parceria com a  TCL!

© Padre Edson Riveiro (YouTube) e Blizzard / reprodução

Empresa brasileira teria sido usada em ataques DDoS contra provedores nacionais, diz site

30 de Abril de 2026, 17:45

Uma empresa brasileira pode ter sido usada para coordenar ataques contra pequenos provedores de internet brasileiros (ISPs), segundo uma investigação do jornalista Brian Krebs. Chaves de segurança e infraestrutura da companhia Huge Networks estariam por trás dos ataques. 

O TecMundo entrou em contato com a empresa para falar sobre o caso, que reforçou seu comunicado ao mercado no LinkedIn. Em nota oficial, a Huge Networks nega as acusações e diz que os ataques foram decorrentes de uma violação de segurança e provavelmente foi obra de um concorrente tentando manchar a imagem pública de sua empresa.

Um trecho do comunicado para o mercado explica: “É importante distinguir o uso adversário de credenciais e infraestrutura comprometidas — que ocorreu, conforme os arquivos publicados evidenciam — da operação institucional da Huge Networks. A operação foi conduzida por terceiro não identificado, a partir de infraestrutura externa à Huge Networks, com uso adversário de recursos comprometidos da empresa. Não orquestramos, não conduzimos e não tivemos conhecimento operacional dessa atividade. A análise técnica em curso pela Hakai está reconstruindo, com cadeia de custódia preservada, o conjunto exato de ações conduzidas pelo agente adversário, incluindo origens de comando e controle, vetores de geração de tráfego, e responsabilidades técnicas envolvidas”. 

Como aponta Krebs, uma fonte confiável compartilhou um arquivo compacto que foi exposto em um diretório aberto na internet. Nesse documento, havia uma série de programas maliciosos em Python e chaves SSH privadas do CEO da Huge Network, Erick Nascimento.

O conjunto de arquivos aponta a existência de um botnet, que caçava roteadores desprotegidos, em especial o modelo Arch AX21 da TP-Link. Uma vez encontrados, esses dispositivos eram infectados com uma variante do malware Mirai, usado há pelo menos uma década como uma das principais formas de realizar ataques DDoS.

arch-ax21-tp-link-roteador.jpg
Roteador da TP-Link mirado nos ataques funciona com velocidade de até 1,8 Gbps por meio da conexão Wi-Fi (Imagem: TP-Link / divulgação)

Com o agente malicioso dentro dos roteadores, os atacantes conseguiram iniciar o envio de consultas DNS falsificadas para os servidores. Graças ao volume gigantesco de consultas, a rede logo ficava saturada e saia do ar, como é de praxe nos ataques de negação de serviço tradicionais.

O envolvimento da Huge Networks

O ponto mais interessante desses ataques DDoS é que a infraestrutura dos servidores usados nos incidentes pertenciam à Huge Networks, segundo Krebs. Fundada em 2014, a companhia se autointitula hoje como uma “referência em cibersegurança na América Latina”, que foca em oferecer soluções de rede e segurança para empresas.

Em contato com o jornalista Brian Krebs, o CEO Erick Nascimento diz que não escreveu os códigos maliciosos e não sabia sobre essa campanha de ataques até o contato do profissional. O executivo explica que notificou todos os provedores de serviço de nível 1 e afirmou que a empresa não “investigou a fundo o suficiente” em janeiro de 2026, época dos ataques.

Nascimento aponta que a Huge Network contratou uma empresa terceirizada de análise forense de redes para investigar o caso com mais isonomia. “Nossa avaliação até o momento é que tudo começou com uma única falha interna — um ponto crucial que deu ao invasor acesso a alguns recursos, incluindo um droplet pessoal antigo meu”, explica o CEO.

O diretor-executivo da companhia afirma que a empresa não realiza ataques DDoS para depois vender soluções de proteção. “Nosso modelo de vendas é predominantemente inbound e realizado por meio de integradores de canal, distribuidores e parceiros — não por prospecção ativa baseada em incidentes de mercado”, salienta.

Por fim, Erick Nascimento diz ter “fortes evidências armazenadas no blockchain” que todo o incidente foi realizado por um concorrente. Entretanto, por mais que quisesse revelar o nome do suspeito, Nascimento não quer perder o fator surpresa contra o rival.

Um relatório recente indica que quase 3 bilhões de credenciais foram vazadas somente em 2025 e ataques via ransomware aumentaram em 45% no período. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© (Imagem: Funtap/Getty Images)

Samsung pode retirar câmera telefoto do Galaxy S27 Ultra

30 de Abril de 2026, 16:00

A Samsung pode mudar o esquema de câmeras do Galaxy S27 Ultra e retirar a lente telefoto do módulo traseiro. Segundo o conhecido informante Ice Universe da rede social X, a fabricante sul-coreana pode abrir mão dessa câmera e deixar o trabalho de zoom para um novo sensor principal de 200 megapixels.

Diferente da expectativa de que a Samsung pudesse melhorar essa telefoto, a marca pode simplesmente remover esse sensor do módulo traseiro. A telefoto das gerações passadas conta com resolução de 10 MP e a capacidade de fornecer zoom óptico de 3x. No entanto, são pouco usadas e muito criticadas pelos usuários.

A possível ideia da fabricante seria retirar esse sensor e passar a capacidade de zoom de 3x para a câmera de 200 MP principal. Vale notar que essa câmera de 200 MP deve usar um sensor diferente da atual geração, então se trata de um componente diferente, mas com a mesma resolução.

galaxy-s27-ultra-render-conceito.jpg
Conceito do Galaxy S27 Ultra em tom vermelho mais escuro poderia render uma bela variante ao smartphone (Imagem: IceUniverse / X)

O Galaxy S27 Ultra terá visual diferente?

É importante notar que a imagem acima é apenas um conceito aparentemente distante de como pode ser o visual do Galaxy S27 Ultra. Ainda não sabemos com tanta certeza se a Samsung vai querer apostar em uma mudança de design tão grande assim para 2027, mas não seria surpreendente.

Em 2027 o iPhone completa 20 anos de existência e a Apple deve alterar significativamente o visual dos seus aparelhos como uma forma de comemoração. Com isso em mente, uma mudança visual nos Galaxy S27 também seria uma forma de chamar atenção e atrair o público.

Como o Galaxy S27 Ultra ainda está há alguns bons meses de distância, vale considerar todas as informações como meros rumores. A futura linha de celulares da Samsung deve ser lançada entre janeiro e fevereiro do próximo ano, mas daqui a três meses a empresa irá revelar seus novos Galaxy dobráveis.

Linha Galaxy S26 com desconto

Compre os celulares Samsung mais atuais da linha S pelo menor preço do mercado:

Um dos lançamentos mais audaciosos para 2026 será o Galaxy Glasses, primeiro óculos inteligente para uso diário da Samsung, que teve imagens vazadas. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© TecMundo

Globo tenta derrubar canais IPTV piratas após rombo financeiro

27 de Abril de 2026, 17:00

A Globo identificou e começou uma extensa batalha contra múltiplos servidores de IPTV piratas que causaram um prejuízo financeiro gigante para a empresa, segundo a Folha de S. Paulo. O grande impacto da companhia é centrado principalmente no Premiere, rede de canais esportivos que teve um prejuízo de aproximadamente R$ 500 milhões.

Dos casos mais avançados, o Flix TV é o que mais se destaca na ofensiva da emissora. Esse é um serviço por assinatura no valor de R$ 29 mensais que oferece mais de 1,5 mil canais aos usuários. Em primeira instância, a Globo conseguiu rastrear o responsável pela operadora e a pessoa foi condenada a pagar R$ 20 mil por violação de direitos autorais.

Em outro caso, agora envolvendo a Control Lip TV, a emissora deseja localizar os responsáveis e abrir um processo judicial contra eles. Por determinação judicial, o site será retirado do ar por conta da exibição de conteúdos ilegais, transmitidos diretamente dos canais pay-per-view da companhia.

flix-tv.jpg
Aplicativos com operadores IPTV têm boa interface e parecem até mesmo softwares autorizados pelas empresas (Captura de tela: Felipe Vidal/TecMundo)

Com auxilio de grandes perfis na rede social X, a operadora pirata Flix Play também se tornou um sucesso ilegal, mas já entrou na mira das autoridades. A Globo solicitou que as páginas que fazem publicidade para esse serviço sejam suspensas, mas o caso ainda não foi julgado.

Para a região nordeste do país, a Nordeste IPTV possui uma página ativa com mais de 35 mil seguidores e anuncia pacotes de 2 mil canais por somente R$ 25 ao mês. Neste caso, a emissora pediu que os anúncios na plataforma fossem bloqueados e solicitou uma indenização de R$ 100 mil pela exibição ilegal dos conteúdos.

Todo IPTV é ilegal?

Boa parte dos conteúdos veiculados por esses servidores de IPTV focam em conteúdos esportivos ou ao vivo, que geralmente são transmitidos pelo Globoplay, HBO Max e Disney+. Muitas dessas operadoras também trabalham com a exibição pirata de inúmeros filmes, também disponíveis somente via streaming.

  • IPTV é a sigla para Internet Protocol Television e funciona como uma maneira de transmitir canais da TV ao vivo pela internet;
  • O próprio Globoplay, com suas transmissões simultâneas, pode ser encaixado nessa definição e é totalmente legal;
  • A operação ilegal começa quando essas transmissões são pirateadas por terceiros e veiculadas em sites ou apps;
  • Nos aplicativos, geralmente os criminosos cobram valores mensais bem mais baixos e conseguem unificar o catálogo de diversos streaming em apenas um;
  • A Anatel tenta ativamente acabar com essa prática, bem distribuída por meio de TVs Box piratas, e afirma que elas são uma porta de entrada para hackers.

Com as decisões da justiça, é possível que alguns desses serviços sejam retirados do ar em breve, mas não é um processo simples. Por conta da forte organização e muitas vezes com a atuação de membros em vários países, derrubar uma grande operadora ilegal pode levar meses ou anos.

Pesquisadores descobriram um IPTV  falso capaz de infectar o sistema das vítimas e esvaziar as contas bancárias. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© maxkabakov/Getty Imagesn - Adaptado

6 jogos indie brasileiros mais populares

25 de Abril de 2026, 19:00

Um bom jogo de videogame pode transformar a sua vida, e ele nem precisa ser feito por um super estúdio. Na última década a febre dos games independentes explodiu na indústria, e por mais que o Brasil não seja uma grande potência no desenvolvimento desses títulos, temos uma boa lista de jogos indie brasileiros que são indispensáveis.

Antes de começar essa excelente lista, vale relembrar o que é um jogo indie, afinal de contas muitas pessoas têm um pouco de dificuldade em entender o real conceito. Os jogos independentes são aqueles produzidos por pequenas desenvolvedoras, equipes, ou muitas vezes por uma única pessoa.

6 jogos indie brasileiros mais populares de todos os tempos

Uma das principais características desses jogos, além da dimensão da equipe, é o orçamento do projeto. Muitos títulos renomados custaram entre US$ 5 mil (R$ 27 mil) e US$ 50 mil (R$ 300 mil) para serem criados, enquanto outros já ficam na casa de US$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões).

Embora não pareça nada independente, os jogos AAA mais conhecidos, como as franquias GTA ou Call of Duty, custam dezenas de milhares de dólares e demandam equipes gigantescas espalhadas ao redor do mundo. Os independentes, principalmente os jogos indie brasileiros, custam menos e foram feitos por poucas pessoas.

Dandara

É difícil começar uma lista de jogos indie brasileiros populares sem falar de Dandara. Desenvolvido pela Long Hat House, o game traz o teor do estilo metroidvania e foca na protagonista de mesmo nome que, inclusive, é uma figura real. Dandara foi uma importante líder contra o regime escravagista ao lado de seu marido, Zumbi dos Palmares.

dandara-jogo-indie-plataforma-2d-mecanica-gravidade-exploracao-mapa-estilo-retro
Na trama, Dandara desperta para libertar os oprimidos do esquecimento (Imagem: Divulgação/Long Hat House)

O jogo não leva tanto essa temática para o seu enredo, que foca no colapso do mundo chamado Salt, até que uma imponente guerreira surge para trazer esperança. A jogabilidade é o grande foco desse game, com muitas mecânicas de pulo e de atirar raios para derrotar seus inimigos.

99Vidas: O Jogo

Também não é fácil comentar sobre jogos indie brasileiros e não escrever sobre o icônico jogo do 99Vidas. Originário por conta do clássico podcast e desenvolvido pela QUByte Interactive através de um programa de financiamento coletivo, o projeto entregou um ícone atemporal.

99vidas-o-jogo-beat-em-up-retro-luta-rua-personagens-pixel-art-acao
Um dos jogos indie brasileiros mais clássicos, o 99Vidas é notoriamente inspirado em Golden Axe e Battletoads (Imagem: Divulgação/QUByte Interactive)

Em resumo, 99Vidas: O Jogo trabalha no estilo beat 'em up com bastante estilo e carisma. Por ser baseado no podcast homônimo, a história tem muita relação com os temas e papos dos integrantes, apostando no bom-humor e inúmeras referências ao Brasil — sempre de maneira cômica e irreverente.

Blazing Chrome

Considerado um dos melhores games independentes de 2019, Blazing Chrome é fortemente inspirado em Contra e Metal Slug, trazendo todo o charme da década de 1990. O game do tipo plataforma com gráficos em 2D não é dos mais simples e embora seja relativamente curtinho, é um desafio.

blazing-chrome-jogo-acao-run-and-gun-8bits-explosoes-robos-inimigos
Blazing Chrome foi feito pela JoyMasher, que também tem destaques como Oniken e Odallus em seu catálogo (Imagem: JoyMasher/Reprodução)

Esse é um daqueles jogos indie brasileiros com o gostinho de nostalgia e o sabor de infância, com uma história de aniquilação da humanidade por robôs e o nosso protagonista, que deve salvar a resistência. O foco é na jogabilidade cheia de armas e inimigos casca-grossa para enfrentar, além da belíssima direção de arte.

Horizon Chase Turbo

Partindo para a linha das corridas, Horizon Chase Turbo foi um verdadeiro sucesso após seu lançamento em 2018 pela Aquiris Game Studio. Com esse título não há muita firula, somente corridas frenéticas e muito inspiradas no saudoso Top Gear, mantendo um estilo gráfico bem simples.

horizon-chase-turbo-jogo-corrida-arcade-carros-pista-cidade-estilo-retro
Horizon Chase Turbo usa do formato com poucos polígonos para ter seu charme (Imagem: Divulgação/Aquiris Game Studio)

O formato bem arcade é descritivamente inspirado nos anos 80 e tem gráficos simplificados justamente para poder rodar bem em diversos computadores e smartphones. Um dos mais divertidos jogos indie brasileiros já feitos, Chase Turbo tem até o “Uno da firma” entre os veículos jogáveis.

Dodgeball Academia

Um dos sucessos mais recentes dos últimos anos, Dodgeball Academia fez muito sucesso em 2021, no auge da pandemia, e tem uma premissa única. Criado em São Paulo pela Pocket Trap, esse é um jogo de queimada com muito foco no modo multiplayer online ou em coop local.

dodgeball-academia-jogo-indie-rpg-esporte-batalha-queimada-estilo-cartoon
Um jogo de queimada é aquilo que sempre quisemos (Imagem: Divulgação/Pocket Trap)

Mesmo que o projeto foque nessa temática de jogar com várias pessoas, há um modo história que nos coloca na pele de um jovem jogador de queimada que planeja ser o melhor de todos os tempos. Simples, divertido e com personagens bem carismáticos, Dodgeball é um dos jogos indie brasileiros mais diferentes já feitos.

Fobia — St. Dinfna Hotel

Por falar em novos jogos indie brasileiros, em 2022 a Pulsatrix Studios caiu de cabeça no segmento do terror com Fobia. No game, os jogadores encarnam um jornalista que parte para Santa Catarina em busca de um furo, mas acaba caindo na pior quando criaturas sinistras aparecem no Hotel Santa Dinfna.

fobia-st-dinfna-hotel-jogo-terror-fps-corredor-escuro-criatura-suspense
Fobia recebia uma enxurrada de elogios da imprensa nacional e internacional pelo seu escopo (Imagem: Divulgação/Pulsatrix Studios)

Com claras referências à Resident Evil, o game tem gameplay em primeira pessoa com boas doses de ação, puzzles e muito terror. A qualidade gráfica também surpreende bastante e torna esse um dos mais bem produzidos jogos indie brasileiro, e um forte expoente do terror nacional.

Bônus: Celeste

Embora seja alvo de algumas discussões por ser um jogo desenvolvido pelo estúdio canadense Maddy Makes Games, o aclamado Celeste tem muita contribuição dos brazucas. Isso acontece porque toda a arte desse maravilhoso game foi criado pelo MiniBoss, um estúdio brasileiro.

celeste-jogo-indie-plataforma-personagem-madeline-montanha-desafio-arte-pixel
Celeste venceu como Melhor Jogo Independente no TGA de 2019 (Imagem: Divulgação/Maddy Makes Games)

Claro, muitos outros aspectos foram criados pelos colegas canadenses, mas se não fossem os profissionais da MiniBoss, Celeste poderia ser muito diferente, e talvez até menos prestigiado. Seja como for, o game é uma obra desafiadora, bonita, que toca com temas extremamente sensíveis, como a ansiedade.

Você já conhecia todos os games desta lista? Lembre-se que há diversos outros ótimos jogos indie brasileiros por aí, e não esqueça de ajudar nossos desenvolvedores brazucas apoiando e comprando os games dos estúdios nacionais.

© Divulgação/Long Hat House

CPUs para IA agora são tão cruciais quanto GPUs e podem sofrer com escassez

25 de Abril de 2026, 13:00

O mercado de processadores entrou na mira dos data centers por conta da evolução das IAs Agênticas e empresas como a Intel esperam ganhar muito dinheiro com isso. Servidores para esse tipo de tecnologia exigem uma quantidade absurdamente maior de CPUs e isso deve encarecer o mercado doméstico.

Em uma reunião sobre resultados financeiros, o CFO da Intel David Zinsner comentou a respeito sobre o aumento na proporção de CPUs para data centers de IAs Agênticas. Antes, o treinamento de IAs “normais” poderia exigir um processador para um rack com oito placas de vídeo, mas nesse novo formato o número de CPUs necessário pode ser igual ao de GPUs.

