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Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

15 de Maio de 2026, 08:03
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Google pode limitar armazenamento gratuito inicial para combater spam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google iniciou testes que limitam o espaço inicial de armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços a 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular para obter mais espaço.
  • A mudança marca o fim da política tradicional de 15 GB de armazenamento gratuito, que começou em 2013, e pode ser uma estratégia para reforçar a verificação de identidade e combater a criação automatizada de contas.
  • A restrição está sendo testada em regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa, e pode ser expandida globalmente, mas não afeta as contas existentes, que permanecem com 15 GB de armazenamento.

O Google iniciou testes que podem mudar o armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços para novos usuários. Relatos recentes indicam que a empresa está limitando o espaço inicial das contas para apenas 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular. A medida pode marcar o fim da política tradicional de 15 GB, um padrão que começou em 2013.

Vale notar que a mudança, ao menos por enquanto, não chegou oficialmente ao Brasil. A restrição parece estar limitada a regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa. No entanto, atualizações recentes nas páginas de suporte sugerem que a transição pode ser global.

Onde antes o texto explicava que cada conta contava com “15 GB de armazenamento gratuito”, agora a mensagem oficial diz que os usuários podem obter “até 15 GB” sem custo adicional. A alteração foi detectada por usuários em fóruns de tecnologia e noticiada por sites especializados.

Como funciona o novo limite?

Até agora, o usuário recebia 15 GB de armazenamento para o ecossistema do Google – ou seja, Gmail, Google Drive e Google Fotos. O novo fluxo de inscrição apresenta uma oferta de apenas 5 GB. Para “desbloquear” os 10 GB adicionais, o sistema exige a verificação de um número de telefone.

A justificativa apresentada pelo Google é de que o número serve para assegurar que o “bônus” de armazenamento seja aplicado apenas uma vez, evitando abusos. Caso o usuário pule a etapa, ele fica preso ao teto de 5 GB.

A mudança não impacta as contas já existentes, que permanecem com 15 GB.

Segundo o Google, o número de telefone garante que o “bônus” seja liberado uma vez por pessoa (imagem: reprodução)

Segurança ou estratégia comercial?

Essa alteração coloca o Google em um patamar de oferta gratuita similar ao da Apple, que disponibiliza os mesmos 5 GB no iCloud. Ele atrás da Microsoft, que oferece 15 GB para o Outlook, embora limite o OneDrive a 5 GB no plano gratuito.

O objetivo seria criar uma barreira técnica para combater a criação automatizada de contas em massa, geralmente utilizadas para disparar spam ou hospedar arquivos maliciosos.

Curiosamente, o movimento de restrição ocorre no mesmo período em que o Google expandiu as vantagens para assinantes pagos. Recentemente, usuários do plano Google One AI Pro tiveram o limite expandido para 5 TB. A estratégia sinaliza que a prioridade da gigante das buscas é reforçar a segurança e, simultaneamente, incentivar a conversão de usuários gratuitos em pagantes assim que os primeiros 5 GB forem consumidos.

Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

10 de Abril de 2026, 10:33
Arte mostra três logotipos do Gmail, parecendo envelopes estilizados, flutuando em um fundo branco que se mistura a um azul claro. O logo maior, em primeiro plano, tem suas abas em vermelho, azul, verde e amarelo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Contas gratuitas do Google ficam de fora (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google liberou a criptografia de ponta a ponta no aplicativo do Gmail para Android e iPhone. O recurso usa Criptografia do Lado do Cliente e impede o acesso do Google ao conteúdo das mensagens.
  • O recurso vale para contas corporativas e instituições de ensino. O acesso exige Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard, mais os complementos Assured Controls ou Assured Controls Plus.
  • O administrador de TI ativa a função no servidor. No app do Gmail, o usuário toca em novo e-mail, depois no ícone de cadeado e na opção “Criptografia adicional”. O recurso já está disponível no Brasil.

O Google expandiu a tecnologia de criptografia de ponta a ponta para o aplicativo oficial do Gmail nos celulares. A partir de agora, usuários de Android e iPhone ganham uma camada extra de proteção que garante a confidencialidade de dados sigilosos no ambiente corporativo. O bloqueio impede até mesmo a própria gigante de buscas ou terceiros de acessarem ou interceptarem o conteúdo das mensagens.

