Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.
A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.
Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.
Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.
É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.
Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.
Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.
Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.
Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?
De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.
Duolingo terá cursos mais longos (imagem: divulgação)Resumo
O Duolingo disponibiliza cursos de nível B2 no plano gratuito, incluindo inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, português, japonês, coreano e chinês (mandarim).
O nível B2 é o quarto de 6 níveis do CEFR e classifica o aluno como “usuário independente”, capaz de interagir, compreender textos complexos e expressar pontos de vista.
Os cursos incluem aulas para compreender notícias, filmes e piadas, com formatos como DuoRadio, explicações de respostas e miniunidades.
O Duolingo anunciou que os cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, português, japonês, coreano e chinês (mandarim) agora chegam à pontuação 129 no app, equivalente ao fim do nível B2 na escala CEFR.
O nível B2 é o quarto de um total de seis do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR, na sigla em inglês). Ao atingi-lo, o aluno é considerado um “usuário independente da língua”, capaz de interagir, compreender textos complexos e expressar pontos de vista em vários assuntos.
“Há um motivo pelo qual insistimos em disponibilizar conteúdo de nível B2 para nossos cursos mais populares: em geral, esse é o nível de proficiência que permite conseguir um emprego”, explica a empresa em seu blog.
Quais são as novidades nos cursos?
Espanhol, francês e coreano são alguns dos cursos que receberam mais conteúdo (imagem: divulgação)
De acordo com a plataforma, os programas agora incluem aulas para compreender notícias, filmes e piadas. Formatos apresentados nos últimos anos também farão parte dos cursos, como episódios da DuoRadio (um podcast fictício), explicações de respostas e miniunidades.
Um ponto importante é que a extensão será oferecida para falantes de quase todos os outros idiomas presentes na plataforma, que quase sempre não encontram opções em cursos online sem ser inglês. Como exemplifica o Duolingo, isso pode ajudar um ucraniano aprendendo alemão, um espanhol estudando japonês ou um chinês procurando trabalho na França.
CVE ajuda na catalogação de falhas e serve para facilitar comunicação entre profissionais do setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O NIST anunciou redução de análises de vulnerabilidades do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE), com “enriquecimento” apenas para CVEs que atendam critérios específicos.
O órgão fará análises detalhadas quando a CVE estiver no catálogo KEV da CISA, afetar softwares usados pelo governo federal dos EUA e estiver relacionada a softwares críticos.
Segundo o instituto, houve um aumento de 263% nas descobertas entre 2020 e 2025, o que gerou sobrecarga nos trabalhos.
O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) anunciou que limitará as análises que atualmente executa em vulnerabilidades de cibersegurança. Esse trabalho faz parte do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE).
Com a nova política, nem todas as vulnerabilidades listadas no CVE receberão o que a agência chama de “enriquecimento”, isto é, uma análise detalhada, que inclui notas de gravidade para as brechas encontradas.
O que vai mudar?
NIST adicionava informações detalhadas a CVEs (foto: R. Wilson/NIST)
De acordo com um comunicado publicado na quarta-feira (15/04), o NIST só fará análises detalhadas de vulnerabilidades que atendam a certos critérios, como:
inclusão no catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas (KEV) da Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA)
presença em softwares usados pelo governo federal dos EUA
presença em softwares críticos
Além disso, o NIST continuará a listar todas as vulnerabilidades descobertas em sua Base Nacional de Dados de Vulnerabilidades (NVD).
Por que o NIST vai mudar sua política?
Como explica o site Cybersecurity Dive, ferramentas de inteligência artificial para detectar vulnerabilidades criaram uma onda gigante de descoberta de falhas — de acordo com o NIST, foi um crescimento de 263% entre 2020 e 2025. Com isso, instituições que mantêm bases de dados desse tipo passaram a ficar sobrecarregadas.
Foi o que aconteceu com o NIST. O órgão não vem conseguindo acompanhar o volume de vulnerabilidades nos últimos anos, levando-o a repensar sua abordagem.
