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Anthropic lança IA para modernizar COBOL e derruba ações da IBM

24 de Fevereiro de 2026, 11:14
Gráfico da bolsa de valores
Anúncio das novas ferramentas do Claude Code acendeu sinal de alerta em Wall Street (imagem: Maxim Hopman/Unsplash)
Resumo

Nesta segunda-feira (23), a Anthropic anunciou novas ferramentas de inteligência artificial baseadas no Claude Code, projetadas para acelerar a modernização de sistemas corporativos escritos em COBOL. A novidade abalou o mercado financeiro dos Estados Unidos e fez as ações da gigante da tecnologia IBM sofrerem uma queda expressiva de 10% durante o pregão.

Para compreender a reação dos investidores, é preciso olhar para o modelo de negócios da companhia. A IBM mantém divisões lucrativas dedicadas exclusivamente a ajudar outras corporações a atualizar sistemas legados. Historicamente, isso exige grandes equipes de consultores humanos e contratos milionários de longo prazo, que representam uma fonte de receita constante.

Com o anúncio da Anthropic, o mercado financeiro enxergou uma ameaça direta. A nova IA automatiza fases de análise que antes dependiam desses batalhões de especialistas. Segundo o portal Investing.com, o receio de que as consultorias percam espaço para a automação atingiu o setor em cheio: as ações da Accenture também recuaram 6,58%, enquanto os papéis da Cognizant Technology Solutions registraram baixa de 6,00% no mesmo dia.

O que é o COBOL e por que ainda é tão importante?

Exemplo de código em COBOL (Imagem: COBOL Brasil/Facebook)

O Common Business Oriented Language (COBOL) é uma linguagem de programação criada no final da década de 1950, desenvolvida para o processamento de grandes volumes de dados administrativos, comerciais e financeiros. Embora a indústria global de tecnologia tenha migrado para arquiteturas mais modernas nas últimas décadas, o COBOL permanece operando na infraestrutura econômica global.

Conforme dados divulgados pelo Investing.com, sistemas fundamentados em COBOL ainda gerenciam hoje cerca de 95% das transações de caixas eletrônicos realizadas nos Estados Unidos. Diariamente, centenas de bilhões de linhas desse código rodam em ambientes de produção, garantindo o funcionamento de operações essenciais no mercado financeiro, malhas de companhias aéreas e agências governamentais ao redor do planeta.

Muitos desses sistemas foram implementados antes da era da internet, tornando a integração com plataformas atuais um desafio técnico. Outro gargalo que o setor enfrenta hoje é a escassez de mão de obra. A geração de desenvolvedores que planejou, escreveu e implementou essas arquiteturas já se aposentou. Como consequência, o contingente de profissionais com domínio da linguagem diminui a cada ano, tornando a manutenção ou a transição desses ecossistemas um processo arriscado, lento e muito caro.

O impacto da automação no setor de TI

Atualizar bases de código construídas ao longo de décadas exigia métodos manuais. A proposta da Anthropic é eliminar essa dependência inicial, já que a IA consegue analisar mapeamentos e dependências em milhares de linhas de código simultaneamente, reduzindo a necessidade de intervenção humana.

A plataforma também foi treinada para documentar fluxos de trabalho, identificar os pontos de entrada exatos dos programas, rastrear caminhos de execução e sinalizar potenciais riscos operacionais. Segundo a Anthropic, só a execução dessas etapas exigiria meses de trabalho caso fosse conduzida por métodos de consultoria atuais.

Ao agilizar o processo, a nova versão do Claude Code promete capacitar equipes menores a modernizar bases inteiras em questão de poucos trimestres, eliminando cronogramas que costumavam se arrastar por anos, colocando em xeque a necessidade de terceirização e justificando o alerta vermelho aceso em Wall Street.

Anthropic lança IA para modernizar COBOL e derruba ações da IBM

Gráfico da bolsa de valores (Imagem: Maxim Hopman/Unsplash)

O que é IBM? Conheça a história e o impacto da empresa na tecnologia

30 de Dezembro de 2025, 17:46
IBM
Saiba como a IBM se tornou uma das empresas mais importantes do setor da tecnologia (imagem: Tecnoblog)

A IBM é uma multinacional americana de tecnologia focada em inovação, inteligência artificial e serviços em nuvem. Inicialmente com o nome CTR, ela surgiu em 1911 a partir da fusão de empresas de tabulação para modernizar processos de gestão de dados que antes eram manuais e lentos.

A expansão global ocorreu sob o comando de Thomas J. Watson, que rebatizou a companhia para International Business Machines em 1924. Seu objetivo era criar soluções inovadoras de hardware que atendessem às necessidades de grandes negócios mundiais.

