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iPhone salva 6 pessoas após avalanche na Califórnia; satélite foi fundamental

20 de Fevereiro de 2026, 13:01
iPhone salva seis pessoas em avalanche na Califórnia via conexão por satélite
Montanhas da Sierra Nevada são ponto cego para operadoras tradicionais (imagem: Juniper Monkeys/Flickr)
Resumo
  • O recurso SOS de Emergência via satélite do iPhone salvou seis pessoas após uma avalanche na Califórnia, contornando a falta de sinal de celular.
  • A Apple investiu US$ 1,5 bilhão na infraestrutura da Globalstar para garantir a operação do sistema de resgate via satélite.
  • O recurso está disponível para iPhones das linhas 14 a 17 e Apple Watch Ultra 3, com suporte a iOS 16.1 ou superior.

A conexão via satélite da Apple fez a diferença em mais um cenário extremo. Nesta terça-feira (17), seis pessoas foram resgatadas com vida após uma avalanche atingir as proximidades de Lake Tahoe, na Califórnia. O grupo, que fazia parte de uma expedição de 15 pessoas, conseguiu acionar o socorro utilizando o recurso SOS de Emergência do iPhone, contornando a ausência total de sinal de operadora ou redes Wi-Fi no local.

O incidente ocorreu durante uma travessia de vários dias pelas montanhas dos Estados Unidos. Segundo apuração do The New York Times, enquanto a tecnologia garantiu a sobrevivência de seis integrantes, o balanço final da tragédia é pesado: oito mortos e uma pessoa desaparecida.

O Gabinete do Xerife do Condado de Nevada coordenou as buscas e destacou que a comunicação persistente foi o que viabilizou a operação. Don O’Keefe, do Escritório de Serviços de Emergência da Califórnia, relatou a eficácia do sistema: “Um de nossos funcionários esteve em contato direto com um dos guias por um período de quatro horas, repassando dados ao xerife e coordenando a logística das aeronaves e equipes de solo”.

Como funciona o resgate via satélite no iPhone?

Emergency Satelite iPhone 14
iPhone consegue acessar satélites em situações emergenciais (imagem: reprodução/Apple)

O sistema da Apple é projetado para o “pior cenário”: quando a infraestrutura terrestre não existe. Se o usuário tenta discar para o serviço de emergência (como o 911, nos EUA) e a chamada falha, o iPhone oferece o protocolo de satélite automaticamente.

O software então guia o usuário pedindo para apontar o celular para o céu e mover a mão para encontrar um dos 24 satélites da Globalstar em órbita baixa. Como a conexão possui menos largura de banda, o iOS comprime as mensagens ao máximo para garantir o envio. Além das coordenadas de GPS, os socorristas recebem dados cruciais para a gestão do resgate, como quanta bateria ainda resta no aparelho.

Para manter essa rede operando, a Apple investiu cerca de US$ 1,5 bilhão na infraestrutura da Globalstar, garantindo prioridade de tráfego.

Quem pode usar o recurso?

Atualmente, o SOS de Emergência via satélite está disponível para usuários das linhas iPhone 14, 15, 16 e 17, caso estejam rodando o iOS 16.1 ou superior. O Apple Watch Ultra 3 também possui suporte. Recentemente, a empresa da maçã expandiu a funcionalidade para usos não emergenciais, permitindo o envio de mensagens via iMessage e SMS comuns via satélite em áreas remotas.

A Globalstar está lançando uma nova geração de satélites, com operação prevista para o final deste ano, custeada em 95% pela Apple. Rumores indicam que os supostos iPhone 18 Pro e Pro Max podem elevar o patamar da conectividade, oferecendo suporte a dados de maior velocidade para navegação básica na web via satélite.

Concorrência no setor

A Apple não está sozinha nessa corrida. Usuários de dispositivos Android, como nas linhas Pixel 9 e Pixel 10 do Google, já contam com recursos similares. Desde 2022, estima-se que essa tecnologia já tenha auxiliado no resgate de centenas de pessoas, incluindo sobreviventes de incêndios florestais em 2024.

iPhone salva 6 pessoas após avalanche na Califórnia; satélite foi fundamental

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Recurso de SOS de Emergência contornou a falta de sinal de celular; tragédia na Sierra Nevada deixou oito mortos e um desaparecido.

(imagem: Juniper Monkeys/Flickr)

Emergency Satelite iPhone 14 (Imagem: Reprodução / Apple)

Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

29 de Janeiro de 2026, 14:59
Veículo autônomo da Waymo andando em uma rua
Waymo agora é investigada pela autoridade rodoviária do país (imagem: reprodução/Waymo)
Resumo
  • Um robotáxi da Waymo atingiu uma criança em Santa Monica (EUA), próximo a uma escola, enquanto operava de forma autônoma.
  • A criança sofreu escoriações leves, mas a autoridade rodoviária do país investiga o sistema de direção da Waymo.
  • Waymo afirma que o veículo reduziu a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do impacto, alegando que um humano teria causado impacto maior.

Um veículo autônomo operado pela Waymo atingiu uma criança na última sexta-feira (23/01). O acidente ocorreu próximo a uma escola primária em Santa Monica (EUA) e levou a autoridade rodoviária do país a abrir uma investigação formal para avaliar o desempenho do sistema de direção da companhia em áreas escolares.

O episódio ocorreu durante o horário de entrada e saída de alunos, período com fluxo intenso de pessoas. Conforme os relatórios oficiais, a criança — cuja identidade foi preservada — atravessou a via repentinamente, saindo de trás de um utilitário esportivo (SUV) que estava estacionado em fila dupla, o que teria limitado o campo de visão.

