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O erro mais caro sobre IA quântica surge antes da primeira decisão

27 de Abril de 2026, 20:00

A expressão ganhou brilho demais e precisão de menos. Em apresentações para investidores, planos corporativos e discursos sobre inovação, "IA quântica" aparece quase como um selo de vanguarda. Só que o ponto crítico está em outro lugar. O tema pede menos ficção tecnológica e mais leitura de arquitetura computacional.  

Estudos projetam que o mercado global de tecnologias quânticas pode atingir US$ 97 bilhões em receita até 2035, com a computação quântica saltando de US$ 4 bilhões em 2024 para até US$ 72 bilhões no mesmo horizonte. Esses números bastam para justificar a atenção de conselhos, CIOs e CEOs. Ainda assim, eles dizem pouco sem uma pergunta mais rigorosa: afinal, de que convergência estamos falando?  

A resposta exige separar duas frentes que o debate público mistura com uma facilidade impressionante. A primeira é a IA para computação quântica. Aqui, a inteligência artificial clássica ajuda computadores quânticos a funcionar melhor, otimizando o desenho de dispositivos, o controle e a correção de erros. A segunda é a computação quântica para IA.  

Nesta, a expectativa recai sobre o uso de recursos quânticos para acelerar classes específicas de problemas de aprendizado de máquina. A melhor revisão recente sobre o tema, publicada na revista Nature, deixa essa divisão explícita e concentra sua análise justamente na primeira direção — a mais concreta hoje. Essa distinção pode parecer técnica demais para uma conversa de negócios, mas é fundamental. Confundir essas duas camadas distorce orçamentos, prazos e ambições.  
 

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A convergência entre a inteligência artificial clássica e o hardware quântico é a base para a nova arquitetura de IA quântica. (Fonte: Getty Images)


Vale fixar um ponto com frieza: computadores quânticos ainda estão longe de assumir o papel que alguns discursos apressados lhes atribuem. Grandes modelos de linguagem, inferência em escala massiva e geração de texto seguem sob domínio da computação clássica, com forte apoio de GPUs e infraestrutura especializada.  

O papel plausível do quantum, ao menos no horizonte visível, é o de um coprocessador altamente especializado para problemas muito específicos. Essa imagem é bem mais útil do que a fantasia do substituto universal. Ela também é bem mais honesta com o estágio atual da tecnologia.  
 

É aqui que o debate melhora, pois a convergência entre IA e computação quântica já produz efeitos reais no lado menos vistoso da história. A IA clássica ajuda o quantum a sair do laboratório e ganhar consistência operacional. 


Um exemplo crucial está na mitigação de erros; experimentos mostram que técnicas de aprendizado de máquina aplicadas a essa mitigação funcionaram em testes com até 100 qubits, reduzindo drasticamente o custo do processo sem perda de precisão.  

Para o executivo atento, esse dado importa mais do que promessas genéricas de revolução iminente. Tecnologia madura começa assim: resolvendo as fragilidades discretas que o marketing costuma ignorar.  

Há evidência corporativa recente de que o valor aparece em fluxos delimitados. Em 2025, aplicações de otimização logística envolvendo nomes como Network Rail, Airbus e BMW foram apoiadas por softwares com supressão de erros orientada por IA. O ganho surge em tarefas recortadas, onde controle e robustez importam tanto quanto a potência bruta.  

A boa leitura estratégica, portanto, passa por uma conclusão quase anticlímax: a inteligência artificial já potencializa o quântico antes que o quântico potencialize a inteligência artificial em escala econômica relevante. Isso não reduz o potencial futuro da computação quântica para IA, apenas devolve o tema ao trilho da seriedade.  

Pesquisas estimam que mais da metade do valor projetado para a computação quântica, cerca de US$ 150 bilhões, venha do quantum machine learning, embora essa fronteira siga em grande parte teórica, travada por gargalos algorítmicos e pelo custo de transpor dados clássicos para circuitos quânticos.  

Eis a palavra decisiva: fronteira. Quem vende isso como adoção ampla no curto prazo força a realidade. Quem trata a área como irrelevante perde o rastro do que pode destravar a otimização combinatória e certas classes de simulação nos próximos anos. A divergência entre as lideranças do setor ilustra essa tensão.  

Enquanto o Google Quantum AI já mencionou esperar aplicações comerciais em até cinco anos, a Nvidia situou o uso realmente útil da tecnologia em torno de vinte anos. Essa distância revela algo precioso: o erro estratégico não é mais "escolher um lado", mas sim falhar em governar horizontes temporais diferentes sem perder o critério técnico.  
 

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O uso de machine learning em ambiente corporativo permite otimizar o design e o controle de dispositivos quânticos avançados. (Fonte: Getty Images)

A adoção realista passa por modelos híbridos, um desenho que já vemos surgir em 2026 como quantum-centric supercomputing: a integração entre QPUs, GPUs e CPUs em fluxos coordenados. A computação quântica caminha ao lado da clássica, na infraestrutura, no middleware e nas aplicações, em vez de ocupar sozinha o centro do sistema.  

Para as organizações, a jornada exige mapear onde a operação sofre com gargalos reais de simulação, formar competência interdisciplinar e vigiar marcos técnicos que antecedem o valor comercial. A pergunta madura jamais foi se vale a pena apostar em IA quântica.  

A pergunta certa é em que janela temporal cada aplicação se torna economicamente viável para o seu setor. IA quântica significa menos encantamento automático e mais precisão sobre onde a IA já sustenta o quantum para que, um dia, o quantum possa ampliar a IA. O resto é ruído corporativo com verniz científico.  

Quem separar a física real do entusiasmo promocional agora chegará ao próximo ciclo com repertório e vantagem competitiva. Aqueles que seguirem a névoa pagarão primeiro pela narrativa e, depois, pelo atraso. 
 

One UI 8.5: veja quais celulares Galaxy receberão os novos recursos de IA do S26

25 de Abril de 2026, 10:00

Embora a atualização para a One UI 8.5 esteja garantida para dezenas de celulares Galaxy, nem todos receberão os novos recursos do Galaxy AI inaugurados no Galaxy S26. Embora contidas no update, certas funcionalidades podem ser desativadas por limitações no hardware do dispositivo.

A One UI 8.5 traz diversas novidades, de opções de personalização a funções inéditas alimentadas por inteligência artificial (IA). A atualização será distribuída para todo celular já compatível com a One UI 8, mas algumas funcionalidades serão restritas aos smartphones mais recentes.

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A One UI 8.5 será entregue para todos os celulares com a One UI 8, mas não com todas as novidades. (Fonte: Samsung/Divulgação)

Os recursos inéditos do Galaxy AI presentes na One UI 8.5 são:

  • Call Screening ("Triagem de chamadas");
  • Richer Insights do Now Brief;
  • Creative Studio, aplicativo para criação de convites, wallpapers e outros materiais;
  • Advanced Audio Eraser;
  • Photo Assist aprimorado.

Quais celulares receberão os recursos de IA do Galaxy S26?

Confira a lista de celulares que devem receber as novidades com inteligência artificial inauguradas no Galaxy S26:

  • Galaxy S25, S25 Plus, S25 Ultra e S25 Edge – versão Beta antecipou o suporte às novas funções;
  • Galaxy S24, S24 Plus e S24 Ultra – versão Beta liberada na Coreia contém recursos do Galaxy AI;
  • Galaxy Z Fold 7;
  • Galaxy Z Fold 6;
  • Galaxy Z Flip 6.

Não está claro se modelos topo de linha mais antigos — como a família Galaxy S23 e os Galaxy Z Fold 5 e Z Flip 5 — também receberão todos os recursos de IA do Galaxy AI.

Por enquanto, não há previsão para o lançamento da versão estável da One UI 8.5. A atualização está disponível em fase Beta apenas para regiões e aparelhos selecionados, incluindo celulares recém-lançados como o Galaxy S26 e o Galaxy A57.

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OpenAI lança Chronicle, recurso que tira prints da tela igual ao Microsoft Recall

24 de Abril de 2026, 18:00

A OpenAI lançou, nesta semana, o Chronicle, novo recurso opcional do Codex que tira prints da tela para usar como contexto em conversas com o desenvolvedor — com premissa similar à do polêmico Microsoft Recall. A ferramenta permite ao agente de IA acompanhar o uso do computador para alimentar suas memórias e considerá-las em futuras consultas.

"O Chronicle amplia as memórias do Codex com o contexto da sua tela. Quando você interage com o Codex, essas memórias podem ajudá-lo a entender o que você estava fazendo, reduzindo a necessidade de repetir o contexto", descreveu a OpenAI.

O Chronicle está disponível em fase de testes exclusivamente para o app Codex no macOS e requer permissões de acessibilidade e de gravação de tela do sistema operacional para funcionar.

O Chronicle permite ao Codex entender o contexto com mais facilidade. (Fonte: OpenAI/Reprodução)

Segundo a OpenAI, o Chronicle consome rapidamente os recursos de cada sessão, aumenta as chances de prompt injection e armazena as memórias localmente sem qualquer criptografia — uma combinação pouco recomendada para contextos sensíveis de trabalho.

O recurso existe para poupar o usuário de descrever o contexto em cada solicitação. Ao acompanhar o uso do computador em tempo real, o agente terá uma base mais rica de informações — como qual fonte utilizar, quais ferramentas abordar e os fluxos de trabalho preferidos do usuário. 

Em um dos exemplos fornecidos pela empresa, o usuário pergunta "Por que isso aqui não está funcionando?" e o Codex, usando o Chronicle, identifica o contexto e fornece as instruções adequadas.

Como ativar o Chronicle no Codex?

Para ativar o Chronicle no Codex, siga os passos abaixo:

  1. Abra o app Codex no macOS;
  2. Navegue até a seção "Personalização" e ative a função "Memórias";
  3. Ative o Chronicle abaixo das opções de memórias;
  4. Leia atentamente a janela de consentimento e clique em "Continuar";
  5. Conceda as permissões de gravação de tela e acessibilidade ao app.

É possível interromper o funcionamento do Chronicle a qualquer momento pelo menu de opções do Codex.

Dados guardados localmente, mas processados em data centers

As capturas de tela feitas pelo Chronicle são armazenadas localmente, mas periodicamente compartilhadas com a OpenAI para a geração de contexto. Para isso, o Codex cria uma sessão temporária que acessa o print e sintetiza seu conteúdo — incluindo texto e metadados, como o horário da captura.

O processamento ocorre nos servidores da OpenAI, e o conteúdo não é usado para o treinamento da IA. Os prints podem, no entanto, ser retidos nos servidores por determinação judicial.

Risco elevado de prompt injection

Se o usuário passar por uma tela com instruções nocivas para o agente, elas podem ser lidas automaticamente e inseridas no contexto da conversa. Na prática, isso amplia a superfície vulnerável a ataques de prompt injection, em que a IA segue comandos potencialmente maliciosos.

