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iOS 27 deve ganhar “modo Siri” na câmera do iPhone

30 de Abril de 2026, 12:40
Traseira iPhone 17 Pro Max
Integração com a Siri vai permitir que o iPhone leia rótulos, ingressos e contatos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 27 terá um novo “modo Siri” integrado ao aplicativo de Câmera
  • A ferramenta transformará o celular em um leitor inteligente, permitindo que o usuário escaneie tabelas nutricionais, cartões de visita e panfletos.
  • O lançamento do iOS 27 está previsto para setembro deste ano e também deve trazer um aplicativo Fotos redesenhado com ferramentas de IA e uma interface de chatbot reformulada.

O iOS 27 deve trazer um novo “modo Siri” integrado ao aplicativo de Câmera, transformando o celular em uma espécie de leitor inteligente do mundo real. A novidade estaria prevista para a Worldwide Developers Conference (WWDC) no dia 8 de junho.

As informações foram reveladas nesta quarta-feira (29/04) pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. De acordo com a reportagem, a fabricante identificou que a atual execução da Inteligência Visual sofre com graves problemas de descoberta. Hoje, o recurso exige que o usuário pressione e segure o botão de Controle da Câmera — atalho físico introduzido na linha iPhone 16 —, um gesto que grande parte do público desconhece ou simplesmente não utiliza.

Para solucionar essa barreira, a Apple deve colocar a IA em evidência na própria interface do sistema. Ao abrir o aplicativo Câmera no iOS 27, o usuário encontraria a opção “Siri” posicionada no menu inferior, exatamente ao lado dos modos tradicionais de Foto, Vídeo, Retrato e Panorama.

Ao selecionar essa aba, o botão branco padrão do obturador seria substituído por um ícone luminoso inspirado na Apple Intelligence, indicando visualmente que a lente do aparelho está pronta para analisar o ambiente, e não apenas para registrar uma fotografia na galeria.

O que o novo Modo Siri poderá fazer?

iPhone 13 Mini (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Novidade visa reduzir a dependência de plataformas de terceiros, como o ChatGPT (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Entre as novidades, o Modo Siri permitiria escanear tabelas nutricionais de embalagens para registrar calorias e macronutrientes no aplicativo Saúde, além de ler cartões de visita e panfletos para salvar novos contatos na agenda. A ferramenta também funcionaria como uma ponte para o aplicativo Wallet, conseguindo digitalizar ingressos físicos e cartões de fidelidade, eliminando a necessidade de digitação manual.

A principal mudança com a chegada desse modo seria a expansão das capacidades de processamento local do iPhone, reduzindo a dependência do sistema em relação a serviços de terceiros. Conforme análise inicial da Macworld, o ecossistema dependeria muito menos de plataformas como o ChatGPT para entregar respostas rápidas e extrair informações visuais úteis para o usuário.

Apesar desse movimento em prol do ecossistema próprio, as funções legadas de Inteligência Visual continuariam disponíveis. A câmera do iOS 27 ainda conseguiria identificar rapidamente raças de cães, espécies de plantas e adicionar eventos ao Calendário a partir da leitura de pôsteres.

Se o usuário desejar, os atalhos para enviar uma imagem ao ChatGPT ou realizar uma busca reversa no Google permaneceriam acessíveis, mas a ação de pressionar e segurar passaria a invocar essa nova interface da Siri dentro do app.

Preparando o terreno para novos vestíveis

A reformulação seria apenas a ponta do iceberg de uma estratégia mais ampla. A Bloomberg aponta que o aperfeiçoamento da Inteligência Visual é um requisito essencial para o lançamento dos próximos wearables (dispositivos vestíveis) da marca.

A Apple estaria trabalhando no desenvolvimento de novos AirPods equipados com sensores visuais, óculos inteligentes e até um suposto dispositivo de IA em formato de pingente. Todos esses produtos dependeriam diretamente de uma Siri capaz de “enxergar” e analisar o ambiente ao redor do usuário em tempo real.

Além desse novo modo de câmera, o iOS 27 deve trazer um pacote robusto de atualizações. Espera-se um aplicativo Fotos totalmente redesenhado, contando com ferramentas generativas de IA para ampliar, reenquadrar e aprimorar imagens de forma automática.

O sistema também entregaria uma interface de chatbot reformulada e um aplicativo próprio e independente para a assistente de voz. O lançamento público da versão final do sistema está previsto para setembro deste ano.

iOS 27 deve ganhar “modo Siri” na câmera do iPhone

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 13 Mini (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Google confirma: Siri com inteligência do Gemini chega ainda em 2026

22 de Abril de 2026, 17:15
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Assistente da Apple deve ganhar IA do Google ainda neste ano (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O chefe do Google Cloud, Thomas Kurian, confirmou que a nova Siri com Gemini deve chegar ainda em 2026.
  • Segundo o executivo, a IA do Google servirá de base para “futuras funcionalidades” da Apple Intelligence.
  • Rumores indicam um custo de US$ 1 bilhão por ano aos cofres da Apple, que deve integrar parte de sua infraestrutura aos data centers do Google.

A nova Siri com Gemini deve chegar ainda em 2026, segundo o chefe do Google Cloud, Thomas Kurian. Ele falou sobre a iniciativa nesta quarta-feira (22/04), durante a conferência Google Cloud Next 2026, em Las Vegas.

De acordo com o portal MacRumors, o executivo confirmou que os modelos da empresa servirão de base para “futuras funcionalidades da Apple Intelligence, incluindo uma Siri mais personalizada que será lançada ainda este ano”.

A IA do Google será o o motor da nova assistente virtual da Apple, repaginada para receber funções baseadas em inteligência artificial. A confirmação reforça o compromisso da dona do iPhone de lançar os novos recursos após uma série de ajustes no cronograma. Segundo rumores, o acordo deve custar à gigante de Cupertino cerca de US$ 1 bilhão (R$ 4,9 bilhões) por ano.

Longo histórico de adiamentos

Plateia observa telão onde se lê "Apple Intelligence"
WWDC 2024 marcou o anúncio da Apple Intelligence (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O caminho para a chegada da Siri inteligente tem sido marcado por adiamentos internos. A Apple adiou a estreia da nova versão da assistente, pela primeira vez, em março de 2025. Na época, ela prometia o lançamento no ano seguinte, e reiterou ao longo do ano que a atualização seria entregue em algum momento de 2026.