A marca moldou a era digital com o mainframe System/360 e os computadores IBM, padronizando o mercado mundial de hardware e software. Hoje, a empresa prioriza soluções de computação em nuvem híbrida, IA para o mercado corporativo e sistemas avançados de computação quântica.

A seguir, conheça mais sobre a história da IBM e sua importância para o mercado de tecnologia. Também descubra os principais produtos ofertados pela marca atualmente e seus principais concorrentes. 

O que é IBM?

A IBM é uma empresa multinacional americana que lidera o setor de tecnologia por meio de soluções em inteligência artificial, computação em nuvem e avanços em computação quântica. Referência histórica em hardware e software, a companhia hoje foca em consultoria estratégica e inovação digital para o mercado corporativo global.

O que significa IBM?

IBM significa International Business Machines (Máquinas de Negócios Internacionais, em português), nome adotado em 1924 para refletir a expansão global da empresa e o foco na automação de dados empresariais. A sigla também marcou a transição de máquinas tabuladoras físicas para soluções modernas disponíveis na época.

Imagem do Mark I da IBM no campus da Universidade de Harvard, 1944
Mark I da IBM no campus da Universidade de Harvard, em 1944 (imagem: PhotoQuest/Archive Photos)

Qual é a história da IBM?

Fundada em 1911 como CTR, a empresa consolidou tecnologias de tabulação sob a liderança de Thomas J. Watson. Em 1924, ela foi renomeada como International Business Machines, expandindo seu alcance global em equipamentos de escritório.

A IBM impulsionou a era digital com o Mark I durante os anos 1940, competindo tecnologicamente com o primeiro computador ENIAC. Em 1964, o mainframe System/360 padronizou arquiteturas de computação, garantindo à companhia o domínio absoluto do setor.

Em 1981, o lançamento do IBM PC popularizou o uso doméstico e definiu o padrão para a computação pessoal. Apesar do reconhecido histórico na área de hardware, a marca teve que reinventar o modelo de negócios sob a gestão de Louis Gerstner para superar as crises severas nos anos 1990.

O foco da empresa migrou para consultoria estratégica e softwares, movimento reforçado pela aquisição da PwC Consulting em 2002. Além disso, a divisão de hardware pessoal foi vendida à Lenovo em 2005, permitindo focar em soluções corporativas robustas.

Atualmente, a IBM lidera os segmentos de nuvem híbrida, inteligência artificial e computação quântica. Por meio da plataforma watsonx, a companhia mantém a relevância global ao resolver desafios empresariais de altíssima complexidade técnica.

imagem do mainframe IBM System/360
Mainframe System/360 ajudou a padronizar a arquitetura da computação nos anos 1960 (imagem: Divulgação/IBM)

Qual é a importância da IBM para a tecnologia?

A IBM moldou a infraestrutura tecnológica global, sendo responsável pela criação do disco rígido, da linguagem SQL e do código de barras. Seus laboratórios realizaram invenções na área de nanotecnologia e detém o recorde de patentes e prêmios científicos.

A empresa mudou a computação corporativa com o mainframe IBM System/360 nos anos 1960 e democratizou o acesso tecnológico ao lançar o computador pessoal IBM PC nos anos 1980. Além disso, foi pioneira na inteligência artificial ao derrotar campeões mundiais de xadrez usando supercomputadores como Deep Blue e IBM Watson.

Hoje, a marca faz a transição para a nuvem híbrida e investe na viabilização comercial da computação quântica de alta escala. Assim, o foco estratégico permanece na resolução de problemas complexos por meio de arquiteturas de processamento de próxima geração.

Imagem do primeiro computador pessoal IBM PC
IBM PC foi responsável por popularizar os computadores pessoais nos anos 1980 (imagem: Divulgação/IBM)

Quais são os produtos da IBM?

A IBM concentra o portfólio em soluções de nuvem híbrida e inteligência artificial gerativa para o mercado corporativo. Seu ecossistema integra tecnologias de ponta com serviços especializados para acelerar a transformação digital de grandes organizações.

Plataformas de IA e Dados:

  • Watsonx Suite: conjunto de ferramentas que inclui o Orchestrate para automação com agentes de IA e o watsonx.data para integração de grandes volumes de dados;
  • Modelos Granite: modelos de linguagem focados em eficiência empresarial, priorizando inteligência artificial de pequeno porte e processamento de borda (edge AI).

Hardware e Infraestrutura:

  • Mainframe IBM zSystems: mainframes de alto desempenho projetados para processar volumes massivos de transações com inferência de IA integrada nativamente;
  • Processadores quânticos: sistemas avançados que visam alcançar a computação tolerante a falhas até 2029, focando em inovações de processamento futuro;
  • Infraestrutura de nuvem híbrida: ecossistema baseado em IBM Cloud que usa tecnologias de contêineres e APIs para garantir a migração fluida e a integração entre ambientes locais e nuvens públicas.