Segundo detalhes divulgados no blog oficial do Google Workspace, a novidade permite redigir e ler emails de alta segurança direto pelo aplicativo móvel. A grande sacada é a praticidade: a empresa eliminou a necessidade de softwares adicionais ou chaves de decodificação complexas.

Na prática, a ferramenta funciona sob o modelo de Criptografia do Lado do Cliente (CSE, na sigla em inglês). Diferentemente da proteção padrão do serviço — onde o Google gerencia as chaves criptográficas —, no modelo CSE é a própria organização que mantém o controle total, ou seja, essas chaves ficam armazenadas fora dos servidores do Google.

A versão web do Gmail já contava com o modelo CSE desde o início de 2023. A adaptação para os smartphones começou a ser testada em fase beta em abril de 2025 e chega agora em sua versão final.

Quem pode usar a nova criptografia do Gmail no celular?

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)
Recurso de segurança exige assinaturas específicas (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Se você usa o e-mail tradicional do Google no dia a dia, não crie expectativas. O recurso não está disponível para contas gratuitas (com o sufixo @gmail.com) e também deixa de fora os planos básicos do Google Workspace. O foco aqui é o mercado corporativo e as instituições de ensino.

Para ter acesso, a organização precisa possuir licenças específicas (Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard). E não para por aí: a empresa também precisa ter adquirido alguns complementos (Assured Controls ou Assured Controls Plus). Sem esse combo comercial, a função nem aparece no aplicativo.

A experiência de quem recebe o email blindado também depende da plataforma. Se o destinatário também usar o aplicativo oficial do Gmail no celular, a mensagem será entregue e exibida como uma conversa normal na caixa de entrada, com toda a decodificação acontecendo silenciosamente em segundo plano. Mas e se a pessoa usar outro cliente de e-mail, como o Outlook? Aí o processo muda. O usuário recebe uma notificação e é direcionado para abrir, ler e responder à mensagem pelo navegador web do próprio smartphone.

Como ativar a criptografia adicional no Gmail?

A liberação exige que o departamento de TI dê o primeiro passo. Os administradores da rede precisam habilitar o suporte ao recurso para os clientes Android e iOS. Com tudo liberado no servidor, enviar uma mensagem blindada pelo celular é simples:

  1. Abra o aplicativo do Gmail e toque no botão para criar uma nova mensagem;
  2. Na tela de composição, toque no ícone de cadeado;
  3. No menu suspenso, selecione a opção “Criptografia adicional”.
Usuários devem ativar opção “Criptografia adicional” antes de enviar mensagens (imagem: reprodução/Google)

A partir desse momento, tanto o texto digitado quanto qualquer anexo inserido serão criptografados no próprio aparelho, antes mesmo de começarem a trafegar pela internet.

O recurso já está disponível no Brasil?

A novidade já está liberada para o mercado brasileiro, mas segue a mesma cartilha global e não há período de testes gratuito para usuários comuns e empresas com planos mais acessíveis (como o Business Starter ou Business Standard). Qualquer corporação ou instituição de ensino no Brasil que assine o combo exigido já pode configurar e utilizar a ferramenta de criptografia em seus aparelhos móveis.

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

2 de Abril de 2026, 19:51
A imagem mostra a tela de um smartphone sendo segurado por uma mão. Na parte superior da tela, é possível ver a hora "17:20" e ícones de notificação. Abaixo, há três ícones de aplicativos: o logo colorido do Google, o ícone do Google One e o ícone do Google Ads, todos com design simples e minimalista. A interface do sistema está em um fundo azul claro. A mão que segura o dispositivo está posicionada na lateral.
Google One AI Pro dobra capacidade máxima de armazenamento para assinantes (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google One AI Pro oferece mais que o dobro de armazenamento agora: 5 TB; preço fica em  R$ 48,49 nos dois primeiros meses, depois R$ 96,99 mensais;
  • O plano inclui 1.000 créditos de IA para serviços como Flow e Whisk com o modelo Veo 3.1;
  • Outras opções para Inteligência Artificial incluem o Google One AI Plus com 200 GB e 200 créditos, e o Google One Ultra com 30 TB e 25 mil créditos.

