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Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

13 de Maio de 2026, 16:26
Imagem de uma demonstração do robô GD01, da Unitree. O modelo é vermelho e apresenta um espaço para um humano no centro.
Mecha pode ser uma opção de transporte para quem tem R$ 3,2 milhões sobrando (gif: reprodução)
Resumo
  • Unitree lançou o robô GD01, um “mecha transformável” que pode caminhar sobre duas ou quatro patas, pelo preço de US$ 650 mil (R$ 3,2 milhões).
  • Ele possui um compartimento central para que um operador humano possa pilotá-lo.
  • O robô chinês é capaz de realizar ações de impacto, como destruir uma parede de blocos de concreto, e também pode ser controlado remotamente.

A Unitree, startup chinesa conhecida por seus robôs quadrúpedes, apresentou um projeto ainda mais ambicioso: o GD01. O robô pode caminhar, rastejar e realizar ações de impacto, mas o que chama atenção de verdade, além do tamanho, é o espaço para um piloto humano no centro.

Em um vídeo promocional, o GD01 aparece caminhando em duas pernas e se “transformando” em um quadrúpede. Nas imagens, o fundador e CEO da Unitree, Wang Xingxing, demonstra o trabalho de entrar na estrutura — mas não aparece, de fato, usando o robô. A empresa o descreve como o primeiro “mecha transformável” para produção em massa no mundo.

Mecha é uma categoria de robôs gigantes geralmente controlados por seres humanos, famosa em animes e outras franquias de ficção científica, como Gundam, Super Sentai e a versão norte-americana, Power Rangers.

Na China, a Unitree já disponibilizou o GD01 para venda por US$ 650 mil (cerca de R$ 3,2 milhões). Na descrição do vídeo, a fabricante também incluiu um aviso de segurança, pedindo que futuros proprietários usem a máquina de “maneira amigável e segura”.

Robô gigante para transporte humano

O robô de liga metálica é capaz de caminhar sobre duas pernas, se contorcer para trás e se deslocar usando os quatro membros, o que permitiria lidar com terrenos mais irregulares.

Apesar de ter sido criado para transporte civil, a demonstração de força também faz parte do apelo do projeto. Em um trecho do vídeo, o robô aparece sem piloto no compartimento e usa seus braços mecânicos para destruir uma parede de blocos de concreto.

Segundo a Wired, o GD01 pode ser controlado remotamente ou configurado para executar ações autônomas simples. Por enquanto, porém, o projeto não parece bem adaptado para tarefas de alta precisão.

Vitrine para planos de expansão

Apesar do visual e do apelo comercial, o GD01 ainda tem limitações. De acordo a Wired, o robô não é capaz de executar tarefas delicadas em ambientes desorganizados do mundo real. Ainda assim, o modelo é uma vitrine para a Unitree em um momento estratégico.

A empresa, que tem ganhado espaço no setor de robótica por oferecer máquinas a preços mais baixos do que muitos concorrentes ocidentais, planeja abrir capital ainda este ano.

Segundo o portal, ela se beneficia da proximidade com fornecedores de componentes e da estrutura industrial do país, reduzindo custos e acelerando o desenvolvimento de novos robôs. Um exemplo é o humanoide G1, vendido por cerca de US$ 15 mil (R$ 74 mil), enquanto modelos dos Estados Unidos podem custar centenas de milhares de dólares.

Além disso, como demonstração de potencial, a companhia foi a principal vencedora da primeira edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, uma espécie de olimpíada realizada entre desenvolvedores em 2025, na China.

Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

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GD01 caminha sobre duas ou quatro patas e tem compartimento central para um operador humano. Fabricante chinesa cobra R$ 3,2 milhões pela brincadeira.

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

29 de Abril de 2026, 01:25
Robô humanoide da Unitree é o novo “funcionário” do setor de cargas da Japan Airlines (imagem: reprodução/Aviation Week)
Resumo
  • Japão iniciará testes com robôs humanoides no aeroporto de Tóquio a partir de maio.
  • Os robôs ajudarão no carregamento de malas e demais trabalhos manuais a partir de parceria entre a Japan Airlines e a GMO Internet Group.
  • Expectativa é que trabalho de robôs possa suprir baixa oferta de mão-de-obra local no Japão

O Japão já tem data para iniciar os testes operacionais com robôs humanoides em trabalhos manuais do aeroporto internacional de Haneda, o mais importante do país. Os modelos entram em ação a partir de maio por meio da companhia Japan Airlines em parceria com o GMO Internet Group. Os testes devem acontecer até 2028, com expectativa de diminuir o sacrifício humano em trabalhos pesados.

A princípio, os humanoides atuarão como apoio para a equipe responsável pelo carregamento de malas, e a iniciativa é apontada como uma possível solução para a baixa oferta de mão-de-obra no Japão. Em vídeos divulgados pela Japan Airlines, um robô da chinesa Unitree com cerca de 1,30 m aparece empurrando um container de carga e dando sinal de “ok” para a próxima fase da tarefa.

Reforço robótico no maior aeroporto do Japão

Os robôs humanoides realizarão trabalhos manuais pesados no setor de cargas do aeroporto Tóquio-Haneda, por onde circulam cerca de 60 milhões de pessoas a cada ano. Os dados levantados pela Organização Nacional de Turismo do Japão apontam mais de 7 milhões de turistas no país apenas nos dois primeiros meses de 2026, e a expectativa é de superar os mais de 47 milhões de visitantes do ano passado.

A proposta, portanto, é auxiliar os trabalhadores do setor de cargas para transportar malas, encomendas e mais itens que passam pelos terminais. Por enquanto não há informações quanto ao peso máximo sustentado pelas unidades, tampouco à autonomia de bateria de cada robô. Os humanoides também podem passar a realizar tarefas de limpeza, entre outras atividades. Vale lembrar que outras áreas do aeroporto também já contam com automações importantes.

Segundo o jornal The Guardian, serão necessários 6,5 milhões de novos trabalhadores estrangeiros atuando no Japão para dar conta da alta demanda de serviço. Enquanto isso, a força laboral só faz diminuir e o governo sofre pressão por conta da crescente imigração por lá.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos (imagem: reprodução/Aviation Wise)

Inteligência artificial física e o futuro da robótica humanoide

Durante a CES 2026, diversas marcas aproveitaram para apresentar seus novos robôs humanoides, entre empresas de tecnologia e montadoras de automóveis, além de modelos voltados para atividades domésticas. Ao que parece, é uma tendência do mercado de tecnologia para os próximos anos.

Unitree G1 é robô de entrada da fabricante chinesa. Modelo está à venda por US$ 13,5 mil, aproximadamente R$ 66,5 mil na cotação atual (imagem: divulgação/Unitree)

Uma das marcas presentes na feira anual de Las Vegas foi a própria Unitree, que tem se destacado pela forte presença do robô G1 nas redes sociais. O influenciador brasileiro Lucas Rangel costuma publicar vídeos em que o humanoide dele aparece realizando atividades do dia a dia, como uma espécie de mascote. Ele corre, dança, dança, acena, entre outros gestos. O produto custa US$ 13,5 mil (cerca de R$ 66,5 mil em conversão direta).

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

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Aparelhos são fornecidos pela chinesa Unitree.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos. Japan Airlines aponta uso de robôs como possível saída para baixa oferta de mão-de-obra local

Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim

20 de Abril de 2026, 14:14
Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim
Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim (imagem: YouTube/CNA)
Resumo
  • O robô humanoide Lightning, da Honor, percorreu 21 km em 50 min e 26 s na meia maratona de Pequim e estabeleceu recorde da prova;
  • Lightning é um robô bípede desenvolvido para correr com pernas de 95 cm, braços sincronizados com os passos e tronco com rotação parcial para equilíbrio;
  • Ele usa sistema de resfriamento líquido; Honor declarou que tecnologias de confiabilidade estrutural e resfriamento líquido podem ser aplicadas em cenários industriais.

A chinesa Honor é conhecida por sua linha de celulares, mas a companhia também atua em outras áreas, como a robótica. E atua bem! Prova disso é que uma de suas criações, o robô humanoide Lightning, não só venceu uma meia maratona em Pequim, como bateu o recorde desse tipo de prova.

Foram 21 quilômetros percorridos em 50 minutos e 26 segundos. Para você ter noção do que isso significa, o recorde humano na categoria de meia maratona pertence ao ugandense Jacob Kiplimo, que percorreu a mesma distância em 57 minutos e 20 segundos em uma corrida realizada em março de 2026, em Lisboa.

A comparação com um humano serve apenas como referência. Na meia maratona mais recente de Pequim, realizada no domingo (19/04), humanos correram com humanos, robôs correram com robôs.

Como é o robô Lightning?

O Lightning é um robô bípede desenvolvido especificamente para correr. Normalmente, esse tipo de projeto requer que a máquina seja tão parecida com a dinâmica de movimentação de um humano quanto possível.

Nesse sentido, além de pernas que se flexionam, o robô da Honor traz até braços que se movimentam de modo sincronizado com os passos para que haja equilíbrio. Pela mesma razão, o tronco do Lightning também gira para os lados, parcialmente.

Du Xiaodi, engenheiro da Honor, comentou que o robô foi inspirado em atletas humanos de destaque, o que explica o fato de ele ter pernas com cerca de 95 cm de comprimento. Nós transpiramos para controlar a temperatura. O robô humanoide não faz isso, mas conta com algo ligeiramente próximo: um sistema de resfriamento líquido.

Não por acaso, o desempenho do Lightning no último evento foi notável. Começa pelo já mencionado recorde. Tal como explica o NPR, o robô que venceu a edição inaugural da corrida, realizada no ano passado, realizou a mesma prova em 2 horas, 40 minutos e 42 segundos.

Robô Lightning
Robô Lightning (imagem: reprodução/Reuters)

Em seguida, vem um detalhe que não pode passar batido: fazer um robô correr como se fosse uma pessoa é um trabalho extremamente difícil. Como seres bípedes, nossa capacidade de marcha depende de uma estrutura biomecânica que envolve mais de 200 músculos trabalhando em sincronia. Fazer uma máquina imitar essa dinâmica exige muitos esforços de engenharia.