Atualmente, o Chronicle está disponível apenas para assinantes do ChatGPT Pro — o plano mais caro para usuários comuns, a R$ 525 por mês. O recurso não está disponível na Europa, no Reino Unido e na Suíça.

Lacunas na documentação do recurso

A OpenAI não menciona com que frequência o Chronicle realiza capturas de tela, nem como lida com dados sensíveis eventualmente capturados pela ferramenta. A descrição do recurso lembra a premissa do Windows Recall, função que também tirava prints da tela para registrar o uso do computador — e que, no início, igualmente armazenava os dados das capturas sem criptografia.

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© (Imagem: OpenAI/Divulgação)

Windows 11 não terá mais ‘atualizações de surpresa’ e dará mais controle ao usuário

24 de Abril de 2026, 15:35

A Microsoft anunciou quatro mudanças importantes para melhorar a experiência de uso com as atualizações do Windows 11. Nesta sexta-feira (24), a companhia anunciou melhorias que trazem mais controle e prometem acabar com os updates surpresas que normalmente acontecem.

Poucas coisas são mais frustrantes do que sentar para usar o computador e descobrir que ele precisa de uma atualização. Pior ainda é quando isso acontece várias vezes em um mesmo mês”, reconhece a companhia. As novidades incluem:

  1. Pular atualizações durante a primeira configuração do Windows 11;
  2. Estender as pausas de atualizações quantas vezes o usuário quiser;
  3. Opções claras e “sempre disponíveis” para desligar ou reiniciar o PC sem passar por uma atualização;
  4. E mais informações sobre os updates disponíveis para que o usuário saiba exatamente o que será atualizado.
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Windows Update será mais claro sobre o que exatamente está sendo atualizado em um computador. (Imagem: Microsoft/Divulgação)

“Sabemos que isso [atualizações de surpresa] tem sido um grande problema para os usuários do Windows”, cita a companhia em nota. Segundo a Microsoft, a partir de hoje os usuários verão uma experiência mais “unificada” nas atualizações e uma redução no número de atualizações mensais que “travam” o uso de um PC no processo.

De acordo com a companhia, as atualizações de drivers, .NET e firmware acontecerão no mesmo momento das atualizações mensais com correções e melhorias de segurança. Para o usuário comum, isso significa que o PC deverá “reiniciar sozinho” só uma vez ao mês para aplicar os updates.

Essas atualizações serão primeiro baixadas em segundo plano, mas a instalação acontecerá posteriormente. Caso o usuário não opte pela instalação manual, ela será sincronizada com o calendário mensal. Ao mesmo passo, também é possível antecipar as atualizações que já estão disponíveis.

O que muda nas atualizações do Windows 11?

A Microsoft já vinha trabalhando em mais opções para o Windows Update. O plano de ignorar as atualizações durante a configuração de um aparelho, por exemplo, já estava funcionando nos canais beta do Windows 11. Dessa forma, a partir de agora, o usuário chegará à área de trabalho mais rapidamente quando for configurar um PC novo — e só depois decide quando atualizar.

  • Com as mudanças, o Windows Update agora permite escolher um dia específico do mês para o computador ser reiniciado e atualizado;
  • Essa mudança permite selecionar uma nova data com 35 dias de antecedência, mas também é possível estender a data “quantas vezes precisar”;
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Windows 11 adiciona mais opções para o usuário escolher datas para o PC reiniciar e atualizar sozinho. (Imagem: Microsoft/Divulgação)
  • Na hora de reiniciar ou desligar o seu PC, o Windows 11 não deverá mais “forçar” uma atualização que já estava programada;
  • Com isso, o menu de “Energia” exibirá opções claras para você só desligar ou reiniciar o PC, mas também outras duas caso queira prosseguir com as atualizações.

A Microsoft cita que um dos principais feedbacks da comunidade era ter “melhor compreensão das atualizações de drivers”, já que elas “tinham títulos semelhantes, senão idênticos”. A partir de agora, essas atualizações carregarão a classe do dispositivo no título do driver que deixarão claro do que se trata — se são drivers de vídeo, áudio, bateria ou outras classes.

As críticas da comunidade têm surtido efeito. A Microsoft já prometeu um sistema mais estável e com ferramentas claras, além de melhorias gerais de desempenho. Algumas delas incluem a redução de funções de IA consideras impráticas e até mesmo o fim do login obrigatório com uma conta oficial da Microsoft. De acordo com a companhia, as melhorias serão estendidas e implementadas ao longo de 2026.

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WhatsApp testa cancelamento de ruído para chamadas de voz e vídeo

7 de Abril de 2026, 18:00

O WhatsApp começou a testar um recurso de cancelamento de ruído para chamadas de voz e vídeo. A função tem como objetivo tornar a voz do interlocutor mais clara durante ligações em tempo real. As informações são do WABetaInfo.

Identificada em desenvolvimento há algumas semanas, a novidade agora está disponível para testadores. O recurso aparece na versão 2.26.14.1 do WhatsApp Beta para Android.

O cancelamento de ruído atua reduzindo sons externos captados pelo microfone. Isso pode ser especialmente útil quando um dos participantes está em um ambiente barulhento e precisa melhorar a clareza da comunicação.

The image shows a feature that allows users to enable noise cancellation during voice and video calls on WhatsApp beta for Android
O WhatsApp experimenta a redução de ruído para chamadas ao vivo. (Fonte: WABetaInfo/Reprodução)

Assim como em outros serviços de chamadas, a função pode ser desativada a qualquer momento. Essa flexibilidade permite que o usuário escolha entre filtrar o ruído ambiente ou manter a captação de sons externos, dependendo da necessidade.

Com a chegada aos testes, o recurso fica mais próximo de ser liberado para o público geral. No entanto, ainda não há previsão oficial para o lançamento.

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© stockcam/GettyImages

Gemini ganha novos recursos de apoio à saúde mental

7 de Abril de 2026, 15:00

O Google anunciou, nesta terça-feira (07), novas medidas voltadas à promoção de saúde mental para pessoas em crise. As soluções, agora concentradas no Gemini, identificam usuários que podem precisar de suporte e oferecem atalhos rápidos para buscar ajuda.

“As pessoas estão interagindo com o Gemini de maneiras mais profundas e complexas, buscando informações sobre diversos assuntos — inclusive quando estão passando por crises de saúde mental”, descreve a empresa.

Diante desse cenário, o Google afirma que pretende facilitar o acesso a recursos reais de apoio, além de preparar suas inteligências artificiais para incentivar a busca por ajuda humana e evitar a validação de comportamentos nocivos.

O Gemini oferecerá um cartão de contato rápido para entidades de valorização da vida se detectar sinais de problemas emocionais. (Fonte: Google/Reprodução)

Segundo a companhia, o Gemini também foi treinado para não concordar ou reforçar crenças falsas apresentadas pelos usuários.

Acesso rápido à ajuda profissional

A principal novidade é um sistema de detecção de situações de crise integrado ao Gemini. Ao identificar possíveis sinais de problemas psicológicos, a ferramenta passa a exibir um módulo com botões e informações para contato com serviços de apoio.

Esse módulo permite que o usuário entre em contato com especialistas em saúde mental com apenas um toque. O recurso apresenta opções para ligar, enviar mensagem de texto ou acessar o site de uma linha de ajuda, permanecendo visível durante toda a conversa.

Investimento para autoridades locais

O Google também anunciou a doação de US$ 30 milhões (R$ 154 milhões em conversão direta) para linhas de ajuda ao redor do mundo. Além disso, a empresa expandiu sua parceria com a ReflexAI, com o objetivo de apoiar organizações sociais e ampliar serviços de suporte à saúde mental.

O acordo inclui um investimento direto de US$ 4 milhões (R$ 20 milhões), além da integração do Gemini ao conjunto de ferramentas de treinamento da organização.

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Google Lyria 3 Pro: nova IA pode gerar músicas com até 3 minutos de duração

26 de Março de 2026, 17:00

O Google lançou o Lyria 3 Pro, seu mais novo modelo de geração de músicas, nesta quarta-feira (25). A inteligência artificial (IA) chega apenas um mês após o lançamento do Lyria 3, que serve como base para a criação de músicas com base em textos no Gemini.

Segundo o Google, o novo modelo permite não só criar faixas mais longas, como também garante maior controle criativo sobre as gerações. O usuário pode especificar elementos como introduções, versos e refrões no prompt, e a IA seguirá essas instruções.

O Lyria 3 é a base para a geração de músicas no Gemini, função inaugurada em fevereiro deste ano. O modelo original pode gerar faixas de até 30 segundos de duração — contra os 3 minutos de duração máxima do Lyria 3 Pro.

Onde o Lyria 3 Pro está disponível?

O Lyria 3 Pro será implementado em várias plataformas do Google, incluindo o Gemini.

  • No Gemini, o Lyria 3 Pro poderá gerar músicas com base em descrições em texto — inicialmente para assinantes.;
  • No Google AI Studio e na API Gemini, desenvolvedores podem acionar funções com o novo modelo. O Vertex AI também recebeu o modelo em fase de testes;
  • O Google Vids, app de geração de vídeos, agora pode criar músicas para compor cenas usando o Lyria 3 Pro;
  • Por fim, a ferramenta também foi integrada ao ProducerAI, uma solução de criação musical colaborativa da empresa.

O Google ressaltou que o treinamento do Lyria 3 Pro contou apenas com dados de parceiros e conteúdos permitidos do YouTube. Além disso, a empresa afirma que o modelo não pode ser usado para imitar um artista — embora consiga se inspirar em estilos reais.

Assim como outros conteúdos multimídia gerados por modelos do Google, as criações do Lyria 3 Pro são marcadas com o SynthID, identificador que indica que o material foi produzido por inteligência artificial.

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© Google/Divulgação

Xiaomi aposenta oficialmente a MIUI com últimas atualizações

26 de Março de 2026, 16:30

A fabricante chinesa Xiaomi encerrou em definitivo o ciclo de uma das suas criações mais icônicas. A MIUI, interface da marca para o sistema operacional Android, deixou oficialmente de receber atualizações.

A MIUI já estava praticamente descartada pela companhia, que ao longo dos últimos dois anos trocou a skin por um sistema próprio, o HyperOS. Porém, dois dispositivos ainda não tinham atingido o status de end-of-live (EOL), ou "fim da vida útil", em uma tradução direta para o português.

Os aparelhos em questão são o Redmi A2 e o Redmi A2+. Ambos estavam parados no Android 13 e receberam a última atualização de segurança em dezembro de 2025, com o patch V14.0.44.0.TGOMIXM fazendo correções de pequeno porte no dispositivo.

Porém, a data de EOL da dupla era 24 de março de 2026, a última terça-feira. Isso significa que, a partir de agora, todos os aparelhos da Xiaomi e de subsidiárias derivadas, como a Redmi, não terão mais qualquer suporte de sistema operacional e nem receberão qualquer tipo de atualização.

