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Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

9 de Março de 2026, 15:59
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot Cowork quer ser seu colega de equipe (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft apresentou o Copilot Cowork, uma IA corporativa capaz de executar tarefas de forma autônoma.

  • A ferramenta analisa dados do Microsoft 365 para organizar agendas, preparar reuniões e gerar relatórios.

  • O recurso está em testes no programa Research Preview e deve chegar primeiro a clientes do programa Frontier.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (09/03) o Copilot Cowork, uma versão autônoma da sua inteligência artificial voltada para o mundo corporativo. O lançamento marca a transição dos chats interativos para a delegação real de tarefas, uma jogada que tenta consolidar a posição da gigante de Redmond diante do avanço rápido de concorrentes como ChatGPT e Gemini.

Desenvolvida em colaboração com a Anthropic, dona da IA Claude, a ferramenta lê o ecossistema de trabalho do usuário para resolver demandas sozinha, sem precisar de comandos ou monitoramento contínuo humano.

Como o Copilot Cowork funciona?

Na prática, o Cowork atua como um colega de equipe: você delega o que precisa e a IA se vira para executar. A solicitação vira um plano de ação rodando em segundo plano. O bot só entra em contato caso precise de aprovação ou para esclarecer dúvidas, liberando o profissional para focar em outras atividades.

No comunicado, o presidente de aplicativos e agentes de negócios da Microsoft, Charles Lamanna, indicou que o sistema pretende ser uma mudança de paradigma. Como exemplo, ele citou sua própria rotina: a IA analisou sua agenda e histórico de e-mails dos próximos três meses, identificou reuniões dispensáveis e gerou um gráfico de recomendações.

Após a aprovação do executivo, o Cowork recusou os convites indesejados automaticamente. O processo de 40 minutos, segundo Lamanna, poupou horas de trabalho manual da equipe.

Usuário delega a demanda e a IA exibe o progresso em tempo real (imagem: reprodução/Microsoft)

Para garantir esse nível de precisão, a Microsoft desenvolveu o que chama de Work IQ, uma tecnologia que cruza dados do Outlook, Teams, Excel e outras aplicações do Microsoft 365. Segundo a companhia, a ferramenta atua principalmente nos seguintes fluxos:

  • Gestão de agenda: o agente analisa prioridades, identifica conflitos e sugere o cancelamento de compromissos de baixa importância.
  • Preparação de reuniões: o sistema puxa o histórico de e-mails para montar documentos de briefing e apresentações de slides para clientes.
  • Pesquisas complexas: a IA consegue compilar relatórios, juntar notícias e entregar tudo mastigado em planilhas do Excel organizadas.
  • Planos de lançamento: a ferramenta elabora comparações diretas com a concorrência, sintetiza propostas e define responsáveis para projetos.
IA autônoma da Microsoft promete analisar relatórios e montar apresentações (imagem: reprodução/Microsoft)

Já está disponível?

O Copilot Cowork encontra-se atualmente em fase de testes restritos no programa Research Preview. A expansão do acesso está prevista para o final deste mês, sendo liberada primeiramente aos clientes corporativos inscritos no programa Frontier da Microsoft.

Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI busca novo executivo para prevenir riscos da IA à saúde mental

29 de Dezembro de 2025, 16:43
Arte com visual moderno e tecnológico. No centro-esquerdo, está o logotipo da OpenAI com seu símbolo ao lado do texto "OpenAI" em branco. À direita, há uma representação estilizada de um cérebro humano em tons de roxo e verde, com aparência translúcida e linhas que remetem a malhas tridimensionais, sugerindo uma interface entre biologia e tecnologia. O design remete à intersecção entre inteligência artificial, neurociência e inovação digital. No canto inferior direito, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI procura profissional para melhorar antecipação de riscos da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI busca um novo executivo para liderar a prevenção de riscos da IA à saúde mental.
  • Em 2025, a companhia de Sam Altman foi processada sob alegação do ChatGPT ter incentivado um suicídio.
  • O cargo oferece remuneração de US$ 555 mil anuais (R$ 3 milhões) e exige vigilância para evitar danos aos consumidores.

A OpenAI está intensificando os esforços para combater os impactos da interação com IA. Para isso, a empresa iniciou a busca por um novo Head de Preparação: quem assumir o cargo ficará responsável por antecipar e neutralizar ameaças que vão além da segurança cibernética.

O movimento ocorre após o CEO da companhia, Sam Altman, reconhecer publicamente que o ano de 2025 foi uma “prévia” dos desafios reais que modelos de linguagem podem impor à saúde mental humana. O novo executivo deve liderar o Preparedness Framework, a metodologia da OpenAI para rastrear riscos catastróficos antes do lançamento de novos modelos.

Dessa forma, a contratação, com remuneração na casa dos US$ 555 mil anuais (cerca de R$ 3 milhões, em conversão direta), visa criar barreiras de proteção que impeçam o uso indevido da tecnologia — como em casos de incentivo a comportamentos suicidas — sem comprometer a funcionalidade do produto.

We are hiring a Head of Preparedness. This is a critical role at an important time; models are improving quickly and are now capable of many great things, but they are also starting to present some real challenges. The potential impact of models on mental health was something we…

— Sam Altman (@sama) December 27, 2025

Líder deve prever riscos da IA

No anúncio da nova posição, o executivo classifica o cargo como um “trabalho estressante” e destaca que a interação cada vez mais realista com máquinas exige vigilância redobrada para evitar danos severos aos consumidores.

A liderança da segurança da OpenAI tem sido um cargo de alta rotatividade, aponta o portal Engadget. A equipe de preparação passou por diversas mudanças nos últimos dois anos, o que demonstra certa dificuldade de alinhar a velocidade do desenvolvimento da tecnologia com exigências de segurança.