Isso significa que se antes um data center tinha 100 processadores para 800 placas de vídeo, agora será preciso de 800 processadores para lidar com essas 800 placas. Como essas IAs são muito mais complexas, a proporção pode convergir em algo perto de 1:1 nos servidores ou até mesmo pender mais para o lado dos processadores.

intel-xeon-6-chip
Linha Intel Xeon se torna o carro-chefe da Intel. (Imagem: Intel/Divulgação)

O motivo para essa necessidade aumentada é que modelos agênticos precisam executar tarefas e não apenas responder a uma pergunta. Mesmo que as GPUs, como os modelos da Nvidia, sejam extremamente potentes, é preciso que os processadores acompanhem o ritmo para não desacelerar o sistema.

Intel ganha mais receita com IA, mas preço de chips sobe

Para a Intel e sua grande concorrente, a AMD, essas são ótimas notícias. O próprio time azul anunciou uma receita de US$ 13,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, principalmente graças aos seus chips para servidores. Em outras palavras, essa alta demanda por IAs está impulsionando a retomada de mercado da Intel.

Informações do Commercial Times apontam que o preço de CPUs para data centers aumentou entre 10% e 20% em março deste ano, enquanto para PCs domésticos o reajuste foi de até 10%. Também é dito que a Intel irá priorizar a fabricação dos processadores Xeon para data centers em relação aos processadores para uso diário.

A companhia espera que a venda total de unidades de computadores reduza em dois dígitos percentuais para 2026 e aposta as fichas no mercado de IA. “Ao analisarmos a taxa de crescimento daqui para frente, a demanda por CPUs se tornará uma parte significativa do mercado total de IA”, explicou Zinsner.

Com a alta nas receitas recentes nos dois últimos trimestres, a Intel volta a ocupar uma posição de maior destaque no cenário global. Dado o aumento de envios de processadores Xeon ao longo do ano, a expectativa é que a empresa tenha maior estabilidade, já que perdeu bastante terreno para a AMD desde o início da década.

Na semana passada, a Intel revelou os processadores Wildcat Lake para integrarem notebooks mais baratos com funções de inteligência artificial, em um plano para driblar a crise de componentes. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© (Imagem: EvgeniyShkolenko/Getty Images)

Galaxy Book 6 Edge vaza e pode desapontar quem queria um notebook pequeno

25 de Abril de 2026, 10:00

A loja alemã Cyberport acidentalmente vazou o novo Galaxy Book 6 Edge, mas o notebook da Samsung não deve oferecer mais a opção de tela menor. O vazamento foi reportado pelo site WinFuture, que aponta também algumas especificações do aparelho, como a presença do Snapdragon X2 Elite.

Diferente dos seus irmãos maiores, o Book 6 Edge deve ser vendido somente com um display de 16 polegadas, abrindo mão da variante de 14 polegadas. Essa não é uma boa notícia para os fãs de notebooks pequenos, afinal de contas uma tela maior ocupa mais espaço na mesa, pesa mais e dificulta no transporte.

Ainda sobre o display, essa tela deve manter o painel AMOLED com um nível de cores mais alto. O formato de exibição é 16:9 e a resolução ficará acima do Quad HD+ (2880 x 1800 pixels), com taxa de atualização de 120 Hz e brilho de 500 nits, mas sem suporte à tecnologia de touchscreen.

Samsung-Galaxy-Book-6-Edge-vazado.png
Novo Galaxy Book 6 Edge deve pesar somente 1,55 kg. (Imagem: WinFuture/Reprodução)

Novo Edge surpreende com chip Qualcomm

A parte boa é que esse deve ser um notebook com um desempenho bem alto. Internamente, a fabricante irá inserir a plataforma Snapdragon X2 Elite (X2E-88-100). Esse chip possui 18 núcleos com frequência máxima de 4,7 GHz e é um dos mais rápidos da Qualcomm, além de operar com a arquitetura Arm.

  • Também haverá 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento como opções mínimas, mas os usuários poderão escolher a opção de 32 GB/1 TB;
  • Como a NPU do chip da Qualcomm tem 80 TOPS sozinha, esse notebook provavelmente será vendido como um Copilot+PC;
  • A bateria deve ter 61,8 Whr e pode proporcionar um uso de até 22 horas, embora o contexto não tenha sido especificado;
  • O modelo deve oferecer duas portas USB Tipo-C com Thunderbolt 4, um HDMI 2.1, porta USB 3.2 Gen 2, jack para fone de microfone e leitor de cartão microSDXC.

O Galaxy Book 6 Edge deve começar a ser vendido em breve pelo preço inicial de € 2.199 (cerca de R$ 13 mil), enquanto a versão mais parruda custará pelo menos € 2.800 (R$ 16 mil). Não há informações sobre a chegada desse notebook de maneira oficial ao mercado brasileiro.

A Qualcomm pode ter escolhido a Samsung para fabricar seus novos chips e a negociação entre as empresas já estaria em uma fase bem avançada. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© TecMundo

Vídeo mostra 'protótipos' do iPhone Fold e iPhone 18 Pro Max; confira

7 de Abril de 2026, 18:30

Após renderizações, um vídeo do iPhone Fold publicado nesta terça-feira (7) mostra um "dummy" do suposto dobrável. O conteúdo foi publicado pelo perfil “AhMad 𝕏 Ansari” no X depois que o informante Sonny Dickson divulgou imagens dessas peças de pré-produção.

O vídeo mostra com detalhes o formato do iPhone dobrável, que deve usar aquele design com a tela mais larga próximo de um tablet. Isso significa que em área total de tela esse aparelho pode ter algo na casa das 7,7 polegadas, ou seja, levemente menor do que o iPad Mini. Já a tela externa pode ter 5,3".

Arquivos CAD vazados no fim do ano passado já mostravam um aparelho similar e no domingo (5) o insider MajinBu revelou renderizações 3D não-oficiais baseadas nos vazamentos. Com esse vídeo e as novas imagens publicadas, parece não haver mais espaço para dúvida sobre como será o design do aparelho — muito especulado há anos.

FINALLY🙌🏼 First look at the iPhone Fold & 18 Pro Max dummy. pic.twitter.com/iAhKUV7ysC

— AhMad 𝕏 Ansari (@Ahmadansari2233) April 7, 2026

O vídeo também revela mais detalhes sobre o iPhone 18 Pro Max, que aparece nos primeiros segundos, mas tem o mesmo visual do seu antecessor. Porém, vale notar que o conteúdo do vídeo é um dummy, ou seja, um protótipo fictício geralmente enviado em antecedência para parceiros com as dimensões exatas do produto final.

Apple quer lançar dobrável no fim do ano

Além do vídeo, uma reportagem do jornalista da Bloomberg especializado na Apple, Mark Gurman, reafirmou que a Maçã quer lançar o iPhone dobrável em setembro deste ano. O calendário da companhia, segundo fontes do veíuclo, aponta para o anúncio simultâneo do iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e o modelo dobrável.

  • Embora haja um receio de indisponibilidade de peças ou materiais, a fabricante quer que as vendas do dobrável ocorram perto dos modelos tradicionais;
  • Vale reiterar que a produção desse modelo ainda não atingiu um nível de maturidade massiva, então o cronograma não é definitivo;
  • O objetivo da Apple é oferecer um aparelho flagship com características similares às dos concorrentes, mas pontos-chaves diferentes;
  • Engenheiros da companhia acreditam que conseguiram resolver o problema de vinco na dobra da tela;
  • O vinco é um dos principais motivos pelo atraso desse dobrável, já que a Apple sempre quis um celular sem marcas de dobra no display;
  • Esse aparelho terá uma tela bem ampla na horizontal, tornando-o mais eficiente para assistir a vídeos e jogar;
  • A fabricante também deve atualizar o sistema iOS para que os apps se pareçam mais com os softwares de iPad;
  • O cronograma da Apple também visa lançar somente os modelos entusiastas no fim do ano, enquanto o iPhone 18 chegaria no início de 2027.
  • Também foi reportado que a companhia planeja o já esperado iPhone 18e mais barato e um novo iPhone Air no mesmo período.

O preço do iPhone Fold não será nada amigável e deve ultrapassar a barreira dos US$ 2.000 (cerca de R$ 10.300), justificando a visão entusiasta da companhia. Recentemente, uma matéria do Nikkei Asia apontava dificuldades por partes da Maçã e chegou a mencionar possíveis atrasos, mas o lançamento ainda deve ocorrer em setembro.

Três canais do YouTube entraram com uma ação aberta contra a Apple por coleta de conteúdos não autorizados para alimentar modelos de inteligência artificial. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© AhMad 𝕏 Ansari/X

Polícia Federal investiga suspeitos de invasão cibernética no INSS

7 de Abril de 2026, 15:15

A Polícia Federal deflagrou a Operação Riga contra um grupo cibercriminoso suspeito de realizar invasões cibernéticas e fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). A ação foi realizada nesta terça-feira (07) em diversos endereços no Distrito Federal, em Brasília. O INSS ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

No total, as autoridades cumprem três mandados de busca e apreensão contra suspeitos de acesso indevido aos sistemas da instituição. As autoridades explicam que começaram as investigações após indícios de acessos suspeitos na rede interna da autarquia, com possibilidade de comprometimento de dados e credenciais.

Segundo as informações compartilhadas pela PF, os investigados por essas invasões teriam utilizado de suas posições para praticar os crimes, sugerindo envolvimento de servidores públicos. No entanto, essa ainda não é uma informação confirmada e exige cautela, já que porque os nomes dos investigados não foram divulgados.

duas mãos segurando um celular com o Meu INSS aberto
Aplicativo Meu INSS também é amplamente utilizado pela população brasileira (Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil)

Como aponta a CNN Brasil, os criminosos teriam instalado equipamentos de maneira oculta nas dependências das agências do INSS. Isso fez com que o grupo pudesse acessar as máquinas de maneira remota, já que eram dotados de capacidades técnicas avançadas para realizar as operações fraudulentas.

Invasão no INSS comprometeu dados?

Antes de qualquer alarde, é importante pontuar que as autoridades não confirmaram vazamentos de dados públicos. Mesmo assim, os acessos ao sistema do INSS permitiam reativação de benefícios suspensos, alterações de titularidade e habilitação de empréstimos consignados indevidos.

Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático e outros delitos que possam ser identificados. Caso condenados, os suspeitos devem receber penas de reclusão entre 2 a 5 anos e multa, mas as penalidades podem aumentar caso a justiça considere crimes de associação criminosa e estelionato previdenciário.

O TecMundo entrou em contato com o Instituto Nacional de Seguro Social, mas ainda não obteve resposta. A notícia será atualizada em caso de algum posicionamento oficial.

Um alerta do Departamento Federal de Investigação (FBI) detalha que aplicativos chineses podem realizar coleta de dados indevida dos usuários. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© (Imagem: Joa_Souza/Getty Images)

'Carroll': astronauta da Artemis II nomeia cratera com nome da esposa falecida

7 de Abril de 2026, 14:30

Os astronautas do programa Artemis II viveram um emocionante momento após nomear uma cratera lunar na última segunda-feira (06). O “ponto brilhante na Lua” foi batizado de Carroll pela tripulação em homenagem à falecida esposa do comandante da missão, Reid Wiseman.

Pouco tempo após a tripulação quebrar o recorde de ponto mais distante da Terra já visitado por humanos, um vídeo compartilhado pela equipe mostra o momento de batismo da cratera. A referência do nome foi para Carroll Taylor Wiseman, que faleceu em decorrência de um câncer, em 2020.

Em contato com o controle da missão, o especialista Jeremy Hansen narrou que no início da jornada da Artemis, o grupo de astronautas sofreu um grande baque.

“E assim perdemos uma pessoa querida. Seu nome era Carroll, esposa de Reid, mãe de Katie e Ellie. E se você quiser encontrar este lugar, procure por Glushko, que fica a noroeste dali, na mesma latitude de Ohm, e é um ponto brilhante na Lua. Gostaríamos de chamá-lo de Carroll”, finalizou Hansen.

Após o contato do especialista, o controle da missão ficou alguns segundos em silêncio, enquanto o restante da tripulação se reuniu para abraçar o comandante Wiseman.

Em resposta, o controle confirmou a solicitação da equipe e confirmou a escolha pela “Cratera Carroll” durante a comunicação.

Cratera Carroll ainda não é oficial

Mesmo que os responsáveis na Terra e a equipe da Artemis II tenham chegado a um consenso, a Cratera Carroll ainda não é oficial. Assim como ocorre com qualquer formação lunar, os nomes precisam passar por uma aprovação da União Astronômica Internacional (UAI) e isso geralmente leva algum tempo até acontecer.

  • Durante a missão Apollo 8, o astronauta Jim Lovell propôs que uma montanha fosse batizada com o nome de sua esposa, Marilyn, mas a UAI só aceitou o nome em 2017;
  • Vale notar que a localização exata da cratera ainda não foi totalmente confirmada, mas fica entre as crateras Glushko e Ohm;
  • Os quatro astronautas da Artemis II já iniciaram a viagem de volta à Terra após o sobrevoo da Lua;
  • Em dado momento, o sinal dos tripulantes sofreu um apagão durante a visita ao lado oculto da Lua, mas já era algo previsto;
  • A missão também bateu o recorde de humanos no ponto mais distante em relação ao nosso planeta, com mais de 406 mil km longe da Terra;
  • Com a volta à Lua, é a primeira vez que os humanos chegam tão perto do satélite natural após mais de 50 anos.

O próximo passo da cápsula Orion é começar a sair da influência gravitacional da Lua e serão feitas pequenas correções nos motores. Na próxima quinta-feira (09), os astronautas passarão o último dia completo no espaço, até que finalmente retornem para a Terra no dia 10, em uma aterrissagem no Oceano Pacífico.

Aliás, a Artemis II usa um sistema O2O para enviar imagens em 4K do espaço, que usa comunicação óptica para transmitir dados em alta qualidade. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© (Imagem: NASA/Divulgação)

Galaxy Z Fold 8 Wide: possível novo dobrável com tela larga aparece em renders

26 de Março de 2026, 18:00

Como especulado já há algum tempo, a Samsung deve lançar futuramente um novo celular com tela mais larga para para competir com o iPhone Fold. Esse smartphone pode se chamar Galaxy Z Fold 8 Wide e algumas renderizações desse produto surgiram na internet. 

O conteúdo foi publicado nesta quarta-feira (25) pelo site Android Headlines como uma forma de ilustrar como esse futuro smartphone deve ser, segundo arquivos CAD vazados há algum tempo.

Como mostra o material do veículo, esse será um dobrável diferente dos Z Fold atuais. A ideia da Samsung é apresentar um produto com tela mais larga e que como resultado, ou seja, com o display totalmente aberto, seja realmente parecido com um grande tablet para o uso cotidiano.

Mesmo com todo esse tamanho, o aparelho ainda parece ser marginalmente fino, afinal de contas essa área mais ampla também ajuda a acomodar componentes internamente. A surpresa fica para esse módulo de câmeras com dois sensores e resta saber se somente o modelo Wide será assim ou também o Galaxy Z Fold 8 regular.

Galaxy-Z-Fold-8-wide-render-conceito.jpg
Mesmo mais largo, o Z Fold 8 Wide mantém a ideia de design dos seus antecesores (Imagem: Android Headlines / reprodução)

Por ser baseado em modelos CAD, essas renderizações do Galaxy Z Fold 8 Wide não são totalmente precisas, então certas características podem estar erradas. Com base nos rumores mais antigos, esse dispositivo deve chegar com uma tela interna de 5,4 polegadas e uma tela externa de 7,6 polegadas quando aberto.

Samsung quer impedir avanços da Apple

O motivo para a Samsung lançar essa variante do Galaxy Z Fold 8 tem relação direta com a Apple. No fim do ano a Maçã deve anunciar seu primeiro iPhone dobrável, fortemente especulado para ter um display igualmente largo. Assim, o Fold 8 Wide seria a tentativa da sul-coreana em batalhar ainda mais com a sua rival direta.

  • Rumores passados indicavam que esse iPhone dobrável teria um tamanho similar ao do iPad Mini;
  • Um dos objetivos da Apple é que seu primeiro smartphone com dobras realmente se destacasse no mercado como algo diferente;
  • Sobre o Fold Wide, a companhia deve aumentar a bateria desse novo aparelho de 4.400 mAh para 4.800 mAh;
  • É esperado que o modelo seja lançado com o chip Snapdragon 8 Elite Gen 5, mas isso ainda não é uma unanimidade;
  • Como a companhia lançou o chip Exynos 2600 dos Galaxy S26 recentemente, essa plataforma também poderia ser usada no dobrável;
  • Apesar do nome Fold 8 Wide, ainda há algumas dúvidas sobre se esse aparelho será da atual ou futura linha da Samsung;
  • Em relação ao iPhone Fold, analistas de mercado entendem que o aparelho tem capacidade para alavancar a popularidade do segmento dobrável.

A Samsung costuma lançar seus dobráveis entre julho e agosto, então os novos Galaxy Z Fold 8 e Galaxy Z Flip 8 devem chegar nesse período. Para o Galaxy Z Fold Wide é mais difícil cravar, mas como o iPhone Fold está programado para entre setembro e novembro, não seria surpresa ver o aparelho da Samsung surgir nessa janela.

A Samsung confirmou que irá descontinuar a produção do Galaxy Z TriFold apenas três meses após seu lançamento. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

Procurando bons smartphones? Garanta já o seu! 

Galaxy S26 Ultra
Smartphone Samsung Galaxy S26 5G Ultra, 512GB por R$8.797,50 com cupom o TECMUNDO
Compre aqui
iphone 17
Smartphone Apple iPhone, 256GB por R$6.389,10
Compre aqui
Motorola Signature
Smartphone Motorola Signature, 512GB por R$ 7.099,10
Compre aqui

 

© TecMundo

CPUs serão as próximas peças de PCs a aumentar de preço

25 de Março de 2026, 18:00

O preço de CPUs para uso em computadores domésticos e máquinas gamer vai aumentar de maneira significativa nos próximos meses. Uma reportagem do site Nikkei Asia indica que grandes fabricantes de PCs estão sentindo um vazio na oferta de processadores, além de um aumento entre 10 e 15% no valor desses itens nos últimos meses.