Mas esses esforços tendem a valer a pena, não exatamente para que o robô continue batendo recordes de corrida (ou para ficar dando sustos por aí), mas devido ao potencial de negócio de um projeto como esse, como destaca o engenheiro da Honor:

Olhando para o futuro, algumas dessas tecnologias poderão ser transferidas para outras áreas. Por exemplo, a confiabilidade estrutural e a tecnologia de resfriamento líquido poderão ser aplicadas em futuros cenários industriais.

Du Xiaodi, engenheiro de desenvolvimento de testes da Honor

Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim

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Robô Honor Lightning percorreu 21 quilômetros em pouco mais de 50 minutos, superando recorde humano de meia maratona.

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

17 de Março de 2026, 09:20
Criança jogando Pokémon Go, com o celular na mão
Escaneamentos feitos em Pokémon Go ajudam a mapear ambientes urbanos (imagem: Pxfuel)
Resumo
  • A desenvolvedora Niantic revelou que os dados de realidade aumentada do Pokémon Go serão usados para treinar robôs de entrega da Coco Robotics.
  • Jogadores capturaram milhões de imagens e vídeos que agora ajudarão na navegação de robôs em ambientes urbanos.
  • Segundo o comunicado, o sistema de posicionamento visual desenvolvido reduz a dependência de GPS em áreas urbanas densas.

Milhões de jogadores de Pokémon Go contribuíram para o desenvolvimento de robôs de entrega. As informações coletadas ao longo dos anos pela Niantic Spatial, desenvolvedora do jogo, estão sendo reaproveitadas para treinar sistemas de navegação em ambientes urbanos.

A informação vem da própria Niantic, que revelou uma parceria com a Coco Robotics para aprimorar sua frota de robôs autônomos. A ideia é utilizar dados de realidade aumentada capturados por jogadores para permitir que máquinas circulem com mais precisão em ruas movimentadas.

Desde o lançamento do jogo, em 2016, usuários registraram milhões de imagens e vídeos de locais reais — como pontos turísticos, murais e edifícios — ao interagir com as PokéStops e ginásios. Como lembra o IGN, esses registros foram enviados voluntariamente dentro do próprio aplicativo.

Dados dos jogadores viraram base para robôs

O material capturado ao longo dos anos agora alimenta um sistema de posicionamento visual que permite identificar a localização com base no ambiente ao redor, reduzindo a dependência de GPS. Esse tipo de tecnologia é especialmente útil em áreas urbanas densas, onde sinais costumam falhar.

Segundo a Niantic Spatial, a lógica por trás do jogo e dos robôs é semelhante: “Acontece que fazer o Pikachu correr de forma realista e fazer o robô da Coco se mover com segurança e precisão pelo mundo é, na verdade, o mesmo problema.”

Outro ponto destacado é a limitação do GPS em cidades: “O cânion urbano é o pior lugar do mundo para GPS”, explicou o diretor técnico da empresa, Brian McClendon, em entrevista ao MIT Technology Review.

Com base nesse banco de dados — que pode chegar a bilhões de imagens — os robôs da Coco conseguem interpretar melhor o espaço ao redor e tomar decisões mais seguras durante a locomoção.

Imagem mostra um robô autônomo da Coco Robotics
Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano (imagem: divulgação)

Os jogadores sabiam?

A Niantic afirma ter deixado claras as informações sobre a coleta de dados, mas nem todos os usuários associaram essa coleta ao treinamento de robôs.

O sistema foi reforçado ao longo do tempo com recursos como missões que incentivavam os jogadores a escanear ambientes em troca de recompensas no jogo. Na prática, essas interações ajudaram a construir modelos tridimensionais mais detalhados das cidades.

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Criança jogando Pokémon Go (Imagem: Pxfuel)

Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano para navegar com mais precisão em cidades (Imagem: Divulgação/Niantic Spatial)

Qualcomm anuncia Arduino Ventuno Q, placa que une IA com robótica

9 de Março de 2026, 11:11
Placa Arduino Ventuno Q
Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)
Resumo
  • Arduino Ventuno Q possui processador Dragonwing IQ-8275, GPU Adreno 623 e NPU Hexagon de 40 TOPS para IA;
  • placa inclui 16 GB de RAM LPDDR5, 64 GB de armazenamento eMMC expansível via M.2 NVMe, além de microcontrolador STM32H5;
  • lançamento é esperado para o segundo trimestre de 2026, mas ainda não há informação oficial sobre preço.

O segundo produto da Arduino desde a sua aquisição pela Qualcomm acaba de ser anunciado oficialmente. Trata-se da placa Arduino Ventuno Q, que traz 16 GB de memória RAM e 64 GB de armazenamento interno, e tem como foco aplicações que unem inteligência artificial com robótica.

Para tanto, a novidade foi equipada, também, com um processador Qualcomm Dragonwing IQ-8275 de oito núcleos. O chip conta ainda com GPU Adreno 623 e NPU Hexagon de 40 TOPS para execução de tarefas de IA.

Os 16 GB de RAM são do tipo LPDDR5. Já os 64 GB de armazenamento são do tipo eMMC e podem ser complementados via SSD graças a um slot M.2 NVMe.

O Arduino Ventuno Q conta ainda com um microcontrolador STM32H5. É neste ponto que o campo da robótica começa a ser explorado: o componente pode ser usado para controlar a velocidade de um motor ou a direção de um braço robótico, por exemplo.

Já o aspecto da IA pode ser tratado via Arduino App Lab, ambiente de desenvolvimento que facilita a criação ou aperfeiçoamento de soluções de inteligência artificial ao oferecer vários modelos pré-treinados para tarefas específicas, como reconhecimento de gestos ou rastreamento de objetos.

Por conta disso, o Arduino Ventuno Q pode ser empregado em projetos educacionais, maquinários de fábricas, controles de estoque, quiosques inteligentes e por aí vai.

Com o Ventuno Q, a IA finalmente pode sair da nuvem e chegar ao mundo físico. A plataforma possibilita a criação de máquinas que percebem, decidem e agem — tudo em uma única placa.

Nosso objetivo é tornar a robótica avançada e a IA de ponta acessíveis a todos os desenvolvedores, educadores e inovadores. O Ventuno Q é a evolução natural da missão do Arduino e um grande passo para levar a inteligência do mundo real a todos.

Fabio Violante, vice-presidente e gerente geral de Arduino na Qualcomm

Disponibilidade e preço do Arduino Ventuno Q

A Qualcomm promete lançar o Arduino Ventuno Q no segundo trimestre de 2026, mas ainda não há informação oficial sobre preço. A expectativa, porém, é a de que o dispositivo custe algo entre US$ 200 e US$ 300, ou seja, ele não será exatamente barato (sim, é provável que a atual crise da RAM afete o preço do produto).

Quem precisa de algo mais acessível pode recorrer ao Arduino Uno Q, que foi lançado logo após a aquisição da Arduino pela Qualcomm, no ano passado. O modelo custa a partir de US$ 44 (R$ 231 na conversão direta).

Placa Arduino Ventuno Q
Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Principais especificações do Arduino Ventuno Q

  • SoC: Dragonwing IQ-8275 octa-core (Cortex), GPU Adreno 623 e NPU Hexagon de 40 TOPS
  • Microcontrolador: STM32H5
  • Memória RAM: 16 GB de LPDDR5
  • Armazenamento: 64 GB de eMMC expansíveis via M.2 NVMe
  • Conectividade sem fio: Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3
  • Conectores: Ethernet (2,5 Gbit), USB-C (1), USB-A 3.0 (2), HDMI, MIPI-CSI para câmeras (3)
  • Sistema operacional: Ubuntu ou Debian Linux
  • Dimensões: 160 x 100 x 25,8 mm

Qualcomm anuncia Arduino Ventuno Q, placa que une IA com robótica

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Arduino Ventuno Q traz processador Dragonwing com NPU de 40 TOPS. Conjunto inclui ainda 16 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno.

Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Placa Arduino Ventuno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

12 de Fevereiro de 2026, 11:05
Robô Ballie foi exibido em diversas feiras de tecnologia (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • Samsung removeu a página do Ballie, robô assistente em formato de esfera.
  • A ação sinaliza que o Ballie pode ter sido descontinuado e nunca chegar às mãos dos consumidores.
  • A fabricante teve dificuldades em justificar o custo do robô, sem funções utilitárias básicas e que poderia chegar com preço elevado.

A Samsung encerrou as expectativas de lançamento comercial do Ballie, o robô assistente em formato de esfera que virou ícone das conferências da marca nos últimos anos. Após a ausência do dispositivo na CES 2026, em Las Vegas, e o descumprimento da janela de lançamento prevista para meados de 2025 nos Estados Unidos, a fabricante tirou do ar a página oficial de cadastro para interessados.

O movimento reafirma que o dispositivo pode nunca chegar às mãos dos consumidores. Segundo o portal SamMobile, os visitantes que tentam acessar o antigo endereço são redirecionados para a seção de projetores convencionais (como o The Freestyle).

O que aconteceu com o Ballie?

A trajetória do Ballie foi marcada por reformulações. Apresentado na CES 2020 como uma pequena bola amarela com foco em acompanhamento doméstico, o robô ressurgiu na edição de 2024 com um chassi maior e um projetor embutido. O dispositivo utilizava inteligência artificial, incluindo integração com o Gemini do Google, para projetar vídeos, realizar chamadas e controlar aparelhos inteligentes da linha SmartThings.

Contudo, no mês passado, a Samsung confirmou que o projeto foi reclassificado como uma “plataforma de inovação ativa”. Na prática, isso significa que o Ballie deixou de ser tratado como um produto de consumo para se tornar um laboratório de testes. A decisão reflete a dificuldade da marca em justificar a venda de um robô que, apesar de avançado, vinha sem funções utilitárias básicas que justificassem seu provável custo elevado.

