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Como saber se o carregador do iPhone é original? Confira 6 dicas de análise

23 de Junho de 2026, 15:17
Carregador de tomada do iPhone 12 Pro (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Conheça os principais detalhes que ajudam a identificar um carregador original de iPhone (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Identificar as diferenças entre um carregador de iPhone original e falso é essencial para preservar a saúde da bateria e evitar danos ao dispositivo. Embora não exista uma solução única, a autenticidade pode ser confirmada por meio de uma inspeção detalhada tanto na embalagem quanto na construção do produto.

Sempre verifique a presença do selo da Anatel e a qualidade do acabamento plástico, que deve ser impecável e livre de rebarbas. Além disso, observe se as marcações a laser no acessório são nítidas e se o número de série corresponde exatamente ao que está impresso na caixa do produto.

A seguir, conheça 6 formas de identificar a autenticidade do carregador do iPhone.

1. Verifique o lacre da embalagem

O primeiro passo para identificar o carregador original da Apple é examinar o lacre pull-tab, aquela fita de papel destacável na traseira da embalagem. Esse selo de fábrica precisa estar perfeitamente alinhado e sem vestígios de cola, garantindo a integridade do circuito de distribuição.

Contudo, como o mercado paralelo já comercializa falsificações idênticas desses lacres plásticos e de papel, a inspeção visual externa não confirma totalmente a originalidade. Por isso, é necessário se atentar a outros detalhes do acessório.

2. Analise os manuais da caixa

Os carregadores do iPhone costumam ter três manuais que ajudam a atestar a autenticidade do acessório. Ao abrir a caixa, o usuário deve encontrar o Manual de Guia Prático impresso em papel fosco de alta gramatura, com fontes nítidas e sem erros gramaticais.

No Brasil, o documento da Anatel com o selo de homologação é obrigatório e deve detalhar as especificações elétricas do acessório. Esse encarte técnico comprova que o circuito interno passou pelos testes de segurança e conformidade do país.

O kit é finalizado com o certificado de garantia global, trazendo os termos regulatórios padronizados internacionalmente pela Apple. A ausência de qualquer um desses três folhetos ou falhas na impressão são sinais claros de um produto falsificado.

imagem de uma mão segurando a caixa de um carregador de iphone
A caixa e os folhetos internos do carregador do iPhone já dão pistas de que o acessório é original (imagem: João Vitor/Tecnoblog)

3. Confirme se há cabos no pacote

Os carregadores originais da Apple vendidos avulsos não incluem o cabo de energia e dados na embalagem. A fabricante adotou essa política de sustentabilidade Eco-friendly assumindo que o usuário já possui o cabo USB-C que acompanha a caixa do iPhone.

A única exceção fica por conta de acessórios de marcas parceiras homologadas pelo programa MFi (Made for iPhone). Essas empresas terceiras costumam comercializar kits completos, trazendo o adaptador de tomada e o cabo de carregamento rápido no mesmo combo.

imagem de um carregador da apple com um cabo
Os carregadores originais da Apple não acompanham o cabo de energia (imagem: Homemade Media/Unsplash)

4. Observe as gravações no carregador 

Ao examinar a fonte do iPhone, a nitidez das marcações gravadas a laser é o principal indicativo da autenticidade. O texto com as especificações de tensão e corrente elétrica deve ter alinhamento perfeito, sem borrões ou erros ortográficos comuns em peças falsificadas.

Essas informações regulatórias e o código de modelo ficam dispostos de forma sutil e precisa na superfície de policarbonato do acessório. Uma gravação grosseira, com fontes desalinhadas ou em alto-relevo rústico na carcaça plástica, serve como um imediato sinal de alerta.

imagem de um carregador da apple de 20w com as informações técnicas gravadas a laser
Os acessórios originais trazem as informações técnicas gravadas a laser (imagem: João Vitor/Tecnoblog)

5. Veja se a fonte tem o selo da Anatel

No mercado brasileiro, o selo da Anatel colado diretamente na carcaça do carregador do iPhone é obrigatório e atesta que o circuito elétrico cumpre as normas de segurança. Essa marcação traz o logotipo oficial da agência reguladora e um número de homologação exclusivo de 12 dígitos.

