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PC Siqueira: Perícia particular diz que youtuber foi assassinado

30 de Abril de 2026, 22:48

Contestando o laudo oficial, uma perícia particular contratada por advogados da família de PC Siqueira aponta que o youtuber teria sido morto por estrangulamento com um fio de fone de ouvido, como noticiou o g1 nesta quinta-feira (30). O caso havia sido reaberto no final do ano passado.

Segundo o inquérito da Polícia Civil, a morte do influenciador, ocorrida em dezembro de 2023, foi registrada como suicídio. A investigação oficial concluiu que Paulo Cezar Goulart Siqueira, nome real do criador de conteúdo, se enforcou usando uma cinta de catraca, diante da ex-namorada, Maria Luiza Lopes Watanabe.

Inconsistências do laudo oficial

Realizada em março, a perícia particular do caso PC Siqueira menciona inconsistências no laudo oficial. O novo parecer diz que a largura e o padrão das lesões no pescoço do youtuber são incompatíveis com as medidas da cinta que ele teria utilizado no ato.

  • Conforme o perito Francisco João Aparício La Regina, o influencer não morreu por enforcamento com a cinta, como afirma a investigação policial;
  • Para o especialista, que é ex-perito da Polícia Técnico-Científica, a causa da morte seria asfixia por um fio fino;
  • Dessa forma, ele relatou a possibilidade de a asfixia ter ocorrido por meio do fio de um fone de ouvido encontrado no apartamento em que o criador de conteúdo morava;
  • O novo laudo sobre a morte de PC Siqueira não traz detalhes sobre quem teria cometido o suposto crime.
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Além dos conteúdos divulgados no YouTube, PC Siqueira também participou de programas de TV. (Imagem: Wikimedia Commons)

Recolhido pelos advogados da família, o material citado na perícia particular foi encaminhado para o 11º Distrito Policial em Santo Amaro, na capital paulista. A pedido do Ministério Público, o objeto deve passar por análise do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC).

O trabalho de comparação do objeto com os ferimentos no corpo de PC será baseado na análise de fotografias registradas pela perícia, na época, como destaca a reportagem. Não há informações sobre quando o resultado estará disponível.

Procurados, os advogados da família e o perito afirmaram que não podem comentar o caso, pois corre sob segredo de justiça. A defesa da ex-namorada do influencer não se pronunciou sobre o novo laudo, mas em nota divulgada há alguns dias comentou que "confia no trabalho das autoridades".

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© Wikimedia Commons

Gato gigante e gordinho pode travar seu monitor? Conheça o Cat Gatekeeper

27 de Abril de 2026, 18:30

Uma nova extensão de navegador criada pelo desenvolvedor japonês ZOKUZOKU está viralizando por tentar resolver um problema comum de forma inusitada e fofa. Batizada de Cat Gatekeeper, a ferramenta foi desenvolvida para limitar o tempo de uso em redes sociais quando o usuário ultrapassa o limite definido.

A proposta é simples, mas difícil de ignorar. Após determinado período de uso contínuo, a extensão exibe um grande e robusto gato laranja que cobre toda a tela, impedindo qualquer interação com a página. O bloqueio funciona como um intervalo forçado e só é removido quando o tempo de pausa configurado chega ao fim.

O usuário pode personalizar tanto o tempo máximo de uso quanto a duração da pausa. Por padrão, o limite é de 60 minutos de navegação, seguido por um intervalo de cinco minutos. Durante esse período, o gato permanece fixo na tela, funcionando como uma barreira visual (muito fofa) para interromper o consumo contínuo de conteúdo.

A extensão oferece suporte para plataformas como X, Instagram, TikTok e YouTube. No entanto, imagens divulgadas pelo desenvolvedor indicam que outras redes, como Facebook, Reddit, Threads e Bluesky, também podem ser incluídas em versões futuras. Curte gatinhos e tecnologia? Continue explorando o TecMundo para mais notícias, tendências e curiosidades do universo digital.

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Globo tenta derrubar canais IPTV piratas após rombo financeiro

27 de Abril de 2026, 17:00

A Globo identificou e começou uma extensa batalha contra múltiplos servidores de IPTV piratas que causaram um prejuízo financeiro gigante para a empresa, segundo a Folha de S. Paulo. O grande impacto da companhia é centrado principalmente no Premiere, rede de canais esportivos que teve um prejuízo de aproximadamente R$ 500 milhões.

Dos casos mais avançados, o Flix TV é o que mais se destaca na ofensiva da emissora. Esse é um serviço por assinatura no valor de R$ 29 mensais que oferece mais de 1,5 mil canais aos usuários. Em primeira instância, a Globo conseguiu rastrear o responsável pela operadora e a pessoa foi condenada a pagar R$ 20 mil por violação de direitos autorais.

Em outro caso, agora envolvendo a Control Lip TV, a emissora deseja localizar os responsáveis e abrir um processo judicial contra eles. Por determinação judicial, o site será retirado do ar por conta da exibição de conteúdos ilegais, transmitidos diretamente dos canais pay-per-view da companhia.

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Aplicativos com operadores IPTV têm boa interface e parecem até mesmo softwares autorizados pelas empresas (Captura de tela: Felipe Vidal/TecMundo)

Com auxilio de grandes perfis na rede social X, a operadora pirata Flix Play também se tornou um sucesso ilegal, mas já entrou na mira das autoridades. A Globo solicitou que as páginas que fazem publicidade para esse serviço sejam suspensas, mas o caso ainda não foi julgado.

Para a região nordeste do país, a Nordeste IPTV possui uma página ativa com mais de 35 mil seguidores e anuncia pacotes de 2 mil canais por somente R$ 25 ao mês. Neste caso, a emissora pediu que os anúncios na plataforma fossem bloqueados e solicitou uma indenização de R$ 100 mil pela exibição ilegal dos conteúdos.

Todo IPTV é ilegal?

Boa parte dos conteúdos veiculados por esses servidores de IPTV focam em conteúdos esportivos ou ao vivo, que geralmente são transmitidos pelo Globoplay, HBO Max e Disney+. Muitas dessas operadoras também trabalham com a exibição pirata de inúmeros filmes, também disponíveis somente via streaming.

  • IPTV é a sigla para Internet Protocol Television e funciona como uma maneira de transmitir canais da TV ao vivo pela internet;
  • O próprio Globoplay, com suas transmissões simultâneas, pode ser encaixado nessa definição e é totalmente legal;
  • A operação ilegal começa quando essas transmissões são pirateadas por terceiros e veiculadas em sites ou apps;
  • Nos aplicativos, geralmente os criminosos cobram valores mensais bem mais baixos e conseguem unificar o catálogo de diversos streaming em apenas um;
  • A Anatel tenta ativamente acabar com essa prática, bem distribuída por meio de TVs Box piratas, e afirma que elas são uma porta de entrada para hackers.

Com as decisões da justiça, é possível que alguns desses serviços sejam retirados do ar em breve, mas não é um processo simples. Por conta da forte organização e muitas vezes com a atuação de membros em vários países, derrubar uma grande operadora ilegal pode levar meses ou anos.

Pesquisadores descobriram um IPTV  falso capaz de infectar o sistema das vítimas e esvaziar as contas bancárias. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

© maxkabakov/Getty Imagesn - Adaptado

Que fim levou o Koo, rede social indiana que conquistou os brasileiros?

25 de Abril de 2026, 09:00

É tarefa difícil uma rede social emplacar de repente em um mercado tão difícil quanto o atual, mas uma plataforma indiana tentou disputar o setor com uma ajuda inusitada do Brasil. É o Koo, um serviço similar ao Twitter em formato e funcionamento.

Durante poucos anos, o Koo virou piada no país, mas os acessos foram tantos a ponto de encher uma pequena empresa de esperanças de que ela poderia fazer frente a um nome forte da internet. Com o tempo, porém, a dura realidade do setor bateu à porta.

Você sabe exatamente o que era e o que aconteceu com o Koo, a rede social “abraçada” de forma temporária pelo brasileiro? A seguir, conheça ou relembre essa história e descubra qual o atual paradeiro desse serviço de nome tão peculiar.

O início das atividades do Koo

O Koo nasceu em março de 2020 na Índia, já como uma rede social de microblogs nos mesmos moldes do Twitter. A ideia desse novo serviço era inicialmente se estabelecer como uma alternativa local à plataforma mais famosa.  

Criada por Aprameya Radhakrishna, que foi o CEO do empreendimento, a plataforma usava como logo uma ave amarela, remetendo ao passarinho azul do rival.