“Isso nos permitirá focar nas CVEs com maior potencial para impacto generalizado”, explica o instituto. “Embora CVEs que não atendam a esses critérios tenham um impacto significativo nos sistemas afetados, elas geralmente não apresentam o mesmo nível de risco sistêmico do que as que estão nas categorias priorizadas.”
O que é o CVE?
CVE é a sigla para Common Vulnerabilities and Exposures, ou “vulnerabilidades e exposições comuns”, em tradução livre. Trata-se de uma base de dados de falhas de cibersegurança identificadas.
Geralmente, quando escrevemos sobre vulnerabilidades, listamos um código composto por CVE, o ano e mais alguns dígitos. Esse é um identificador daquele problema específico, e serve para evitar confusões entre profissionais do setor.
Esse não é o primeiro abalo na base de dados CVE nos últimos anos. Em abril de 2025, o projeto quase ficou sem verbas diante da demora da CISA em renovar o contrato com a organização sem fins lucrativos Mitre, que administra a base de dados.
Decisão da FCC restringe venda de roteadores estrangeiros nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
FCC proibiu a venda e importação de roteadores estrangeiros nos EUA, citando riscos à segurança nacional.
Medida deve afetar a oferta de equipamentos, pois a maioria dos roteadores usados nos EUA é produzida no exterior.
A regra considera “produto estrangeiro” qualquer dispositivo com etapas de produção fora dos EUA, impactando a disponibilidade dos dispositivos.
Uma nova decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) deve mudar o cenário do mercado de internet doméstica nos Estados Unidos. A agência, equivalente à Anatel no Brasil, determinou a proibição da venda e importação de roteadores fabricados fora do país, alegando riscos à segurança nacional.
A medida tem amplo alcance, já que a maioria dos equipamentos utilizados por consumidores americanos é produzida no exterior. Além disso, a regra pode ter reflexos indiretos para brasileiros que costumam viajar aos EUA e trazer roteadores na volta, já que a disponibilidade de modelos no país tende a ser reduzida.
Por que os roteadores foram alvo da restrição?
A decisão segue uma linha semelhante a ações recentes do governo americano envolvendo dispositivos eletrônicos. No ano passado, drones estrangeiros também passaram por restrições após serem classificados como potenciais ferramentas de vigilância.
Segundo o órgão regulador, roteadores produzidos fora dos Estados Unidos representam vulnerabilidades relevantes. A agência afirma que esses dispositivos “representam riscos inaceitáveis para a segurança nacional dos Estados Unidos ou para a segurança e proteção de cidadãos americanos”.
A justificativa inclui dois pontos principais: o risco de falhas na cadeia de suprimentos e possíveis brechas de cibersegurança. As autoridades avaliam que esses dispositivos poderiam ser explorados para comprometer infraestruturas críticas ou causar danos diretos a usuários.
O alerta ganhou força após a descoberta de ataques recentes envolvendo milhares de roteadores comprometidos por botnets. Modelos de marcas conhecidas, como Asus, Cisco, D-Link e Linksys, foram citados entre os alvos.
O que muda para consumidores e mercado?
A regra é abrangente porque considera como “produto estrangeiro” qualquer dispositivo que tenha etapas relevantes de produção fora dos EUA, incluindo fabricação, montagem, design ou desenvolvimento. Isso amplia significativamente o número de equipamentos afetados.
Na prática, empresas até podem tentar provar que seus produtos são seguros para obter exceções. Ainda assim, a tendência é que esse processo seja difícil de viabilizar no curto prazo.
Apesar da proibição, o uso de roteadores já adquiridos continua permitido. Ou seja, consumidores nos EUA não precisarão substituir imediatamente seus aparelhos atuais.
O impacto mais imediato deve ocorrer na oferta de novos dispositivos. Como a produção local ainda não atende à demanda, provedores de internet podem enfrentar dificuldades para fornecer equipamentos a novos clientes. Isso pode gerar atrasos ou limitar opções para quem pretende contratar ou trocar de serviço.