O Google One AI Pro, assinatura para armazenamento extra na nuvem, recebeu um reajuste de espaço e agora oferece até 5 TB para os clientes. A novidade já está disponível no Brasil e sai a partir de R$ 48,49 em período promocional nos dois primeiros meses; depois, o valor volta aos R$ 96,99 originais. Esse é mais que o dobro de espaço oferecido no plano até então, que permitia guardar arquivos até 2 TB.

Agora, usuários interessados em uma quantidade menor de armazenamento podem optar pelo Google One Premium, com os mesmos 2 TB e mensalidade de R$ 49,99. Vale lembrar que os planos de IA começam em R$ 12,49 (One IA Plus de 200 GB), em preço promocional pelos seis primeiros meses.

O anúncio foi feito pelo Google nesta quarta-feira (01/04), conforme repercutiu o site especializado 9to5 Google, e logo em seguida o plano foi revisto no Brasil.

Com a novidade, agora são três opções de assinatura voltadas para o uso de inteligência artificial: Plus, Pro e Ultra. Enquanto os dois primeiros ficam em 200 GB e 5 TB, o plano mais alto permite até 30 TB de arquivos armazenados, entre fotos, documentos, emails e recursos premium de IA. Entre os serviços oferecidos pelo Google estão Gemini, NotebookLM, Flow, Whisk, entre outros.

Por que ter um plano específico de inteligência artificial?

As assinaturas oferecidas pelo Google para usuários profissionais das IAs têm, além do armazenamento extra, outras vantagens específicas. Entre elas estão a oferta de créditos de IA, que podem ser usados para acessar mais funções dentro dos serviços Flow e Whisk, voltados para criação de imagens e vídeos a partir do modelo Veo 3.1.

O plano One AI Plus, por exemplo, permite usar até 200 créditos mensais, enquanto o Google One AI Pro disponibiliza mil créditos para os usuários. Na opção Ultra, que custa elevados R$ 1.209,99 por mês, são 25 mil créditos. Este é claramente um plano mais adequado para empresas ligadas à criatividade, e não é o mais indicado para usuários que trabalham com a ferramenta de forma independente.

Tela de celular mostrando o recurso Gemini Live, um aplicativo de IA que permite transmitir vídeos ao vivo para a inteligência artificial analisar. A imagem mostra uma mão com suéter verde apontando para prédios e táxis amarelos em uma cidade. Na parte inferior há ícones para câmera, compartilhamento de tela, pausa e encerramento da transmissão, com fundo escuro e iluminação azul e roxa.
Recursos como o Gemini Live podem ser explorados com mais armazenamento disponível via Google One AI (imagem: divulgação)

Quem busca apenas expandir o armazenamento em serviços básicos do Google, por exemplo, pode recorrer aos planos One básicos, como o Lite, o Básico e o Padrão, com 30 GB, 100 GB e 200 GB, respectivamente. A opção Premium, por sua vez, tem 2 TB e também cobre recursos de IA.

Preços do Google One

Vamos considerar abaixo os principais planos do Google One oferecidos no Brasil, incluindo o Padrão, o AI Plus, o Premium e o AI Pro, já com os reajustes anunciados.

PadrãoAI PlusPremiumAI Pro
PreçoR$ 14,99R$ 12,50 (6 primeiros meses) / R$ 24,99 (padrão)R$ 49,99R$ 48,49 (2 primeiros meses) / R$ 96,99 (padrão)
Armazenamento200 GB200 GB2 TB5 TB
Gmail, Docs, Sheets e maisSimSimSimSim
Créditos de IANão200 créditos200 créditos1.000 créditos
Tabela elaborada pelo Tecnoblog com base em dados oficiais

Google surpreende ao aumentar espaço e manter preço do One AI Pro

Nova marca do Google, com “G” num gradiente multicolorido, estreia em maio de 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gemini Live pode entender o que está ao redor do usuário (imagem: divulgação)

Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

12 de Fevereiro de 2026, 18:59
Ilustração com a marca do Google Chrome
Mais de 300 mil usuários instalaram extensões maliciosas no Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

Extensões de navegador que se apresentam como ferramentas de inteligência artificial estão sendo usadas para roubar credenciais, conteúdos de email e dados de navegação de usuários. A campanha envolve ao menos 30 extensões maliciosas publicadas na Chrome Web Store, muitas delas disfarçadas como assistentes de IA, tradutores ou barras laterais inspiradas em serviços populares.

