Visualização normal

Received before yesterdayTecnoblog

Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

14 de Maio de 2026, 16:47
Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple avançou em um acordo com o Google para substituir o ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI pode processar a Apple por quebra de contrato devido à baixa adesão do ChatGPT no iOS.
  • Segundo a Bloomberg, a insatisfação da OpenAI é causada pela limitação do uso do ChatGPT em sistemas operacionais da Apple.
  • A Apple abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, permitindo escolher qual motor de IA responderá às solicitações na Siri.

Uma das colaborações promissoras do Vale do Silício corre o risco de acabar nos tribunais. Após dois anos, a aliança estratégica entre Apple e OpenAI apresenta fortes sinais de desgaste. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a startup de inteligência artificial estuda processar a gigante de Cupertino por quebra de contrato.

O principal motivo para a crise seria a integração do ChatGPT no ecossistema da Maçã, que teria frustrado as expectativas financeiras da desenvolvedora.

Por que a OpenAI pode processar a Apple?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Empresa de Sam Altman pode levar Apple à Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A insatisfação da OpenAI envolve a maneira como a Apple limitou o uso do ChatGPT em seus sistemas operacionais. Inicialmente, a startup acreditava que a integração nativa com a Siri e o posicionamento privilegiado em outros softwares impulsionariam a adoção de planos pagos.

Mas, na prática, o uso da tecnologia permaneceu restrito. De acordo com pesquisas conduzidas pela própria OpenAI, as respostas fornecidas pela integração nativa acabam sendo limitadas e exibidas em janelas pequenas. Como resultado, os consumidores continuam usando o aplicativo oficial do chatbot.

À Bloomberg, um executivo da OpenAI afirmou que a empresa fez tudo o que estava ao seu alcance, mas a Apple não se esforçou para promover a ferramenta. Diante desse cenário, a startup estuda uma possível notificação antes de avançar legalmente.

O atrito não seria unilateral. A Apple também acumula críticas em relação à parceira, especialmente no que diz respeito às políticas de proteção de dados dos usuários.

Além disso, a companhia de Sam Altman adquiriu a startup de hardware liderada por Jony Ive, ex-chefe de design da própria Apple. Para agravar a situação, a OpenAI estaria recrutando engenheiros da parceira, o que teria gerado um forte mal-estar nos bastidores.

Novos rivais no iOS 27

ChatGPT no iPhone
Integração do ChatGPT deve perder exclusividade no iOS 27 (ilustração: reprodução/Apple)

Como reflexo dessa relação desgastada, a presença exclusiva do ChatGPT nos softwares da Apple está com os dias contados. A fabricante do iPhone abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, que terá mais detalhes revelados na WWDC no dia 8 de junho.

O novo sistema permitirá que os usuários escolham qual motor de IA responderá às solicitações na Siri. A Apple já teria testado integrações com o Claude, da Anthropic, e firmou uma parceria de peso com o Google para reformular seus próprios modelos de IA utilizando o Gemini.

Essa diversificação ocorre em um momento delicado para a Apple, que foi alvo de ações por propaganda enganosa nos Estados Unidos e no Brasil, ambas por atrasos na entrega dos recursos de IA prometidos para 2024.

Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

CEO da IBM critica os gastos de trilhões de dólares com IA

3 de Dezembro de 2025, 12:51
Homem de meia-idade sentado em um sofá claro, em ambiente iluminado por luz natural. Ele usa blazer azul xadrez, camisa social azul clara e jeans. Está levemente inclinado para frente, com as mãos unidas, olhando para a câmera com expressão tranquila. Ao fundo, há janelas amplas com vista desfocada de árvores verdes.
Arvind Krishna está no cargo desde 2020 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da IBM, Arvind Krishna, critica os investimentos trilionários em data centers para IA, duvidando do retorno financeiro.
  • Krishna estima que um data center de 1 gigawatt custa cerca de US$ 80 bilhões, totalizando US$ 8 trilhões para 100 gigawatts.
  • Krishna avalia a chance de atingir a inteligência artificial geral em 1%, indicando ceticismo quanto ao avanço tecnológico necessário.