A trajetória de sucesso da MIUI

  • A MIUI foi lançada em agosto de 2010 como uma interface própria da companhia chinesa para o sistema móvel do Google. Ela foi criada antes mesmo do lançamento dos primeiros smartphones da marca.
  • Por anos, a MIUI foi mais parecida com o rival do Android, o iOS da Apple, em aparência dos ícones, menus e organzação de aplicativos.
  • A quantidade de atualizações com novos recursos e o suporte para modificações da comunidade fez ela ficar popular entre os usuários. A quantidade de temas disponíveis também agradou quem era fã de customização visual do sistema.
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A última atualização da MIUI foi a 14, do fim de 2022. (Imagem: Divulgação/Xiaomi)
  • No auge da popularidade em 2021, a MIUI chegou a acumular mais de 500 milhões de usuários ativos. Nesse período, a Xiaomi já era uma das cinco maiores fabricantes de celular do mundo em volume de vendas.
  • Apesar dos elogios, a MIUI também era criticada por algumas decisões contestáveis: o sistema adotou anúncios em locais como menus de navegação e vinha pré-carregado com uma série de ferramentas nativas ou de parceiras da Xiaomi.
  • A situação começa a mudar em 2023, quando a Xiaomi anunciou o HyperOS. A ideia do projeto não era apenas substituir a MIUI, mas também ser uma plataforma adaptável, para ser usada em outros produtos — como televisores e até nos carros elétricos da fabricante.

Atualmente, a companhia está em fases iniciais de disponibilização da versão estável do HyperOS 3.1, que é baseado no Android 16.

O que o TecMundo achou do Poco F8 Pro, novo celular da submarca da Xiaomi no Brasil? Confira o nosso review completo!

© Xiaomi

Claude agora controla seu PC à distância para executar tarefas automaticamente

24 de Março de 2026, 15:15

Você agora pode permitir que o Claude use o seu computador para concluir tarefas à distância, anunciou a Anthropic nesta segunda-feira (23). A novidade usa o Claude Cowork e o Claude Code para tomar controle sobre o PC, seguindo comandos deixados no Claude acessível pela web ou celular.

Originalmente, a única forma de dar instruções ao Claude Code ou Claude Cowork era pelo próprio computador — a atividade então prossegue em segundo plano, permitindo ao usuário dar conta de outras tarefas. Com a novidade, os comandos agora podem ser enviados remotamente pelo chatbot disponível no navegador ou no app mobile.

Quando você pede para o Claude executar algo no computador, ele busca o método mais preciso para concluir a tarefa — como um conector próprio para IAs. Caso nenhuma interface adaptada esteja disponível, ele solicita permissão para abrir programas manualmente, controlar mouse e teclado e acessar o conteúdo da tela, de forma semelhante ao que um usuário faria.

Na prática, é como se o assistente tivesse acesso constante ao computador, permitindo que você interaja com ele de qualquer lugar.

Em um exemplo divulgado pela empresa, um usuário afirma estar atrasado para uma reunião, mas precisa exportar uma apresentação como PDF e anexá-la ao convite. O pedido é feito ao Claude, que assume o controle do computador, exporta o arquivo, localiza a reunião e anexa o documento — tudo sem instruções adicionais.

Mecanismos de proteção

A função foi construída com mecanismos de proteção para minimizar riscos, como acidentes ou ataques de prompt injection. “Quando o Claude usa o seu computador, nosso sistema vai automaticamente escanear ativações dentro do modelo para detectar esse tipo de atividade [maliciosa]”, destacou a empresa.

Além disso, o usuário pode interromper o Claude a qualquer momento.

Ao ativar o recurso, a Anthropic também exibe avisos importantes:

  • Algumas ações podem ser irreversíveis;
  • Aplicativos autorizados podem servir como meio de acesso para outros apps;
  • É necessário cuidado com documentos e sites que podem conter instruções maliciosas;
  • Conteúdos sensíveis devem ser fechados, já que o Claude pode visualizar a tela.

Disponibilidade restrita

Atualmente, os comandos remotos do Claude para o Code ou o Cowork estão em fase de testes e não funcionam perfeitamente. Tarefas mais complexas podem exigir mais de uma tentativa e a interação direta com interfaces pode ser mais lenta do que o uso de conectores dedicados.

A ferramenta está disponível para assinantes Claude Pro (R$ 92/mês) e Claude Max (a partir de R$ 550) e, por enquanto, funciona apenas no macOS.

Para mais novidades sobre inteligência artificial e ferramentas que estão mudando a forma como usamos tecnologia no dia a dia, continue acompanhando o TecMundo e siga nossos perfis nas redes sociais.

© Robert Way/Getty Images

Microsoft pode acabar com login obrigatório no Windows 11

24 de Março de 2026, 14:00

O login obrigatório em conta Microsoft no Windows 11 pode estar prestes a acabar, indica um tuíte publicado por um executivo da empresa. Sem detalhes, a publicação foi feita no X em 20 de março deste ano.

Atualmente, o uso de uma conta Microsoft é uma das etapas exigidas durante a instalação do Windows 11. Embora existam formas de contornar essa exigência, a prática é desencorajada. Desde o lançamento do sistema operacional, a obrigatoriedade é alvo de críticas por exigir cadastro no ecossistema da empresa apenas para usar o computador.

Em uma publicação no X, o vice-presidente e membro da equipe técnica da Microsoft para o Windows, Scott Hanselman, reconheceu que os usuários não gostam do login obrigatório e afirmou que a empresa trabalha em uma solução.

Ya I hate that. Working on it

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) March 20, 2026

Apesar disso, não há confirmação oficial de que a exigência será removida. A declaração do executivo, no entanto, indica que a Microsoft considera a possibilidade para atender a uma demanda recorrente da comunidade.

No post, Hanselman não mencionou prazos ou detalhes adicionais sobre a possível mudança.

Microsoft quer melhorar a reputação do Windows 11

A implementação constante de recursos de IA, as atualizações automáticas e a ausência de funções básicas impactaram negativamente a percepção pública sobre o Windows 11. A Microsoft, porém, afirma estar comprometida em reverter esse cenário.

Em 20 de março deste ano, a empresa publicou um artigo destacando melhorias em desenvolvimento, como mais opções de personalização para a Barra de Tarefas, integração de ferramentas de IA de forma mais moderada e a possibilidade de evitar a instalação automática de atualizações.

A eventual remoção do login obrigatório seguiria essa mesma proposta, ao atender uma demanda antiga dos usuários. No entanto, a mudança não foi mencionada oficialmente entre as melhorias planejadas.

Fique ligado no TecMundo para acompanhar as próximas mudanças no Windows 11 e siga nossas redes sociais para não perder nenhuma novidade.

© Windows/Unsplash

SongDNA: Spotify lança função que revela origens de músicas

24 de Março de 2026, 12:30

O Spotify começou a liberar nesta terça-feira (24) o "SongDNA", função que oferece ao ouvinte a possibilidade de explorar as origens de suas músicas favoritas, conhecendo as conexões criativas por trás da obra. A novidade chega para usuários pagos no Android e no iOS.

A ferramenta, que se assemelha aos créditos interativos do Tidal, foi desenvolvida com base no banco de dados colaborativo WhoSampled, adquirido pela gigante do streaming de áudio no ano passado. A ideia é dar mais visibilidade a quem trabalha nos bastidores da produção musical.

Como funciona o SongDNA do Spotify?

Integrada à tela "Tocando Agora", a funcionalidade expande a já existente "Sobre a Música", permitindo descobrir mais detalhes da canção atualmente em reprodução na plataforma. A partir daí, é possível ter uma experiência interativa à procura de conexões.

  • Ao tocar no cartão SongDNA, o app exibe compositores, produtores e colaboradores que participaram daquela faixa;
  • Também é possível conferir samples e interpolações que ajudaram a moldar o som, bem como navegar pelas versões inspiradas na canção;
  • O recurso oferece, ainda, a chance de interagir com os criadores para descobrir outros artistas com os quais eles trabalharam, conhecendo novas produções;
  • "É uma maneira interativa de acompanhar as conexões entre as faixas e ver como artistas, épocas e gêneros se cruzam, proporcionando uma compreensão mais profunda de como o que você está ouvindo foi criado", explicou o Spotify.
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A função SongDNA está disponível em músicas compatíveis para assinantes do Spotify. (Imagem: Spotify/Divulgação)

A novidade também traz benefícios para quem trabalha na indústria musical. Por meio dela, encontrar novos colaboradores, produtores, engenheiros de som e outros profissionais da área fica mais fácil.

De acordo com a plataforma, as informações exibidas no "DNA da música" são geradas por uma combinação de dados recebidos de artistas e suas equipes, complementadas por detalhes fornecidos pela comunidade. As conexões podem ser revisadas para garantir maior confiabilidade.

Disponibilidade

A função SongDNA do Spotity está sendo liberada gradualmente para os assinantes, em todo o mundo, no app para dispositivos móveis. A previsão é que o lançamento esteja concluído até abril.

Quem já tem acesso ao recurso pode encontrá-lo ao abrir a opção "Em reprodução", rolando a tela para baixo até o card SongDNA nas faixas compatíveis. Toque nele para conferir as informações e nos links para descobrir mais detalhes.

A novidade foi liberada no seu app? O que achou da ferramenta? Conta pra gente, comentando nos perfis do TecMundo no Instagram e no Facebook.

© stockcam/Getty Images

Google melhora vibe coding no AI Studio com integração ao Antigravity

22 de Março de 2026, 13:00

O Google aprimorou a experiência de vibe coding no Google AI Studio. A novidade utiliza as capacidades do agente de codificação do Google Antigravity para permitir a criação de aplicações funcionais a partir de prompts em linguagem natural.

Com as melhorias, a plataforma passa a lidar melhor com solicitações mais complexas, aproximando ainda mais o processo de desenvolvimento da linguagem cotidiana de usuários pouco familiarizados com codificação.

Com a integração ao Google Antigravity, o Google AI Studio consegue compreender melhor demandas que envolvem múltiplos sistemas, como a configuração de bancos de dados e mecanismos de autenticação.

O agente de codificação do Google Antigravity foi adicionado ao Google AI Studio. (Fonte: Google/Reprodução)

Isso permite que o usuário descreva o que deseja construir — em vez de programar manualmente cada parte — e ainda assim obtenha uma aplicação funcional.

Novas capacidades do Google AI Studio

Entre as principais melhorias adicionadas à plataforma, estão:

  • Criação de jogos multijogador, ambientes colaborativos e ferramentas de uso compartilhado;
  • Detecção automática da necessidade de banco de dados ou login, com sugestão de integração com Firebase (Cloud Firestore e Firebase Authentication);
  • Uso de um amplo ecossistema de ferramentas web modernas para construção de interfaces gráficas de usuário;
  • Conexão com serviços externos por meio de chaves de API.

