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Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

6 de Abril de 2026, 18:45
“Casa, vista da Orion”: NASA revelou foto tirada com o iPhone 17 Pro Max (imagem: divulgação)
Resumo
  • A NASA autorizou celulares pessoais em missões espaciais em fevereiro de 2026. A Artemis II usou essa regra. O Reid Wiseman publicou fotos da Terra e da Lua feitas com um iPhone 17 Pro Max dentro da cápsula Orion.
  • A Artemis II é a primeira missão lunar tripulada do século XXI. A missão alcançou 406.000 quilômetros da Terra e superou o recorde da Apollo 13, de 1970.
  • O programa Artemis reúne a NASA, a ESA e a AEB. O plano prevê volta à superfície da Lua até 2028, criação de uma base lunar e missões futuras a Marte.

A Missão Artemis II chegou à órbita da Lua nesta segunda (6) e já entrou para a história com belas (e atuais) imagens da Terra e da Lua, registrando a volta do ser humano ao nosso satélite natural após 53 anos. Diferentemente de outras fotos encontradas na internet, os registros feitos diretamente da cápsula Orion, onde viajam os quatro tripulantes da missão, foram feitos pelos próprios iPhones dos astronautas.

Vale lembrar que essa é uma decisão recente: a NASA permitiu que os astronautas levassem dispositivos portáteis pessoais apenas em fevereiro deste ano.

Numa das primeiras imagens, o comandante da missão, Reid Wiseman, aparece observando o planeta Terra. Na tripulação da Orion estão também o canadense Jeremy Hansen e os americanos Victor Glover e Christina Koch.

Terra vista da Missão Artemis 2 (2026)
Já esta foi feita com uma Nikon (foto: divulgação/NASA)

Ida à Lua no século XXI

A Missão Artemis II é parte do Acordo Artemis, que envolve diversas agências espaciais pelo mundo, incluindo a NASA, dos Estados Unidos, a ESA, da Europa e a própria AEB, Agência Espacial Brasileira. A ideia é levar o ser humano de volta à superfície da Lua até 2028, além de estudar a possibilidade de montar uma base fixa no satélite natural da Terra no futuro. Mais à frente, o objetivo é chegar a Marte.

Primeira missão lunar tripulada no século, a Artemis II também marca a maior distância já percorrida por seres humanos para além da Terra: 248.655 milhas (cerca de 406 mil quilômetros), segundo a NASA, superando a missão Apollo 13, de 1970. Mas, dessa vez, com as tecnologias atuais, a viagem tem sido acompanhada e transmitida ao vivo pela agência espacial, sendo possível assisti-la diretamente no YouTube.

Traseira iPhone 17 Pro Max
iPhone 17 Pro Max foi o celular usado por Reid Wiseman para tirar a primeira foto inteira da Terra em mais de 50 anos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os astronautas também fazem seus próprios registros e dão atualizações da missão em tempo real, rendendo tuítes do comandante Reid diretamente da Orion, assim como a imagem do iPhone 17 Pro Max. A tripulação também levou uma Nikon D5.

Segundo o site USA Today, isso foi possível graças a uma nova regulamentação da NASA, que está em vigor desde fevereiro de 2026, logo antes da missão Crew-12, da SpaceX, empresa espacial de Elon Musk. Ela marcou o décimo terceiro voo comercial para a órbita da Terra.

Outros objetos terráqueos no espaço

Não foram a Crew-12 e a Artemis II que inauguraram a ida de objetos terráqueos do dia a dia ao espaço. Em 2018, a SpaceX enviou ao espaço um carro Falcon Heavy, que no momento está vagando pela Via Láctea, pouco depois de Marte. Até agora, já foram mais de 5,3 órbitas ao redor do Sol – e contando. É possível acompanhar a localização e outras informações curiosas sobre a viagem do automóvel num site especial.

Bonequinhos de LEGO enviados ao espaço, Juno (2011)
Bonequinhos de Lego enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011 (imagem: divulgação/National Space Centre)

Também há peças de Lego vagando pelo espaço neste momento, por mais estranho que pareça. A missão Juno, de 2011, levou uma “tripulação” de três bonequinhos de LEGO feitos com alumínio espacial, representando justamente Júpiter e Juno, além de Galileo Galilei, astrônomos que descobriu quatro das luas de Júpiter ainda em 1610.

Aparentemente, a LEGO tem um apreço pelas missões espaciais, já que a própria Artemis I, que foi à Lua sem tripulação, tinha quatro bonequinhos da marca a bordo, segundo a National Space Centre.

Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

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Foto da Terra tirada pelo astronauta Reid Wiseman durante a Missão Artemis II

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Bonequinhos de LEGO enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011.