Tecnologia é focada exclusivamente em contratos e material jurídico (imagem: reprodução)Resumo
DocuSign lançou uma ferramenta de IA chamada Iris, treinada para resumir contratos jurídicos complexos.
A IA Iris gera resumos, explica cláusulas e responde perguntas sobre contratos em inglês.
A ferramenta está disponível nos EUA, Reino Unido e Austrália, e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
A leitura de contratos longos, cheios de termos técnicos e cláusulas pouco intuitivas ainda é um obstáculo para grande parte das pessoas. De olho nessa questão, a DocuSign anunciou um novo recurso de inteligência artificial voltado a traduzir documentos jurídicos complexos para uma linguagem mais acessível, ajudando usuários comuns a entenderem melhor o que estão prestes a assinar.
Já existem no mercado alguns serviços de IA que explicam contratos, mas esses serviços utilizam modelos de linguagem genéricos. Em vez de recorrer a eles, a DocuSign afirma ter desenvolvido um novo modelo, chamado Iris, treinado especificamente em terminologia contratual.
Como funciona a IA da DocuSign?
Our new eSignature AI features do the busywork for you: Place ALL signature + info fields with just one click Verify recipient details like email and phone number before you hit send Give signers a easy-to-understand summary and a Q&A experience with every agreement pic.twitter.com/N7ioGOyyU0
Segundo a empresa, a ferramenta faz parte da plataforma Intelligent Agreement Management e utiliza o motor de IA chamado Iris. Ela é capaz de gerar resumos claros em inglês, explicar cláusulas relevantes e responder a perguntas diretas do usuário sobre o conteúdo do documento, em um formato mais conversacional.
Além de simplificar a leitura, o sistema também identifica automaticamente o tipo de contrato, confere dados dos destinatários e posiciona campos de assinatura e preenchimento de forma automática. A ideia é reduzir tanto o tempo gasto na preparação do documento quanto o esforço necessário para compreendê-lo antes da assinatura.
Na prática, o usuário pode perguntar, por exemplo, o que acontece em caso de cancelamento ou até quando a garantia de um produto é válida, sem precisar percorrer dezenas de páginas em busca dessas informações. A IA busca essas respostas diretamente no texto do contrato e as apresenta de forma resumida.
Novo recurso de IA é voltado para documentos jurídicos complexos (imagem: divulgação)
Sem previsão no Brasil
Uma pesquisa recente da empresa OnePulse, citada pela DocuSign, traz uma amostragem de quase 75% de norte-americanos que se sentiriam mais seguros ao assinar um contrato com algum resumo em linguagem simples gerado por IA. O dado dialoga com a estratégia de lançamento: a nova ferramenta chega inicialmente aos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.
A DocuSign é amplamente usada no Brasil para assinaturas eletrônicas, mas, por aqui, ainda não há previsão de chegada do recurso. Por enquanto, o acesso ficará restrito aos três mercados citados.
Apesar do potencial, a tecnologia tem limitações. Como observa o TechSpot, ferramentas de IA ainda podem cometer erros e gerar interpretações equivocadas, o que torna arriscado tratar resumos automáticos como leitura definitiva. Em contratos de maior impacto — envolvendo patrimônio, trabalho ou saúde — a orientação de um advogado continua sendo a recomendação mais segura.
Tela azul falsa do Windows (imagem: reprodução/Securonix)Resumo
Campanha maliciosa PHALT#BLYX usa falsas telas de erro do Windows para enganar usuário;
Ataque induz usuário a executar comandos no PowerShell que instalam malware no PC;
Estratégia foca no “pânico” do usuário para burlar mecanismos de segurança.
A “Tela Azul da Morte” (BSOD, na sigla em inglês) recebe esse apelido carinhoso devido ao susto que causa nos usuários que se deparam com ela. É por isso que hackers aparentemente ligados à Rússia estão usando uma tela azul falsa para espalhar um malware que dá acesso remoto ao computador.