A descoberta foi feita por pesquisadores da plataforma de segurança LayerX, que identificaram que todos os complementos fazem parte de uma mesma operação, batizada de AiFrame. Mesmo após a remoção de algumas extensões mais populares, outras continuam disponíveis para download e somam dezenas de milhares de instalações ativas.

Como funcionam as extensões disfarçadas de IA?

Segundo a LayerX, todas as extensões analisadas compartilham a mesma estrutura interna, permissões semelhantes e um backend comum, vinculado a um único domínio externo. Apesar de prometerem recursos avançados de IA, nenhuma delas executa processamento local de inteligência artificial.

Na prática, essas extensões carregam, em tela cheia, um iframe que simula a funcionalidade prometida. Esse modelo permite que os responsáveis alterem o comportamento do complemento a qualquer momento, sem precisar submeter novas versões à revisão da loja do Google.

Em segundo plano, o código passa a extrair o conteúdo das páginas visitadas pelo usuário, inclusive telas sensíveis de autenticação. Para isso, utiliza bibliotecas conhecidas para leitura de texto em páginas web. Em alguns casos, o foco é ainda mais específico: metade das extensões identificadas possui scripts dedicados ao Gmail.

Esses scripts são executados logo no início do carregamento do email e conseguem ler diretamente o conteúdo visível das mensagens. Isso inclui textos completos de conversas e até rascunhos ainda não enviados. Quando funções supostamente ligadas à IA são acionadas, esses dados acabam sendo enviados para servidores externos controlados pelos operadores do esquema.

Confira os nomes de algumas extensão identificadas pelo site especializado Bleeping Computer, seguidos da identificação na loja do Chrome:

  1. AI Sidebar (gghdfkafnhfpaooiolhncejnlgglhkhe)
  2. AI Assistant (nlhpidbjmmffhoogcennoiopekbiglbp)
  3. ChatGPT Translate (acaeafediijmccnjlokgcdiojiljfpbe)
  4. AI GPT (kblengdlefjpjkekanpoidgoghdngdgl)
  5. ChatGPT (llojfncgbabajmdglnkbhmiebiinohek)
  6. AI Sidebar (djhjckkfgancelbmgcamjimgphaphjdl)
  7. Google Gemini (fdlagfnfaheppaigholhoojabfaapnhb)
Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Extensões maliciosas podiam capturar credenciais e conteúdo de e-mails (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais dados podem ser capturados dos usuários?

O alcance da coleta vai além de emails. Dependendo das permissões concedidas, algumas extensões ativam recursos de reconhecimento de voz por meio da Web Speech API, gerando transcrições que também são enviadas aos servidores remotos.

A LayerX resume o risco de forma direta: “o texto das mensagens de email e dados contextuais relacionados podem ser enviados para fora do dispositivo, fora do limite de segurança do Gmail, para servidores remotos”.

Especialistas recomendam que usuários revisem extensões instaladas, removam qualquer complemento suspeito e redefinam senhas caso identifiquem sinais de comprometimento. A Bleeping Computer entrou em contato com o Google, mas, até a publicação desta matéria, a empresa ainda não havia se pronunciado.

Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Banco de dados sem proteção expõe 149 milhões de logins e senhas

23 de Janeiro de 2026, 17:50
Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Milhões de credenciais foram expostas na internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 149 milhões de credenciais de serviços como Gmail, Facebook e Binance ficaram expostas em uma base de dados sem proteção na internet, que já foi retirada do ar após denúncias.
  • Malwares do tipo infostealer foram os responsáveis por alimentar o banco de dados, infectando dispositivos e capturando informações digitadas pelas vítimas para organizar consultas em larga escala.
  • Custo reduzido de até US$ 300 mensais para alugar essas infraestruturas criminosas facilita a operação de fraudes e invasões, permitindo que atacantes obtenham volumes massivos de dados com baixo investimento.

Uma base de dados contendo cerca de 149 milhões de nomes de usuário e senhas ficou acessível publicamente na internet antes de ser derrubada. O material reunia credenciais de serviços populares — como Gmail, Facebook e Binance —, além de acessos a plataformas governamentais, instituições financeiras e serviços de streaming.

Não se trata de um vazamento ligado diretamente a uma empresa específica. Segundo especialistas, o problema foi a exposição de um banco de dados sem qualquer tipo de proteção, que pôde ser acessado livremente por meio de um navegador comum até ser denunciado e retirado do ar.