Soluções de software:

  • Software de integração e mensageria: soluções como API Connect e IBM MQ que asseguram a comunicação entre sistemas complexos e o gerenciamento eficiente do fluxo de informações digitais;
  • Automação e Analytics empresarial: ferramentas de automação robótica (RPA) e análise preditiva como o Cognos, projetadas para otimizar processos internos e embasar decisões estratégicas por meio de dados.
Divisão de computação quântica da IBM (imagem: divulgação/IBM)
Divisão de computação quântica da IBM trabalha para criar sistemas de computação tolerantes a falhas (imagem: Divulgação/IBM)

A IBM trabalha com inteligência artificial?

A IBM lidera o setor de IA empresarial com a plataforma watsonx, que integra modelos de linguagem e governança de dados em nuvem híbrida. Essa infraestrutura permite que corporações automatizem fluxos de trabalhos complexos e gerenciem grandes volumes de informações com total controle.

Por meio de modelos Granite e agentes autônomos, a companhia otimiza a produtividade operacional e a tomada de decisão em tempo real. Parcerias estratégicas com Salesforce e Oracle potencializam essas tecnologias, levando inovações de escala industrial para diversos setores globais.

O foco futuro reside no Project Bob para codificação assistida e no desenvolvimento de arquiteturas neurais avançadas que superam limitações tradicionais. Tais ferramentas asseguram operações de TI proativas, garantindo máxima segurança e desempenho em ambientes mainframes e nuvem.

Quais são os principais concorrentes da IBM?

A IBM enfrenta uma concorrência diversificada devido ao seu vasto portfólio, que abrange desde infraestrutura crítica até inteligência artificial e serviços estratégicos:

  • Microsoft Azure, AWS e Google Cloud: lideram o mercado de nuvem pública e ferramentas de IA generativa, pressionando a estratégia de nuvem híbrida e a plataforma watsonx da IBM;
  • Accenture e Deloitte: são os principais rivais da IBM Consulting, disputando grandes contratos de transformação digital, aconselhamento estratégico e implementação de tecnologias emergentes no setor corporativo;
  • Dell Technologies e HPE: mantêm uma disputa no mercado de infraestrutura, oferecendo servidores de alto desempenho e soluções de armazenamento que competem com o hardware da IBM;
  • Oracle e SAP: dominam o segmento de softwares empresariais e bancos de dados, focando na automação de processos e gestão de dados com as soluções de software;
  • TCS, Infosys e Capgemini: provedores de serviços de TI que concorrem diretamente na execução de projetos de terceirização, suporte operacional e modernização de sistemas legados em escala global.

O que é IBM? Conheça a história e o impacto da empresa na tecnologia

Mark I da IBM no campus da Universidade de Harvard, em 1944 (imagem: PhotoQuest/Archive Photos)

(imagem: Divulgação/IBM)

(imagem: Divulgação/IBM)

CEO da IBM critica os gastos de trilhões de dólares com IA

3 de Dezembro de 2025, 12:51
Homem de meia-idade sentado em um sofá claro, em ambiente iluminado por luz natural. Ele usa blazer azul xadrez, camisa social azul clara e jeans. Está levemente inclinado para frente, com as mãos unidas, olhando para a câmera com expressão tranquila. Ao fundo, há janelas amplas com vista desfocada de árvores verdes.
Arvind Krishna está no cargo desde 2020 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da IBM, Arvind Krishna, critica os investimentos trilionários em data centers para IA, duvidando do retorno financeiro.
  • Krishna estima que um data center de 1 gigawatt custa cerca de US$ 80 bilhões, totalizando US$ 8 trilhões para 100 gigawatts.
  • Krishna avalia a chance de atingir a inteligência artificial geral em 1%, indicando ceticismo quanto ao avanço tecnológico necessário.

Arvind Krishna, CEO da IBM, não está convencido de que os investimentos de trilhões de dólares em data centers vão se pagar no futuro com o desenvolvimento da inteligência artificial. Mesmo assim, ele não acredita que exista uma bolha no mercado de tecnologia.

Krishna participou do podcast Decoder, apresentado por Nilay Patel, editor do Verge. Vale dizer que, ao contrário de outros programas mais amigáveis aos executivos do Vale do Silício, o Decoder não costuma fugir de temas polêmicos.

Executivo não acredita em retorno do investimento

Para explicar seu ceticismo com os atuais gastos com data centers, Krishna colocou alguns números na ponta do lápis. Um data center de 1 gigawatt custa cerca de US$ 80 bilhões, nas estimativas do CEO. E, acompanhando o setor, ele diz que os compromissos já chegaram a 100 gigawatts, o que significa US$ 8 trilhões.