Para além da crise de memórias RAM e armazenamento, os processadores parecem estar na lista dos próximos produtos fortemente afetados. Fontes próximas ao assunto indicaram que restrições no fornecimento de CPUs da Intel e AMD agravam ainda mais a situação das fabricantes de computadores e até mesmo de servidores.

Marcas mundialmente conhecidas por seus produtos, como a HP e Dell, encontraram um tipo de lacuna significativa entre o volume de CPUs necessário e o volume que conseguiram obter. As marcas constataram esse problema no fim de fevereiro e salientam que o preço começa a crescer ao longo dos meses.

intel-arrow-lake-ganhará-refresh
Preços devem afetar tanto os processadores para desktops quanto para notebooks e portáteis (Imagem: Intel)

“Antes, o prazo médio de entrega de CPUs era de uma ou duas semanas, mas agora o tempo de espera aumentou para uma média de oito a 12 semanas”, disse um executivo que vende soluções da Nvidia, AMD e Intel. Outra fonte explicou que nem mesmo o dinheiro consegue resolver esse problema. "O que nos preocupa é que, mesmo pagando mais, não conseguimos obter mais. A escassez de CPUs está se tornando cada vez mais grave, assim como a situação dos chips de memória."

AMD e Intel priorizaram mercado de IA

Em determinados casos, a espera para conseguir novos processadores pode levar até seis meses. Alguns executivos do setor entendem que o pior cenário ocorrerá entre abril e junho deste ano. Na visão dos bastidores, o volume de produtos disponíveis será ainda menor que nos últimos trimestres.

  • Os motivos para esses atrasos têm relação com o fato da AMD e Intel priorizarem CPUs para data centers e servidores;
  • Isso faz com que as fábricas voltem sua produção para esse setor e ‘esqueçam’ da categoria dos processadores domésticos;
  • Como a demanda por esses chips domésticos é alta e a oferta se torna baixa, o movimento natural reside no aumento de preços;
  • Esse tipo de situação faz com que os estoques de CPUs para compra e montagem de PCs e notebook fique baixo;
  • As fabricantes como Dell, HP e outras OEMs ficam basicamente pressionadas a aumentarem os preços dos produtos para absorver os custos;
  • Marcas como a Asus entendem que Intel e AMD devem focar em chips do segmento avançado para este ano;
  • A lacuna em fornecer chips dessas empresa pode fazer com que mais OEMs invistam em chips da Arm;
  • Por conta das demandas de IA, as capacidades produtivas do mundo do hardware estão cada vez mais reservadas para Nvidia, Broadcom, Google e Amazon.

Com essas informações em jogo, é justo projetar que o preço dos PCs e notebooks aumentará ainda mais no próximo trimestre. Agora, além de RAM, SSDs e placas de vídeo, o consumidor também pagará mais caro nos processadores, que até pouco tempo resistiram bem aos preços altos.

Outra reportagem recente aponta que a Intel planeja um aumento de até 10% no valor dos seus processadores para desktops e notebooks Core Ultra. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Felipe Vidal/TecMundo

Crimson Desert tem gráficos densos e boa performance no PC: Review técnica

25 de Março de 2026, 16:15

Crimson Desert foi lançado nos últimos dias para os computadores e estreou com um feedback positivo pelos jogadores da Steam, mas será que roda bem no PC? A resposta é que sim! O tão aguardado título da Pearl Abyss performa bem nos computadores, apesar de algumas imperfeições gráficas.

De antemão, é preciso salientar que o time de desenvolvedores realmente parece ter se esforçado bastante. Sem entrar no mérito desse ser um bom game ou não, como a internet vem discutindo, Crimson Desert é um título com visuais belíssimos e resgata uma parte da profundidade de games clássicos do passado.

Crimson Desert ganha na profundidade visual

Assim que você inicia Crimson Desert, próximo a um acampamento aliado no meio de uma floresta, já dá para sentir qual será o rumo da história de Kfliff e seu grupo. O cenário é muito bem povoado de elementos graficamente densos, que dá um baque inicial no jogador por apresentar tamanha complexidade.

Crimson-Desert-PC-ponte.jpg
Distância no campo de visão de Crimson Desert é gigantesca (Captura de tela: Felipe Vidal/Voxel)

Sejamos justos, pois isso não é algo inédito de Crimson Desert. Jogos relativamente recentes, como Assassin’s Creed Shadows do ano passado, também são bem densos graficamente. Aliás, eu não quero entrar em um comparativo ferrenho entre ambos, já que cada um possui suas valências e deficiências gráficas, mas o título da Ubisoft talvez até encante mais pela direção artística dos cenários e modelos de personagens do que Crimson.

Mas é inegável como o grande AAA da Pearl Abyss trabalha bem na sua densidade. Tudo é devidamente bem preenchido, principalmente nas áreas de florestas e campos abertos. Nas cidades a qualidade também é realmente grandiosa, embora eu prefira as áreas externas, que possuem um apelo maior.

O meu ponto é que talvez Crimson Desert tenha um tipo de filtro de nitidez muito alto. Enquanto eu explorava o título, percebi que tudo parecia meio “sharp” demais. A tradução para essa palavra é algo como afiado, e eu notei que todas as construções e vegetações parecem nítidas até demais. Até onde vi, não há muitas pessoas reclamando sobre isso, então pode ser um problema no meu monitor, talvez.

Crimson-Desert-PC-campo-aberto.jpg
Ambientação externa de Crimson Desert enche os olhos (Captura de tela: Felipe Vidal/Voxel)

Mas é preciso salientar como Crimson Desert trabalha muito bem com a vegetação. Seja na grama baixa de alguns campos ou florestas mais densas, é realmente muito divertido ver uma ambientação tão bonita assim. Diferente de outros jogos que simplesmente jogam folhas pelo cenário, Crimson fornece um peso para o ambiente.

Com as texturas isso também acontece, pois o time da Pearl Abyss caprichou em rochas, paredes, casinhas de madeira, armaduras e elementos diversos. Nesse ponto, vale uma comparação com o clássico Red Dead Redemption 2, que ainda é tecnicamente melhor, mas ganhou um concorrente de peso no que diz respeito à profundidade gráfica daquele mundo.

Crimson-Desert-PC-cachoeira.jpg
Textura nas rochas e elementos do cenário também impressiona pela qualidade (Captura de tela: Felipe Vidal/Voxel)

E claro, não há como não mencionar a qualidade dos corpos d'água espalhados pelo mapa. A desenvolvedora usou uma tecnologia potente para dar um alto tom de realismo em rios, lagoas e riachos cristalinos com muita definição. Mesmo a física da água é muito bem feita ao correr por uma cachoeira e ver a água cair daquela altura. Um grande acerto da Pearl Abyss.

A modelagem dos personagens também é muito bem feita e as faces são bem orquestradas, com bela utilização de sombras e contornos. Novamente, há um grau de profundidade atingido, mas infelizmente o protagonista Kliff tem aquele tom extremamente genérico de games com orçamento pequeno.

Crimson-Desert-PC-Kliff.jpg
Rosto do protagonista é bem feito, mas falta parece clichê demais (Captura de tela: Felipe Vidal/Voxel)

Opções gráficas de Crimson Desert

Um jogo do tamanho de Crimson Desert merece ter um vasto leque de opções gráficas para configurações e felizmente esse port oferece isso. A Pearl Abyss disponibiliza uma gama legal de opções para o usuário mexer, incluindo os presets Cinematográfico, Ultra, Alto, Médio, Baixo e Mínimo.

Como já era esperado, a configuração Cinematográfica é lindíssima e expõe tudo de melhor que esse game possui. Tanto essa quanto a configuração Ultra habilita automaticamente  o Ray Tracing nas cenas e já adianto que faz menos diferença do que as pessoas esperam, mas está disponível no game.

Da configuração Cinematográfica até a Alta fica bem difícil de apontar diferenças gráficas. Claro, a melhor opção certamente terá algumas melhorias, mas durante a jogatina jogar no modo Alto é excelente e o usuário nem deve perceber que há algum preset melhor, seguindo os passos de outros títulos que também compartilham dessa situação.

Do modo Alto para o Médio há uma diferença, mas que também é bem pouco visível. Algumas sombras deixam de fornecer profundidade ao ambiente, certas texturas são levemente reduzidas e a vegetação também simplifica. Porém, o jogo ainda fica muito bonito e ótimo para jogar.

A qualidade Baixa obviamente tira toda a profundidade do game e dá um aspecto de muito mais superficialidade ao título. Mesmo assim, jogar com a configuração baixa não parece algo incrivelmente horroroso, afinal de contas Crimson Desert ainda mantém um pouco da profundidade que eu venho falando há alguns parágrafos.

O mais engraçado ocorre quando o jogador ativa a configuração Mínima. Crimson Desert no mínimo se torna uma experiência cômica e aterrorizante, já que o game resolve fazer um tipo de redução de resolução estranha que torna o jogo como um grande borrão. É como se a tela do monitor se tornasse uma câmera com foco mínimo.

Crimson Desert tem Ray Tracing?

Sim, Crimson Desert possui tecnologia de Ray Tracing, mas ela não faz tanta diferença assim. No comparativo abaixo eu aponto que são poucos os cenários em que o traçado de raios mostra sua boa forma, mas em boa parte do tempo a tecnologia ajuda a suavizar sombras e alguns reflexos, mas retira um pouco do contraste ao fazer isso.

Embora eu mostre os testes de performance nos próximos parágrafos, habilitar o Ray Tracing afeta bem pouco em Crimson Desert. Sem o traçado de raios ativado eu ganhei uns 4 ou 5 FPS na jogatina, o que sinceramente é imperceptível, então vale a pena que o jogador teste para ver qual resultado ele mais gosta, sabendo do pouco impacto no desempenho.

Performance de Crimson Desert no PC

Devido ao fato que Crimson Desert é um jogo massivo, de mundo aberto com interações orgânicas e uma qualidade gráfica poderosa, era natural ter receios sobre a otimização desse game. Felizmente, é possível afirmar que Crimson Desert é um jogo até bem otimizado para os computadores e vai rodar em muitos PCs sem problemas.

Eu testei Crimson Desert com uma GeForce RTX 5080 Founders Edition e um processador Ryzen 7 9850X3D, munido de 16 GB de RAM DDR5 e um SSD de 2 TB. O setup é mais do que o suficiente para encarar o game em qualquer situação.

Crimson Desert em 4K

Para esses primeiros testes, é legal começar com os benchmarks mais simples que testam apenas as configurações de qualidade gráfica, sem upscaling. Foi dessa forma que a RTX 5080 teve que se esforçar para atingir uma média de basicamente 60 FPS, com algumas leves oscilações.

Apesar disso, as configurações Ultra e Alta se mostraram muito mais amigáveis e performam melhor. Ao olhar sobre a ótica da fluidez e qualidade gráfica, faz muito sentido jogar esse game no Alto ou mesclar com o Ultra para ter uma jogatina muito mais estável, embora a minha expectativa é que a 5080 conseguisse resultados melhores com tudo no máximo.

Tudo muda quando entramos com o DLSS e o FSR em campo. Crimson Desert tem compatibilidade com o DLSS 4, DLSS 4.5 e DLSS 4.5 L, além do FSR 3.1, mas deixa o XeSS 2 de fora. De antemão é preciso notar que essas duas versões do DLSS 4.5 não parecem tão estáveis e geram problemas de pequenos artefatos na tela.

Basta ativar somente o upscaling para a gameplay ficar evidentemente melhor na qualidade Cinematográfica. Tanto a tecnologia da AMD quanto a da Nvidia fazem um bom trabalho e, em geral, é bem difícil perceber problemas técnicos causados pelo upscaling de imagem.

Há o suporte para a geração de quadros via Multi Frame Generation por parte das duas marcas e também funciona bem, saltando consideravelmente a taxa de FPS. Porém, a partir do modo 3X no MFG da Nvidia já comecei a sentir alguns borrões em movimentos rápidos por conta da criação dos quadros, mas dentro da normalidade da tecnologia.

Crimson Desert roda bem no PC?

Belo, vasto e com boa otimização, Crimson Desert roda bem nos computadores e não exige além do que recomenda nos requisitos mínimos. É um game que traz uma densidade visual forte, com belíssimos gráficos, texturas, ambientação, iluminação e o mais importante: profundidade ao jogador.

Isso significa que Crimson Desert é um novo Red Dead Redemption 2? É improvável, mas o game tem seus méritos no quesito visual e está claro que a Pearl Abyss se esforçou para criar uma atmosfera realista, mas que respeita bem o caráter mais caricato das histórias medievais com dragões e monstros.

Crimson-Desert-PC-tutorial.jpg
Crimson Desert é um bom jogo para os computadores (Captura de tela: Felipe Vidal/Voxel)

Embora não seja o cerne desta análise, Crimson Desert surpreende positivamente no PC e em seus gráficos, mas falta algo na alma deste jogo. Em maio a vastidão e beleza do mundo, eu sinto que jogar inúmeras mecânicas de cara para o jogador e apostar em uma história absurdamente rasa fazem esse jogo cair no meu critério.

Seja como for, Crimson Desert é mais um belo game lançado em 2026 e fará os jogadores de PC felizes.

A análise do desempenho de Crimson Desert foi feita graças a uma chave cedida de maneira antecipada pela Pearl Abyss. Siga o Voxel no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

©

Snapdragon 8 Elite Gen 6 deve ter potência alta e variante Pro entusiasta

25 de Março de 2026, 16:00

A Qualcomm só deve revelar sua próxima linha de chips no fim do ano, mas um novo vazamento jogou luz sobre o novo Snapdragon 8 Elite Gen 6. O modelo premium da companhia deve ter uma configuração bem robusta e pode não estar sozinha, já que uma variante Pro também pode ser lançada ao mesmo tempo.

As informações são do insider Digital Chat Station, que compartilhou informações de dois chips com código SM8975 e SM8950 na rede social chinesa Weibo. Esses números se referem aos vindouros Snapdragon 8 Elite Gen 6 e o Snapdragon Elite Gen 6 Pro, que devem ter alguns refinos para aumentar a performance.

Em ambos os modelos, a fabricante irá inserir uma configuração de oito núcleos no formato 2+3+3. Isso significa que as plataformas devem contar com pelo menos dois núcleos de alto desempenho, três núcleos de eficiência e mais três com consumo energético bem baixo. Inclusive, o silício será desenvolvido no avançado processo de 2 nanômetros (nm) da TSMC.

snapdragon-8-elite-gen-6-vazado.webp
Celulares com o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro devem ser lançados com preço extremamente alto Captura de tela / Felipe Vidal

Essa é uma informação valiosa, uma vez que o atual Snapdragon 8 Elite Gen 5 é fabricado na litografia de 3 nm. Isso significa que os futuros chips devem ter um ganho de performance interessante e, principalmente, fortes melhorias na eficiência energética e aquecimento, pontos que as marcas têm focado em aprimorar.

Modelo Pro terá memórias LPDDR6

O Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro deve ser o carro-chefe da Qualcomm para 2026 e o grande diferencial do modelo reside na sua GPU integrada. É reportado que esse chip chegará com a nova placa gráfica Adreno 850 com alto poder de fogo, enquanto a versão Snapdragon 8 Elite Gen 6 padrão teria a Adreno 845 um pouco mais simples.

  • Uma novidade dessa versão Pro é que ela deve ser compatível com memórias LPDDR6, mas também terá suporte para o atual LPDDR5X;
  • A versão sem o Pro desses chips será um pouco mais conservadora e aguentará somente o protocolo LPDDR5X;
  • O informante também indicou que a Qualcomm pode lançar um Snapdragon 8 Gen 6 bem regular, mas as especificaçòes não empolgam;
  • Também é dito que o futuro Dimensity 9600 da MediaTek deve ficar situado entre o novo Snapdragon base e o modelo Pro;
  • É interessante notar que essa versão Pro deve ser bem limitada aos modelos super entusiastas, por conta do alto preço na fabricação;
  • Celulares avançados vão receber o Snapdragon 8 Elite Gen 6 normalmente, mas o Pro está localizado em um degrau acima na hierarquia de performance;
  • Rumores passados indicam que inserir as memórias LPDDR6 nos celulares sairia mais caro que o próprio chip Pro.

Apesar das informações, o lançamento da linha Snapdragon 8 Elite Gen 6 está distante e deve ocorrer apenas entre setembro e novembro. Até esse período, a Qualcomm vai ter muito tempo para trabalhar nas opções desses semicondutores, então algumas tecnologias podem ser adicionadas ou removidas.

Por falar em lançamentos, a Samsung anunciou os novos Galaxy A57 e A37 para o segmento intermediário com um aumento de preço. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Gemini

Inteligência Artificial Geral: o que significa o conceito citado pelo CEO da Nvidia?

24 de Março de 2026, 13:00

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, explicou durante uma entrevista que talvez a indústria tenha atingido o status de Inteligência Artificial Geral (AGI). A fala aconteceu durante uma entrevista do mandatário ao podcast de Lex Friedman, que disse que “acredita que tenhamos alcançado a AGI”.

O próprio Friedman teria descrito a AGI como um tipo de ferramenta que “essencialmente faz o seu trabalho”, citando o papel de Huang como um CEO. Em outros termos, essa tecnologia seria uma ferramenta de IA que pode até gerar uma marca de tecnologia e administrá-la com sucesso.

Sem muita hesitação, após Friedman questionar se levariam cinco ou 20 anos até alcançarmos a AGI, Huang explica que talvez já tenhamos feito isso. O diretor executivo da gigante exemplifica que essa IA autônoma “poderia criar um serviço para web, algum pequeno aplicativo interessante que de repente seria usado por bilhões de pessoas por 50 centavos e depois desaparece”.

Huang continua e diz que não ficaria surpreso de que uma IA criasse um tipo de influencer digital fofo, parecido com um Tamagotchi e tornasse isso um sucesso instantâneo. “Várias pessoas iriam usar isso por alguns meses e depois o efeito acaba desaparecendo com o tempo”, explica Jensen Huang.

