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Guerra no Irã faz Vale parar plantas em Omã e redirecionar navios de minério

7 de Abril de 2026, 18:00

A Vale antecipou a parada de manutenção das duas plantas de pelotas em Omã para reduzir possíveis impactos da guerra no Irã, segundo uma fonte a par do assunto.

As paradas, previstas para o primeiro semestre, foram adiantadas em algumas semanas, disse a fonte, que pediu anonimato. Ela não detalhou por quanto tempo as unidades ficarão fora de operação.

As operações em Omã têm capacidade de 9 milhões de toneladas por ano — cerca de 29% da produção total da companhia no ano passado.

A mineradora vende para países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos. Mas o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã está travando as entregas, segundo a fonte.

A decisão ajuda a explicar o desvio de navios com minério brasileiro da Vale que tinham como destino o Oriente Médio.

A companhia não pretende revisar o guidance de produção para o ano, com previsão de 30 milhões a 34 milhões de toneladas de pelotas.

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Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Vale Base Metals antecipa plano e quer estar pronta para IPO já em 2026

3 de Março de 2026, 13:11

A Vale Base Metals afirma que pretende deixar sua operação de níquel e cobre pronta para uma eventual oferta pública inicial (IPO) até meados deste ano, antecipando o cronograma mencionado anteriormente — embora a decisão final sobre a listagem continue nas mãos dos controladores.

Segundo o CEO da subsidiária da Vale, Shaun Usmar, o plano é tornar o negócio “IPO-ready” até o meio do ano. Em junho do ano passado, o executivo havia indicado que a meta para preparar a unidade da Vale para uma possível abertura de capital era 2027.

“A ideia é deixar o negócio pronto para um IPO para nossos acionistas, algo que estamos buscando fazer por volta do meio deste ano”, disse Usmar em entrevista à BNN Bloomberg durante conferência do setor em Toronto. “Mas não somos os donos. Nosso papel é apresentar opções.”

A unidade tem como acionistas a Vale, que detém cerca de 90%, e a Manara Minerals, braço de investimentos do fundo soberano saudita, o PIF. A eventual listagem dependerá da estratégia desses controladores e das condições de mercado.

Reestruturação

A divisão de metais básicos tem passado por um processo de reestruturação, com foco na redução de custos, menor intensidade de capital e aceleração de projetos.

No mês passado, a Vale Base Metals acertou a venda da maior parte de sua participação em um projeto de níquel no Canadá, enquanto reforça a estratégia de ampliar a produção de cobre na próxima década.

Leia também: Sem M&A no horizonte, Vale centra foco em projetos próprios para ampliar oferta de cobre

O movimento ocorre em um momento mais favorável para o cobre – metal-chave na transição energética – cujos preços subiram cerca de 36% no último ano, avanço muito superior ao do níquel no mesmo período.

Apesar das declarações sobre preparação para IPO, o tema da abertura de capital da Vale Base Metals já foi mencionado em diferentes momentos nos últimos anos, sem que a operação tenha avançado. A eventual decisão dependerá das condições de mercado e da estratégia dos acionistas da controladora.

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Portuguesa Mota-Engil negocia assumir complexo da Bamin após recusa da Vale

22 de Fevereiro de 2026, 12:24

O grupo português Mota-Engil está em fase avançada de negociação para assumir a mineradora baiana Bamin e um pacote que inclui duas concessões ferroviárias e um porto — ativos que foram, de forma insistente, oferecidos à Vale nos últimos dois anos, mas acabaram rejeitados pela mineradora.

Controlada pelo grupo cazaque Eurasian Resources Group (ERG), a Bamin é responsável pelos projetos de infraestrutura hoje paralisados, que exigem investimentos estimados em cerca de R$ 15 bilhões para serem destravados.

De acordo com apuração do repórter André Borges, da Folha de S.Paulo, a Mota-Engil já conduz a fase de due diligence e, segundo fontes que acompanham a negociação, a probabilidade de fechamento é elevada.

A Fiol 1 está com aproximadamente 75% das obras concluídas, mas permanece parada por falta de recursos. O trecho é considerado estratégico por conectar a mina ao litoral baiano, onde está previsto o Porto Sul – empreendimento privado com orçamento superior a R$ 8 bilhões, ainda sem obras iniciadas.

