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GFiber se separa do Google e vira empresa independente

13 de Março de 2026, 14:58
Imagem de um roteador preto com o escrito "Google Fiber" na parte de cima.
GFiber e operadora Astound anunciaram fusão (imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)
Resumo
  • GFiber foi separada do Google e tornou-se uma empresa independente, fundindo as operações à rede da Astound Broadband.
  • Fusão visa combinar redes metropolitanas e acelerar a expansão, atendendo à crescente demanda por redes de alta capacidade.
  • A Alphabet manterá uma participação minoritária significativa na empresa, mas os valores da negociação não foram divulgados.

A GFiber, até então uma divisão de internet via fibra óptica do Google, formará uma provedora de banda larga independente. Em acordo anunciado nesta semana, a gigante da tecnologia confirmou a fusão das operações da GFiber com a rede da Astound Broadband, sediada em Nova Jersey e com operações em mais dez estados nos EUA.

A nova empresa terá a Stonepeak, firma especializada em infraestrutura, como acionista majoritária, enquanto a Alphabet (controladora do Google) manterá uma fatia minoritária significativa no negócio. As empresas não detalharam os valores da negociação.

O que é a GFiber?

Arte mostra a marca do Google, uma letra "G" ao centro em cores vermelho, amarelo, verde e azul. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog" é visível.
Google estreou GFiber em 2012, com velocidades superiores à média do mercado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Lançada originalmente em 2010, a Google Fiber surgiu como uma tentativa do Google de construir redes de banda larga de fibra óptica ultrarrápidas. Mas, na prática, o projeto estreou em 2012, em Kansas City (EUA), propondo conexões de um gigabit para residências — uma velocidade muito superior à média da internet norte-americana da época.

Nos anos seguintes, os altos custos e o longo tempo necessário para a implementação forçaram a empresa a cancelar os planos de uma expansão em escala nacional, segundo a CNBC.

Até a atual transação, a operação de fibra era considerada um ativo não essencial na corporação, sob abrigo da divisão “Outras Apostas” do Google. A divisão, entretanto, apresentou déficit em 2025, com prejuízo operacional de US$ 16,8 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) contra uma receita de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões), de acordo com o jornal.

A separação busca justamente aliviar essa carga. No anúncio oficial da fusão, a GFiber declarou que o acordo “representa um passo importante em direção ao seu objetivo de independência operacional e financeira”.

O que muda com a nova empresa?

Em comunicado, a empresa detalha que a transação combinará as redes metropolitanas da GFiber com a rede já consolidada da Astound. Com a Stonepeak assumindo o controle majoritário, a GFiber deve receber recursos externos para acelerar a próxima fase de expansão.

O movimento visa capturar a crescente demanda por redes de alta capacidade, alavancada pela popularidade da inteligência artificial, computação em nuvem e plataformas de streaming.

A nova configuração corporativa continuará sendo administrada pela atual equipe executiva da provedora. O CEO da GFiber, Dinni Jain, afirma que a parceria “é uma oportunidade estratégica de escalar a abordagem focada no cliente para conectar mais residências a um tipo de serviço de internet verdadeiramente diferente”.

GFiber se separa do Google e vira empresa independente

(imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)

Marca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O curioso modem que fica pendurado no teto já pode ser usado no Brasil

9 de Dezembro de 2025, 14:43
Imagem mostra um modem da ZTE de cor branca, que pode ser preso ao teto. O fundo da imagem também é branco
ZTE ZXEN G1660G já pode ser comercializado no país (imagem: divulgação/ZTE)
Resumo
  • A ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de rede, homologou na Anatel o modem ZXEN G1660G, que pode ser fixado em teto, parede ou postes.
  • O produto suporta Wi-Fi 6 nas faixas de 2,4 e 5 GHz, possui duas portas Ethernet de 1 gigabit por segundo e conector SC/UPC para fibra GPON.
  • Alimentação via conector de 12 V é mencionada pela fabricante, mas Power over Ethernet e Power over Fiber não são confirmados nos documentos.

Access points instalados no teto não são novidade, mas um modelo com ONT de fibra que pode ir no teto, sim. Pelo menos é o que afirma a ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de rede que teve seu ZXEN G1660G homologado pela Anatel em 1º de dezembro.

A documentação da agência obtida pelo Tecnoblog indica que o modem suporta Wi-Fi 6 nas faixas de 2,4 e 5 GHz e possui duas portas Ethernet capazes de 1 gigabit por segundo, além do conector SC/UPC para a fibra óptica GPON. Esse conector o torna especial, capaz de integrar uma rede FTTR conectado a outros equipamentos da marca.

Apesar de o destaque ser a possibilidade de prendê-lo ao teto, ele também pode ser instalado numa parede, poste ou mastro, além de caixas de passagem de fiação. Na prática, o produto é um modem com Wi-Fi feito para ser preso ao teto como um access point.

Captura de tela de parte do certificado de homologação do ZTE ZXEN G1660G na Anatel
Certificado de homologação do ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Imagem mostra um modem da ZTE de cor branca, que pode ser preso ao teto, sobre uma superfície verde e quadriculada. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível
Modem ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Em seu site, a fabricante afirma que o modelo, além de aceitar alimentação pelo conector barril capaz de 12 V, também é capaz de alimentação via Power over Ethernet e até mesmo Power over Fiber.

Porém, os documentos constantes da certificação na agência não indicam nada além da alimentação via 12 V, utilizando o adaptador de energia incluso.

O foco da ZTE para esse produto parece estar no mercado de pequenas e médias empresas, já que utilizam o termo “FTTR-B SME” em uma apresentação sobre o modem.

Imagem promocional da ZTE mostra cenários de uso do modem ZTE ZXEN G1660G
Cenários de uso do ZTE ZXEN G1660G (imagem: divulgação/ZTE)

Quando chega?

Não há previsão de quando o modelo estará disponível no país, mas a ZTE é uma grande fornecedora de equipamentos de fibra óptica para diversos provedores brasileiros. Com a homologação, o produto já pode ser comercializado no Brasil.

O curioso modem que fica pendurado no teto já pode ser usado no Brasil

Certificado de homologação do ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Modem ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Cenários de uso do ZTE ZXEN G1660G (imagem: divulgação/ZTE)
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