Visualização normal

Received before yesterdayTecnoblog

O que é NVMe? Entenda a origem e as vantagens do protocolo para SSDs

24 de Março de 2026, 11:20
SSD NVMe Kingston (Imagem: Divulgação/Kingston)
SSD NVMe Kingston (Imagem: Divulgação/Kingston)

NVMe é um protocolo de comunicação usado por SSDs para a interação com a CPU, além da transferência, leitura e armazenamento rápido de dados em comparação com o padrão SATA.

Tendo sido lançada oficialmente em 2011, a interface surgiu de um grupo de trabalho liderado pela Intel em 2009. A tecnologia é fundamental para eliminar as limitações encontradas no padrão SATA, já que oferece maior agilidade no processamento de tarefas em notebooks e computadores.

A seguir, entenda o que é NVMe, suas principais aplicações, além das vantagens e desvantagens do protocolo.

O que é NVMe?

NVMe é um protocolo de comunicação otimizado para o acesso a dispositivos de armazenamento como os SSDs.

A interface lógica foi desenvolvida para ser uma alternativa mais rápida que o tradicional padrão SATA, usando o barramento PCI Express (PCIe).

O que significa “NVMe”?

NVMe significa Non-Volatile Memory Express, ou Memória Expressa Não Volátil, em tradução para o português.

Uma memória não volátil é um tipo de memória que armazena dados mesmo sem o fornecimento de energia. Já o nome “Express” indica que o protocolo usa o barramento PCIe na comunicação com a CPU para transmissão de dados.

Qual é a origem do NVMe?

O protocolo Non-Volatile Memory Express (NVMe) teve origem em 2009, com a criação de um grupo de trabalho liderado pela Intel e aderido por mais de 90 empresas de tecnologia, como Samsung, Seagate, Sandisk e Western Digital.

Na época, buscava-se por uma alternativa ao protocolo AHCI (Advanced Host Controller Interface), desenvolvido para discos rígidos (HDs), mas que não tinha mais a eficiência desejada.

Sede da Intel: prédio espelhado em formato de L
Sede da Intel (Imagem: Coolcaesar / Wikimedia Commons)

A primeira versão do protocolo foi lançada em maio de 2011, sendo seguida de atualizações que adicionaram novos recursos de eficiência.

Comercialmente, os primeiros chips NVMe passaram a ser distribuídos em 2012, enquanto que a Samsung anunciou sua primeira unidade no ano seguinte.

Por que o NVMe é importante?

O NVMe tem como propósito maximizar velocidade, desempenho e a eficiência dos SSDs, eliminando as limitações do antigo padrão SATA.

Dessa forma, dispositivos compatíveis com o protocolo são capazes de ler e armazenar dados de forma mais rápida, acompanhando a evolução que os processadores (CPUs) tiveram com o passar do tempo.

O protocolo é importante pois permite a inicialização rápida do sistema operacional do PC, maior poder computacional na edição de fotos, vídeos e gerenciamento de Data Centers, multitarefas com responsividade, além da execução de jogos pesados sem travamentos.

SSDs NVMe também são mais compactos que os tradicionais SSDs ou HDs SATA de 2,5 polegadas, economizando espaço interno de um gabinete ou notebook, por exemplo.

Como funciona o protocolo NVMe?

O protocolo NVMe tem seu funcionamento baseado na execução de diversas solicitações ao mesmo tempo.

Diferentemente de tecnologias antigas — como o SATA, que executava uma tarefa por vez –, o NVMe é capaz de gerenciar mais de 60 mil listas de tarefas, sendo que cada lista pode suportar mais de 60 mil comandos. A título de comparação, o padrão AHCI suporta apenas uma fila de 32 comandos.

SSD Black NVMe da Western Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
SSD Black NVMe da Western Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além disso, por utilizar o barramento PCI Express, a comunicação com a CPU não precisa passar pelo controlador da placa-mãe, reduzindo o tempo de resposta entre cada solicitação.

Dessa forma, o NVMe também consome menos energia, visto que exige menos esforço do hardware do dispositivo.

NVMe é compatível com qualquer placa-mãe?