É o que revela a empresa de segurança digital Securonix. Os analistas da companhia afirmam que a operação envolve um método de engenharia social chamado ClickFix, que consiste em exibir alertas ou mensagens de erro falsas para convencer o usuário a clicar em um link ou botão.
No ataque em questão, chamado de PHALT#BLYX, funcionários de hotéis recebem um e-mail que se passa por uma notificação da plataforma Booking.com alertando sobre uma cobrança com valor alto. A mensagem é fraudulenta.
E-mail falso em nome do Booking.com (imagem: reprodução/Securonix)
Quando a pessoa clica no link para obter detalhes sobre o problema, é direcionada a uma falsa página do Booking.com que, logo após ser acessada, abre uma falsa tela azul do Windows que ocupa todo o visor.
O objetivo da ação é fazer a pessoa se desesperar com a falsa tela azul e executar um procedimento para corrigir a falha que é sugerido logo após o falso erro ser mostrado. O tal procedimento consiste, na verdade, na execução de um código malicioso via PowerShell que burla as proteções do sistema operacional e baixa arquivos maliciosos em segundo plano.
Malware dá acesso remoto ao computador
O código é executado com o auxílio de um componente legítimo do Windows, o MSBuild.exe, de modo a dificultar a identificação da atividade maliciosa por softwares de segurança.
Se, no fim das contas, o usuário não notar o truque, o computador poderá ser infectado por um cavalo de troia que dá acesso remoto ao computador. No caso do setor hoteleiro que, relembrando, é o alvo desta ação, o acesso remoto pode permitir a captura de dados sigilosos de hóspedes, por exemplo.
Instruções maliciosas na falsa tela azul (imagem: reprodução/Securonix)
Note que a abordagem dos invasores segue a estratégia de causar pânico para impedir o usuário de raciocinar sobre o problema. Por isso, em empresas, convém que os funcionários sejam instruídos a acionar o suporte técnico sempre que notarem problemas em seu computador.
Curiosamente, a tela azul do Windows não é mais… azul. Em 2025, a Microsoft anunciou a adoção da “Tela Preta da Morte” no lugar dela. O objetivo, aparentemente, é o de simplificar a exibição de erros no Windows 11.
Saiba como o cache é importante para deixar a abertura dos aplicativos mais rápidas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
O cache de aplicativo é uma área de armazenamento temporário no dispositivo usada pelos apps para guardar arquivos e informações acessadas frequentemente. Isso inclui imagens, scripts ou histórico salvos localmente para facilitar o acesso imediato pelo software.
A função do cache é acelerar o tempo de carregamento e melhorar o desempenho geral do app, eliminando a necessidade de buscar repetidamente os dados na fonte original. Isso também ajuda a reduzir o consumo de dados móveis e economiza a bateria do dispositivo.
O funcionamento é simples: ao usar um aplicativo pela primeira vez, ele salva arquivos temporários na memória cache. Assim, ele sempre irá verificar os dados armazenados em cache nos usos seguintes para acelerar o carregamento do software.
A seguir, entenda melhor o conceito de cache de aplicativo e veja mais detalhes de como o recurso funciona. Também descubra as vantagens e os problemas que podem ser causados pelo cache.
O cache de um app é uma área de armazenamento temporário no dispositivo que salva cópias de dados frequentemente acessados, como imagens, vídeos ou informações de sessão. Ele permite que o aplicativo recupere rapidamente esses dados nos próximos acessos em vez de baixá-los ou processá-los novamente.
O que significa cache?
A palavra “cache”, em inglês, significa um “espaço secreto ou seguro para armazenar algo para uso futuro”. No contexto da tecnologia, ele representa um bloco de memória temporária que guarda dados usados pelo aplicativo ou dispositivo, melhorando o desempenho de uso.
O cache armazena os arquivos temporários dos aplicativos, agilizando o acesso aos dados mais frequentes (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Para que serve o cache?
