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Fim do Will Bank: FGC deve pagar R$ 6,3 bilhões a clientes, mas há condições

22 de Janeiro de 2026, 11:56
Ilustração de banco digital will bank
Will Bank foi liquidado pelo Banco Central (imagem: divulgação/Will Bank)
Resumo
  • FGC estima restituir R$ 6,3 bilhões a clientes do Will Bank, mas há condições para o ressarcimento;
  • Clientes devem usar o aplicativo do FGC para solicitar o pagamento, que é limitado a R$ 250 mil por CPF/CNPJ;
  • FGC cobre contas correntes, poupanças, CDBs, LCIs e LCAs, mas não cobre ações, debêntures, criptomoedas, COEs e previdência privada.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima que aproximadamente R$ 6,3 bilhões serão restituídos a clientes do Will Bank. Os pagamentos serão efetuados após a execução de uma série de procedimentos, mas há condições para isso. Existe a possibilidade, por exemplo, de clientes que também tinham conta no Banco Master não terem direito ao ressarcimento.

O Will Bank foi liquidado pelo Banco Central na quarta-feira (21/01). A instituição operava como um banco digital ligado ao Banco Master que, por sua vez, foi liquidado em novembro de 2025 devido a uma série de irregularidades.

Com a liquidação, o Will Bank deixou de operar, razão pela qual os clientes da instituição não conseguem mais movimentar suas contas ou usar cartões de crédito, por exemplo.

Quem tinha valores investidos no Will Bank pode reaver essas somas por meio da cobertura do FGC que, como já informado, estima que as restituições alcançarão R$ 6,3 bilhões. Porém, o montante exato ainda não foi determinado. A estimativa atual tem como base dados de um censo entregue pelo Will Bank em novembro de 2025.

Como vai funcionar o ressarcimento do FGC para clientes do Will Bank?

Os clientes do Will Bank precisarão baixar o aplicativo do FGC. No app, será preciso fazer um cadastro. Se não houver nenhum problema com esse procedimento, cada cliente verá o valor que tem a receber e, se estiver de acordo com ele, assinará digitalmente um termo de solicitação de pagamento.

Após o recebimento da assinatura, o FGC efetuará o ressarcimento em até 48 horas úteis na conta informada no momento do cadastro.

Porém, a fase de pagamento não começará imediatamente. O FGC precisa aguardar o liquidante (indicado pelo Banco Central) enviar à entidade a lista de clientes a serem beneficiados, bem como os valores que cada um tem a receber. Não há prazo definido para esse trabalho ser concluído.

Cartão do Will Bank
Cartão do Will Bank, já descontinuado (imagem: Facebook/Will Bank)

Além disso, é necessário levar em conta que há condições para o ressarcimento. Para começar, o FGC ressarce até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Quantias que passarem desse limite entram para os valores a serem recebidos pela massa falida.

Também é necessário levar em conta que, como o Banco Master e o Will Bank fazem parte do mesmo conglomerado, o FGC considera, para o limite de R$ 250 mil, que ambas formam uma única organização. Isso significa que não há um limite separado para cada um desses bancos.

Assim, o cliente que recebeu ou receberá uma restituição do Banco Master no valor de R$ 250 mil não terá direito ao pagamento do Will Bank. Se a pessoa recebeu ou receberá do Banco Master um valor inferior a R$ 250 mil, somente terá direito a um montante do Will Bank equivalente ao que sobrar do limite.

Por fim, convém destacar que o FGC cobre valores existentes em serviços ou produtos como conta corrente, conta poupança, CDB, LCI e LCA. Investimentos como ações, debêntures, criptomoedas, COEs e previdência privada não são cobertos.

Como recuperar o dinheiro no Will Bank?

Se você era cliente do Wil Bank e tem valores a receber da instituição, deve seguir estes passos:

  1. baixe e instale o aplicativo do FGC, disponível para Android e iOS;
  2. vá em “Não tenho cadastro” na tela inicial do app para fazer a sua inscrição, ou toque em “Entrar” se você já tiver uma conta;
  3. complete o seu cadastro, informando, inclusive, uma conta para receber a restituição;
  4. confira os valores a receber informados e, se estiver tudo certo, faça a sua assinatura digital para solicitar a restituição;
  5. em até 48 horas úteis, o montante será depositado na conta informada.

Esse passo a passo terá validade quando o FGC iniciar os pagamentos a clientes do Will Bank. Ainda não há prazo definido para isso, mas é possível que o processo comece ainda neste trimestre.