Um ano depois do lançamento e até então discreto no mercado, o Koo ficou repentinamente popular na Índia por abrigar uma migração de integrantes do governo do primeiro-ministro do país, Narendra Modi.

Na época, a administração entrou em conflito com o Twitter e houve o risco de bloqueio do site no país, o que gerou uma saída em massa para o Koo. Como consequência, usuários antigos reclamaram da falta de moderação da rede, que passou a amplificar discursos de ódio e preconceito contra populações como a ala muçulmana do país.

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A rede social no Android. (Imagem: Google Play Store/Reprodução)

O funcionamento da rede social era muito similar à inspiração original. Ela permitia desde o início a publicação de textos, imagens, GIFs animados e vídeos de curta duração, além da realização de enquetes.

Porém, o limite era de até 500 caracteres para qualquer usuário — praticamente o dobro do rival famoso — e com possibilidade de publicar threads (fios ou sequências de postagens de um mesmo tema).

Outro destaque era a opção de editar as publicações, porém apagando curtidas e comentários feitos na versão original da postagem. Essa funcionalidade só apareceu no X mais tarde e restrito para assinantes pagos.

A explosão no Brasil

A segunda onda de popularização do Koo aconteceu por causa do Brasil. Em 2022, quando Elon Musk adquiriu o Twitter por US$ 44 bilhões, trocou o nome da empresa para X e passou a promover várias mudanças nas operações, parte da comunidade ficou descontente com as políticas da nova gerência.

A escolha do Koo em vez de outro serviço não foi por acaso. O nome, que é "o som de um pássaro cantando" de acordo com o cofundador Mayank Bidawatka, virou uma grande piada no país pela similaridade com outro termo em português.

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Felipe Neto foi uma das várias celebridades a brincar com a rede social. (Imagem: Reprodução/Poder 360)

Foram muitas as postagens de duplo sentido envolvendo criar, atualizar ou conferir o perfil de outras pessoas na plataforma. A própria companhia entendeu o bom momento de popularidade e passou a fazer piadas em uma conta do Twitter dedicada ao Koo no Brasil.

Em novembro de 2022, o Koo ganha uma versão em português e uma equipe de comunicação é contratada para lidar diretamente com os novos usuários. A alta quantidade de acessos aqui do país fez até a plataforma passar por instabilidades nos servidores durante algumas horas, algo então inédito para o serviço.

O que aconteceu com o Koo?

Toda a empolgação do Koo em virar uma alternativa viável ao Twitter em locais como o Brasil durou pouco. O público nacional se cansou das piadas com o nome ao passar das semanas e abandonou as contas criadas na rede social, frustrando a equipe indiana.

A companhia até passou por rodadas de investimento que levantaram fundos suficientes para gerar empolgação com uma expansão, mas não para manter as operações a longo prazo. Nesse período, ele ganhou até uma integração com o ChatGPT.

Além da dificuldade na retenção de usuários, a companhia tinha dificuldade de gerar receita — ela não era grande o suficiente para atrair anunciantes ou para lançar um plano de assinatura.

Os investimentos não foram traduzidos em ganhos na prática e novos interessados em injetar dinheiro na plataforma não chegaram quando ficou nítido que o momento do serviço era passageiro. Até a venda para outra empresa foi considerada, mas isso não se concretizou.

Ela foi obrigada a realizar demissões para se ajudar à nova realidade em 2023 e, em 2 de julho do ano seguinte, o Koo encerrou as atividades em definitivo pelos problemas de caixa.

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A postagem de espedida do Koo. (Imagem: Reprodução/X)

A despedida para o público brasileiro foi amigável: "Não se preocupe. Sempre teremos boas lembranças um do outro. Interagir com sua positividade, por mais curta que tenha sido, foi um romance que sempre valorizaremos. (...) Nós amamos vocês", disse o perfil do Koo no X.

No auge do funcionamento, o Koo acumulou alguns números interessantes para uma plataforma em fase de consolidação:

  • mais de 60 milhões de downloads, sendo 2 milhões de downloads só em uma semana quando virou febre no Brasil;
  • aproximadamente 8 mil VIPs, que eram perfis de influenciadores;
  • cerca de cem contas de jornais e outros veículos de comunicação
  • o equivalente a R$ 330 milhões em investimentos para expandir e manter as operações;

O fim do Koo ainda ficou marcado por uma uma mudança no ecossistema das redes sociais. Nem mesmo a continuidade da gestão de Musk ou o bloqueio do X por um mês no Brasil fez alternativas ao Twitter decolarem de fato. Concorrentes como Mastodon e Bluesky seguem nichados e menos conhecidos, enquanto o Threads acumula muitos downloads pela ligação com o Instagram, mas sem tanto engajamento quanto o desejado pela Meta. 

Já o Koo, que não sobreviveu ao mercado duro das redes sociais, hoje é lembrado pelo brasileiro como piada, apesar de ter sido um empreendimento sério e cheio de potencial.

Que fim levou o Google+, a última tentativa fracassada de rede social da gigante das buscas? Saiba tudo sobre ele nesta matéria!

© Koo/Reprodução

Google Chrome finalmente ganha abas verticais; saiba ativar

7 de Abril de 2026, 17:20

O Google anunciou nesta terça-feira (7) a chegada de dois novos recursos para o navegador Google Chrome, incluindo o uso de guias verticais. Ambos serão liberados gratuitamente para todos os usuários de forma gradual nos próximos dias e, ao menos até o momento, ainda não estão disponíveis no Brasil.

As funções são a possibilidade de visualizar as abas abertas em uma configuração na vertical e uma nova interface de visualização do modo imersivo de leitura. Segundo a companhia, ambas têm o objetivo de tornar a navegação mais dinâmica e aumentar a produtividade.

A principal novidade é a de ativar as abas verticais. Depois de passar alguns meses em fase de testes, o recurso agora chega ao Chrome estável como uma opção para você organizar onde ficam as abas abertas no momento — que, por padrão, ficam listadas no topo da tela e na horizontal.

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A forma alternativa de ver as guias no Chrome. (Imagem: Reprodução/Google)
  • Essa nova alternativa do Chrome permite que as abas fiquem em um menu na lateral esquerda da tela, com duas formas de visualização: a completa, com ícone e título do site, ou resumida, exibindo somente o símbolo relativo a cada uma das abas;
  • Segundo o Google, esse recurso é especialmente útil para multitarefas ou então usuários que mantêm uma alta quantidade de abas abertas simultaneamente, encontrando dificuldades de localizar certos conteúdos no outro formato;
  • A interface inclui também um botão de atalho para você abrir uma nova aba vazia. Além disso, é possível retornar ao modo tradicional de exibição de abas (ou guias, como o Chrome também chama esse recurso) a hora que o usuário desejar.

A segunda ferramenta adicionada é uma nova interface de tela cheia que aumenta o foco do usuário ao fazer a leitura de um conteúdo. Ele remove elementos que possam causar distrações, como botões do próprio navegador, para priorizar o conteúdo em texto.

Como ativar as abas verticais no Google Chrome

Para ativar as abas verticais no navegador Google Chrome, clique com o botão direito em uma das abas ou no topo da janela para abrir o menu de contexto. Em seguida, vá até a opção "Mostrar guias verticalmente".

Feito isso, as abas já aparecem na nova configuração na vertical. Para retomar o modo anterior de organização, basta acessar a mesma opção e pedir para visualizar as guias na horizontal.

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O botão para alterar a forma de visualização das abas no Chrome. (Imagem: Google/Reprodução)

Caso a opção ainda não apareça para você, talvez seja necessário atualizar o navegador para a versão mais recente. Isso pode ser feito em Configurações > Sobre o Chrome, levando poucos segundos até o download ser finalizado.

Porém, como o recurso ainda está em fase de implementação gradual, é possível que você tenha que esperar alguns dias até que a ferramenta seja liberada para os usuários no Brasil.

Como funciona o Opera Neon, que vira uma “central” para agentes de IA? Saiba mais sobre o navegador nesta matéria!

© Rubaitul Azad/Unsplash

Tokenização: como a blockchain está transformando os investimentos

26 de Março de 2026, 18:15

Pense no que aconteceu com a música. Nos anos 90, para ouvir uma música, você precisava comprar o CD inteiro. A loja abria em horário comercial. O CD era físico, indivisível, e se você quisesse revendê-lo, tinha que encontrar um comprador pessoalmente. 

