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Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

24 de Abril de 2026, 11:41
Tecnoblog entrevistou Rodrigo Vidigal, country manager da Motorola Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Motorola, comandada pelo presidente Rodrigo Vidigal, mira os clientes de Apple e Samsung dispostos a gastar cerca de R$ 8 mil a R$ 10 mil, com produtos como o Motorola Signature.
  • O Signature oferece uma combinação de hardware de ponta, preço competitivo e atributos como cores especiais, visando diferenciar-se no mercado.
  • A empresa busca aumentar sua presença no segmento de luxo com parcerias com marcas como Bose, Swarovski e Pantone.

A Motorola quer mais. Depois de vender muito Moto G, do segmento básico, e Motorola Edge, da categoria premium, agora a companhia tenta conquistar o chamado ultra premium – estão de olho no cliente disposto a gastar algo na faixa dos oito, quase dez mil reais. Querem brigar com a Apple e a Samsung, conforme admite o presidente da companhia, Rodrigo Vidigal, em entrevista exclusiva ao Tecnoblog.

Ele considera que o recém-lançado Motorola Signature tem uma combinação única de hardware e preço, além de contar com atributos que a diferenciam, como as cores especiais. “Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”, dispara o executivo. E de fato, o produto fez bonito: levou nota 8,9 no nosso review completo.

Nesta conversa, também tratamos da escassez de chips de memória (spoiler: com possível aumento nos preços dos smartphones ainda neste semestre), a sempre polêmica política de atualizações de Android e a presença na Copa do Mundo. Confira a seguir. Os trechos foram editados para dar mais clareza e fluidez.

Concorrência e relação com o consumidor

Thássius Veloso – De que forma vocês vão competir com Apple e Samsung, as duas primeiras colocadas no segmento ultra premium?

Rodrigo Vidigal (Motorola) – Com a combinação de hardware, software e experiência de pós-venda com concierge. Esse consumidor realmente busca muita qualidade de câmera e a gente traz o produto com a melhor nota do Brasil no DxOMark. Temos o melhor preço, com processador de última geração, a melhor tela, todo o sistema de entretenimento da Bose. A gente traz um ecossistema muito forte e um produto que realmente entrega o que há de mais avançado.

Qual será o papel do concierge?

A gente vai ter um atendimento ultra premium em todos os sentidos. Se ele tiver alguma necessidade de hardware ou software, vai poder resolver isso rapidamente, com respostas de até duas horas, de uma maneira que não existe hoje no mercado.

Nós estamos numa sala com as marcas do Gorilla Glass, Polar, Bose, Alcantara, Swarovski e Pantone estampadas nas paredes. Empresas rivais da Motorola não costumam se associar a tantos parceiros. Vocês não teriam condições de fazer todos esses projetos sozinhos?

Nenhum fabricante consegue fazer tudo sozinho, seja carro, computador ou qualquer outra categoria. A nossa proposta é trazer esses componentes premium sob a visão da Motorola para entregar a melhor experiência. Eu poderia comprar um componente genérico, mas eu prefiro trazer peças de ponta, como na parceria com a Sony para as câmeras. Estamos na Formula 1, que não deixa ninguém entrar se não for de ponta. Isso também nos ajuda a crescer no segmento B2B. Empresas da América Latina que não compravam nossos produtos passaram a adquirir Moto G e Edge.

O cliente chega ao ponto de venda falando “eu queria ver o Swarovski”?

O consumidor brasileiro hoje faz muita comparação. Ele olha, começa a conhecer um produto, compara, vê que esse aqui tem um acabamento melhor, tem Swarovski, uma câmera de ponta. Ninguém sabe o que é Alcantara, mas quando ele vê essa marca, vai atrás, chega na loja e pergunta pro vendedor. Temos todo um trabalho de comunicação. Colocar esses elementos é um baita diferencial, que tem nos feito crescer.

A gente traz tudo integrado, desde a parte técnica até o estilo. Como dizia o poeta: me desculpem as feias, mas beleza é fundamental. Isso passa também pelo fone de ouvido, outro objeto de desejo. A gente começa a criar uma conversa que antes não existia.

Você diria que está roubando usuários de iPhone com isso? 

Ainda é mais Android. 

Mais Samsung, então?

No Brasil sim. São muitos mercados, então depende da participação.

Tem empresa que caminha para a premiunização e abre mão da cartela de clientes que conquistou com produtos básicos e intermediários. Existe algum risco disso acontecer com a Motorola? 

Não acho que a gente tenha demonstrado isso. É um crescimento sólido: lançamos o Edge sem abrir mão do Moto G. Com o Signature, agora eu entro num outro segmento do qual não estava participando.

Então tudo isso me ajuda a ter escala, melhores custos e a trazer saúde financeira, para eu poder também investir mais no mercado. A ideia é obviamente crescer e ter uma complementaridade, não uma canibalização do portfólio. A própria chegada dos acessórios, como fone de ouvido, relógio e smart tag, amplia esse ecossistema.

Crise da memória e celulares mais caros

De que forma a escassez dos chips está impactando vocês?

A causa é conhecida: inteligência artificial e ampliação de data centers, associados a uma capacidade de produção limitada e concentrada em poucos fabricantes globais de memória.