Não, o padrão NVMe necessita de alguns requisitos físicos e de software para funcionar. Primeiramente, a placa-mãe precisa ter um slot M.2 que seja compatível com o protocolo NVMe.

Além disso, o conector M.2 também precisa seguir o padrão de encaixe Key M ou Key B+M. Caso o padrão de encaixe seja apenas Key B, a placa-mãe não será compatível com SSDs de tecnologia NVMe.

Outro problema de compatibilidade é em relação à versão do barramento PCIe. Um dispositivo NVMe 4.0 terá velocidade limitada pela placa-mãe, caso o slot seja de versão 3.0, por exemplo.

As placas-mãe também precisam ter o chipset compatível com o protocolo, visto que modelos antigos suportam apenas o padrão AHCI, feito para HDs convencionais.

Tem como saber se meu PC suporta NVMe?

Sim, é possível conferir a compatibilidade com o protocolo NVMe no manual da placa-mãe ou no site da fabricante do dispositivo. Para usar o protocolo, é necessário que a sua motherboard tenha slot M.2 compatível com tecnologia PCIe.

Além disso, ferramentas de diagnóstico como CPU-Z permitem que o usuário verifique qual tipo de SSD é compatível com seu notebook ou computador, por exemplo.

Mão segurando placa mãe sobre fundo abstrato
Algumas placas-mãe podem não ser compatíveis com NVMe (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quais são as vantagens do NVMe?

Estes são os pontos fortes do protocolo NVMe em SSDs:

  • Capacidade de fila: o protocolo NVMe suporta mais de 60 mil filas de processamento, sendo que cada fila suporta mais de 60 mil comandos sem travamentos. Sendo assim, muito superior ao padrão SATA, capaz de enviar apenas 32 comandos em uma única fila por vez;
  • Alta taxa de transferência: a taxa de transferência de dados e a largura de banda são maiores em dispositivos compatíveis com NVMe, graças ao uso do barramento PCI Express. Com o protocolo, é possível ultrapassar a faixa dos 14.000 MB/s em gerações mais atuais, enquanto que o padrão SATA é limitado a 600 MB/s;
  • Redução de latência: o tempo que o sistema leva para processar as solicitações é menor com o protocolo NVMe. Em vez de usar o controlador da placa-mãe para traduzir essas solicitações, a comunicação é feita diretamente com a CPU via barramento PCIe;
  • Eficiência energética: em razão da sua velocidade no processamento de dados, o NVMe permanece mais tempo em estado de espera. Dessa forma, o protocolo garante uma maior eficiência energética nos dispositivos;

Quais são as desvantagens do NVMe?

O protocolo NVMe apresenta também algumas desvantagens:

  • Aumento de temperatura: taxas de transferência mais altas significam maior calor. Assim, SSDs NVMe necessitam de refrigeração extra para manter o alto desempenho e a durabilidade do dispositivo a longo prazo;
  • Compatibilidade: placas-mãe antigas apresentam falta de compatibilidade com o protocolo. Dessa forma, usuários que queiram investir em um SSD NVMe precisam obrigatoriamente trocar o componente principal do computador para utilizar a tecnologia;
  • Custo maior: o custo de fabricação de dispositivos NVMe são maiores que os tradicionais SATA, visto que apresentam tecnologias mais modernas. Assim, o custo para o consumidor é maior, principalmente em SSDs com mais espaço de armazenamento.

Qual é a diferença entre NVMe e SATA?

O padrão SATA opera sob o protocolo AHCI, o que limita sua taxa de transferência a 600 MB/s e restringe o processamento a uma única fila de 32 comandos.

Já a tecnologia NVMe opera via barramento PCIe em comunicação direta com a CPU, atingindo larguras de banda que superam 7.000 MB/s e suportando mais de 60 mil filas de comandos simultâneas.

Fisicamente, NVMe e SATA também apresentam diferenças: o padrão SATA é encontrado no formato de 2,5 polegadas com cabeamento ou em variantes M.2, enquanto o NVMe prioriza o encaixe M.2 direto para otimização de espaço e fluxo de ar.