O conjunto foi identificado pelo pesquisador de segurança Jeremiah Fowler, que não conseguiu determinar quem era o responsável pela base ou com qual finalidade ela era mantida. Diante disso, ele notificou o serviço de hospedagem, que removeu o conteúdo por violação dos termos de uso.

O que havia na base de dados exposta?

Entre os registros encontrados estavam cerca de:

  • 48 milhões de credenciais do Gmail
  • 17 milhões de credenciais do Facebook
  • 420 mil credenciais da plataforma de criptomoedas Binance

Também havia dados de outras contas amplamente utilizadas, como Yahoo, Outlook, iCloud, TikTok, Netflix e OnlyFans, além de acessos ligados a domínios educacionais e institucionais.

Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Gmail estava entre os alvos do banco de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fowler identificou ainda logins associados a sistemas governamentais de diferentes países, informações de bancos e de cartões de crédito. Segundo ele, a estrutura do banco de dados indicava um alto nível de organização, com registros classificados automaticamente para facilitar buscas e consultas em larga escala.

“Isso é como uma lista de desejos dos sonhos para criminosos, porque há muitos tipos diferentes de credenciais. O banco de dados estava em um formato feito para indexar grandes registros, como se quem o configurou esperasse coletar uma grande quantidade de dados. E havia toneladas de logins governamentais de muitos países diferentes”, afirmou Fowler à revista Wired.

Como os dados foram coletados?

De acordo com Fowler, há fortes indícios de que o banco tenha sido alimentado por malwares conhecidos como infostealers. Esse tipo de software infecta dispositivos e coleta automaticamente informações digitadas pelas vítimas, como logins e senhas, usando técnicas como keylogging.

O pesquisador relatou que, ao longo de cerca de um mês em que tentou contato com o provedor de hospedagem, a base continuou crescendo, com a inclusão constante de novas credenciais. Ele optou por não divulgar o nome da empresa envolvida, explicando que se trata de um provedor global que opera por meio de afiliadas regionais — neste caso, no Canadá.

Especialistas em inteligência de ameaças alertam que esse tipo de banco amplia significativamente o potencial de golpes, invasões e fraudes. Allan Liska, analista da Recorded Future, explicou à revista Wired que os infostealers reduziram drasticamente o custo e a complexidade da atividade criminosa.

Segundo ele, alugar esse tipo de infraestrutura pode custar entre US$ 200 e US$ 300 por mês (R$ 1.060 a R$ 1.580, em conversão direta), permitindo que criminosos obtenham grandes volumes de credenciais com investimento relativamente baixo.

Banco de dados sem proteção expõe 149 milhões de logins e senhas

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gemini poderá acessar Gmail, Fotos e Busca para personalizar respostas

14 de Janeiro de 2026, 17:00
Foto mostrando o aplicativo Gemini em celular Android com página do Gemini sendo acessada via navegador no PC.
Novidade do Gemini não chegou ao Brasil ainda (foto: Vitor Valeri/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou a Inteligência Personalizada para o Gemini, integrando Gmail, Fotos, YouTube e Busca para personalizar respostas. A função é opcional e desativada por padrão.
  • A funcionalidade está em versão beta, disponível apenas para usuários dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos EUA, permitindo acesso a informações dos apps conectados a qualquer momento.
  • O Google garante que os dados são armazenados de forma segura e não usados para treinar o modelo, além de oferecer opções para corrigir preferências e gerar respostas sem personalização.

O Google anunciou, nesta quarta-feira (14/01), que o Gemini terá um recurso chamado Inteligência Personalizada. Ele usa informações do Gmail, Fotos, YouTube e Busca para, como o nome indica, personalizar as respostas dadas pelo robô.

A integração é opcional e vem desativada por padrão, e o usuário pode escolher quais apps da empresa quer vincular ao chatbot. Por enquanto, a funcionalidade será lançada como uma versão beta, sendo oferecida apenas para usuários selecionados dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos Estados Unidos.

Você pode estar pensando que já existe alguma coisa parecida com isso no Gemini. De fato, ele oferece a opção de se conectar a serviços do Google Workspace, como Docs, Drive e Gmail.