Nós entedemos que essa limitação não causará impacto no grupo da Lenovo e Motorola, pois somos um dos maiores compradores do mundo e temos uma relação de longo prazo com esses fornecedores, inclusive para atender a PCs e servidores.

Não tem como escapar da alta de preços. O nosso desafio é mitigar esse impacto e tentar repassar o mínimo possível para o usuário final.

O vice-presidente sênior da Samsung me disse que os preços de smartphones poderiam subir 20%. Vocês também estão fazendo essa conta? 

Essa é uma conta complicada de fazer. A gente buscou se antecipar a esse movimento para atrasar ao máximo o repasse. Ele seria imediato se eu estivesse comprando apenas memória nova, mas estou tentando diluir esse aumento de custo com base numa estratégia de supply chain global, dada a força do nosso grupo.

Em que momento essa decisão foi tomada? 

No ano passado, à medida que a gente começou a ver que a crise ia de fato acontecer. Estamos no mercado global e também fabricamos servidores, por exemplo. Conseguimos identificar esses movimentos e nos preparar, enquanto outras marcas demoraram mais para reagir.

Os celulares vão ficar mais caros no primeiro semestre?

Talvez ocorra um pouco de aumento, mas não da ordem de 50%, como temos visto no preço de memória. A crise impacta principalmente os produtos de entrada porque os grandes fabricantes de memória estão com capacidade limitada. Eles focam nos modelos mais caros pois os baratos representam uma margem de lucro menor.

O perfil do consumidor Motorola

Quais as principais maneiras para o consumidor adquirir um telefone Motorola?

A gente tem desde o financiamento tradicional; parcelamento no cartão de crédito sem juros em 12, 18, até 24 vezes; as ofertas de pós-pago com operadoras; o trade-in; e o nosso próprio financiamento, uma solução que a gente oferece pro varejo com juro mais baixo que o do banco.

Qual a relevâcia do trade-in? 

Não é a principal forma de adquirir nossos produtos porque muitos consumidores passam o telefone antigo para alguém da família. Acaba sendo mais uma opção, mas não é nem de longe a mais utilizada. As vendas com acessórios ou com plano pós-pago são muito fortes, assim como o financiamento.

Quais são os pacotes mais populares?

O mais popular é fone de ouvido Moto Buds, pela qualidade da Bose e pelo fato de não ter outros produtos dessa marca no país. O som é impecável e existe a facilidade de conexão: você abre e já conecta. Isso tem ajudado a vender muito não só para clientes da nossa base, mas para usuários de smartphones da concorrência.

Esse interesse te surpreendeu?

Me surpreendeu. A gente sabia que seria muito forte para nossa base, até que começamos a ver clientes de outras marcas procurando o produto. Tem sido uma surpresa muito positiva. 

Qual é a importância de associar Lenovo e Motorola a eventos como Formula 1 e Copa do Mundo?

Demonstra o apetite em crescer no mercado mundial. Todas as empresas na Formula 1 são de extrema qualidade. O público vê isso e associa a performance, design, inovação. No caso da Copa, estamos falando do maior evento do mundo, capaz de agregar a maior quantidade de pessoas. Se eu tenho um terço do mercado, ainda tenho dois terços para conquistar. Nós vamos falar com um cliente que não estava vendo o nosso produto.

Cadê os brand lovers?

A consultoria Omdia soltou o balanço de maiores vendedores de celular do Brasil: Samsung (40%), Motorola (24%), Xiaomi (16%), Apple (7%) e Realme (6%). Eu postei isso nas minhas redes sociais e repercutiu bastante principalmente com consumidores surpresos com a relevância da Motorola, em segundo lugar. Por que dessa surpresa?

No Brasil, a gente tinha 10% do mercado em 2010 e aumentamos para 30% hoje. A nossa participação vem crescendo.

Eu não tô falando de vendas, mas sim de percepção de marca. Cadê os brand lovers da Motorola? 

Antes, eu tinha um brand lover limitado aos segmentos de entrada (com Moto G) e mass premium (com Edge). Se eu não estava presente no ultra premium, nunca seria lembrado. Agora, com o Signature, nós estamos trazendo uma proposta muito competitiva para que olhem para a Motorola também neste segmento. Eu não estava participando dessa festa e agora entro meio de penetra para disputar e incomodar (risos).

Me valendo aqui da liberdade poética, eu diria que Motorola é visto como “celular de tiozão”. Como conquistar as novas gerações?

Ninguém tem a  estratégia de cores como a Motorola. Te falo de coração, quando a gente fechou a parceria com a Pantone, eu olhei e pensei “caramba!”, pois não tinha ideia do alcance. No ano passado, a Pantone utilizou o nosso escritório para fazer um fórum e deu para ver o nível da discussão, de inteligência de mercado, para identificar padrões.

Eles avaliam as preocupações das pessoas e como as cores têm influência na vida delas. E a partir daí, você tem tendências que são utilizadas pela indústria inteira. Eu lancei o verde no ano passado com o Razr 60 Ultra e um ano depois isso começou a chegar aos produtos mais de entrada. Eu consigo impactar o jovem que está ligado nisso. Cerca de 35% da nossa venda hoje é para este público.

Quanto era antes? 