O funcionamento do NVMe entrega milhões de IOPS (Operações de Entrada/Saída por Segundo) com latência reduzida, superando as 100.000 operações aleatórias do padrão SATA.

Assim, o NVMe estabelece-se como o padrão de referência para alta performance e longevidade, enquanto o SATA permanece como uma solução econômica para armazenamento de arquivos ou uso em sistemas legados.

Instalando o SSD SATA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
SSD SATA tem tamanho maior (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre NVMe e SSD?

NVMe é um protocolo de comunicação usado para otimizar a troca de informações entre sistema operacional e o hardware do SSD.

Já o SSD é o dispositivo físico de armazenamento de informações, podendo usar diferentes protocolos como SATA ou o próprio NVMe, em caso de alto desempenho.

Qual é a diferença entre NVMe e NGFF?

NVMe é a interface de comunicação usada em SSDs para a troca de informações com a CPU do computador. Um SSD NVMe necessita que a placa-mãe tenha um slot M.2 para o funcionamento.

Já NGFF (Next Generation Form Factor) é o nome técnico do padrão M.2. A especificação define a arquitetura, dimensões físicas, formato, interface de hardware e o padrão para conexão de SSDs.

Qual é a diferença entre NVMe e PCIe?

NVMe é o protocolo de transferência de dados desenvolvido para o uso de memórias não voláteis, substituindo o padrão AHCI dos tradicionais HDs SATA. Essa interface de comunicação se baseia no uso do barramento PCI Express para troca de informações entre dispositivos de armazenamento e o processador.

Já o PCI Express (PCIe) é o padrão de barramento físico e elétrico que conecta os componentes — não só o SSD — à placa-mãe.

M.2 é a mesma coisa que NVMe?

Não. M.2 é o conector físico de um dispositivo de armazenamento (SSD), enquanto que NVMe é o protocolo de comunicação que oferece alta velocidade na leitura e gravação de dados.

Uma placa-mãe com slot M.2 também suporta SSDs SATA, mais lentos que SSDs do tipo NVMe.

O que é NVMe? Entenda a origem e as vantagens do protocolo para SSDs

SSD NVMe Kingston (Imagem: Divulgação/Kingston)

Sede da Intel em Santa Clara (EUA) (Imagem: Coolcaesar / Wikimedia Commons)

SSD Black NVMe da Western Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Placa-mãe mini-ITX (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Instalando o SSD SATA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

SSD SATA ou NVMe? Veja as diferenças entre os dois tipos de Solid State Drive

6 de Março de 2026, 17:39
imagen de um SSD e outras unidades de armazenamento que utilizam memória Flash
Cada opção de SSD é recomendada para um tipo de uso em computadores e outros dispositivos (imagem: Divulgação/Kingston)

O SSD SATA é uma solução de armazenamento de estado sólido (Solid State Drive) que usa a interface Serial ATA, sendo ideal para atualizar computadores antigos. Sua velocidade é limitada a 600 MB/s, mas oferece um excelente custo-benefício para tarefas leves do cotidiano.

Já o SSD NVMe usa o protocolo Non-Volatile Memory Express, conectando-se diretamente ao processador via PCIe para maximizar o fluxo de armazenamento. Essa tecnologia elimina gargalos, alcançando velocidades superiores a 7.000 MB/s em modelos modernos.

A principal diferença reside na latência e no desempenho bruto durante a leitura e escrita de dados no armazenamento. O modelo SATA prioriza a economia, enquanto o NVMe é essencial para profissionais e gamers entusiastas.

A seguir, conheça mais sobre os SSDs SATA e NVMe e suas principais diferenças técnicas. Também saiba as vantagens e desvantagens de cada modelo de armazenamento de estado sólido.

O que é SSD SATA?

O SSD SATA é um dispositivo de armazenamento de estado sólido (Solid State Drive) que usa a interface Serial Advanced Technology Attachment (SATA) para transmissão de dados. Ele armazena informações em chips de memória flash, eliminando peças móveis e garantindo maior durabilidade contra quedas e vibrações.

Este componente opera através do protocolo Advanced Host Controller Interface (AHCI), que gerencia a comunicação entre o sistema e o armazenamento. Com taxas de transferência de até 600 MB/s, ele supera significativamente o desempenho dos discos rígidos mecânicos (HDDs) tradicionais.