Então vieram o iTunes, o Spotify e a distribuição digital: a música se
tornou instantânea, fracionável, global e acessível 24 horas. Agora imagine que esse mesmo processo está acontecendo com ações, títulos do
governo, imóveis e commodities. 

Para Lucas Iagla Turqueto, investidor e analista de mercados digitais, é exatamente isso que a tokenização de ativos está fazendo — e as maiores instituições financeiras do mundo já estão embarcando.

O que é tokenização, em linguagem simples

Tokenizar um ativo é criar uma versão digital dele em uma blockchain. Essa versão digital — o token — representa a propriedade real do ativo: quem possui o token, possui o ativo. Funciona como a escritura de um imóvel, mas digital, programável e negociável instantaneamente.

A diferença prática é enorme. Hoje, para comprar uma ação na NYSE, você precisa de uma corretora, a bolsa precisa estar aberta, e a liquidação leva um dia útil. 

Com tokenização, você pode comprar uma fração dessa ação a qualquer hora, de qualquer lugar do mundo, com liquidação instantânea e a partir de US$ 10.

Dados

Não são startups — são BlackRock, NYSE e JPMorgan

O que torna o momento atual diferente de ciclos anteriores de entusiasmo com blockchain é quem está liderando. “Não são startups de garagem prometendo revoluções. São as maiores instituições financeiras do planeta.” - Indica Lucas Iagla Turqueto.

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, lançou o fundo BUIDL — um fundo de liquidez institucional totalmente digital que atraiu mais de US$ 550 milhões em meses.

O JPMorgan, através de sua rede Kinexys, já processou US$ 1,5 trilhão em transações tokenizadas. A Goldman Sachs tem três produtos tokenizados em desenvolvimento. A Robinhood e a Coinbase já oferecem ações tokenizadas para investidores. 

E, talvez o sinal mais eloquente: a NYSE, a bolsa de valores mais icônica do mundo, anunciou em janeiro de 2026 uma plataforma de negociação 24/7 para ações e ETFs tokenizados, com liquidação instantânea e financiamento via stablecoin. 

Quando a instituição de 232 anos aposta seu futuro em blockchain, algo irreversível está em curso.

Dados

Os números por trás da revolução

O mercado de ativos tokenizados (excluindo stablecoins) cresceu de US$ 85 milhões em 2020 para mais de US$ 24 bilhões em 2025 — um crescimento de 28.000% em cinco anos. 

Mas o mais impressionante são as projeções para os próximos anos. A Ark Invest, de Cathie Wood, projeta que ativos tokenizados podem ultrapassar US$11 trilhões até 2030. 

O Boston Consulting Group, em parceria com a Ripple, estima US$19 trilhões até 2033. A McKinsey e o Standard Chartered projetam US$ 2 trilhões já
para 2028. 

Mesmo no cenário conservador da 21.co, o mercado atinge US$ 3,5 trilhões no final da década. Em todos os cenários, o crescimento é exponencial.

Dados

O que muda para o investidor comum

Lucas Iagla Turqueto é investidor e analista do mercado de ativos digitais, com foco em infraestrutura financeira descentralizada, stablecoins e tokenização de ativos reais.

Acompanha de perto a convergência entre mercados tradicionais e blockchain. Na visão dele, para o investidor brasileiro, a tokenização resolve problemas concretos. Quer investir em títulos do Tesouro americano? Hoje, isso exige conta internacional, conversão de câmbio, taxa de corretagem.

Com tokens, é possível comprar uma fração de um T-Bill por poucos dólares, com liquidação instantânea. Quer investir em um imóvel comercial em Manhattan? 

A tokenização permite comprar uma fatia a partir de US$ 10, receber renda proporcional de aluguel e vender a qualquer momento — sem
cartório, sem escritura, sem esperar meses.

É a mesma lógica da música digital: o ativo não muda, mas a forma de acessá-lo muda completamente. E quando o acesso muda, o mercado se expande. O Spotify não matou a música — criou 600 milhões de ouvintes que nunca teriam comprado um CD.

A tokenização não vai matar o mercado financeiro — vai abri-lo para bilhões de pessoas que nunca tiveram acesso.

O que vem a seguir

A regulamentação está se alinhando: o GENIUS Act nos EUA criou o framework para stablecoins, o Clarity Act (esperado para 2026) vai regular ativos digitais, e a MiCA já está em vigor na Europa. 

Mais de 200 projetos institucionais de tokenização estão ativos globalmente, e 86% dos investidores institucionais já têm ou planejam exposição a ativos digitais. A tokenização de ativos não é uma tendência futura. 

É uma transformação em curso, liderada pelas maiores instituições do mundo. A pergunta para o investidor não é se isso vai acontecer — é se ele vai estar posicionado quando acontecer.

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'Vingança por tudo': Irã lança vídeo feito com IA ameaçando atacar os EUA

26 de Março de 2026, 17:30

O governo do Irã divulgou nesta semana um vídeo de propaganda gerado por inteligência artificial intitulado “Uma Vingança para Todos”. A peça reúne diversas cenas históricas e conflitos recentes para criticar duramente a política externa e as ações militares dos Estados Unidos.

As imagens exibem eventos marcantes como as bombas de Hiroshima, lançada na 2ª Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã e as recentes crises e invasões a países no Oriente Médio. 

O conteúdo busca associar Washington a atrocidades humanitárias e abusos de poder cometidos desde o século passado em diferentes territórios.

O momento mais impactante mostra um ataque de mísseis contra a Estátua da Liberdade em solo americano. O vídeo substitui a cabeça da deusa romana Libertas, que é representada no monumento oficial, pela figura demoníaca de Baal, simbolizando uma profunda oposição religiosa e ideológica entre os países.

A publicação ocorre em meio à recusa de Teerã sobre novas propostas de paz apresentadas pelo governo de Donald Trump. O Irã exige reparações de guerra e soberania total sobre o Estreito de Ormuz como condições inegociáveis para o fim das hostilidades.

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IA e bots superam tráfego humano e dominam a internet, aponta estudo

26 de Março de 2026, 16:00

Os agentes de inteligência artificial (IA) e os chatbots inteligentes tomaram conta da internet, superando o tráfego online gerado por usuários humanos. É o que diz um estudo da empresa de cibersegurança Human Security, divulgado hoje (26).

Com base em dados de 2025, o relatório "State of AI Traffic" aponta que o tráfego automatizado, gerado por sistemas de software, está crescendo oito vezes mais rápido do que o humano. O tráfego impulsionado por IA é o principal causador disso.

Tráfego automatizado supera o humano

Incluindo recursos de grande popularidade como os bots de IA (ChatGPT, Gemini, Copilot etc), as visões gerais do Google e o preenchimento automático, entre outras ferramentas, o tráfego automatizado dominou a web. O crescimento vem sendo registrado ano após ano.

  • Segundo a análise, o volume mensal cresceu 187% de janeiro a dezembro de 2025, quase o triplo do registrado em 2024, considerando apenas o relacionado às IAs;
  • Mais de 95% se concentra em três setores específicos: varejo e comércio eletrônico, viagens e hotelaria, e streaming e mídia;
  • Pela primeira vez, os sistemas de IA passaram, também, a realizar transações na internet, em vez de apenas ler os conteúdos disponíveis;
  • Isso pode ter relação com o tráfego gerado por agentes de IA, como o OpenClaw, que aumentou quase 8.000% no ano passado.
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Agentes autônomos, como o OpenClaw, aumentaram sua presença na web a partir de 2025. (Imagem: OpenClaw/Reprodução)

"A internet como um todo foi criada com a noção muito básica de que existe um ser humano do outro lado da tela do computador, e essa noção está sendo substituída muito rapidamente", afirmou o CEO da Human Security, Stu Solomon, à CNBC.

O executivo ressaltou que o tráfego automatizado não é necessariamente malicioso. "Temos que viver em um mundo onde as máquinas agem em nosso nome e precisamos estabelecer um nível de confiança que seja duradouro".

Números gerais podem ser diferentes

O estudo foi baseado em dados de um produto da Human Security que processou mais de um quatrilhão de interações entre clientes em 2025. Ou seja, a análise considerou apenas essa amostra e não a web como um todo.

Assim, os números da atividade automatizada em toda a internet podem ser diferentes. "Depende da amostra que você obtém. Depende de onde você está obtendo os dados, de onde vêm as medições", observou o professor da Universidade de Indiana (EUA), Filippo Menczer.