Era 20%. Hoje, mais da metade das nossas vendas vão para o público feminino. Era 45% e agora chega a 55%. No passado, a maioria dos produtos era cinza, preto ou dourado. Agora, dois terços são coloridos. Nenhum fabricante tem isso.

Os consumidores vão na loja querendo conhecer os aparelhos, o que tem de câmera, memória ou bateria. Eles também pedem para ver o acabamento, a cor. Isso não existia na nossa indústria, somente para roupa ou tênis.

Atualizações de Android

Faz sentido lançar um novo smartphone anualmente para cada linha? No caso de Moto G, às vezes são dois por ano.  

Faz porque a gente vive de movimentar o consumidor. Então é necessário para trazer inovação como ferramenta também de estilo.

Nem tudo é tão inovador assim, vai…

Mas aí, de novo, eu acho que a Motorola tem um lugar diferente. A gente tá evoluindo a tecnologia e também o design. Quando a gente fala de evolução de design, o usuário final tem muita evolução. Quais smartphones você vê com Swarovski?

Você colocaria a cor do ano na categoria de inovação? Porque nem todo mundo enxerga dessa forma… 

Se o consumidor enxerga, é o que interessa pra gente. Se o consumidor entende que é importante ter a cor do ano, Cloud Dancer, pois o mundo está muito tenso, com muita guerra, eu começo a ter um canal de comunicação com ele. Nem todo mundo quer falar só de spec.

Por que dá para colocar sete anos de atualizações no Signature, mas são no máximo três nas outras linhas?

Existem algumas limitações de memória ou de processador, e a gente quer garantir sempre a melhor experiência quando você faz o upgrade. Sabemos que o cliente de produtos de entrada fica em média três anos. Se eu trago pra ele uma atualização maior do que esse tempo, não necessariamente gera valor. Temos que entender o que o consumidor realmente valoriza.

Mão segurando celular Motorola Signature mostrando a tela
Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

E por que oferecer isso justamente para o ultra premium, que costuma ficar com o aparelho por um ano e meio, bem menos do que os sete anos?

Tem ainda questões associadas a hardware e performance que viabilizam os sete anos de evolução. Posso fazer essa promessa de até sete anos, pois vai continuar evoluindo. Mas no segmento ultra premium, isso tem um efeito mais de marketing do que de utilização.

Eu noto que os telefones têm ganhado mais elementos de software próprios. Começa com o Hello Moto e começam a surgir coisas novas, como a tela de configurações diferente. Não tá chegando na hora da Motorola dar um nome a esse sistema, assim como o HyperOS (Xiaomi) e a One UI (Samsung)?

A gente tem o Android como nosso sistema operacional base e algumas camadas de customização que nós desenvolvemos para tornar o visual mais fácil. A nossa preocupação é dar ferramentas para facilitar a migração e o início do cadastro do usuário. Então a gente entende que no momento isso não é importante.

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

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Rodrigo Vidigal abre o jogo sobre o momento da fabricante no Brasil, com aumento de participação de mercado e forte presença nas operadoras.

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

25 de Março de 2026, 11:33
Imagem promocional mostra um smartphone em um fundo preto, com a parte da bateria destacada com uma arte que ilustra a capacidade de 10.001 miliampere-hora
Realme P4 Power tem bateria de 10.001 mAh (imagem: divulgação)
Resumo
  • Realme P4 Power foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O celular possui bateria de 10.001 mAh e carregador de 80 W.
  • Ele será fabricado na China ou em Manaus e virá com NFC.

Agora vai: o Realme P4 Power, anunciado no final de janeiro na Índia, já pode ser vendido no Brasil. A certificação do smartphone, com código de modelo RMX5107, foi emitida pela Anatel na segunda-feira (23/03), conforme documentos vistos pelo Tecnoblog.

O modelo se destaca pela enorme bateria (que a Realme chama de Titan), com capacidade de 10.001 mAh típicos (9.900 nominais), inserida num smartphone que possui meros 9,1 milímetros de espessura, graças ao uso de ânodos de silício-carbono. O componente tem código de modelo BLPE07 e também já foi aprovado pela agência reguladora.

Imagem mostra um documento de certificação da Anatel
Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Para recarregar tamanha bateria, a caixa (que também terá cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chip e manuais) inclui o carregador VCB8OABH de 80 W. Este carregador também é utilizado por modelos da Oppo, dona da Realme.

O P4 Power não abre mão de um chip decente, mesmo com uma bateria grande: ele utiliza o SoC Dimensity 7400 Ultra da MediaTek, fabricado no processo de 4 nm da TSMC e com desempenho adequado para a faixa intermediária.

Imagem mostra a bateria do Realme P4 Power sobre uma mesa
Bateria do Realme P4 Power durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

São 8 ou 12 GB de RAM e 128 ou 256 GB de memória interna, duas câmeras traseiras (50 e 8 megapixels), câmera frontal de 16 megapixels e tela AMOLED com taxa de atualização de 144 Hz. Tudo isso rodando o Android 16 (com atualizações prometidas até o Android 20) e com peso de 219 gramas.

Imagem mostra a traseira do P4 Power da Realme. O celular é da cor laranja
Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Curiosamente, a certificação brasileira conta com a presença de NFC, recurso que não está presente no modelo indiano. A certificação também revela que ele será fabricado pela Realme na China ou pela Digitron em Manaus (AM).

Qual o preço?