SSDs SATA de 2,5" (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)
Modelos de SSDs SATA de 2,5 polegadas (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que é SSD NVMe?

O SSD NVMe é uma unidade de armazenamento de estado sólido que usa o protocolo Non-Volatile Memory Express (NVMe) para otimizar o acesso a memórias flash em dispositivos M.2. Diferente dos discos rígidos (HDDs), ele elimina gargalos mecânicos ao processar milhares de filas de comandos simultâneas com latência mínima.

A comunicação desse componente ocorre através do barramento PCIe, que estabelece um canal direto com o processador para maximizar a largura de banda. Essa arquitetura permite que as taxas de transferência superem os 7.000 MB/s, garantindo desempenho superior aos antigos padrões SATA.

SSD Black NVMe da Western Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Exemplo de SSD NVMe (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são as diferenças entre o SSD SATA e o NVMe?

Os SSDs SATA e NVMe se diferenciam em diversos aspectos técnicos, como tipo de barramento, conexões com a placa-mãe e, especialmente, velocidades de transferência. Veja os principais pontos nos quais as tecnologias atuam de forma diferente.

Tipo de barramento

O SSD SATA usa o barramento Serial ATA e o protocolo AHCI, projetados originalmente para a latência de HDDs tradicionais. Essa arquitetura limita a transferência de dados a 600 MB/s, processando apenas uma fila de comando por vez.

Já o NVMe usa o barramento PCIe para comunicação direta com o processador, suportando milhares de filas de comandos simultâneas. Essa tecnologia elimina gargalos, alcançando larguras de banda superiores a 7.000 MB/s em versões modernas do padrão.

Barramentos usados no SSD (Imagem: Divulgação/Kingston)
Barramentos usados no SSD (Imagem: Divulgação/Kingston)

Conexões na placa-mãe

O SSD SATA de 2,5 polegadas requer cabos de dados e energia ligados a conectores específicos na placa-mãe do computador. Essa interface limita a velocidade, mas garante compatibilidade universal com PCs e notebooks mais antigos.

Por outro lado, o NVMe usa o conector M.2 para acoplamento direto nos barramentos PCIe, eliminando a fiação e otimizando o espaço interno da máquina. Essa conexão exige um slot compatível no hardware e suporte via firmware UEFI para o boot.

Velocidades de transferências

A velocidade do SSD SATA é limitada pelo barramento antigo de 600 MB/s, enquanto o NVMe usa linhas PCIe para alcançar mais de 7.000 MB/s. Essa largura de banda superior acelera drasticamente a movimentação de arquivos massivos e o carregamento de softwares de alto desempenho.

Além da velocidade sequencial, o NVMe processa milhões de operações por segundo (IOPS), superando 100 mil IOPS do SATA em leituras aleatórias. Essa gestão avançada de múltiplas filas de comandos resulta em uma resposta do sistema e abertura de aplicativos muito mais instantaneamente.

Um SSD NVMe M.2 oferece maior velocidade de transferência de dado, apesar do tamanho compacto (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Operação e desempenho

O SATA opera via protocolo AHCI com uma única fila de 32 comandos, realizando diversos processos de forma mais lenta. O NVMe suporta até 64 mil filas de comando, reduzindo a latência por meio da comunicação direta com o processador via PCIe.

Em termos de desempenho, o NVMe atinge velocidades sequenciais de até 14.000 MB/s e supera 1 milhão de IOPS. É uma performance que ultrapassa drasticamente o limite de 600 MB/s e 100 mil operações por segundo do padrão SATA.

Formato físico

Os SSDs SATA usam predominantemente o formato de 2,5 polegadas, conectando-se via cabos às portas de dados e energia em baias de HDDs tradicionais. Variantes menores como mSATA atendiam dispositivos compactos, mas caíram em desuso após a consolidação desse padrão para substituição direta em desktops.

Por outro lado, o NVMe foca no formato M.2, encaixando-se diretamente em slots na placa-mãe para eliminar fios e otimizar o fluxo de ar interno. Além do M.2, o NVMe suporta o padrão U.2 em servidores e variantes ultracompactas, como o 2230, em consoles portáteis e tablets.