A empresa responsável pelo levantamento reconhece a dificuldade de identificar o tráfego automatizado na internet como um todo, devido à falta de informações completas. De qualquer forma, apontou o estudo como um retrato confiável da rede.

Curtiu o conteúdo? Então, continue no TecMundo e conheça a teoria da internet morta, que tem relação com o tema abordado no estudo.

© NAJAnaja/Getty Images

Google Maps caiu? Serviço apresenta instabilidade nesta quinta-feira (26)

26 de Março de 2026, 15:03

O serviço Google Maps enfrenta problemas de funcionamento nesta quinta-feira (26). De acordo com relatos de usuários da plataforma em redes sociais e também no Downdetector, as falhas de funcionamento teriam iniciado às 14h, mas se intensificaram logo depois, por volta das 14h37.

De acordo com as mensagens de erro publicadas, o Google Maps estaria fora do ar e apresentando um problema de conexão que estaria enviando solicitações automáticas aos servidores. "Para proteger os nossos usuários, não podemos processar a sua solicitação neste momento", diz a mensagem.

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As possíveis falhas de funcionamento no Google Maps parecem afetar o uso da plataforma de forma global. Além dos registros no Downdetector, o Google Trends relata aumento nas buscas por termos como "google maps fora do ar" e "google maps caiu", por exemplo.

O Google Maps é amplamente utilizado. A estimativa é de que mais de dois bilhões de usuários acessem a plataforma mensalmente, sendo este o aplicativo mais popular entre os serviços de navegação.

O TecMundo entrou em contato com o Google em busca de detalhes sobre a instabilidade no Maps e deverá atualizar esta matéria.

 

*Esta é uma matéria em desenvolvimento e será atualizada com novas informações.

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20 anos do Twitter: de 'praça pública da web' ao X de Elon Musk

21 de Março de 2026, 13:00

A rede social Twitter, atualmente chamada de X, completa 20 anos de funcionamento neste sábado (21). A data é registrada pela primeira postagem pública de toda a plataforma, feita em 21 de março de 2006.

O responsável pela publicação é Jack Dorsey, cofundador (ao lado de Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass) e por anos CEO da companhia. A mensagem era a mais simples possível: "just setting up my twttr", ou "apenas ajustando o meu twttr", usando um dos nomes ainda iniciais do projeto.

Esse primeiro tweet ficou marcado como o início de um serviço que levou algum tempo para engrenar. Ele ainda virou um NFT anos depois, vendido inicialmente por US$ 2,9 milhões (cerca de R$ 15,3 milhões na cotação atual) e desvalorizando junto com toda essa indústria.

Já a rede social teve um destino bem diferente ao longo dos anos: ela se tornou altamente relevante para conversas rápidas na internet, interação em tempo real durante eventos históricos ou programas de TV e até no jogo político.

A plataforma foi bastante descrita inicialmente como uma espécie de praça pública de toda a internet, por permitir a reunião de pessoas diferentes em feeds próprios, a partir de hashtags e tentando colocar temas e nomes nos Trending Topics, que reunia os assuntos mais quentes do momento.

Inicialmente restrito para textos de 140 caracteres, o Twitter foi adicionando novos recursos para se adaptar às demandas da comunidade. Como exemplos, ele passou a liberar a publicação de mídias como fotos e vídeos, além da realização de transmissões ao vivo.

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A primeira postagem na rede social. (Imagem: X/Reprodução)

O próprio tamanho das mensagens, por muito tempo um ponto sensível para os usuários, foi mantido até 2017 — período em que o máximo passou a ser 280 caracteres.

A era Musk: um app para tudo

A história da rede social mudou radicalmente em outubro de 2022, quando o bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, compra a plataforma por cerca de US$ 44 bilhões (R$ 233 bilhões). Ele chegou a tentar desistir da negociação mais de uma vez e ameaçou cancelar o acordo por acusações de muitas contas falsas no site, mas foi obrigado a levar a oferta adiante por medo de um eventual processo.

O empresário chamou o app de "centro digital para o futuro da civilização" e reforçou a importância dele como espaço de debates. A gestão de Musk, porém, tem sido mais lembrada por polêmicas e alterações radicais.

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Elon Musk, atual dono do X. (Imagem: Chip Somodevilla/GettyImages)
  • O nome do serviço foi trocado para X, abandonando a antiga identidade visual e o passarinho azul como mascote;
  • As contas verificadas com selo azul, então restritas a pessoas que precisavam ter a identidade confirmada, passaram a ser entregues aos assinantes das modalidades "Premium";
  • O limite de caracteres foi novamente expandido para os assinantes, que ganharam também a capacidade de editar publicações;
  • Musk prometeu transformar o X em um 'app de tudo', com serviços até bancários que estão em fase de teste há bastante tempo;
  • Ele ainda foi acusado de mexer com o algoritmo do X, fortalecendo a presença dos próprios posts na linha do tempo até de quem não o seguia, além de favorecer políticos e usuários conservadores — que por anos reclamavam que recebiam o tratamento oposto;
  • A rede social ainda ganhou um chatbot que depois foi lançado de forma avulsa, o Grok. Além da linguagem mais desbocada, a IA já virou notícia por publicações de teor neonazista e permitir a criação de imagens modificadas que tiram ou alteram roupas até de menores de idade;
  • Atualmente, ela faz parte da xAI, a empresa de IA de Musk, que concentra também o próprio Grok e a SpaceX.

Você ainda usa o X ou deixou a rede social em algum momento? Tem boas memórias da história do Twitter? Conte para o TecMundo em nosso perfil do Instagram!

© Andrew Burton/Getty Images

Índice Pizza? Conheça a teoria que circula na internet durante guerra no Irã

20 de Março de 2026, 20:00

A chamada teoria do “índice pizza” voltou a ferver nas redes sociais após dois episódios recentes de grande impacto geopolítico: a escalada de tensão envolvendo Irã e a operação dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro, em janeiro de 2026. 

Em ambos os casos, dados monitorados por perfis independentes nos EUA indicaram um aumento incomum nos pedidos de pizza nas proximidades do Pentágono, na Virgínia, pouco antes dos acontecimentos.

A teoria ganhou novo fôlego quando usuários observaram picos de atividade em pizzarias durante a madrugada da operação contra Maduro, com registros de alta de até 770% no movimento em determinados estabelecimentos. 

A movimentação foi detectada por contas como a Pentagon Pizza Report, que acompanha dados públicos em tempo real, como o fluxo de clientes em locais exibido por plataformas como o Google Maps.

Como funciona o chamado “índice pizza”?

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O “Pentagon Pizza Report” usa dados do Google Maps para monitorar aumentos repentinos em pizzarias (Imagem: Reddit)

A lógica por trás da teoria é relativamente simples: em momentos de crise ou decisões estratégicas, equipes do Pentágono e de outras agências trabalham até tarde, o que aumenta a demanda por comida rápida, especialmente pizza. Ao mesmo tempo, bares da região tendem a ficar mais vazios, reforçando a ideia de que há menos lazer e mais trabalho em andamento.

Esse tipo de análise se enquadra no conceito de inteligência de fonte aberta, que utiliza dados públicos para tentar identificar padrões e antecipar eventos. 

Apesar de não ter qualquer validação científica, importante deixar claro, o fenômeno chama atenção justamente por se repetir em momentos considerados críticos, o que mantém o interesse do público e alimenta discussões online.

Coincidências históricas alimentam o mistério

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Segundo o InfoMoney, Chefe do Pentágono diz que pode pedir pizzas aleatórias para confundir “índice” (Imagem: Times Brasil)

Relatos semelhantes existem desde a década de 1980 e 1990, quando aumentos nos pedidos de pizza teriam sido observados antes de eventos como a Guerra do Golfo e outras operações militares dos Estados Unidos. 

Mais recentemente, o padrão também teria aparecido antes de ataques envolvendo o Irã, reforçando a percepção de que algo fora do comum pode estar acontecendo nos bastidores.

Ainda assim, a correlação não implica causalidade e que os dados podem ter diversas explicações. Mesmo assim, o “índice pizza” segue como um exemplo curioso de como informações aparentemente triviais podem ganhar novos significados na era digital. Continue no TecMundo para conferir mais teorias, mais histórias, análises, notícias e conteúdos que vão além do óbvio.

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Regras do Imposto de Renda 2026: saiba como declarar

20 de Março de 2026, 19:15

Estamos no período de 2026 em que começa o processo de declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Esse procedimento ocorre todos os anos e é obrigatório para várias parcelas da sociedade brasileira.