Riot Games começa a barrar menores de idade nos seus jogos

16 de Março de 2026, 16:30
Imagem mostra a tela de alteração do idioma do LoL (League of Legends)
League of Legends ficará inacessível para menores de 18 anos (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Riot Games iniciou a verificação de idade no Brasil para cumprir o ECA Digital.
  • Jogos como League of Legends e Teamfight Tactics ficarão inacessíveis para menores de 18 anos.
  • O game Valorant permanece acessível para menores entre 12 e 17 anos, desde que com autorização de responsáveis.

A Riot Games iniciou nesta segunda-feira (16/03) a implementação de um sistema de verificação de idade para jogadores no Brasil. A medida faz parte da adaptação às novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entra em vigor amanhã (17/03).

A mudança será gradual: primeiro, usuários maiores de 18 anos precisam validar suas informações. Já a partir de quarta-feira (18/03), contas registradas como pertencentes a menores terão o acesso suspenso nos jogos da empresa.

Os títulos afetados são League of Legends, Teamfight Tactics, League of Legends: Wild Rift, 2XKO e Legends of Runeterra.

A exceção dentro do catálogo é Valorant. O jogo seguirá acessível para usuários entre 12 e 17 anos, desde que haja autorização de um responsável legal. Nesse caso, será necessário informar o e-mail do responsável, que deverá liberar o acesso por meio de um sistema de controle parental.

Como funciona a verificação de idade?

Segundo a empresa, jogadores adultos precisarão confirmar a idade para continuar utilizando os serviços. O processo pode ser feito por diferentes métodos, incluindo CPF, cartão de crédito ou débito, envio de documento oficial ou validação por reconhecimento facial.

Em comunicado, a empresa afirmou que “jogadores com 18 anos ou mais precisarão passar por um processo de verificação de idade para garantir que atendem ao requisito de idade mínima para nossos jogos”. A companhia também indicou que parte dos usuários já pode ter recebido solicitações antecipadas para validação.

Para menores de idade, a regra é mais restritiva. Com a reclassificação temporária de alguns jogos para maiores de 18 anos, contas de adolescentes ficarão bloqueadas para acesso a esses títulos a partir de 18 de março.

Apesar disso, os perfis não serão apagados. A empresa esclarece que o conteúdo permanece armazenado: “Se a sua conta for bloqueada em/ ou após 18 de março de 2026, saiba que ela está apenas pausada e segura. Tudo estará lá quando você puder acessá-la novamente”.

Algo similar aconteceu no começo do ano, quando o Roblox mudou as regras do chat e impediu que menores de 9 anos conversem sem autorização de um responsável.

Imagem mostra alguns jogos da Riot Games
Jogos da Riot Games terão classificação elevada para 18 anos no Brasil (imagem: divulgação)

ECA Digital muda regras para menores de idade

A decisão da Riot acompanha a entrada em vigor do chamado ECA Digital, previsto para 17 de março. A legislação estabelece regras mais rígidas para proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

Entre as principais exigências está o fim da autodeclaração de idade em plataformas digitais. Empresas passam a ser obrigadas a adotar mecanismos de verificação mais robustos e a restringir conteúdos inadequados para menores.

A lei também determina que serviços digitais implementem ferramentas de controle parental, limitem o acesso a conteúdos sensíveis e, em alguns casos, criem versões específicas para o público jovem.

No caso dos jogos eletrônicos, títulos que incluem mecânicas como recompensas aleatórias — as chamadas loot boxes — devem impedir o acesso de menores ou oferecer alternativas sem esse recurso.

A expectativa da Riot é revisar as classificações etárias dos jogos ao longo do tempo. A empresa afirma que pretende restabelecer o acesso para menores até 2027, desde que as novas regras sejam atendidas e haja consentimento dos responsáveis.

Riot Games começa a barrar menores de idade nos seus jogos

Usuário pode alterar o idioma do League of Legends pelo próprio client do jogo (Imagem Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Alguns jogos da Riot Games terão classificação elevada temporariamente para 18 anos no Brasil (Imagem: Divulgação/Riot Games)

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

2 de Janeiro de 2026, 09:08
Falcon 9, da SpaceX, em lançamento de satélites Starlink (Imagem: divulgação/SpaceX)
Lançamento de satélites da Starlink (foto: divulgação/SpaceX)
Resumo
  • A SpaceX reconfigurará a constelação Starlink para 2026, reduzindo a altitude dos satélites de 550 km para 480 km, visando aumentar a segurança e evitar colisões em órbita baixa.
  • Após uma anomalia técnica que causou a perda de um satélite, a SpaceX decidiu pela mudança para evitar riscos em um ambiente orbital saturado.
  • A Anatel aprovou a expansão da Starlink no Brasil, permitindo adicionar 7.500 satélites não geoestacionários à frota existente.