Também existem os modelos de SSD M.2 SATA, opção compacta no formato M.2 que usa a interface SATA III. Eles têm como vantagem a possibilidade de se conectar diretamente à placa-mãe, sendo ideias para realizar upgrade em notebooks antigos ou uma opção de custo-benefício em PCs modernos.

Preços no mercado

Os SSDs NVMe custam de 20% a 50% a mais por TB que modelos SATA, justificando o investimento pela largura de banda massiva e menor latência. Essa precificação também reflete o uso de controladores robustos e interfaces PCIe, que superam as limitações físicas do antigo barramento Serial ATA.

Enquanto o padrão SATA permanece a escolha econômica para armazenamento de arquivos em massa e upgrades em PCs antigos, o NVMe domina o mercado premium. A diferença de custo tem encolhido anualmente, tornando o formato mais veloz acessível para setups focados em longevidade tecnológica.

Instalando o SSD SATA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Mais acessível, o SDD Sata costuma ser usado para dar uma sobrevida para PCs e notebooks antigos sem suporte para slots M.2. (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são as vantagens e desvantagens do SSD SATA?

Estes são pontos fortes do SSD SATA:

  • Compatibilidade universal: funciona em praticamente qualquer computador fabricado na última década via interface SATA III, sendo a solução definitiva para reviver máquinas antigas que carecem de slots M.2;
  • Instalação simplificada: usa cabos e baias de 2,5 polegadas padronizados que dispensam slots M.2 ou configurações complexas de barramento PCIe na BIOS dos sistemas;
  • Custo-benefício superior: oferece preços muito mais acessíveis que modelos NVMe de alto desempenho, consolidando-se como a melhor escolha econômica para armazenamento de grandes volumes de dados;
  • Eficiência em tarefas comuns: proporciona carregamentos ágeis, onde a diferença de velocidade para tecnologias de ponta é imperceptível em navegação web, estudos e softwares de escritório;
  • Gestão térmica superior: operam em temperaturas significativamente menores que os drives NVMe, evitando quedas de desempenho por calor (thermal throttling) e dispensam o uso de dissipadores.

Estes são os pontos fracos do SSD Sata:

  • Teto de desempenho: a interface SATA III limita a largura de banda a 600 MB/s, velocidade significativamente inferior aos SSDs NVMe que operam na casa dos milhares de MB/s;
  • Protocolo AHCI desfasado: projetado originalmente para HDDs, este protocolo suporta apenas uma fila de comandos, tornando-o ineficiente em processamento paralelo e multitarefas intensivas;
  • Limitação física e de espaço: o formato de 2,5 polegadas exige baias dedicadas e é incompatível com dispositivos ultrafinos que priorizam o slot direto M.2;
  • Excesso de cabos: requer o uso de cabos de dados e de energia (SATA Power), poluindo o visual do setup e pode prejudicar a circulação de ar no gabinete;
  • Incompatibilidade com tecnologias modernas: não aproveita recursos como o DirectStorage, que permite à GPU acessar dados diretamente do SSD para eliminar tempos de carregamento de jogos.
Os conectores de um SSD SATA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Os SSD SATA tem “compatibilidade universal” com antigos computadores, mas atua com um protocolo desfasado (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são as vantagens e desvantagens do SSD NVMe?

Estes são os pontos fortes do SSD NVMe:

