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Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

25 de Junho de 2026, 10:00
Ex-CEO Bob Iger em foto de divulgação da Disney, em meio a personagens e cores da empresa
Ex-CEO Bob Iger diz que Disney e Apple quase se juntaram (imagem: divulgação/Disney)
Resumo
  • O ex-CEO da Disney, Bob Iger, revelou que a empresa considerou se juntar à Apple e comprar o Twitter.
  • Disney e a Apple discutiram uma possível junção por volta de 2006, mas a Apple não demonstrou interesse.
  • A aquisição do Twitter não ocorreu porque Iger temia que fosse uma distração para a empresa.

Disney e Apple poderiam ter se juntado no passado, segundo o próprio ex-CEO da gigante do ramo do entretenimento, Bob Iger. Ele deixou a empresa em março de 2026 e aproveitou uma entrevista para revelar algumas possibilidades de negócio que acabaram não indo para frente. Iger revelou ainda que a Disney considerou a aquisição do Twitter em uma tentativa de ingressar no mercado de tecnologia.

Em 2019, o ex-CEO já havia afirmado que acreditava numa junção de Disney e Apple caso Steve Jobs ainda estivesse vivo. Na ocasião, ele afirmou que as empresas se aproximaram em torno de 2006, após a aquisição da Pixar por parte da Disney.

Agora, ao Financial Times, Iger disse que a Apple não demonstrou muito interesse à época, e deu a entender que seguiu interessado em uma junção das duas empresas mesmo após o falecimento de Steve Jobs, em 2011.

Twitter quase foi realidade… Apple, nem tanto

App do Twitter no iPhone
Disney chegou perto de comprar o Twitter (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Se a ideia de juntar Disney e Apple ficou apenas nas intenções de bastidores, o acordo para aquisição do Twitter quase aconteceu. O momento foi propício: logo após as compras de Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, ou seja, no momento em que a empresa dominava o mercado de entretenimento. O próximo passo seria justamente investir em tecnologia com a rede social, que ainda tinha Jack Dorsey como CEO.

O motivo pelo qual o negócio não saiu entre Disney e Twitter foi um receio do próprio Iger de que o movimento seria uma potencial “distração” para a empresa. Pouco depois, Elon Musk adquiriu a plataforma, hoje chamada de X.

Com relação à Apple, Iger apenas confirmou sua intenção e lamentou o desinteresse da Maçã. Ele afirma que houveram, sim, algumas conversas entre as duas empresas, e que a junção seria “transformadora e igualitária”, mas faltou o devido interesse por parte da Apple.

De qualquer forma, como o ex-CEO da Disney já havia declarado, sua boa relação com Steve Jobs poderia ter feito diferença num possível acordo.

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Twitter no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

8 de Junho de 2026, 08:16
The Last Ronin foi anunciado durante Summer Game Fest 2026 (imagem: divulgação/Paramount Games Studio)
Resumo
  • A Paramount anuncia a entrada no mercado de games com o Paramount Games Studio, que já revelou seu primeiro jogo, Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, um título AAA baseado no universo das Tartarugas Ninja, desenvolvido pela Platinum Games.
  • O Paramount Games Studio foi formado após a aquisição de projetos da Skydance New Media, incluindo jogos como Marvel 1943: Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars.
  • A equipe do Paramount Games Studio inclui nomes como Tony Driscoll, Shawn Kittelsen e Amy Hennig, que assumem cargos de liderança no estúdio.

A Paramount passará a apostar nos games como um dos grandes segmentos da empresa, conhecida mundialmente pela atuação no ramo da TV e do cinema. O primeiro título AAA do novo estúdio será Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, anunciado na última sexta (05/06), durante o Summer Game Fest.

O novo Paramount Games Studio herda os projetos antes tocados pelo Skydance New Media, que já tinha dois grandes jogos a caminho: Marvel 1943 – Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars, ainda sem nome.

A entrada da gigante do cinema vem em meio ao movimento de compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões, cerca de R$ 563 bilhões. O negócio ainda está em processo de concretização nos Estados Unidos.

Para o novo Paramount Games Studio, a compra significaria acesso a IPs de sucesso, como Harry Potter, Game of Thrones, entre outras franquias. Quem fica à frente do projeto é Tony Driscoll, que divide a função de presidente do estúdio com o cargo de Head de Estratégia Corporativa e Desenvolvimento da Paramount.

