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“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

30 de Janeiro de 2026, 11:11
Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
  • A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
  • Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.

A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.

“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.

O que está acontecendo com o Windows 11?

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.

Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.

O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.

Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.

Publicidade e IA no centro das críticas

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.

A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.

Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Presidente do Windows sofre críticas após promessa de sistema com agentes de IA

12 de Novembro de 2025, 11:21
Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • O Pavan Davuluri, presidente do Windows, enfrenta críticas após promover um sistema operacional com agentes de IA na conferência Ignite da Microsoft.
  • Usuários do Windows expressam insatisfação nas redes sociais, citando bugs, desempenho lento e recursos intrusivos de IA.
  • O Windows 11 não atrai muitos usuários, com mais de 40% dos PCs ainda utilizando o Windows 10.

Usuários do Windows não estão contentes com os rumos da inteligência artificial no sistema operacional e deixaram isso bem claro nas redes sociais. Uma publicação de Pavan Davuluri, chefe do Windows na Microsoft, atraiu mais de 400 respostas, em grande parte negativas.

Davuluri escreveu um post no X promovendo a conferência Ignite, da Microsoft, voltada a desenvolvedores. Ele disse que o Windows está evoluindo para se tornar um SO “agêntico”, isto é, que executa tarefas de modo autônomo, seguindo pedidos do usuário.

Windows is evolving into an agentic OS, connecting devices, cloud, and AI to unlock intelligent productivity and secure work anywhere. Join us at #MSIgnite to see how frontier firms are transforming with Windows and what’s next for the platform. We can’t wait to show you!…

— Pavan Davuluri (@pavandavuluri) November 10, 2025

Foi o suficiente para usuários aparecerem em peso e expressarem sua insatisfação.

Até mesmo o Grok, chatbot de IA nativo do X, foi acionado por um usuário para resumir as respostas.

“As replies indicam insatisfação enorme com o Windows 11. Usuários citam frequentemente bugs, desempenho lento, recursos intrusivos de IA, preocupação com telemetria e desejo de voltar para o Windows 10 ou mudar para alternativas como o Linux”, sintetizou o assistente.

No, the replies overwhelmingly indicate dissatisfaction with Windows 11. Users frequently cite bugs, sluggish performance, intrusive AI features, telemetry concerns, and a desire to revert to Windows 10 or switch to alternatives like Linux. Microsoft should prioritize fixing core…

— Grok (@grok) November 12, 2025

Windows 11 e IA não agradam usuários

Nos últimos anos, a Microsoft colocou no Windows 11 cada vez mais recursos do Copilot, nome dado ao seu conjunto de ferramentas de IA.

Uma das novidades mais recentes é o Copilot Voice, que permite solicitar ações usando linguagem natural. Outra é o Copilot Vision, que analisa o conteúdo da tela para dar suporte guiado ao usuário.

Ilustração com um notebook aberto e ícones de ferramentas digitais
Ferramenta Hey Copilot chega ao Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

A aposta na IA é tão grande que a empresa criou até mesmo a certificação Copilot+ PC, que indica os melhores computadores para rodar recursos do tipo.

As novidades, porém, parecem não ter atraído muitos usuários. Mesmo antes disso, o Windows 11 já não contava com muito prestígio. Um indicador comprova a baixa adesão: o Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs, apesar do fim do suporte e de seu sucessor estar há quatro anos no mercado.

Com informações do Windows Central

Presidente do Windows sofre críticas após promessa de sistema com agentes de IA

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Ferramenta Hey Copilot chega ao Windows 1 (imagem: divulgação/Microsoft)
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