  • Altíssima velocidade de transferência: alcança taxas de transferência de até 14.000 MB/s, superando em mais de 25 vezes o limite teórico do padrão SATA. Isso elimina esperas em carregamentos de jogos complexos e na movimentação de arquivos grandes;
  • Latência reduzida e paralelismo: usa o protocolo NVMe para gerenciar milhares de filas de comandos simultâneos via barramento PCIe. Essa comunicação direta com a CPU garante respostas imediatas em multitarefas e edições de vídeo;
  • Escalabilidade via barramento PCIe: aproveita as gerações 4.0 e 5.0 para dobrar a largura de banda disponível a cada salto tecnológico. É a arquitetura essencial para tecnologias como DirectStorage, que envia dados da GPU sem sobrecarregar o processador;
  • Design ultracompacto: o formato M.2 conecta-se diretamente à placa-mãe, eliminando a necessidade de cabos de dados ou energia. Essa economia de espaço facilita a ventilação do gabinete e permite designs ultrafinos em notebooks modernos;
  • Eficiência e gestão de energia: possui estados de baixo consumo altamente otimizados que economizam bateria em dispositivos móveis. O drive entra e sai do modo de espera muito mais rápido que modelos antigos, preservando a autonomia do sistema;
  • Longevidade e suporte à IA: estabelecido como padrão global, oferece suporte nativo para fluxos intensos de Inteligência Artificial local. É o investimento mais seguro para compatibilidade com sistemas operacionais e softwares de última geração.

Estes são os pontos fracos do SSD NVMe:

  • Custo-benefício inferior: o valor por TB ainda é significativamente maior que o de SSDs SATA, tornando-os pouco eficientes para armazenar grandes volumes de dados estáticos;
  • Compatibilidade limitada: exigem slots M.2 com suporte a PCIe e BIOS atualizadas, inviabilizando o upgrade direto em computadores e notebooks de gerações mais antigas;
  • Aquecimento e estrangulamento térmico: a alta velocidade gera calor excessivo, exigindo dissipadores para evitar o thermal throttling, que reduz o desempenho quando o drive atinge temperaturas críticas;
  • Impacto na eficiência energética: o consumo elétrico superior em cargas de trabalho intensas pode drenar a bateria de dispositivos portáteis mais rapidamente do que as interfaces de baixo consumo;
  • Pouca influência em tarefas básicas: a diferença de velocidade é imperceptível em tarefas simples como navegação e edição de documentos, onde o gargalo não é mais o armazenamento;
  • Barreira de capacidade física: o formato reduzido M.2 limita fisicamente o espaço para chips de memória, tornando modelos de altíssima capacidade acima de 8 TB raros e extremamente caros.
SSD M.2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
SSD NVMe possuem tamanhos mais compactos e altíssima velocidade, mas o custo por TB é mais elevado que o SATA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Qual é o melhor SSD: NVMe ou SATA?

O SSD NVMe é superior ao usar a interface PCIe, alcançando velocidades acima de 7.000 MB/s contra o limite físico de 600 MB/s do barramento SATA. Essa arquitetura reduz drasticamente a latência e o tempo de resposta em multitarefas, sendo essencial para extrair o potencial de CPUs de última geração.

A tecnologia SATA permanece relevante para expansão de armazenamento bruto de alta capacidade ou em casos de upgrade em máquinas antigas que carecem de portas M.2. No cenário atual, a paridade de preços torna o NVMe o investimento mais inteligente, garantindo longevidade tecnológica e eficiência superior.

SSDs NVMe ou SATA são melhores que HDs?

Seja um modelo NVMe ou SATA, o SSD é melhor que HD em velocidade e eficiência, reduzindo o tempo de inicialização de 60 para menos de 10 segundos. Sem partes móveis, os SSDs são silenciosos, resistentes a impactos e consomem consideravelmente menos energia.

Embora HDs ainda ofereçam maior capacidade bruta por um preço inferior, SSDs garantem durabilidade superior e eliminam gargalos críticos de processamento. A tecnologia de estado sólido transforma a experiência do usuário ao tornar a navegação e a transferência de dados muito mais ágeis.

SSD SATA ou NVMe? Veja as diferenças entre os dois tipos de Solid State Drive

(imagem: Divulgação/Kingston)

SSDs SATA de 2,5" (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

SSD Black NVMe da Western Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Barramentos usados no SSD (Imagem: Divulgação/Kingston)

SSD NVMe M.2 2280 (foto: EAverton Favretto/Tecnoblog)

Instalando o SSD SATA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os conectores de um SSD SATA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

SSD M.2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

17 de Dezembro de 2025, 13:07
Ilustração mostra o logo do Windows 11 ao centro
Recurso libera suporte nativo a NVMe no sistema (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft liberou o suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, com testes indicando até 80% de melhora no desempenho dos PCs.
  • O recurso, ativado via atualização KB5066835, permite que servidores com SSDs PCIe Gen5 alcancem 3,3 milhões de operações por segundo.
  • Em PCs comuns, a ativação requer ajustes no registro do sistema, e funciona apenas com o driver NVMe padrão do Windows.