Fala de Huang é exagerada?

A grande questão a respeito da fala de Huang é que as definições da Inteligência Artificial Geral podem variar muito e são suscetíveis a várias interpretações. Companhias como o Google e a Amazon concordam que essa seria uma tecnologia capaz de realizar qualquer tipo de tarefa que o intelecto humano também conseguiria fazer.

  • Mesmo com uma fala empolgante assim, a declaração de Huang pareceu um tanto quanto oportunista para alguns;
  • O CEO também destacou a utilização massiva de softwares como o OpenClaw, em que o próprio já citou como um “novo ChatGPT”;
  • Apesar da empolgação, o próprio diretor executivo indicou que a chance desses agentes de IA construírem a Nvidia é de zero por cento;
  • Um relatório chamado “AI 2027” indica que uma superinteligência artificial poderia estar disponível até o final de 2027;
  • Especialistas da organização responsável entendem que a tecnologia avançará ao ponto de ultrapassar as capacidades humanas;
  • Outros CEOs do mundo tech, como o chefão da OpenAI, acredita que esse tipo de tecnologia conseguirá até mesmo a aumentar a taxa de natalidade global;
  • Ex-desenvolvedores do Google creem que a ascensão dessas tecnologias irá substituir até mesmo os diretores de muitas empresas no futuro.

Se a declaração de Jensen Huang está certa ou errada, somente o tempo vai dizer. No entanto, com as informações disponíveis hoje, parece improvável que a atual inteligência artificial já tenha conseguido ultrapassar as capacidades humanas para algumas tarefas, a menos que algum anúncio bombástico ocorra nos próximos meses.

No início do ano, Huang já enfatizou que ataques contra a inteligência artificial podem prejudicar o desenvolvimento desse setor. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Kevin Dietsch/GettyImages

Asus pode subir preço de PCs em 30% nos próximos meses, revela site

24 de Março de 2026, 12:45

A Asus pode subir em até 30% o preço dos seus produtos por conta da crise de componentes global, segundo o site chinês UDN. Conforme aponta o veículo asiático, durante um evento em parceria com a Qualcomm na última segunda (23), um executivo da companhia confirmou os aumentos para Taiwan.

O evento sediado pelas duas empresas foi para promover o lançamento do notebook Zenbook A16, e o gerente geral da Asus United Technology Systems Business, Liao Yi-hsiang, explicou que os PCs aumentarão em 25% ou 30% a partir do segundo trimestre. Esse aumento será, por enquanto, exclusivo para Taiwan, mas é um claro indicativo de que o mercado internacional também está suscetível a esses reajustes.

A companhia não teria explicado se essa tendência de aumentos se estenderia para outros países. No entanto, em uma videochamada para para discutir o balanço financeiro de março, a Asus explicou que aumentaria o preço dos produtos após o esgotamento do seu estoque de memórias. Esses aumentos seriam graduais, baseados na competitividade de diferentes regiões do mundo.

Região traseira do Asus Zenbook A14
Asus vende produtos de diversas faixas de preço, mas se destaca no segmento premium (Imagem: TecMundo)

Apesar disso, Yi-hsiang pontuou que esse aumento em Taiwan não é exclusivo da Asus e outras empresas também irão reajustar os preços. Como basicamente qualquer marca de eletrônicos sofre com os preços altos e baixos estoques na aquisição de chips de RAM, o efeito em cascata cria uma inflação no mercado de computadores mundial.

Mercado de hardware sofre com escassez de chips

Um ponto interessante explicado pelo executivo é uma exemplificação sobre a disparada no preço da RAM. O gerente geral indica que um módulo de 32 GB deve aumentar em mais de 500% até o segundo semestre deste ano em relação à 2025, indicando como a situação deve piorar ainda mais nos próximos meses.

  • O executivo também comentou que fabricantes de processadores como Intel e AMD estão sofrendo com a escassez no fornecimento de CPUs;
  • As dificuldades na produção fazem com que essas companhias priorizem o desenvolvimento de modelos intermediários e entusiastas;
  • Um dos motivos para isso é que esses modelos mais caros geram mais lucratividade e as empresas absorvem melhor os custos;
  • Essa é uma tendência citada por firmas de análise de mercado, que sugeriam que produtos premium teriam mais oferta no varejo;
  • Movimentações como essas devem se manter no mundo do hardware e da telefonia móvel, com celulares mais caros com maior destaque;
  • Isso significa que encontrar produtos de categorias de entrada ficará cada vez mais difícil nos próximos anos;
  • Um relatório da Gartner indica que computadores desktops e notebooks baratos devem desaparecer até 2028.

Apesar da situação delicada, Liao Yi-hsiang projeta que as vendas de PCs da Asus no mercado taiwanês vão aumentar cerca de 10% em relação ao ano anterior. Isso significa que mesmo com os aumentos que já ocorrem desde o início do ano, os consumidores vão continuar adquirindo novos PCs.

O CEO da SK Hynix, maior fabricante de chips RAM e HBM para data centers, previu que a crise de componentes na indústria pode durar até 2030. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© GiorgioMagini/GettyImages

Quanto custa um PC gamer para jogar Crimson Desert? Veja indicações de peças

21 de Março de 2026, 13:15

Crimson Desert enfim está disponível após meses de incontáveis trailers alucinantes e esse promete ser um dos games mais promissores dos últimos anos e, talvez, até mesmo da década. Mas será que o seu PC tem o que é preciso para explorar o continente de Pywel sem travar?

O Voxel preparou um guia de como montar um PC gamer ideal para jogar Crimson Desert e dessa vez a gente investiu um pouco mais em certos componentes, como o processador. Em títulos de mundo aberto insanamente grandes como esse, todas as peças são muito importantes para gerar um equilíbrio perfeito na hora de gerar os quadros.

Requisitos mínimos e recomendados para rodar Crimson Desert no PC

Crimson Desert é um game desenvolvido pela Pearl Abyss e chama atenção pelo escopo gigantesco, mas também surpreende nos requisitos para computadores. Os jogadores vão precisar de pelo menos uma GeForce RTX 1060 para rodar tudo em configurações mínimas, mas modelos como as Radeon RX 6700 XT e 7700 XT já estão na média para rodar bem.

O mais interessante de todas as specs, mas que nem chega a ser surpreendente, é o requisito de pelo menos 150 GB de espaço livre, então é bom excluir alguns conteúdos do SSD.

Requisitos mínimos

  • SO — Windows 10/11 64-bits
  • Configuração — 1080p a 30 FPS (upscale de 900p) 
  • Processador — AMD Ryzen 5 2600X ou Intel Core i5-8500
  • Placa de vídeo — AMD Radeon RX 5500XT ou NVIDIA GeForce GTX 1060
  • RAM — 16 GB
  • Armazenamento (SSD) — 150 GB

Requisitos baixos

  • SO — Windows 10/11 64-bits
  • Configuração — 1080p a 30 FPS
  • Processador — AMD Ryzen 5 2600X ou Intel Core i5-8500
  • Placa de vídeo — AMD Radeon RX 6500 XT ou NVIDIA GeForce GTX 1660
  • RAM — 16 GB
  • Armazenamento (SSD) — 150 GB

Requisitos recomendados

  • SO — Windows 10/11 64-bits
  • Configuração — 1080p a 60 FPS ou 4K a 30 FPS
  • Processador — AMD Ryzen 5 5600 ou Intel Core i5-11600K
  • Placa de vídeo — AMD Radeon RX 6700 XT ou NVIDIA GeForce RTX 2080
  • RAM — 16 GB
  • Armazenamento (SSD) — 150 GB

Requisitos para o alto

  • SO — Windows 10/11 64-bits
  • Configuração — 1440p a 60 FPS
  • Processador — AMD Ryzen 5 7600 X ou Intel Core i5-12600K
  • Placa de vídeo — AMD Radeon RX 7700 XT ou NVIDIA GeForce RTX 4070
  • RAM — 16 GB
  • Armazenamento (SSD) — 150 GB

Requisitos para ultra

  • SO — Windows 10/11 64-bits
  • Configuração — 4K a 60 FPS
  • Processador — AMD Ryzen 7 7700 X ou Intel Core i5-13600K
  • Placa de vídeo — AMD Radeon RX 9070 XT ou NVIDIA GeForce RTX 5070 Ti
  • RAM — 16 GB
  • Armazenamento (SSD) — 150 GB

Processador

Jogos como Crimson Desert costumam ser extremamente complexos para os PCs, mas engana-se quem acredita que a GPU é a única afetada. Os processadores lidam com uma demanda de tarefas muito alta e às vezes podem dar aquelas engasgadas rotineiras durante a jogatina.

intel-core-i5-14600k.jpg
O Intel Core i5-14600K também é uma boa opção por conta da compatibilidade com memórias DDR4 ou DDR5 (Imagem: Intel)

É por isso que o nosso PC gamer para rodar Crimson Desert terá o Intel Core i5-14600KF. O modelo apresenta um dos melhores custo-benefício do mercado com seus 14 núcleos híbridos e a alta frequência. Sim, é um produto um pouco mais caro, mas ideal para quem não quer se preocupar com travadinhas ou performance abaixo dos 60 FPS por conta de gargalos na CPU.

Quem não pode gastar tanto assim no i5-14600KF tem no Ryzen 5 5600X uma opção mais barata. O modelo tem seis núcleos, mas frequências altas e um preço um pouco menor.

Cooler

Diferente de outras indicações, o Intel Core i5-14600KF precisa de um cooler para arrefecer o sistema. O principal ponto negativo do modelo é que ele aquece mais do que deveria, então um bom cooler a ar ou um liquid cooling de 240 mm já resolve o problema.

gigabyte-gaming-360.png
É bom se certificar que o gabinete escolhido suportará o tamanho do cooler (Imagem: Gigabyte)

A minha recomendação fica com o Gigabyte Gaming 360, um water cooler de 360 mm com preço bem barato. Como eu já testei alguns coolers da Gigabyte, esse pode ser um modelo muito interessante para adquirir.

Placa-mãe

Por mais que o Intel Core i5-14600K tenha a fama de esquentadinho, esse não é um silício destruidor de mainboards e um modelo de entrada com o chipset B760M já deve resolver bem a situação. Assim, uma recomendação para quem não quer gastar tanto é a MSI Pro B760M-P.

msi-b760m--.jpg
A placa-mãe MSI Pro B760M-P não possui conexão Wi-Fi embutida (Imagem: MSI)

Essa placa-mãe tem uma construção mais simples, com menos dissipação de calor, mas deve atender bem aos usuários. Há compatibilidade com quatro slots de RAM DDR4 de até 4.800 MHz em overclock e dois encaixes M.2 PCIe Gen 4.

Memória RAM

Se você quiser explorar o continente de Crimson Desert sem travar a cada cavalgada do cavalo, é bom ter 16 GB e preferencialmente em dual-channel. Jogos de mundo aberto consomem muita memória RAM, afinal de contas precisam armazenar temporariamente certas instruções para enviar ao processador.

Mmemória RAM XPG Gammix D35 em fundo branco
Verifique a compatibilidade da placa-mãe com o protocolo DDR4/DDR5 das memórias (Imagem: XPG)

Com a alta nos preços desses produtos, não há muito para onde fugir. O modelo mais barato encontrado foi a XPG Gammix D35 DDR4 com frequência de 3.200 MHz. Certifique-se de comprar dois módulos de 8 GB para ter uma experiência mais suave em Crimson Desert e em outros games.

Armazenamento

Crimson Desert não pega leve no armazenamento e isso vai encarecer bastante a nossa montagem de PC. Já que o game exige 150 GB de espaço livre, o mínimo que você precisa é de um componente com 500 GB para ter uma margem relativamente segura.

SSD Kingston NV3 em fundo branco
Kingston NV3 é um SSD queridinho dos gamers (Imagem: Kingston)

O Kingston NV3 ainda segue como uma das melhores opções disponíveis no mercado, apesar da alta de preços recentes que assolam o mercado. Porém, talvez a melhor alternativa seja tentar investir em um modelo de 1 TB quando surgir alguma promoção, afinal de contas os games ficam cada vez mais exigentes.

Placa de vídeo

Crimson Desert estará disponível na compra de algumas placas de vídeo da AMD como um “brinde”, então nada mais justo que escolher um modelo do time vermelho para o nosso PC gamer. Na verdade, com o aumento dos preços por conta da crise de GPUs, a escolha desse componente fica ainda mais previsível.

xfx-radeon-rx-9060-xt.jpg
Radeon RX 9060 XT tem até um pouco mais desempenho que a RTX 5060 (Imagem: Power Color)

Um dos modelos que ainda mantém um preço maneiro e entrega boa qualidade em Full HD é a Radeon RX 9060 XT de 8 GB. O modelo oferece qualidade bem satisfatória para jogar Crimson Desert na faixa dos 60 FPS ou mais, dependendo da configuração escolhida e pode dar margem para jogar em QHD com qualidade média e upscaling.

Fonte

Como a Radeon RX 9060 XT e o restante dos componentes citados não consomem tanta energia, uma fonte de 550 ou 600W já será suficiente. O modelo MSI MAG A650BN de 650W é uma ótima opção, pois conta com um dos melhores preços dessa categoria e está sempre disponível nos estoques.

Fonte MSI MAG A650BN em fundo branco
Uma fonte de 650W já é o suficiente para aguentar a GPU da montagem e componentes futuros em caso de upgrades (Imagem: MSI)

Gabinete e periféricos

Há milhares de gabinetes disponíveis para compra, portanto não é fácil apontar um modelo específico para esse PC. O mesmo vale para periféricos como mouse, teclado e headset, que variam muito conforme a necessidade e o desejo do usuário.

Assim, você pode estipular um gasto adicional entre R$ 800 e R$ 1.000 para esses quatro componentes, além do monitor gamer — que geralmente custa na faixa dos R$ 1.000 em uma versão de 24 polegadas.

Quanto custa um PC para rodar Crimson Desert?

Após o fim da montagem, o PC gamer para rodar e jogar Crimson Desert custa R$ 6.621,23 no boleto bancário ou PIX, e até R$ 7.524,48 parcelado no cartão de crédito. Somados os custos de periféricos, o valor do computador com todos os acessórios pode beirar algo em torno dos R$ 8.000, dependendo das exigências do jogador.

PC gamer para jogar Crimson Desert em Full HD (Imagem: Felipe Vidal/TecMundo)

Com essa máquina em mãos, o jogador poderá experimentar todos os games atuais e futuros lançamentos em Full HD e qualidade alta a 60 FPS. Com as tecnologias de upscaling e geração de quadros, dá até para reduzir um pouco essa qualidade e tentar se aventurar na resolução Quad HD.

Onde comprar Crimson Desert?

Crimson Desert está disponível para compra na Steam e Epic Games Store por R$ 349 na versão básica e R$ 399 na edição deluxe, respectivamente.

Curtiu essa montagem? Esperamos que a recomendação das peças tenha sido útil para te ajudar a montar um bom PC para jogar Crimson Desert e outros games. Não esqueça de continuar ligado no Voxel para acompanhar outros artigos como esse e não perder as principais informações da indústria de jogos.

©

Pedra no sapado: IA atrapalha planos dos EUA de reduzir déficit comercial

20 de Março de 2026, 19:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já mostrou sua personalidade forte e inflexibilidade inúmeras vezes, mas nem mesmo ele consegue bater de frente com a inteligência artificial. Apesar das suas políticas para reduzir o déficit comercial no país, a exigência de importação tecnológica coloca os planos do mandatário em pausa.

Para Trump, o déficit sempre foi uma grande fraqueza econômica dos EUA e por isso ele esteve disposto a mudar isso de maneira radical. Vale notar que o termo se refere ao processo de quando um país importa mais produtos do que efetivamente exporta, ou seja, quando a compra supera as vendas.

Como a IA tem garantido números fortes para a Bolsa de Valores e é o grande investimento da década, os EUA não poderiam simplesmente cortar o número de importações, em especial o de tecnologia estrangeira. Para as companhias norte-americanas continuarem nessa toada, é preciso realizar a importação de chips e máquinas caras de outros países.

trump-não-conhecia-ceo-nvidia
Trump já se encontrou com líderes de tecnologia para colocar os EUA na frente da corrida por IAs (Imagem: GettyImages/Andrew Harnik)

Isso faz com que as políticas de Trump entrem em uma questão difícil, afinal de contas o déficit comercial dos Estados Unidos subiu para perto de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,3 trilhões na cotação atual) em 2025. Apesar do número alto, ele é apenas 2,1% maior do que em 2024, mas mesmo assim se tornou um problema para a administração Trump.

A dependência de Taiwan

Uma das grandes questões enfrentadas nesse déficit tem relação com Taiwan, graças à TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), maior fabricante de semicondutores do mundo. A tecnologia que alimenta aceleradores da Nvidia e AMD vem de lá, então acaba por se tornar uma base para inúmeros produtos ao redor do globo.

  • Somente para Taiwan, o déficit comercial dobrou e já bate US$ 146 bilhões (R$ 770 bilhões), acendendo um sinal vermelho;
  • Um dos desejos dos EUA há tempos era diminuir sua dependência de Taiwan, mas a tarefa não é nada simples;
  • A razão para isso, fora o déficit, é a proximidade da ilha com a China, que clama ser dona daquele território;
  • Com uma eventual ocupação chinesa em Taiwan, os EUA perderiam seu principal fornecedor de chips e isso abriria terreno para uma crise global;
  • Uma das armas usadas por Trump para reduzir esse déficit foi a instauração das tarifas recíprocas no início de 2025;
  • Apesar de chacoalharem com a economia global, as tarifas não contemplam produtos como semicondutores e PCs graças à pressão da Nvidia e Apple.

O grande desejo da administração Trump é que chips e eletrônicos sejam produzidos localmente nos Estados Unidos. No entanto, apesar de várias empresas terem se comprometido em investir bilhões no país, a construção de fábricas é um processo muito demorado que demora vários anos até atingirem a maturidade operacional.

Você sabia que nos últimos dias os Estados Unidos registraram um domínio “Alien.gov” para arquivos sobre alienígenas após as promessas de Trump? Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber notícias como essa diretamente no seu e-mail.