O cache de um aplicativo ajuda na otimização do desempenho e na experiência do usuário, armazenando localmente os dados frequentemente acessados. Isso reduz a necessidade de reprocessamento ou download de arquivos essenciais a cada uso, acelerando o tempo de carregamento e deixando a operação geral do aplicativo mais fluida.
Como o cache de um aplicativo funciona?
O funcionamento do cache de um app consiste em salvar cópias de dados frequentemente acessados em uma área local de armazenamento temporário. Esse espaço é usado para guardar arquivos como imagens, vídeos, scripts e respostas de API quando o app é utilizado.
Na primeira vez que o aplicativo precisa de um dado, ocorre um cache miss: ele baixa o conteúdo da fonte original, como um servidor, e salva uma cópia no cache. Por exemplo, o navegador web armazena os elementos essenciais sempre ao visitar uma página da web nova.
Nos próximos acessos, o app verifica primeiro o cache para encontrar os dados armazenados, resultando em um cache hit. Então, a informação é recuperada instantaneamente do cache local e o tempo de carregamento é acelerado, visto que evita a latência de baixar os dados.
O uso do cache melhora o desempenho geral ao tornar os dados comuns imediatamente disponíveis. Contudo, as cópias de dados mais antigas ou menos utilizadas são descartadas (eviction) quando o cache está cheio, e as informações desatualizadas são removidas por invalidação para garantir a consistência.
Quais as vantagens do cache em um aplicativo?
Estes são os benefícios do cache em um aplicativo:
Desempenho mais consistente: garante uma performance uniforme e previsível do aplicativo, mantendo a estabilidade mesmo sob picos de tráfego intenso;
Recuperação de dados mais rápida: armazena dados frequentemente acessados em uma memória de alta velocidade, acelerando significativamente a busca em relação à consulta da fonte de dados primária (servidores);
Melhoria na experiência do usuário: proporciona tempos de carregamento mais rápidos e uma interação mais imediata, agilizando o uso do aplicativo na rotina dos usuários;
Reduções de consumo de largura de banda: diminui a necessidade de requisições repetidas aos servidores e o download dos mesmos dados, resultando em uma economia importante de largura de banda e energia, especialmente para usuários móveis;
Suporte a acesso offline: permite que conteúdos e funcionalidades previamente carregados do app permaneçam parcial ou totalmente acessíveis e operacionais mesmo quando a conexão com a internet está indisponível.
Quais os problemas causados pelo cache de aplicativo?
Estes são alguns problemas com cache de aplicativo que os usuários podem enfrentar:
Desempenho lento: um volume excessivo ou dados corrompidos no cache podem sobrecarregar o processamento do dispositivo, resultando em inicialização demorada e execução lenta dos aplicativos;
Falhas e congelamento de apps: dados de cache danificados ou incompletos é uma causa comum para fechamentos inesperados (crashes), congelamentos ou inatividade total de certos aplicativos;
Informações desatualizadas: o cache, ao priorizar o carregamento rápido, pode exibir versões antigas de conteúdo, como dados de feeds ou imagens, oferecendo uma experiência imprecisa ao usuário;
Armazenamento de cache cheio: o acúmulo progressivo de arquivos temporários de cache ocupa um espaço significativo, podendo esgotar a memória disponível e limitar o armazenamento geral do dispositivo;
Erros de autenticação e falhas visuais: um cache corrompido pode causar problemas no gerenciamento de sessões, levando a falhas de login, erros ao salvar dados ou glitches visuais na interface.
O cache de um aplicativo pode deixar o celular lento?
Sim, o acúmulo excessivo de dados no cache pode sobrecarregar o armazenamento e levar a problemas como lentidão, travamentos e falhas nos aplicativos e no celular. Se os arquivos de cache estiverem corrompidos e desatualizados, eles também impactam negativamente o desempenho geral do dispositivo.
Alguns aplicativos oferecem opção para limpar cache, evitando que o dispositivo fique lento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Qual é a diferença entre cache e cookie?