A mudança é interpretada por analistas da indústria como o encerramento definitivo do ciclo comercial do produto, que não chegou a ter um preço ou uma data de vendas durante seu longo período de desenvolvimento.

“Gadget” sem utilidade prática?

Relatos do setor indicam que a Samsung também enfrentou obstáculos para posicionar o Ballie dentro da sua linha de eletrodomésticos. Enquanto os robôs aspiradores da linha Bespoke Jet Bot entregam uma utilidade clara ao realizar a limpeza autônoma da casa, o Ballie focava apenas em interações sociais e consumo de mídia.

Para o consumidor que ainda busca automação residencial impulsionada por IA, a Samsung agora direciona seus esforços para o Bespoke AI Jet Bot Steam. O novo modelo, previsto para chegar ao mercado neste ano, foca em funções como reconhecimento de manchas e limpeza a vapor.

Com a remoção definitiva da página de interessados, o Ballie entra para a lista de conceitos da marca que, apesar de funcionais, não sobreviveram à transição para as prateleiras.

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

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Prometido para 2025, o assistente móvel com projetor integrado foi retirado do site oficial.

Andróide chinês de US$ 173 mil imita até calor humano

10 de Fevereiro de 2026, 13:56
Foto de duas mulheres apresentando a robô humanoide Moya. A robô tem pele branca e cabelo rosa, veste um conjunto branco.
Moya é nova aposta de startup chinesa de robótica (imagem: reprodução/DroidUp)
Resumo
  • O robô humanoide Moya, da DroidUp, imita calor humano com temperatura ajustável entre 32 e 36 graus Celsius e possui “pele” realista.
  • A DroidUp planeja vender o Moya como “companheiro social” para empresas de saúde, destacando sua capacidade de interação e comunicação.
  • China lidera o mercado de robôs humanoides, com a Agibot Innovations detendo 38% do mercado mundial e o setor crescendo 480% em 2025.

Uma startup chinesa relevou um robô humanoide projetado para atuar como companhia social. O projeto, realizado pela DroidUp, de Xangai, viralizou nas redes sociais pela semelhança com humanos e pelo preço: cerca de US$ 173 mil (em torno de R$ 900 mil, em conversão direta).

Diferentemente de outros robôs focados em tarefas domésticas, o/a Moya tem uma pretensão no melhor estilo Westworld: replicar a sensação biológica de um ser vivo. O modelo é aquecido internamente para manter uma temperatura entre 32 e 36 graus Celsius, simulando o calor corporal humano ao toque.

O foco do robô, no entanto, não é ser uma atração de parque de diversões. A empresa propõe vender os modelos para empresas de saúde, posicionando-os como “companheiros sociais” capazes de interagir e se comunicar com as pessoas.

Imitação da anatomia humana

Para afastar a sensação de estar tocando em uma “máquina fria de metal”, a DroidUp desenvolveu uma estrutura complexa sob a superfície do robô. O Moya possui camadas extras de preenchimento semelhante à carne, projetadas para tornar o toque mais natural. Os dispositivos apresentam até mesmo uma caixa torácica palpável.

Em entrevista ao Shanghai Eye, Li Quingdu, fundador da DroidUp, defendeu a abordagem: ele disse que um robô que serve verdadeiramente à vida humana “deve ser quente, quase como um ser vivo com o qual as pessoas possam se conectar”.

O modelo padrão do Moya tem cerca de 1,65 m de altura e pesa aproximadamente 31 kg. A interação com o ambiente é mediada por uma câmera instalada atrás dos olhos, permitindo que ele rastreie o entorno e se comunique com usuários.

A fabricante promete um alto nível de personalização. Os compradores poderão alterar partes do robô para definir uma construção masculina ou feminina, além de modificar o cabelo e outros detalhes estéticos.

Setor em crescimento

O setor de robótica na China tem ganhado destaque internacional. Segundo o portal Dexerto, a startup Agibot Innovations, também de Xangai, estabeleceu um recorde mundial em 2025, quando seu robô humanoide caminhou 100 km sem assistência, enfrentando tráfego e terrenos instáveis. A empresa possui 38% do mercado mundial de robôs humanoides, de acordo com levantamento recente da consultoria Omdia.

Esse tipo de tecnologia está em alta no país. Segundo a consultoria, seis das dez maiores remessas desses equipamentos partem da China. O mercado cresceu 480% em 2025.

Além das vendas, a China também investe em demonstrações públicas da tecnologia, promovendo, inclusive, Olimpíadas de robôs. Nelas, as empresas conseguem demonstrar avanços nas capacidades motoras dos dispositivos por meio de provas de corrida e luta, por exemplo.

Andróide chinês de US$ 173 mil imita até calor humano

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Startup DroidUp planeja vender robôs como companheiros sociais. O modelo Moya possui temperatura corporal ajustável e "pele" realista.

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

12 de Janeiro de 2026, 07:29
Imagem em tons de cinza ou preto e branco de um robô humanoide prateado, com partes da estrutura interna à mostra, como fiação e mecanismos
China lidera mercado de produção de robôs humanoides (imagem: divulgação)
Resumo
  • As remessas globais de robôs humanoides cresceram 480% em 2025, atingindo mais de 13 mil unidades, lideradas pela China.
  • Empresas chinesas, como AgiBot e Unitree Robotics, dominaram o mercado, com 70% das remessas totais.
  • O mercado ainda é pequeno, mas espera-se alcançar 2,6 milhões de unidades até 2035.

As vendas globais de robôs humanoides deram um salto expressivo em 2025. Segundo dados da consultoria Omdia, as remessas desse tipo de equipamento quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, alcançando mais de 13 mil unidades. O avanço chama atenção pelo ritmo acelerado, mas ainda representa um mercado pequeno quando comparado a outros segmentos da indústria de tecnologia.

O crescimento foi fortemente concentrado na China, que dominou a produção e respondeu pela maior parte dos robôs enviados no período. Empresas chinesas ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking global, deixando concorrentes dos Estados Unidos, como Tesla, Figure AI e Agility Robotics, com participação residual em volume.

China dispara na liderança do mercado

A startup AgiBot, sediada em Xangai, enviou 5.168 robôs humanoides no período, o equivalente a cerca de 38% do mercado mundial. Na sequência aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, que distribuiu aproximadamente 4.200 unidades, alcançando 32% de participação. A terceira colocação ficou com a UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil robôs enviados no ano.

Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completaram as posições seguintes do ranking. Juntas, elas reforçam a vantagem competitiva do país em escala produtiva e velocidade de comercialização. De acordo com a Omdia, as remessas globais cresceram quase 480% em 2025, e a projeção é que o volume alcance 2,6 milhões de unidades até 2035.

“Os fornecedores chineses estão estabelecendo novos padrões na produção em larga escala, tendo atingido a marca de milhares de unidades enviadas em um curto período, o que possibilita a implantação de dezenas de milhares de robôs anualmente”

– Lian Jye Su, analista da Omdia

Por que os EUA ficaram tão atrás?

Robô humanoide Tesla Optimus faz pose de ioga, apoiado sobre um pé, com a outra perna dobrada e suspensa, e mãos próximas ao peito
Optimus é o robô desenvolvido pela empresa norte-americana Tesla (Imagem: Divulgação/Tesla)

Enquanto a China avançou rapidamente, empresas americanas tiveram desempenho modesto. A Tesla, por exemplo, enviou apenas 150 unidades de humanoides, cerca de 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics também ficaram na casa das 150 unidades cada.

Analistas apontam que a diferença está ligada a uma combinação de políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial já preparada para escalar a produção. A chamada “inteligência incorporada”, ramo da IA aplicada a corpos físicos, foi classificada pelo governo chinês como setor estratégico, o que impulsionou ainda mais o desenvolvimento local.

Além disso, o preço pesa a favor dos fabricantes chineses. A Unitree oferece modelos básicos por cerca de US$ 6 mil (R$ 32 mil), enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil (cerca de R$ 76 mil). Em comparação, Elon Musk já estimou que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 108 mil e R$ 162 mil), ainda sem produção em larga escala.

Apesar da liderança chinesa, o mercado segue em fase inicial. A própria Omdia destaca que, embora o crescimento seja acelerado, os volumes atuais ainda são pequenos — o que reforça o potencial de expansão nas próximas décadas.

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Nvidia e Foxconn testam uso de robôs humanoides em fábrica nos EUA (imagem: divulgação)

Tesla Optimus faz pose de ioga (Imagem: Divulgação/Tesla)

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

9 de Janeiro de 2026, 07:33
Samsung Ballie
O robô Ballie não será vendido ao público (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • Samsung decidiu não lançar o robô doméstico Ballie, mantendo-o apenas como plataforma interna de testes e desenvolvimento.
  • O Ballie foi apresentado na CES 2020 como um robô doméstico avançado, com recursos de interação e controle de dispositivos de casa inteligente.
  • A decisão de não lançar o Ballie comercialmente pode ter sido influenciada por custos elevados e apetite limitado do público por robôs domésticos.

Durante anos, a Samsung alimentou a expectativa de que o Ballie, seu robô doméstico em formato de esfera, finalmente chegaria às lojas. O dispositivo foi exibido em diversas edições da CES, ganhou redesign, novas funções e até uma janela oficial de lançamento. Agora, porém, a empresa confirmou que o produto não será lançado para o público consumidor.

Segundo a agência Bloomberg, a Samsung decidiu “engavetar indefinidamente” o Ballie como produto comercial. Em vez disso, o robô continuará existindo apenas como uma plataforma interna de testes e desenvolvimento. A decisão vem após o prazo prometido para o lançamento — o verão de 2025 no Hemisfério Norte — ter passado sem qualquer novidade concreta sobre vendas.

O que era o Ballie e por que ele chamava atenção

O Ballie foi apresentado pela primeira vez na CES 2020 como um robô doméstico capaz de interagir com usuários e controlar dispositivos de casa inteligente. Na época, ele era descrito como um dos conceitos mais avançados exibidos pela Samsung, com recursos como reconhecimento facial, acompanhamento do dono e integração com eletrodomésticos conectados.