Esperava-se que a empresa demonstraria a tecnologia em fevereiro deste ano, mas um novo sinal de adiamento ocorreu no mesmo mês, segundo apuração da Bloomberg. Ainda assim, a Apple confirmou que o projeto continuava previsto para este ano.

A dificuldade para que a tecnologia finalmente veja a luz do dia já balançou cargos dentro da companhia. Os atrasos minaram a confiança do ex-CEO, Tim Cook, no então chefe de IA da companhia, John Giannandrea, que deixou a Apple neste ano.

O que esperar da nova Siri?

A grande mudança deve ocorrer na capacidade da assistente de manter diálogos contínuos e contextuais, de forma mais próxima à experiência oferecida por chatbots. O novo sistema deve permitir a interação mais profunda com apps nativos do ecossistema da Apple, como Mail, Música, Fotos e até o ambiente de desenvolvimento Xcode.

Entre as funcionalidades previstas estão análise e resumo de documentos enviados pelo usuário, edição de imagens por comandos de voz — como recortes e ajustes de cor — e localização e cruzamento de informações entre diferentes fontes.

Como a integração vai funcionar?

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Integração entre Gemini e Apple Intelligence deve usar infraestrutura do Google (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A implementação envolverá uma integração profunda entre as infraestruturas das duas empresas. Por isso, de acordo com o MacRumors, a Apple solicitou que o Google investigasse a configuração de servidores dedicados dentro de seus centros de dados para lidar com o aumento massivo de tráfego esperado.

Ainda não há definição pública se os novos recursos rodarão sob o sistema de Computação em Nuvem Privada da Apple ou se utilizarão integralmente a infraestrutura do Google.

Além do aprimoramento por voz, informações de bastidores revelam que a Siri pode estrear como um aplicativo de chatbot independente no iPhone. Segundo a Bloomberg, a Apple já realiza testes com esse formato para oferecer uma experiência similar à de concorrentes como ChatGPT e o próprio Gemini.

O primeiro contato público com as novidades deve acontecer na Worldwide Developers Conference (WWDC). O evento está previsto para 8 de junho de 2026, data em que a Apple pode apresentar o iOS 27.

Google confirma: Siri com inteligência do Gemini chega ainda em 2026

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WWDC 2024 marca anúncio da Apple Intelligence (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Siri com IA pode ganhar app próprio e estrear em junho

25 de Março de 2026, 13:42
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Apple prepara nova fase da Siri com integração à Apple Intelligence (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple deve lançar uma nova versão da Siri com inteligência artificial em um aplicativo próprio com interface de chatbot.
  • Segundo Mark Gurman, a novidade deve ser revelada em 8 de junho.
  • A nova Siri usará modelos de IA da família Gemini do Google e deve melhorar a curadoria de notícias no Apple News.

Após atrasos, a Apple pode finalmente apresentar uma reformulação significativa da Siri. A nova versão da assistente pode chegar nos próximos meses, com foco em inteligência artificial e maior integração com seus sistemas. Entre as mudanças, a empresa deve anunciar um aplicativo próprio, com interface de chatbot.

A informação é de Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, a novidade deve ser revelada durante a Worldwide Developers Conference (WWDC), marcada para 8 de junho. A nova fase faz parte da reestruturação da plataforma Apple Intelligence, que busca reposicionar a Siri como um agente digital mais completo.

O que deve mudar com a nova Siri?

A principal transformação está na evolução da Siri para um sistema mais integrado ao ecossistema da Apple. A assistente deverá conseguir controlar aplicativos, acessar dados pessoais — como e-mails, mensagens e anotações — e realizar ações diretamente dentro dos apps.

Até agora, a notícia mais recente e mais importante sobre a assistente é a confirmação de que ela usará modelos de inteligência artificial da família Gemini, desenvolvida pelo Google.

Além disso, a Siri também deve aprimorar a curadoria de notícias, com resumos mais completos baseados no conteúdo do Apple News. Segundo Gurman, a ideia seria tornar a assistente uma ferramenta mais útil no dia a dia, reunindo informações em um único ambiente.

Siri com chatbot

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Nova Siri deve ampliar funções dentro de apps (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uma das principais mudanças em teste é a criação de um aplicativo próprio da Siri. Esse app deve funcionar de forma independente e apresentar uma interface semelhante a chats, permitindo interações por texto e voz.

Gurman afirma que o novo formato incluirá histórico de conversas, busca por interações antigas e possibilidade de iniciar novos diálogos. Também será possível enviar arquivos, como documentos e imagens, para análise — algo já comum em plataformas como o ChatGPT.

Apesar da mudança, a Apple não deve posicionar oficialmente a Siri como um chatbot. Ainda assim, a experiência tende a se aproximar desse modelo, com conversas contínuas e respostas mais contextualizadas.

Além disso, a empresa testa integrar a Siri à Dynamic Island, no topo da tela dos iPhones mais recentes, além de substituir o sistema de busca Spotlight por uma versão mais inteligente da assistente. Também está em desenvolvimento um botão “Ask Siri” em aplicativos nativos, permitindo enviar conteúdos diretamente para análise.

Após muitos atrasos e tropeços com a nova Siri, a expectativa é que parte das novidades chegue ainda este ano, enquanto outras sejam liberadas gradualmente.

Siri com IA pode ganhar app próprio e estrear em junho

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

18 de Março de 2026, 12:05
Logotipo da Apple
Apple sofre com a saída de executivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O executivo Brian Lynch deixou a Apple após mais de 20 anos.
  • Ele assume um cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.
  • A saída de Lynch deve afetar projetos de casa inteligente da Apple, setor que ele comandava, que já sofrem com atrasos devido à evolução da Siri.

A Apple registrou a saída de mais um nome: Brian Lynch, que liderava a engenharia de hardware para dispositivos domésticos, deixou a empresa para assumir um cargo na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.

O executivo estava na Apple há mais de 20 anos e agora passa a atuar como vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Oura. A mudança ocorre em um momento de reorganização interna na Apple, sob críticas pela condução de projetos ligados à inteligência artificial e ao design de produtos.

A gigante de Cupertino vem registrando a saída de diversos executivos em meio a esses desafios. Como lembra a Bloomberg, os projetos de casa inteligente da Apple não estão diretamente no centro dessas críticas, mas vêm sendo impactados por atrasos e indefinições estratégicas.