“Na minha avaliação, não tem como você ter retorno, porque, para US$ 8 trilhões de investimentos, significa que você precisa de cerca de US$ 800 bilhões de lucro só para pagar juros”, analisa.

Além disso, essas empresas terão que lidar com a depreciação dos chips de IA. “Você tem que usar tudo em cinco anos, porque nesse ponto, tem que jogar tudo fora e substituir”, comenta o CEO.

Mesmo assim, ele não acredita que haja uma bolha no mercado. Para Krishna, muita gente vai perder dinheiro, mas duas ou três empresas poderão ter lucros aproveitando as estruturas construídas e desenvolvendo produtos.

Chance de AGI é de no máximo 1%, diz CEO

A aposta do setor de IA é que os investimentos levarão à chamada inteligência artificial geral (AGI, em inglês), capaz de completar tarefas complexas com desempenho melhor que o de seres humanos. Isso atrairia consumidores suficientes para ter lucro e pagar os investimentos feitos.

Krishna discorda: ele acha que as tecnologias atuais não são suficientes para atingir esse patamar. Ele até mesmo quantifica isso, colocando uma chance de chegar a esse estágio sem um grande salto tecnológico entre 0% e 1%.

“Eu acho que as tecnologias atuais são ótimas. Eu acho que são incrivelmente úteis para as empresas. Eu acho que isso vai liberar trilhões de dólares em produtividade”, explica. “Dito isso, eu acho que a AGI precisa de mais tecnologias que os modelos de linguagem de larga escala e derivados. Acho que será necessário unir conhecimento e LLMs. Nós temos palavras, e eu não tenho certeza se esta é a única forma de criar conhecimento.”

Com informações do Verge e da Business Insider

CEO da IBM critica os gastos de trilhões de dólares com IA

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Executivo não acredita que será possível gerar o lucro necessário para pagar os investimentos feitos. Para ele, chance de atingir IA geral é de 1%.

Arvind Krishna está no cargo desde 2020 (imagem: divulgação)

IBM vai encerrar laboratório de pesquisa no Brasil

20 de Novembro de 2025, 13:13
Imagem mostra uma parente com uma placa da IBM
IBM encerrará contratos de funcionários até dezembro (imagem: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • IBM decidiu fechar o laboratório de pesquisa no Brasil, afetando cerca de 100 funcionários.
  • A decisão veio da matriz nos EUA e não está relacionada à produtividade local.
  • A empresa consolidará a pesquisa em outros locais, mantendo compromisso com o mercado brasileiro.

A IBM decidiu encerrar as atividades do laboratório de pesquisa no Brasil. A unidade, inaugurada em 2010, era dedicada ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas, com foco em inteligência artificial e computação quântica.

O corte atinge em cheio a estrutura de inovação da empresa no país. Segundo apuração do G1, cerca de 100 pesquisadores e funcionários operacionais dos escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro foram comunicados da decisão na terça-feira (18/11), informados de que terão os contratos encerrados em 18 de dezembro.

Ordem veio da matriz

A decisão não teria relação com a produtividade do time local. Funcionários ouvidos sob anonimato relataram que o laboratório mantinha uma situação financeira estável e apresentava um nível de contribuição científica e publicações equiparável ao de outras unidades globais da companhia.

A justificativa que circulou internamente indica uma ordem que teria partido diretamente da matriz da IBM nos Estados Unidos.

A companhia não revelou detalhes do pacote de desligamentos. Em nota, a empresa declarou que os trabalhos de pesquisa no Brasil serão “consolidados em locais e laboratórios onde já temos operações”, mas reforçou que segue comprometida com o mercado brasileiro.

IBM sinalizou mudança estratégica

Imagem mostra o logo da IBM em cor azul
Empresa reportou lucro bilionário no terceiro trimestre deste ano (imagem: Dan Farber/Flickr)

Apesar de não comentar o desligamento no Brasil, a IBM havia sinalizado ao mercado no início de novembro que realizaria cortes de pessoal neste trimestre, embora tenha afirmado que a medida afetaria uma porcentagem baixa de sua força de trabalho.

O encerramento coloca fim a uma história de 14 anos de pesquisa avançada no país. A IBM mantém uma rede global com outros 11 laboratórios espalhados pela América do Norte, Europa, Ásia e África — estrutura de pesquisa que, historicamente, já rendeu à empresa cinco prêmios Nobel.

O corte ocorre, paradoxalmente, em um momento de resultados financeiros positivos. No terceiro trimestre de 2025, a IBM reportou um lucro líquido de US$ 1,7 bilhão, revertendo um prejuízo de US$ 330 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

IBM vai encerrar laboratório de pesquisa no Brasil

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