O cache é o armazenamento local de arquivos temporários de apps, sites e sistemas operacionais com objetivo de acelerar a abertura do conteúdo. Ele é usado para melhorar o desempenho ao salvar cópias de recursos essenciais, evitando que software ou hardware tenha que baixá-los da fonte a cada uso.
O cookie é um pequeno arquivo de texto usado por navegadores, que armazena dados específicos do usuário que acessa uma página da web, como informações de login e preferências. Além de personalizar a experiência, eles ajudam os sites a se lembrarem da pessoa e rastrear atividades das sessões.
Qual é a diferença entre cache de aplicativo e cache do sistema?
O cache de aplicativo é um tipo de armazenamento temporário específico para um único app, sendo gerenciado pelo próprio software e guarda dados que somente ele necessita. Ele melhora o desempenho de uma aplicação individual, reduzindo o tempo de carregamento e, em muitos casos, permitindo o uso parcial ou total offline.
O cache do sistema é um termo mais abrangente que engloba qualquer cache gerenciado pelo sistema operacional que beneficia o desempenho geral do dispositivo. Seu propósito é acelerar operações gerais, como acesso a arquivos (Cache de Disco) ou instruções (Cache da CPU), fornecendo dados de diversas fontes mais rapidamente para todos os programas em execução.
Saiba o que é hiperlink e como eles são essenciais para o uso da internet (imagem: Reprodução/iStock)
Os hiperlinks, ou somente links, são elementos interativos que estabelecem a conexão entre diferentes páginas ou recursos no ambiente da internet. Eles permitem a navegação fluida ao direcionar o usuário para um novo destino digital após uma interação.
O funcionamento dos links é baseado em uma URL de destino, o endereço específico para onde o usuário será levado. Quando acionados, esses elementos instruem o navegador a buscar e carregar o conteúdo referente àquele endereço na internet.
Existem três tipos principais de hiperlinks: links internos (conectam páginas dentro do mesmo site), externos (apontam para outros domínios) e backlinks (quando outros sites apontam para um determinado site). Eles são cruciais para a estrutura e o SEO de qualquer página da web.
A seguir, entenda o conceito de hiperlinks, para que eles servem e a sua importância na internet. Também descubra os diferentes tipos de links e quais os elementos de uma página que costumam ser hiperlinkados.
Um link é um elemento interativo de uma página web, como texto, imagem ou botão, que redireciona o usuário para outra página ou recurso ao ser acionado. Essencialmente, o hiperlink é o mecanismo que interliga as páginas, permitindo a navegação fluida e é a estrutura fundamental da internet.
O que significa “link”?
O termo “link” significa ligação, conexão ou vínculo em inglês, indicando uma referência a algo “além” ou “posterior”. No contexto de internet, ele representa uma conexão que permite a transição entre recursos digitais, como documentos ou páginas da web.
A origem do conceito reside no hipertexto, um sistema que organiza dados não-linear e possibilita a navegação entre diferentes documentos ou seções por meio de ligações diretas. Aqui, o prefixo “hiper” significa “além”, enfatizando que essas conexões superam o texto linear tradicional.
Por essa razão, o termo “link” é usado como um sinônimo derivado da abreviação de “hiperlink” para descrever essa ligação que permite ir de um recurso para outro com um clique ou toque. Ou seja, a hiperligação é a base para a navegação mais dinâmica e interativa na web.
Os links auxiliam na navegação e interação com as páginas de internet (imagem: Reprodução/Mozilla)
Para que servem os hiperlinks?
Os hiperlinks possibilitam conectar recursos na web, transformando a navegação em uma experiência intuitiva e interativa. Eles permitem que o usuário interaja com um elemento de texto ou imagem e seja levado a outro recurso, como uma página web, documento, arquivo de mídia ou um local específico na mesma página.