Fim do Will Bank: FGC deve pagar R$ 6,3 bilhões a clientes, mas há condições

Cartão do Will Bank, já descontinuado (imagem: Facebook/Will Bank)

Will Bank deixa de operar após ser liquidado pelo Banco Central

21 de Janeiro de 2026, 11:58
Ilustração de banco digital will bank
Aplicativo do Will Bank (imagem: divulgação/Will bank)
Resumo
  • Banco Central liquidou extrajudicialmente o Will Bank, antes controlado pelo Banco Master, devido a irregularidades e insolvência;
  • Will Bank estava em Regime Especial de Administração Temporária pelo Banco Central desde novembro de 2025, quando o Banco Master foi liquidado;
  • Cabe ao Fundo Garantidor de Créditos devolver valores a clientes, no limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

O Banco Central (BC) determinou, nesta quarta-feira (21/01), a liquidação extrajudicial do Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, que se posicionava como um banco digital e era conhecido como Will Bank. A instituição era controlada pelo Banco Master, também liquidado pelo BC devido a uma série de irregularidades.

As operações do Will Bank estavam em Regime Especial de Administração Temporária (Raet) desde novembro de 2025, quando o Banco Master foi liquidado.

Nessas circunstâncias, a instituição passa a ser controlada temporariamente pelo BC para que haja tempo de uma solução ser encontrada com o intuito de evitar o fechamento do negócio, o que causaria transtornos para clientes e para o próprio sistema financeiro do Brasil.

Uma das possíveis soluções seria a de o banco digital ser adquirido por outras instituições ou investidores, o que não se confirmou. Diante disso e do fato de o Will Bank não ter conseguido honrar pagamentos recentes com a Mastercard, o Banco Central entendeu que a instituição não tem mais condições de operar:

Tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial.

Banco Central do Brasil

O que acontece agora com o Will Bank?

Com a liquidação imposta pelo BC, o Will Bank não pode mais manter as suas operações. De certo modo, esse processo começou na terça-feira (20/01), pois, diante da falta de pagamentos, a Mastercard suspendeu as transações com os cartões do Will Bank emitidos com a sua bandeira.

A página inicial do site do Will Bank já exibe um documento, em PDF, que informa sobre a sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

Site do Will Bank com aviso de liquidação pelo Banco Central
Site do Will Bank com aviso de liquidação pelo Banco Central (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora, o BC deve conduzir procedimentos para levantamento de bens, carteiras de crédito, credores e afins, de modo a concluir a liquidação com os devidos ressarcimentos ou pagamentos necessários, dentro do possível.

Com relação aos clientes do Will Bank, caberá ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) devolver eventuais valores aplicados na instituição, dentro do limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.

Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição objeto da liquidação decretada.

Banco Central do Brasil

O Tecnoblog entrou em contato com o Will Bank pedindo um posicionamento sobre a liquidação, mas a instituição informou que não irá se pronunciar sobre o assunto.

Will Bank deixa de operar após ser liquidado pelo Banco Central

Site do Will Bank com aviso de liquidação pelo Banco Central (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Golpistas usam app falso do FGC para roubar dados e minerar criptomoedas

13 de Janeiro de 2026, 18:02
Sede do Banco Master em São Paulo
Liquidação do Banco Master fez procura por FGC disparar (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Resumo
  • Criminosos usam app falso do FGC para roubar dados e minerar criptomoedas, aproveitando a liquidação do Banco Master.
  • O trojan BeatBanker, identificado pela Kaspersky, rouba credenciais bancárias e usa o smartphone para minerar Monero.
  • A Kaspersky recomenda verificar canais oficiais, evitar apps de fontes desconhecidas e usar apps de segurança.

Um novo golpe tem como objetivo invadir celulares de pessoas que aguardam pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A ação usa um aplicativo falso para Android que supostamente serviria para acompanhar o processo, mas na verdade permite controle remoto do dispositivo para roubar dados e minerar criptomoedas.

Ilustração de cadeado vermelho, representando segurança
Trojan também já foi usado em golpe direcionado a aposentados e pensionistas do INSS (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A campanha foi identificada pela empresa de cibersegurança Kaspersky. Segundo os pesquisadores, o ataque usa o trojan bancário BeatBanker, desenvolvido por criminosos brasileiros. Ele já foi usado em golpes com apps falsos do INSS.

Captura de tela de uma loja de aplicativos exibindo o app "RESSARCIMENTO". O layout simula a Google Play Store, com botão verde "instalar" e avaliação de 5 estrelas. Abaixo, três banners explicativos: o primeiro diz "Acompanhe seu Ressarcimento em Tempo Real"; o segundo, "Não Perca Nenhuma Atualização"; e o terceiro mostra um celular com o texto "Valor Aprovado: R$ 1.250,00". No rodapé, a seção "Sobre Nosso Trabalho" descreve o serviço como ágil e seguro. Logos e nomes específicos estão borrados.
App simula ferramenta para consultar reembolso do FGC (imagem: reprodução/Kaspersky)

Nos dois casos, os golpistas se aproveitaram de acontecimentos de grande repercussão. A liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC) forçou quem tinha investido em títulos a procurar o FGC para receber os valores aplicados. O app oficial do fundo chegou ao topo das listas da App Store do iPhone logo após a medida, em novembro de 2025.