No entanto, o funcionamento é diferente: a integração atual só funciona se o usuário mencionar explicitamente esses serviços ou quiser realizar tarefas que dependam deles. Com a Inteligência Personalizada, as informações presentes nos apps conectados poderão ser acessadas a qualquer momento pelo robô.

Como funciona a Inteligência Personalizada do Gemini?

Em seu comunicado sobre o produto, o Google dá alguns exemplos de como o Gemini passa a funcionar ao ter acesso às informações extras.

Ao perguntar o tamanho do pneu do carro, o usuário recebe opções para uso diário e para uso misto, uma vez que a IA teve acesso a fotos de viagens. O Gemini também pode responder qual é a placa do carro — outra informação obtida do Google Fotos.

Captura de tela de uma resposta do Google Gemini. O texto central diz: "O número da placa do seu Honda Odyssey é 123ABC1. Você gostaria que eu encontrasse o centro de serviço mais próximo em Mountain View para agendar a troca dos seus pneus?" (em inglês). Abaixo do texto, há um botão com o ícone de um link escrito "Fontes". A imagem demonstra a capacidade de memória personalizada do assistente. No rodapé, aparece o aviso padrão: "O Gemini pode cometer erros, por isso verifique as informações".
Gemini pode descobrir placa do carro do usuário com base nas fotos armazenadas na nuvem (imagem: divulgação)

“Eu também venho recebendo dicas excelentes de livros, programas de TV, roupas e viagens. Essa semana, [o Gemini] foi excepcional para planejar nossa viagem da próxima primavera. Analisando os interesses da família e as viagens passadas no Gmail e no Fotos, ele evitou as armadilhas para turistas. Em vez disso, ele sugeriu uma viagem noturna de trem e jogos de tabuleiro que poderíamos levar para nos divertir”, diz o texto.

E a privacidade?

O recurso é opcional e vem desativado por padrão. Ao ativá-lo, o usuário escolhe quais serviços quer vincular ao Gemini. O Google ressalta que esses dados já estão armazenados de maneira segura nos servidores da companhia e não precisam ser enviados para nenhum outro lugar.

Captura de tela da interface do Google Gemini em um dispositivo móvel. No topo, há um balão de fala de um usuário dizendo: "Eu na verdade não gosto de golfe; eu apenas levo meu filho lá" (em inglês). Abaixo, a resposta do assistente de IA diz: "Obrigado por esclarecer. Anotei que você não gosta de golfe, mas vai pelo seu filho. Vou manter isso em mente para futuras recomendações! Você gostaria que eu ajudasse a rascunhar um itinerário diferente para a sua 'surpresa divertida' amanhã?" (em inglês). A interface apresenta tons claros, ícones de curtir/descurtir e o logotipo de uma estrela azul de quatro pontas.
Usuário pode corrigir Gemini, caso ele presuma incorretamente uma preferência (imagem: divulgação)

A empresa também afirma que o Gemini explicará quais informações foram usadas para chegar à resposta. Caso ele presuma incorretamente uma preferência, é possível corrigi-lo e armazenar aquela indicação para respostas futuras. Outra possibilidade é pedir para gerar respostas sem personalização.

Por fim, o Google diz que o Gemini não usa as informações dos outros produtos para chegar a conclusões em temas sensíveis, como saúde, e esclarece que os dados do Gmail, Fotos e outros apps não são usados para treinar o modelo.

Com informações do Google

Gemini poderá acessar Gmail, Fotos e Busca para personalizar respostas

Aplicativo Gemini para Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

Gemini pode descobrir placa do carro do usuário com base nas fotos armazenadas na nuvem (imagem: divulgação)

Usuário pode corrigir Gemini, caso ele presuma incorretamente uma preferência (imagem: divulgação)

Gmail ganha IA para resumir e-mails e ajudar com a caixa de entrada

8 de Janeiro de 2026, 12:48
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Gmail ganha IA para resumir e-mails e ajudar com a caixa de entrada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Gmail começa a oferecer AI Overviews a usuários domésticos, começando pelos Estados Unidos;
  • Recurso Help Me Write, que ajuda a redigir mensagens, é outra novidade;
  • AI Inbox, ainda em teste, ajuda o usuário a lidar com a caixa de entrada, mas requer assinatura dos planos Google AI Pro ou Ultra.