© Greggory DiSalvo/GettyImages

Crimson Desert não roda em placas de vídeo Intel e frustra jogadores

20 de Março de 2026, 13:15

Os jogadores donos de placas de vídeo Intel Arc estão impossibilitados de jogar o recente Crimson Desert por falta de suporte oficial. Inúmeros usuários com essas GPUs indicam que é impossível abrir o lançamento e a própria desenvolvedora Pearl Abyss confirmou que o título é incompatível com esses produtos.

No site oficial do game, a desenvolvedora responde que “não, Crimson Desert atualmente não suporta chips gráficos Intel Arc”. A companhia encoraja que os donos de PCs com essas placas de vídeo realizem o reembolso imediato do título na loja onde foi adquirido, indicando que também não planeja atualizar esse suporte no futuro.

A Pearl Abyss se desculpa pela inconveniência, mas parece ser meio tarde para quem possui uma Arc em casa. Embora haja essa explicação no site oficial da companhia, não há quaisquer indícios dos motivos que originaram essa falta de suporte aos modelos de GPUs da Intel, ainda vendidos amplamente no mercado global.

Crimson-Desert-Intel-Arc-GPU-Erro.jpg
Crimson Desert nem abre direito nos PCs com Intel Arc (Imagem: Wccftech)

Em redes sociais, inúmeros jogadores publicaram capturas de tela que mostram mensagens que a placa de vídeo usada não é suportada pelo game. Na verdade, o título mal chega a ser aberto e a mensagem de erro já aparece na área de trabalho, afinal de contas o software é incompatível com a tecnologia física presente no PC.

Como são as Intel Arc?

As placas de vídeo Intel Arc não são muito conhecidas pelo público geral, uma vez que são um projeto relativamente recente da Intel e há poucos modelos disponíveis para compra. Esses produtos são a tentativa da gigante azul em incomodar o duopólio crescente da Nvidia e AMD, mas é um trabalho que ainda engatinha.

  • As primeiras Intel Arc não convenceram bem e foram lançadas com baixa performance e problemas de otimização;
  • Modelos mais recentes, como a B580 apresentou a segunda geração desses produtos e trouxe uma performance superior;
  • Esse modelo atualmente compete com as GeForce RTX 5060 e Radeon RX 9060 XT para rodar games em Full HD a 60 FPS;
  • Um dos diferenciais do modelo é a presença de 12 GB, enquanto suas rivais possuem apenas 8 GB de memória;
  • A Intel também vem engatinhando em novas tecnologias e possui o XeSS, um concorrente de upscaling em relação ao DLSS e FSR;
  • Um dos grandes problemas da Intel Arc era a falta de drivers, que faziam os jogos não rodarem tão bem nesses chips;
  • Nos últimos tempos a empresa corrigiu essa situação e as Intel Arc apresentam um desempenho muito mais estável.

É difícil entender essa falta de suporte para as Intel Arc, mesmo que poucas dessas placas de vídeo sejam comercializadas. No Brasil, a falta de estoque já torna bem difícil encontrar essas GPUs, mas o preço da Intel Arc B580 ficava próximo dos R$ 2.100 antes da intensificação da crise de chips.

A Radeon RX 9060 XT é uma boa GPU que serve como alternativa para rodar games em Full HD com bom desempenho e ainda pode ser encontrada por preços competitivos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

©

Listagem confirma Galaxy S26 FE como próximo celular da Samsung

20 de Março de 2026, 08:00

Pouco tempo após o lançamento da linha Galaxy S26, a Samsung já começa a preparar o terreno para os seus próximos produtos, incluindo o Galaxy S26 FE (Fan Edition). Uma listagem na base de dados do GSMA encontrada pelo site SmartPrix indica a chegada dos novos Galaxy S26 FE, Galaxy M47 5G e o Galaxy F70 Pro 5G.

O Galaxy S26 FE é o grande destaque dos vazamentos, afinal de contas o intermediário premium é um modelo bem procurado pelos fãs da companhia sul-coreana. Na listagem, esse celular é representado pelo código serial SM-S741B/DS e infelizmente o conteúdo não revela grandes informações a respeito do aparelho.

No entanto, a Samsung tem uma oportunidade de enfim reconquistar o público com esse novo lançamento. O Galaxy S25 FE mais recente não foi bem recebido por conta da falta de novidades em relação ao seu antecessor, o S24 FE. Uma das principais críticas foi a manutenção do chip Exynos 2400, que integra a série desde 2024.

Galaxy-S26-FE-vazado-GSMA.jpg
Exynos 2400 do Galaxy S25 FE trouxe apenas algumas revisões nas frequências de operação (Imagem: Smartprix)

Para o Galaxy S26 FE, o movimento mais esperado é que a companhia insira um chip mais novo no aparelho, como o Exynos 2600. Esse é o mesmo modelo usado nos Galaxy S26 e Galaxy S26+ no Brasil, então é sinônimo de uma plataforma com bastante potência para tarefas cotidianas e para os gamers.

Samsung terá novos intermediários em breve

Além do Galaxy S26 FE, a listagem no GSMA também encontrou o Galaxy M47G, que finalmente retorna. Desde 2023 a Samsung não tinha um aparelho dessa linha, conhecida por estar disponível somente por compras via internet e o chamariz das baterias bem parrudas, que deve retornar para concorrer com aparelhos chineses.

  • O Galaxy F70 Pro 5G é outro que chama a atenção, já que não é comum a Samsung lançar produtos com sufixo “Pro”;
  • A série F da companhia não é tão popular no Brasil por não ser disponibilizado oficialmente, mas esse aparelho deve trazer algumas novidades em termos de câmeras, bateria ou processamento;
  • Detalhes sobre desses smartphones são bem escassos, mas a aparição de todos indica um lançamento próximo;
  • Para o Galaxy S26 FE, não seria difícil de imaginar as melhorias em chip, design e até mesmo em alguma das câmeras;
  • Entre o Galaxy S23 FE e o Galaxy S25 FE a companhia subiu a câmera frontal dos aparelhos de 10 megapixels para 12 MP;
  • Na bateria, os modelos foram gradualmente lançados com mais capacidade e a última versão opera com 4.900 mAh.

Seja como for, o Galaxy S26 FE deve estar alguns meses distante, já que essa série de smartphones costuma ser lançada entre setembro e outubro. Quanto aos outros produtos, é mais difícil apontar uma janela de lançamento, mas como são dispositivos bem mais intermediários pode ser que sejam revelados no próximo trimestre.

Após alguns anos no mercado, uma das linhas de celulares mais famosas da Xiaomi não receberá mais atualizações do Android e de segurança. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Samsung

Bug grave ‘bloqueia’ disco local do Windows 11 em notebooks da Samsung

16 de Março de 2026, 18:30

Um novo bug no Windows 11 chegou para espalhar o pânico depois que diversos usuários tiveram seus diretórios C:\ comprometidos. A Microsoft aponta que usuários de países como Portugal, Coreia do Sul, Índia e até mesmo o Brasil são impactados pelo erro, que parece afetar principalmente alguns dispositivos da Samsung.

Esse novo erro começou após a chegada do update de segurança KB5077181 de fevereiro e deixa o disco local C:\ com falhas ou ser impossível de acessá-lo. Dentre os problemas, alguns usuários relatam que esse problema bloqueia determinados arquivos e aplicações de serem abertas.

Na página oficial da Microsoft sobre problemas conhecidos no Windows 11 25H2, a companhia explica que esse erro foi observado em certos modelos dos Galaxy Book 4 e desktops da Samsung. A empresa lista os modelos com registro NP750XGJ, NP750XGL, NP754XGJ, NP754XFG, NP754XGK, DM500SGA, DM500TDA, DM500TGA e DM501SGA.

galaxy-book-4.jpg
Galaxy Book 4 vem se tornando uma opção interessante para brasileiros que querem um aparelho intermediário. (Imagem: TecMundo)

Além da dificuldade em abrir certos arquivos, a empresa salienta que os usuários podem não conseguir exercer seus privilégios na máquina, como desinstalar updates ou coletar logs por conta de erros na lista de permissões.

Problema tem origem em app da Samsung

Apesar do problema ser grave, Microsoft e Samsung culpam o aplicativo Galaxy Connect e minimizam o erro como originário do Windows Update. Segundo a dona do sistema operacional, uma situação causada pelo aplicativo Galaxy Connect da Samsung passou a gerar esse problema em inúmeros usuários e não parece ter relação com as atualizações de segurança da plataforma.

  • A Microsoft aponta que o problema está em processo de mitigação e removeu o Galaxy Connect da loja Microsoft Store temporariamente;
  • Para contornar a situação, a Samsung republicou uma nova versão do aplicativo que previne esse erro;
  • Formatar o computador parece não ser uma solução viável e o problema pode persistir mesmo assim.

A Microsoft busca uma solução definitiva para encerrar o problema, já que um erro dessa magnitude no disco local pode tornar o computador praticamente inutilizável. A recomendação é esperar por mais informações das companhias.

Na última atualização de segurança, a Microsoft corrigiu 86 vulnerabilidades no Windows, incluindo brechas com forte potencial para serem descobertas por atores maliciosos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Sunrise King/Unsplash

Nvidia anuncia DLSS 5 com foco em visuais realistas feitos com IA! Veja comparativo

16 de Março de 2026, 16:01

A Nvidia anunciou o novo DLSS 5 como a futura tecnologia de renderização para games com uma forte integração de inteligência artificial. O anúncio foi feito pelo CEO Jensen Huang durante a apresentação da companhia na GTC 2026, que considera esse o “GPT para os gráficos”. Essa nova versão promete infundir pixels com iluminação e materiais fotorrealistas em tempo real.

O anúncio da Nvidia mostra que a empresa não está blefando com essa revelação, já que cita o DLSS 5 como uma reinvenção da computação gráfica. “DLSS 5 é o momento GPT para os gráficos — combinando renderização artesanal com IA generativa para oferecer um salto dramático no realismo visual, preservando o controle que os artistas precisam para a expressão criativa”, explica Huang.

Em alguns teasers publicados no YouTube, é possível ver a diferença entre o DLSS 5 ligado e desligado, e a diferença realmente é gritante. Resident Evil Requiem mostra detalhadamente essa disparidade nos rostos de Grace e Leon, com uma forte diferença na suavidade da pele, mais contraste e muito mais definição nos objetos.

Títulos como Hogwarts Legacy e EA Sports FC 26 mantém essa pegada na face dos personagens de maneira muito contundente. Starfield foi um dos que parece ter encaixado melhor com o novo DLSS 5, trazendo melhorias mais pontuais e que realmente elevam a qualidade gráfica, enquanto o restante lembra muito aqueles filtros de IA de editores de vídeo.

O fato de o DLSS 5 utilizar essa infusão neural com pixels e iluminação torna o resultado da renderização bem diferente do material original. Em redes sociais como X, especialistas e usuários da marca se dividem para elogiar a Nvidia por ter alcançado este feito, enquanto outros criticam o visual “filtro de IA” apresentado.

Como o DLSS 5 funciona?

O objetivo da Nvidia com o DLSS 5 é reduzir o abismo entre os gráficos dos games e os efeitos especiais de grandes filmes de Hollywood. O problema é que usar uma tecnologia capaz de renderizar os pixels em tempo real por meio da força bruta é complicado demais, então a solução da Nvidia foi fazer com que o DLSS utilize dados do motor do jogo.

  • O DLSS 5 vai receber inputs de vetores de movimentos e cores de cada quadro do game como um tipo de entrada;
  • Esse modelo conseguirá entender elementos complexos, como cabelos, tecidos, pele e diferentes condições de iluminação ao analisar um único frame;
  • A tecnologia deve garantir que toda a iluminação e conteúdo 3D sejam atribuídos entre os quadros;
  • Para os desenvolvedores, a tecnologia pode garantir o controle detalhado de intensidade, cores e gradação;
  • A Nvidia afirma que os desenvolvedores terão esse controle para determinar onde e como os aprimoramentos serão aplicados.

Diferente de apenas uma técnica de upscaling, como foram os DLSS 1 e 2, o novo DLSS 5 quer unir de maneira consistente a renderização padrão com IA generativa. O resultado, embora possa parecer estranho para alguns, surge como um marco inédito da maneira de renderizar games.

dlss-5-re-requiem.jpg
Mudança fotorrealista do DLSS 5 pode não agradar a todos (Imagem: Nvidia)

O DLSS 5 está previsto para ser lançado nos próximos meses e já foi confirmado em games como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Resident Evil Requiem, The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, Hogwarts Legacy, AION 2, Black State e Delta Force. Informações sobre compatibilidade nas placas de vídeo RTX ainda não foram divulgadas.

Recentemente testamos a GeForce RTX 5060, uma das placas de vídeo com o melhor custo-benefício para rodar games em resolução Full HD. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Nvidia

Motorola Razr 70 tem novas informações vazadas e pode decepcionar; confira imagem

16 de Março de 2026, 14:30

A Motorola parece estar em vias de anunciar seu novo dobrável no formato de Flip com o vindouro Motorola Razr 70. Imagens do aparelho vazaram na plataforma de certificações chinesas 3C, indicando pouquíssimas mudanças visuais e más notícias para quem esperava por melhorias no carregamento do aparelho.

O conteúdo vazado desse dispositivo aponta para uma carcaça rosa, mas certamente a Motorola oferecerá o celular com outras tonalidades. A grande tela externa que se divide com o restante da carcaça está presente, bem como o módulo de câmeras duplo e os adornos, como logotipo da marca e da linha Razr.

O aparelho, por sinal, parece manter o mesmo tipo de dobradiça das gerações anteriores, botões de volume e liga/desliga, além do sensor de digitais na lateral. É basicamente o mesmo esquema do Motorola Razr 60, que continua com um esquema de bordas menos arredondadas que os antecessores.

motorola-razr-70-vazado.jpg
Motorola Razr do ano passado possui acabamento de madeira. (Imagem: Gizmochina

Para a bateria, a certificação chinesa indica que o Motorola Razr 70 manterá o suporte ao carregamento de 33W e isso deve decepcionar que esperava por um aumento de pelo menos até 45W. No entanto, a capacidade da bateria não foi revelada, mas pode ficar perto dos 4.200 mAh, segundo especulações anteriores.

Novo Razr 70 terá mudanças pontuais?

O Motorola Razr 70 será o futuro dobrável em formato de concha da Motorola e caso a empresa mantenha seu modo de operação, lançará também uma variante com sufixo Ultra. As informações atuais são a respeito apenas do modelo padrão da companhia e um eventual modelo Ultra melhoraria aspectos como e bateria, possivelmente.

  • Vazamentos anteriores indicam que esse novo celular da Motorola terá uma tela grandiosa de 6,9 polegadas com painel OLED e resolução 1.080 x 2.640 pixels;
  • A tela externa usada para auxiliar em selfies e vídeos é menor que a do modelo Ultra, com 3,63 polegadas e resolução 1.056 x 1.066 pixels;
  • Essa tela interna de quase 7 polegadas seria do mesmo tamanho do seu antecessor e do Galaxy Z Fold 7;
  • Nas câmeras, o conjunto traseiro principal deve ter dois sensores parrudos de 50 megapixels, enquanto a frontal tem resolução de 32 MP;
  • Informações sobre o chip usado nesse dobrável ainda não são conhecidas, mas a fabricante deve inserir opções de 8 GB até 18 GB de RAM;
  • Para o armazenamento interno, a companhia integraria o celular com versões de 128 GB, 256 GB e até 1 TB.

O Motorola Razr 70 deve ser anunciado nas próximas semanas, possivelmente entre o fim de março e o início de abril. Caso a fabricante mantenha sua estratégia do ano passado, podemos presenciar o anúncio de mais celulares e até mesmo fones de ouvido e smartwatches, como os Moto Buds e Moto Watch.

O presidente da Motorola no Brasil explicou a recente crise de chips e revelou que “não há o que fazer” sobre o problema de componentes. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© TecMundo

‘Não tem o que fazer’: diz presidente da Motorola Brasil sobre crise de chips

16 de Março de 2026, 13:00

A crise de chips no mercado global é um fenômeno verdadeiro e irá impactar o mercado de maneira generalizada, segundo o presidente da Motorola no Brasil, Rodrigo Vidigal. Em entrevista exclusiva ao TecMundo, o executivo comentou os tempos complexos que o mercado precisa lidar e explica como a Motorola deve se comportar durante a crise.

Vidigal aponta que a crise é realmente um problema sério e não apenas uma desculpa para aumentar o preço dos componentes. Esse fenômeno de duração indeterminada tende a “impactar o mercado no médio prazo”, dado o aumento exponencial de chips e componentes para a montagem de eletrônicos.

“Isso [a crise] vai impactar todas as indústrias, não só a de smartphones. Vai impactar nos PCs e em todas as indústrias que utilizam componentes de memória RAM e memória ROM. É um fato. Não tem muito o que fazer. É uma crise mundial e a gente está tentando mitigar da melhor forma possível”, explicou Vidigal.

logotipo-motorola.jpg
A Motorola é somente uma das afetadas pela crise e centenas de outras empresas também vão sofrer com os aumentos de preços (Imagem: David Ramos/GettyImages)

O executivo também apontou que a Motorola previu a crise de componentes global e conseguiu adquirir algumas peças com antecedência para formar um estoque. 

Mesmo assim, essas peças vão acabar com o passar do tempo e o preço dos novos produtos já estará corrigido por conta da crise.

O que está por trás da crise de chips?

A crise de chips afeta componentes como memória RAM e memórias NAND para armazenamentos como SSDs e HDs. Essas peças começaram a ser utilizadas em larga escala por fabricantes de data centers para treinamento de IAs. Dessa forma, as produtoras de RAM e NAND decidiram focar seus esforços para as linhas de data centers, criando um buraco na produção de componentes para PCs e peças de uso cotidiano.