Contudo, como os falsificadores costumam replicar essa identidade visual, a mera presença física da estampa não garante a procedência. O método infalível é checar essa numeração no Sistema de Consulta de Produtos da agência para validar a certificação de conformidade.

Baterias de sódio podem ser a solução para recargas rápidas de verdade (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Todos os carregadores originais do iPhone trazem o selo da Anatel, permitindo checar as informações no Sistema de Consulta de Produtos (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

6. Compare os números de série

Uma das táticas eficientes para flagrar uma falsificação é cruzar o código alfanumérico de identificação gravado em cada componente. Embora não exista uma ferramenta oficial para consultar o número de série do carregador Apple, a correspondência exata desses dígitos é um forte indicativo de autenticidade.

O consumidor deve comparar a sequência impressa no adaptador com o código de barras da embalagem e a nota fiscal emitida. Qualquer divergência nos caracteres ou no espaçamento das fontes revela uma falha na cadeia de suprimentos ou adulteração no lote.

Como os falsificadores costumam replicar sequências válidas em massa, esse batimento de dados não deve ser o único teste. A validação definitiva exige combinar essa checagem física na construção do produto e os materiais enviados na caixa.

imagem de um carregador da apple de 20w
Verificar o número do modelo do acessório com as informações da caixa é uma das formas de verificar se o produto é original (imagem: João Vitor/Tecnoblog)

Quais são os riscos de usar um carregador de iPhone falso? 

Estes são alguns riscos que o usuário corre ao utilizar um carregador de iPhone falso:

  • Incêndio por superaquecimento: fontes paralelas costumam falhar em testes básicos de isolamento térmico e elétrico, acumulando calor excessivo nos componentes internos até o ponto de ignição física;
  • Choque elétrico por falha de isolamento: a ausência de blindagem interna adequada e a montagem rústica do circuito integrado expõem o consumidor a descargas elétricas de alta tensão potencialmente letais;
  • Danos severos à bateria e aos circuitos: o fornecimento instável de corrente e a flutuação de tensão estressam as células de íons de lítio, reduzindo drasticamente a saúde da bateria do smartphone;
  • Carregamento lento por ineficiência energética: componentes de baixa qualidade não mantêm o fluxo de energia linear, resultando em um processo de recarga demorado que superaquece o chassi do aparelho;
  • Explosões causadas por falha estrutural: em cenários de picos na rede elétrica, o colapso dos capacitores internos de baixa qualidade pode provocar o rompimento da carcaça plástica e queimaduras graves;
  • Ausência completa de certificações de segurança: esses produtos ignoram os rigorosos protocolos de controle de qualidade e os testes laboratoriais exigidos por órgãos reguladores internacionais para proteção do consumidor.

Onde posso encontrar um carregador de iPhone original?

A melhor estratégia para ter um carregador e outros acessórios originais para diferentes tipos de iPhone é adquirir diretamente em canais oficiais da Apple. Comprar nas lojas físicas ou no site da marca elimina o risco de investir em componentes falsificados que danificam a bateria do dispositivo.

O consumidor deve evitar ofertas suspeitas em marketplaces e dar preferência para revendedores autorizados que emitem nota fiscal e garantia de fábrica. Essa procedência certificada é a única segurança real para os circuitos integrados de gerenciamento de energia e chips de proteção do smartphone.

Só a Apple vende carregadores de iPhone originais?

Não, o mercado oferece carregadores autorizados pela Apple, desenvolvidos por fabricantes parceiras. Para garantir a segurança e compatibilidade com o ecossistema, o consumidor precisa procurar pelo selo MFi (Made for iPhone) estampado na embalagem do produto.

Essa chancela técnica internacional atesta que o acessório foi homologado nos laboratórios da Maçã. Isso significa que o componente passou por rigorosos testes de qualidade, protegendo o smartphone contra sobretensões e oscilações na rede.

Também consigo saber se o cabo do iPhone é original?

Sim, analisar o acabamento das conexões e as inscrições no revestimento é essencial para saber se o cabo do iPhone é original. Os fios genuínos trazem a frase “Designed by Apple in California” seguida por um número de série de 12 dígitos impresso a laser de forma nítida.