Na Índia, o modelo é vendido a partir de 26.499 rúpias, quase R$ 1.500 em conversão direta. No Brasil, continuamos sem previsão de lançamento ou valores oficiais, mas a fabricante já indicou que lançará o modelo em nosso país.

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Cadê os celulares com bateria infinita? Tudo evolui, menos isso

6 de Fevereiro de 2026, 11:16
Ilustração mostra pessoas com placas de bateria. No lado esquerdo, um smartphone com o símbolo de pouca bateria. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Autonomia dos smartphones pouco mudou nos últimos anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A autonomia dos smartphones é um dos problemas mais antigos dos consumidores.
  • Baterias de silício-carbono aumentam a capacidade em 20% a 30%, mas têm vida útil menor, com cerca de 1.500 ciclos de carga.
  • Fabricantes chinesas como Xiaomi, Realme, Honor e Oppo investem nessa tecnologia, enquanto Apple e Samsung priorizam controle de energia.

Todo mundo quer celulares com baterias que durem mais. Essa é uma das queixas mais antigas dos consumidores — e também uma das mais negligenciadas. Nos últimos anos, os smartphones ficaram mais rápidos, ganharam telas maiores e mais brilhantes, câmeras mais sofisticadas e (muitas) funções de inteligência artificial. A autonomia, porém, continua praticamente no mesmo lugar: para o uso intenso, um dia longe da tomada ainda é o padrão.

Esse descompasso chama atenção porque não faltam inovações no restante do aparelho. A solução que o mercado passou a oferecer foi o carregamento rápido: em vez de smartphones que duram mais, surgiram aparelhos que carregam em menos tempo. Potências de 80 W, 100 W e 120 W viraram argumento de venda.

Mas algumas fabricantes chinesas voltaram a cutucar essa ferida. A Realme anunciou o P4 Power, com bateria de 10.001 mAh e promessa de até três dias longe da tomada. A Honor revelou o Power 2, com 10.080 mAh de bateria. Ambos os modelos em corpos finos: 9,08 mm e 7,98 mm de espessura, respectivamente — algo possível graças à tecnologia de silício-carbono, ainda pouco adotada.

Baterias tradicionais atingiram o “teto”

Hoje, a maioria dos smartphones usa baterias de íon-lítio com ânodo de grafite. É uma tecnologia consolidada, segura e altamente otimizada ao longo de décadas. Justamente por isso, o espaço para avanços é limitado.

Conversei com Egidio Raimundo Neto, engenheiro eletricista, doutor em Telecomunicações e professor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), para saber mais do assunto.

Segundo ele, o mercado já extraiu quase tudo o que era possível desse modelo. “As baterias atuais são resultado de anos de refinamento em materiais e processos”, diz. “O grafite tem uma vantagem importante: a expansão durante carga e descarga é relativamente pequena, em torno de 10%, o que garante estabilidade”, explica o professor.

O problema é que essa previsibilidade impõe um limite físico. “Do ponto de vista de construção e de algumas variações de dopagem, já esprememos tudo que podíamos das baterias que estão no mercado”, afirma Neto.

Carregador Super Fast Charging sendo segurado na mão
Carregamento rápido virou solução do mercado (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Silício-carbono: maior capacidade, menor vida útil

Aí entram as baterias de silício-carbono, que “aumentam a capacidade para uma mesma área de bateria”. Essa tecnologia substitui parte do grafite do ânodo por silício, um material capaz de armazenar muito mais íons de lítio. 

Na prática, isso permite aumentar a capacidade em cerca de 20% a 30% sem ampliar o tamanho físico da bateria. Ou seja: com o silício-carbono, é possível comercializar celulares finos com números de mAh maiores.

O principal custo dessa nova interação é a vida útil, algo que não aparece de cara. O fim de vida típico da bateria são os 80% de sua capacidade original. Isso significa que, “se a bateria armazenava 100 unidades de energia quando nova, ela é considerada no fim da vida útil quando só consegue armazenar 80”, diz o professor.

A bateria ainda funciona, mas a autonomia cai e o aquecimento pode crescer. Estamos falando em cerca de 3 mil ciclos de carga em baterias de íon-lítio tradicionais, considerando condições perfeitas de uso — o equivalente a mais de oito anos carregando o celular diariamente.

Imagem mostra um iPhone 14 sendo segurado em uma mão
Apple prioriza controle sobre a experiência do usuário (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Nas baterias de silício-carbono, esse número cai pela metade, mesmo com bom uso. “Falamos de algo em torno de 1,5 mil. Para smartphones, que as pessoas trocam em dois ou três anos, talvez isso não seja tão relevante. Mas para aplicações mais duráveis, como automóveis ou drones, faz muita diferença”, detalha o professor.

Esses dados podem ser bem diferentes dependendo da condição de uso de cada consumidor. Usar o aparelho na tomada ou não manter ciclos de carga lentos podem afetar esses números. Mas, na teoria, estamos falando de uma grande diferença entre as baterias posta desde a fabricação.

Isso ajuda a entender por que Apple e Samsung ainda não embarcaram no silício-carbono. Os indícios são de que ambas priorizam vida útil previsível e controle rígido da experiência do usuário, mesmo que isso signifique abrir mão de números chamativos na ficha técnica. No caso da sul-coreana, ainda há o trauma causado pelo explosivo Galaxy Note 7.