Ao longo dos anos, o projeto evoluiu. Na CES 2024, o Ballie reapareceu maior, com formato mais arredondado, um anel de luz e até a função de projetor portátil. A Samsung demonstrou o robô exibindo imagens, enviando informações para smartphones e interagindo com outros dispositivos do ecossistema da marca. Já na CES 2025, a empresa reforçou que o lançamento aconteceria ainda naquele ano, com suporte a interações conversacionais baseadas no Google Gemini.

Em um comunicado oficial divulgado anteriormente, a Samsung chegou a afirmar: “Disponível para os consumidores neste verão, o Ballie será capaz de interagir de forma natural e conversacional para ajudar os usuários a gerenciar ambientes domésticos, incluindo ajustar a iluminação, receber pessoas na porta, personalizar horários, definir lembretes e muito mais”.

Por que a Samsung voltou atrás no lançamento?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Samsung confirmou que o robô Ballie não será lançado para o público consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Agora a empresa mudou o discurso. De acordo com a Samsung, o Ballie seguirá como uma “plataforma ativa de inovação”. Em declaração à Bloomberg, a companhia afirmou: “Após vários anos de testes em situações reais, essa tecnologia continua a orientar a forma como a Samsung desenvolve experiências espaciais e contextuais, principalmente em áreas como inteligência para casas inteligentes, IA ambiental e privacidade desde a concepção”.

Embora ainda exista um site para cadastro de interessados, a decisão indica cautela. Custos elevados, dúvidas sobre confiabilidade no uso diário e o apetite limitado do público por robôs domésticos podem ter pesado na escolha. Em um momento em que empresas de tecnologia revisam apostas em IA, assistentes virtuais e dispositivos experimentais, a Samsung parece ter optado por reaproveitar as ideias do Ballie em outros produtos, deixando o robô, por ora, fora das prateleiras.

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

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Após anos de demonstrações e promessas, gigante sul-coreana decide não levar o robô doméstico ao mercado.

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Estes são os robôs mais curiosos da CES 2026

8 de Janeiro de 2026, 17:19
Plano detalhado de um robô humanoide branco e cinza, identificado com a inscrição "onero" no torso. A cabeça é arredondada, com olhos grandes e expressivos e um sensor horizontal na testa. O robô segura um prato de comida em primeiro plano, contendo uma torrada, ovo cozido, brócolis e tomates cereja. O cenário de fundo é uma cozinha moderna e clara, com armários brancos e um fogão, mantendo o foco principal na face e na ação do robô.
Onero H1 pode realizar tarefas domésticas (imagem: divulgação)
Resumo
  • A feira apresentou desde invenções práticas que chegam ao mercado em breve até conceitos sofisticados voltados para o futuro.

  • Dispositivos como o aspirador que sobe escadas Saros Rover e o robô doméstico Onero H1 já possuem previsão de lançamento.

  • Protótipos humanoides como o LG CLOiD e o Vinmotion Motion 2 funcionam apenas como demonstrações tecnológicas, sem data de estreia.

Maior feira de eletrônicos do mundo, a CES sempre conta com invenções dos mais variados tipos, de lançamentos de produtos a demonstrações conceituais. Isso também vale para os robôs apresentados na feira.

Na edição de 2026, vimos algumas ideias simples, mas engenhosas, que devem estar à venda em breve, e também criações complexas e sofisticadas que não devem sair dos palcos tão cedo.

Roborock Saros Rover

Robô aspirador de design futurista em tons de preto e cinza, posicionado de perfil contra um fundo escuro. O dispositivo possui um corpo principal robusto com a inscrição "roborock" e um braço mecânico articulado estendido para baixo, terminado em uma roda larga com detalhes em laranja. Na lateral, lê-se "Legged Locomotion System". A iluminação destaca as superfícies metálicas e foscas, criando um efeito de profundidade sobre a base cinza onde o robô se apoia.
Graças às pernas articuladas, o Saros Rover consegue limpar escadas (imagem: divulgação)

Começando pelos robôs que estão mais perto de chegar às nossas casas, temos o Roborock Saros Rover. Ele é um aspirador-robô com algo a mais: duas pernas articuladas, parecidas com as de um sapo.

Graças a elas, o Saros Rover consegue subir degraus e limpar escadas inteiras. Além dessa grande vantagem, o aspirador passa a ser capaz de dar pequenos saltos e mudar rapidamente de direção.

Vex

Ainda entre os robôs que estão mais próximos de chegar às lojas, temos o Vex, uma pequena esfera com duas câmeras criada pela empresa recém-fundada FrontierX.

A tarefa do Vex é seguir seu animal de estimação pela casa e gravar o que ele fez durante o dia. Caso você tenha mais de um cachorro ou gato, o robô é capaz de saber quem é quem, graças a um sistema de reconhecimento visual.

O resultado é um vídeo diário já editado, criando “narrativas tocantes e histórias compartilháveis”. Isso é legal, mas tenho certeza de que quem tem um pet em casa está mais interessado em saber se o bicho comeu alguma coisa que não deveria enquanto esteve sozinho.

RheoFit A1

Este é um robô massagista: basta você se deitar sobre o aparelho que ele se encarrega do trabalho de rolar dos pés à cabeça, massageando as costas.

O RheoFit A1 não chega a ser uma novidade, já que a campanha para financiá-lo no Kickstarter aconteceu em 2025. Mesmo assim, ele continua sendo interessante (e, aparentemente, muito prazeroso).

LG CLOiD

Robô doméstico da LG, de cor branca, posicionado atrás de uma bancada em uma lavanderia. O robô tem braços articulados com mãos pretas, segurando uma toalha cinza dobrada. No peito, há o logotipo "LG". Sua cabeça é um visor oval preto exibindo olhos digitais em formato de semicírculos brancos. Ao fundo, aparecem duas máquinas de lavar frontais e uma luminária de design moderno à direita. Uma pilha de toalhas cinzas está sobre a bancada à esquerda.
CLOiD foi criado seguindo a filosofia Zero Labor da LG (imagem: divulgação)

Agora é a hora dos robôs mais futuristas, com formato humanoide e ideias mais próximas da ficção científica. Um deles é o CLOiD, da LG, que tem foco em tarefas domésticas.

O CLOiD tem braços, mãos e dedos articulados. Nas demonstrações feitas pela empresa sul-coreana, ele tirou roupas da máquina, dobrou as peças, pegou itens na geladeira e colocou comida no forno.

Assim como muitos outros robôs que foram apresentados na CES ao longo dos anos, não existe previsão de lançamento — ele deve ficar mesmo apenas como um conceito da marca.

Switchbot Onero H1

Robô humanoide branco e cinza, de estatura média, em uma sala de estar iluminada. O robô, que tem o nome "onero" no peito, possui uma cabeça arredondada com grandes olhos azuis digitais. Ele segura uma peça de roupa escura com sua mão robótica direita. Ao fundo, vê-se uma cortina clara, um quadro na parede e um armário com objetos decorativos. A composição é um plano médio que destaca a interação do robô com o ambiente doméstico.
Robô da Switchbot tem rodas na base e conta com braços articulados (imagem: divulgação)

Outro robô humanoide apresentado na CES 2026 foi o Onero H1, da companhia chinesa Switchbot, fabricante de aspiradores e aparelhos de casa inteligente.

O Onero H1 tem base de aspirador-robô, mas sobre ela, um tronco, uma cabeça e dois braços articulados. Ele é capaz de pegar roupas, levá-las até a lavanderia, abrir a porta da máquina, colocar as peças dentro e fechar a porta.

Segundo a empresa, o Onero H1 estará disponível para compra ainda em 2026, com preço abaixo de US$ 10 mil (aproximadamente R$ 54 mil, em conversão direta).

Vinmotion Motion 2

A CES também é uma ótima oportunidade para empresas de tecnologia mostrarem que são capazes de desenvolver componentes para dar superpoderes a robôs.

Foi o caso da Qualcomm. A companhia anunciou a plataforma para robótica Dragonwing IQ10, que une chips, software e inteligência artificial. Além disso, usando a versão anterior (IQ9), ela desenvolveu o Motion 2 em parceria com a empresa vietnamita Vinmotion.

O Motion 2 é um robô humanoide de uso geral. No vídeo de demonstração, ele soca um pedaço de madeira, pega um ursinho de pelúcia caído no chão e faz alongamentos nas costas. Ele lembra o Atlas, que ficou famoso por exibir agilidade e destreza surpreendentes para uma máquina.

Por falar nele, a Boston Dynamics, sua criadora, anunciou uma parceria com o Google para usar IA nas máquinas. O acordo é também um reencontro, já que a Boston Dynamics fez parte da Alphabet até 2017.

Estes são os robôs mais curiosos da CES 2026

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Feira tem robô para dobrar roupa, aspirador com pernas e big brother de cachorro, mas nem todos estarão nas lojas em breve

Onero H1 pode realizar tarefas domésticas (imagem: divulgação)

Graças às pernas articuladas, o Saros Rover consegue limpar escadas (imagem: divulgação)

CLOiD foi criado seguindo a filosofia Zero Labor da LG (imagem: divulgação)

Robô da Switchbot tem rodas na base e conta com braços articulados (imagem: divulgação)

Boston Dynamics e Google retomam parceria para levar IA ao robô Atlas

6 de Janeiro de 2026, 15:02
Gif animado mostra o novo robô Atlas movimentando seus braços robóticos
Novo robô Atlas é totalmente elétrico (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Boston Dynamics e Google DeepMind retomaram parceria para integrar IA ao novo robô Atlas, visando maior interação com o ambiente e seres humanos.
  • O projeto utilizará modelos fundacionais da DeepMind para permitir que o robô perceba o ambiente, raciocine e execute comandos.
  • A nova versão do Atlas, totalmente elétrica, será usada em pesquisas, com foco inicial em aplicações industriais, especialmente no setor automotivo.

A Boston Dynamics, líder global em robótica, e o Google DeepMind, laboratório de IA da Alphabet, anunciaram nessa segunda-feira (05/01) uma nova parceria para o desenvolvimento de robôs humanoides.