No aspecto físico, os conectores moldados por injeção precisam apresentar superfícies metálicas polidas e contatos elétricos arredondados. Cabos falsificados exibem rebarbas plásticas na junção e pinos desalinhados, comprometendo a condução da corrente e do barramento de dados do smartphone.

Como saber se o carregador do iPhone é original? Confira 6 dicas de análise

Carregador de tomada do iPhone 12 Pro (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Os acessórios originais trazem as informações técnicas gravadas a laser (imagem: João Vitor/Tecnoblog)

Baterias de sódio podem ser a solução para recargas rápidas de verdade (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Verificar o número do modelo do acessório com as informações da caixa é uma das formas de verificar se o produto é original (imagem: João Vitor/Tecnoblog)

O que é juice jacking? Saiba como funciona a ameaça que usa portas USB

29 de Maio de 2026, 09:07
Ilustração de recarga USB pública para representar juice jacking
Portas USB públicas modificadas podem esconder a ameaça juice jacking; entenda (Imagem: Mike Winkler/Unsplash)

Juice jacking é uma ameaça cibernética que utiliza portas USB públicas para roubar dados ou instalar arquivos maliciosos nos dispositivos das vítimas.

Nessa ameaça, portas USB são modificadas a sistemas ou dispositivos com capacidade para interceptar dados via conexão USB. As vítimas podem achar que estão apenas recarregando seus aparelhos, e muitas vezes não percebem a coleta ilegal de informações.

Para se prevenir contra juice jacking, é recomendável evitar estações públicas de recargas USB, utilizar cabos limitados à recarga de energia ou usar adaptadores que bloqueiam transferências de dados.

A seguir, entenda melhor o que é e como funciona o juice jacking, e confira medidas de proteção contra essa ameaça cibernética.

O que é juice jacking?

Juice jacking é um tipo de ameaça cibernética que utiliza portas USB públicas para roubar dados ou instalar malware em dispositivos eletrônicos da vítima, como smartphones e tablets.

No juice jacking, portas USB fingem ser meros pontos de carregamento, quando na verdade estabelecem transferências de dados sorrateiramente (e sem consenso) com o aparelho para roubo de informações das vítimas.

O que significa juice jacking?

Juice jacking pode ser traduzido como algo próximo de “sequestro via energia” ou “roubo via carregamento”.

No inglês, “juice” pode ser usado como uma gíria para “energia”, “eletricidade” ou “carga”, principalmente quando se envolve baterias. Já “jacking” vem de “hijacking”, que pode ser traduzido como “sequestro” ou “roubo”.

Apesar da tradução literal, juice jacking não se refere a um roubo de energia: a ameaça envolve roubo de dados enquanto a vítima acha que está carregando a bateria do aparelho. E é a partir dessa analogia que o termo foi cunhado.

Como funciona o juice jacking

O juice jacking começa quando cibercriminosos modificam portas USB públicas de carregamento. Esses pontos geralmente estão localizados em ambiente com alto fluxo de pessoas, até porque quanto mais gente em volta, maiores as chances de alguém se tornar uma vítima.

Visualmente falando, as portas USB parecem ser “comuns”. Mas com as modificações, essas portas podem estar ligadas a um chip ou a outros dispositivos com capacidade para coletar dados ou injetar malware assim que um aparelho é conectado via USB.

Se uma pessoa passar pela estação de recarga maliciosa e estiver com o celular descarregado, ela poderá usar um cabo para recarregar seu dispositivo nessa porta USB. O problema é que os cabos não só repassam corrente elétrica da fonte de energia, como também transferem dados entre pontos.

Ilustração de estação de carregamento USB
Estações de carregamento USB modificadas podem roubar dados assim que o dispositivo é conectado (Imagem: Mike Winkler/Unsplash)

Em alguns casos, a vítima pode aceitar permissões de transferência de dados sem saber do que se trata. Em outros, o alerta sequer é mostrado na tela.

E quando a conexão acontece, o cibercriminoso pode roubar conversas, mídias e dados sensíveis ou mesmo instalar um arquivo malicioso (sem consentimento) para praticar spyware, stalkerware, entre outros tipos de ataque.