Fabricantes chinesas querem vencer na força

Imagem promocional mostra um smartphone em um fundo preto, com a parte da bateria destacada com uma arte que ilustra a capacidade de 10.001 miliampere-hora
Realme P4 Power promete três dias longe da tomada (imagem: divulgação)

Do outro lado, as fabricantes chinesas, que encabeçam a oferta de produtos com baterias de silício-carbono, passaram a testar abordagens mais agressivas. Xiaomi, Realme, Honor e Oppo vêm experimentando tanto baterias maiores quanto novas químicas.

A Oppo afirma que superou a expansão das baterias no carregamento com “algoritmos proprietários para o ânodo de silício, mantendo a integridade estrutural e garantindo que a tela e a tampa traseira permaneçam impecáveis, mesmo durante uso intenso”.

O professor Egidio Neto lembra que, quando começaram as pesquisas em torno dessa tecnologia, a expansão do silício chegava a 300%. “Como suportar uma expansão de 300% do volume se o padrão era 10%? Era inviável”, afirma.

A solução veio com o carbono, que traz “resistência para o material” e permite controlar esse aumento. Dessa maneira, o silício-carbono se tornou viável, mas segue num campo de cautela — nos modelos topo de linha das fabricantes chinesas, é raro ver baterias com essa tecnologia.

Uma grande barreira ainda são os custos industriais mais altos. “As linhas de produção precisariam de grandes investimentos”, explica Neto. “Quem tem fatias menores de mercado costuma ser mais audacioso para tentar expandir sua marca”.

Mão segurando iPhone 17 azul-névoa, destacando as câmeras, com mesa em madeira como fundo
iPhone 17 tem uma bateria de 3.692 mAh (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Existe também uma diferença entre a capacidade nominal e uso real. Vemos, por exemplo, iPhones com 3.692 mAh equiparando ou superando o desempenho de aparelhos Android com 5.000 mAh em benchmarks de bateria.

Segundo o engenheiro eletricista, isso tem menos a ver com a química da bateria e mais com a forma como a energia é gerenciada. “Existe toda uma eletrônica embarcada e um software que modelam o consumo. O hardware virou commodity; o diferencial está no software”, afirma.

A Apple — e, em menor grau, Samsung — investe pesado em controle de processos em segundo plano, integração entre chip e sistema operacional, além da limitação de picos desnecessários de desempenho. O resultado é uma eficiência maior por unidade de energia. Em outras palavras: um “tanque” menor pode render mais se o sistema desperdiçar menos “combustível”.

Muitas vezes é só marketing 

Os principais responsáveis pelo consumo enérgico continuam os mesmos: tela e sistema de áudio, especialmente em jogos. Portanto, promessas de dois ou três dias de bateria quase sempre dependem de cenários de uso moderado — bem diferentes da rotina real de quem passa horas por dia no celular. “Muitas vezes o marketing vende uma ideia e depois o engenheiro tem que dar um jeito de fazer acontecer”, diz o professor.

O consumo dispara quando tudo acontece ao mesmo tempo: tela ligada, transferência constante de dados, Bluetooth ativo, fones sem fio e smartwatch conectados. “Ninguém mais quer fone com fio”, observa Neto. Nesse cenário, qualquer ganho de capacidade é rapidamente diluído.

As baterias de silício-carbono já deixaram o laboratório, mas ainda operam como testes em escala comercial. Na visão do professor, elas ajudam, mas não resolvem todo o problema da autonomia: “é um diferencial competitivo, mas essa tecnologia não vai dar aquele salto de multiplicar por três a capacidade de uma bateria”.

Cadê os celulares com bateria infinita? Tudo evolui, menos isso

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Carregador Super Fast Charging (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desempenho da bateria do iPhone 14 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)

O iPhone 17 tem duas câmeras na traseira (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Celular com 3 dias de bateria: a nova promessa da Realme

20 de Janeiro de 2026, 11:29
Imagem promocional mostra um smartphone branco em um fundo igualmente branco. O foco está nas câmeras
Design TransView confere visual transparente à parte superior do dispositivo (imagem: divulgação)
Resumo
  • Realme P4 Power será lançado na Índia em 29 de janeiro com uma bateria de 10.001 mAh, prometendo até três dias e meio de autonomia.
  • O smartphone possui carregamento rápido de 80 W e carregamento reverso de 27 W, permitindo recarregar outros dispositivos.
  • Ele inclui tela AMOLED de 6,78 polegadas, com taxa de atualização de 144 Hz e processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra.

A Realme lança o novo P4 Power na Índia no dia 29 de janeiro. Ele chega com a promessa de entregar três dias de autonomia, graças à super bateria de 10.001 mAh. A empresa já iniciou a campanha de pré-reserva no país mediante um pagamento simbólico de 999 rúpias (cerca de R$ 60).

Esse não será o preço final do celular, apenas um “sinal” que garante prioridade na compra e benefícios exclusivos — uma prática comum no varejo indiano.

Aqui no Brasil, a assessoria da Realme nos informou que deve trazer novidades sobre o aparelho “em breve”. Por enquanto, não há data e preços no mercado nacional.