A Vale analisou a aquisição do complexo entre 2024 e 2025, em conjunto com a Cedro Mineração, do empresário Lucas Kallas, mas optou por não avançar, alegando falta de atratividade econômica do minério da região e priorizando aportes no complexo de Carajás (PA).

Com a saída da mineradora brasileira das negociações, abriu-se espaço para o grupo português, que tem hoje a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC) como maior acionista e potencial financiadora do projeto.

Se confirmada, a operação colocará a Mota-Engil no controle de um corredor logístico desenhado para escoar minério e grãos do interior do país até o litoral, além de posicioná-la como candidata natural ao leilão da Fico-Fiol, previsto para este ano, cujo investimento total pode superar R$ 40 bilhões.

Além do interesse nos ativos da Bahia, a Mota-Engil venceu, em setembro do ano passado, a licitação para construir o túnel Santos-Guarujá, um dos principais projetos de infraestrutura logística de São Paulo, com investimentos estimados em R$ 6,7 bilhões.

Vale e Embraer se aproximam do influente Grupo Adani em nova ofensiva brasileira na Índia

21 de Fevereiro de 2026, 12:54

O grupo indiano Adani, maior operador portuário da Índia e um dos conglomerados mais influentes da Ásia, assinou neste sábado (21) dois memorandos de entendimento com empresas brasileiras – Vale e Embraer – ampliando a presença do Brasil em setores considerados estratégicos para o crescimento indiano.

De um lado, a Vale fechou parceria com a Adani Ports e a estatal indiana NMDC para desenvolver um complexo integrado de minério de ferro no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. De outro, a Embraer assinou memorando para instalar uma linha de montagem final do jato regional E175 no país, em parceria com a Adani Defence & Aerospace.

Os acordos foram firmados durante o Fórum Empresarial Índia–Brasil, em Nova Déli, na visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. A aproximação empresarial ocorre em meio à tentativa de ampliar o fluxo comercial entre os dois países.

O comércio bilateral Brasil–Índia gira hoje em torno de US$ 15 bilhões por ano, e os governos estabeleceram a meta de elevá-lo para US$ 20 bilhões até 2030. Lula afirmou a jornalistas que o volume pode superar essa marca e alcançar US$ 30 bilhões até o fim da década, caso os dois lados acelerem os acordos.

E os acordos com Vale e Embraer colocam o conglomerado liderado por Gautam Adani no centro dos objetivos comerciais entre Brasil e Índia.

Minério

De acordo com a revista exame, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a Índia pode repetir a trajetória de expansão industrial observada na China nos anos 2000, quando o país se tornou o principal destino do minério brasileiro.

No ano passado, a Vale exportou 10 milhões de toneladas de minério de ferro para a Índia. O volume ainda é pequeno diante das vendas à China, mas vem crescendo. Segundo Pimenta, a Índia produz atualmente cerca de 150 milhões de toneladas de aço por ano e pode ultrapassar 300 milhões na próxima década.

Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil
Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil (Prakash Singh/Bloomberg)

O acordo com a Adani prevê a criação de uma estrutura de mistura de minério dentro de uma Zona Econômica Especial (SEZ) no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. A estratégia é misturar minério brasileiro de alto teor com minério local, oferecendo uma solução mais eficiente às siderúrgicas indianas.

O projeto também inclui infraestrutura capaz de receber navios do tipo Valemax – embarcações com capacidade para até 400 mil toneladas, amplamente utilizadas pela Vale. Com isso, a capacidade do porto pode chegar a 75 milhões de toneladas por ano.

Aviões

Na frente aeronáutica, a Embraer assinou um memorando ampliado com a Adani Defence & Aerospace para estruturar a produção do jato regional E175 na Índia, dentro do programa indiano de aeronaves de transporte regional. O anúncio já havia sido feio no mês passado.

A Índia é um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo e deve demandar ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos, segundo estimativas do governo indiano.

O plano é que a montagem ocorra na Índia, com participação da indústria local na cadeia de suprimentos, em linha com a política industrial do governo de Nova Déli, que busca fortalecer a autossuficiência em setores estratégicos.

O Grupo Adani

Fundado por Gautam Adani, o conglomerado se consolidou como o maior operador portuário da Índia e expandiu sua atuação para aeroportos, energia, defesa, cimento, mineração e infraestrutura.

O grupo controla o Aeroporto Internacional de Mumbai, administra diversos portos ao longo da costa indiana e tem planos ambiciosos em energia renovável, com investimentos anunciados de até US$ 70 bilhões no setor.

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