O antigo chefe da divisão, Aleksander Madry, foi realocado para outra função em julho de 2024. Seus sucessores, Joaquin Quinonero Candela e Lilian Weng, também deixaram o comando da área pouco tempo depois — Weng saiu da empresa, e Candela migrou para o setor de recrutamento em julho de 2025.

Impacto da IA na vida real

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI foi alvo de processos por comportamento do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A busca pelo profissional ocorre em momento de ajuste na filosofia da OpenAI. Desde outubro, a empresa tenta recalibrar a personalidade do ChatGPT para atender a duas demandas que parecem entrar em conflito: a necessidade de segurança e o desejo de parte da comunidade por uma IA mais natural e “humana”.

Em interações anteriores nas redes sociais, Altman concordou com críticas de usuários sobre o GPT-5, que à época era o lançamento mais recente, ter se tornado burocrático demais devido aos filtros de segurança. A empresa tenta afastar o comportamento bajulador da IA, permitindo que ela trate o usuário como um adulto — e sirva até para conversas eróticas —, mas mantendo travas para situações de risco.

Um dos maiores riscos, vale lembrar, é o do uso da plataforma para conversas pessoais e desabafos entre pessoas com transtornos psicológicos e a IA. Desde agosto, a companhia enfrenta processos nos Estados Unidos pelo ChatGPT ter incentivado um caso de suicídio no país.

OpenAI busca novo executivo para prevenir riscos da IA à saúde mental

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cade decide: Vivo e Tim podem expandir acordo sobre rede de telefonia

22 de Outubro de 2025, 19:47
Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)
Cade exige que empresas sigam determinadas obrigações (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Cade aprovou a expansão do acordo entre Vivo e Tim para o compartilhamento de redes 2G, 3G e 4G, com a condição de um Acordo de Controle de Concentrações (ACC) para mitigar riscos à concorrência.
  • O acordo impõe limitações no escopo geográfico e obrigações de transparência, incluindo a publicação de municípios envolvidos e a manutenção dos padrões de cobertura e qualidade.
  • A decisão enfrentou oposição de concorrentes, que alegaram riscos de concentração de mercado e acesso a informações sensíveis.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a expansão do acordo da Vivo (Telefônica) e da Tim para o compartilhamento de redes de telefonia móvel, o chamado RAN sharing. A decisão, tomada nesta quarta-feira (22/10), permite aprofundar a cooperação entre as empresas nas tecnologias 2G, 3G e 4G.

A operação consiste em aditivos a contratos que as duas operadoras já mantinham desde 2019. O objetivo do novo acordo é ampliar o escopo geográfico do compartilhamento, corrigindo incompatibilidades técnicas da implementação original e incluindo novos municípios.

A análise contou com forte oposição de associações empresariais. Segundo o relatório, a Associação Neo, que foi aceita pelo Cade como “terceira interessada” no caso, argumentou que a ampliação desincentiva a inovação e forma um “clube” que pode fechar o mercado para as pequenas prestadoras.

Já a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), que teve seu pedido de habilitação negado por questões processuais, seguiu linha parecida. Ela alertou para o “fortalecimento do tripólio TIM, Telefônica e Claro” e afirmou que o acordo promove “risco de acesso a informações concorrencialmente sensíveis em razão da arquitetura intrusiva do acordo”.

Por fim, o Cade condicionou o negócio à assinatura de um Acordo de Controle de Concentrações (ACC), que serve para mitigar riscos à concorrência.

Quais foram as condições?

Celular com logo da Vivo
Vivo e Tim agora podem expandir compartilhamento de infraestrutura de rede (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Durante a análise, a superintendência do Cade identificou que a proposta original era muito abrangente e carecia de detalhes, o que poderia gerar “preocupações concorrenciais”. Após negociações conduzidas pelo conselheiro-relator Diogo Thomson, as empresas aceitaram as condições do ACC.

O acordo negociado impõe duas obrigações principais. A primeira é uma redução direta no escopo geográfico da operação, limitando o número de municípios que farão parte da expansão.

Além disso, o Cade impôs uma série de obrigações de transparência. As operadoras terão de:

  • Publicar a lista completa de municípios envolvidos no compartilhamento
  • Garantir a manutenção dos padrões atuais de cobertura e qualidade de serviço, proibindo qualquer piora
  • Submeter-se ao monitoramento contínuo pelo Cade, que poderá solicitar auxílio técnico da Anatel

Em seu voto, Thomson destacou que a complexidade da operação exigiu uma atuação coordenada com a Anatel. Segundo ele, a solução encontrada foi “proporcional e tecnicamente ancorada”.

“Com esse arranjo, adota-se uma solução […]: aprova-se o que é pró-competitivo, restringe-se o que é nocivo e condiciona-se a execução ao cumprimento de garantias objetivas e controles comportamentais sólidos”, afirmou Thomson. A decisão do tribunal foi unânime.

Vivo possui acordo com duas concorrentes

Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O RAN sharing é uma estratégia comum entre as operadoras para otimizar os custos, mas é sempre acompanhada de perto pelos órgãos reguladores. A própria Vivo já possui um acordo de compartilhamento de rede com a Claro, aprovado pelo Cade em 2021.

Ao mesmo tempo, a estratégia é criticada por operadoras menores — vale lembrar que Tim, Vivo e Claro dominam 95% do mercado no Brasil, segundo a Anatel. À época da aprovação do acordo entre Vivo e Claro, a Algar chegou a recorrer, alegando que negócios do tipo aumentam o risco de concentração de poder entre as gigantes do setor.

Cade decide: Vivo e Tim podem expandir acordo sobre rede de telefonia

Vivo tem promoções na Black Friday em planos móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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