Recursos de inteligência artificial generativa estão chegando oficialmente ao Gmail. Entre eles estão as AI Overviews (Visões Gerais Criadas por IA), que resumem o conteúdo de uma sequência de e-mails. Também há uma função que ajuda o usuário a redigir mensagens. Como ponto de partida está a AI Inbox.

O que são as Visões Gerais Criadas por IA?

As Visões Gerais Criadas por IA “transformam informações em respostas sem que você precise vasculhar o texto”, explica o Google. Na prática, o recurso usa a tecnologia do Gemini 3 para analisar uma sequência de e-mails trocados e exibir um resumo das informações mais importantes no topo da página, antes da thread.

O recurso também permite que o usuário faça perguntas em linguagem natural relacionadas às mensagens usando a caixa de busca que fica no topo do Gmail, desde que a pessoa seja assinante do Google AI Pro ou do Google AI Ultra, que são planos pagos.

As AI Overviews não são exatamente uma novidade. Esse recurso já estava disponível em determinadas contas do Google Workspace, dependendo do plano contratado.

Agora, o Google está liberando o recurso para usuários domésticos do Gmail de modo gratuito, inicialmente para quem está nos Estados Unidos. Ainda não há informação sobre disponibilidade em outros países.

Ajude-me a Escrever

Pelo menos desde 2023 que o Google testa, no Gmail, uma função que usa IA para ajudar o usuário a redigir mensagens. O resultado desses testes é o recurso Help Me Write (Ajude-me a Escrever), que está sendo liberado de modo amplo e gratuito para ajudar o usuário a aprimorar uma resposta ou até a escrever uma mensagem a partir do zero.

Uma função complementar, que também está sendo liberada gratuitamente, são as Suggested Replies (Respostas Sugeridas), que usam IA para analisar o contexto da conversa e gerar uma resposta para o usuário rapidamente, com um clique ou toque.

IA que ajuda a escrever mensagens no Gmail
IA que ajuda a escrever mensagens no Gmail (imagem: reprodução/Google)

Novamente, ambas as funções estão sendo liberadas para usuários baseados nos Estados Unidos nesta fase inicial.

E o que é a AI Inbox?

Podendo ser traduzida como Caixa de Entrada com IA, a AI Inbox aparece como o primeiro item do menu principal do Gmail, à esquerda na versão web do serviço. O seu objetivo é analisar as mensagens que estão na caixa de entrada para te ajudar a organizar as suas pendências e definir prioridades de execução.

AI Inbox no Gmail
AI Inbox no Gmail (imagem: reprodução/Google)

A AI Inbox ainda é um recurso em teste, porém. Por ora, a novidade só está disponível para um grupo restrito de usuários nos Estados Unidos. Essa é outra função que, quando estiver disponível oficialmente, só poderá ser ativada por usuários dos planos Google AI Pro ou Google AI Ultra.

Gmail ganha IA para resumir e-mails e ajudar com a caixa de entrada

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Google reforça integração do Gmail à inteligência artifial ao levar Gemini 3 para o serviço. Confira os recursos de IA oferecidos.

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA que ajuda a escrever mensagens no Gmail (imagem: reprodução/Google)

AI Inbox no Gmail (imagem: reprodução/Google)

Gmail deixará de importar mensagens de outros e-mails via POP3

6 de Janeiro de 2026, 16:12
Arte mostra três logotipos do Gmail, parecendo envelopes estilizados, flutuando em um fundo branco que se mistura a um azul claro. O logo maior, em primeiro plano, tem suas abas em vermelho, azul, verde e amarelo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Gmail deixa de importar mensagens de outros e-mails via POP3 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Gmail deixou de suportar importação de e-mails de terceiros via POP3 em janeiro de 2026;

  • Google não emitiu nota oficial sobre o assunto, mas atualizou uma página de suporte para comunicar a decisão;

  • Fragilidade de segurança do POP3 é uma causa provável para a mudança.

2026 começou com uma mudança silenciosa no Gmail. Neste mês de janeiro, o serviço deixou de suportar a importação de mensagens de outros provedores de e-mail via protocolo POP3. Quem usa esse recurso para concentrar suas contas de e-mail no Gmail terá que recorrer a outros mecanismos para esse fim.

