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IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo

27 de Novembro de 2025, 19:38
Ilustração de inteligência artificial, com um rosto gerado por computador
Estudo leva em consideração as habilidades exigidas dos trabalhadores americanos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A IA pode substituir 11,7% dos trabalhadores nos EUA, impactando US$ 1,2 trilhão em salários anuais.
  • O MIT usou o Project Iceberg e o Iceberg Index para avaliar a substituição de tarefas pela IA, analisando 32 mil habilidades em 923 ocupações.
  • A IA automatiza funções em recursos humanos, logística, finanças e administração, afetando áreas urbanas e rurais nos EUA.

A inteligência artificial já é capaz de realizar as tarefas de 11,7% dos trabalhadores do mercado dos Estados Unidos, principalmente em áreas como finanças, administração e serviços. São cargos que pagam, no total, US$ 1,2 trilhão em salários anuais (cerca de R$ 6,43 trilhões, em conversão livre).

Os números foram obtidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), ligado ao Departamento de Energia do governo americano. “Basicamente, estamos criando um gêmeo digital da força de trabalho dos EUA”, diz Prasanna Balaprakash, diretor do ORNL e um dos líderes da pesquisa.

Como o MIT chegou a esse número?

O MIT criou o Project Iceberg e uma metodologia chamada Iceberg Index. Esse índice é calculado a partir de experimentos com a população e avalia como a IA pode redefinir tarefas, habilidades e fluxos de trabalho.

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Inteligência artificial pode automatizar rotinas de escritório (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para isso, ele considera mais de 32 mil habilidades em 923 ocupações. Cada um dos 151 milhões de trabalhadores é tratado como um agente individual, recebendo marcações relacionadas às suas habilidades. Dessa forma, o índice é capaz de avaliar se os sistemas de IA atuais são capazes de executar as mesmas tarefas.

Quais são os empregos em risco?

Segundo o MIT, a IA consegue automatizar funções de rotina em recursos humanos, logística, finanças e administração de escritórios. Os pesquisadores destacam que essas áreas geralmente são ignoradas nas previsões.

Graças ao Project Iceberg, é possível visualizar os dados no nível municipal, identificando cidades, condados e vilarejos dos EUA que podem ser mais impactados. Contrariando o senso comum, empregos em regiões rurais e interiores dos EUA também estão expostos à IA.

Os cientistas dizem que a parte mais importante da pesquisa é entender quais são as habilidades que já podem ser delegadas aos sistemas automatizados. Assim, responsáveis por políticas públicas podem trabalhar com diferentes cenários. Essa é uma forma de saber melhor para onde direcionar recursos financeiros e como preparar novas legislações sobre o tema.

Com informações da CNBC

IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ícone da robótica recomenda: não se aproxime dos humanoides atuais

6 de Outubro de 2025, 11:23
 Imagem em tons de cinza ou preto e branco de um robô humanoide prateado, com partes da estrutura interna à mostra, como fiação e mecanismos.
Rodney Brooks afirma que ninguém deveria chegar perto de robôs humanoides (imagem: divulgação)
Resumo
  • Rodney Brooks, professor emérito do MIT e cofudandor da iRobot, alerta que robôs humanoides atuais ainda não são seguros.
  • Ele cita o risco de falhas de software e problemas de equilíbrio, que podem causar acidentes.
  • Brooks prevê robôs úteis em fábricas e na saúde, mas com rodas e sensores especializados, sem a aparência dos humanoides atuais.

Conviver lado a lado com robôs humanoides pode parecer um cenário próximo, mas, para Rodney Brooks, ainda é algo distante — e perigoso. O professor emérito do MIT, que ajudou a fundar a Rethink Robotics e a iRobot (criadora do Roomba, robô aspirador), publicou um texto no qual afirma que ninguém deveria chegar a menos de três metros das atuais máquinas bípedes.

Segundo Brooks, o risco não está apenas em falhas de software, mas na forma como esses robôs se equilibram e caminham. O processo exige grande quantidade de energia cinética, o que torna qualquer queda ou movimento brusco potencialmente capaz de causar ferimentos graves em pessoas próximas.

O especialista sustenta que, até que surjam mecanismos mais seguros, os humanoides não terão condições de serem certificados para atuar em ambientes compartilhados com humanos.

Por que manter distância dos robôs humanoides?

Foto de estúdio de fundo cinza, com o cientista da computação e empresário americano Rodney Brooks posando no centro, olhando para a câmera. Ele está cercado por três robôs colaborativos de cor vermelha e preta, fabricados pela Rethink Robotics, que ele co-fundou.
Rodney Brooks é o criador do Baxter, robô industrial lançado em 2012 (imagem: reprodução/Rodneybrooks.com)

O pesquisador lembra que, ao dobrar o tamanho de um robô, sua massa cresce oito vezes — e, consequentemente, a energia liberada em caso de queda é muito maior. Brooks chegou a relatar uma experiência pessoal na qual ficou “perto demais” de um robô da Agility Robotics quando ele caiu. Desde então, evita estar próximo a humanoides em movimento.

Além da segurança, o especialista questiona outro ponto central do desenvolvimento dessas máquinas: a crença de que elas alcançarão destreza apenas ao observar vídeos de pessoas realizando tarefas. Empresas como Tesla e Figure apostam nesse método, mas, segundo Brooks, tal abordagem ignora a complexidade do tato humano — sistema que envolve milhares de sensores nos dedos e múltiplos tipos de neurônios sensoriais.

E os humanoides no futuro?

Imagem mostra o CEO da Nvidia apresentando 5 robôs humanoides.
Robôs humanoides ainda não estão prontos para conviver com humanos (imagem: divulgação/Nvidia)

Enquanto executivos como Elon Musk defendem que seus robôs poderão movimentar trilhões de dólares no mercado, Brooks ressalta que a realidade física é bem menos flexível que o software.

Para ele, os humanoides de fato terão espaço em fábricas e até na saúde nos próximos 15 anos, mas não se parecerão com os protótipos atuais. Em vez de pernas, devem ter rodas; em vez de olhos artificiais, sensores adaptados a funções específicas.

Assim como “carros voadores” acabaram se tornando aeronaves elétricas “autônomas”, que ainda dependem de supervisão humana, a ideia de humanoide também deverá ser ressignificada.

Brooks aposta que os investimentos bilionários em modelos rígidos e baseados apenas em visão acabarão cedendo espaço a sistemas que incorporem respostas táteis. Mesmo assim, ele reforça que há um longo caminho até que robôs consigam manipular objetos com a mesma precisão e segurança que as mãos humanas. Até lá, a recomendação é simples: manter distância.

Com informações da ArsTechnica

Ícone da robótica recomenda: não se aproxime dos humanoides atuais

Nvidia e Foxconn testam uso de robôs humanoides em fábrica nos EUA (imagem: divulgação)

Nvidia aposta em robôs humanoides (imagem: divulgação/Nvidia
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