A colaboração foi revelada em uma apresentação na CES 2026, que ocorre em Las Vegas. O acordo deve integrar os modelos de IA do Google ao novo robô Atlas, criando máquinas que possam pensar e interagir no mundo real.

A parceria também prevê o uso dos chamados modelos fundacionais da DeepMind, como a linha Gemini Robotics, para combiná-los à inteligência física dos robôs. A tecnologia do Google, segundo comunicado oficial, deve permitir que o Atlas perceba o ambiente, raciocine sobre problemas, utilize ferramentas e obedeça a comandos complexos de forma autônoma.

O acordo marca um reencontro entre as duas companhias. Até 2017, o Google foi proprietário da Boston Dynamics, à época parte da divisão Google X. No período, as empresas desenvolveram as primeiras versões do Atlas. A empresa foi vendida para a SoftBank e posteriormente para Hyundai.

Imagem mostra a parte superior do novo robô humanoide Atlas, da Boston Dynamics. Na parte central do dorso, o robô exibe o logo da empresa.
Boston Dynamics e Google DeepMind fecham novo acordo para IA em robôs (imagem: divulgação)

IA para tarefas no mundo real

Segundo as empresas, a proposta é avançar no desenvolvimento de sistemas que integrem visão, linguagem e ação em robôs humanoides.

Equipes das duas companhias devem conduzir as pesquisas utilizando uma nova frota do Atlas, atualmente em sua versão totalmente elétrica. A Boston Dynamics afirma que o projeto mira aplicações industriais, com atenção inicial para o setor automotivo. Entretanto, a empresa não detalha casos de uso específicos nem prazos para comercialização.

Boston dynamics Atlas robot #CES2026 pic.twitter.com/AfUtZELN4I

— Cybernews (@CyberNews) January 5, 2026

O diretor de comportamento robótico do Atlas na Boston Dynamics, Alberto Rodriguez, afirmou que a empresa buscava um parceiro capaz de desenvolver modelos confiáveis e escaláveis para robôs complexos.

Já por parte do Google DeepMind, os modelos do Gemini Robotics são desenvolvidos para “trazer a IA para o mundo físico”, segundo a diretora sênior do setor, Carolina Parada. As empresas devem apresentar novas informações sobre os avanços do projeto ao longo do ano, conforme os testes com os robôs humanoides avancem.

Atlas recebeu nova versão

O Atlas original, apresentado em 2013, foi oficialmente aposentado em 2024. No mesmo período, a empresa revelou um novo Atlas, também humanoide, mas com arquitetura totalmente elétrica, substituindo o sistema hidráulico da geração anterior.

A nova versão tem maior amplitude de movimentos e foi projetada desde o início para aplicações comerciais. É justamente esse novo Atlas que servirá como base para os experimentos com os modelos de IA do Google DeepMind.

A parceria com o Google é voltada à pesquisa e desenvolvimento de IA em robótica e não altera a estrutura societária da empresa, que segue sob controle da Hyundai.

Boston Dynamics e Google retomam parceria para levar IA ao robô Atlas

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Colaboração anunciada na CES 2026 integra modelos Gemini Robotics ao novo robô humanoide elétrico. Empresas devem revelar mais detalhes ao longo do ano.

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

26 de Dezembro de 2025, 17:38
Imagem ilustrativa mostra um robô com um paninho azul no braço direito. Ele está sorrindo e é da cor branca. A imagem mostra um recorte vermelho e branco. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
LG deve apresentar novo robô na próxima CES (imagem ilustrativa: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • LG comunicou a criação de um novo robô doméstico, que será apresentado na CES 2026.
  • Batizado de LG CLOiD, ele terá braços mecânicos e mãos para executar tarefas domésticas complexas.
  • Segundo a fabricante, o robô possui sete graus de liberdade nos braços e mãos com cinco dedos, permitindo manipulação precisa de objetos.

A LG apresentará um novo robô doméstico durante a CES 2026, feira de tecnologia que ocorre em janeiro, em Las Vegas. A fabricante comunicou a criação do LG CLOiD, robô que se difere dos seus assistentes virtuais sobre rodas por possuir braços mecânicos para interagir fisicamente com o ambiente e executar tarefas domésticas.

No anúncio, feito neste Natal, a marca sul-coreana declara que o objetivo é aproximar a tecnologia da visão de Zero Labor Home (Casa com Zero Trabalho), na qual a máquina fica responsável pelas obrigações do dia a dia.

Embora a empresa não liste quais afazeres o robô poderá fazer, a estrutura sugere que haverá capacidade de manipulação de objetos.

A novidade evolui a ideia de agente de IA que a companhia vinha demonstrando, até então, com o LG Q9. Desta vez, a promessa é que o robô atue ativamente na organização do lar, liberando o tempo do usuário para outras atividades.

Robô doméstico com braços e dedos

Foto mostrando uma mão humana à esquerda e uma mão de um robô, com material branco e dedos pretos, à direita, fazendo um gesto de toque.
Imagem do LG CLOiD revela braços e articulações para tarefas (imagem: divulgação/LG)

O grande diferencial do LG CLOiD deve ser a introdução dos dois braços articulados que possuem sete graus de liberdade, o que simula a amplitude e a flexibilidade do movimento humano. A característica pode permitir que o robô alcance objetos em prateleiras ou realize movimentos completos que exijam contorção e mais precisão.

Nas extremidades desses braços, a LG implementou mãos com cinco dedos atuados individualmente. Tal como as articulações, a réplica da mão humana deve permitir o manuseio de ferramentas e objetos do cotidiano.

IA adaptada para o ambiente doméstico

Para controlar o corpo mecânico, a LG aposta no que chama de Affectionate Intelligence (Inteligência Afetuosa). O termo, já utilizado pela empresa em outros produtos, refere-se a algoritmos de IA projetados para ir além da execução fria de comandos.

O sistema permite que o robô compreenda o contexto emocional dos moradores e demonstre empatia durante as interações. Isso é viabilizado por um pacote de sensores alojados na “cabeça” do dispositivo, incluindo câmeras de reconhecimento visual, microfones para comandos de voz e um display que serve como rosto para comunicação expressiva.

A apresentação completa do LG CLOiD, com demonstrações de uso real, está agendada para ocorrer entre os dias 6 e 9 de janeiro no estande da empresa na CES.

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

Robô doméstico (imagem via IA: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

26 de Dezembro de 2025, 16:13
Imagem mostra um homem com camisa social azul escura em uma fábrica, com o braço direito apoiado em um robô
Crijn Bouman é CEO e cofundador da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)
Resumo
  • A Rocsys, startup holandesa fundada em 2019, desenvolveu braços robóticos para automatizar o carregamento de veículos elétricos.
  • Segundo o CEO da empresa, Crijn Bouman, a solução pode reduzir os custos operacionais em até 70%.
  • A automação do carregamento permitiria dobrar o número de veículos atendidos por funcionário, economizando tempo e recursos.

A Rocsys, startup holandesa de carregamento autônomo fundada em 2019, afirma ter identificado um gargalo no mercado de robotáxis. Segundo o CEO Crijn Bouman, o carregamento manual dos veículos consome recursos demais e encarece as operações. Mas a empresa apresentou uma solução: braços robóticos para automatizar o processo.

A economia seria de 70% com a medida, já que, de acordo com Bouman, os depósitos de robotáxis nos Estados Unidos e na China mantêm um funcionário para cada 12 ou 14 veículos.

Com essa proporção, para manter uma frota de dez mil carros, seria necessário contratar até mil pessoas apenas para operações de carregamento e manutenção básica dos veículos.

Como funciona o carregamento automatizado?

A Rocsys é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos. O sistema da startup adiciona um braço robótico aos pontos de recarga já existentes, transformando estações convencionais em carregadores autônomos. Essa solução pretende reduzir a necessidade de trabalhadores para conectar e desconectar os veículos constantemente.

Bouman explica ao Business Insider que o processo manual leva entre 300 e 400 segundos por veículo. Isso inclui conectar o cabo, fazer inspeção visual, limpar o interior rapidamente e depois voltar para desconectar. De acordo com o CEO, essas interrupções constantes tornam o trabalho ainda menos eficiente.

Antecipando questionamentos sobre o impacto nos empregos, o executivo argumenta que esse tipo de função já mantém uma rotatividade altíssima.

“Na verdade, não é uma carreira. É apenas andar por um depósito do lado de fora, conectar um veículo e limpar uma tela. A permanência média é de cerca de três meses.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

Além disso, com a automação do carregamento, a startup afirma que é possível dobrar o número de veículos atendidos por funcionário. A Rocsys desenvolve protótipos para inspeção automatizada e já construiu um sistema funcional de limpeza interna.

Carro elétrico branco estacionado em área de teste com equipamentos de sensor no teto, utilizado para operações de robotaxi com carregamento automatizado
Rocsys oferece soluções de carregamento autônomo para carros elétricos (imagem: divulgação/Rocsys)

Mercado em alta nos EUA

O CEO também menciona a alta no mercado de robotáxis nos EUA e na China, locais onde a empresa tem focado. Atualmente, existem entre três mil e quatro mil robotáxis circulando nas ruas norte-americanas, somando as frotas de Waymo, Zoox e outras fabricantes.

Segundo os cálculos da Rocsys, para atender seis mil veículos, seriam necessários aproximadamente mil pontos de carregamento. Com a automação do processo, a economia de custos pode variar entre 30% e 70% no primeiro ano.

“As operações (de manutenção e carregamento) são uma área completamente negligenciada, que, se você não acertar, quebra o modelo de negócio.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

No entanto, o setor de carros autônomos também enfrenta movimentos opostos. A GM encerrou, em 2024, os serviços do Cruise, sua subsidiária de táxis autônomos. Já no começo desta semana, um apagão em San Francisco (EUA) deixou robôtáxis da Waymo confusos, gerando um congestionamento e críticas ao serviço.