Sua função é estruturar a informação e deixar a navegação eficiente dentro e entre sites, facilitando o movimento do usuário entre seções e domínios. Os hiperlinks também são cruciais para citar fontes e fornecer referências adicionais sem sobrecarregar o texto principal, enriquecendo o conteúdo e criando credibilidade.
Como funcionam os hiperlinks?
Os hiperlinks são baseados em HTML (Hypertext Markup Language), a principal linguagem para a criação de páginas da web. Cada link incorpora um atributo chamado “href” (hyperlink reference), que indica um endereço de destino (URL) para onde o usuário será levado.
Este mecanismo é composto por dois componentes principais: a âncora de origem, o texto, imagem ou outro elemento interativo na tela; e a âncora de destino, a URL completa inserida no href para qual a navegação deve prosseguir.
Quando um usuário interage com a âncora de origem, o navegador web interpreta o código HTML, identifica o valor do atributo href e inicia a comunicação. Este processo dispara uma requisição de dados por meio do protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol) para o servidor que hospeda o endereço de destino.
A resposta a requisição geralmente resulta no carregamento de um novo recurso exibido pelo navegador, como outra página web ou um arquivo. Se o href não tiver sido preenchido corretamente, o link será “quebrado” e o usuário será direcionado para uma página de erro em vez do conteúdo desejado.
Dessa forma, os hiperlinks permitem a navegação fluida e interligada, transformando documentos isolados em uma rede global de informações. Facilitando tanto a experiência dos usuários quanto de quem gerencia e deseja conectar as páginas na web.
Quando o usuário interage com um link, o navegador lê o atributo href e direciona para página indicada (imagem: Reprodução/Seobility)
Quais são os tipos de hiperlinks?
Existem três tipos principais de hiperlinks:
Links internos (Inbound links): direcionam o usuário para uma página, seção, formulário ou arquivo dentro do mesmo domínio ou website, facilitando a navegação e a hierarquia do conteúdo;
Links externos (Outbound links): direcionam o usuário da página atual para uma página ou recurso hospedado em um domínio completamente diferente, o que pode ser usado para citar fontes ou fornecer informações complementares;
Backlinks (Incoming links): são links que vêm de páginas de outros websites (domínios diferentes) e apontam de volta para uma página no próprio site, sendo cruciais para a autoridade e o SEO.
Quais elementos podem ser hiperlinkados?
Esses são alguns elementos que podem ser usados para criar webpage links e direcionar o usuário a outros recursos:
Texto: usa uma palavra, frase ou bloco de texto para criar um link que direciona o usuário a outro recurso, seção do mesmo domínio ou site externo;
E-mail: texto ou um imagem com link que inicia automaticamente a aplicação de e-mail padrão do usuário com o endereço de e-mail pré-preenchido, facilitando o contato direto;
Elementos de lista: itens em listas ordenadas ou não ordenadas podem ser linkados com um texto âncora, servindo como menus de navegação ou listas de conteúdo interativo;
Imagem: permite que uma figura, foto, logotipo ou ícone funcione como um link interativo, levando o usuário para uma nova página ou a um arquivo específico;
Botões: elementos visuais projetados para serem interativos, como “Saiba Mais” ou “Comprar Agora”, que atuam como links para iniciar ações ou levar a páginas de destino relevantes;
Áreas de mapa de imagem (image maps): permite que diferentes regiões de uma única imagem grande, como um mapa geográfico ou um diagrama, sejam links independentes com destinos distintos;
Elementos de bloco: blocos inteiros de conteúdo podem ser transformados em um link para tornar grandes áreas da interface interativos, melhorando a experiência do usuário em cartões de produto, por exemplo.
Textos âncoras são elementos que permitem que o usuário vá até um determinado local da mesma página (imagem: Reprodução/Mozilla)
Qual é a importância dos hiperlinks para a internet?
Os hiperlinks são o elemento fundamental que torna a internet uma rede interconectada e dinâmica, permitindo a navegação entre documentos e recursos. Eles definem o que é a World Wide Web, estruturando um amplo universo de dados.