Integrações devem crescer

O Google também trabalha na expansão das integrações do AI Studio. No futuro, a plataforma poderá se conectar a serviços como Workspace, Drive e Planilhas, ampliando ainda mais as possibilidades de criação.

Outra funcionalidade em desenvolvimento é a capacidade de exportar projetos diretamente do AI Studio para o Antigravity com apenas um botão, simplificando o fluxo de trabalho entre as ferramentas.

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© Google/Divulgação

Que fim levou o Windows Media Player, popular tocador de músicas e vídeos?

21 de Março de 2026, 08:00

O Windows Media Player foi o primeiro programa reprodutor de mídia do Windows. O aplicativo passou por inúmeras revisões desde a estreia na década de 1990 e se tornou um dos softwares mais reconhecidos do sistema operacional da Microsoft.

Ao longo dos anos, o programa acompanhou mudanças importantes na forma como os usuários consomem músicas e vídeos, evoluindo de um simples reprodutor multimídia para um aplicativo com diversas funções adicionais.

Contudo, ao longo do tempo, o aplicativo perdeu a importância no cotidiano no público, sendo substituído por alternativas mais modernas e nativas da era do streaming. Nesse meio tempo, o que será que aconteceu com o Media Player? O TecMundo ajuda você a lembrar.

O que é o Windows Media Player?

O Windows Media Player (WMP) é um programa reprodutor de mídia desenvolvido pela Microsoft. Durante várias gerações do sistema operacional, o aplicativo foi um dos componentes nativos do Windows e se tornou um dos aplicativos mais icônicos do sistema operacional.

O software foi lançado originalmente em 1991 no Windows 3.0 com Multimedia Extensions (“Extensões multimídia”). Na época, o aplicativo era conhecido apenas como “Media Player”.

Desde o início, a proposta do programa era servir como um reprodutor multimídia para o sistema. Com o passar do tempo, o aplicativo recebeu novas funções, incluindo a capacidade de extrair e gravar arquivos em CDs, sincronizar playlists com dispositivos portáteis e oferecer mais opções de organização de bibliotecas de mídia.

Quando o Media Player virou o Windows Media Player?

O Media Player passou a se chamar Windows Media Player no Windows XP, quando chegou à versão 5.1. A partir desse momento, as atualizações principais do aplicativo passaram a ocorrer de forma mais independente, sem depender diretamente de grandes atualizações do sistema operacional.

Na versão 7, o Windows Media Player recebeu uma atualização significativa, incluindo um novo visual, visualizadores e diversas funcionalidades adicionais.

Recursos marcantes do Windows Media Player

O Windows Media Player está presente na memória de quem usou computadores Windows para ouvir músicas ou assistir a vídeos nos anos 2000. O aplicativo era bastante conhecido pela sua interface, pelas inúmeras visualizações dinâmicas e pelas opções de personalização.

Um dos recursos mais importantes do reprodutor era a capacidade de “queimar” CDs e DVDs – isto é, salvar conteúdo na mídia óptica. Além disso, uma das funções também permitia criar cópias compactas de arquivos de música, importantíssimo para economizar espaço no armazenamento limitado de portáteis dos anos 2000.

Algumas amostras de músicas disponíveis por padrão no aplicativo também marcaram o período. Três exemplos são Ninja Tuna - Mr. Scruff, Bob Acri - Bob Acri e Fine Music, Vol. 1 - Richard Stoltzman.

Ecossistema de apps multimídia da Microsoft

Ao longo dos anos, a Microsoft lançou diferentes aplicativos voltados à reprodução multimídia além do Media Player. Em muitos casos, esses programas adicionais eram necessários para oferecer suporte a formatos que o aplicativo original não conseguia reproduzir.

Groove Music será removido da App Store e do Google Play em 1º de junho -  Canaltech
O Groove Music foi o reprodutor de mídia padrão do Windows 10. (Fonte: Microsoft/Divulgação)

Em alguns momentos, o Windows chegou a contar com múltiplas versões do software instaladas ao mesmo tempo. O Windows Me e o Windows XP, por exemplo, chegaram a ter três versões diferentes do Windows Media Player coexistindo no sistema.

Outro movimento marcante ocorreu no Windows 8, quando a Microsoft apresentou os aplicativos Xbox Video e Xbox Music. Esses programas coexistiam com o Windows Media Player 12, versão lançada junto ao Windows 7 em 2009.

No Windows 10, os aplicativos com a marca Xbox foram substituídos pelo Groove Music. A proposta era semelhante à do Media Player original: oferecer reprodução multimídia em um único programa, seja por streaming ou a partir de arquivos locais.

O Windows Media Player ainda existe?

Apesar das tentativas da Microsoft de consolidar o Groove Music, o aplicativo não conseguiu se firmar no mercado de streaming de música. Com isso, a empresa decidiu reviver o Media Player no Windows 11 em janeiro de 2022.

Nesta nova edição, o aplicativo passou a ser distribuído pela Microsoft Store e foi desenvolvido com o Windows App SDK, conjunto de bibliotecas e ferramentas da Microsoft.

Essa edição é considerada um sucessor direto do Groove Music, e não do Media Player original. Para evitar confusão, as versões antigas passaram a ser chamadas popularmente de Windows Media Player Legacy.

Assim como o aplicativo original, o Windows Media Player lançado em 2022 é focado na reprodução multimídia de conteúdo local, sem integração direta com plataformas online.

Mudanças na indústria da música

O Windows Media Player ainda é uma marca importante dentro do ecossistema da Microsoft. No entanto, a indústria musical passou por mudanças profundas ao longo das últimas décadas e o app não é mais tão presente no cotidiano da maioria dos usuários.

Foto de um celular com o logo do Spotify de baixo de um fone de ouvido.
Os nomes Spotify, Apple Music e YouTube Music são muito mais presentes atualmente na indústria musical. (Fonte: Getty Images)

O streaming se tornou um dos principais canais de distribuição de conteúdo, reduzindo o protagonismo de aplicativos voltados exclusivamente à reprodução de arquivos locais.

Atualmente, o Windows Media Player Legacy ainda pode ser utilizado com o mesmo visual e a experiência da versão 12. Contudo, essa edição é distribuída como um recurso opcional do Windows e precisa ser ativada manualmente nas configurações do sistema.

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Bug grave ‘bloqueia’ disco local do Windows 11 em notebooks da Samsung

16 de Março de 2026, 18:30

Um novo bug no Windows 11 chegou para espalhar o pânico depois que diversos usuários tiveram seus diretórios C:\ comprometidos. A Microsoft aponta que usuários de países como Portugal, Coreia do Sul, Índia e até mesmo o Brasil são impactados pelo erro, que parece afetar principalmente alguns dispositivos da Samsung.

Esse novo erro começou após a chegada do update de segurança KB5077181 de fevereiro e deixa o disco local C:\ com falhas ou ser impossível de acessá-lo. Dentre os problemas, alguns usuários relatam que esse problema bloqueia determinados arquivos e aplicações de serem abertas.

Na página oficial da Microsoft sobre problemas conhecidos no Windows 11 25H2, a companhia explica que esse erro foi observado em certos modelos dos Galaxy Book 4 e desktops da Samsung. A empresa lista os modelos com registro NP750XGJ, NP750XGL, NP754XGJ, NP754XFG, NP754XGK, DM500SGA, DM500TDA, DM500TGA e DM501SGA.

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Galaxy Book 4 vem se tornando uma opção interessante para brasileiros que querem um aparelho intermediário. (Imagem: TecMundo)

Além da dificuldade em abrir certos arquivos, a empresa salienta que os usuários podem não conseguir exercer seus privilégios na máquina, como desinstalar updates ou coletar logs por conta de erros na lista de permissões.

Problema tem origem em app da Samsung

Apesar do problema ser grave, Microsoft e Samsung culpam o aplicativo Galaxy Connect e minimizam o erro como originário do Windows Update. Segundo a dona do sistema operacional, uma situação causada pelo aplicativo Galaxy Connect da Samsung passou a gerar esse problema em inúmeros usuários e não parece ter relação com as atualizações de segurança da plataforma.

  • A Microsoft aponta que o problema está em processo de mitigação e removeu o Galaxy Connect da loja Microsoft Store temporariamente;
  • Para contornar a situação, a Samsung republicou uma nova versão do aplicativo que previne esse erro;
  • Formatar o computador parece não ser uma solução viável e o problema pode persistir mesmo assim.

A Microsoft busca uma solução definitiva para encerrar o problema, já que um erro dessa magnitude no disco local pode tornar o computador praticamente inutilizável. A recomendação é esperar por mais informações das companhias.

Na última atualização de segurança, a Microsoft corrigiu 86 vulnerabilidades no Windows, incluindo brechas com forte potencial para serem descobertas por atores maliciosos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Sunrise King/Unsplash

O Linux sobreviverá ao ECA Digital: contra a falácia do alarmismo tecnológico

16 de Março de 2026, 13:02

Muitas pessoas (e o algoritmo de várias redes sociais) têm difundido o texto “A Lei Felca pode bloquear o Linux no Brasil?”, assinado por Thiago Ayub e publicado no TecMundo nessa sexta-feira, 13 de março de 2026. O colunista, liberal sobre tecnologia e preservacionista sobre a arquitetura aberta da internet, apresenta um alerta crítico sobre riscos técnicos e regulatórios do ECA Digital.

Ayub argumenta que a lei pode inviabilizar o uso do sistema operacional Linux e de outros softwares de código aberto no Brasil, pois impõe obrigações de aferição de idade e controle parental nativos, sob pena de bloqueio, em uma exigência contrária à natureza descentralizada e comunitária dessas tecnologias, que não têm representação corporativa única nem CNPJ no país. Assim, ele sugere um cenário de insegurança jurídica que poderia isolar o ecossistema tecnológico brasileiro e prejudicar a liberdade de escolha das pessoas em nome de uma fiscalização estatal de difícil execução técnica.

Embora seja uma pessoa qualificada do ponto de vista tecnológico, as preocupações de Ayub sobre o Linux demonstram medo sobre os reais objetivos de proteção social e jurídica que fundamentam o ECA Digital. Medo é o caminho para o lado sombrio. Medo leva à raiva, que leva ao ódio, que leva ao sofrimento. Thiago foca no risco de "bloqueio" devido a uma suposta impossibilidade técnica de distribuições comunitárias cumprirem exigências corporativas.

Além da firme crença nas plenas capacidades de desenvolvimento das comunidades de software livre mundo afora, e aqui mesmo no Brasil, pode-se pensar em pelo menos 6/7 contra-argumentos que defendem a aplicabilidade e a necessidade da lei.

A falácia de reduzir o “ECA Digital” a uma “Lei Felca”

Chamar o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025) de "Lei Felca" é uma deslealdade argumentativa, uma estratégia verbal dissimulada. O projeto de lei original foi proposto no Senado em 2022, e chegou à Câmara dos Deputados em 2024, muito antes das denúncias feitas pelo Felca.