Ainda assim, a startup vê os próximos dois anos como uma disputa de mercado acelerada. Uber e Nuro anunciaram uma parceria em julho, enquanto a própria Rocsys fechou contrato com um grande cliente de robotáxis nos Estados Unidos, que ainda não foi revelado.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Crijn Bouman é CEO da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)

Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

8 de Dezembro de 2025, 11:58
Robô esférico com projetor integrado e navegação autônoma continua em fase de testes (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • O lançamento do robô Ballie pela Samsung foi adiado para além de 2025, sem data definida.
  • A Samsung atribui o atraso à necessidade de mais desenvolvimento para melhorar a tecnologia.
  • O Ballie possui sensores avançados, câmeras de alta resolução e um projetor integrado.

A Samsung confirmou o adiamento do lançamento comercial do Ballie, seu robô doméstico com inteligência artificial. Prometido para chegar aos consumidores dos Estados Unidos e da Coreia do Sul em meados de 2025, o dispositivo segue longe das lojas.

A empresa mantém páginas de cadastro ativas para interessados, mas o cronograma de entrega permanece indeterminado, frustrando as expectativas criadas após as primeiras demonstrações.

Histórico e motivos do atraso

A trajetória do Ballie tem sido marcada por revisões de projeto. O robô surgiu na CES 202, feira que aconteceu em Las Vegas, apenas como um protótipo, sem planos imediatos de comercialização. Quatro anos depois, em 2024, a Samsung relançou o conceito com dimensões maiores e mais capacidade de processamento.

A promessa de venda se solidificou na CES 2025, quando a fabricante estipulou o primeiro semestre do ano como janela de lançamento. O prazo e o equipamento não chegou ao mercado.

Mas por que o atraso? A Samsung atribui a demora à necessidade de mais desenvolvimento. Em resposta ao site especializado TechRadar, um porta-voz da empresa sul-coreana declarou: “Continuamos a aprimorar e aperfeiçoar a tecnologia para oferecer uma experiência ainda mais impactante ao cliente”.

A resposta indica que, apesar das exibições recentes, o robô ainda não atingiu o nível de maturidade técnica ou funcional exigido pela marca.

Especificações do Ballie

O Ballie é projetado para ser um assistente móvel. O design consiste em uma esfera amarela brilhante, com dimensões próximas às de uma bola de basquete, equipada com rodas para transitar por pisos planos — ele não pode subir escadas. Ele conta com um pacote robusto de sensores, incluindo LiDAR e sensor de tempo de voo (ToF), essenciais para navegação autônoma e mapeamento de ambientes.

O hardware inclui um sistema de áudio com alto-falantes e microfones, uma câmera traseira com resolução 2K e uma frontal 4K. O diferencial central do produto é um projetor integrado, capaz de exibir filmes, programas de TV e informações visuais em paredes ou no chão.

Dotado de sensores LiDAR, assistente móvel segue como promessa tecnológica (imagem: divulgação/Samsung)

A Samsung chegou a divulgar uma parceria com o Google para integrar o modelo Gemini, aprimorar a capacidade do robô de responder perguntas e auxiliar em tarefas complexas.

Resta aguardar para saber se haverá uma data definitiva e precificação no próximo ano, provavelmente na CES 2026, ou se o produto permanecerá como um conceito.

Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

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Expectativa de estreia comercial em 2025 é frustrada, restando aos consumidores aguardar notícias possivelmente na CES 2026.

China acende alerta para bolha de robôs humanoides

28 de Novembro de 2025, 12:14
Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Autoridades chinesas alertam para excesso de robôs humanoides (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo chinês acendeu o alerta para o risco de uma bolha na indústria de robôs humanoides.

  • Autoridades veem excesso de empresas e produtos similares, com pouca aplicação prática e altos valores de investimento, gerando especulação.

  • China deve acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para regular o setor e estimular pesquisa e desenvolvimento.

A principal agência de planejamento econômico da China lançou um alerta sobre o ritmo acelerado da indústria de robôs humanoides. Segundo o órgão, uma bolha econômica está se formando na indústria.

A porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), Li Chao, afirmou ontem (27/11) que setores considerados inovadores frequentemente enfrentam o desafio de conciliar crescimento acelerado e riscos de especulação — dilema que agora se aplica aos robôs humanoides.

Mesmo com a expectativa de que essa tecnologia impulsione a economia chinesa ao longo dos próximos anos, o governo teme um excesso de empresas produzindo modelos parecidos demais, o que poderia saturar o mercado e reduzir o espaço para pesquisa e desenvolvimento.

Atualmente, mais de 150 companhias atuam nesse segmento na China, incluindo startups recém-criadas ou empresas vindas de outros setores.

Por que a China teme uma bolha nesse mercado?

Segundo Li Chao, o volume crescente de investimentos está entrando em um momento em que ainda faltam casos de uso consolidados para justificar a adoção ampla dos robôs humanoides, seja em indústrias, seja em residências. Ela enfatizou que o país precisa evitar que a chegada de produtos “altamente similares” desestimule avanços tecnológicos mais profundos.

Embora bancos como o Citigroup projetem crescimento “exponencial” na produção chinesa já no próximo ano, a adoção em larga escala ainda não aconteceu. Como lembra a Bloomberg, empresas como a UBTech relatam pedidos bilionários em yuan, mas nada que indique maturidade comercial do setor.

Ainda assim, o interesse de investidores aumentou: o índice Solactive China Humanoid Robotics, que reúne companhias ligadas à robótica humanoide, acumula alta de cerca de 26% no ano.

A preocupação surge em meio às especulações de que o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial seja também uma bolha, próxima de um estouro.

O que a China pretende fazer?

Li afirmou que as autoridades irão acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para garantir competição equilibrada. Entre as prioridades estão reforçar a pesquisa de tecnologias essenciais, ampliar estruturas de treinamento e testes e incentivar o compartilhamento de recursos técnicos e industriais entre as companhias do setor.

O objetivo é acelerar o uso prático de robôs humanoides no país, sem deixar que a corrida por capital desorganize o desenvolvimento. A porta-voz também destacou a preocupação com o avanço de “modelos repetidos” em um mercado ainda incipiente, consequência direta da enxurrada de investimentos sem direcionamento claro. Segundo ela, é preciso “equilibrar a velocidade de crescimento com o risco de bolhas”, já que o setor atrai empresas de todos os tamanhos, muitas ainda sem trajetória definida.

A robótica humanoide foi classificada pelo governo chinês como uma das seis indústrias que devem guiar o crescimento econômico até 2030, além de fazer parte da estratégia nacional para avanço em inteligência incorporada.

Com informações do The Verge

China acende alerta para bolha de robôs humanoides

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Governo teme excesso de modelos similares e aponta que investimentos rápidos demais sufocam inovação.

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Robô russo tomba no palco durante estreia em Moscou

13 de Novembro de 2025, 15:39
GIF mostra um robô humanoide tombando durante apresentaçõ em um palco
Robô fez papelão em demonstração ao vivo (imagem: reprodução)
Resumo
  • O robô humanoide russo Aidol caiu durante sua estreia em Moscou devido a falhas no equilíbrio.
  • O CEO da Idol, Vladimir Vitukhin, reconheceu a necessidade de ajustes nos sistemas de movimento e destacou o uso de 77% de componentes russos.
  • A empresa planeja melhorias no Aidol, com demonstrações públicas previstas até dezembro.

O primeiro robô humanoide com inteligência artificial da Rússia, batizado de Aidol, chocou o público ao cair durante sua apresentação oficial. A máquina perdeu o equilíbrio quando entrava no palco, ao som da trilha sonora do filme Rocky, deixando peças espalhadas pelo chão. Funcionários tentaram escondê-la atrás de uma tela para os reparos.

O fato ocorreu num evento de robótica em Moscou, na última segunda-feira (10/11), mas o vídeo só ganhou as manchetes hoje.

Os vídeos do incidente foram amplamente compartilhados nas redes sociais. Eles mostram a equipe técnica arrastando o protótipo enquanto o público reagia com risos e aplausos irônicos. O equipamento buscava demonstrar avanços em robótica antropomórfica com componentes majoritariamente nacionais.

Por que o robô caiu?

O CEO da empresa Idol, Vladimir Vitukhin, assumiu que o equilíbrio do Aidol ainda não está completamente refinado, mas que esse é o perfeito exemplo de como a tecnologia de robôs humanoides deve avançar:

“Isso é exatamente o tipo de aprendizado em tempo real em que um erro bem-sucedido se transforma em conhecimento, e um erro mal-sucedido se transforma em experiência. Espero que este erro se transforme em experiência.”

– Vladimir Vitukhin, CEO da Idol

Os desenvolvedores atribuíram o incidente a ajustes pendentes nos sistemas de movimento. O robô usa 19 servomotores para simular expressões faciais e movimentos básicos.

Robô Aidol tomba durante evento de tecnologia (imagem: reprodução/Euronews)

Apesar do papelão ao vivo, a empresa destaca que 77% dos componentes são de fabricação russa, com meta de chegar a 93%, para maior independência dos componentes.

A bateria de 48 volts promete seis horas de operação, e uma pele de silicone localizada na face permite reproduzir microexpressões, como surpresa e sorrisos. “Ele pensa e reage como uma pessoa”, afirmou Vitukhin. Embora não tenha sido possível observar essas expressões nessa demosntração.

Avanços na robótica e na IA

Num supermercado da Alemanha, um robô cozinheiro passou a preparar até 120 refeições por hora. Para tanto, os ingredientes precisam estar pré-cortados e pré-cozidos.

Esse funcionamento prático contrasta com os desafios persistentes de projetos mais ambiciosos, especialmente com os modelos humanoides. Os produtos Tesla Bot (da Tesla) e Atlas (da Boston Dynamics) ainda corrigem alguns tropeços em seus testes.

Na Rússia, alguns argumentam que o apelo à soberania tecnológica pode minar a qualidade dos aparelhos. No entanto, a Idol segue firme na sua proposta. Os técnicos estão reajustando os algoritmos de equilíbrio do Aidol e planejam demonstrações públicas até dezembro.