Preencher e enviar a declaração significa enviar para a Receita Federal um relatório com os bens, rendimentos e impostos retidos na fonte de cada cidadão. Caso os dados estejam corretos, você pode receber uma restituição com parte do que foi cobrado ao longo do ano anterior.

Fazer a declaração correta evita que você receba multas ou tenha que enviar correções ao relatório inicial para prestar as contas com a Receita Federal, além de garantir a liberação mais rápida da restituição.

Por isso, conhecer as regras de cada ano é importante e, no caso de 2026, há várias alterações nesse processo. A seguir, saiba mais sobre os procedimentos do IRPF 2026, incluindo quem precisa declarar e como enviar os documentos da melhor forma.

Regras do Imposto de Renda 2026

O prazo de entrega da declaração do IRPF de 2026, que leva em consideração os ganhos e tributos de 2025, vai das 8 horas da próxima segunda-feira (23) até às 23 horas e 59 minutos do dia 29 de maio.

Os programas atualizados para envio da declaração já estão disponíveis para download a partir de 19 de março, para que seja possível com antecedência organizar a documentação e fazer o preenchimento dos campos antes do período de envio.

A Receita Federal promoveu algumas alterações para a declaração deste ano. A principal é uma nova modalidade para contribuintes de baixa renda (que recebem até cerca de dois salários mínimos por mês) e que não era obrigados a declarar.

Em alguns casos, por mudanças nos pagamentos de um único mês, essas pessoas tinham direito a receber uma restituição e não havia formas de ter acesso a esse valor — que pode chegar até R$ 1 mil. Agora, ele será pago como um cashback, que deve contemplar cerca de quatro milhões de pessoas.

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Determinados ganhos com bets exigirão declaração à Receita. (Imagem: Wpadington/Getty Images)

Além disso, agora é obrigatório declarar saldos em plataformas de apostas esportivas (bets), caso eles sejam superiores a R$ 5 mil até o dia 31 de dezembro de 2025.

Há ainda um novo sistema na declaração pré-preenchida, que emite alertas em tempo real se detectar informações inconsistentes. Dessa forma, você consegue corrigir os dados na hora, antes de realizar o envio. A plataforma também ganhou a possibilidade de recuperação automática de informações como pagamento (DARFs), cadastros do eSocial (como empregados domésticos) e recuperação das informações dos dependentes do núcleo familiar.

Outro avanço está na emissão do Recibo Eletrônico de Serviços de Saúde, ou Receita Saúde. Esse documento digital substitui as declarações de despesas com saúde de papel, reduzindo erros e facilitando a restituição desse tipo de gasto.

Quem é obrigado a enviar a declaração

De acordo com a Receita Federal, o IRPF 2026 é obrigatório para as seguintes categorias:

  • Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou obteve outros rendimentos acima de R$ 200 mil;
  • Contribuinte com renda acima de R$ 177.920 em atividade rural ou pretende compensar prejuízos;
  • Contribuinte com posse ou propriedade de bens em valor superior a R$ 800 mil;
  • Quem vendeu mais de R$ 40 mil em bolsas de valores ou com ganhos sujeitos ao imposto;
  • Pessoas com ganho de capital sujeito à incidência do Imposto ou quem optou pela isenção do GCAP (Ganhos de Capital) de 180 dias;
  • Quem optou por declarar bens da entidade controlada no exterior pela pessoa física, contribuinte com lucros/dividendos no exterior; ou que auferiu rendimentos/compensou perdas em aplicações no exterior;
  • Contribuinte que teve, em 31/12/2025, a titularidade de trust regidos por lei estrangeira;
  • Quem passou à condição de residente no Brasil.

A isenção de imposto de renda para quem ganha menos de R$ 5 mil por mês, que foi aprovada pelo Governo Federal, só passa a valer para o atual ano-base — ou seja, na declaração que será prestada em 2027. Neste caso, o próprio governo vai avisar o contribuinte a respeito da isenção, inclusive por meio de WhatsApp.

Como declarar o Imposto de Renda 2026

São duas as formas eletrônicas de fazer e enviar a declaração. Uma delas é a partir do Programa Gerador da Declaração (PGD IRPF 2026) no computador, um software que está disponível para ser baixado por aqui.

Além disso, é possível usar o sistema “Meu Imposto de Renda”. Ele está disponível para dispositivos móveis, tanto no site quanto no aplicativo da Receita Federal para Android e iOS.

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O app da Receita Federal para tablets e celulares. (Imagem: Google Play Store/Reprodução)

Por fim, você pode usar o sistema online e-CAC, que não exige o download e a instalação de programas.

O que é a declaração pré-preenchida?

A declaração pré-preenchida é uma forma de entrega do IRPF que já traz automaticamente uma série de informações presentes nos bancos da Receita Federal, além de dados transferidos de outras fontes.

Para acessar a declaração pré-preenchida, que é um dos benefícios do sistema e já traz uma série de dados devidamente extraídos de outras fontes, é necessário ter uma conta Gov.br nos níveis ouro ou prata.

Apesar de acelerar o processo e pular uma série de etapas, ela exige cuidado: as informações presentes na declaração pré-preenchida precisam ser verificadas e confirmadas manualmente, já que elas podem apresentar inconsistências, estarem desatualizadas ou incompletas.

Documentos necessários para preencher a declaração

Não há uma lista específica com todos os documentos que são obrigatórios no momento do preenchimento do Imposto de Renda. Afinal, cada cidadão possui diferentes situações em relação aos bens, gastos e rendimentos.

Ainda assim, algumas informações são essenciais ou esperadas pela Receita Federal. No caso de documentos pessoais, é preciso fornecer o CPF do contribuinte e eventuais conjunges e dependentes.

 

Nos informes e comprovantes de rendimento, são esperados detalhes a respeito de valores recebidos via empresas, bancos, corretoras e pagamento de aluguel, aposentadoria ou pensão. Além disso, você precisa comprovar despesas, como gastos com saúde (a partir de recibos de médicos, dentistas, planos de saúde, hospitais), educação e previdência ou pensão.

Em bens e direitos, é preciso informar detalhadamente as posses materiais em termos de imóveis (incluindo detalhes como escritura, matrícula, IPTU, valor e data de aquisição), veículos (com o Renavam e detalhes da compra ou venda) e a participação em consórcios ou financiamentos.

Erros comuns na declaração do Imposto de Renda

Certos descuidos podem fazer com que a declaração do seu IRPF 2026 tenha erros ou inconsistências que, mesmo feitos de forma acidental, geram problemas com a Receita Federal.

Para evitar cair na chamada malha fina, que é a identificação de erros no preenchimento que levam a até a possíveis multas, é importante conhecer alguns dos riscos.

Os erros mais comuns incluem deixar de declarar ganhos ou bens e apresentar diferenças entre os valores que foram enviados pelas instituições financeiras e pelo contribuinte à Receita Federal, seja propositalmente ou por acidentes, como erros de digitação.

Outros equívocos que aparecem com alguma frequência envolvem solicitar restituição de despesas médicas ou educacionais sem a devida comprovação e a inclusão indevida ou incorreta de dependentes.

Dicas para evitar problemas com a Receita Federal

Para não ter que prestar contas adicionais após a declaração e receber a restituição já nos primeiros lotes, é importante seguir algumas orientações que são fornecidas pela própria instituição que cuida do IRPF. As dicas incluem:

Organizar os documentos com antecedência, solicitando aos bancos ou baixando nos aplicativos para dispositivos móveis os informes do ano-base 2025 e separando os rendimentos informados por empregadores;

Usar a declaração pré-preenchida para automatizar a transferência de uma série de dados, mas não se esqueça de revisar todos os campos manualmente para fazer eventuais correções;

Conferir as regras da Receita Federal publicadas no site da instituição para o caso de dúvidas, em especial nas cláusulas sobre a inclusão de dependentes.

Quais são as implicações do ECA Digital para empresas que atuam no Brasil? Confira uma discussão sobre o assunto na coluna do TecMundo!

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil

China cria robô que te transforma humanos em 'centauros tecnológicos'

20 de Março de 2026, 18:00

Já imaginou virar um “centauro tecnológico”? Um novo robô portátil criado na China promete justamente isso: aumentar a força humana e reduzir drasticamente o esforço físico. Em testes, o equipamento suportou mais da metade do peso do corpo e ainda economizou energia, e isso pode mudar completamente o futuro do trabalho e da mobilidade.