A SpaceX decidiu remanejar a constelação de satélites da Starlink, de acordo com o vice-presidente de engenharia Michael Nicholls. A empresa deve baixar a altitude operacional dos equipamentos, movendo-os da faixa atual de 550 km para cerca de 480 km acima da Terra.

O objetivo da mudança é aumentar a segurança das operações na órbita baixa (também chamada de LEO, na sigla em inglês). Segundo uma postagem de Nicolls, essa redução resulta na “condensação” das órbitas da Starlink, diminuindo a probabilidade de colisões.

Starlink is beginning a significant reconfiguration of its satellite constellation focused on increasing space safety.  We are lowering all @Starlink satellites orbiting at ~550 km to ~480 km (~4400 satellites) over the course of 2026.  The shell lowering is being tightly…

— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) January 1, 2026

Falha pode ter motivado decisão

A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (1º), poucas semanas após a companhia de Elon Musk informar a perda de controle de um satélite após uma “anomalia técnica”.

O monitoramento da empresa independente Leo Labs, indicou que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna” — possivelmente uma explosão ou falha catastrófica no sistema de propulsão — e não por uma colisão externa. O evento resultou na ejeção de material e fragmentos rastreáveis a cerca de 418 km de altitude.

Embora a SpaceX tenha garantido que o objeto se desintegraria na atmosfera, sem riscos para a Estação Espacial Internacional (ISS), o caso evidenciou a fragilidade das operações em um ambiente cada vez mais saturado.

A preocupação com o trânsito espacial é crescente. Atualmente, mais de 24 mil objetos são monitorados na órbita baixa, e estimativas sugerem que esse número pode chegar a 70 mil até o final da década, impulsionado por constelações como a da Starlink e da futura Amazon Leo.

Expansão no Brasil

ilustração sobre o serviço direct-to-cell da starlink
Starlink teve autorização para expandir frota de satélites (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto ajusta os parâmetros de segurança da rede, a Starlink segue ampliando sua capacidade regulatória em mercados estratégicos. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou recentemente uma alteração no direito de exploração da empresa.

A decisão do órgão regulador permite que o serviço aumente o tamanho de sua frota no país. Pela nova regra, a Starlink poderá acrescentar mais 7.500 satélites não geoestacionários, somando-se aos 4.408 originalmente previstos na licença de 2022.

Com o afastamento, a ideia é que a megaconstelação saia dos espaços mais congestionados na órbita do planeta, onde o número de detritos e projetos de satélites concorrentes é maior do que abaixo da linha dos 500 km.

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

Falcon 9, da SpaceX, em lançamento de satélites Starlink (Imagem: divulgação/SpaceX)

Entenda como a Starlink fornece sinal para celulares em lugares mais remotos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Premier League obtém vitória para identificar donos de sites piratas

30 de Dezembro de 2025, 12:29
Premier League consegue decisão na Justiça dos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Premier League obteve uma ordem judicial nos EUA para que a Cloudflare revele dados de operadores de sites de streaming ilegal.
  • A decisão se baseia na lei de direitos autorais dos EUA (DMCA) e visa combater a pirataria que ameaça receitas de transmissão.
  • No Brasil, a Operação 404 bloqueou 535 sites e um aplicativo de streaming ilegal, com apoio de países como Argentina e Reino Unido.

A Premier League, responsável pela primeira divisão do futebol inglês, conseguiu uma ordem judicial nos Estados Unidos que obriga a Cloudflare a fornecer informações sobre os operadores de dezenas de sites de streaming ilegal da competição.

A decisão, divulgada pelo portal TorrentFreak, se baseia em uma intimação emitida sob a lei de direitos autorais dos EUA (DMCA) e determina que a Cloudflare entregue dados cadastrais associados aos domínios investigados. Entre as informações exigidas estão nomes completos, endereços, emails, números de telefone, dados de pagamento e registros de IP usados na administração das contas.

A Cloudflare é uma empresa de infraestrutura de rede que fornece serviço para milhões de sites pelo mundo.

A lista de alvos

O pedido judicial inclui uma relação extensa de domínios conhecidos por retransmitir jogos da Premier League sem licença. Entre eles, aparecem nomes populares no ecossistema da pirataria esportiva, como futemax.la (variação do site popular no Brasil). Alguns dos endereços são:

  • hesgoal.watch
  • ronaldo7.me
  • futemax.la
  • pirlotvenvivo.club (alvo de redirecionamento do pelotalibrevivo.net)
  • 247sport.org
  • bingsport.site
  • 4k-yalla-shoot.info (que redireciona para yallashootspro.com e 3arabsports.net)
  • antenasport.org
  • deporte-libre.click
  • dooball345.com (redireciona para dooball345s.com e dooball345x.com)
  • goaldaddyth.com
  • librefutboltv.su
  • livesports088.com (redireciona para keelalive52.com)
  • ovogoaal.com
  • rbtvplus17.help (redireciona para fctv33.work)

Com o acesso às informações da Cloudflare, a Premier League pretende avançar para ações judiciais diretas contra os responsáveis pelos sites, que, mesmo quando oferecem conteúdo gratuito, costumam gerar receita por meio de publicidade e esquemas de redirecionamento.