Arvind Krishna, CEO da IBM, não está convencido de que os investimentos de trilhões de dólares em data centers vão se pagar no futuro com o desenvolvimento da inteligência artificial. Mesmo assim, ele não acredita que exista uma bolha no mercado de tecnologia.

Krishna participou do podcast Decoder, apresentado por Nilay Patel, editor do Verge. Vale dizer que, ao contrário de outros programas mais amigáveis aos executivos do Vale do Silício, o Decoder não costuma fugir de temas polêmicos.

Executivo não acredita em retorno do investimento

Para explicar seu ceticismo com os atuais gastos com data centers, Krishna colocou alguns números na ponta do lápis. Um data center de 1 gigawatt custa cerca de US$ 80 bilhões, nas estimativas do CEO. E, acompanhando o setor, ele diz que os compromissos já chegaram a 100 gigawatts, o que significa US$ 8 trilhões.

“Na minha avaliação, não tem como você ter retorno, porque, para US$ 8 trilhões de investimentos, significa que você precisa de cerca de US$ 800 bilhões de lucro só para pagar juros”, analisa.

Além disso, essas empresas terão que lidar com a depreciação dos chips de IA. “Você tem que usar tudo em cinco anos, porque nesse ponto, tem que jogar tudo fora e substituir”, comenta o CEO.

Mesmo assim, ele não acredita que haja uma bolha no mercado. Para Krishna, muita gente vai perder dinheiro, mas duas ou três empresas poderão ter lucros aproveitando as estruturas construídas e desenvolvendo produtos.

Chance de AGI é de no máximo 1%, diz CEO

A aposta do setor de IA é que os investimentos levarão à chamada inteligência artificial geral (AGI, em inglês), capaz de completar tarefas complexas com desempenho melhor que o de seres humanos. Isso atrairia consumidores suficientes para ter lucro e pagar os investimentos feitos.

Krishna discorda: ele acha que as tecnologias atuais não são suficientes para atingir esse patamar. Ele até mesmo quantifica isso, colocando uma chance de chegar a esse estágio sem um grande salto tecnológico entre 0% e 1%.

“Eu acho que as tecnologias atuais são ótimas. Eu acho que são incrivelmente úteis para as empresas. Eu acho que isso vai liberar trilhões de dólares em produtividade”, explica. “Dito isso, eu acho que a AGI precisa de mais tecnologias que os modelos de linguagem de larga escala e derivados. Acho que será necessário unir conhecimento e LLMs. Nós temos palavras, e eu não tenho certeza se esta é a única forma de criar conhecimento.”

Com informações do Verge e da Business Insider

CEO da IBM critica os gastos de trilhões de dólares com IA

💾

Executivo não acredita que será possível gerar o lucro necessário para pagar os investimentos feitos. Para ele, chance de atingir IA geral é de 1%.

Arvind Krishna está no cargo desde 2020 (imagem: divulgação)

“Agentes de IA não funcionam”, diz cofundador da OpenAI

20 de Outubro de 2025, 15:53
Imagem mostra um homem de camisa preta, sentado com uma mesa de madeira à frente e um microfone com pedestal próximo à boca
Andrej Karpathy cunhou o termo “vibe coding” (imagem: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, afirma que agentes de IA são superestimados e ainda carecem de inteligência e aprendizado contínuo.
  • Ele criticou a busca por IAs autônomas que substituem humanos e defendeu a colaboração homem-máquina para evitar conteúdo de baixa qualidade.
  • Segundo Karpathy, até mesmo o “vibe coding”, conceito cunhado por ele, também teria limitações de segurança e controle.