Por que a saída impacta os planos da Apple?

A saída de Lynch provoca um novo abalo em um setor que já enfrenta problemas: ele era responsável por iniciativas ligadas a dispositivos domésticos, incluindo projetos ainda não lançados e considerados importantes para a expansão do ecossistema da Apple.

Entre os principais produtos em desenvolvimento estava um hub para casa inteligente, que teve o cronograma adiado. O motivo central seria a dependência de uma nova versão da Siri, cuja evolução não ocorreu no prazo esperado.

Além disso, a Apple trabalha em outros dispositivos, como sensores de automação residencial e um robô de mesa mais avançado, previstos para os próximos anos. Também há planos envolvendo óculos inteligentes, dispositivos vestíveis com IA e até AirPods com câmeras.

A reformulação da Siri é apontada como peça-chave para integrar esses lançamentos, mas segue sem previsão concreta de chegada ao mercado.

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta desafios na evolução da Siri (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple não consegue emplacar com a IA

A saída de Lynch se soma a um cenário mais amplo de mudanças na Apple, que nos últimos meses viu uma série de executivos deixarem seus cargos. Parte desse movimento está relacionada à dificuldade da empresa em entregar avanços consistentes em inteligência artificial.

Relatos do setor indicam que atrasos na nova geração da Siri afetaram diretamente o cronograma de produtos. Em análise publicada pelo Gizmodo, o projeto foi comparado a “uma baleia branca arrastando um enorme grupo de engenheiros de produto da Apple para as profundezas junto com seu navio, carregado com o que deveriam ser novos e empolgantes gadgets da Apple”.

Internamente, a Apple também iniciou mudanças em sua plataforma doméstica ao encerrar o suporte à versão antiga do sistema Home, pressionando usuários a migrarem para uma arquitetura mais recente.

Apesar do cenário, o CEO Tim Cook afastou rumores sobre sua saída.

Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

18 de Março de 2026, 09:29
Tim Cook em evento da Apple em 2019
Tim Cook negou rumores sobre deixar o comando da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • Tim Cook negou planos de aposentadoria e reafirmou compromisso com a Apple.
  • Rumores sobre a saída de Cook surgiram após mudanças no alto escalão e especulações sobre John Ternus como possível sucessor.
  • A Apple enfrenta pressão para avançar em IA após atrasos na nova Siri.

O CEO da Apple, Tim Cook, negou que deixará o comando da empresa. Em entrevista ao programa Good Morning America na segunda-feira (16/03), o executivo afirmou que não há planos de aposentadoria.

Questionado sobre os rumores, que já circulam há algum tempo, Cook foi direto:

“Não, eu não disse isso. Não disse isso. Amo profundamente o que faço. Há 28 anos, entrei na Apple e tenho amado cada dia desde então.”

Tim Cook, CEO da Apple

Ele ainda reforçou o vínculo com a empresa ao afirmar que “não consegue imaginar a vida sem a Apple.”

Por que surgiram rumores sobre a saída de Tim Cook?

Fotografia colorida de Tim Cook na WWDC 2019, falando em um palco
Tim Cook durante a WWDC 2019 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

A discussão sobre o futuro de Cook ganhou força após uma série de movimentações no alto escalão da Apple. Em um curto intervalo, a empresa registrou saídas relevantes, incluindo lideranças ligadas à área de inteligência artificial e design, o que levantou dúvidas sobre a condução estratégica da companhia.

Além disso, começaram a surgir informações de que um substituto já estava sendo preparado, com John Ternus, que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, sendo o executivo mais cotado para assumir o cargo de CEO da Apple.

Analistas de mercado passaram a questionar se o estilo de gestão mais operacional de Cook é o mais adequado para um cenário dominado por avanços em IA. Um dos críticos foi Walter Piecyk, da LightShed Partners, que chegou a sugerir que 2026 seria um momento oportuno para uma transição de liderança.

Segundo ele, em entrevista à CNBC em dezembro, o cenário de valorização das ações e um novo ciclo de atualizações de produtos poderiam permitir uma saída em alta.

Apple enfrenta problemas com a IA

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta pressão para avançar em recursos de inteligência artificial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Durante a entrevista, Cook também comentou sobre o papel da inteligência artificial no futuro da empresa. Ele classificou a tecnologia como “profunda” e defendeu a abordagem da Apple, que prioriza a privacidade dos usuários.

Nos últimos meses, a empresa tem sido pressionada após atrasos em atualizações importantes, como a reformulação da assistente virtual Siri. Além disso, a Apple firmou parceria com o Google para integrar recursos de IA baseados no modelo Gemini à Siri, enquanto trabalha no desenvolvimento de um modelo próprio.

Mesmo diante das pressões, o CEO sinalizou continuidade no comando e indicou que não há pressa para qualquer mudança de liderança.

Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Siri mais inteligente pode ser adiada novamente

12 de Fevereiro de 2026, 12:38
Uma mulher está em pé, à direita de um grande painel branco, em um ambiente amplo e minimalista com teto circular e iluminação embutida. O painel central exibe um ícone quadrado de cantos arredondados com um degradê de cores vibrantes em laranja, rosa, roxo e azul. No centro do ícone, há um símbolo branco que lembra o formato de um "infinito" estilizado dentro de um círculo. Abaixo do ícone, está escrita a palavra "Siri" em fonte preta. A mulher veste roupas escuras e segura um smartphone na mão esquerda.
Promessa de Siri mais “esperta” está mais de um ano atrasada (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • A Siri com IA generativa pode ser adiada para o iOS 27, previsto para setembro de 2026, devido a problemas nos testes.
  • A Apple usará modelos de IA da família Gemini, do Google, pagando US$ 1 bilhão por ano, para melhorar a Siri.
  • A assistente enfrenta atrasos desde o anúncio na WWDC 2024, devido a uma taxa de erros considerada inaceitável pela própria empresa.

A Siri com recursos de inteligência artificial generativa pode ficar para o segundo semestre de 2026, chegando somente no lançamento do iOS 27. Antes, a expectativa era de que ela estaria disponível em março ou abril, no iOS 26.4.

As informações são do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. De acordo com a publicação, a Apple encontrou dificuldades ao testar a nova versão da assistente, precisando de mais tempo para corrigir os problemas.

