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Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

20 de Fevereiro de 2026, 14:45
Google apresentou balanço de segurança no Android (imagem: divulgação)
Resumo

O Google afirma ter impedido que mais de 1,75 milhão de aplicativos chegassem à Google Play Store ao longo de 2025. O número, embora alto, representa uma redução em relação aos dois anos anteriores e, segundo a empresa, é resultado direto do fortalecimento de políticas e sistemas de prevenção contra abusos.

Os dados fazem parte do relatório anual de segurança do ecossistema Android, que detalha como a companhia tem tentado conter malware, fraudes financeiras, violações de privacidade e práticas enganosas dentro e fora da loja oficial de apps.

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares.
Google detalha números do combate a apps irregulares em 2025 (imagem: reprodução/Google)

Por que menos apps foram barrados em 2025?

De acordo com o Google, a queda no volume de aplicativos rejeitados não significa afrouxamento, mas o efeito oposto. A empresa diz que medidas mais rígidas passaram a desestimular desenvolvedores mal-intencionados ainda na fase inicial. Em 2025, cerca de 1,75 milhão de apps foram barrados por violar políticas, abaixo dos 2,36 milhões em 2024 e dos 2,28 milhões em 2023.

O mesmo movimento aparece no número de contas de desenvolvedores banidas: foram pouco mais de 80 mil no último ano, contra 158 mil no anterior e 333 mil dois anos atrás. Para o Google, iniciativas como verificação obrigatória de desenvolvedores, checagens antes da publicação e exigências de testes elevaram o nível de dificuldade para quem tenta explorar a plataforma. A empresa afirma que hoje executa mais de 10 mil verificações de segurança em cada app submetido e continua monitorando após a liberação.

Outro destaque é o uso de modelos avançados de inteligência artificial no processo de revisão. Segundo o Google, a integração dessas ferramentas ajudou equipes humanas a identificar padrões maliciosos mais complexos com maior rapidez.

Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Play Store amplia fiscalização contra apps irregulares (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Além de barrar publicações, o Google diz ter bloqueado mais de 255 mil apps que tentavam obter acesso excessivo a dados sensíveis dos usuários — uma queda expressiva em relação a 2024, quando esse número ultrapassou 1,3 milhão. A empresa também combateu manipulações de reputação: cerca de 160 milhões de avaliações e comentários considerados spam foram impedidos, evitando que apps sofressem, em média, uma queda artificial de meia estrela em casos de review bombing.

No lado do sistema operacional, o Android conta com o Play Protect, que hoje analisa centenas de bilhões de apps diariamente. Em 2025, a ferramenta identificou mais de 27 milhões de aplicativos maliciosos instalados fora da Play Store — um aumento que sugere que atacantes estão evitando a loja oficial. A proteção antifraude também foi ampliada para bilhões de dispositivos em dezenas de mercados, bloqueando centenas de milhões de tentativas de instalação suspeitas.

Para 2026, o Google afirma que seguirá investindo em defesas baseadas em IA, novas formas de verificação e ferramentas de conformidade integradas ao desenvolvimento. A aposta é impedir violações antes mesmo que um app tente chegar à loja.

Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares (imagem: reprodução/Google)

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Sideloading gera discórdia entre F-Droid e Google

29 de Outubro de 2025, 10:15
Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Repositório afirma que nova política do Google ameaça natureza aberta do Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O repositório de apps F-Droid acusa o Google de restringir a instalação de aplicativos externos no Android.
  • A nova política do Google, prevista para 2026, exige que desenvolvedores verifiquem sua identidade e vinculem apps a contas registradas.
  • O F-Droid alerta que a medida pode dar ao Google controle excessivo sobre a distribuição de software, impactando lojas de apps alternativas.

A loja alternativa de aplicativos F-Droid acusou o Google de enganar os usuários sobre o futuro da instalação de apps de fontes externas no Android, o chamado sideloading). A disputa ganhou força devido à chegada de novas regras de verificação de desenvolvedores, que, segundo o F-Droid, visam controlar a distribuição de aplicativos fora da Play Store, tornando a liberdade de instalação no sistema “irrelevante”.

O conhecido repositório de aplicativos argumenta que, embora o Google possa manter a opção tecnicamente disponível no sistema, as novas regras anularão essa liberdade.

Como é a nova política do Google?

O centro da polêmica é o novo sistema de verificação do Google, que deve começar a ser implementado em fases em 2026. A política exigirá que todos os desenvolvedores, mesmo os que distribuem aplicativos fora da Play Store, verifiquem sua identidade e vinculem seus aplicativos a uma conta registrada. O Google defende a medida como um aperfeiçoamento de segurança para todo o ecossistema Android, visando combater a disseminação de malware.

Para o F-Droid, esse processo coloca lojas de aplicativos independentes e desenvolvedores individuais sob a supervisão e controle do Google. A organização alerta que, se o Google decidir não aprovar um desenvolvedor ou app específico, este não poderá ser instalado por fontes externas, mesmo que o usuário queira.

“Se o Google não aprovar os aplicativos, eles não estarão disponíveis para instalação por fora da loja oficial, alterando assim a própria natureza do processo”, afirmou o F-Droid em publicação. O texto também argumenta que a promessa de uma plataforma aberta está sendo quebrada. “Você, o consumidor, comprou seu dispositivo Android acreditando na promessa do Google de que se tratava de uma plataforma aberta (…) a partir do ano que vem, eles vão lançar, sem consentimento, uma atualização que bloqueará esse direito.”

Nova exigência dará ao Google controle sobre quais apps podem ser instalados no sistema, diz F-Droid (imagem: reprodução/F-Droid)

Disputa entre F-Droid e Google

A tensão entre as duas entidades não começou agora. O F-Droid já havia alertado que o sistema de verificação do Google poderia significar o fim das lojas de aplicativos alternativas em setembro de 2025. Em resposta, o Google afirmou que a instalação de fontes externas era “fundamental” para o Android e que a política visava apenas a segurança, sem limitar as opções do usuário.

O F-Droid também criticou o uso do termo “instalação por fora” (sideloading) pelo Google. A plataforma argumenta que a empresa utiliza essa linguagem para enquadrar a prática como algo arriscado ou inseguro, tratando-a como “um problema que eles toleram”, em vez de uma funcionalidade padrão de um sistema aberto. O projeto defende que é simplesmente “outra forma de instalar software”, e não uma brecha de segurança.

A publicação do grupo termina com um apelo aos órgãos reguladores e governos, alegando que a medida dará ao Google poder excessivo sobre a distribuição de software e solicitando uma investigação sobre os planos da empresa.

Sideloading gera discórdia entre F-Droid e Google

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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