  • Vidigal apontou para a questão de somente três fabricantes produzirem 85% da fabricação global desses componentes, com a China responsável pelo restante;
  • Essas três fabricantes teriam aumentado o preço de maneira muito acentuada nos últimos meses e deixou outras companhias de mãos atadas;
  • Mesmo sem citar nomes, a Samsung se tornou um dos símbolos negativos ao aumentar exponencial o preço de seus chips RAM;
  • Estima-se que desde o fim do ano passado até agora, o preço nos contratos de RAM aumentou cerca de 450%;
  • Nos últimos dias alguns rumores especulavam que a empresa planejava um novo aumento de quase 100% para o segundo trimestre deste ano;
  • Companhias como a Micron decidiram interromper sua produção de chips para o mercado doméstico e focar totalmente em produtos para data centers.
  • Essas movimentações criaram um cenário de instabilidade global e falta de estoques, gerando um aumento exacerbado nos preços.

Vidigal finalizou reiterando que essa não é uma crise de uma marca ou país específico, mas sim de natureza mundial. “É uma crise global que impacta todos os produtos eletrônicos que utilizam memória RAM”, concluiu.

A Motorola anunciou para o mercado brasileiro o novo Motorola Signature com sete anos de atualização Android e as primeiras impressões são muito positivas. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© TecMundo

ByteDance usa Malásia para treinar IAs com chips da Nvidia, diz jornal

13 de Março de 2026, 17:00

A ByteDance e outras empresas chinesas encontraram uma maneira de usar os chips restritos da Nvidia, como aponta o The Wall Street Journal. Empresas chinesas como a dona do TikTok começaram a usar companhias especializadas em nuvem como offshore para treinamento dos seus modelos em países como a Malásia.

Como a Nvidia está embargada pelo governo dos Estados Unidos a vender seus aceleradores de IA para os chineses, as clientes da gigante estavam tecnicamente limitadas a conseguir hardware. Porém, a tática de usar os offshores permite que essas companhias usem indiretamente os aceleradores da Nvidia para treinar seus modelos de IA.

A própria ByteDance estreitou os laços com a empresa especializada em serviços de nuvem Aolani, da Malásia. Essa é uma empresa considerada como cliente prioritária da Nvidia, então consegue os chips mais recentes e potentes da companhia. Isso também faz com que a dona do TikTok acesse a geração B200 Blackwell de chips da Nvidia, proibida pelos EUA de ser comercializada aos chineses.

Servidor de IA Nvidia HGX
Nvidia corre na dianteira e se isola como a empresa com os melhores chips para treinamento de IAs (Imagem: Nvidia)

Inúmeras empresas chinesas têm adotado essa estratégia, como a Tencent. Além da Malásia, países como Singapura também são usados como esses offshores de treinamento para IAs. A Nvidia explicou em nota que todos os parceiros de nuvem são “avaliados e aprovados” pelas equipes de campo, finanças e conformidade antes de receberem os produtos.

Como a ByteDance usa offshores para treinar IA?

A forma de operação da ByteDance e essas outras gigantes chinesas é relativamente simples. Essas companhias enviam as informações para esses centros de dados operados por empresas de outras nações e consegue trabalhar com as tecnologias que esses países têm acesso.

  • Como Singapura e Malásia não estão nas listas de restrições dos EUA, esses países podem receber livremente os chips da Nvidia;
  • Isso faz com que essas empresas chinesas finalmente consigam desenvolver seus produtos com desempenho e velocidade;
  • O CEO da Nvidia já chegou a reclamar do antigo governo Biden e elogiou Trump sobre as questões de distribuição de hardware para a China no passado;
  • Jensen Huang acredita que com os embargos tecnológicos, a China será forçada a se adaptar e a desenvolver seus próprios produtos de alta tecnologia;
  • Mesmo que esteja atrás dos EUA, o próprio Alibaba já tem chips de IA relativamente poderosos e que devem ser refinados com o tempo;
  • A China também não aceita bem os chips modificados e com menor desempenho da Nvidia e já chegou e solicitar que as empresas locais não façam essas compras.

A grande questão de enviar as informações chinesas para outros países é que dados sensíveis podem ser facilmente obtidos por terceiros. Dessa forma, as empresas chinesas devem precisar tomar um cuidado adicional com o que enviam para esses offshores, principalmente em contextos de acusações crescentes de espionagem internacional.

Em diversas oportunidades o presidente Donald Trump já afirmou que os “melhores chips” da Nvidia seriam destinados apenas para empresas norte-americanas. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© (Imagem: hapabapa/Getty Images)

Mercado de PCs deve ter declínio de 11% em 2026

13 de Março de 2026, 13:00

O mercado de computadores deve ter um declínio de 11% na distribuição de remessas globais em 2026. Uma revisão nas projeções do IDC indica que as interrupções na cadeia de suprimentos e memória tornará esse um ano bem complicado para a indústria de PCs, e os consumidores devem esperar por mais aumentos de preços.

A redução de 11,6% nas remessas de PCs é bem maior que os 2,4% estipulados pelo IDC em novembro de 2025. Remessas de tablets também devem ser afetadas em 7,6% até o fim do ano. Vale notar que a nova projeção não considera as recentes tensões e guerras no Oriente Médio, que podem ser um obstáculo adicional para muitas empresas.

O declínio tem relação direta em fatores como a convergência de escassez de memórias, aumento no preço dos componentes e restrições amplas no fornecimento de peças. Todos esses problemas devem limitar fortemente a produção de computadores e tablets até 2027, tornando a recuperação de bons índices um desafio.

idc-remessas-pcs.jpg
Mercado deve começar uma estabilização de preços maior a partir de 2028 (Imagem: IDC)

O vice-presidente da divisão de aparelhos e consumos do IDC, Ryan Reith, entende que dificuldades acumuladas como essas resultam em perturbações massivas no mercado. “A crescente lista de eventos industriais e geopolíticos torna a tomada de decisões — e até mesmo a sobrevivência em alguns setores — praticamente impossível”, indica Reith.

Crise vai se intensificar até 2027

Apesar do cenário catastrófico, o IDC entende que a indústria deve conseguir um leve aumento no valor de vendas gerais de PCs. Os computadores devem crescer em 1,6%, totalizando US$ 274 bilhões em vendas (cerca de R$ 1,4 trilhão). Mesmo que as remessas diminuam, o valor mais alto dos produtos condicionará essa subida de 1,6%.

  • Pesquisadores do IDC entendem que a era de computadores baratos já passou por conta desse balanço extremo na indústria;
  • O problema das memórias deve persistir fortemente até 2027 e os preços podem começar a cair em 2028;
  • A questão é que os analistas projetam que não veremos mais preços como os de 2025, indicando um “novo normal” no mercado;
  • Fornecedores vão priorizar a resiliência da cadeia de suprimentos e estratégias mais flexíveis na fabricação;
  • A chance das companhias reduzirem especificações dos dispositivos para baratear o preço é alta;
  • Mesmo com as reduções de componentes, os preços de computadores e até mesmo celulares devem continuar altos.

Com as incertezas do mercado, a projeção do IDC pode mudar rapidamente. Fabricantes de memória, como a Samsung, projetam novos aumentos de até 100% no preço desses itens e ao longo de 2026 isso deve se tornar uma prática cada vez mais normal. Com a expansão das IAs, as fabricantes direcionam a produção massiva para os data centers.

Empresas como a Xiaomi já afirmaram em diversas oportunidades que vão precisar aumentar o preço dos seus celulares para absorver os custos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© TecMundo

Google Brasil abre vagas para estágios em engenharia e negócios

13 de Março de 2026, 09:00

O Google Brasil abriu a inscrição do seu programa de estágio e aprendizagem para estudantes do ensino médio e superior. A proposta abrange diversas modalidades e foca em quatro diferentes vertentes, voltadas para equidade racial, negócios, engenharia de software e gestão de projetos.

A jornada dos estágios varia de acordo com o curso selecionado, mas duram entre três a 24 meses. Vale notar que boa parte das posições ofertadas exige atuação presencial nos escritórios do Google nas cidades de São Paulo ou Belo Horizonte, em Minas Gerais. O programa de engenharia de software, no entanto, aceita aplicação de jovens de qualquer lugar do país, desde que possam residir nas cidades citadas.

“Nosso objetivo é oferecer uma experiência prática e estruturada, onde estudantes de diferentes origens e regiões possam aplicar seu conhecimento em desafios reais da tecnologia”, explica a gerente de programas de talentos do Google Brasil, Thais Gomes.

estágio-google.jpg
Candidatos devem se atentar à programação para não perder as inscrições. (Imagem: Google/reprodução)

Quais estágios o Google Brasil oferece?

Um dos estágios voltados em negócios e tecnologia foca em equidade racial para estudantes que se autodeclaram pessoas negras ou indígenas. O Next Step tem duração de 18 meses para quem faz bacharelado em qualquer área, mas que tenha interesse na área de Vendas e Comercial.

O Business Intern Program (BIP) é ligeiramente similar por ser em negócios e segue a mesma cartilha, mas com um tempo de duração menor, de seis meses. Em contrapartida, o Programa de Aprendizagem em Gestão de Projetos dura 24 meses e está disponível para quem terminou o Ensino Médio ou está até no máximo no segundo período de uma graduação técnica ou superior.

Por fim, o estágio Software Engineering Intern Program (SWE+) busca talentos de qualquer região do país, desde que sejam estudantes de bacharelado de cursos como Ciência da Computação, Engenharia de Software ou UX Design. A duração é de somente três meses.

Quem se interessar pelo programa de estágio do Google deve acessar o site oficial para entender as datas de inscrição e outras especificidades.

Nos últimos dias, o Google ampliou a integração do agente de IA Gemini em plataformas como o Drive, Docs, Sheets e Slides. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Google/reprodução

Índia prepara incentivos para aumentar produção de celulares no país

13 de Março de 2026, 08:00

A Índia quer se tornar a principal fabricante de smartphones do mundo e planeja aumentar incentivos para a produção local de smartphones. O movimento ocorre após o fim do atual programa de expansão para o setor, que expira neste mês. O país corre para ser a principal alternativa em relação à China.

Fontes próximas ao assunto explicam que a ideia do país da Ásia Meridional é continuar apoiando as demandas do setor, mas em um momento que pode perder a vantagem tarifária sobre a China. A produção de smartphones é um pilar fundamental no cronograma do primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Um funcionário indiano comentou que o país deseja vincular os novos incentivos fiscais com as exportações do país. A meta é aumentar a produção global e os investimentos devem começar a aparecer a partir de abril deste ano. Coincidentemente, o fim de março casa com o encerramento do Production-Linked Incentive (PLI).

india-quer-codigo-fonte-empresas-de-celular
A Índia sempre foi uma parceira estratégica da Apple para a montagem dos iPhones (Luke Walker/GettyImages)

A Índia tinha uma ideia muito clara quando “convidou” as empresas para produzirem no país. Caso a fabricação batesse certas metas de vendas, o governo devolveria uma parte do dinheiro investido. O PLI de US$ 21 bilhões expira neste mês, mas a tendência é que ele seja remodelado em uma nova versão, agora pautada na exportação de produtos.

Índia produziu US$ 60 bilhões em celulares

O objetivo do primeiro-ministro Modi é causar um impulsionamento exponencial no tecido industrial indiano. A estimativa é que a expansão da produção de eletrônicos bata os US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,6 trilhões) até 2030. No ano fiscal de 2024/2025, a Índia produziu o equivalente a US$ 60 bilhões (R$ 310 bilhões) em celulares, um salto de 28 vezes em relação à década passada.

  • Exportações de dispositivos móveis no mesmo período aumentaram em US$ 21,7 bilhões (R$ 110 bilhões), tornando os celulares os itens mais exportados do país;
  • A Índia deseja que os produtos feitos no país abasteçam não apenas o mercado local, como também a Europa e Américas;
  • Gigantes globais como Apple e Samsung devem se beneficiar da novidade, já que tentam reduzir sua dependência da China há anos;
  • Com as tarifas recíprocas impostas pela administração Trump em 2025, a Índia viu a oportunidade de se tornar uma opção segura;
  • Já que os EUA podem revogar as tarifas em relação à China, Pequim pode voltar a ser tornar competitiva e barata para a produção de eletrônicos;
  • A meta da Índia é se tornar um ecossistema completo de componentes e fabricação de produtos a curto e médio prazo.

A Apple já produz 25% dos seus smartphones na Índia. Em 2025, o país fabricou mais de 55 milhões de unidades do smartphone, número bem maior que os 36 milhões de unidades em 2024. Com os futuros incentivos de Narendra Modi, a expectativa é que nos próximos anos a Índia se torne uma força maior na fabricação global de eletrônicos.

Após a Apple anunciar o MacBook Neo nas últimas semanas, CEOs de marcas como a Asus afirmaram que o produto deixou “a indústria em choque”. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Michael M. Santiago / GettyImages

Novos tipos de RAM e armazenamento vão deixar celulares ainda mais caros

12 de Março de 2026, 17:30

É esperado que as próximas tecnologias LPDDR6 para memórias RAM e UFS 5.0 para armazenamento sejam mais caras que os próprios chips premium da Qualcomm. O informante Digital Chat Station aponta que essa combinação de tecnologias irá superar o preço do futuro chip topo de linha, o suposto “Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro”.

Não é fácil saber o preço unitário de cada componente ou tecnologia embutida em um celular, mas podemos ter uma base. O informante indica que o atual Snapdragon 8 Elite Gen 5 custa US$ 280 (cerca de R$ 1.500) para ser produzido, então é de se esperar que o futuro Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro curte em torno dos US$ 300 (R$ 1.600).

Segundo o informante, o custo da lista de materiais para as fabricantes de smartphones irá aumentar exponencialmente se usarem as tecnologias LPDDR6 e UFS 5.0 em massa.

Snapdragon-8-elite-gen-5-for-galaxy.jpg
Marcas como a Samsung usam versões customizadas do Snapdragon em seus smartphones premium (Imagem: Samsung)

Companhias como a Qualcomm não vão forçar as fabricantes de smartphones a unirem seu novo chip com o LPDDR6 ou UFS 5.0. Segundo o relato, será dada a opção das empresas combinarem a plataforma com tecnologias mais antigas e baratas, pois já estão estabelecidas no mercado, como o LPDDR5 e o UFS 4.0 ou 4.1. Essa flexibilidade pode manter os preços equilibrados.

O que é o LPDDR6 e UFS 5.0?

O fato do encarecimento de celulares com LPDDR6 e UFS 5.0 não é tão surpreendente do ponto de vista tecnológico, afinal de contas as melhorias da indústria sempre são lançadas por preços mais altos. Porém, esse fator é somado à atual crise de componentes na indústria, adicionando mais uma camada de inflação nos preços.

  • O LPDDR6 foi anunciado em julho de 2025 e promete oferecer melhorias significativas em velocidade e eficiência;
  • Esses módulos de memória terão mais canais de comunicação para melhorar a velocidade de acesso aos dados;
  • Haverá um modo de eficiência estática projetado para suportar configurações de memórias de alta capacidade;
  • A expectativa é que essa tecnologia também ajuda a aprimorar capacidades de inteligência artificial em dispositivos móveis;
  • Um modelo da SK Hynix anunciado nos últimos dias apresentou 36% mais rapidez e 20% mais eficiência que o LPDDR5X;
  • O UFS 5.0 é um protocolo de armazenamento anunciado em outubro do ano passado para alimentar a era de IA nos celulares;
  • A tecnologia deve oferecer velocidade sequencial bem maior, de até 10,8 GB/s, e mais largura de banda;
  • Esse sistema possui recursos dedicados para alimentação energética que podem reduzir problemas na leitura dos dados.

Tanto o LPDDR6 quanto o UFS 5.0 ainda serão finalizados pelo JEDEC, a organização que cuida desses padrões. É esperado que ambos cheguem ao mercado a partir do fim de 2026 ou início de 2027, mas essas não são datas cravadas e podem mudar, conforme o desenvolvimento dos recursos e o prosseguimento da crise de componentes.

Um estudo revelou que a venda global de computadores e até mesmo celulares deve cair mais de 10% em 2026. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© TecMundo

Microsoft corrige 86 vulnerabilidades de segurança do Windows

11 de Março de 2026, 16:00

A Microsoft lançou sua nova atualização de segurança de março de 2026 contra 86 ameaças para o sistema Windows. Duas dessas ameaças já eram publicamente conhecidas e uma delas inclusive tem uma pontuação 9,8 em grau de perigo. Com o lançamento dos patches, os usuários já podem ficar mais despreocupados.

No total, três dessas ameaças eram consideradas críticas e 76 foram ranqueadas como importantes. Dentre os problemas listados estão riscos de vulnerabilidades relacionadas com escalada de privilégios, execução de códigos arbitrários remotamente, descoberta de informações sensíveis, spoofing e negação de serviço.

Essas correção são somadas a outras dez brechas solucionadas no navegador Edge após o lançamento da atualização de segurança de fevereiro. Muitas das vezes, os bugs ou brechas encontradas são usadas por atores maliciosos quando estes já estão com acesso ao sistema, geralmente por táticas de engenharia social.

erro-falha-brecha-vulnerabilidade.jpg
Criminosos apelam para uso de IA para se infiltrarem em sistemas pessoais (Dilok Klaisataporn/GettyImages)

"Este mês, mais da metade (55%) de todas as CVEs da Patch Tuesday eram bugs de escalonamento de privilégios e, dessas, seis foram classificadas como tendo maior probabilidade de exploração no componente gráfico do Windows, Windows Accessibility Infrastructure, Windows Kernel, Windows SMB Server e o Winlogon", explica o engenheiro de pesquisa sênior da Tenable, Satnam Narang.

Quais foram as principais brechas corrigidas?

Das duas ameaças já conhecidas, foram corrigidas as CVE-2026-26127 e CVE-2026-21262, com pontuações de 7.5 e 8.8 no CVSS. A primeira era uma brecha de negação de serviço no protocolo .NET disponível na plataforma, enquanto a segunda permitia a escalada de privilégios em servidores SQL.

  • Havia também outras duas brechas com pontuação base de 8.8, mas relacionadas com o System Center Operations Manager e um repositório do GitHub;
  • A falha mais perigosa (CVE-2026-21536) era voltada ao Programa de preços de dispositivos da Microsoft;
  • Essa vulnerabilidade crítica permitia a execução remota de códigos nesse programa e foi descoberta pela IA autônoma XBOW;
  • No caso da brecha no Winlogon, ela explorava a resolução inadequada de links para obter privilégios do sistema;
  • Um servidor da Azure sofreu com uma falha de falsificação de solicitação, que permitia a escalada de privilégios na rede;
  • O Excel continha um bug que poderia ser explorado por invasores e fazer com que o Copilot exfiltrasse dados como parte de um ataque.