A lei não precisa ter o nome de quem a escreveu, como a Lei Afonso Arinos ou a Lei Darcy Ribeiro. Cabem homenagens. A Lei Maria da Penha protege mulheres contra a violência que a Maria da Penha sofreu. A Lei Carolina Dieckmann foi aprovada unicamente em razão do episódio de vazamento das fotos da atriz. A Lei Pelé foi aprovada quando o Rei do Futebol era Ministro do Esporte, e um dos principais impulsionadores da proposta. A Lei Aldir Blanc homenageia o artista, ao criar uma política emergencial de incentivo à cultura no contexto da COVID-19. Esses apelidos todos se justificam. Isso não significa que todo apelido seja justo e leal.

Sim, existe um artigo na lei que foi incluído em decorrência da repercussão do vídeo sobre adultização, e foi um momento de grande impulso para a aprovação. Mas vincular o texto da lei, que é muito maior, apenas a um esforço individual e chamar a lei inteira de “Lei Felca” é uma escolha infantil de reduzir a sua complexidade e a sua importância, sugerindo que seria apenas uma norma produzida às pressas em resposta a um clamor social. Isso não é verdade, e Thiago sabe disso.

Primazia da Proteção Integral sobre a Conveniência Tecnológica

O ponto central do ECA Digital é que o ambiente digital não pode ser dispensado de oferecer proteções para crianças e adolescentes, pessoas peculiarmente vulneráveis a quem a Constitução Federal assegura proteção integral com prioridade absoluta a seu melhor interesse. Se um sistema operacional é a porta de entrada para a internet, ele deve oferecer camadas mínimas de segurança para esse público, por conta de um comando constitucional.

Todavia, a lei não tem por objetivo "punir" o software livre. Ela apenas reforça que a segurança tecnológica para crianças e adolescentes é um direito fundamental que se sobrepõe aos elementos constitutivos da arquitetura de qualquer programa de computador. A liberdade de código não pressupõe, nem deve significar, uma ausência de responsabilidade sobre a exposição desse público a riscos reais.

A Autonomia Administrativa da ANPD e o Papel Regulador

Um dos pilares deste novo momento é a crescente autonomia administrativa da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Com sua conversão em autarquia especial e o fortalecimento de seu quadro técnico via concursos públicos, a ANPD assume o papel vital de regulamentar os requisitos mínimos de transparência, segurança e interoperabilidade. Caberá a ela definir como os mecanismos de aferição de idade e supervisão parental serão adotados pelos sistemas operacionais, garantindo que a aplicação da lei seja equilibrada e técnica, afastando temores de execuções arbitrárias.

Diferenciação entre "Fornecedor Comercial" e "Projeto Comunitário"

Ao contrário do que sugere Ayub sobre um bloqueio imediato, o ECA Digital atribui textualmente aos sistemas operacionais o dever de "tomar medidas proporcionais, auditáveis e tecnicamente seguras para aferir a idade". O uso desses termos não é acidental: a proporcionalidade garante que distribuições comunitárias não sofram as mesmas exigências de gigantes corporativos. Além disso, o próprio Thiago descreve em seu texto a gradatividade das sanções, o que demonstra que o "bloqueio" é apenas o último recurso para casos de descumprimento contumaz e grave, e não uma ameaça latente a repositórios acadêmicos.

O direito brasileiro preconiza a aplicação de sanções com poderação e razoabildiade, baseadas, entre outros critérios, na capacidade econômica de quem fornece e na natureza da oferta do produto ou serviço. Assim, projetos sem fins lucrativos e sem presença comercial no Brasil não são o alvo principal: o foco são as grandes empresas que, sem maiores preocupações com sua parcela da responsabilidade compartilhada pela proteção dos direitos de crianças e adolescentes, lucram com a exploração de dados pessoais e a prestação de serviços digitais no Brasil. O "bloqueio" é uma medida extrema, a ser aplicada após uma série de outras medidas menos graves, e que se mostra improvável para repositórios de código aberto puramente acadêmicos ou realmente comunitários.

Incentivo à segurança desde a concepção e à inovação tecnológica

Também não é consistente pensar que seria impossível implementar no Linux a aferição de idade com segurança para a proteção de dados pessoais, da privacidade, da intimidade e de outros direitos fundamentais também assegurados para crianças e adolescentes, bem como para pessoas adultas. O ECA Digital, porém, foi pensado justamente como um catalisador legal para a inovação tecnológica.

As novas exigências da lei compelem a indústria a pensar com prioridade absoluta em soluções de privacidade e controle parental que vinham sendo completamente negligenciadas. Em vez de bloquear o Linux, o que o ECA Digital pode, sim, incentivar é a criação de padrões abertos, gratuitos e livres para formas seguras de aferição de idade, que respeitem os direitos individuais. Assim, o ecossistema Linux ficaria até mais seguro e "amigável às famílias" do que os sistemas proprietários.

Combate à Exploração Comercial Disfarçada

O texto de Ayub menciona que o Linux não tem CNPJ no Brasil. Contudo, muitas grandes empresas utilizam o Linux como base para serviços comerciais altamente lucrativos que coletam dados de menores.

O ECA Digital pode servir também para evitar que empresas se escondam falsamente atrás do rótulo legítimo do "software livre" apenas para oferecer produtos que facilitem o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados ou publicidade predatória sem qualquer trava; ou, igualmente ruim, que facilitem o acesso de criminosos adultos a esse público infato-juvenil. A Lei 15.211 atribui a responsabilidade para quem distribui e opera os serviços no território nacional.

Harmonização com Padrões Internacionais

Importante ter em conta que o ECA Digital não é um fenômeno isolado do Brasil. Há tendências globais como o Children's Code (Código de Crianças) do Reino Unido e a Digital Services Act (Lei de Serviços Digitais) da União Europeia. As quais, aliás, não contaram em sua elaboração com o mesmo cuidado e precauções que foram dedicados à criação do ECA Digital.

Ao contrário do que Ayub aponta como temor de "retrocesso", as dificuldades enfrentadas em estados como Califórnia, Colorado e Nova York foram consideradas para o ECA ter previsões mais consistentes. Por exemplo, ele apenas exige a efetiva aferição a cada acesso para conteúdos comprovadamente impróprios para menores de 18 anos, e ainda exige que o sistema proteja a intimidade e observe a minimização de dados.

Diferente do modelo australiano, o Brasil não proibiu totalmente o uso de redes sociais, nem adota o rastreamento de voz, hábitos ou vocabulário; ao contrário, a lei brasileira veda expressamente o perfilamento de crianças e adolescentes. Portanto, é falso afirmar que o ECA Digital imponha "coleta em massa de dados biométricos", como Ayub aponta falsamente. O Brasil busca harmonizar a liberdade de expressão com a segurança jurídica, evitando que o país seja tratado como um mercado de segunda classe pelas Big Techs.

Manter o Linux, ou qualquer sistema livre, isento dessas exigências criaria uma brecha (ou um "porto seguro") para que abusadores ou plataformas irregulares operassem de modo abusivo e exploratório, sem possibilidade legal de fiscalização.

Concluindo

Enquanto Thiago anuncia o medo de um possível "colapso técnico" do Linux no Brasil, a valorização do ECA Digital decorre de um imperativo ético, jurídico e tecnológico.

A lei não vai proibir o software livre, mas sim fomentar que a comunidade técnica e o mercado colaborem com o Estado para que as famílias possam ter tranquilidade diante de qualquer software livre, que garantam segurança e proteção para todas as crianças e adolescentes.
 

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Play Store libera mais apps e pacotes de ícones grátis por tempo limitado

16 de Março de 2026, 12:15

Toda semana, desenvolvedores liberam aplicativos pagos gratuitamente por tempo limitado na Play Store. A prática é comum como forma de promover apps, atrair novos usuários e ampliar a base de downloads dentro da loja do Android.

Nesta semana, alguns aplicativos úteis e diversos pacotes de ícones podem ser baixados sem custo por tempo limitado. A lista inclui ferramentas de produtividade, utilitários simples e opções de personalização para quem gosta de renovar o visual do celular.

Full Battery Alarm

O Full Battery Alarm é um utilitário simples que ajuda a preservar a saúde da bateria do celular. O aplicativo emite um alerta sonoro quando o aparelho atinge determinado nível de carga, evitando que o dispositivo permaneça conectado ao carregador por tempo excessivo.

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O Full Battery Alarm é um utilitário simples que ajuda a preservar a saúde da bateria do celular (Fonte: Power Mind Apps/Divulgação)

Countdown Widget - Time Until

O Countdown Widget - Time Until é um aplicativo que permite acompanhar a contagem regressiva para eventos importantes diretamente na tela inicial do celular. Com ele, é possível criar widgets personalizados para datas especiais, compromissos ou viagens.

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Countdown Widget - Time Until é um aplicativo que permite acompanhar a contagem regressiva para eventos importantes diretamente na tela inicial do celular. (Fonte: Power Mind Apps/Divulgação)

Image Cropper - Crop photos

O Image Cropper - Crop photos é uma ferramenta voltada para edição rápida de imagens. O aplicativo permite cortar fotos em diferentes formatos e proporções, sendo útil para preparar imagens para redes sociais ou para ajustes rápidos no celular.

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O Image Cropper - Crop photos é uma ferramenta voltada para edição rápida de imagens. (Fonte: Power Mind Apps/Divulgação)

Pacotes de ícones

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AnyDesk não conecta? Programa tem instabilidade na manhã desta segunda-feira (16)

16 de Março de 2026, 11:18

O software AnyDesk está instável na manhã desta segunda-feira (16). Registros de usuários reclamando sobre falhas de login, integração e aplicativo móvel inacessível tiveram início às 10h40, de acordo com o Down Detector.

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AnyDesk no DownDetector

Na página oficial de status do AnyDesk, a equipe do programa afirma que está investigando o problema e entregou o seguinte posicionamento:

Estamos enfrentando um problema grave com o AnyNet. Nossa equipe está investigando a causa raiz neste momento. Assim que identificarmos o problema, aplicaremos uma correção. Acompanhe esta página para receber atualizações. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente causado”.

Às 11h19, o AnyDesk afirma que soltou uma correção e monitora o caso.

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Status AnyDesk

Alguns usuários inclusive utilizaram o X (Twitter) para falar sobre o problema. Confira, a seguir, algumas publicações sobre o tema:

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Matéria em atualização…

 

 

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WhatsApp testa a 'Conversa com convidados' que permite usar o app sem criar conta

16 de Março de 2026, 10:09

O WhatsApp começou a testar oficialmente o novo chat para convidados, recurso que permite trocar mensagens com pessoas que não possuem cadastro no mensageiro. A disponibilidade da novidade foi reportada pelo site WABetaInfo nesta segunda-feira (16).

A ferramenta foi identificada inicialmente em agosto de 2025 pelo WABetaInfo, mas na época ainda não estava funcional. Agora, o recurso começou a aparecer para parte dos testadores e funciona exatamente como havia sido especulado.