À primeira vista, a pessoa acredita que está apenas recarregando seu celular em uma porta USB pública. Na prática, ela se tornou uma vítima de roubo de dados sem perceber.

Quais são os riscos do juice jacking?

O juice jacking costuma envolver principalmente roubo de dados e instalação de malware. Mas há diversos riscos a partir dessas explorações, incluindo:

  • Golpes financeiros: os cibercriminosos quase sempre vão se aproveitar de dados pessoais da vítima para roubar o dinheiro delas ou conseguir algum montante.
  • Ataques ransomware: se o dispositivo for comprometido, os atores do ataque podem exigir recompensas (em dinheiro ou criptomoedas) para normalizar o aparelho.
  • Roubo de credenciais: dependendo dos dados roubados via juice jacking, os golpistas podem conseguir acesso a sistemas, serviços e até espaços físicos.
  • Aplicação de outros golpes: o juice jacking pode ser usado para sequestrar informações das vítimas e motivar a aplicação de outros golpes a partir dos dados coletados.

Como se proteger contra juice jacking

Existem algumas medidas preventivas contra o juice jacking. E dentre as principais ações contra essa ameaça, estão:

  • Evite recarregar o aparelho em estações públicas: sempre que possível, evite de conectar o seu dispositivo a portas USB públicas ou desconhecidas.
  • Fique atento às configurações de conexão: caso vá utilizar uma estação de carregamento pública, escolha a opção de conexão que habilita somente o carregamento de energia.
  • Carregue um power bank com você: se possível, utilize carregadores portáteis (power banks) ao invés de usar portas USB desconhecidas.
  • Use cabos limitados à carregamento de energia: fora de casa, opte por cabos mais simples limitados à recarga de energia (sem opção de transferência de dados).
  • Mantenha o seu dispositivo atualizado: mantenha as atualizações de software e segurança do seu aparelho em dia, já que novos patches podem corrigir bugs e falhas de cibersegurança.
  • Use adaptadores de bloqueio de dados: use adaptadores que bloqueiam dados do seu dispositivo; no mercado, eles podem ser encontrados como “USB data blocker” ou “camisinhas USB”.
Ilustração de adaptador data blocker
Adaptadores data blocker podem bloquear roubo de dados via conexão USB (Imagem: Reprodução)

O que fazer ao suspeitar de juice jacking?

Caso suspeite de juice jacking, remova instantaneamente o cabo da porta USB. Vale também desativar Wi-Fi, dados móveis, Bluetooth e qualquer outra conexão do aparelho que possa ser usada para transferência de dados.

Demais recomendações incluem fazer varredura com algum programa de proteção cibernética, e trocar todas as suas senhas (se julgar necessário).

Celulares iPhone são mais seguros que Android contra juice jacking?

Sim, mas com ressalvas. Smartphones Android possuem o modo depuração USB, que concede acesso total ao celular a partir de uma conexão USB a um dispositivo. O iPhone conta com um recurso parecido, mas que oferece menos permissões e alerta sobre qualquer novo dispositivo conectado.

Além disso, estações públicas de recarga costumam usar o padrão USB-A, que é um padrão visto em praticamente todos os cabos de smartphones Android. Em contrapartida, os cabos de iPhones mais recentes costumam ter saída para Lightning ou USB-C, não sendo compatíveis com o padrão USB-A.

Em suma: iPhones não são imunes a juice jacking, mas costumam ser mais seguros que Android envolvendo essa ameaça.

Qual é a diferença entre juice jacking e Man-in-the-Middle?

Juice jacking é uma ameaça da qual estações de USB modificadas fingem ser pontos de recarga para roubarem dados de dispositivos conectados. Esse tipo de ataque depende de conexão física entre o aparelho da vítima e a porta USB.

Man-in-the-Middle é um crime cibernético em que o invasor intercepta transmissões de dados para coletar informações da vítima sem consentimento. Essa ameaça não requer conexão física, e geralmente envolve redes Wi-Fi públicas falsas — cujas conexões acontecem remotamente, sem contato.