Com informações de New York Times e Gizmodo

Robô russo tomba no palco durante estreia em Moscou

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CEO da empresa Idol minimizou o caso ao dizer que “erros viram experiência”. Protótipo segue em testes.

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

11 de Novembro de 2025, 18:50
Braços robóticos metálicos cozinham alimentos em pequenas panelas inclinadas, alinhadas lado a lado. Cada panela contém ingredientes diferentes, como legumes picados, frutas, grãos e pedaços de carne. O ambiente lembra uma cozinha industrial automatizada, com foco na preparação de refeições sem intervenção humana.
CA-1 conta com braços robóticos e panelas giratórias (imagem: divulgação/Circus)
Resumo
  • O robô CA-1 Series 4 prepara até 120 pratos por hora, usando ingredientes cortados e pré-cozidos.
  • A máquina opera em três supermercados Rewe na Alemanha, em cozinhas de 7 m², com 36 silos refrigerados e braços robóticos.
  • A Circus vende cada unidade do CA-1 por 250 mil euros, e a operação reduz custos de trabalho em até 95%, sendo necessário apenas um operador.

Pedir para um robô fazer seu almoço já é uma realidade na Alemanha: a empresa de tecnologia Circus colocou máquinas da CA-1 Series 4, capazes de preparar refeições de maneira totalmente autônoma, em três unidades da rede de supermercados Rewe.

A novidade ainda está em fase de testes, e o projeto piloto deve durar seis meses. Mesmo assim, clientes já podem comer por 6 euros (cerca de R$ 36,65, em conversão direta). Dá para pedir macarrão, lentilha ou panquecas doces, por exemplo.

Máquina de cozinha industrial automatizada, com estrutura metálica grande e retangular. No centro, braços robóticos manipulam panelas internas atrás de um vidro. À esquerda há uma tela preta, e à direita, compartimentos de armazenamento. Na parte frontal, lê-se “CIRCUS Group”. A cena sugere preparo de refeições sem intervenção humana.
Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)

Como funciona o robô cozinheiro?

O CA-1 Series 4 funciona em uma cozinha compacta com laterais de vidro, que ocupa aproximadamente 7 metros quadrados. O cliente pode fazer seu pedido em um painel sensível ao toque, parecido com os encontrados em restaurantes de fast-food, ou mesmo por comandos de voz.

O CA-1 Series 4 conta com seis câmeras internas, que levam imagens até um software de visão computacional, responsável por supervisionar o processo.

A máquina conta com 36 silos refrigerados para ingredientes, que são entregues às lojas já cortados e pré-cozidos. Dois braços robóticos colocam os alimentos em panelas giratórias, que funcionam por indução. A refeição pronta é colocada em uma das oito bandejas aquecidas, mantendo a temperatura até o consumidor retirar seu pedido. E para lidar com a sujeira, há até uma máquina de lavar-louças.

O preparo leva alguns minutos. Segundo a Circus, o CA-1 Series 4 é capaz de fazer até 120 pratos por hora, e os silos refrigerados podem armazenar ingredientes suficientes para 500 refeições. E apesar de apenas oito opções de pratos estarem disponíveis nessa primeira fase, o sistema permite um número ilimitado de combinações e receitas.

Empresa diz que objetivo não é substituir funcionários

A Circus vai vender cada unidade do CA-1 por 250 mil euros (aproximadamente R$ 1,5 milhão). Nas lojas da Rewe, eles foram alugados — o valor é mantido em segredo.

Lars Klein, diretor da rede de supermercados, vê nos robôs uma opção para solucionar a falta de mão de obra especializada e dar aos consumidores uma opção extra de alimentação fresca.

Ele nega que o objetivo seja substituir os funcionários. Mesmo assim, a máquina consegue reduzir os custos do trabalho em até 95%. Basta apenas um operador para abastecer os 36 silos refrigerados com os ingredientes.

Com informações da WDR, da RTL West e do Notebook Check

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

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Máquina CA-1 Series 4 já funciona em três supermercados na Alemanha, com oito opções no cardápio. Operação depende de ingredientes cortados e pré-cozidos.

Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)

Guia de compras da Roborock: encontre o robô aspirador perfeito para a sua casa

13 de Outubro de 2025, 11:30
Imagem mostra um robô aspirador branco da marca Roborock acoplado à sua base de limpeza e recarga, em um fundo laranja iluminado por um feixe de luz diagonal. No topo da base está escrito “Multifunctional Dock”, e no centro, “Roborock”. O design é moderno, com acabamento metálico e linhas suaves, destacando o produto em um cenário minimalista.
Roborock tem opções para todas as necessidades e bolsos (imagem: divulgação)

A Roborock lancou três modelos de robôs aspiradores inteligentes: o flagship premium Qrevo Edge, o intermediário completo QR 598 e o modelo com estação de limpeza e melhor custo-benefício Q10 Vf+. Eles podem ajudar você a manter sua casa limpa com facilidade.

Quais são as principais características dos novos Roborock?

Fizemos uma tabela comparativa rápida para você conhecer um pouco melhor os três modelos.

Qrevo EdgeQR 598Q10 Vf+
Flagship completoCompleto e econômicoCusto-benefício com coletor de poeira
18.500 Pa de sucção8.000 Pa de sucção10.000 Pa de sucção
Mop de dupla rotação (200 rpm)Mop de dupla rotação (200 rpm)Mop de vibração de alta frequência (3000 vezes/min)
Escova principal DuoDivide e Escova lateral FlexiArm ArcSistema anti-emaranhamento com certificação SGSEscova principal JawScrapers Comb + escova lateral anti-enrosco
Tecnologia de reconhecimento reativo de obstáculos com IATecnologia de luz estruturada para desvio de obstáculosDesvio reativo de obstáculos
Navegação PreciSense LiDARNavegação LiDARNavegação LiDAR
Base multifuncional com lavagem do mop em água quente, secagem, autoesvaziamento de pó e reabastecimento automático de águaMop com lavagem e secagem automáticas, autoesvaziamento de pó e reabastecimento de águaAutoesvaziamento de pó
Base AdaptiLift com elevação inteligenteFunções equilibradas e práticasMop com sistema de elevação inteligente
R$7.999,00R$4.999,00R$3.399,00

Quais são os destaques de cada modelo?

Agora que você já viu as características de cada um dos novos robôs aspiradores da Roborock, vamos conhecer em detalhes cada aparelho.

Qrevo Edge: experiência premium totalmente automatizada

O Qrevo Edge é ideal para usuários que buscam a experiência de limpeza inteligente de alto nível e desejam maximizar a praticidade.

Imagem mostra um robô aspirador branco da marca Roborock conectado à sua base de limpeza e recarga. Ao lado, há um smartphone exibindo o aplicativo da marca com o logotipo em vermelho e branco. O fundo tem um gradiente em tons de laranja e vermelho. O design do produto é moderno e minimalista, com linhas retas e acabamento metálico.
Qrevo Edge oferece alta potência de sucção (imagem: divulgação)
  • Limpeza eficiente: Com uma potência de sucção ultraforte de 18.500 Pa, ele remove efetivamente ácaros, sujeira e detritos profundamente incrustados em frestas do piso e carpetes. Os dois panos de limpeza rotativos, que giram a 200 rpm, ajudam a eliminar manchas persistentes.
  • Excelente sistema anti-emaranhamento: Sua tecnologia proporciona uma taxa extremamente baixa de enrolamento de pelos, reduzindo a necessidade de limpeza manual do rolo escova e ajudando a manter a sucção estável.
  • Adaptação inteligente: O sistema AdaptiLift eleva o módulo de limpeza para transpor desníveis. A função de desvio de obstáculos com IA reconhece e evita diversos tipos de objetos no caminho.
  • Estação multifuncional: A base oferece lavagem dos panos com água quente a 75°C, o que ajuda a dissolver a gordura. Além disso, conta com secagem com ar quente, esvaziamento automático do reservatório de poeira e recarga automática do tanque de água do robô.

QR 598: A opção completa com melhor custo-benefício

O QR 598 é ideal para famílias que buscam funcionalidades confiáveis de limpeza com menos manutenção manual.

Imagem mostra o robô aspirador branco Roborock Qr 598 acoplado à sua base de limpeza e recarga. À esquerda, há um selo vermelho com o texto “World’s No.1 Robotic Vacuum Cleaner Brand in 2024”. No canto superior esquerdo, aparecem o logotipo e o nome “Roborock Qr 598”. À direita, um smartphone exibe o app da marca com o ícone vermelho e branco. O fundo tem tons de laranja e vermelho.
QR 598 é indicado para casas com problemas de pelos e cabelos (imagem: divulgação)
  • Funcionalidades práticas: Com potência de sucção de 8.000 Pa e panos duplos rotativos com elevador automático, elimina eficientemente poeira, migalhas, pelos de animais e outros resíduos do dia a dia.
  • Anti-emaranhamento certificado: Sistema anti-emaranhamento certificado pela SGS reduz efetivamente o acúmulo de pelos no rolo escova, sendo especialmente recomendado para lares com vários animais de estimação ou muitas pessoas com cabelos longos.
  • Estação de serviço prática: A base conta com secagem dos panos, evitando mofo e bactérias. Ela também oferece lavagem automática, esvaziamento automático do reservatório de pó e recarga do tanque de água do robô.

Q10 Vf+: A opção com foco em custo-benefício e coleta automatizada de resíduos

O Q10 Vf+ é ideal para usuários que procuram um bom custo-benefício e não abrem mão de um bom reservatório de poeira.