Na prática, o chat para convidados permite iniciar conversas com usuários que não têm conta no WhatsApp. Para isso, o usuário do mensageiro gera um link seguro que pode ser compartilhado de diferentes formas, como por e-mail ou SMS.

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O WhatsApp começou a testar a conversa com convidados. (Fonte: WABetaInfo/Reprodução)

Ao abrir o endereço no computador ou celular, a pessoa convidada pode escolher entre baixar o WhatsApp ou continuar utilizando o serviço como convidado.

Nesse modo, o usuário temporário pode definir um nome próprio e até iniciar conversas com seus próprios contatos.

Perfil convidado tem limitações

Apesar da flexibilidade, o modo convidado possui algumas restrições importantes. Entre as limitações estão:

  • Não pode participar de grupos;
  • Não pode enviar ou receber mídias, incluindo stickers e áudios;
  • Não pode fazer ou participar de chamadas de voz e vídeo;
  • Não recebe notificações de mensagens.

Além disso, o perfil de convidado é temporário. A conta expira após 10 dias de inatividade e, para voltar a conversar no mensageiro, a pessoa precisa receber um novo link de convite.

Mesmo nessas conversas temporárias, o conteúdo continua protegido por criptografia de ponta a ponta. Ao acessar o link compartilhado, o convidado recebe um identificador único que é utilizado para gerar uma chave criptográfica específica para o chat.

Ainda em testes

O chat para convidados do WhatsApp está sendo liberado de forma gradual entre os testadores do aplicativo.

Até o momento, a novidade foi identificada apenas por alguns usuários da versão Beta, e não há previsão oficial para o lançamento da funcionalidade para o público geral.

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© rodrigobark/GettyImages

Como os SLMs estão redesenhando a inteligência acadêmica

15 de Março de 2026, 09:00

Durante a primeira fase da inteligência artificial generativa, o avanço foi medido principalmente por escala. Modelos maiores significavam mais parâmetros, mais dados e maior capacidade de generalização.   

No entanto, à medida que agentes autônomos e sistemas inteligentes passam a integrar fluxos reais de trabalho, surge um deslocamento relevante: a adequação arquitetural começa a importar tanto quanto o tamanho.  

Pesquisadores defendem que Small Language Models, ou SLMs, podem se tornar a base da próxima geração de sistemas agentivos. Hoje, a maior parte dos agentes depende de LLMs generalistas acessados por APIs em nuvem, modelo sustentado por investimentos bilionários em infraestrutura centralizada.   

Esse arranjo permanece dominante, mas não é necessariamente o mais eficiente para tarefas delimitadas e contextuais, como as que caracterizam educação e pesquisa

SLMs e a reconfiguração da educação e da pesquisa

SLMs operam com menos parâmetros, frequentemente abaixo de dez bilhões, o que reduz exigência computacional e permite execução local ou em servidores institucionais. Em ambientes acadêmicos, essa característica tem implicações diretas: maior controle de dados, menor latência e alinhamento mais preciso a diretrizes éticas e regulatórias.  

Mais importante, modelos menores podem ser ajustados com corpora especializados. Em vez de depender de um modelo treinado sobre padrões amplos da internet, instituições podem estruturar sistemas alinhados a bibliografias específicas, protocolos metodológicos e referenciais teóricos definidos
 

A performance, nesse contexto, deixa de depender apenas de escala e passa a emergir da qualidade do treinamento e da adequação ao domínio. 

Um exemplo emblemático vem da área médica. Estudo publicado na Nature apresentou a família Meerkat, SLMs treinados com cadeias de raciocínio extraídas de livros-texto e centenas de milhares de exemplos especializados.  

Mesmo com 7 e 8 bilhões de parâmetros, os modelos superaram alternativas equivalentes em exames clínicos e alcançaram desempenho superior ao humano em um desafio médico reconhecido. O resultado reforça que especialização e curadoria podem compensar limitações de escala.  

 

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O estudo Meerkat, publicado da revista Nature, mostra como as SLMs podem redefinir a inteligência acadêmica em 2026 e nos próximos anos. (Fonte: Getty Images)



Nesse contexto, a especialização começa a surgir como uma vantagem competitiva relevante. Na educação, SLMs permitem apoio contextualizado a disciplinas específicas, com maior transparência sobre fontes e dados utilizados no ajuste fino. Como podem operar localmente, ampliam viabilidade em instituições com restrições orçamentárias ou exigências de confidencialidade.  

Na pesquisa, contribuem para revisão de literatura, organização de hipóteses e verificação de coerência metodológica.  A IA deixa de atuar apenas como ferramenta de escrita ou busca e passa a integrar o próprio ambiente cognitivo da pesquisa, participando da formulação de hipóteses, da organização de evidências e da avaliação de coerência metodológica.  

Isso não substitui os grandes modelos nem elimina seu papel em aplicações de larga escala. O que se consolida é uma arquitetura híbrida, na qual eficiência, especialização e governança convivem com capacidade computacional massiva.  

Para universidades e centros de pesquisa, a mudança é estratégica. A discussão deixa de ser qual modelo é maior e passa a ser qual modelo é mais adequado ao contexto, ao domínio e à responsabilidade científica envolvida.  

O avanço da inteligência artificial na academia pode não depender apenas de modelos cada vez maiores, mas da capacidade das instituições de construir arquiteturas inteligentes, especializadas e governáveis. Nesse cenário, os SLMs não são apenas uma alternativa técnica: podem representar o caminho mais sustentável para integrar IA à produção científica.  

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WhatsApp testa nova aba dedicada para o Meta AI em versão beta do app

13 de Março de 2026, 14:30

O WhatsApp começou a testar uma nova aba dedicada à inteligência artificial (IA) entre usuários da versão Beta do app. A nova seção “Meta AI” substitui a guia “Comunidades” e reúne todas as funções relacionadas ao assistente da Meta dentro do mensageiro.

A novidade foi identificada na versão 2.26.10.5 do WhatsApp Beta para Android pelo site WABetaInfo. A tela permite conversar diretamente com o assistente para tirar dúvidas, pedir revisões de texto e até gerar fotos e vídeos.

Além disso, a aba oferece acesso rápido às principais funções da IA, incluindo configurações de voz, memórias e outras preferências associadas ao assistente.

The image shows a feature that adds a Meta AI tab to the bottom navigation bar on WhatsApp beta for Android
O Meta AI ganhou aba própria no WhatsApp Beta. (Fonte: WABetaInfo/Reprodução)

Comunidades agora são geridas na aba "Conversas"

Apesar da mudança na interface, as Comunidades do WhatsApp não deixam de existir. A diferença é que a gestão desses grupos passa a acontecer inteiramente dentro da aba “Conversas”.

Ao adicionar uma seção exclusiva para o Meta AI, a Meta aumenta a visibilidade de seu assistente dentro do aplicativo. A mudança pode ampliar o número de usuários que utilizam os recursos de inteligência artificial, mas também tem potencial de incomodar quem prefere não interagir com o chatbot.

Em contrapartida, o conhecido botão flutuante do Meta AI deve desaparecer da interface. O atalho foi adicionado como forma de acessar rapidamente o assistente diretamente na tela “Conversas”.

Por enquanto, não há previsão para que a nova aba “Meta AI” seja liberada para todos os usuários do WhatsApp. No momento, apenas parte dos testadores da versão Beta consegue visualizar a interface atualizada.

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Play Store oferece diversos pacotes de ícones e apps grátis por tempo limitado

11 de Março de 2026, 14:00

Mais uma vez, o TecMundo vasculhou a Play Store em busca de aplicativos e pacotes de ícones gratuitos por tempo limitado. Nesta quarta-feira (11), a lista está recheadíssima de opções, entre utilitários para o dia a dia a ferramentas de edição de vídeo.

Confira abaixo alguns dos aplicativos pagos que estão gratuitos por tempo limitado na Play Store. Vale lembrar que as promoções podem acabar a qualquer momento, então o ideal é baixar o quanto antes.

Contacts Widget - Speed Dial

O Contacts Widget - Speed Dial permite adicionar atalhos de contatos diretamente na tela inicial do celular. Com ele, é possível ligar ou enviar mensagens rapidamente para pessoas frequentes sem precisar abrir o aplicativo de contatos.

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O aplicativo introduz um widget para adicionar à tela inicial. (Fonte: Power Mind Apps/Divulgação)

Stabilize Video: Stable Video

O Stabilize Video: Stable Video é um aplicativo voltado para edição de vídeos que ajuda a reduzir tremores nas gravações. A ferramenta aplica estabilização digital para deixar as imagens mais suaves.

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O estabilizador de vídeo busca tornar a imagem mais estável. (Fonte: TAPUNIVERSE/Divulgação)

Compress Video - Resize Video

O Compress Video - Resize Video permite reduzir o tamanho de arquivos de vídeo sem comprometer tanto a qualidade. O app também oferece ferramentas para redimensionar resoluções e facilitar o compartilhamento.

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O app Compress Video promete reduzir arquivos de vídeo sem comprometer tanto a qualidade. (Fonte: TAPUNIVERSE/Divulgação)

Stitch Photos: Long Screenshot

O Stitch Photos: Long Screenshot ajuda a juntar várias capturas de tela em uma única imagem longa. O recurso é útil para salvar conversas, páginas da web ou conteúdos extensos em um único arquivo.

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O Stitch Photos permite juntar vários prints em um só. (Fonte: TAPUNIVERSE/Divulgação)

Resume Builder - CV Maker

O Resume Builder - CV Maker é um aplicativo para criação de currículos diretamente pelo celular. Ele oferece modelos prontos e ferramentas de edição para montar um CV profissional rapidamente.

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O Resume Builder permite baixar o arquivo criado como PDF. (Fonte: TAPUNIVERSE/Divulgação)

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ChatGPT deve ganhar integração com Sora para gerar vídeos

11 de Março de 2026, 12:30

A OpenAI planeja integrar o Sora ao ChatGPT, reportou o site The Information na última terça-feira (10). A informação foi compartilhada por pessoas familiarizadas com o assunto, mas a empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre o tema.

Caso a mudança seja implementada, o gerador de vídeos passaria a funcionar como uma das capacidades multimodais do chatbot. A ideia seria semelhante ao que o Veo representa para o Gemini, permitindo criar vídeos com base em descrições em texto diretamente dentro da plataforma.

Assim, os usuários poderiam gerar vídeos utilizando o modelo sem necessariamente recorrer ao aplicativo dedicado da ferramenta.

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Se integrado ao ChatGPT, usuários poderiam gerar vídeos baseados em texto sem precisar do app dedicado do Sora. (Fonte: Kenneth Cheung/Getty Images)

A OpenAI lançou o Sora em dezembro de 2024. A inteligência artificial geradora de vídeos estava disponível inicialmente em um site próprio, separado do ChatGPT.

