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Starlink libera internet de graça na Venezuela

5 de Janeiro de 2026, 12:20
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
SpaceX, de Elon Musk, liberou reativação de antenas sem custo na Venezuela (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink está oferecendo internet gratuita na Venezuela após operação militar dos EUA, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
  • O serviço gratuito visa fornecer conectividade emergencial devido a interrupções em energia elétrica e telecomunicações.
  • Usuários com equipamentos Starlink podem reativar o serviço sem custo, e a medida vale até 3 de fevereiro.

A Starlink iniciou nesta segunda-feira (05/01) uma oferta de acesso gratuito aos seus serviços em território venezuelano. A decisão da subsidiária de internet via satélite da SpaceX, liderada por Elon Musk, ocorre na esteira da operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (03/01), que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Segundo o comunicado oficial da Starlink, o objetivo é fornecer conectividade emergencial à população e empresas locais após relatos de interrupções nos serviços de energia elétrica e redes de telecomunicações convencionais em diversas regiões do país. A empresa afirma que está aplicando créditos de serviço em contas cadastradas na Venezuela até o dia 3 de fevereiro de 2026.

A provedora também informou que usuários que possuam o equipamento necessário (antena e roteador), mas que haviam pausado ou cancelado suas assinaturas, podem reativar o sinal sem custos durante este período de instabilidade política e técnica.

Como funciona o acesso à Starlink?

imagem da antena da starlink ao lado de uma pessoa com um celular na mão em um ambiente externo
Provedora aplica créditos em contas ativas e inativas (imagem: divulgação/Starlink)

A infraestrutura da Starlink é composta por uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO). Diferente dos satélites geoestacionários tradicionais, que operam a cerca de 35 mil quilômetros de altitude, os equipamentos da SpaceX orbitam a aproximadamente 550 km.

Essa proximidade permite que o sinal seja distribuído com baixíssima latência e de forma independente das redes terrestres de fibra óptica ou torres de telefonia celular, que costumam ser os primeiros alvos de falhas em cenários de conflito ou colapso energético.

Embora o mapa oficial de disponibilidade da Starlink ainda liste a Venezuela como uma região onde o serviço estará disponível “em breve”, a conectividade já é tecnicamente viável no país por meio de planos de roaming e terminais importados de outros mercados.

Na prática, a oferta beneficia os usuários que já possuem o kit de antena da marca em solo venezuelano. No momento, a SpaceX afirma que não há um cronograma para a venda direta e oficial de equipamentos no país, mas diz monitorar as condições regulatórias e os requisitos de suporte.

Conectividade em zonas de instabilidade

A movimentação na Venezuela replica estratégias adotadas pela SpaceX em outros cenários de crise global. Em 2022, a empresa enviou milhares de terminais para a Ucrânia após a invasão russa, garantindo comunicação essencial para civis e operações de infraestrutura crítica. Recentemente, o serviço também foi utilizado de forma não oficial no Irã para contornar bloqueios governamentais.

O Departamento de Defesa dos EUA, que possui contratos formais com a SpaceX para operações internacionais, não comentou oficialmente se houve coordenação para a liberação do sinal na Venezuela. A Starlink, por sua vez, afirmou que continuará monitorando a evolução das condições no país.

Starlink libera internet de graça na Venezuela

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Starlink)

China é capaz de bloquear sinal da Starlink, dizem cientistas

26 de Novembro de 2025, 13:02
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Cientistas chineses afirmam que a China é tecnicamente capaz de bloquear a rede Starlink em Taiwan.
  • A operação usaria drones de guerra eletrônica para criar um “escudo eletromagnético”.
  • O estudo sugere que uma rede aérea de supressão, com drones espaçados entre 5 e 10 quilômetros, pode saturar receptores terrestres e impedir a comunicação via satélite.

Pesquisadores da Universidade de Zhejiang e do Instituto de Tecnologia de Pequim (BIT) concluíram que a China é tecnicamente capaz de bloquear o acesso à rede Starlink em toda a ilha de Taiwan.

Em estudo recente publicado no periódico Systems Engineering and Electronics, os autores indicam que a operação exigiria o desdobramento de uma grande frota de drones de guerra eletrônica para criar um “escudo eletromagnético”, visando neutralizar a comunicação via satélite em cenários de conflito.

Como funcionaria o escudo eletromagnético?

A simulação utilizou dados reais da Starlink para modelar um bloqueio total sobre os 36 mil km² do território taiwanês. O estudo, divulgado pelo South China Morning Post, descreve uma estratégia de interferência distribuída para superar a arquitetura da SpaceX.

Diferente de satélites geoestacionários fixos, a constelação de Elon Musk é móvel e composta por milhares de unidades em órbita baixa, o que a torna naturalmente resistente a bloqueios convencionais.

O maior desafio técnico é o “salto” de sinal. Os terminais em terra alternam conexões entre satélites em segundos, criando uma malha difícil de romper. Para superar essa redundância, a equipe liderada por Yang Zhuo propôs criar uma rede aérea de supressão.