Apesar do otimismo do Vale do Silício, os agentes de IA — assistentes virtuais projetados para executar tarefas de forma autônoma — continuam longe de cumprir suas promessas. A avaliação é do cofundador da OpenAI e ex-chefe de IA da Tesla, Andrej Karpathy.

Em uma participação recente no Dwarkesh Podcast, Karpathy foi direto: “Eles simplesmente não funcionam”. Segundo ele, as ferramentas atuais ainda carecem de inteligência, multimodalidade e capacidade de aprendizado contínuo.

“Eles são cognitivamente deficientes e simplesmente não estão funcionando”, completou, estimando que levará “cerca de uma década” para resolver essas questões.

Agentes de IA x realidade

A declaração de Karpathy joga um balde de água fria em um dos temas mais promovidos pela indústria de tecnologia. Como observa o Business Insider, muitos investidores chegaram a apelidar 2025 de “o ano do agente”. A promessa é que esses sistemas possam, no futuro, realizar tarefas como agendar viagens, gerenciar e-mails ou até mesmo desenvolver softwares com pouca, ou nenhuma, intervenção humana.

O site lembra que o líder de crescimento da ScaleAI, Quintin Au, já havia explicado como os erros dos agentes se acumulam. Segundo o executivo, se um modelo de linguagem tem 80% de precisão em cada ação individual, a chance de um agente completar corretamente uma tarefa de cinco passos é de apenas 32%, pois a margem de erro se multiplica a cada etapa.

Entretanto, em uma publicação no X/Twitter após o podcast, Karpathy reforça que sua crítica é, principalmente, à direção que a indústria está tomando. Para ele, “a indústria vive em um futuro onde entidades totalmente autônomas colaboram em paralelo para escrever todo o código e os humanos são inúteis”.

O cofundador da OpenAI defende a colaboração entre humanos e IA. “Eu quero que [a IA] puxe a documentação da API e me mostre que usou as coisas corretamente. Quero que ela faça menos suposições e colabore comigo quando não tiver certeza de algo”, escreveu.

Um dos riscos de criar agentes que tornam humanos obsoletos, segundo Karpathy, é a proliferação de AI slop, conteúdo de baixa qualidade gerado por inteligência artificial. Esse já é um grande problema nas redes sociais.

Vibe coding também é limitado, segundo Karpathy

Ilustração de inteligência artificial
Karpathy popularizou a ideia de vibe coding, mas vê limitações no modelo (imagem: Growtika/Unsplash)

Andrej Karpathy também é conhecido por cunhar o termo “vibe coding”, uma nova abordagem de programação que, segundo ele, consiste em esquecer “que o código existe”. Nela, em vez de escrever linhas de comando, o programador apenas descreve o que deseja em linguagem natural e a IA faz o trabalho pesado.

Mais cedo neste ano, o próprio Karpathy contou, no X, que usa ferramentas como o Composer (da startup Cursor AI) e o modelo de linguagem Sonnet (da Anthropic) para desenvolver aplicações. Por elas, ele dita os comandos por voz e, quando encontra um erro, simplesmente copia e cola a mensagem de volta na IA. Essa é a mesma abordagem da plataforma Opal, do Google, que chegou ao Brasil há poucas semanas.

Curiosamente, o próprio admitiu recentemente que não conseguiu codificar seu programa de vibe coding, o Nanochat, por IA. Em resposta a um comentário, Karpathy diz que tentou usar agentes como o Claude e Codex, mas preferiu programar tudo à mão.

Para o executivo, o método permite criar produtos a partir de poucas instruções, mas ainda é limitado. Segundo Karpathy, a geração de código pode se tornar incontrolável em projetos maiores e também pode criar vulnerabilidades de segurança.

“Agentes de IA não funcionam”, diz cofundador da OpenAI

💾

Andrej Karpathy defende que agentes de IA são superestimados. Para o criador do termo "vibe coding", ainda há riscos em tecnologias totalmente autônomas.

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)
❌