No momento da colisão, o veículo da Waymo operava sem motorista humano. Ao detectar o pedestre, o software iniciou uma frenagem de emergência, conseguindo reduzir a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do contato.

Segundo o TechCrunch, o jovem sofreu escoriações leves, levantou-se imediatamente e foi encaminhado para atendimento médico após a própria empresa acionar os serviços de emergência. O automóvel permaneceu no local até a liberação policial.

Investigação em curso

Imagem mostra a parte superior de um veículo autônomo da Waymo
Veículo conseguiu reduzir a velocidade rapidamente (imagem: reprodução/Waymo)

A investigação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, na sigla em inglês) foca no comportamento do Sistema de Direção Automatizada (ADS) de 5ª geração da Waymo em cenários de alta complexidade urbana.

O Escritório de Investigação de Defeitos (ODI) pretende apurar se o software adotou as precauções necessárias ao transitar a menos de dois quarteirões de uma escola, onde a presença de usuários vulneráveis exige cautela redobrada.

No local, além de veículos parados irregularmente, havia um guarda de trânsito e outros estudantes na calçada. O órgão regulador planeja ainda examinar se o automóvel respeitou os limites de velocidade locais e como o sistema processa a imprevisibilidade de pedestres que surgem de pontos cegos. A análise técnica também deve verificar se a resposta da inteligência artificial foi rápida o suficiente para as condições do perímetro.

Waymo alega que humano teria causado impacto maior

Em posicionamento oficial, a Waymo afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades. Para contextualizar o evento, a empresa apresentou dados de um modelo de simulação revisado por especialistas que compara a reação do software com o comportamento humano.

Segundo a companhia, em uma situação idêntica, um condutor humano totalmente atento atingiria o pedestre a uma velocidade de aproximadamente 22,5 km/h, enquanto o veículo autônomo conseguiu reduzir para 9,6 km/h. “Essa redução na velocidade e na gravidade do impacto demonstra o benefício em segurança proporcionado pelo sistema Waymo Driver”, defendeu a empresa.

Esse novo inquérito amplia a pressão sobre a subsidiária da Alphabet. O procedimento se soma a outros da NHTSA e do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB). De acordo com o TechCrunch, eles também investigam relatos de veículos autônomos que teriam ultrapassado ilegalmente ônibus escolares em outros estados americanos.

Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

Veículo autônomo da Waymo (Imagem: Reprodução/Waymo)

Califórnia proíbe streamings de mostrar comerciais em volume mais alto

7 de Outubro de 2025, 15:29
Controle da TV LG OLED evo AI C4 4K
Califórnia proíbe streamings de mostrar comerciais em volume mais alto (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Califórnia aprovou lei que proíbe comerciais em volume mais alto em serviços de streaming, como Netflix, HBO Max e Disney+, a partir de julho de 2026;
  • Prática de aumentar o volume dos comerciais tem origem em canais de TV, mas também ocorre em plataformas de streaming;
  • Estados Unidos já tem lei para volume de comerciais, mas em relação a TVs.

Plataformas de streaming como Netflix, HBO Max e Disney+ oferecem planos que exibem anúncios em troca de uma assinatura mais barata. Mas esses serviços podem exibir os comerciais em volume mais alto em relação ao vídeo reproduzido. Na Califórnia (EUA), essa prática será proibida.

O problema do volume mais alto durante os comerciais vem dos canais de TV. Quem já dormiu no sofá assistindo a um filme e acordou sobressaltado com o som mais alto de um comercial sabe bem como é isso.

Mas esse comportamento também pode ser percebido em serviços de streaming, ainda que com menor frequência, o que motivou a criação de uma lei específica para isso na Califórnia.

Normalmente, a diferença de volume entre o conteúdo reproduzido e os anúncios exibidos nos intervalos ocorre devido a variações técnicas de áudio.

É possível, por exemplo, que comerciais tenham um nível de compressão de áudio que ressalta sons originalmente mais baixos. Essa abordagem pode fazer o áudio ser percebido como mais alto em relação ao filme ou série, que normalmente conta com um método de compressão diferente.

Sim, também pode haver produtoras de comerciais que deixam o volume do comercial mais alto ou não seguem as boas práticas para o áudio de modo intencional, para fazer o anúncio chamar a atenção do usuário.

TV de 55 polegadas exibe interface de streaming com títulos e imagens de séries e filmes, som em barra está posicionado abaixo da tela.
Serviço de streaming em TV (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Lei da Califórnia entre em vigor em julho de 2026

Independentemente do motivo para o volume mais alto em comerciais, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou uma lei que proíbe que isso ocorra em serviços de streaming. As plataformas terão até 1º de julho de 2026 para se adequar, data em que a nova lei entrará em vigor.

Embora a lei seja restrita a um único local, é possível que ela sirva de “inspiração” para uma legislação que envolva os Estados Unidos como um todo (ou até outros países).

Isso porque, para TVs, o país conta com a lei Commercial Advertisement Loudness Mitigation Act (CALM Act), que desde 2010 proíbe a transmissão de áudio de comerciais em volume mais alto em relação ao programa exibido.

Com informações de Engadget

Califórnia proíbe streamings de mostrar comerciais em volume mais alto

Controle da TV LG OLED evo AI C4 4K (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung Q7F roda sistema One UI Tizen (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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