Todas as 86 ameaças estão listadas no site oficial da Microsoft e já foram prontamente corrigidas através de patches. O ideal é sempre manter seu computador atualizado por meio das configurações do Windows Update e evitar usar sistemas antigos, como o Windows 11, que não recebe mais atualizações.

A Microsoft anunciou a chegada do Copilot Cowork, um assistente de IA autônomo capaz de trabalhar pelo usuário na suíte do Microsoft 365. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Saulo Angelo/GettyImages

Intel revela chips Core Ultra 200S Plus com mais núcleos para PCs

11 de Março de 2026, 13:00

A Intel anunciou, nesta quarta-feira (11), uma nova geração de processadores Arrow Lake Refresh com os novos modelos Core Ultra 200S Plus. Sem muito alarde, a companhia revelou apenas quatro novos processadores, com os Core Ultra 7 270K e o Core Ultra 5 250K sendo os principais do lineup.

Diferente de atualizações anteriores, essa nova investida nos Arrow Lake traz uma recontagem de núcleos para os modelos. O Core Ultra 7 270K chega com 24 núcleos híbridos (8+16) enquanto o Core Ultra 5 250K acompanha 18 núcleos (6+12). Nos dois casos, a fabricante inseriu quatro núcleos a mais do que seus antecessores.

A chegada de mais núcleos é um pedido antigo nos modelos de tier 5 e 7 da marca e finalmente a Intel atendeu a essas solicitações. Também foi revelado que as frequências die-to-die aumentaram em 900 Mhz entre as gerações, melhorando a comunicação e diminuindo as latências do sistema.

INTEL-CORE-200S-PLUS-7.jpg
Geração Core Ultra 200S Plus mantém suporte ao soquete LGA 1700 (Imagem: Intel)

No quesito das memórias RAM, os Core Ultra 200S Plus agora suportam módulos DDR5 de até 7.200 MT/s, ou seja, uma mudança considerável frente aos 6.400 MT/s suportados na geração passada.

Como era de se esperar, o overclock para os modelos e memórias está habilitado para 8.000 MT/s, com suporte a até 128 GB por módulo em certas placas-mãe da série 800.

Core Ultra 200S Plus entregam mais 15% de desempenho

Sobre a performance dos novos Intel Core Ultra 200S Plus, a Intel aponta que os modelos apresentam um desempenho 15% superior em games. O Core Ultra 7 270K encabeça esses resultados e bate até 39% de frames a mais que o Core Ultra 7 265K em Shadow of The Tomb Raider.

  • A companhia diz que esse modelo é a CPU mais rápida em games na categoria de chips que atuam com consumo de 125W;
  • Em benchmarks sintéticos, o modelos performam 103% melhor em operações multi-thread que seus concorrentes;
  • O Core Ultra 5 250K Plus tem um grau de performance na casa dos 13% melhor que os Arrow Lake originais;
  • As médias individuais em games mostradas pela Intel não animam tanto e bate 24% de melhorias em Far Cry 6;
  • Foi anunciada uma tecnologia que otimiza os fluxos de trabalho em games feitos para hardwares mais antigos, a Binary Optimization Tool;
  • O suposto Intel Core Ultra 9 Plus não foi anunciado e o site VideoCardZ afirma que esse modelo foi cancelado pela fabricante.

O Intel Core Ultra 7 270K Plus custará US$ 299 (cerca de R$ 1.500) e o Intel Core Ultra 5 250K Plus sai por US$ 199 (R$ 1.000), ambos disponíveis em 26 de março com versões KF, totalizando quatro produtos. É bem provável que esses modelos cheguem ao Brasil já no início de abril, dado o histórico da Intel.

Nós recentemente testamos o Ryzen 7 9850X3D, novo processador mais rápido disponível para games, mas ele tem poucas novidades interessantes. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Intel

NemoClaw: Nvidia planeja ferramenta de IA open-source, diz site

11 de Março de 2026, 12:30

A Nvidia pretende lançar uma ferramenta de inteligência artificial chamada de NemoClaw no futuro, segundo informações reportadas pela Wired. É dito que a gigante dos chips já começou a trabalhar no projeto, que será de código aberto destinado para companhias focadas na produção de software.

Fontes anônimas próximas ao assunto entendem que a Nvidia esboça a tecnologia com a parceria de outras gigantes em mente. Companhias como a Salesforce, Cisco, Google, Adobe e Crowdstrike são alguns dos nomes listados. No entanto, ainda não se sabe quais parcerias já foram fechadas pela empresa de Jensen Huang.

Como essa deve ser uma tecnologia totalmente open-source, seu uso será gratuito para outras empresas usufruírem. Porém, dadas as parcerias, as marcas interessadas poderiam receber um tipo de acesso antecipado em troca da contribuição no projeto. Será possível utilizar a tecnologia mesmo que as empresas não possuam máquinas com produtos da Nvidia.

sede-da-nvidia
Com valor superior aos US$ 4 trilhões, Nvidia quer conquistar mais espaço no segmento de software (Imagem: Nvidia)

O NemoClaw da Nvidia permitirá que as empresas enviem agentes de IA para realizar tarefas para seus funcionários. Camadas adicionais de segurança e privacidade também seriam adicionadas. Um dos objetivos da Nvidia é entrar com força no mercado de software, já que é uma potência de hardware bruto.

Nvidia quer seu próprio Claw

O NemoClaw seria uma fusão de duas visões da Nvidia. A primeira visão seria um tipo de expansão da plataforma NeMo, criada para personalizar e implementar aplicações de IA generativa para desenvolvedores. A segunda faz parte da premissa dos novos “claws”, ferramentas de IA que rodam localmente na máquina dos usuários.

  • Esses claws são especialistas em performar tarefas sequenciais e se popularizaram em fevereiro com o OpenClaw;
  • A ferramenta prometia executar tarefas em novo do usuário para facilitar a rotina do mesmo, oferecendo grande autonomia;
  • Mesmo com a proposta interessante, esse software exigia níveis de acesso nos PCs que aumentavam a área de ataque de atores mal-intencionados;
  • O recurso é um tipo de interface que se conecta com grandes modelos de linguagem (LLMs) configurados pelo usuário;
  • Esse OpenClaw nunca foi um real agente de IA, mas sim um tipo de facilitador para os utilizadores;
  • O alto nível solicitado fez com que ataques por prompt injection aumentassem e colocou a tecnologia em estado de alerta.
  • Por questões de marca, o OpenClaw também foi chamado de Clawdbot e Moltbot, gerando confusão na internet.

O fato da Nvidia querer um software no estilo claw nem chega a ser tão surpreendente. No passado, o CEO Jensen Huang já havia expressado que o OpenClaw foi “um dos mais importantes lançamentos de software já feitos”. Como a Nvidia apresenta até 13 de março a conferência GDC, pode ser que alguma novidade seja anunciada em breve.

Nos últimos dias a OpenAI lançou o modelo GPT 5.4 capaz de controlar o Gmail e até mesmo o Excel, com operação de até 1 milhão de tokens. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Gemini

Xiaomi lança novo Poco C85X barato com bateria forte

10 de Março de 2026, 17:00

A Xiaomi anunciou seu novo celular de entrada baratinho com o Poco C85X, que traz uma bateria bem forte para um aparelho dessa categoria. Já disponível para compra na Índia, esse modelo tem uma bateria de 6.300 mAh e especificações bem simples, mas que devem ser bem suficientes para quem tem usos mais simples.

Esse dispositivo é uma versão um pouco melhor que a do Poco C85 original, lançado pela fabricante chinesa em setembro do ano passado. Com essa bateria de 6.300 mAh, o modelo terá uma autonomia um pouco maior do que a variante mais básica, e conta com suporte para recarga de 15W e carga sem fio de 7.5W.

Apesar do C85X realmente ter mais capacidade de bateria, o C85 padrão leva vantagem no tempo de carregamento, já que suporta carregadores de até 33W. O design do novo smartphone também é bem diferente do seu irmão menor e lembra muito as linhas de entrada da Samsung, já que conta com um módulo de câmeras em formato de pílula.

poco-c85x-banner.jpg
Até mesmo os modelos mais baratinhos estão recebendo baterias mais potentes nos últimos meses (Imagem: Xiaomi)

C85X tem câmeras simples e tela grande

Nas câmeras, o Poco C85X trabalha com um conjunto bem modesto, afinal de contas o destaque do aparelho não está nessa categoria. A região traseira possui um sensor primário de 32 MP, somado a um segundo sensor que não teve a resolução divulgada até o momento. Já a câmera frontal possui 8 MP para vídeos e selfies.

  • Sobre o hardware interno, a Xiaomi equipou esse celular com um chip básico Unisoc T8300, feito para aparelhos bem simples;
  • Como já era esperado, há apenas 4 GB de memória LPDDR4X e opções de 64 e 128 GB de armazenamento interno;
  • Os usuários também podem usar a entrada de cartão de memória para expandir o espaço em até 1 TB;
  • A tela é bem grande com 6,9 polegadas na resolução HD+ e conta ainda com taxa de atualização de 120 Hz;
  • Há compatibilidade com certificação IP64 contra poeira e respingos de água.
  • Esse dispositivo já chega ao mercado com o sistema operacional Android 16 de fábrica por meio da interface HyperOS;
  • Há compatibilidade com a rede 5G e Bluetooth 5.4.

O Poco C85X já está disponível para compra na Índia pelo preço mínimo sugerido de Rs 10.999 (cerca de R$ R$ 620 em conversão direta, sem impostos). Ainda não há informações sobre a chegada deste smartphone ao mercado brasileiro.

A Apple prepara o lançamento de novos produtos Ultra com características premium e preço bem alto para os próximos anos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

©

Nvidia revela DLSS 4.5 com Gerador de Quadros em 6x e nova tecnologia para The Witcher 4

10 de Março de 2026, 13:49

A Nvidia confirmou que a nova versão do DLSS 4.5 com o Dynamic Multi Frame Generation será lançada em 31 de março. Essa novidade habilita uma etapa extra na geração de quadros em 6x, ou seja, com a criação de até cinco quadros feitos por inteligência artificial para aumentar a performance em games.

A tecnologia foi inicialmente anunciada pela Nvidia em janeiro, durante a CES 2026, mas só no fim deste mês aparecerá nos primeiros games, como em 007 First Light. Esse é um recurso que visa aumentar a taxa de quadros para que os jogadores possam rodar seus games em monitores de 240 Hz com máxima suavidade.

O DLSS 4.5 segue uma linha bem similar a dos seus antecessores, com a diferença que os algoritmos usados pelo software agora renderizam dois quadros adicionais no pipeline. Em comparação ao DLSS 4 tradicional, que conseguiria apresentar 190 FPS em determinado jogo, o DLSS 4.5 com 6x sobe essa taxa para os 240 FPS.

NVIDIA-DLSS-4.5-MFG-Multi-Frame-dinâmico.jpg
Novo DLSS 4.5 terá função dinâmica que alterna entre os tiers de performance 1x e 6x para entregar o desempenho desejado (Imagem: Nvidia)

A companhia explica que essa nova tecnologia proporciona um salto de 33% em jogos como Black Myth: Wukong na resolução 4K. No entanto, a Nvidia também comenta que há um salto entre 10 e 15% nas latências, mas mesmo assim os jogadores devem ter uma experiência bem suave.

The Witcher 4 ganhará folhagem realista com RTX

Além da chegada do Dynamic Multi Frame Generation 6x, a Nvidia anunciou a tecnologia RTX Mega Geometry, que será usada em The Witcher 4. Esse é um recurso que agrupa milhões de triângulos para formar milhares de objetos, que no caso do game da CD Projekt Red será usado para um sistema de folhagem realista.

  • Os desenvolvedores querem criar um ambiente imersivo e denso para que todos esses objetos das florestas sejam mais complexos e ao mesmo tempo, leves;
  • A Nvidia já demonstrou esse tipo de tecnologia na demora Bonsai Diorama no ano passado e impressiona pela fidelidade gráfica;
  • Essa demo mostra detalhadamente uma visão panorâmica de uma floresta densamente povoado, com milhões de objetos e muitas sombras;
  • Recursos assim são certamente pesados e desafiadores, mas a tecnologia também realiza a otimização e consegue até mesmo reduzir o nível de memória de vídeo gasta;
  • Alan Wake 2 foi um dos games agraciados pela tecnologia RTX Mega Geometry na engine Northlite, da Remedy;
  • No jogo do famoso escritor, o recurso de geometria resultou em um aumento de desempenho entre 5 e 20%.

Games como 007 First Light, Tide of Annihilation e Control Resonant serão lançados com suporte total à tecnologia do DLSS 4.5 e ao Path Tracing para iluminação bem realista. A tecnologia voltou a chamar a atenção após sua implementação em Resident Evil Requiem e promete luzes mais densas nos futuros games.

Nós recentemente testamos a GeForce RTX 5060, um dos melhores modelos para jogar em Full HD e que será compatível com o DLSS 4.5, mas vem encarecendo rápido demais. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Nvidia

Samsung mantém posto de maior empresa de TVs, mas TCL avança rápido

10 de Março de 2026, 13:30

A Samsung conquistou mais uma vez o posto de maior marca de TVs do mundo, segundo levantamentos das firmas de mercado Counterpoint Research e Omdia. Com a nova conquista, a gigante sul-coreana abocanha mais de 29% do mercado de televisores globais, mas a rival TCL segue em uma crescente e vem logo atrás.

A Counterpoint foi a primeira a indicar a posição isolada da Samsung no ranking, mas logo depois a própria empresa confirmou o feito através da Omdia. O time sul-coreano domina especialmente o segmento de TVs entre US$ 1.500 e US$ 2.500 (entre R$ 7.700 e R$ 12.900) com 54,3% desse mercado.

O estudo da Counterpoint sugere que a Samsung bateu 17% do total de televisores vendidos no fim de 2025, marcando um leve declínio contra os 18% do ano anterior. A TCL, por sua vez, fica logo atrás com seus 16% de envios, e a também chinesa Hisense ocupa a terceira colocação.

8d869250-fa80-11f0-800a-6be8bf19.png
TCL deve ganhar ainda mais mercado nos próximos anos. (Imagem: Counterpoint Research)

É interessante notar que a LG continua com uma porcentagem bem tímida do mercado de televisões. Diferente da Hisense, que teve uma queda no número de produtos vendidos, a TCL segue em uma crescente bem consistente ao longo dos anos, enquanto a Samsung se mantém em um patamar de estabilidade contínua.

Marcas chinesas ganham tração

A Samsung já é uma das marcas mais populares no Brasil, seja para TVs, smartphones ou notebooks. Porém, o crescimento rápido da TCL se dá pelo poder de investimento em produtos de alta qualidade nos últimos anos. “Ao oferecer tecnologias de alta definição, como o Mini LED à preços competitivos, a TCL obteve uma ótima resposta em mercados emergentes, como a Europa Oriental, Oriente Médio e África”, explica o diretor associado da Counterpoint, Sujeong Lim.

  • A Samsung anunciou a tecnologia de Micro RGB inédita para suas televisões em agosto do ano passado;
  • Com forte presença em todos os setores, a sul-coreana é uma das principais escolhas de modelos 4K no mercado brasileiro;
  • A Counterpoint indica que marcas chinesas, como TCL, Hisense e até a Xiaomi estão aumentando sua participação em diversos segmentos;
  • O Mini LED se tornou um dos principais atrativos por parte dessas companhias, que se traduzem em um alto volume de vendas;
  • Pouco popular no mercado chinês, a LG soma bons números graças ao momento imponente na América do Norte e América Latina;
  • Com a nova pesquisa, a Samsung manteve seu posto como maior marca de TVs nos últimos 20 anos.

O próximo passo da companhia e suas concorrentes é correr para a popularização desses modelos com tecnologia Micro RGB. Esse recurso é considerado a próxima evolução das telas, já que descarta o uso de luzes brancas e opera com LEDs individualizados muito pequenos.

A Samsung também obteve uma vitória judicial contra a própria TCL por usar publicidade enganosa para promover modelos QLED na Alemanha. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Samsung

Como montar um PC bom e barato em meio à crise de chips?

7 de Março de 2026, 10:00

Comprar peças de computador e notebooks vem se tornando uma missão cada vez mais cara e a inteligência artificial (IA) virou a principal vilã no aumento de preços. A demanda por mais data centers para alimentar essa tecnologia cresceu de maneira absurda no último ano. Diversos fabricantes de componentes direcionaram seus esforços para esse segmento e o mercado doméstico pagou o preço.

Apesar da alta dos preços e do fato de os estoques estarem se esgotando rapidamente, há algumas dicas básicas que os consumidores podem seguir. O intuito é gastar menos e tentar driblar a crise com a aquisição de itens de qualidade para montar uma máquina parruda e duradoura.

Como escolher peças de PCs na crise dos chips?

Antes de encher várias peças no seu carrinho de algum varejista, é preciso ter cautela e entender suas necessidades. Em tempos de crise, planejar bem uma compra é a diferença entre gastar menos ou gastar uma quantia a mais que não era preciso.

Conversamos com o gerente de aplicações da Intel Brasil, Yuri Daglian, que aponta alguns caminhos para sofrer menos durante a crise. “A grande mensagem que eu passaria é pesquisar bastante. Quando a gente olha a dinâmica de qualquer mercado, para saber se é caro ou não, é preciso ver o histórico de preços […] Então eu diria que o consumidor precisa, acima de tudo, pesquisar muito para evitar compras impulsivas”, explica Daglian.

Processador

Se o mundo das GPUs, memórias e armazenamento aumentou consideravelmente de preços, os processadores ainda se mantêm por valores acessíveis. A grande questão, como indica Daglian, é que essas peças são afetadas por um tipo de efeito em cadeia. Se a RAM e um SSD estão caros, não há CPU baratinha que torne a montagem do PC menos custosa aos bolsos.