O que é juice jacking? Saiba como funciona a ameaça que usa portas USB

(Imagem: Mike Winkler/Unsplash)

(Imagem: Mike Winkler/Unsplash)

O que é USB-IF? Conheça o papel e a história do consórcio que padronizou o USB

25 de Março de 2026, 15:06
USB
Entenda como o USB-IF é importante para a padronização da tecnologia USB no mercado (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A USB Implementers Forum (USB-IF) é a organização que define o padrão técnico mundial de conectividade. Por meio de certificações rigorosas, a entidade garante que a tecnologia USB ofereça interoperabilidade e segurança entre diversos dispositivos.

A história do fórum começou em 1995, quando líderes como Intel e Microsoft se uniram para simplificar a conexão de periféricos. Essa colaboração permitiu o lançamento comercial em 1996, substituindo portas obsoletas por um ecossistema único e harmonioso.

A importância da USB-IF para o mercado é essencial, pois elimina a fragmentação técnica e fortalece a confiança do consumidor. A organização assegura a experiência plug-and-play enquanto fomenta a inovação e o crescimento econômico do setor global de hardware.

A seguir, conheça mais sobre a USB-IF, sua história detalhada e as empresas que fazem parte do grupo. Também saiba os padrões e certificações definidos pela entidade.

O que é USB-IF?

A USB Implementers Forum (USB-IF) é uma organização sem fins lucrativos que gerencia o padrão USB, estabelecendo as especificações técnicas de velocidade e energia. Seu papel é garantir a interoperabilidade e conformidade global entre dispositivos por meio de rigorosos programas de certificação e licenciamento.

Qual é a função da USB-IF?

A USB-IF define e mantém os padrões técnicos do protocolo Universal Serial Bus (USB), estabelecendo as diretrizes para transferência de dados e o carregamento de energia. O fórum assegura a evolução do ecossistema e a interoperabilidade universal entre diversos periféricos, cabos e dispositivos.

A organização também gerencia programas de conformidade e testes rigorosos para validar se o hardware atende aos requisitos elétricos e mecânicos estabelecidos. Essa fiscalização autoriza o uso de logotipos oficiais, garantindo ao consumidor a segurança e a funcionalidade do produto.

Por meio de estratégias de marketing e suporte técnico, a USB-FI promove a adoção global de novas gerações da tecnologia para simplificar a conectividade. O objetivo é proteger as marcas registradas e assegurar uma experiência plug-and-play intuitiva para todos os usuários.

USB-C (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O USB-IF é responsável por editar as normas técnicas e padrões de conformidade para as conexões USB (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a história da USB-IF?

Fundada em 1995 por líderes como Intel e Microsoft, a USB-IF surgiu para padronizar a conectividade entre computadores e periféricos. O fórum sem fins lucrativos viabilizou o lançamento comercial da tecnologia em 1996, substituindo a confusão de portas antigas.

Nos anos seguintes, a adesão de gigantes como Apple e HP consolidou o ecossistema por meio de rigorosos programas de conformidade técnica. Essa união garantiu que dispositivos de diferentes marcas operassem harmoniosamente, eliminando barreiras de compatibilidade para o usuário.

A evolução técnica saltou do USB 2.0 em 2000 para a versatilidade do conector USB-C em 2014 e para o poder de transmissão do USB4 em 2019. Cada etapa focou em aumentar a largura de banda e a entrega de energia, mantendo a simplicidade no uso.

Atualmente, a USB-FI foca na gestão de marcas registradas e na certificação global para assegurar a experiência plug-and-play. A organização continua moldando o futuro digital ao unificar carregamento e transferência de dados em um único padrão universal.

Quais empresas fazem parte da USB-IF?

A USB-IF reúne mais de 1.000 membros globais, incluindo gigantes da tecnologia e fabricantes especializadas em componentes. O grupo é liderado por um conselho administrativo que inclui nomes como Apple, HP, Intel, Microsoft e Renesas.

Fundado originalmente por empresas como IBM e Compaq, o fórum hoje integra líderes como Broadcom, Texas Instruments e STMicroelectronics. Essas corporações colaboram para definir diretrizes de conformidade e garantir a interoperabilidade universal do padrão USB.