Em setembro, a ferramenta recebeu uma atualização com o modelo Sora 2, que permitiu criar vídeos mais realistas. No entanto, essa versão teve disponibilidade limitada ao aplicativo para iOS.

Ao incluir o Sora entre as capacidades do ChatGPT, a OpenAI pode tornar o gerador de vídeos mais acessível e ampliar os recursos disponíveis no chatbot.

Hoje, um dos principais concorrentes nesse segmento é o Gemini, chatbot do Google que já consegue gerar vídeos a partir de descrições em texto usando o modelo Veo — tecnologia que também está disponível em um site dedicado.

App dedicado do Sora continuaria existindo

Mesmo com a possível integração ao ChatGPT, a OpenAI pretende continuar oferecendo o aplicativo independente do Sora, segundo o site.

As fontes do The Information não revelaram uma data específica para a mudança, mas afirmaram que a integração deve acontecer “em breve”.

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© OpenAI/Divulgação

NemoClaw: Nvidia planeja ferramenta de IA open-source, diz site

11 de Março de 2026, 12:30

A Nvidia pretende lançar uma ferramenta de inteligência artificial chamada de NemoClaw no futuro, segundo informações reportadas pela Wired. É dito que a gigante dos chips já começou a trabalhar no projeto, que será de código aberto destinado para companhias focadas na produção de software.

Fontes anônimas próximas ao assunto entendem que a Nvidia esboça a tecnologia com a parceria de outras gigantes em mente. Companhias como a Salesforce, Cisco, Google, Adobe e Crowdstrike são alguns dos nomes listados. No entanto, ainda não se sabe quais parcerias já foram fechadas pela empresa de Jensen Huang.

Como essa deve ser uma tecnologia totalmente open-source, seu uso será gratuito para outras empresas usufruírem. Porém, dadas as parcerias, as marcas interessadas poderiam receber um tipo de acesso antecipado em troca da contribuição no projeto. Será possível utilizar a tecnologia mesmo que as empresas não possuam máquinas com produtos da Nvidia.

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Com valor superior aos US$ 4 trilhões, Nvidia quer conquistar mais espaço no segmento de software (Imagem: Nvidia)

O NemoClaw da Nvidia permitirá que as empresas enviem agentes de IA para realizar tarefas para seus funcionários. Camadas adicionais de segurança e privacidade também seriam adicionadas. Um dos objetivos da Nvidia é entrar com força no mercado de software, já que é uma potência de hardware bruto.

Nvidia quer seu próprio Claw

O NemoClaw seria uma fusão de duas visões da Nvidia. A primeira visão seria um tipo de expansão da plataforma NeMo, criada para personalizar e implementar aplicações de IA generativa para desenvolvedores. A segunda faz parte da premissa dos novos “claws”, ferramentas de IA que rodam localmente na máquina dos usuários.

  • Esses claws são especialistas em performar tarefas sequenciais e se popularizaram em fevereiro com o OpenClaw;
  • A ferramenta prometia executar tarefas em novo do usuário para facilitar a rotina do mesmo, oferecendo grande autonomia;
  • Mesmo com a proposta interessante, esse software exigia níveis de acesso nos PCs que aumentavam a área de ataque de atores mal-intencionados;
  • O recurso é um tipo de interface que se conecta com grandes modelos de linguagem (LLMs) configurados pelo usuário;
  • Esse OpenClaw nunca foi um real agente de IA, mas sim um tipo de facilitador para os utilizadores;
  • O alto nível solicitado fez com que ataques por prompt injection aumentassem e colocou a tecnologia em estado de alerta.
  • Por questões de marca, o OpenClaw também foi chamado de Clawdbot e Moltbot, gerando confusão na internet.

O fato da Nvidia querer um software no estilo claw nem chega a ser tão surpreendente. No passado, o CEO Jensen Huang já havia expressado que o OpenClaw foi “um dos mais importantes lançamentos de software já feitos”. Como a Nvidia apresenta até 13 de março a conferência GDC, pode ser que alguma novidade seja anunciada em breve.

Nos últimos dias a OpenAI lançou o modelo GPT 5.4 capaz de controlar o Gmail e até mesmo o Excel, com operação de até 1 milhão de tokens. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© Gemini

Cade mantém medida protetiva contra termos de IA do WhatsApp

4 de Março de 2026, 17:30

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve, nesta quarta-feira (4), a medida protetiva que proíbe a Meta de aplicar os Novos Termos do WhatsApp no Brasil. Isso significa que a plataforma está suspensa de cumprir suas regras que afastaram empresas de IA de operar serviços dentro do popular mensageiro.

No entendimento do Cade, a manutenção da medida protetiva tinha todos os requisitos necessários para continuar. A exclusão da operação de empresas de IA no WhatsApp poderia destruir a concorrência no setor e fazer com que a Meta tivesse vantagem competitiva no mercado.

Como essas IAs já funcionam atualmente, a manutenção da medida não representa nenhum tipo de prejuízo à Meta. Por outro lado, caso o colegiado retirasse a medida protetiva, haveria um rápido prejuízo para as startups de IA que oferecem seus serviços na plataforma, como a Luzia e Zapia, que denunciaram os termos para a superintendência do órgão.

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Termos que proíbem outras empresas de usarem APIs de IA no WhatsApp estão em vigor em diversos países (Imagem: rodrigobark/GettyImages)

Antes da decisão sair, a Meta obteve uma liminar que suspendia a obrigatoriedade de permitir chatbots de IA de terceiros no WhatsApp Business. Mesmo assim, o inquérito administrativo instaurado pelo Conselho ainda está em vigor, ou seja, as investigações para entender os impactos desses termos do aplicativo continuam.

Meta justifica seus termos para evitar brechas

Como justificativa para esses termos, a Meta explicou ao Cade que os bots de IA de terceiros exploram brechas nos termos do WhatsApp. A empresa alega que a ausência de restrições específicas proporcionou que empresas de fora usassem a API do mensageiro como um “canal de distribuição para chatbots de IA de uso geral”.

Em contrapartida, a instituição brasileira analisa que proibir todos esses chatbots de funcionar é uma medida extrema demais para o problema de infraestrutura alegado. O Cade ainda alega que segue a mesma premissa que órgãos italianos têm ao lidar com o problema, já que a Itália também barrou esses termos.

Como o inquérito administrativo ainda está em andamento, ainda não houve uma decisão permanente sobre o WhatsApp ter ou não o direito de impor essas regras. O medo das empresas que denunciaram a Meta ao Cade é que essa iniciativa torne o mercado mais restrito.

O WhatsApp começou a testar a funcionalidade de agendar o envio de mensagens nos últimos dias, um dos recursos mais aguardados pelos usuários. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© stockcam/GettyImages

Windows 12 focado em IA será lançado em 2026? Rumor é desmentido

4 de Março de 2026, 16:30

O rumor de que o Windows 12 será lançado em 2026 seria, na verdade, um equívoco, segundo apuração do Windows Central. A especulação ganhou força após uma publicação do PCWorld, que apontava para a estreia de um novo sistema operacional mais modular e com foco em inteligência artificial (IA).

De acordo com o Windows Central, a informação é falsa. Fontes familiarizadas com o cronograma de lançamentos da plataforma afirmaram ao veículo que não há planos para apresentar um novo Windows neste ano.

No curto prazo, a prioridade da Microsoft seria ajustar o Windows 11 e tentar melhorar sua reputação junto aos usuários. A empresa foi alvo de críticas por incluir aplicativos e funções de IA considerados desnecessários ou invasivos, muitas vezes sem oferecer opções claras para removê-los ou evitá-los dentro do sistema.

O projeto ao qual o PCWorld aparentemente se referia é o CorePC. A iniciativa não é secreta: está em desenvolvimento desde pelo menos 2023, com a proposta de tornar a infraestrutura do sistema operacional mais modular, permitindo que seja expandida ou reduzida conforme diferentes níveis de desempenho e compatibilidade.

Inicialmente, o CorePC era esperado para 2024, mas o lançamento não aconteceu — o que sugere que o projeto esteja suspenso. O Windows Central reforça que também não há planos para lançar o CorePC como produto em 2026.

Seria uma estratégia incomum

Atualmente, o Windows 11 é o único sistema operacional mantido oficialmente pela Microsoft, enquanto o suporte ao Windows 10 foi encerrado apenas em outubro de 2025. Na prática, o sistema mais recente teve poucos meses de exclusividade plena no mercado.

Lançar o Windows 12 em 2026 poderia ampliar a fragmentação da base de usuários, especialmente considerando que parte do público ainda resiste a abandonar o Windows 10.

Além disso, embora a migração de sistema operacional seja relativamente simples para usuários domésticos, o processo é muito mais complexo no ambiente corporativo. Empresas precisam planejar cuidadosamente a transição para garantir que sistemas e ferramentas continuem operando sem interrupções — uma operação que envolve custos elevados.

Faz sentido lançar um Windows 12?

A reputação do Windows 11 não é das mais positivas desde o lançamento. Mudanças de interface, requisitos mínimos mais rigorosos e remoção de recursos tradicionais estão entre as principais críticas.

Diante desse cenário, lançar um novo sistema operacional poderia ser uma forma de reconstruir a marca e redefinir expectativas. Ainda assim, 2026 não parece o momento ideal para isso — especialmente enquanto o Windows 11 permanece no centro de controvérsias.

Além disso, apresentar um novo Windows com foco intenso em inteligência artificial poderia ir na direção oposta à tentativa da Microsoft de restaurar a confiança pública, considerando as críticas recentes sobre a integração forçada de recursos de IA.

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© Philip Oroni/Unsplash

Flow Tuner do Deezer: testamos o recurso que refina playlists baseadas em moods

4 de Março de 2026, 16:00

O Deezer aprimorou uma de suas ferramentas de descoberta mais populares, o Flow. A partir de agora, o recurso que monta playlists automáticas com base em um humor específico permite não apenas indicar o que você quer ouvir, mas também definir o que não deve entrar na fila.

A novidade se chama “Flow Tuner” e foi integrada à própria interface do Flow. Como de costume, o usuário pode escolher uma playlist automática nos carrosseis de Gêneros ou Moods. Após selecionar o estilo desejado, é possível fazer ajustes mais precisos no algoritmo ao tocar no botão “Customizar mood”, localizado na parte inferior da tela.

Na aba “Ajuste o Flow”, o Deezer sugere gêneros que podem combinar com aquela vibe específica. Basta tocar no ícone de “+” (soma) para adicioná-los. Caso o estilo deixe de agradar, é possível desativá-lo posteriormente por meio de um interruptor.

O Flow Tuner permitiu refinar a playlist gerada com baseno humor escolhido. (Fonte: Igor Almenara/TecMundo)

Os ajustes feitos no Flow Tuner permanecem salvos no perfil do usuário mesmo após fechar o aplicativo. Segundo o líder global de produto da Deezer, Marin Lorant, a proposta é permitir que as preferências sejam configuradas uma única vez para cada modo e mantidas para reproduções futuras.