O adiamento para o iOS 27, em setembro de 2026, é o pior cenário. Existe ainda a possibilidade de a Siri turbinada chegar em maio de 2026, em uma atualização do iOS posterior ao 26.4.

O que sabemos sobre a nova Siri?

ilustração sobre a assistente virtual Siri
Nova Siri vai usar Gemini, do Google, como base (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A notícia mais recente e mais importante sobre a assistente da Apple é a confirmação de que ela usará modelos de inteligência artificial da família Gemini, desenvolvida pelo Google. O anúncio feito pelas duas empresas foi discreto.

A parceria terá duração de vários anos, e o Gemini servirá de base para os Foundation Models da Apple. Segundo informações de bastidores, a Apple vai pagar US$ 1 bilhão por ano ao Google, e o Gemini ficará responsável por “quebrar” prompts complexos enviados pelo usuário à Siri.

Siri já passa de um ano de atraso

A Siri mais potente foi anunciada na WWDC 2024, realizada em junho daquele ano, como parte do pacote da Apple Intelligence.

Enquanto outros recursos da IA da empresa foram liberados nos meses seguintes, a assistente ainda não recebeu sua grande atualização — tudo o que chegou foi uma integração com o ChatGPT.

Executivos do alto escalão da Apple admitiram que o motivo para tanto atraso foi a baixa qualidade da nova assistente, que tinha uma taxa de erros considerada inaceitável. A demora resultou até mesmo em um processo na Justiça americana por propaganda enganosa.

Com informações da Bloomberg e do TechCrunch

Siri mais inteligente pode ser adiada novamente

Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple deve apresentar a Siri turbinada com Gemini em fevereiro

26 de Janeiro de 2026, 10:57
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Nova assistente poderá resumir documentos e cruzar dados entre aplicativos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple planeja lançar uma Siri reformulada com o Gemini em fevereiro de 2026, com uma reformulação completa prevista para o final de 2026.
  • A nova Siri, sob o codinome “Campos”, terá diálogos contínuos e interações profundas com aplicativos da Apple, utilizando cerca de 1,2 trilhão de parâmetros.
  • A parceria com o Google foi consolidada em novembro de 2025, após negociações com a Anthropic e a OpenAI falharem.

A Apple planeja realizar, na segunda quinzena de fevereiro de 2026, a primeira demonstração oficial da Siri reformulada com inteligência artificial do Google. A ideia é apresentar os resultados da parceria firmada entre as duas gigantes de tecnologia, o que deve marcar a transição da assistente para um modelo de chatbot.

O anúncio, se confirmado, ocorre após atrasos internos no desenvolvimento e visa recuperar o terreno perdido para concorrentes como a OpenAI, dona do ChatGPT, no setor de IA generativa.

O que muda com a nova Siri?

A grande mudança será a capacidade da assistente de manter diálogos contínuos e contextuais, de forma mais próxima à experiência oferecida pelo ChatGPT e pelo próprio Gemini. O novo sistema – desenvolvido sob o codinome “Campos” – permitirá que a Siri interaja de forma profunda com aplicativos nativos do ecossistema da Apple, como Mail, Música, Fotos e até o ambiente de desenvolvimento Xcode.

A Apple denomina a tecnologia como Apple Foundation Models na versão 10. Ela opera com cerca de 1,2 trilhão de parâmetros e será inicialmente hospedada nos servidores de computação em nuvem privada da empresa, o PCC. Com o lançamento do iOS 27 e macOS 27, a arquitetura passará a utilizar a versão 11, com maior capacidade de processamento e execução direta na infraestrutura de nuvem do Google.

Entre as novas funcionalidades previstas estão:

  • Análise de documentos: capacidade de resumir arquivos enviados pelo usuário
  • Edição de mídia: realizar comandos complexos em imagens por comando de voz (como recortes e ajustes de cor)
  • Gestão de dados: localizar e cruzar informações com maior precisão

Na prática, um usuário poderá solicitar que a Siri localize um email de meses atrás e escreva uma resposta baseada em informações da agenda pessoal, por exemplo, cruzando dados de diferentes fontes sem a necessidade de intervenção manual entre os apps.

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Siri utilizará tecnologia do Gemini para processar tarefas complexas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando será o lançamento?

Segundo informações apuradas por Mark Gurman, da Bloomberg, a nova Siri será liberada em fases. A primeira etapa acompanhará o iOS 26.4, com lançamento esperado entre março e abril. Nesta versão, a assistente começará a utilizar o processamento do Gemini para lidar com tarefas complexas. A interface visual completa e a arquitetura definitiva devem ser reservadas no segundo semestre de 2026.

A decisão de adotar o Gemini reflete uma mudança na gestão de software da companhia. O projeto, agora liderado por Craig Federighi, chefe de engenharia de software, ganhou prioridade após a diretoria expressar insatisfação com o progresso dos modelos internos.

A parceria com o Google foi consolidada em novembro de 2025, após negociações com a Anthropic e a OpenAI não avançarem devido a divergências financeiras e conflitos estratégicos. Para a Apple, o uso do Gemini é visto como uma solução de curto prazo para entregar funcionalidades competitivas enquanto a empresa amadurece sua própria infraestrutura de inteligência artificial.

Apple deve apresentar a Siri turbinada com Gemini em fevereiro

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple prepara nova Siri em formato de chatbot de IA

22 de Janeiro de 2026, 14:30
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Maior reformulação da história da Siri pode chegar em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple pode transformar a Siri em um chatbot de IA, com lançamento previsto já no iOS 27 deste ano.
  • Segundo o jornalista Mark Gurman, a interface atual será substituída por um sistema de conversação contínua, similar ao ChatGPT.
  • A nova Siri integrará recursos como análise de documentos, geração e edição de imagens, e gerenciamento de dados pessoais.

Já é sabido que a Apple planeja uma reformulação completa na estrutura e funcionamento da Siri. Agora, novas informações indicam qual será o caminho: a assistente virtual pode virar um chatbot de inteligência artificial e estrear no iOS 27.

Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a atual interface da assistente será substituída por um sistema capaz de manter conversas contínuas, processar textos e executar tarefas complexas.

Internamente, a mudança seria tratada pelo codinome “Campos”, com a possibilidade de apresentação na feira WWDC deste ano, prevista para junho.

Por que a Apple decidiu mudar a Siri agora?

A transformação da Siri em um chatbot seria uma resposta ao cenário competitivo agressivo e à percepção de que a Apple ficou para trás na corrida da IA generativa.