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, em Shenzhen, na China, apresentaram um robô portátil bípede que propõe uma nova forma de interação entre humanos e máquinas. O estudo, publicado na revista científica The International Journal of Robotics Research, detalha um sistema que adiciona duas “pernas robóticas” ao usuário, permitindo dividir o esforço físico durante o transporte de cargas pesadas.

Como funciona o “centauro” tecnológico?

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Criação foi feita por engenheiros da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, em Shenzhen, na China (Imagem: DW)

Diferente dos exoesqueletos tradicionais, que se acoplam diretamente às pernas para auxiliar os movimentos do corpo, o novo dispositivo funciona como uma estrutura independente conectada às costas. Na prática, o usuário continua caminhando normalmente, enquanto o robô acompanha seus passos de forma sincronizada e assume parte do peso transportado.

O funcionamento do sistema depende de uma interface elástica que conecta o robô ao corpo humano e ajusta seu comportamento conforme a carga. Em situações mais leves, o movimento entre humano e máquina permanece mais rígido e coordenado. Já com pesos maiores, a estrutura se torna mais flexível, permitindo que as pernas mecânicas absorvam uma parcela maior do esforço físico.

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O robô centauro é, por enquanto, um protótipo, mas você encararia vestir um desses? (Imagem: DW)

Nos testes realizados com cinco participantes, os resultados chamaram atenção. O robô foi capaz de suportar cerca de 52% da carga transportada, enquanto os usuários apresentaram uma redução de aproximadamente 35% no gasto energético ao carregar mochilas de até 20 quilos. Além disso, houve melhora na estabilidade durante a locomoção, inclusive em terrenos irregulares e escadas.

 

Os pesquisadores destacam que a proposta abre caminho para aplicações em áreas como operações militares, resgates em zonas de desastre e atividades industriais em ambientes complexos. Você encararia esse protótipo no dia a dia? Coloca nos comentários e se você curte acompanhar curiosidades de tecnologia, continue no TecMundo para mais notícias, análises e conteúdos.

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'Alien.gov': EUA registram domínios para arquivos sobre ETs

19 de Março de 2026, 19:00

O governo dos Estados Unidos registrou os domínios "alien.gov" e "aliens.gov" sugerindo que a divulgação de arquivos oficiais sobre vida alienígena está próxima de acontecer. O assunto foi abordado pelo presidente Donald Trump no mês passado.

Na ocasião, o republicano determinou a publicação de documentos governamentais relacionados a vida fora da Terra, objetos voadores não identificados (OVNIs) e fenômenos aéreos não identificados (UAPs). A ordem veio depois que o ex-presidente Barack Obama disse que os “ETs são reais”.

Sites ainda não foram lançados

Identificados por um perfil na rede social Bluesky especializado em monitorar sites oficiais de órgãos ligados à administração federal, os dois novos domínios associados ao governo dos EUA ainda não levam a nenhuma página. Ou seja, eles foram apenas registrados, até o momento.

  • No site WHOIS, que armazena dados sobre proprietários de domínios na internet, é possível saber que eles foram criados na terça-feira (17);
  • A plataforma informa, ainda, que os domínios "alien.gov" e "aliens.gov" foram registrados pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA);
  • O serviço também informa se tratar de um domínio de nível superior governamental, mas oculta outros detalhes;
  • Subordinada ao Departamento de Segurança Interna (DHS), a CISA atua na proteção de infraestruturas críticas do país contra ataques online.
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Conforme a imprensa dos EUA, o governo Trump vai divulgar arquivos sobre supostos alienígenas nos novos domínios. (Imagem: Jacob Wackerhausen/Getty Images)

Procurada pela imprensa americana, a Casa Branca não forneceu maiores informações. O governo Trump se limitou a dizer que todos devem "ficar atentos", com a mensagem acompanhada de um emoji de alienígena, aumentando o mistério.

Nos últimos anos, o Pentágono tem intensificado as investigações sobre OVNIs e realizado audiências com líderes militares de alto escalão. Porém, um relatório recente aponta que não foram encontradas evidências de tecnologias extraterrestres.

Por outro lado, antigos oficiais e investigadores independentes sugerem que o governo não diz a verdade. Ex-membro de inteligência da Força Aérea dos EUA, David Grusch afirmou, em 2023, que o país possui naves e material biológico não humano de seus pilotos.

Não viu a entrevista de Obama que trouxe o tema de volta ao noticiário? Leia os detalhes nesta matéria.

© ktsimage/Getty Images

'Lei Felca': ECA Digital entra em vigor hoje (17); entenda as novas regras

17 de Março de 2026, 06:00

A "Lei Felca" entra em vigor nesta terça-feira (17), dando um passo a mais rumo à regulação do ambiente digital no Brasil. Apontada como uma das legislações mais rigorosas no segmento, globalmente, ela estabelece novas regras para a proteção de menores de 18 anos na internet.

Também conhecida como "ECA Digital", em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei 15.211 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em setembro do ano passado. Ela foca principalmente em segurança de dados e riscos virtuais.

Qual é a origem da Lei Felca?

Criada com o objetivo de enfrentar a adultização precoce, a nova legislação voltou ao debate público após um vídeo do influenciador Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, viralizar. Ele denunciava a exploração de crianças e adolescentes nas plataformas digitais.

  • O vídeo, que foi ao ar em agosto de 2025, expôs a circulação de conteúdos mostrando a sexualização de menores na internet;
  • Segundo o youtuber, meninos e meninas retratados com comportamentos tipicamente adultos, o que inclui uso de roupas e linguagem de faixas etárias diferentes, têm sido utilizados em muitos conteúdos online;
  • Em muitos desses casos, a divulgação era ampliada com algoritmos, levando os materiais ao alcance de mais pessoas, e gerava monetização para os criadores;
  • Um dos casos citados na denúncia é o do influenciador Hytalo Santos, que no mês passado foi condenado a 11 anos de prisão pela produção de conteúdos com teor sexual envolvendo menores.
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A nova legislação objetiva mudar a maneira como crianças e adolescentes usam as redes sociais atualmente. (Imagem: hapabapa/Getty Images)

A denúncia teve repercussão imediata, gerando alerta sobre os limites entre a liberdade de expressão e a exploração infantil em meios online. Além disso, o Senado formalizou proposta para criar uma CPI que investigasse influenciadores e plataformas digitais.

Em meio às discussões tratando das responsabilidades das big techs, famílias e autoridades, veio o consenso em relação à necessidade de atualização do ECA, lançado em 1990. Foi assim que surgiu o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).

Novas regras e impactos para crianças e adolescentes

Ampliando o alcance do ECA para o mundo digital, a Lei Felca é baseada no projeto de lei 2.628/2022 do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ela adiciona regras específicas para redes sociais, jogos online, apps e plataformas de streaming.

A atualização estabelece obrigações para empresas e reforça a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção dos menores nos ambientes online. Além disso, assegura a preservação dos direitos à dignidade, segurança, privacidade e desenvolvimento saudável.

Confira as principais mudanças propostas pela Lei Felca:

1. Supervisão parental e verificação de idade

A partir da entrada em vigor do ECA Digital, as plataformas online serão obrigadas a implementar mecanismos confiáveis de verificação de idade. O objetivo é impedir o acesso a conteúdos impróprios para menores de 18 anos.

O controle não poderá ser feito por meio de autodeclaração e, além disso, contas de menores de 16 anos deverão ser vinculadas a um responsável legal. Esses perfis terão recursos para restringir contatos, limitar tempo de uso e aprovar compras em apps e jogos.

2. Proibição de loot boxes para menores

A nova legislação proíbe a oferta de caixas de recompensas (loot boxes) em jogos eletrônicos para crianças e adolescentes. Conforme o texto, esse tipo de ferramenta se equivale a jogos de azar, gerando um ciclo viciante de expectativa para os usuários.

3. Regras claras para microtransações

Já as pequenas transações que acontecem em algumas plataformas vão precisar ter transparência total em relação às regras, indicando o que foi adquirido, o valor real e a utilidade. A regra evita a indução a gastos desnecessários.

4. Sem publicidade direcionada a crianças e adolescentes

Outra inovação do ECA Digital é a proibição da personalização de publicidade para menores, com as empresas ficando impedidas de coletar e tratar informações pessoais desse público. Elas também não podem usar análise emocional nem recursos de realidade virtual, aumentada e estendida para tal finalidade.