Super bateria e especificações

Imagem promocional mostra um smartphone em um fundo preto, com a parte da bateria destacada com uma arte que ilustra a capacidade de 10.001 miliampere-hora
Com recarga reversa de 27 W, o P4 Power também funciona como um power bank (imagem: divulgação)

Sem dúvida, o grande trunfo do Realme P4 Power é a bateria. Equipado com uma célula de 10.001 mAh de silício-carbono, o aparelho oferece o dobro da capacidade da maioria dos smartphones topo de linha atuais (o Galaxy S25 Ultra, por exemplo, tem uma bateria de 5.000 mAh).

Mesmo assim, o celular mantém um peso surpreendente de 218 gramas. A tecnologia de silício-carbono é a chave para esse equilíbrio, permitindo uma densidade energética superior sem aumentar drasticamente o volume ou o peso do aparelho. A fabricante promete até três dias e meio de uso moderado longe da tomada.

O chefe de marketing de produto da marca, Francis Wong, confirmou que o Realme P4 Power terá carregamento rápido de 80 W, capaz de recarregar a célula gigante rapidamente.

Além de durar dias, o P4 Power pode “salvar” outros gadgets. O dispositivo suporta carregamento reverso de 27 W, transformando-o em um power bank eficiente para carregar fones, relógios e até celulares.

O conjunto de especificações deve incluir uma tela AMOLED de 6,78 polegadas com taxa de atualização de 144 Hz e o processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra (possivelmente uma versão renomeada de chips da série 8000).

Preço e disponibilidade

Imagem mostra dois smartphones da Realme lado a lado, formando um X, em um fundo de cor amarela
Modelo suporta carregamento rápido de 80 W (imagem: divulgação)

O preço oficial ainda não foi revelado, mas vazamentos sugerem que o valor de etiqueta da versão mais completa, com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, pode ser de 37.999 rúpias (cerca de R$ 2.250).

No entanto, analistas do mercado local esperam que o preço real de venda para o consumidor fique entre 25 mil e 30 mil rúpias (algo entre R$ 1.500 e R$ 1.800), posicionando-o como um intermediário premium.

Vale lembrar que a Realme voltou a ser uma submarca da Oppo e não opera mais de forma independente, mas a movimentação da marca com o novo smartphone não é isolada. Recentemente, a Honor lançou na China o Honor Power 2, com uma bateria de 10.080 mAh.

As fabricantes chinesas parecem ter encontrado no silício-carbono a solução para oferecer autonomia de sobra sem comprometer a ergonomia, enquanto Samsung e Apple focam em eficiência para manter os celulares finos.

Celular com 3 dias de bateria: a nova promessa da Realme

(imagem: divulgação)

(imagem: divulgação)

Realme perde independência e volta a operar como submarca da Oppo

8 de Janeiro de 2026, 11:14
Celular Realme C75 apoiado em boia na piscina. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível
Realme deixa de ser independente, de novo (imagem: João Victor/Tecnoblog)
Resumo
  • Realme deixou de ser independente e voltou a ser uma submarca da Oppo.
  • O objetivo da reestruturação é reduzir custos, além de compartilhar recursos de pesquisa e desenvolvimento.
  • Sky Li, fundador da Realme, supervisionará todas as submarcas do grupo após a mudança.

A fabricante chinesa Realme deixará de operar como uma empresa independente para se tornar uma submarca da Oppo. A reestruturação tem como objetivo unificar as cadeias de suprimentos, compartilhar recursos de pesquisa e desenvolvimento e reduzir custos operacionais.

Segundo apuração do portal asiático Leifeng, a mudança mexe no organograma da liderança. Sky Li, fundador e CEO da Realme, passará a supervisionar os negócios de todas as submarcas do grupo. A reestruturação prevê ainda que a Realme passe a utilizar a rede de serviço de pós-venda da Oppo.

A migração foi confirmada pela agência de notícias Reuters. Com a decisão, a Realme segue os passos da OnePlus, outra fabricante que nasceu independente, mas foi progressivamente absorvida pela estrutura da Oppo nos últimos anos.

A integração permitirá que as marcas utilizem a mesma base industrial e tecnológica, embora mantenham cronogramas de lançamentos e identidades de marketing separadas para o consumidor.

Relação entre antigo império se mantém

A movimentação reforça os laços entre as companhias do antigo conglomerado BBK Electronics, a gigante corporativa que, até 2023, estava por trás das marcas Oppo, Realme, OnePlus e Vivo (que no Brasil adota comercialmente a marca Jovi).

Embora a estrutura societária tenha mudado para dar mais independência às empresas, na prática, elas continuam operando como entidades irmãs. Após a cisão, a Realme — que nasceu na Oppo — seguiu como uma divisão da empresa, se tornou independente logo depois e, agora, voltou a ser uma submarca.

No Brasil, os smartphones da Realme vem se destacando em um mercado dominado por Samsung, Motorola e Xiaomi. Em meados de 2025, a chinesa ultrapassou a Apple em participação no mercado, chegando a 7%, contra 5% da gigante de Cupertino.

Atualmente, três das quatro “irmãs” do grupo possuem operação oficial por aqui:

  • Realme: se estabeleceu com escritório local, modelos homologados e venda direta no varejo, focando no custo-benefício.
  • Oppo: firmou parceria de distribuição e fabricação local com a Multi.
  • Vivo (Jovi): a marca de smartphones do grupo também oficializou sua entrada no fim de maio de 2025, mas sob o nome comercial Jovi.
  • OnePlus: não tem representação oficial, mas é presente através do mercado cinza.