A Siri com recursos aprimorados por IA foi anunciada na WWDC de 2024, mas ainda não foi lançada. A diretoria da Apple ficou insatisfeita com a qualidade da assistente desenvolvida em casa e adiou o lançamento do recurso.

Para recuperar o tempo perdido, a empresa confirmou que a nova Siri usará o Gemini do Google para processamento de IA, enquanto trabalha no desenvolvimento dos seus próprios modelos.

Imagem de uma mulher em um palco virtual. Atrás dela, uma tela gigante com um logo colorido da Siri.
Siri “turbinada” com IA foi anunciada em 2024, mas ainda não chegou (imagem: reprodução/Apple)

Vale notar que a novidade chegará em fases. Embora uma atualização da Siri esteja agendada para a primavera do hemisfério norte (entre março e junho) no iOS 26, ela deve manter a interface atual.

Segundo Gurman, a reformulação completa ficará reservada para a grande atualização de setembro, com o iOS 27 e macOS 27.

Integração total com o sistema

O grande trunfo do projeto Campos seria a profundidade da integração com o sistema operacional e os dados do usuário, algo que aplicativos de terceiros não conseguem replicar devido às restrições do iOS. A nova Siri deve ter permissão para navegar e interagir diretamente com aplicativos nativos.

Segundo a reportagem, entre as novas capacidades da assistente, destacam-se:

  • Analisar e resumir arquivos: usuários poderão fazer upload de documentos para análise;
  • Gerar e editar imagens: criação de conteúdo visual e edições em fotos, como recortes e alterações de cor, via comando de voz;
  • Gerenciar dados pessoais: localizar arquivos, eventos de agenda, e-mails antigos e mensagens de texto com base em descrições ou contexto.
Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Nova Siri terá acesso a dados de e-mail, agenda e mais (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gurman detalha que a Siri será integrada aos principais apps da empresa, como Mail, Música, Podcasts, TV e até o Xcode. Um exemplo prático citado por ele descreve um cenário em que o usuário pede à Siri, dentro do aplicativo de e-mail, para redigir uma mensagem para um amigo utilizando informações cruzadas da agenda pessoal.

Essa capacidade de utilizar dados pessoais para concluir tarefas seria a aposta da Apple para tentar diferenciar seu produto. O acesso ao serviço deve permanecer o mesmo: com o comando de voz “Siri” ou pressionando o botão lateral do iPhone e iPad.

Apple prepara nova Siri em formato de chatbot de IA

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Interface clássica da assistente pode ser trocada por um sistema de conversação contínua similar ao ChatGPT, segundo Mark Gurman. Anúncio oficial pode ocorrer em junho.

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple confirma que nova Siri usará Gemini, do Google

12 de Janeiro de 2026, 15:04
Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple Intelligence está disponível no Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple confirmou que a nova Siri usará o Gemini do Google como base para seus modelos personalizados.
  • A parceria entre a Apple e o Google é plurianual, sem valores divulgados, mas rumores indicam um pagamento de US$ 1 bilhão por ano.
  • A nova Siri com Gemini é esperada para março ou abril de 2026, com o iOS 26.4.

A Apple e o Google publicaram um comunicado nesta segunda-feira (12/01) confirmando que a próxima versão da Siri usará modelos de inteligência artificial com base no Gemini. As duas empresas fecharam uma “parceria plurianual”.

“Depois de uma avaliação cuidadosa, a Apple determinou que as tecnologias de inteligência artificial do Google fornecem as bases mais competentes para os Foundation Models da Apple. A empresa está animada sobre as experiências inovadoras que a IA vai permitir a usuários da Apple”, diz a publicação.

No mesmo texto, a Apple também esclarece que a Apple Intelligence vai continuar rodando nos aparelhos e no Private Cloud Compute, estrutura de computação na nuvem que promete não armazenar nem compartilhar dados dos usuários.

O que mais se sabe sobre a Siri com Gemini?

A parceria não chega a ser uma surpresa, já que rumores sobre uma Siri com Gemini circulavam há meses. O comunicado não revela valores do acordo, mas informações de bastidores obtidas em novembro de 2025 apontavam que a Apple pagaria US$ 1 bilhão por ano ao Google para ter acesso ao Gemini.

Naquele mesmo mês, a Bloomberg apurou que o Gemini teria sido escolhido por apresentar um desempenho superior em tarefas complexas. O Gemini, portanto, seria responsável por funções de resumo e planejamento, quebrando pedidos abrangentes em ações mais simples para a Siri.

Imagem de uma mulher em um palco virtual. Atrás dela, uma tela gigante com um logo colorido da Siri.
Siri mais “esperta” foi anunciada em 2024, mas ainda não chegou (imagem: reprodução/Apple)

A Siri com recursos aprimorados por inteligência artificial generativa foi anunciada em junho de 2024, durante a WWDC. A Apple, porém, ficou insatisfeita com a qualidade da assistente desenvolvida em casa e adiou o lançamento do recurso.

Não existe uma data oficial para a chegada da nova funcionalidade, mas espera-se que ela chegue com o iOS 26.4, previsto para março ou abril de 2026.

Atualmente, a Siri pergunta se o usuário quer que ela redirecione o pedido para o ChatGPT. Não se sabe qual será o futuro desse recurso, muito menos da parceria entre a Apple e a OpenAI.

Apple confirma que nova Siri usará Gemini, do Google

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)

Chefe de IA da Apple deixa cargo em meio a tropeços da Siri

2 de Dezembro de 2025, 12:25
Imagem mostra um homem sentado durante uma apresentação. Ele usa óculos de grau e gesticula com as mãos
John Giannandrea está deixando o cargo na Apple (imagem: Steve Jennings/TechCrunch/Wikimedia)
Resumo
  • John Giannandrea deixou o cargo de vice-presidente sênior de Aprendizado de Máquina e Estratégia de IA da Apple.
  • Ele será substituído pelo ex-Microsoft e Google Amar Subramanya, que reportará diretamente a Craig Federighi.
  • Segundo a Bloomberg, a saída de Giannandrea ocorre devido a atrasos na atualização da Siri.

A Apple anunciou que John Giannandrea, vice-presidente sênior de Aprendizado de Máquina e Estratégia de IA, está deixando o cargo. O executivo passará a atuar como consultor da empresa durante um período de transição até se aposentar oficialmente na primavera de 2026 (outono no Brasil).