5. Alerta de conteúdo nocivo

Também ficou estabelecida a obrigatoriedade de as plataformas informarem às autoridades sobre a presença de conteúdos nocivos. Isso inclui materiais com aparente exploração sexual, assédio, cyberbullying, discursos de ódio e incentivo a desafios.

Esses alertas deverão ser enviados ao Centro Nacional de Triagem de Notificações da Polícia Federal. O novo órgão ficará responsável por fornecer dados para investigações e lançar relatórios periódicos com estatísticas.

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Tanto pais quanto as plataformas poderão ser responsabilizados em casos de violações à lei. (Imagem: StockPlanets/Getty Images)

6. Responsabilização de pais e plataformas

Outro ponto importante do ECA Digital é a responsabilização solidária entre pais e gigantes da tecnologia. Se uma criança for exposta a conteúdos nocivos, tanto os responsáveis quanto a plataforma que permitiu o acesso poderão ser notificados.

No caso dos pais, há ainda a responsabilização por exposição abusiva dos filhos para gerar engajamento. Dessa forma, o uso de crianças em campanhas de publicidade online terá modificações.

7. Proibição de rolagem infinita

Ferramentas que prendam a atenção de crianças e adolescentes, como a rolagem infinita de feed, também serão vetadas com a entrada em vigor das novas regras. Esse tipo de design de interface carrega conteúdo automaticamente ao descer a página.

Embora resulte em navegação mais fluida, o recurso é considerado um mecanismo viciante, maximizando o tempo de tela e capturando a atenção do usuário. Dessa forma, a interface das redes sociais deverá passar por mudança nas versões para menores.

8. Abrangência da lei

Exigindo, ainda, a proteção de dados e privacidade habilitada por padrão nos recursos destinados a menores, o ECA Digital é válido para qualquer serviço online acessado por crianças e adolescentes no Brasil. Empresas sediadas no exterior também deverão cumprir as regras.

Vetos e punições aos infratores

Durante a tramitação do projeto, o poder executivo vetou três pontos. Um deles atribuía à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o encaminhamento das ordens de bloqueio às plataformas infratoras.

Também não avançaram o artigo que propunha a destinação dos valores obtidos com multas ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente (FNCA) e a entrada em vigor da lei após um ano da publicação. Neste último caso, o prazo definido foi reduzido para seis meses.

O tema é polêmico e trouxemos duas visões no TecMundo:@ayubio com A Lei Felca pode bloquear o Linux no Brasil? https://t.co/8MtR3MQp1n@prenass com O Linux sobreviverá ao ECA Digital: https://t.co/lzxmTHBLyO pic.twitter.com/RPx229xVgQ

— Felipe Payão (@felipepayao) March 16, 2026

Já em relação às punições, as empresas que descumprirem as normas da Lei Felca ficam sujeitas a advertência, pagamento de multa e suspensão temporária. Dependendo do caso, há chance de proibição da plataforma infratora no Brasil.

As multas podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico ou variar de R$ 10 a R$ 1.000 por usuário cadastrado, limitada a R$ 50 milhões, se não houver faturamento. As penas previstas no Código Penal também se aplicam à nova lei.

E você, o que pensa sobre o assunto? Comente nos perfis do TecMundo no Instagram e no Facebook e aproveite para conhecer visões antagônicas a respeito da Lei Felca nesta matéria.

© Felca/YouTube

Tá amarrado! Robô que se reconstrói sozinho viraliza nas redes

16 de Março de 2026, 18:00

Engenheiros da Northwestern University, nos Estados Unidos, apresentaram no início de março, uma nova geração de robôs modulares capazes de se recombinar, sobreviver a danos e continuar operando mesmo após sofrerem impactos severos. O projeto foi liderado pelo pesquisador Sam Kriegman, professor da McCormick School of Engineering, e descrito em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Batizados de “legged metamachines”, os robôs são formados por módulos independentes que funcionam como blocos de construção inteligentes. Cada unidade possui motor, bateria e computador próprios, o que permite que ela se mova de forma autônoma. Quando conectados, esses módulos formam estruturas maiores e mais complexas, capazes de adotar diferentes formas e modos de locomoção.

Robôs que se reorganizam?

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Chamados de “metamachines”, eles funcionam como blocos de Lego inteligentes (Imagem: Northwestern Now)

Sozinhos, os módulos conseguem rolar, girar ou saltar (eu diria que bem feiosamente). Mas o comportamento mais impressionante aparece quando várias unidades são combinadas. Dependendo da configuração, os robôs podem se movimentar de formas variadas, ondulando como focas, saltando como cangurus ou correndo com movimentos semelhantes aos de pequenos animais.

Além da mobilidade incomum, os pesquisadores destacam a resistência dessas máquinas. Como cada parte funciona de forma independente, danos físicos não significam necessariamente o fim da operação. Mesmo se um módulo for destruído ou separado, os outros continuam funcionando e podem reorganizar a estrutura para manter o movimento.

Testes fora do laboratório foi engraçado e assustador

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Robôs modulares que se reorganizam, sobrevivem a danos e continuam andando por aí (Imagem: Northwestern Now)

Depois das simulações, os pesquisadores montaram alguns dos modelos mais promissores e os levaram para testes em ambientes reais. Nos experimentos, os robôs atravessaram terrenos irregulares como cascalho, areia, folhas e raízes de árvores, além de saltar obstáculos e recuperar a posição quando eram virados de cabeça para baixo.

Mesmo quando partes eram removidas ou danificadas, as metamachines conseguiam continuar em movimento. Em alguns casos, o módulo separado ainda era capaz de retornar até o restante da estrutura para se reconectar. Segundo os pesquisadores, esse tipo de robô aponta para um futuro em que máquinas não serão mais ferramentas rígidas e frágeis, mas sistemas capazes de se adaptar ao ambiente e se reorganizar diante de imprevistos. Se você gosta de acompanhar avanços curiosos como esse, vale continuar explorando o TecMundo.

© Northwestern Now

YouTube terá anúncios de até 30 segundos que não podem ser pulados

10 de Março de 2026, 14:40

O YouTube passará a exibir anúncios de até 30 segundos impossíveis de pular no app para TV. A novidade foi anunciada em 2 de março deste ano e já começou a ser distribuída para usuários da versão gratuita da plataforma.

Segundo a empresa, os novos anúncios foram projetados especificamente para a experiência em telas grandes. O sistema utiliza inteligência artificial (IA) para otimizar a entrega das campanhas e selecionar o melhor momento para exibição.

Na prática, o mecanismo alterna automaticamente entre vídeos publicitários de 6, 15 ou 30 segundos, exibidos sem opção de pular.

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Os anúncios impossíveis de pular podem ter até 30 segundos de duração na TV. (Fonte: YouTube/Reprodução)

“A precisão baseada em IA ajuda a impulsionar maior eficiência em vários formatos de anúncios sem a opção de pular, proporcionando maior alcance e impacto exclusivos em comparação com combinações manuais de campanhas de formato único”, destacou o YouTube.

O movimento indica uma atenção maior da plataforma à experiência do serviço em smart TVs. Em fevereiro de 2025, o CEO do YouTube, Neal Mohan, confirmou que a televisão se tornou o principal dispositivo usado para assistir vídeos na plataforma. Em dezembro de 2025, o aplicativo do YouTube para TVs também recebeu uma nova interface.

O novo formato de anúncios já está disponível para anunciantes. Para evitá-los, a única alternativa oferecida pela plataforma é a assinatura do YouTube Premium, que atualmente custa R$ 26,90 por mês.

Quer ficar por dentro das principais mudanças nas plataformas digitais e no mundo da tecnologia? Continue acompanhando o TecMundo no site, no YouTube, no Instagram, no TikTok e no X para não perder nenhuma novidade.

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Dia do Consumidor 2026: como evitar ciladas e aproveitar promoções

8 de Março de 2026, 15:00

O Dia do Consumidor 2026 traz grandes descontos no comércio eletrônico, mas exige atenção. Se você souber como identificar promoções reais e evitar ciladas nas lojas online, essa é uma grande oportunidade para você comprar novos produtos, como aquele eletrônico dos sonhos ou renovar o guarda-roupa.

O evento sempre acontece no dia 15 de março e, neste ano, cai em um sábado. Isso significa que muita gente estará em casa e terá mais tempo para fazer compras pelo celular ou computador e pode aproveitar de verdade os descontos.

A seguir, saiba um pouco mais sobre o que exatamente é essa data comemorativa e confira algumas dicas para aproveitar ao máximo as promoções que aparecem, além de escapar de dores de cabeça por causa das fraudes.