Realme perde independência e volta a operar como submarca da Oppo

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Fabricante segue o caminho da OnePlus e passa a operar, novamente, sob o guarda-chuva da Oppo. Reestruturação visa reduzir custos e compartilhar centros de pesquisa.

Realme C75 é um celular barato com resistência à água e poeira (Imagem: João Victor / Tecnoblog)

Realme lança GT 8 Pro com módulo de câmera destacável

20 de Novembro de 2025, 15:32
Ilustração de um Realme GT 8 Pro
GT 8 Pro é novo topo de linha da Realme (imagem: reprodução/Realme)
Resumo
  • Realme anunciou no mercado global o lançamento do GT 8 Pro, smartphone com módulo de câmera intercambiável.
  • O aparelho possui processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, tela AMOLED 2K de 6,79 polegadas e bateria de 7.000 mAh.
  • Por enquanto, a fabricante não revelou o preço do Realme GT 8 Pro no Brasil, mas o smartphone deve ser lançado no país.

A Realme anunciou hoje (20/11) o lançamento do Realme GT 8 Pro, novo smartphone topo de linha da marca. O aparelho chega ao mercado global com especificações robustas, incluindo o novo processador Snapdragon 8 Elite Gen 5.

Entre os destaques do lançamento estão a aposta em um design modular, conjunto de câmeras desenvolvido em parceria com a Ricoh e uma bateria de alta capacidade. Por enquanto, a fabricante não divulgou os preços para o mercado nacional, mas o celular deve ser lançado no Brasil.

Design “intercambiável” e tela 2K

A principal aposta visual do GT 8 Pro é o que a Realme chama de “estilo intercambiável”. O smartphone estreia um sistema que permite remover o módulo das câmeras traseiras e substituí-lo por outras opções com formatos diferentes, como redondo ou quadrado.

Nas dimensões, o dispositivo tem 161,8 mm de altura por 76,8 mm de largura, com uma espessura variável: a versão na cor branca tem 8,2 mm e pesa 218 g, enquanto a azul — que utiliza materiais reciclados no acabamento traseiro e uma estrutura lateral metálica — tem 8,3 mm e 214 g.

O painel frontal é um AMOLED de 6,79 polegadas com resolução 2K (3136 x 1440 pixels) e densidade de 508 PPI. A tela suporta uma taxa de atualização de 144 Hz, enquanto a amostragem de toque atinge 360 Hz (com padrão de 120 Hz). A Realme promete um pico máximo de brilho de 7.000 nits na tela.

Hardware e desempenho

Imagem promocional mostra um chip eletrônico em destaque, com design metálico e fundo em tons de vermelho. No centro, aparece um quadrado vermelho com os textos “Snapdragon”, “8 Elite” e “Gen 5”, além do logotipo dourado em forma de chama da Qualcomm.
GT 8 Pro vem com novo Snapdragon 8 Elite Gen 5 (imagem: divulgação)

Por dentro, o GT 8 Pro é equipado com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5. O chip, fabricado em litografia de 3 nanômetros pela TSMC, possui uma CPU de 8 núcleos (Qualcomm Oryon de 3ª geração) que atinge clock de até 4,6 GHz, além de uma GPU Adreno 840 operando a 1.200 MHz.

Para auxiliar o processamento gráfico, a fabricante incluiu um chip dedicado chamado “Hyper Vision+ AI”, focado em renderização paralela e otimização de quadros. O conjunto trabalha com até 16 GB de memória RAM e até 512 GB de armazenamento interno. O hardware é resfriado por um sistema de câmara de vapor.

Já a bateria tem capacidade típica de 7.000 mAh (dividida em duas células de 3.500 mAh). O sistema de energia suporta carregamento rápido com fio de 120 W e carregamento sem fio de 50 W.

Câmeras

Foto de um Realme GT 8 Pro no app de câmera
Câmeras do GT 8 Pro são fruto de parceria com a Ricoh (imagem: divulgação/Realme)

O sistema de câmeras do GT 8 Pro é fruto de uma parceria de quatro anos com a empresa japonesa Ricoh GR. O conjunto traseiro triplo é liderado por um sensor principal de 50 MP com abertura f/1.8, lente de 7 elementos (7P).

Para o zoom, o aparelho adota um sensor telefoto de 200 MP com abertura f/2.6, capacidade de zoom óptico de 3x e um “zoom lossless” de até 12x, segundo a Realme. Completa o trio uma lente ultrawide de 50 MP com abertura f/2.0.

O software de câmera integra modos específicos da Ricoh, incluindo distâncias focais clássicas de 28 mm e 40 mm, além de cinco filtros de filme: Padrão, Positivo, Negativo, Monótono e Preto e Branco em Alto Contraste.

Em vídeo, o aparelho grava em até 8K a 30 fps ou 4K a 120 fps, com suporte para Dolby Vision e perfil de cor 10-bit Log. A câmera frontal tem 32 MP (f/2.4) e grava em 4K a 60 fps.