A companhia contratou Amar Subramanya como o novo vice-presidente de Inteligência Artificial. Diferente de Giannandrea, que respondia diretamente a Tim Cook, Subramanya reportará a Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software.

A reestruturação ocorre em um momento delicado para a gigante de Cupertino na área de IA, que enfrenta desafios para emplacar a plataforma Apple Intelligence e cumprir os prazos de atualização da assistente virtual Siri. O sistema foi apresentado inicialmente durante a WWDC de 2024, quando a linha principal da empresa ainda era o iPhone 15.

Reestruturação e nova liderança

Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Apple reestrutura divisões de desenvolvimento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A saída de Giannandrea desencadeou uma divisão nas responsabilidades de sua antiga equipe. Segundo o comunicado oficial da Apple, o novo contratado, Amar Subramanya, liderará áreas críticas como pesquisa em machine learning e avaliação de segurança de IA.

Subramanya traz no currículo uma passagem recente como vice-presidente corporativo de IA na Microsoft e uma longa carreira de 16 anos no Google, onde chefiou a engenharia do Gemini Assistant.

O restante da organização que estava sob o guarda-chuva de Giannandrea será redistribuído. Parte das equipes passará a responder a Sabih Khan (Diretor de Operações) e Eddy Cue (vice-presidente sênior de Serviços), alinhando-se a departamentos com funções similares dentro da empresa.

Tim Cook cansou dos atrasos na Siri?

Imagem mostra um iPhone com a seção da Apple Intelligence aberta nas configurações do aparelho
Nova Siri mais inteligente pode chegar em 2026 (foto: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Embora a Apple trate a saída como uma aposentadoria planejada, apuração da Bloomberg indica que a gestão de Giannandrea foi marcada por turbulências. Sob a liderança dele, a equipe de IA da Apple chegou atrasada à corrida da IA generativa (dois anos após o lançamento do ChatGPT) e entregou uma plataforma considerada inferior às concorrentes.

O maior problema é o desenvolvimento da Siri. Originalmente planejada para ser lançada em meados deste ano, a atualização que tornaria a assistente mais inteligente e personalizada foi adiada para 2026.

Segundo a Bloomberg, esse atraso fez com que Tim Cook perdesse a confiança na capacidade de gestão de Giannandrea e o desenvolvimento da Siri já teria sido passado para o time de Federighi.

Após a sequência de atrasos, vale lembrar, a Apple decidiu pagar o Google para usar temporariamente o Gemini como base para a nova Siri — o que pode explicar a escolha por Subramanya.

O que diz a Apple?

Em nota oficial, Tim Cook agradeceu o trabalho do executivo que está de saída. “Somos gratos pelo papel que John desempenhou na construção e avanço do nosso trabalho de IA”, afirmou o CEO.

Sobre a nova fase, Cook reforçou o papel central de Craig Federighi na estratégia atual. “Craig tem sido fundamental na condução de nossos esforços de IA, incluindo a supervisão de nosso trabalho para trazer uma Siri mais personalizada aos usuários no próximo ano”, disse Cook, confirmando indiretamente o cronograma para 2026.

Chefe de IA da Apple deixa cargo em meio a tropeços da Siri

speaks onstage during TechCrunch Disrupt SF 2017 at Pier 48 on September 19, 2017 in San Francisco, California.

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Siri poderá ser substituída nos iPhones do Japão

18 de Novembro de 2025, 15:30
Uma composição de vários ícones de aplicativos do iOS, organizados em círculos concêntricos e desfocados ao fundo, em um degradê de branco para um roxo claro. No centro, sobre um quadrado branco com bordas arredondadas, destaca-se o texto "iOS 26". No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Novidade chega exclusivamente para o japão com a atuualização do iOS 26.2 beta 3. (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Usuários de iPhone no Japão poderão substituir a Siri por outros assistentes de voz ao pressionar o botão lateral, a partir de dezembro.
  • Desenvolvedores devem incluir permissão especial no Xcode para integração, e a funcionalidade exige adaptações nos aplicativos.
  • Fora do Japão, Siri permanece como única opção no botão lateral do iPhone.

A Apple confirmou que os usuários de iPhone no Japão poderão substituir a Siri por outros assistentes de voz ao pressionar o botão lateral do dispositivo. A funcionalidade foi confirmada nesta segunda-feira (17) e exige adaptações nos aplicativos compatíveis.

O recurso permitirá atribuir apps de chat de voz ao botão lateral. Apesar de rumores iniciais ligarem a mudança a exigências regulatórias da União Europeia, a Apple definiu o Japão como único mercado elegível por enquanto.

Limitação geográfica

Análises do código do iOS 26.2 Beta 3 já apontavam para a funcionalidade antes mesmo da confirmação oficial. O 9to5Mac identificou referências a um novo sistema chamado SystemVoiceAssistant, responsável por permitir a substituição da Siri pelo botão lateral.

Strings de código como “Assign a voice-enabled app to the Side Button” e “%@ não está disponível para uso com o Botão Lateral em sua região” revelaram indícios de restrições geográficas desde as primeiras versões de teste.

Siri em uso em sobreposição a outras interfaces no iPhone
Siri em uso em sobreposição a outras interfaces no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Requisitos para desenvolvedores

Desenvolvedores precisarão incluir uma permissão especial (com.apple.developer.side-button-access.allow) em seus projetos no Xcode para habilitar a integração. A Apple orienta que os aplicativos iniciem sessões de áudio imediatamente após a ativação do botão, utilizando ferramentas como o framework AVFoundation.

Em paralelo a essa novidade, a Apple deve pagar cerca de US$ 1 bilhão por ano ao Google para usar o Gemini em tarefas complexas da Siri, enquanto acelera o desenvolvimento de modelos próprios.

Com o lançamento previsto para dezembro, a atualização também trará melhorias no AirDrop e no app Medidor, conforme apontado por leaks. Enquanto isso, usuários fora do Japão seguem dependentes da Siri.

Siri poderá ser substituída nos iPhones do Japão

Apple pode adotar novo padrão nos nomes dos sistemas, usando o ano seguinte ao lançamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple deve pagar US$ 1 bilhão por ano para usar IA do Google na Siri

5 de Novembro de 2025, 18:21
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Siri é a assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple deve fechar um contrato de US$ 1 bilhão por ano com o Google para usar o Gemini no desenvolvimento da nova Siri.