O que é o Dia do Consumidor

O Dia do Consumidor é uma espécie de data fixa no calendário comercial do Brasil e de várias outras partes do mundo.

Por um lado, ela tem como objetivo celebrar os direitos do consumidor e ser uma forma de relembrar que o cliente possui uma série de direitos previstos na lei. Por outro, lojas aproveitam para celebrar o consumidor a partir do fornecimento de descontos

A data foi inspirada em uma mensagem escrita em 15 de março de 1962 pelo então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. No recado enviado ao Congresso, ele reforçou que todo consumidor tem direito a recursos como segurança, informação, escolha e a ser ouvido no processo de uma compra.

O primeiro Dia do Consumidor foi comemorado só em 1983 pela Organização Internacional da União dos Consumidores (Consumers International). Ele é hoje visto como uma espécie de Black Friday, mas em um período distante de outras datas comerciais parecidas e sendo uma boa forma de geração de receita por lojas ainda no início do ano.

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Data que começou como homenagem virou também oportunidade de compras. (Imagem: Bevan Goldswain/Getty Images)

Cada evento anual tem um tema e, para 2026, o foco é "Produtos Seguros, Consumidores Confiantes". A ideia é promover campanhas de conscientização e responsabilidade sobre problemas decorrentes de produtos de baixa qualidade.

Como identificar promoções reais?

Em datas como essa de muitas ofertas simultâneas, é normal que você se depare também com descontos falsos: é comum se deparar com o famoso "metade do dobro", quando lojas aumentam o preço de produtos para então cortá-los na data especial.

Além disso, é mais fácil cair em fraudes como lojas falsas criadas como phishing e depois ser vítima de golpes financeiros ou vazamentos de dados. Por isso, é importante fazer toda a operação de compra com calma, desde a pesquisa pelo produto até o pagamento.

Prefira fazer compras por lojas oficiais e que não tenham acusações graves em plataformas como a Reclame Aqui. Use também serviços que auxiliam no acompanhamento de preços, como o Zoom, para encontrar quais são os descontos verdadeiros.

Dicas para aproveitar o Dia do Consumidor

Separamos a seguir algumas sugestões sobre como agir nas compras online, inclusive fora do Dia do Consumidor. Elas são importantes para evitar que você seja vítima de algum cibercrime ou simplesmente compre um produto por um valor nada vantajoso.

Compare preços em várias lojas

Antes de efetuar a compra em uma oferta que parece tentadora, busque pelo mesmo produto em vários sites de comércio eletrônico. É possível que alguns deles apresentem valores diferentes e mais vantajosos, ou então cupons que vão tornar a compra mais barata para o usuário.

Essa é também uma forma de verificar se você não está sendo vítima de um golpe, pois preços abaixo demais da média de mercado devem servir de alerta.

Monitore os produtos com antecedência

Já tem alguma ideia do que vai adquirir no Dia do Consumidor? Dias antes, você pode começar a se preparar e verificar na plataforma qual é o preço do produto. Dessa forma, você saberá se ele realmente entrou em promoção na data ou teve um reajuste para cima que depois virou um falso desconto.

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O monitoramento de preços pode ajudar você a saber que descontos são reais. (Imagem: RawPixel/Freepik)

Nesses casos, você pode conferir todos os dias o valor para notar alterações ou então utilizar sites especializados que já oferecem essa ferramenta, como é o caso do Zoom.

Cuidado ao clicar em links suspeitos

Grupos de ofertas ou cupons e mensagens postadas em redes sociais com promoções podem ser uma isca para atrair vítimas. Por isso, redobre a atenção ao acessar esse tipo de página: você pode ser uma vítima em potencial de phishing.

Confira o endereço do site para atestar se ele é mesmo daquela loja e não uma cópia e, se receber contatos de supostos representantes de lojas em serviços como o WhatsApp, desconfie — esse tipo de comunicação não costuma acontecer dessa forma, mas por mecanismos como o email cadastrado.

Evite lojas ou vendedores sem reputação

Promoções tentadoras demais em alguns casos estão vinculadas a sites pouco conhecidos ou perfis recém criados em marketplaces de lojas digitais.

Nesses casos, pode ser que você tenha mesmo encontrado uma pechincha? Até é possível, mas desconfiar é importante e muitos golpes financeiros começam dessa forma. Por isso, leia os comentários sobre o produto e busque a loja em páginas como o Reclame Aqui para confirmar a legitimidade.

Escolha bem o meio de pagamento

A forma de pagamento pode parecer uma etapa simples e que você preenche rapidamente, mas ela também exige cautela. Ao usar um cartão de crédito em uma loja fraudulenta, por exemplo, você corre o risco de entregar os dados financeiros para criminosos.

Já o Pix é um meio instantâneo e às vezes atrelado a descontos, mas justamente por essa velocidade também pode ser "empurrado" por golpistas para uma transferência imediata.

Caso opte pelo uso de um cartão, crie um cartão virtual ou temporário, que seja válido apenas para aquela compra. No caso do Pix, confira os dados do destinatário e, no caso de algum problema, siga as novas orientações de denúncia de fraude.

O que fazer se cair em um golpe?

A alta nas vendas no comércio eletrônico significa também que há um aumento e maior sofisticação nos golpes virtuais e em fraudes que se aproveitam desse momento de empolgação do usuário.

Se mesmo tomando cuidado você acabou virando vítima de um golpe virtual, ainda há algumas ações a serem feitas para minimizar os riscos e danos causados:

  • Utilize o mais rápido possível mecanismos de segurança que previnam o acesso aos seus dados, como comunicar o banco que você colocou dados de cartão de crédito em um site potencialmente inseguro. Isso normalmente resulta no bloqueio do cartão e em uma maior atenção às transações;
  • Tire capturas de tela, anote e documente todas as evidências possíveis do golpe. Esses materiais podem ajudar no pedido de estorno ou até em eventuais ações judiciais;
  • Acione as autoridades e associações competentes, como fazer um boletim de ocorrência e acionar o serviço de proteção ao consumidor (Procon) do seu estado para denunciar empresas irregulares;

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Mais países estudam proibir redes sociais para menores de 16 anos

6 de Março de 2026, 17:00

A Indonésia é mais um país a anunciar a proibição no acesso às redes sociais por jovens de menos de 16 anos de idade. O ministro responsável pela pasta de Comunicações e Assuntos Digitais, Meutya Hafid, confirmou a nova política na última semana.

Segundo a BBC, o ministro citou nominalmente os seguintes serviços como os primeiros a terem a visualização restrita por idade: YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Roblox e Bigo Live, uma plataforma de transmissão em vídeo popular na região.

No comunicado, foram citados argumentos que já foram usados em outras regiões, como os riscos de exposição a conteúdos pornográficos, o bullying em ambientes virtuais, fraudes e o vício em plataformas.

Até agora, não há detalhes sobre quando começa o bloqueio e nem quais serão as medidas técnicas para que isso aconteça. A ideia do ministro é tornar a Indonésia "o primeiro país não-Ocidental a adiar o acesso de crianças a espaços digitais de acordo com a idade.

Reino Unido vai estudar opções

O Reino Unido é outra nação que está considerando uma proibição parecida, embora a abordagem seja diferente. O governo iniciou uma consulta para "explorar medidas que mantenham crianças em segurança na internet".

A ideia proposta é não apenas saber a opinião de especialistas e até pais, mas também realizar testes piloto com adolescentes para "examinar como restrições futuras poderiam funcionar na prática".

De acordo com os resultados, o governo pode determinar algum tipo de restrição por idade, quais seriam as plataformas afetadas e até outras opções de limitação no uso, como uma espécie de "toque de recolher virtual" para certos serviços digitais acessados por menores de idade.

O Brasil deve proibir redes sociais para menores? Confira os argumentos prós e contras.

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Bradesco fora do ar? Serviços do banco estão instáveis nesta quarta-feira (04)

4 de Março de 2026, 18:28

O banco Bradesco está com os serviços instáveis no começo da noite desta quarta-feira (04). De acordo com o site de registros DownDetector, as principais queixas de usuários se concentram no Bradesco Net Empresa e no acesso ao aplicativo bancário.

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Muitos usuários aproveitaram as redes sociais para reclamar da situação. A repercussão sobre o assunto começou a crescer no X (Twitter) por volta das 18h15. 

Confira, a seguir, algumas publicações sobre o assunto:

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Em atualização…

 

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