Antes disso, aposentados e pensionistas do INSS foram vítimas de cobranças indevidas, que passaram a ser reembolsadas em maio de 2025, tendo o app Meu INSS como um dos canais para a solicitação.

O que o trojan BeatBanker faz?

Segundo a Kaspersky, o malware tem capacidade de roubar credenciais, como informações de login, senhas e dados financeiros de apps bancários, além de outras informações sensíveis.

O BeatBanker também se aproveita do acesso para usar o processamento do smartphone para minerar a criptomoeda Monero, comprometendo o desempenho e a duração da bateria do celular.

Além disso, o trojan tem capacidade para controle remoto avançado, podendo ser usado para acessar dados pessoais, fazer transações ou instalar outros programas maliciosos. Para se manter funcionando, ele toca em loop um som quase inaudível, simulando uma ação legítima, de forma a impedir que o Android encerre o processo.

Como se proteger?

A Kaspersky sugere algumas medidas para diminuir o risco de se tornar vítima do esquema:

  • Desconfie de promessas de agilizar ou simplificar processos.
  • Verifique sempre os canais oficiais.
  • Nunca instale apps de fontes desconhecidas.
  • Utilize apps de proteção e segurança.

Golpistas usam app falso do FGC para roubar dados e minerar criptomoedas

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

App simula ferramenta para consultar reembolso do FGC (imagem: reprodução/Kaspersky)

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork

24 de Novembro de 2025, 14:58
Capa dos jogos Zork
Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou códigos-fonte dos jogos Zork, Zork II e Zork III sob licença MIT;
  • Franquia Zork, desenvolvida pela Infocom em 1979, foi assumida pela Microsoft em 2022 após a compra da Activision;
  • Códigos-fonte estão disponíveis no GitHub; é necessário usar ferramentas como o ZILF para compilar e executar os jogos.

De tempos em tempos, a Microsoft libera o código-fonte de algum software clássico. A mais recente decisão do tipo envolve o jogo Zork, bem como as suas sequências: os títulos Zork II e Zork III. Agora, todos estão disponíveis sob uma licença aberta MIT.

Os três games foram lançados entre 1979 e 1982, e seguem uma dinâmica de aventura em texto. Ou seja, em vez de gráficos e joysticks, o jogador deve usar o teclado para responder à narrativa textual e tomar decisões para resolver os desafios apresentados.

A franquia Zork é justamente uma das mais lembradas quando o assunto é jogo de aventura em texto. Não por acaso, a Microsoft fez a seguinte descrição sobre a série:

Quando foi lançado, Zork não pedia apenas aos jogadores que vencessem; pedia que imaginassem. Não havia gráficos, joystick ou trilha sonora, apenas palavras na tela e a curiosidade do jogador.

Mesmo assim, essas palavras construíam mundos mais vívidos do que a maioria dos jogos da época. O que tornou isso possível não foi apenas um roteiro inteligente, mas também uma engenharia inteligente.

Tela do jogo Zork I
Tela do jogo Zork I (imagem: reprodução/Microsoft)

Zork não era da Microsoft até recentemente

Zork foi desenvolvido por uma pequena empresa chamada Infocom, em 1979. Na época, Bill Gates tornou-se um grande fã da franquia, razão pela qual a Microsoft tentou adquirir o jogo naquele mesmo ano.

Não houve acordo, pois a Microsoft já distribuía uma versão do jogo Colossal Cave Adventure (sob o nome Microsoft Adventure), que serviu de inspiração justamente para o desenvolvimento de Zork.

A Infocom acabou sendo adquirida pela Activision em 1986. Você deve se lembrar que a Activision foi adquirida pela Microsoft em 2022. Foi assim que a franquia foi parar nas mãos desta última e, agora, tem os seus três primeiros títulos disponibilizados sob uma licença MIT.

Porém, a Microsoft alerta que a decisão envolve somente os códigos-fonte. Embalagens comerciais, materiais de marketing e marcas registradas não fazem parte do pacote.

Os três títulos e seus respectivos códigos podem ser baixados a partir do GitHub:

Para quem pretende experimentar os jogos, é necessário recorrer a ferramentas como o ZILF para compilá-los e executá-los.

Esta não é a única liberação de código recente da turma de Redmond. Em setembro deste ano, a Microsoft abriu o código-fonte do Basic para o clássico chip 6502.

Com informações de Ars Technica e Input

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork (imagem: reprodução/Microsoft)

Tela do jogo Zork I (imagem: reprodução/Microsoft)
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