  • Segundo a Bloomberg, o modelo do Google substituirá temporariamente os sistemas internos da Apple.

  • A parceria deve ser discreta e seguir até que a Apple desenvolva modelos de IA que suportem as tarefas.

A Apple deve fechar um contrato bilionário com o Google para utilizar o modelo de inteligência artificial Gemini no desenvolvimento da nova Siri. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o acordo prevê o pagamento de US$ 1 bilhão por ano ao Google e também inclui o uso do sistema da Alphabet como base para aprimorar a Siri, cuja reformulação é prevista para 2026.

A decisão representa uma mudança estratégica para a empresa de Cupertino, que vem tentando acelerar sua presença no setor de IA generativa. À Bloomberg, fontes próximas ao assunto afirmam que o modelo Gemini usado terá 1,2 trilhão de parâmetros e substituirá temporariamente os modelos internos da Apple.

O sistema deve oferecer uma capacidade muito maior de processar informações e entender o contexto das solicitações dos usuários.

Por que a Apple decidiu recorrer ao Google?

Após testar modelos de outras empresas, incluindo o ChatGPT da OpenAI e o Claude da Anthropic, a Apple teria optado pelo Gemini por seu desempenho superior em tarefas complexas. A intenção, segundo a Bloomberg, é usar a tecnologia do Google como uma solução provisória enquanto a empresa trabalha em seu próprio modelo.

Internamente, o projeto é conhecido como “Glenwood”, e é liderado por Mike Rockwell, criador do headset Vision Pro, e Craig Federighi, chefe de engenharia de software. O novo assistente de voz — com codinome “Linwood” — é planejado para o iOS 26.4.

O acordo prevê que o Gemini seja responsável por funções de resumo e planejamento, que permitem à Siri sintetizar informações e executar tarefas mais complexas. Outros recursos continuarão a operar com modelos desenvolvidos pela própria Apple.

A infraestrutura deve ser executada nos servidores Private Cloud Compute da companhia, mantendo os dados dos usuários isolados da rede do Google.

Parceria silenciosa

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple Intelligence chegou aos dispositivos brasileiros em março (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da dimensão do acordo, a Apple não deve divulgar amplamente a colaboração. Segundo Gurman, a ideia é tratar o Google apenas como um fornecedor de tecnologia nos bastidores, diferentemente do acordo que tornou o buscador padrão do Safari.

Para o Google, o contrato reforça a influência do Gemini 2.5 Pro, atualmente um dos modelos mais bem avaliados do mercado. Já para a Apple, representa uma tentativa de recuperar o terreno perdido na corrida da IA.

A promessa é desenvolver, nos próximos anos, um modelo próprio de 1 trilhão de parâmetros, capaz de competir com o sistema do Google. O atraso nas funções de IA da Siri, porém, já obrigou a empresa a rever a campanha do iPhone 16.

Apple deve pagar US$ 1 bilhão por ano para usar IA do Google na Siri

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Funcionários da Apple estão preocupados com desempenho da nova Siri

20 de Outubro de 2025, 13:18
Apresentação da Siri na WWDC 2024
Siri deverá ficar mais “esperta” a partir de 2026 (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • A nova Siri da Apple está atrasada e deve ser lançada em março de 2026 com o iOS 26.4.
  • Problemas de desempenho estão levando à saída de engenheiros da divisão de IA da Apple.
  • A assistente não atingiu o padrão de qualidade esperado, segundo o executivo Craig Federighi.

Engenheiros de software da Apple estão preocupados com o desempenho da nova versão da Siri, segundo a Bloomberg. Ela deve estrear entre março e abril de 2026, com o lançamento do iOS 26.4, e trazer novas habilidades de inteligência artificial. As informações são do jornalista Mark Gurman, que acompanha os bastidores da fabricante do iPhone.

Gurman indica que os problemas com a IA estão levando à saída de nomes importantes dessa divisão da empresa. Por outro lado, isso não parece ser uma questão para os consumidores: números preliminares indicam que o iPhone 17 foi bem aceito entre o público, com bom desempenho comercial nos primeiros dias após o lançamento.

O que está acontecendo com a nova Siri?

Gurman não detalha quais são os problemas técnicos envolvendo a Siri. O site Macworld especula algumas possibilidades, como erros de compreensão ou dificuldades para processar o contexto dos comandos.

As informações sobre a preocupação dos usuários vêm logo depois de que a empresa ampliou o acesso à nova versão da assistente, ainda em desenvolvimento. Em setembro de 2025, surgiu a notícia de que a Apple criou um aplicativo separado para rodar a Siri, voltado apenas para testes internos, como forma de agilizar o processo.

Assistente não atingiu padrão de qualidade, diz executivo

A Siri repaginada foi anunciada na WWDC 2024, em junho daquele ano. A Apple prometeu que a assistente seria capaz de verificar o que está na tela, checar o contexto pessoal e controlar apps. Com isso, seria possível, por exemplo, pedir informações sobre o voo de uma pessoa e quais eram os planos para o almoço — a assistente seria capaz de acessar o Mail e o Mensagens para executar a tarefa.

O planejamento inicial era colocar essa Siri no iOS 18.4, lançado em março de 2025, mas a Apple desistiu de incluir esses recursos no update — o que rendeu até mesmo uma acusação por propaganda enganosa na Justiça dos Estados Unidos. Segundo o executivo Craig Federighi, houve um problema de qualidade: a assistente não se mostrou confiável o suficiente para os padrões da marca.

Com informações do MacRumors e do Macworld

Funcionários da Apple estão preocupados com desempenho da nova Siri

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Empresa prometeu assistente capaz de acessar apps e entender contextos, mas ferramenta está atrasada e só deve chegar em março de 2026

Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)

Cansou do spam? iPhone tem novo filtro inteligente de ligações

6 de Outubro de 2025, 12:15
Imagem da assistente virtual da Apple atendendo uma ligação e obtendo informações básicas sobre o contato
Sistema atende números desconhecidos antes do celular tocar (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • O iOS 26 tem um filtro de chamadas que usa a Siri para atender ligações desconhecidas e informar o motivo ao usuário antes de atender.
  • O recurso pode ser ativado em “Ajustes” > “Telefone” > “Filtrar Números Desconhecidos” > “Perguntar Motivo da Ligação”.
  • As ligações verificadas pela Siri aparecem no app Telefone com detalhes e transcrição do diálogo.