Jogo de estreia anunciado na Summer Game Fest

A novidade da Paramount foi divulgada em sites especializados horas antes do Summer Game Fest 2026, principal evento de jogos da atualidade, que substitui a saudosa feira E3 desde 2022. The Last Ronin será um jogo de ação e aventura que conta a história da última Tartaruga Ninja sobrevivente em uma missão por vingança.

O game será desenvolvido pela Platinum Games, por trás de Bayonetta, NieR: Automata e outros títulos conhecidos no meio gamer. Seu primeiro teaser mostra algumas imagens que indicam gráficos realistas e uma versão mais obscura do universo das Tartarugas Ninja. Ainda não há uma data de lançamento e tampouco informações sobre plataformas compatíveis, mas a Paramount Games Studio prevê disponibilidade nos consoles e PC.

Nova Paramount Games Studios tem time de peso

Além do presidente Tony Driscoll, o novo estúdio da Paramount terá alguns nomes de peso na equipe. Shawn Kittelsen, que já trabalhou como diretor narrativo em jogos como Mortal Kombat 11 e Injustice 2, chega como head de criação e produção, enquanto Amy Hennig será a nova diretora criativa, após trabalhos em franquias como Forspoken, Battlefield e Uncharted. Ambos já tinham posições de liderança tanto na Skydance Interactive quanto na Skydance New Media. Já Dan Prigg assume como vice-presidente executivo.

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

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Empresa terá acesso a Harry Potter, Game of Thrones e outras franquias de sucesso.

Disney e OpenAI fecham acordo bilionário para uso de personagens em IA

11 de Dezembro de 2025, 12:45
Sora, da OpenAI, ganha acesso oficial a acervo da Disney (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • Disney e a OpenAI firmaram um acordo, permitindo o uso de mais de 200 personagens em vídeos gerados pelo Sora.
  • A Disney investirá US$ 1 bilhão na OpenAI e usará suas APIs para desenvolver produtos e ferramentas, incorporando o ChatGPT corporativo.
  • O acordo inclui protocolos para garantir o uso responsável da IA, protegendo direitos autorais e controlando o uso de vozes e imagens.

A Walt Disney Company e a OpenAI anunciaram nesta quinta-feira (11/12) um acordo histórico de licenciamento de conteúdo. A decisão torna a Disney a primeira grande parceira do Sora, plataforma de vídeo generativo da OpenAI, permitindo o uso oficial de mais de 200 personagens de franquias consagradas, como Marvel e Star Wars.

Parte da transação prevê que o conglomerado de mídia invista US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) em capital próprio na OpenAI. A Walt Disney receberá um bônus para adquirir ações da empresa de IA no futuro.

Novas ferramentas para criadores e fãs

No comunicado conjunto, as empresas explicam que o contrato de licenciamento, válido por três anos, autoriza o Sora a gerar vídeos curtos para redes sociais utilizando figurinos, veículos, cenários e personagens icônicos da Disney.

A lista confirmada é extensa: vai desde os clássicos Mickey Mouse, Cinderela e Simba, até os sucessos Frozen, Encanto e Toy Story. No universo geek, figuras como Homem de Ferro, Deadpool, Thanos e o Mandaloriano também estarão disponíveis.

A funcionalidade se estende ao ChatGPT Images e deve estrear no início de 2026. Outra novidade será a curadoria de conteúdo: vídeos selecionados criados por fãs via Sora serão disponibilizados no catálogo do serviço de streaming Disney+.

Além do licenciamento de propriedade intelectual, a Disney se tornará uma cliente central da OpenAI. A companhia utilizará as APIs da parceira para desenvolver novos produtos e ferramentas internas, além de incorporar o ChatGPT corporativo no fluxo de trabalho dos funcionários para “ampliar o alcance das narrativas da empresa de forma inovadora”, segundo o CEO da Walt Disney Company, Robert A. Iger.

Fãs poderão produzir vídeos curtos com mais de 200 personagens (imagem: reprodução/Walt Disney Company)

E os direitos autorais?

Os termos do acordo estabelecem protocolos rígidos para garantir o uso responsável da inteligência artificial. A OpenAI comprometeu-se a implementar políticas adequadas à idade e controles de segurança para evitar a geração de conteúdo ilegal ou prejudicial.

O texto também garante proteção dos direitos dos criadores originais sobre as obras e assegura que indivíduos mantenham controle sobre o uso de suas vozes e imagens, restringindo as gerações apenas a figuras animadas ou mascaradas, sem o uso de artistas reais. Vale destacar, contudo, que a transação ainda está sujeita a aprovações regulatórias.

Disney e OpenAI fecham acordo bilionário para uso de personagens em IA

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