Liga defende direitos de transmissão

O que tem no catálogo do Star+? / Divulgação / Star+
Transmissão pirata representa grande parte de receita (imagem: divulgação/Premier League)

A ofensiva jurídica ocorre para garantir a proteção de receitas bilionárias. A venda de direitos de transmissão é a principal fonte de renda da liga inglesa, e a proliferação de serviços de IPTV e sites de streaming gratuitos é vista como a maior ameaça a esse modelo de negócio.

Diferentemente dos bloqueios de IP em tempo real, que são aplicados em parceria com provedores de internet, esta ação nos EUA busca atacar a raiz do problema: a infraestrutura e a responsabilidade civil dos operadores.

Até o momento, a Cloudflare não comentou publicamente sobre a intimação específica, mas a empresa costuma cumprir ordens judiciais e repassar os dados cadastrais dos clientes denunciados.

Combate no Brasil

No Brasil, o enfrentamento à pirataria digital tem sido conduzido principalmente por meio da Operação 404, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A iniciativa chegou à oitava fase neste ano, que levou ao bloqueio ou suspensão de 535 sites e de um aplicativo de streaming ilegal.

Assim como ocorre em ações internacionais, sites especializados em transmissões ilegais de futebol aparecem de forma recorrente entre os alvos da operação, que conta com a participação da Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Reino Unido. Já os Estados Unidos e o México acompanham como observadores e estão interessados na metodologia adotada pelo Brasil para combater a pirataria digital.

Premier League obtém vitória para identificar donos de sites piratas

Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

19 de Dezembro de 2025, 09:04
Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno
Satélite passa por um processo de reentrada na Terra (Imagem: SpaceX/Divulgação)
Resumo

A SpaceX informou que perdeu o controle de um satélite da constelação da Starlink após a ocorrência de uma anomalia técnica, fazendo com que o equipamento passasse a perder altitude e iniciasse um processo de reentrada na atmosfera da Terra. Segundo a empresa, o satélite não representa risco para a Estação Espacial Internacional (ISS) e deve se desintegrar completamente ao atravessar a atmosfera nas próximas semanas.

O episódio ocorreu poucos dias depois de a companhia relatar um quase acidente envolvendo um satélite chinês, o que voltou a chamar atenção para os desafios da operação em órbita baixa da Terra. A região, cada vez mais disputada por empresas privadas e agências governamentais, concentra um número crescente de aparelhos dedicados principalmente a serviços de internet espacial.

O que aconteceu com o satélite da Starlink?

De acordo com a SpaceX, o satélite identificado como Starlink 35956 apresentou uma falha grave que incluiu perda repentina de comunicação, redução de altitude e a liberação de material do sistema de propulsão.

A empresa também mencionou a ejeção de um pequeno número de objetos rastreáveis, com baixa velocidade relativa, o que indica que houve algum tipo de evento energético anormal a bordo.

On December 17, Starlink experienced an anomaly on satellite 35956, resulting in loss of communications with the vehicle at 418 km. The anomaly led to venting of the propulsion tank, a rapid decay in semi-major axis by about 4 km, and the release of a small number of trackable…

— Starlink (@Starlink) December 18, 2025

Segundo a empresa de monitoramento espacial Leo Labs, os dados de radar sugerem que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna”, descartando, ao menos por enquanto, a hipótese de colisão com outro objeto. Após o evento, sensores detectaram dezenas de fragmentos próximos a ele, reforçando a possibilidade de uma falha estrutural ou explosão localizada.

O incidente aconteceu a cerca de 418 quilômetros de altitude, uma faixa considerada especialmente sensível por concentrar grande parte das operações em órbita baixa.

Por que a órbita baixa preocupa especialistas?

Satélites colidem no espaço
Milhares de objetos disputam espaço na órbita baixa da Terra (imagem: SpaceX)

Mais de 24 mil objetos — entre satélites ativos e detritos espaciais — são monitorados nessa região ao redor do planeta. A expectativa é que esse número cresça de forma acelerada nos próximos anos. Estimativas indicam que, até o fim da década, cerca de 70 mil satélites possam estar operando nessa mesma faixa orbital, impulsionados por megaconstelações como a Starlink e da Amazon Leo.

Esse adensamento aumenta significativamente o risco de colisões, que podem gerar ainda mais fragmentos e provocar reações em cadeia difíceis de controlar.

Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno (Imagem: SpaceX/Divulgação)
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