Uma conexão USB permite fluxo de dados e recarga elétrica (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
A USB-IF foi essencial para a evolução da tecnologia USB e sua adoção em diferentes dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são os padrões USB definidos pela USB-IF?

Estes são os padrões da tecnologia Universal Serial Bus (USB) definidos pela USB-FI:

  • USB 1.x (Original): lançado em janeiro de 1996, estabeleceu as bases da conectividade com velocidades de 1,5 a 12 Mbps, sendo ideal para periféricos básicos como teclados e mouses;
  • USB 2.0 (Hi-Speed): introduzido em abril de 2000, elevou a taxa de transferência para 480 Mbps e consolidou a retrocompatibilidade entre as versões de USB, tornando-se o padrão global por mais de uma década;
  • USB 3.2 (SuperSpeed): unifica as gerações de 5, 10 e 20 Gbps (Gen 1, Gen 2 e Gen 2×2), focando em transferências de alto desempenho para armazenamento externo e câmeras de alta resolução;
  • USB4 (Next-Gen): baseado no protocolo Thunderbolt, alcança até 80 Gbps na versão 2.0 e permite a transmissão simultânea de dados, vídeo (DisplayPort) e energia através do tipo USB-C;
  • USB Power Delivery (PD): protocolo de carregamento dinâmico que suporta até 240 W, permitindo que um único cabo alimente desde smartphones a notebooks de alto desempenho com segurança;
  • Conector tipo USB-C: interface física universal e reversível que substituiu os conectores A e B, tornando-se o padrão obrigatório para transmissão de dados, vídeo e energia em alta velocidade;
  • USB Audio Class: especificação que padroniza a transmissão de áudio digital via USB, permitindo que fones de ouvido e interfaces de som funcionem sem a necessidade de drivers específicos.
Conector USB-C fêmea
O Conector USB-C se tornou um padrão universal para transmissão de dados, vídeo e energia (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quais são as certificações USB-IF?

As certificações da USB-IF garantem que os produtos atendam a rigorosos padrões de desempenho e segurança. Elas são separadas nas seguintes categorias:

  • Cabos e conectores: valida a integridade do sinal e a resistência física de plugues e receptáculos USB contra desgaste. Assegura que o cabeamento suporte altas tensões de energia e frequências de dados sem causar interferências;
  • Desempenho de dados (dispositivos e hosts): certifica periféricos, hubs e controladores em padrões como USB 2.0, USB 3.2 e USB4. O foco é garantir que a largura de banda prometida seja real e mantenha compatibilidade com versões anteriores;
  • Power Delivery (PD 3.1): regulamenta o protocolo de negociação de carga entre carregadores e dispositivos para evitar sobrecargas. Permite o fornecimento seguro de energia em níveis elevados, alcançando patamares de até 240 W (Extended Power Range);
  • Identidade visual e logos: padroniza a sinalização comercial nos produtos para o consumidor identificar claramente a velocidade e potência. Evita a confusão gerada por nomenclaturas técnicas complexas, priorizando o uso de termos como “Gbps” e “Watts”;
  • Compliance de vídeo (DisplayPort Alt Mode): verifica a capacidade de dispositivos transmitirem sinal de vídeo de alta definição simultaneamente ao tráfego de dados. Garante que a integração entre protocolos externos e a porta USB funcione de maneira fluida e sem atrasos.

As certificações da USB-IF são obrigatórias?

As certificações USB-IF são tecnicamente voluntárias, atuando como um selo de conformidade que valida a interoperabilidade e segurança dos dispositivos. Contudo, a aprovação laboratorial torna-se obrigatória para fabricantes que desejam usar legalmente os logotipos oficiais em seus produtos.

No Brasil, dispositivos devem atender às normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que asseguram padrões de segurança elétrica compatíveis. Simultaneamente, a União Europeia impõe o uso do padrão USB-C, tornando as especificações técnicas do fórum mandatórias para entrada nesse mercado.

Embora não sejam uma exigência global, as certificações são essenciais para garantir o suporte de sistemas operacionais e o acesso a grandes varejistas. Sem esse aval, produtos enfrentam restrições de comercialização e riscos técnicos que podem comprometer a integridade do hardware e a confiança do consumidor.