Entre as novidades do iOS 26, a Apple introduziu um novo obstáculo às insistentes chamadas de telemarketing e spam. A mais recente versão do sistema operacional agora oferece uma ferramenta nativa de filtragem que usa a Siri como uma secretária que atende ligações de números desconhecidos.

Em agosto, a Anatel decidiu encerrar a obrigatoriedade do prefixo 0303, utilizado para identificar ofertas de produtos e serviços. A justificativa foi de que o sistema se mostrou insuficiente para lidar com o problema do spam no país, com muitas chamadas sendo feitas a partir de números comuns e grande parte, segundo a Anatel, sendo fraudulentas.

Nesse sentido, as donas dos principais sistemas operacionais vêm aprimorando seus serviços de identificação de chamadas. Após a implementação de bloqueios automáticos e silenciadores, Google e Apple apresentaram ferramentas de filtragem utilizando suas assistentes virtuais.

Agora, com a nova funcionalidade introduzida no iOS 26, a assistente da Maçã pergunta o motivo do contato e exibe uma transcrição em tempo real na tela de bloqueio, permitindo que o usuário decida se quer ou não atender a chamada.

Como ativar o filtro de chamadas?

A funcionalidade oferece duas opções para números que não estão na lista de contatos: silenciar chamadas e enviá-las direto para o correio de voz, ou usar a nova verificação com a Siri. Para ativar o recurso, siga os passos:

  • Abra o app “Ajustes”;
  • Role para baixo ou pesquise pela opção Telefone;
  • Encontre a seção “Filtrar Números Desconhecidos” e ative a opção “Perguntar Motivo da Ligação”.
Captura de tela do iPhone nos ajustes do app Telefone com as opções de filtragem de ligações, disponível no iOS 26
Nova opção Perguntar Motivo da Ligação nos ajustes do iPhone (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A partir daí, a Siri passará a atender chamadas de números que não estão em seus contatos. Além da opção de filtragem pela assistente virtual, vale lembrar que também é possível ativar opções nativas de identificação de ligações comerciais:

  • Desça mais um pouco a tela e encontre a opção “Bloqueio e Identificação”;
  • Ative a Identificação de Ligação pela Apple (ID do Business Connect).
Captura de tela do iPhone nos ajustes do app Telefone com as opções de filtragem de ligações, disponível no iOS 26
Apple já oferece sistema de identificação de ligações comerciais (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A opção, quando ativada, filtra chamadas de números desconhecidos identificados como indesejados em bancos de dados da Apple e de terceiros instalados no dispositivo.

Consulta de ligações filtradas

As chamadas que a Siri atende por você não são perdidas. Elas ficam registradas na sua lista de ligações recentes, dentro do app Telefone, permitindo que você consulte quem tentou entrar em contato.

Ao abrir o app Telefone e acessar a aba “Recentes”, a chamada será identificada como “Ligação Verificada”. Ao tocar nela, é possível ver detalhes e, em alguns casos, até mesmo a transcrição do que a pessoa disse para a Siri.

Embora a funcionalidade seja uma novidade para o ecossistema da Apple, usuários de Android já contam com uma ferramenta semelhante desde 2024. A solução do Google também utiliza o assistente de voz para atender e transcrever chamadas de números desconhecidos, oferecendo uma camada extra de proteção, e até mesmo uma nova ferramenta em que o Gemini liga para estabelecimentos comerciais registrados.

Com informações de Inc.

Cansou do spam? iPhone tem novo filtro inteligente de ligações

(imagem: reprodução/Apple)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Apple cria app inspirado no ChatGPT para preparar nova Siri

26 de Setembro de 2025, 20:28
Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)
Siri mais “esperta” foi prometida na WWDC 2024 (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • A Apple desenvolveu o app Veritas para testar funcionalidades futuras da Siri, que tem previsão de atualização em março de 2026.
  • O Veritas é um app interno que funciona como chatbots, permitindo testes de funcionalidades como busca de dados pessoais e edição de fotos.
  • O lançamento da nova Siri foi adiado devido à falta de confiabilidade da inteligência artificial, com novo prazo para março de 2026.

A Apple desenvolveu um aplicativo de inteligência artificial para colocar à prova futuras funcionalidades da Siri. O app é voltado a uso interno e não será lançado ao grande público.

As informações foram publicadas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, que tem fontes nos bastidores da empresa. Ele afirma que o app marca uma nova fase nos preparativos para o lançamento da próxima versão da Siri.

O aplicativo recebeu o codinome Veritas (“verdade” em latim) e vem sendo usado para testar as capacidades da assistente em tarefas como buscar dados pessoais e editar fotos. O formato de app facilita o uso e o teste, dependendo menos de mudanças no sistema operacional. Assim, mais funcionários conseguem ter acesso aos experimentos, ver o que deu certo e o que precisa ser aprimorado.

Para facilitar o uso, o Veritas opera como o ChatGPT, o Gemini e outros chatbots do tipo. Ele continua a conversa, entende os pedidos seguintes, tem histórico de chats e consegue acessar o histórico de interações. Por trás dos panos, está o sistema de codinome Linwood, que deve servir de base para a nova Siri. Ele combina modelos fundacionais desenvolvidos pela própria Apple e de terceiros.

Apple prometeu Siri “turbinada”, mas não entregou

Durante a WWDC 2024, a Apple revelou planos para uma Siri mais potente, capaz de compreender contextos e realizar ações a partir de pedidos do usuário. Até agora, essa nova Siri não deu as caras, o que levou a empresa a um processo por propaganda enganosa.

O atraso tem a ver com a qualidade, de acordo com o executivo Craig Federighi. Em entrevista, ele disse que a inteligência artificial não funcionou de modo confiável o suficiente para um produto Apple.

Informações de bastidores indicam que o novo horizonte de lançamento para a Siri atualizada é março de 2026. Caso não cumpra, é possível que a Apple passe mais alguns meses falando pouco sobre inteligência artificial — no lançamento do iPhone 17, a empresa quase não tocou no assunto.

Com informações da Bloomberg

Apple cria app inspirado no ChatGPT para preparar nova Siri

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Ferramenta interna chamada Veritas serve para testar recursos da assistente, que só deve ganhar versão atualizada em março de 2026

Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)
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