A Microsoft anunciou na segunda-feira (15/12) uma nova opção para ativar o suporte nativo a unidades NVMe no Windows Server 2025. Segundo a companhia, os ganhos chegam a 80% nos PCs.

A novidade foi liberada via atualização KB5066835 e deve melhorar operações de leitura/escrita (IOPS) e reduzir 45% do uso de CPU em algumas cargas de trabalho específicas.

Apesar de ter sido anunciado para o Windows Server 2025, sistema operacional projetado para gerenciar e fornecer serviços em servidores, usuários atestam que o recurso também funciona no Windows 11 comum.

O que muda com o NVMe nativo?

Com essa alteração, o Windows deixa de usar um sistema antigo de comunicação com discos (desenvolvido na era dos HDs mecânicos) para usar diretamente os controladores dos SSDs modernos via NVMe.

Em termos práticos, servidores com SSDs PCIe Gen5 (os mais rápidos do mercado) alcançaram 3,3 milhões de operações por segundo. Para comparação, um SSD comum de PC faz cerca de 70 mil operações por segundo.

Captura de tela de testes divulgados pela Microsoft mostrando os ganhos em operações por segundo no Windows Server 2025 com NVMe nativo
Testes divulgados pela Microsoft mostram ganhos de 80% (imagem: reprodução/Microsoft)

Já em configurações profissionais com HBAs (controladores especializados), um único disco ultrapassou 10 milhões de operações por segundo, de acordo com a Microsoft.

Na comunidade técnica, a empresa afirma que atestou ganhos de 80% na velocidade de acesso a arquivos pequenos e fragmentados (como os usados em jogos ou edição de vídeo) e 45% menos uso do processador para essas tarefas. Isso foi testado em servidores com dois processadores Intel topo de linha e um SSD empresarial de 3,5 TB.

Como habilitar no Windows 11?

Apesar de destinado ao Windows Server 2025, usuários relatam sucesso ao ativar o recurso no Windows 11 24H2/25H2 — versões que compartilham base de código com o servidor.

A ativação requer ajustes manuais via registro do sistema ou Política de Grupo. O comando PowerShell para registro é o seguinte:

reg add HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Policies\Microsoft\FeatureManagement\Overrides /v 1176759950 /t REG_DWORD /d 1 /f

É recomendável criar pontos de restauração antes de alterar o registro. Administradores de servidores e usuários podem validar os ganhos usando o DiskSpd e o Monitor de Desempenho após a alteração e reinício do sistema.

A Microsoft alerta que o recurso só funciona com o driver NVMe padrão do Windows (StorNVMe.sys). Dispositivos com drivers proprietários podem não apresentar melhorias.

Oficialmente, a companhia não confirmou suporte do recurso para Windows 11, mas informou que futuras atualizações devem trazer otimizações semelhantes.

E funciona?

Usuários com Windows 11 padrão relatam melhorias em PCs com hardware compatível. O gerente de marketing técnico da Nvidia no Brasil, Alexandre Ziebert, publicou no X/Twitter que a novidade parece deixar o PC bem mais rápido.

Nos comentários dos post, outros perfis afirmam que o recurso realmente funciona, inclusive no Windows 10.

não sei que bruxaria fizeram mas apliquei aqui e o pc tá voando! O_o https://t.co/SNwv0DPFlB

— Alexandre Ziebert (@aziebert) December 16, 2025

Em jogos, as vantagens dessa configuração podem variar, mas é provável que usar o controlador NVMe nativo ajude com a consistência da taxa de quadros com quedas menos agressivas.

Benchmarks podem mostrar ganhos expressivos em servidores, mas o impacto em uso cotidiano varia conforme hardware e cargas de trabalho. Jogos e aplicativos que exigem acesso intenso a disco, como edição de vídeo, devem se beneficiar mais.

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
❌