Conectores USB-A, micro-USB, mini-USB, USB-B e USB-A (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Conectores USB-A, micro-USB, mini-USB, USB-B e USB-A (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como saber se um produto tem certificação USB-IF

É possível identificar a certificação USB-IF por meio do logo oficial “Certified USB” na embalagem ou no próprio conector do acessório. A presença do Test ID (TID), um código numérico de registro, é o principal indício de que o item foi testado.

A confirmação técnica também deve ser feita no site usb.org, acessando a área “Certified Product List”. Lá, o usuário pode pesquisar pelo nome do fabricante, modelo ou TID para validar se o item consta no banco de dados da organização.

Desconfie de produtos que usam apenas termos genéricos em anúncios, pois selos falsos são comuns no mercado informal. A validação digital é o único método seguro para garantir que o cabo ou carregador cumpre os padrões de segurança e desempenho.

Símbolos comerciais do USB (imagem original: reprodução/USB-IF)
Símbolos comerciais do USB (imagem: reprodução/USB-IF)

Qual é a importância da USB-IF para o mercado?

A USB-IF padroniza o ecossistema USB para garantir a interoperabilidade global, eliminando a fragmentação técnica e fortalecendo a confiança do consumidor. Assim como o Wi-Fi Alliance e o Bluetooth SIG, o grupo assegura que bilhões de dispositivos se conectem perfeitamente via rigorosos programas de certificação.

Ao ditar normas como USB4 e o tipo USB-C, a organização fomenta a inovação e o crescimento econômico nos setores de informática e eletrônicos. Seus logotipos de conformidade sinalizam confiabilidade, facilitando decisões de compras e consolidando o padrão como líder em transferência de dados e energia.

A entidade ainda oferece suporte técnico e diretrizes que protegem propriedade intelectual, evitando confusões no mercado e acelerando a adoção por diversos fabricantes. Esse ambiente de testes sustenta a dominância tecnológica sobre concorrentes, mantendo uma mensagem coesa para toda a cadeia de suprimentos global.

Qual é a diferença entre certificação USB-IF e MFi?

O USB-FI é uma organização sem fins lucrativos que define os padrões técnicos USB, garantindo que cabos e dispositivos de diferentes fabricantes funcionem corretamente entre si. A certificação foca na conformidade com protocolos de transferência de dados e entrega de energia, assegurando a interoperabilidade do hardware.

O selo MFi faz parte do programa de licenciamento “Made for iPhone/iPad” da Apple, exigindo chips de autenticação em acessórios de terceiros para garantir total compatibilidade. Essa certificação assegura que o produto atende aos critérios rigorosos de segurança e desempenho da marca, permitindo o uso oficial de seus logotipos.

O que é USB-IF? Conheça o papel e a história do consórcio que padronizou o USB

USB (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

USB-C (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uma conexão USB permite fluxo de dados e recarga elétrica (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Conector USB-C fêmea (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Conectores USB-A, micro-USB, mini-USB, USB-B e USB-A (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11: Microsoft lança correção para bug no modo de recuperação

21 de Outubro de 2025, 10:44
Dell XPS 13 2024 tem opção de tela OLED (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft lançou atualização KB5070773 para corrigir bug no modo de recuperação do Windows 11 causado pelo Patch Tuesday de outubro;
  • Bug impedia funcionamento de teclados e mouses USB no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE);
  • Atualização é válida para Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2, e Windows Server 2025.

Na semana passada, a Microsoft lançou um pacote de atualizações para o Windows 11 que corrige falhas, mas que também causou um bug que impede que teclados e mouses USB funcionem no modo de recuperação do sistema operacional. Felizmente, uma correção para o problema acaba de ser liberada.

A falha em questão foi causada pelo Patch Tuesday de outubro para o Windows 11. Vale relembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês.

O conjunto mais recente foi liberado no último dia 14 para corrigir mais de 170 falhas. Mas, pouco tempo depois, a própria Microsoft reconheceu que a atualização causou um bug que impede o reconhecimento de dispositivos USB, como teclados e mouses, no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE).