Os links desempenham um papel vital na experiência de navegação dos usuários, pois facilitam o fluxo e o acesso rápido a informações, melhorando a usabilidade e a arquitetura do conteúdo. Eles são a tecnologia-chave por trás de toda a navegação e interação digital na web moderna.
A importância dos hiperlinks se estende ao SEO (Search Engine Optimization), onde os mecanismos de busca os utilizam para descobrir novas páginas e indexar o conteúdo. Eles também determinam a autoridade e a relevância de um site, estabelecendo a hierarquia e o valor do conteúdo.
Qual é a diferença entre link e URL?
Um link de internet é um elemento interativo incorporado em um documento digital, geralmente texto ou imagem, que o usuário pode interagir para navegar. Ele usa o endereço completo do URL para executar a função de redirecionar o usuário para o recurso de destino.
Um localizador uniforme de recursos (URL) é um endereço padronizado e estático que especifica a localização exata de um recurso na web, como uma página ou imagem. Ele é uma sequência de caracteres que permite que o navegador encontre e acesse o recurso solicitado pelo usuário.
Qual é a diferença entre link e página da web?
Um link é um elemento interativo em uma página, frequentemente texto, uma imagem ou um botão, que funciona como uma ferramenta de navegação. Sua função principal é redirecionar o usuário de um ponto de partida para outro recurso ou página da web distinta.
Página da web é um documento único que contém o conteúdo real, como texto, imagens e vídeos, exibido na janela do navegador. Ele serve como o destino que o usuário acessa após interagir com um link.
Amazon conta com plataforma para autopublicação (foto: Laura Canal/Tecnoblog)Resumo
A Amazon lançou o Kindle Translate para tradução automática de ebooks no KDP, disponível em espanhol, inglês e alemão, sem custo para autores.
Menos de 5% dos títulos na Amazon estão em múltiplos idiomas; o Kindle Translate visa aumentar essa porcentagem.
A Amazon limita uploads de livros a três por dia para evitar abusos com ebooks gerados por IA.
A Amazon lançou uma nova inteligência artificial chamada Kindle Translate. Com ela, autores que usam a plataforma de autopublicação Kindle Direct Publishing (KDP) poderão traduzir suas obras automaticamente, sem custo.
Inicialmente, a ferramenta estará disponível para traduzir do inglês para o espanhol, do espanhol para o inglês e do alemão para o inglês. A Amazon afirma que o resultado final será automaticamente avaliado para garantir a precisão antes da publicação. Também haverá um selo “Kindle Translate” nos ebooks que usaram a ferramenta.
Ferramenta de tradução com IA não tem custos para escritores (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A empresa diz que menos de 5% dos títulos em seu site estão disponíveis em múltiplos idiomas e que isso tende a melhorar com o Kindle Translate.
Para quem escreve, isso deve ser importante até mesmo para se sustentar. Obras disponíveis no Kindle Unlimited, por exemplo, rendem ao autor alguns centavos por página lida. Por isso, chegar a novos públicos pode ajudar a pagar as contas no fim do mês.
IA traz ferramentas (e abusos) para os livros da Amazon
A tradução automática se junta às narrações feitas por IA para a plataforma Audible, da Amazon. Lançada em novembro de 2023, a ferramenta foi celebrada pelos escritores que usam a plataforma de autopublicação, já que os audiolivros podem ser uma nova fonte de receita.
Por outro lado, locutores passaram a se preocupar com o futuro de seus empregos, e ouvintes questionaram a qualidade das gravações. Até mesmo alguns autores se mostraram incomodados, temendo que obras mais pessoais ou autobiográficas recebessem narrações sem a emoção necessária.
Ao mesmo tempo, a Amazon precisa lidar com os efeitos negativos da IA. A companhia precisou limitar o upload de livros a um máximo de três por dia, para impedir abusos: pessoas estavam gerando grandes quantidades de ebooks e inundando a loja para tentar ganhar dinheiro sem grandes esforços.