“O objetivo é dar flexibilidade sem dor de cabeça: configure uma vez, aproveite para sempre, mas ajuste quando quiser”, disse Lorant ao TecMundo.

Resolvendo interpretações erradas do algoritmo

O Flow Tuner surge para resolver uma reclamação recorrente: as interpretações equivocadas do algoritmo de recomendações. Lorant explica que muitos usuários acabavam recebendo indicações excessivas de determinado gênero apenas porque tocaram músicas daquele estilo em uma ocasião específica, como uma festa — o que “contaminava” o perfil musical.

Os usuários queriam uma maneira de dizer ‘chega desse gênero por enquanto’ sem precisar bloquear manualmente centenas de músicas”, afirmou o executivo. “Mas também percebemos algo mais profundo: o contexto importa mais do que pensávamos. Os Moods do Flow, como ‘Festa’ e ‘Relaxar’, definem o clima emocional, mas os gêneros específicos que fazem você se sentir relaxado ou animado são pessoais”, completou.

O Flow continua evoluindo conforme os hábitos de audição se tornam mais previsíveis. “O Flow Tuner e o algoritmo de aprendizado do Flow funcionam juntos: os ajustes manuais que você faz no Flow Tuner são mantidos, enquanto o Flow continua se adaptando automaticamente aos seus hábitos de audição em constante mudança”, explicou Lorant.

Segundo ele, o algoritmo identifica mudanças no perfil musical e adiciona automaticamente essas preferências às playlists automáticas. O Flow Tuner, por sua vez, não congela as recomendações, mas permite refiná-las de forma contínua.

O TecMundo testou o recurso

O Deezer permitiu que o TecMundo experimentasse a função por alguns dias, e o Flow Tuner entrega exatamente o que promete. As preferências associadas a cada mood são dinâmicas, persistentes e sincronizadas automaticamente entre dispositivos, incluindo app mobile e desktop.

As alterações na composição das playlists são perceptíveis, enquanto o Flow segue como uma ferramenta acessível para descobrir músicas novas. O potencial de descoberta continua alto, e o Flow Tuner adiciona uma camada extra de personalização ao permitir ajustes específicos para cada Mood.

O Flow Tuner também está disponível no PC e as preferências são sincronizadas entre dispositivos. (Fonte: Igor Almenara/TecMundo)

Nos testes, o Deezer recomendou faixas de artistas inéditos que se alinharam bem às preferências do momento. A sensação é de que a playlist evolui conforme o usuário torna seu perfil musical mais claro, sem perder a espontaneidade característica do recurso.

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© Deezer/Divulgação

Google reduz taxas da Play Store e abre Android para outras lojas de apps

4 de Março de 2026, 15:49

O Google anunciou, nesta quarta-feira (4), que vai reduzir as taxas da Play Store para desenvolvedores. A decisão foi tomada após embates judiciais entre a empresa e a Epic Games (dona do jogo Fortnite), que trava uma disputa também com a Apple. Além disso, anunciou também um programa que abre espaço para lojas alternativas.

A novidade parece ser um recuo importante por parte do Google. O cronograma da empresa prevê reduzir a taxa de 30% da Play Store para 20%. Segundo a empresa, ela deixará de aplicar “taxas de uso do nosso sistema de faturamento” e passará a aplicar “novas taxas de serviço mais baixas”.

Nesse contexto, o Google afirma que a taxa para o uso do sistema de pagamentos da empresa será de 5% para os jogos e aplicativos vendidos na Europa, Reino Unido e Estados Unidos a partir de 30 de junho. A porcentagem deve variar em outras regiões, entretanto.

  • A taxa para uma primeira instalação de usuário, considerando as novas cobranças, passará a ser de 20% (em compras dentro desses apps);
  • O novo programa de experiência do Google, que dá mais relevância a apps e jogos que seguem certos padrões, será de 20% para transações existentes e de 15% para novas instalações;
  • Já a taxa de serviço para assinaturas recorrentes, como assinaturas de serviços de streaming, será de 10%.
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Novo sistema do Google promete cobrar taxas inferiores de desenvolvedores. (Imagem: Google/Divulgação)

“Com essas atualizações, também resolvemos nossas disputas com a Epic Games em todo o mundo”, afirma Sameer Samat, presidente do Android. Em comunicado, o executivo citou que a novidade oferece “mais opções e liberdade na gestão de transações” por parte dos desenvolvedores de aplicativos para Android.

O cronograma do Google prevê que, em 30 de setembro, as novas regras serão aplicadas à Austrália e, em 31 de dezembro, na Coreia do Sul e no Japão. As atualizações devem chegar a outros países até 30 de setembro de 2027.

Mais lojas de apps no Android

O Google também revelou um novo programa chamado Registered App Stores (Lojas de Aplicativos Registradas, em tradução livre). Na prática, ele organizará lojas externas do Android que possam disponibilizar apps e jogos, mas que atendem “a determinados padrões de qualidade e segurança”. Movimento similar também acontece na App Store, da Apple.

Segundo o Google, as lojas de aplicativos externas que quiserem participar do programa terão um processo mais simplificado na instalação dos softwares no sistema Android. Caso contrário, o processo de instalação terá a experiência padrão, que tem sido dificultada nas últimas atualizações para evitar, segundo o Google, problemas de segurança aos usuários.

O novo programa terá início “fora dos EUA”, mas deverá ser disponibilizado no país após “aprovação judicial”.

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OpenAI lança GPT-5.3 Instant, novo modelo deixa o ChatGPT menos 'cringe'

4 de Março de 2026, 15:00

A OpenAI anunciou o GPT-5.3 Instant, novo modelo padrão do ChatGPT que promete ser menos “cringe” nas interações com usuários. Segundo a empresa, a atualização traz respostas mais precisas, resultados mais ricos e contextualizados em buscas na web e um tom menos evasivo ou excessivamente cauteloso.

Diferentemente de melhorias focadas apenas em benchmarks técnicos de desempenho e eficiência, o GPT-5.3 Instant prioriza ajustes em tom, relevância e fluidez da conversa — aspectos que impactam diretamente a experiência prática de uso.

De acordo com a OpenAI, o GPT-5.2 Instant por vezes se recusava a responder perguntas que poderiam ser tratadas com segurança ou adotava um posicionamento considerado “moralista demais”. O GPT-5.3 Instant recalibra essa postura defensiva, permitindo respostas mais diretas.

O modelo anterior também podia soar “cringe” ao parecer autoritário ou ao fazer suposições indevidas sobre a intenção ou o estado emocional do usuário. A nova versão reduz esse tipo de comportamento, evitando frases como “pare, respire”, e busca oferecer uma personalidade mais consistente entre diferentes conversas e atualizações.

Respostas mais precisas e confiáveis

Segundo a OpenAI, o GPT-5.3 Instant entrega respostas mais baseadas em fatos do que versões anteriores, com redução nas chamadas “alucinações” — quando a IA apresenta informações incorretas como se fossem verdadeiras.

A empresa realizou testes internos, incluindo avaliações em áreas de maior risco, como medicina, direito e finanças, além de análises focadas em alucinações em conversas anonimizadas.

Em comparação com modelos anteriores, as taxas de alucinação são 26,8% menores quando o sistema utiliza a web como fonte e 19,7% menores quando depende apenas do conhecimento interno, segundo dados divulgados pela companhia de Sam Altman.

Limitações conhecidas

Apesar da evolução, o GPT-5.3 Instant ainda apresenta limitações. Em alguns idiomas, como japonês e coreano, o estilo de resposta pode soar mais travado ou excessivamente literal.

A OpenAI afirma que, embora o tom esteja mais fluido nesta versão, o trabalho de refinamento continuará nas próximas atualizações.

Disponível para todos

O GPT-5.3 Instant foi liberado para todos os usuários na terça-feira (3), tanto no ChatGPT quanto na API — onde aparece como “gpt-5.3-chat-latest”. As variações Thinking e Pro receberão as melhorias em um momento posterior.

A OpenAI informou ainda que o GPT-5.2 Instant continuará disponível por três meses para assinantes pagos, no menu suspenso “Modelos legados”. Em 3 de junho de 2026, ele será oficialmente descontinuado.

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© (Imagem: Berke Citak/Unsplash)

WhatsApp Premium permitirá fixar até 20 conversas

4 de Março de 2026, 14:00

Novos detalhes sobre os recursos que serão oferecidos aos assinantes da versão paga do WhatsApp seguem surgindo. Uma das funcionalidades extras é a possibilidade de fixar até 20 conversas no topo da lista, salto significativo em relação ao limite atual.

Indícios dessa novidade aparecem na versão de teste mais recente do mensageiro para Android, conforme revelou o WABetaInfo nesta quarta-feira (4). Ela permitirá que uma maior quantidade de bate-papos de alta prioridade fique sempre visível.

Vantagens de fixar mais conversas

Se o usuário tentar fixar mais do que três conversas, atualmente, o app informa que o número máximo foi alcançado. Mas para os futuros assinantes, isso não será problema, com a permissão para fixar no topo mais 17 chats.

  • A ampliação oferece uma maior flexibilidade para manter conversas importantes acessíveis, economizando tempo na busca por elas;
  • O recurso deve ser útil principalmente para administradores de grupos e pessoas que têm grandes volumes de conversas;
  • Quem está ao mesmo tempo em grupos do trabalho, da faculdade e da família, por exemplo, terá a possibilidade de manter essas conversas destacadas no alto da tela;
  • Já para comerciantes, a ferramenta permitirá fixar mais conversas com clientes atendidos no momento e também com funcionários, melhorando a organização.
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Assinantes do WhatsApp Premium terão até 20 conversas fixadas no topo da lista. (Imagem: WABetaInfo/Reprodução)

É importante ressaltar que essa nova função do WhatsApp será exclusiva para assinantes. Outro detalhe é que a Meta comercializará a versão paga como opcional, continuando a oferecer o mensageiro gratuito normalmente.

Ou seja, quem não fizer o upgrade para a assinatura poderá usar a versão convencional do serviço de mensagens sem pagar nada e com a fixação de até três conversas no topo.

Quando estará disponível?

No momento, a fixação de até 20 conversas no WhatsApp está em desenvolvimento pela gigante da tecnologia. A prévia da função foi encontrada no WhatsApp beta para Android 2.26.9.9, utilizado por testadores.

Ainda não há prazo definido para a estreia do recurso, que deve acontecer junto com o lançamento do plano premium do mensageiro. Informações sobre o valor da assinatura também não foram revelados.

Quando a versão paga do WhatsApp estrear, os assinantes terão acesso, ainda, a várias opções de ícones para o aplicativo, seleção de temas e cores diferenciadas e pacote de figurinhas exclusivo. A não exibição de anúncios deve ser outro benefício.

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© stockcam/GettyImages

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