Processador-Intel-Core-I5-12400F-LGA1700.jpg
Modelos com sufixo 5, como Intel Core 5 ou Ryzen 5 apresentam o melhor custo-benefício (Imagem: Intel)

Escolher um processador muitas vezes vai seguir aquela cartilha de que os modelos Intel Core com sufixo 3 são para uso simples, os 5 são para games e editores iniciantes, e os modelos 7 e 9 já são para usuários avançados. O ideal nesses casos, e na montagem geral do PC, é comprar um componente que consiga atender suas necessidades a curto e médio prazo.

Daglian sugere dois modelos para PCs parrudos: o Intel Core i5-14600K e o Intel Core Ultra 7 265. Do lado da AMD, e seguindo a mesma linha, os Ryzen 5 9600X e o Ryzen 7 9700. Esses são modelos que variam entre R$ 1.100 e R$ 1.800 e vão entregar um excelente desempenho para jogadores e profissionais.

Quem está com o orçamento mais limitado pode mirar os Intel Core i5-12400F e o Ryzen 5 5500 ou 5600, caso os preços estejam parecidos. Os modelos são mais básicos, mas ainda muito indicados para atividades como jogos, enquanto o Intel i5-13100F reina como uma das melhores opções bem baratinhas — apesar do Ryzen 5500 ficar na mesma faixa de preço dos R$ 500 a R$ 600.

“O usuário tem que pensar por que ele quer aquele PC. Qual é o uso final? Sabendo a resposta para essa pergunta, ele consegue direcionar a compra. Todo processador pode ser adequado para as pessoas. Depende do uso. Não tem um processador que não seja adequado”, diz Daglian.

Placa-mãe

Quando a gente chega nas placas-mãe, o tema tende a ficar mais complexo, visto que muitas pessoas apenas compram o modelo mais barato. O especialista exemplifica a importância dessa peça, afinal de contas a quantidade de portas USB, slots para memória e SSD e até a conexão Wi-Fi passam por esse componente.

aorus-master-ai-top-soquete-placa-mae
Placas-mãe encareceram e ficaram mais escassas no mercado brasileiro. (Felipe Vidal/TecMundo)

Para escolher a mainboard ideal, primeiro é preciso que ela tenha compatibilidade com o processador escolhido. Depois, a quantidade de portas para SSD M.2, onde é legal ter um SSD para o sistema e outro para guardar os demais arquivos. Sobre os canais de memória, na maior parte das vezes apenas dois slots já são suficientes.

RAM

O ponto de maior polêmica dos últimos meses, a memória RAM é indispensável e ficou extremamente mais cara. Com os valores altos, a discussão sobre qual é a quantidade ideal deste componente ressurgiu e mais uma vez depende do uso daquele consumidor.

ram-kingston-fury-beast.jpg
Usar apenas dois módulos de RAM no PC já é suficiente. (Imagem :Kingston)

Daglian aponta que os 8 GB de memória ainda são um tipo de ponto de partida. “Quando a gente olha os requisitos do Windows 11, ele recomenda 4 GB. Então, com 8 GB você roda o Windows com aplicações mais simples”, enfatiza o engenheiro da Intel, que cita tarefas como planilhas, edição de slides e algumas abas no navegador.

Contudo, como os próprios navegadores e sistemas estão recebendo múltiplas atualizações de IA, os 8 GB já acarretam algumas travadinhas. Assim como para o público gamer, o ideal seria já começar com 16 GB de memória para ter um uso saudável da máquina. Com preços acima dos R$ 3 mil, kits de 32 GB mais novos se tornaram quase que exclusividade para profissionais.

“Se eu operar com poucos softwares abertos, bem focados nessas aplicações mais simples, pode ser que 8 GB de memória RAM sejam suficientes. Para jogos, já vai ser bem mais sofrido, mesmo aqueles de entrada”, enfatiza Daglian.

Armazenamento

Os SSDs M.2 com o protocolo NVMe se tornaram a principal forma de armazenamento nos últimos anos, mas a implacável crise de componentes afeta todos os tipos dessa peça. Diferente da RAM, que influencia diretamente na fluidez e suavidade da experiência de usar um PC, o armazenamento é mais maleável.

SSD Kingston NV3 - Felipe Vidal/TecMundo
Ideal para SSDs é algo igual ou acima dos 512 GB. (Imagem: Felipe Vidal/TecMundo)

“Isso vai variar para cada usuário, mas 256 GB são o mínimo aceitável”, diz o especialista. Essa é uma capacidade que já vem em muitos notebooks, por exemplo, e é suficiente apenas para o Windows e aplicativos bem básicos. Quem deseja guardar filmes, séries, vídeos e até jogos simples precisa considerar modelos de 512 GB.

O melhor cenário seria investir em um SSD de 1 TB, mas os preços deste produto quase triplicaram nos últimos seis meses, então não é uma indicação fácil.

“Um SSD de 512 GB com 16 GB de memória RAM já fica um balanço muito interessante”, recomenda o gerente de aplicações da Intel.

Placa de vídeo

Comprar uma placa de vídeo em tempos de crise nunca é uma tarefa simples, já que esse é o componente mais caro de um PC gamer ou para profissionais. Já que o preço dessas peças é muito volátil, o melhor caminho é seguir a mesma lógica da escolha de um processador. Qual é o seu foco com esse componente?

review-msi-geforce-rtx-5060-inspire-2x-visual
Placas de vídeo da Nvidia que terminam com os números 50 e 60 apresentam a melhor relação de preços e desempenho. (Imagem: Felipe Vida/TecMundo)

Utilizar sites que comparam e mostram o histórico de preços desses produtos ajuda a entender se aquela peça está muito mais cara ou em um valor normal. A indicação de Yuri para os gamers fica com a Intel Arc B580, que se destaca pelos 12 GB de memória de vídeo. 

Quem precisa de uma GPU para renderização de vídeos ou até mesmo jogar games simples, pode encontrar a RTX 5050 como a melhor opção abaixo dos R$ 2 mil. Modelos como a RTX 5060 e Radeon RX 9060 XT já são bem mais potentes e ainda são encontrados perto dos R$ 2,3 mil em promoções, mas o preço começa a aumentar.

Aqueles que possuem muito dinheiro para gastar e querem se aventurar em jogos em 4K ou vão trabalhar em projetos complexos, têm as RTX 5070 e Radeon RX 9070 XT como melhores opções. Porém, os preços já batem perto dos R$ 5 mil.

Gabinete, cooler e fonte

Os itens acima dependem muito do restante dos componentes escolhidos pelo usuário, então são mais difíceis de sugerir. Embora ainda não estejam sofrendo um forte aumento de preços, esses itens eventualmente devem encarecer por outras razões econômicas, como o TecMundo reportou em primeira mão no começo do ano.

Um levantamento recente indica que o mercado de PCs de entrada baratinhos deve ser extinto em 2028. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Felipe Vidal/TecMundo

SSDs vão encarecer: Samsung planeja aumento de 100% em chips, diz site

6 de Março de 2026, 19:00

O preço dos SSDs no mercado global deve ter um aumento violento nos próximos meses, graças à Samsung e outras fabricantes. Informações do site sul-coreano Sedaily indicam que a Samsung pode aumentar o preço de chips NAND em 100% no próximo trimestre. Caso se confirme, será o segundo aumento consecutivo em larga escala da fabricante.

Fontes próximas ao assunto entendem que o poder de negociação dos fabricantes de memória cresceu de uma maneira nunca antes vista. “Os consumidores não terão outra opção a não ser aceitar os preços oferecidos pela Samsung Electronics”, explica um alto funcionário da indústria de semicondutores.

Além da Samsung, fabricantes de chips NAND como SK Hynix e Kioxia também devem seguir essa tendência e reajustar seus preços para valores muito parecidos. Com o aumento da Samsung, o próximo trimestre marcará uma alta de 200% no preço desses componentes, já que a empresa havia subido esses preços em 100% nos últimos três meses.

SSD Kingston NV3 - Felipe Vidal/TecMundo
SSDs NVMe e até SATA serão fortemente afetados pelos reajustes. (Imagem: Felipe Vidal/TecMundo)

Preço de NAND aumentou 450% desde 2025

Segundo a empresa de pesquisa de mercado DRAMeXchange, o preço médio de contrato para chips NAND MLC de 128 GB bateu US$ 12,67 (R$ 67) em fevereiro. Essa alta representa um aumento de 33% em relação ao mês anterior e significa que o preço subiu 452% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

  • No início, especulava-se que a crise afetaria somente as memórias RAM por conta da demanda por data centers;
  • Os SSDs começaram a ser usados massivamente nesses servidores para armazenar fluxos de trabalho mais complexos;
  • Também é dito que o aumento nos preços tem relação com o fato dos fabricantes não conseguirem equilibrar a produção de SSDs e RAM nas fábricas;
  • Os fabricantes estão aumentando os preços para se manterem competitivas na demanda dos aceleradores de IA.

Com mais um aumento, comprar SSDs se tornará uma tarefa impraticável para muitos consumidores. Isso vai afetar diretamente em desktops e notebooks, aumentando consideravelmente o valor gasto para adquirir até mesmo uma simples máquina para estudos ou trabalho básico.

A Gartner aponta que os PCs baratinhos devem basicamente sumir das prateleiras até 2028 com a extensão dessa crise. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Felipe Vidal/TecMundo

Xiaomi quer lançar celulares com chips próprios anualmente

4 de Março de 2026, 19:00

A Xiaomi deseja lançar chips próprios para os seus smartphones anualmente, seguindo o passo das rivais Apple e até Samsung. Em entrevista para a CNBC, o CEO da Xiaomi,  Lu Weibing, confirmou a ideia de criar um calendário de lançamentos anuais, além da intenção de levar o assistente de IA da empresa para o mercado internacional.

A Apple se tornou a principal referência quando o assunto é produzir smartphones com chips próprios, afinal a série A de SoC (System-on-Chip) vem embutida em todos os iPhones. O objetivo da Xiaomi é realizar um movimento bem parecido, que também pode incomodar a Samsung com seus modelos Exynos.

No ano passado, a Xiaomi lançou o chip XRing O1 baseado em uma fabricação de 3 nanômetros, similar ao que existe no Dimensity 9400 da MediaTek. Testes apontam que esse modelo da empresa tem um desempenho bem próximo ao do Snapdragon 8 Gen 3 e fica atrás do próprio Dimensity 9400.

XRing-O1-chip
Xiaomi deve investir quase R$ 36 bilhões nos próximos dez anos para a produção de chips (Imagem: Xiaomi)

Com um calendário bem feito de lançamentos, a Xiaomi pode enfim incomodar mais suas concorrentes, já que a existência de um chip próprio força as rivais a se movimentarem.

“Este é o nosso chip como produto. Daqui para frente, provavelmente lançaremos uma atualização anual”, explica Weibing na Mobile World Congress.

Assistente de IA da Xiaomi vem aí

Além do lançamento de um chip próprio para abalar a concorrência, a Xiaomi também quer levar seu assistente de IA para outros mercados. 

Chamada de Xiao AI, a tecnologia está disponível apenas na China em produtos da marca, mas Weibing explica que “quando nossos carros forem para mercados internacionais, vocês verão nossos agentes de IA com eles”.

  • Pouco conhecido, o Xiao AI é um assistente disponível desde 2018 e aos poucos foi recebendo recursos mais parecidos com assistentes atuais;
  • O motivo do lançamento inicial dessa tecnologia é que modelos como Alexa, Siri e Cortana não entendiam muito bem o idioma e hábitos chineses;
  • Inicialmente, o Xiao foi lançado para ser bem parecido com o Google Assistente, mas precisará ser adaptado para mercados internacionais;
  • A China vem trabalhando fortemente para avançar na corrida de IA e conta com modelos parrudos do Alibaba e o já conhecido DeepSeek;
  • O objetivo é combinar essas capacidades de IA em produtos como smartphones e os carros da marca;
  • Com seu próximo chip, a tecnologia de IA e o sistema Hyper OS, a Xiaomi quer mesclar todos esses recursos em um futuro smartphone.

A Xiaomi diz que pretende lançar seu chip em um celular na China ainda este ano e eventualmente irá trazer o produto para o mercado global. Nenhuma data ou janela de lançamento foi revelada e o nome do dispositivo também está bem guardado dos vazamentos.

Por conta da crise de componentes, a Xiaomi reafirmou que vai precisar aumentar o preço dos seus smartphones nos próximos meses. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Xiaomi

Cade mantém medida protetiva contra termos de IA do WhatsApp

4 de Março de 2026, 17:30

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve, nesta quarta-feira (4), a medida protetiva que proíbe a Meta de aplicar os Novos Termos do WhatsApp no Brasil. Isso significa que a plataforma está suspensa de cumprir suas regras que afastaram empresas de IA de operar serviços dentro do popular mensageiro.

No entendimento do Cade, a manutenção da medida protetiva tinha todos os requisitos necessários para continuar. A exclusão da operação de empresas de IA no WhatsApp poderia destruir a concorrência no setor e fazer com que a Meta tivesse vantagem competitiva no mercado.

Como essas IAs já funcionam atualmente, a manutenção da medida não representa nenhum tipo de prejuízo à Meta. Por outro lado, caso o colegiado retirasse a medida protetiva, haveria um rápido prejuízo para as startups de IA que oferecem seus serviços na plataforma, como a Luzia e Zapia, que denunciaram os termos para a superintendência do órgão.

whatsapp.jpg
Termos que proíbem outras empresas de usarem APIs de IA no WhatsApp estão em vigor em diversos países (Imagem: rodrigobark/GettyImages)

Antes da decisão sair, a Meta obteve uma liminar que suspendia a obrigatoriedade de permitir chatbots de IA de terceiros no WhatsApp Business. Mesmo assim, o inquérito administrativo instaurado pelo Conselho ainda está em vigor, ou seja, as investigações para entender os impactos desses termos do aplicativo continuam.

Meta justifica seus termos para evitar brechas

Como justificativa para esses termos, a Meta explicou ao Cade que os bots de IA de terceiros exploram brechas nos termos do WhatsApp. A empresa alega que a ausência de restrições específicas proporcionou que empresas de fora usassem a API do mensageiro como um “canal de distribuição para chatbots de IA de uso geral”.

Em contrapartida, a instituição brasileira analisa que proibir todos esses chatbots de funcionar é uma medida extrema demais para o problema de infraestrutura alegado. O Cade ainda alega que segue a mesma premissa que órgãos italianos têm ao lidar com o problema, já que a Itália também barrou esses termos.

Como o inquérito administrativo ainda está em andamento, ainda não houve uma decisão permanente sobre o WhatsApp ter ou não o direito de impor essas regras. O medo das empresas que denunciaram a Meta ao Cade é que essa iniciativa torne o mercado mais restrito.

O WhatsApp começou a testar a funcionalidade de agendar o envio de mensagens nos últimos dias, um dos recursos mais aguardados pelos usuários. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© stockcam/GettyImages

MacBook Neo: notebook 'baratinho' chega com chip de iPhone e custa R$ 7.299

4 de Março de 2026, 11:39

A Apple anunciou o MacBook Neo, um Mac de 13 polegadas e preço bem mais barato que seus irmãos maiores. O aparelho aposta nessa pegada mais divertida com quatro diferentes cores e chega com o chip A18 Pro, que também é utilizado nos iPhone 16 Pro do ano retrasado.

O MacBook Neo mantém muitas características dos MacBooks Air e com chips mais parrudos, como a construção em alumínio. Esse modelo estará disponível nas variantes em cinza-claro, amarelo, azul e rosa. Antes do anúncio, especulava-se que a Apple lançaria o modelo com sete cores diferentes.

A tela é outro ponto onde a Apple mantém sua assinatura, afinal de contas o Neo possui um display com painel Liquid Retina de 13 polegadas na resolução 2408×1506. Fica claro que a Apple precisou reduzir algumas tecnologias na tela, como o brilho que vai somente até 500 nits e a presença da cobertura de cores sRGB, bem menos intensa.

Apple-MacBook-Neo-cores.jpg
MacBook Neo conta com webcam FaceTime HD em 1080p (Imagem: Apple)

Na bateria, a companhia explica que o componente possui 36,5 Whr e suporta até 16 horas de reprodução de streaming de vídeo e 11 horas de navegação na internet. Como o sistema macOS é bem otimizado e estamos falando de um chip originalmente feito para iPhones, esse laptop pode realmente ter uma autonomia energética interessante.

Chip de iPhone funciona em notebook?

O que mais chama a atenção no MacBook Neo é o fato desse produto ser um notebook com chip de celular. Por mais que pareça estranho, o chip A18 Pro da Apple é bem poderoso, assim como modelos concorrentes, como os Snapdragon Elite que alimentam os Galaxy da Samsung.

  • Essa plataforma A18 Pro usada no notebook ostenta um processador de 6 núcleos híbridos, com quatro núcleos de eficiência e dois de performance;
  • A GPU integrada do chip se mantém, com a diferença que o Neo possui apenas cinco núcleos ativos, enquanto a do iPhone usa seis dessas estruturas;
  • É descrito que o chip consegue realizar aceleração de traçado de raios por hardware, mas vale notar que essa não é uma máquina gamer;
  • Há a permanência da Neural Engine de 16 núcleos, ou seja, a estrutura responsável por auxiliar no processamento de tarefas de IA;
  • A memória RAM do dispositivo é de 8 GB, enquanto o armazenamento fica restrito a versões de 256 e 512 GB;
  • Sobre a conectividade, esse laptop chega com uma porta USB 3 de 10 Gb/s, uma USB 2 de 480 MB/s e entrada para fone de ouvido de 3,5 mm;
  • O teclado é o Magic Keyboard com 12 teclas de função e há uma variante com tecnologia do Touch ID para reconhecimento de impressões digitais;
  • Esse também parece ser um aparelho bem leve, já que pesa apenas 1,23 kg e está na média de modelos ultrafinos do mercado.

O MacBook Neo já aparece no site oficial do Brasil e tem preço inicial sugerido de R$ 7.299 na versão de 256 GB. Há também o modelo com 512 GB de armazenamento interno e teclado com Touch ID, mas o valor já sobe para os R$ 8.499. A data de lançamento oficial ainda não foi revelada para o Brasil.

A Apple também anunciou o iPhone 17e nesta semana como seu novo smartphone barato e que finalmente traz suporte ao MagSafe. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Apple

❌