Imagem mostra o robô aspirador branco Roborock Q10 VF+ ao lado de sua base de limpeza automática. À esquerda, há um selo vermelho com o texto “World’s No.1 Robotic Vacuum Cleaner Brand in 2024” e o logotipo “Roborock Q10 VF+”. À direita, um smartphone e um smartwatch exibem o app da marca com o ícone vermelho e branco. O fundo tem um triângulo em tons de laranja e vermelho.
Modelo Q10 Vf+ tem versões com e sem base de coleta automática (imagem: divulgação)
  • Poder de limpeza confiável: A sucção de 10.000 Pa consegue lidar com poeira profunda e ácaros em carpetes. O sistema de esfregão Vibrarise 2.0 realiza 3.000 movimentos de limpeza por minuto, removendo manchas difíceis.
  • Dupla proteção contra emaranhados: A escova principal JawScrapores Comb e a escova lateral especial contra emaranhamento reduzem efetivamente o enrolamento de pelos, diminuindo a frequência de manutenção.
  • Coleta automática de poeira: O Q10 Vf+ vem com base de coleta automática, que conta com um saco de pó de 2,7 litros, oferecendo aproximadamente sete semanas de uso sem manutenção.
  • Opção adicional: Também está indisponível o Q10 Vf individual, sem base de coleta automática, com preço mais acessível.

Como escolher?

A Roborock tem diversas opções, que se encaixam com as necessidades de limpeza, orçamento e comodidade de cada usuário.

  • Se você busca inteligência avançada e funcionalidades completas, e se o se orçamento permite, o Qrevo Edge é a melhor opção.
  • Se você deseja uma experiência de limpeza automática confiável, com funções de lavagem, secagem e coleta automática de poeira, o QR 598 é uma ótima alternativa.
  • Se você valoriza um bom equilíbrio entre custo-benefício e praticidade de coleta de poeira, o Q10 Vf+ é uma escolha interessante.

Esperamos que esse guia detalhado ajude você a encontrar o parceiro de limpeza ideal para o seu lar.

Guia de compras da Roborock: encontre o robô aspirador perfeito para a sua casa

Roborock tem opções para todas as necessidades e bolsos (imagem: divulgação)

Qrevo Edge oferece alta potência de sucção (imagem: divulgação)

QR 598 é indicado para casas com problemas de pelos e cabelos (imagem: divulgação)

Modelo Q10 Vf+ tem versões com e sem base de coleta automática (imagem: divulgação)

Ícone da robótica recomenda: não se aproxime dos humanoides atuais

6 de Outubro de 2025, 11:23
 Imagem em tons de cinza ou preto e branco de um robô humanoide prateado, com partes da estrutura interna à mostra, como fiação e mecanismos.
Rodney Brooks afirma que ninguém deveria chegar perto de robôs humanoides (imagem: divulgação)
Resumo
  • Rodney Brooks, professor emérito do MIT e cofudandor da iRobot, alerta que robôs humanoides atuais ainda não são seguros.
  • Ele cita o risco de falhas de software e problemas de equilíbrio, que podem causar acidentes.
  • Brooks prevê robôs úteis em fábricas e na saúde, mas com rodas e sensores especializados, sem a aparência dos humanoides atuais.

Conviver lado a lado com robôs humanoides pode parecer um cenário próximo, mas, para Rodney Brooks, ainda é algo distante — e perigoso. O professor emérito do MIT, que ajudou a fundar a Rethink Robotics e a iRobot (criadora do Roomba, robô aspirador), publicou um texto no qual afirma que ninguém deveria chegar a menos de três metros das atuais máquinas bípedes.

Segundo Brooks, o risco não está apenas em falhas de software, mas na forma como esses robôs se equilibram e caminham. O processo exige grande quantidade de energia cinética, o que torna qualquer queda ou movimento brusco potencialmente capaz de causar ferimentos graves em pessoas próximas.

O especialista sustenta que, até que surjam mecanismos mais seguros, os humanoides não terão condições de serem certificados para atuar em ambientes compartilhados com humanos.

Por que manter distância dos robôs humanoides?

Foto de estúdio de fundo cinza, com o cientista da computação e empresário americano Rodney Brooks posando no centro, olhando para a câmera. Ele está cercado por três robôs colaborativos de cor vermelha e preta, fabricados pela Rethink Robotics, que ele co-fundou.
Rodney Brooks é o criador do Baxter, robô industrial lançado em 2012 (imagem: reprodução/Rodneybrooks.com)

O pesquisador lembra que, ao dobrar o tamanho de um robô, sua massa cresce oito vezes — e, consequentemente, a energia liberada em caso de queda é muito maior. Brooks chegou a relatar uma experiência pessoal na qual ficou “perto demais” de um robô da Agility Robotics quando ele caiu. Desde então, evita estar próximo a humanoides em movimento.

Além da segurança, o especialista questiona outro ponto central do desenvolvimento dessas máquinas: a crença de que elas alcançarão destreza apenas ao observar vídeos de pessoas realizando tarefas. Empresas como Tesla e Figure apostam nesse método, mas, segundo Brooks, tal abordagem ignora a complexidade do tato humano — sistema que envolve milhares de sensores nos dedos e múltiplos tipos de neurônios sensoriais.

E os humanoides no futuro?

Imagem mostra o CEO da Nvidia apresentando 5 robôs humanoides.
Robôs humanoides ainda não estão prontos para conviver com humanos (imagem: divulgação/Nvidia)

Enquanto executivos como Elon Musk defendem que seus robôs poderão movimentar trilhões de dólares no mercado, Brooks ressalta que a realidade física é bem menos flexível que o software.

Para ele, os humanoides de fato terão espaço em fábricas e até na saúde nos próximos 15 anos, mas não se parecerão com os protótipos atuais. Em vez de pernas, devem ter rodas; em vez de olhos artificiais, sensores adaptados a funções específicas.

Assim como “carros voadores” acabaram se tornando aeronaves elétricas “autônomas”, que ainda dependem de supervisão humana, a ideia de humanoide também deverá ser ressignificada.

Brooks aposta que os investimentos bilionários em modelos rígidos e baseados apenas em visão acabarão cedendo espaço a sistemas que incorporem respostas táteis. Mesmo assim, ele reforça que há um longo caminho até que robôs consigam manipular objetos com a mesma precisão e segurança que as mãos humanas. Até lá, a recomendação é simples: manter distância.

Com informações da ArsTechnica

Ícone da robótica recomenda: não se aproxime dos humanoides atuais

Nvidia e Foxconn testam uso de robôs humanoides em fábrica nos EUA (imagem: divulgação)

Nvidia aposta em robôs humanoides (imagem: divulgação/Nvidia

Vídeo: arma americana derruba 61 drones imediatamente

29 de Setembro de 2025, 16:54
Ilustração da arma Leonidas derrubam drones no céu
Nova arma utiliza feixe de micro-ondas para derrubar drones inimigos (imagem: divulgação/Epirus)
Resumo
  • A arma Leonidas, da Epirus, neutralizou 61 drones com um feixe de micro-ondas de alta potência em teste nos EUA, com aproveitamento de 100%.
  • A empresa, especializada em guerra eletrônica, levantou mais de US$ 550 milhões para desenvolver sistemas de energia direcionada.
  • A Epirus já apresentou a versão Leonidas Generation II, que promete dobrar alcance e letalidade em relação ao modelo atual.

A empresa de tecnologia de defesa Epirus testou com sucesso uma nova arma de micro-ondas, a Leonidas, que foi capaz de neutralizar 61 drones em um teste com fogo real nos EUA. O sistema, que dispara um feixe de energia eletromagnética, teve 100% de aproveitamento e chegou a derrubar 49 deles com um único pulso.

O teste foi realizado no estado de Indiana, nos Estados Unidos, e foi acompanhado por representantes do Departamento de Justiça do país e aliados. Andy Lowery, CEO da Epirus, classificou o evento como um “momento decisivo” e reforçou o sucesso da demonstração.

Confira no vídeo abaixo:

A Epirus é uma empresa norte-americana especializada em guerra eletrônica, focada no desenvolvimento de sistemas de energia direcionada. Um dos focos da companhia é criar soluções de defesa contra ameaças assimétricas. Entre os focos, está combater drones em campo de batalha, tática cada vez mais comum.

Em 2023, a então startup fechou um acordo de US$ 66 milhões com o exército dos EUA. Já em março deste ano, levantou US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) em uma rodada de investimentos. Com isso, a empresa elevou seu total de captação para mais de US$ 550 milhões (R$ 2,9 bilhões), segundo o TechCrunch.

Como a arma funciona?

O sistema Leonidas não dispara projéteis como uma arma de fogo comum, mas sim um feixe de interferência eletromagnética. Essas micro-ondas de alta potência sobrecarregam e desativam os sistemas eletrônicos dos drones em pleno voo, fazendo com que percam o controle e caiam.

Durante o evento, a empresa destacou a versatilidade do sistema ao simular diferentes situações de combate. Em um dos cenários, o Leonidas neutralizou um trio de drones vindo pela esquerda e, logo depois, redirecionou o feixe para derrubar outro grupo que se aproximava pelo lado oposto.

Houve também um momento em que os espectadores puderam escolher qual, entre dois drones, a arma deveria abater. O sistema respondeu com precisão, desativando apenas o alvo indicado sem afetar o outro.

Outro teste demonstrou a capacidade de controle do Leonidas: um drone foi derrubado de forma calculada, de modo que a queda ocorresse dentro de uma zona segura previamente definida por software.

Por fim, o sistema mostrou potência em situações de múltiplas ameaças, derrubando simultaneamente três drones que voavam em diferentes distâncias em direção à área de combate.

Nova corrida contra os drones

Segundo a Epirus, o teste utilizou a primeira geração da arma, desenvolvida em 2022. Uma nova versão, apresentada em julho de 2025, chamada de “Leonidas Generation II”, promete mais que o dobro do alcance e da letalidade.

O desenvolvimento de armas como a Leonidas ocorre em um momento de rápida evolução dos equipamentos e táticas de guerra, com dispositivos de ataque controlados a longa distância. Segundo o site Tom’s Hardware, a crescente importância dos drones em conflitos atuais é um fator-chave.

A publicação avalia que, diante da “ascensão surpreendente e mortal” do que chama de “guerra assimétrica”, é natural que surjam investimentos para reforçar a competitividade militar, com foco em tecnologias de defesa e ataque eletrônico.

Vídeo: arma americana derruba 61 drones imediatamente

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Arma Leonidas utiliza um feixe de micro-ondas de alta potência para neutralizar enxames de drones. Governo dos EUA e aliados militares assistiram à demonstração.
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