Software e conectividade

Imagem do sistema operacional da Realme
Realme UI traz diversas possibilidades de personalização e IA (imagem: divulgação/Realme)

O Realme GT 8 Pro sai de fábrica com a interface Realme UI 7.0, baseada no Android 16. Como de costume, o sistema aposta fortemente em recursos de inteligência artificial, incluindo:

  • AI Notify Brief: resume notificações e agendas em briefings matinais e noturnos
  • AI Framing Master: oferece orientação textual para o enquadramento de fotos
  • AI Gaming Coach e Highlight: recursos voltados para jogos, incluindo gravação automática de vitórias

Em conectividade, o GT 8 Pro traz suporte para Wi-Fi 7, NFC e o novo padrão Bluetooth 6.0 (com suporte a Low Energy e BLE Audio). O aparelho também conta com sensor infravermelho para controle remoto, leitor de impressão digital óptico sob a tela e um sensor espectral.

Preço e disponibilidade

O Realme GT 8 Pro chega globalmente nas cores verde, branco e azul. No Brasil, a marca só garante o lançamento nas duas últimas opções de cor.

O aparelho está à venda na Índia com preços a partir de 72.999 rúpias indianas (cerca de R$ 4.390, em conversão direta). O valor oficial para o Brasil ainda será anunciado.

Realme lança GT 8 Pro com módulo de câmera destacável

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Novo topo de linha da marca permite trocar módulo de câmeras. Realme GT 8 Pro traz bateria de 7.000 mAh e tela de 6,79 polegadas com brilho de 7.000 nits.

(imagem: reprodução/Realme)

Snapdragon 8 fez sua estreia em 2021 e chega à quinta geração (imagem: divulgação)

(imagem: divulgação/Realme)

(imagem: divulgação/Realme)

Realme 15 5G e Realme 15 Pro são anunciados no Brasil; saiba os preços

9 de Outubro de 2025, 10:18
Tela do Realme 15 Pro
Realme 15 Pro tem duas câmeras traseiras e uma frontal, todas com 50 MP (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Realme 15 5G e o Realme 15 Pro têm baterias grandes, resistência IP68/IP69 e suporte para recarga de até 80 W.
  • Ambos os modelos têm tela OLED de 6,8 polegadas, resolução de 1280 x 2800 pixels e taxa de atualização de 144 Hz.
  • O Realme 15 5G usa chip Dimensity 7300+ e câmeras de 50 MP e 8 MP, enquanto o Pro usa Snapdragon 7 Gen 4 e câmeras de 50 MP.

A Realme trará ao Brasil os smartphones Realme 15 5G, com preço sugerido de R$ 3.699, e Realme 15 Pro, com preço sugerido de R$ 4.999. Os aparelhos começam a ser vendidos no mercado nacional em breve.

A marca chinesa posiciona o Realme 15 como um intermediário avançado, abaixo de celulares premium e topo de linha. Na concorrência, alguns aparelhos semelhantes são o Galaxy A56, da Samsung, e o Moto G86, da Motorola.

Também haverá uma edição especial da série Game of Thrones, com as mesmas características técnicas do modelo Pro e design inspirado na obra de fantasia. O preço sugerido é R$ 5.999.

O que tem na linha Realme 15?

Os dois modelos são praticamente idênticos no design, medindo 162,3 x 76,2 x 7,7 mm. A tela tem 6,8 polegadas, tecnologia OLED, resolução de 1280 x 2800 pixels, 144 Hz de taxa de atualização e brilho máximo de 6.500 nits.

Tela do Realme 15 Pro
Android 15 deve receber três atualizações (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

No software, os smartphones rodam o Android 15, com promessa de três atualizações. A interface é a Realme UI 6.0. E por falar em durabilidade, eles contam com resistência contra água e poeira no padrão IP68/IP69.

E, apesar de só o modelo básico ter 5G no nome, ambos são compatíveis com as redes móveis de quinta geração.

Quais as diferenças entre o Realme 15 5G e o Realme 15 Pro?

A distinção entre as duas variantes começa a aparecer no hardware. A versão padrão usa o chip Dimensity 7300+, da MediaTek, enquanto o modelo Pro conta com um Snapdragon 7 Gen 4, da Qualcomm.

Outra diferença é na memória: 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento na versão tradicional contra 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento na versão Pro.

Câmera dupla do Realme 15 Pro
Câmera traseira é dupla, e terceiro círculo tem LED colorido (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

As câmeras são quase iguais, com exceção da ultrawide. A versão básica tem câmera principal de 50 MP, ultrawide de 8 MP e selfie de 50 MP. Já a Pro tem principal de 50 MP, ultrawide de 50 MP e selfie de 50 MP.

Por fim, a bateria do Pro é um pouco maior (7.000 mAh contra 6.500 mAh), e o modelo oferece suporte a carregamento mais rápido (80 W contra 45 W).

Realme destaca IA

A marca chinesa enfatizou a presença de recursos de inteligência artificial na série Realme 15. A empresa usa o termo AI Party Phone no marketing dos smartphones.

Uma das ferramentas é o AI Edit Genie, que reconhece comandos de voz ou texto para realizar edições em imagens. Outra é o AI Party Mode, usado para tirar fotos à noite.

Realme 15 5G e Realme 15 Pro são anunciados no Brasil; saiba os preços

(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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