Embora não afete o funcionamento do Windows 11 em condições normais de uso, o problema causou alguma apreensão porque o WinRE permite diagnosticar e solucionar erros que impedem a correta inicialização do sistema operacional. O WinRE é um recurso de emergência, portanto.

Ambiente de Recuperação do Windows
Ambiente de Recuperação do Windows — WinRE (imagem: reprodução/Microsoft)

Como instalar a correção para a falha no WinRE?

A boa notícia é que a Microsoft não tardou a solucionar o problema. A atualização KB5070773, que corrige a falha, já está sendo liberada publicamente.

Inicialmente, o pacote pode aparecer em seu computador como uma atualização opcional. Mas, ao Windows Latest, a companhia informou que o pacote será obrigatório em algum momento, ou seja, será instalado automaticamente pelo Windows Update.

A atualização é válida para o Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2. O Windows Server 2025 foi igualmente afetado, razão pela qual a correção também vale para esse sistema operacional.

Em todos os casos, quem quiser instalar a atualização manualmente pode baixar o pacote KB5070773 aqui.

Na página, escolha o link correspondente à versão do seu sistema operacional. Digite o comando winver no campo de pesquisa da Barra de Tarefas ou do Menu Iniciar se você não souber qual é a versão do Windows instalada em seu computador.

Windows 11: Microsoft lança correção para bug no modo de recuperação

Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ambiente de Recuperação do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)

Atualização do Windows 11 faz modo de recuperação do sistema falhar

20 de Outubro de 2025, 16:08
Modo escuro no Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Atualização de outubro do Windows 11 (KB5066835) fez o Ambiente de Recuperação parar de reconhecer dispositivos USB;

  • O bug não afeta o funcionamento normal do sistema, apenas o modo de recuperação;

  • Microsoft reconheceu o erro e promete lançar uma correção em breve.

O Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE) é um recurso que permite ao usuário identificar e solucionar problemas que impedem a inicialização ou o funcionamento normal do sistema operacional. Mas uma atualização recente do Windows 11 tem feito esse mecanismo não funcionar corretamente.

Chega a ser irônico, afinal, um dos propósitos das atualizações de sistema é corrigir falhas, não causá-las. Mas foi exatamente isso o que aconteceu com Patch Tuesday de outubro do Windows 11, liberado na semana passada pela Microsoft.

O Patch Tuesday consiste em um conjunto de atualizações de segurança para Windows (e outros softwares) que a Microsoft usualmente libera na segunda terça-feira de cada mês.

Na última edição, mais de 170 falhas foram corrigidas. Mas a própria companhia reconheceu que o pacote causou um bug que prejudica o uso de dispositivos USB no WinRE:

Após instalar a atualização de segurança do Windows lançada em 14 de outubro de 2025 (KB5066835), dispositivos USB, como teclados e mouses, não funcionam no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE).

Se nem ao menos o teclado funciona, passa a não ser possível conduzir a recuperação do sistema operacional.

Ambiente de Recuperação do Windows
Ambiente de Recuperação do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)

Como lidar com esse problema?

Que fique claro que o problema não prejudica o funcionamento do Windows 11 em condições normais de uso. A falha em questão impede apenas o funcionamento de dispositivos USB no Ambiente de Recuperação do Windows, modo que só precisa ser acessado se o sistema operacional tiver alguma dificuldade de inicialização.

O ideal, portanto, é aguardar que a Microsoft libere uma correção para o problema, o que não deve demorar muito, afinal, a companhia já admitiu a existência da falha e já trabalha em uma solução.

Quem não quiser correr o risco de ter problemas com esse bug pode acessar o histórico de atualizações do Windows Update, procurar o pacote KB5066835 e escolher a opção de desinstalação. Depois que o problema tiver sido solucionado pela Microsoft, o pacote pode então ser instalado novamente.

O problema afeta as versões 25H2 (mais recente) e 24H2 do Windows 11, bem como o Windows Server 2025.

Já o Windows 10 deixou de ser suportado pela Microsoft, vale relembrar.

Atualização do Windows 11 faz modo de recuperação do sistema falhar

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ambiente de Recuperação do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)
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