Imagem da antena da starlink ao lado de uma pessoa com um celular na mão em um ambiente externo
Frota de drones criaria “escudo” capaz de neutralizar a Starlink (imagem: divulgação/Starlink)

Na simulação, uma grade de bloqueadores virtuais foi posicionada a 20 quilômetros de altitude. Esses dispositivos, embarcados em drones espaçados entre 5 e 10 quilômetros uns dos outros, formariam um “tabuleiro de xadrez” sobre a zona de operação.

O objetivo seria saturar os receptores terrestres com ruído, impedindo o downlink (comunicação do satélite para o usuário). A eficácia depende da sincronização desses nós para anular a capacidade dos terminais de discriminar o sinal legítimo.

Guerra na Ucrânia acendeu alerta

Imagem mostra o logo da Starlink ao lado de uma antena. Na parte inferior direta, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Algoritmos anti-interferência da Starlink são sigilosos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A pesquisa é motivada pelo uso bem-sucedido da Starlink na Ucrânia, em meio à guerra com a Rússia, algo que a China considera uma ameaça crítica no cenário de tensão geopolítica e possível conflito.

Contudo, a estratégia enfrentaria resistência: Taiwan já investe em defesa antidrone e possui uma indústria capaz de desenvolver respostas à interferência de espectro.

A escala da operação chinesa varia conforme a potência do equipamento. No cenário ideal, com transmissores de alta potência (400 W/26 dBW) e antenas de precisão, seriam necessários 935 nós de interferência.

Porém, custos e logística favorecem um cenário com drones menores e de menor consumo. Nessa configuração mais realista, a frota necessária para manter o bloqueio subiria para cerca de 2 mil aeronaves.

A análise ainda destaca que a cobertura da Starlink é complexa e os dados são preliminares. Como a SpaceX mantém sigilo sobre algoritmos anti-interferência e padrões de radiação, o resultado real pode diferir da simulação.

China é capaz de bloquear sinal da Starlink, dizem cientistas

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Starlink)

Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 18 Pro pode estrear conexão 5G via satélite

24 de Outubro de 2025, 14:47
Imagem mostra um close-up na tela do iPhone 12, com foco na conexão 5G
Nova tecnologia superaria os atuais limites de conexão via satélite (imagem: James Yarema/Unsplash)
Resumo
  • O iPhone 18 Pro pode ter conexão 5G via satélite em 2026, eliminando a dependência de torres terrestres.
  • A Apple pode colaborar com a SpaceX para viabilizar a tecnologia com ajuda da Starlink, segundo o site The Information.
  • Outros rumores sugerem que o lançamento dos modelos premium aconteceria em 2026, enquanto os modelos de entrada chegariam em 2027.

A Apple pode trazer suporte completo à internet 5G via satélite no futuro iPhone 18 Pro. A função permitiria aos dispositivos acessar redes 5G sem depender de torres terrestres, garantindo internet mesmo em áreas sem cobertura de celular ou Wi-Fi.

Segundo o site The Information, os primeiros a receber a tecnologia seriam os modelos premium de 2026: além do iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e o possível iPhone dobrável. Atualmente, não há nenhum serviço que ofereça internet 5G via satélite diretamente para um smartphone.

Os serviços de satélite que operam nos iPhones a partir do 14 usam a rede da Globalstar, mas apenas para SOS de Emergência, app Buscar, mensagens limitadas e assistência em viagem.

De forma semelhante, o serviço “T-Satellite” da T-Mobile nos EUA, baseado na rede Starlink da SpaceX, restringe-se a mensagens de texto, sem acesso a dados de internet. O site sugere que, a longo prazo, os iPhones poderão atingir internet 5G via satélite diretamente.

Acordo entre Apple e SpaceX pode viabilizar o projeto

Os rumores sugerem que um acordo entre a Apple e a SpaceX, de Elon Musk, poderia “voltar a ser discutido”, apesar de um relacionamento historicamente difícil entre as duas empresas. Há poucos meses, o bilionário processou a big tech e a OpenAI por suposto favorecimento na App Store.

Contudo, o The Information destaca que a SpaceX já adicionou suporte ao mesmo espectro de rádio usado pela Apple em seus recursos de satélite atuais. Além disso, o site lembra que o presidente da Globalstar, Jay Monroe, teria discutido a venda da empresa, e seu último relatório trimestral alertou que a perda de um grande cliente, como a Apple, teria um “impacto adverso” nas finanças.

A intenção da Apple de oferecer suporte completo à internet 5G via satélite em 2026 também sugere uma expansão da capacidade de rede — algo que a Starlink, da SpaceX, poderia fornecer.

Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Apple pode usar Starlink para expandir capacidade de rede (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 18 base só em 2027?

Segundo o analista Ming-Chi Kuo, conhecido por vazar informações da Apple, a empresa teria planejado lançar a próxima geração de iPhones em duas fases. A primeira, em setembro de 2026, incluiria os modelos premium — iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e o suposto iPhone dobrável, além de uma possível segunda geração do iPhone Air.

Já a segunda fase, prevista para março de 2027, contemplaria os modelos de entrada, como o iPhone 18 padrão e um possível iPhone 18e. Se o rumor da internet 5G via satélite se confirmar, a funcionalidade seria inicialmente exclusiva das versões premium.

iPhone 18 Pro pode estrear conexão 5G via satélite

iPhone 12 conectado no 5G (imagem: James Yarema/Unsplash)

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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