Não houve nenhuma nota pública sobre a decisão. O aviso sobre a mudança aparece nesta página de ajuda do Gmail, que afirma que os seguintes recursos perderão suporte (considerando janeiro de 2026 como data inicial):

  • Gmailify: com esse recurso, você pode usar recursos especiais, como proteção contra spam ou organização da caixa de entrada, na sua conta de e-mail de terceiros;
  • Verificar e-mail de outras contas: não será mais possível buscar e-mails de contas de terceiros para sua conta do Gmail com o POP.

O POP3 consiste na terceira versão de um protocolo criado na década de 1980 que permite que o usuário baixe mensagens de um serviço de e-mail usando clientes como Mozilla Thunderbird e Microsoft Outlook.

Lançado em 2004, o Gmail suportava o POP3 desde os seus primórdios justamente para permitir que o usuário acessasse, por ali, mensagens em outras contas de e-mail.

A importação via POP3 ainda funciona para muitos usuários, mas o recurso deverá ser inteiramente removido do Gmail até o fim deste mês.

Configuração de POP3 no Gmail
Configuração de POP3 no Gmail (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que o Gmail deixou de suportar o POP3?

O Google não explicou o motivo. Contudo, o Register levanta a possibilidade de a decisão ter como base o fato de o POP3 exigir o envio de senha em texto puro, sem criptografia, para funcionar. Para os padrões atuais, isso corresponde a uma importante fragilidade de segurança.

Isso não significa que o Gmail deixou de permitir integração com outros serviços de e-mail. Ainda é possível fazer isso usando o aplicativo do Gmail para Android, iPhone ou iPad, por exemplo, a partir de uma conexão IMAP, um protocolo mais seguro do que o POP3.

O problema é que o suporte a IMAP no Gmail é limitado. Quem tiver problemas com isso deverá recorrer a medidas alternativas, como criar um encaminhamento automático de mensagens em outras contas para o Gmail ou, no fim das contas, adotar um cliente de e-mail, como os já mencionados Thunderbird e Outlook.

Gmail deixará de importar mensagens de outros e-mails via POP3

Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Configuração de POP3 no Gmail (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

26 de Dezembro de 2025, 09:30
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Gmail prepara recurso para alterar o endereço @gmail.com (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gmail agora permite alterar o endereço de e-mail ou criar um alias com @gmail.com sem apagar o original.
  • O recurso está em fase de testes, inicialmente disponível em hindi, sugerindo testes na Índia.
  • O endereço antigo continua funcionando como alias, permitindo que mensagens cheguem à mesma caixa de entrada.

O Google começou a liberar um recurso aguardado há anos pelos usuários do Gmail: a possibilidade de alterar o endereço de email ou criar um novo alias (ou seja, um redirecionamento) sem precisar abandonar a conta original. A novidade apareceu em um documento de suporte da empresa e indica uma mudança relevante na forma como o serviço lida com identidades.

Até agora, o Gmail permitia apenas o uso de variações internas, mas não autorizava a troca efetiva do endereço principal. Com a nova função, o usuário ganha mais flexibilidade para reorganizar sua caixa de entrada, corrigir nomes antigos ou adotar um e-mail mais adequado ao uso profissional ou pessoal.

O que muda no Gmail?

Segundo o documento de suporte, o endereço de email associado à conta do Google é o principal identificador usado para acessar serviços como Gmail, Drive, YouTube e outros. “Esse endereço ajuda você e outras pessoas a identificar sua conta”.

Na sequência, o texto detalha a principal novidade: “Se quiser, você pode alterar o endereço de e-mail da sua Conta do Google que termina em gmail.com para um novo endereço de e-mail que também termine em gmail.com”. Isso significa que o usuário poderá definir um novo endereço principal, sem precisar criar uma conta do zero.

Outro ponto importante é que o endereço antigo não deixa de funcionar. Ele passa a atuar como um alias, permitindo que mensagens enviadas para qualquer uma das duas opções cheguem à mesma caixa de entrada. Na prática, o usuário pode manter dois endereços @gmail.com ativos simultaneamente.

A documentação ainda aponta que haverá um período de trava logo após criar um novo endereço no Gmail.

App do Gmail no iPhone (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Usuário do Gmail poderá definir um novo endereço principal, sem precisar criar uma conta do zero (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Quem já pode usar o recurso?

O Google ainda não fez um anúncio oficial. No entanto, a existência do documento indica que o recurso já está em fase de liberação gradual. Por enquanto, o material foi encontrado apenas em hindi, o que sugere que os testes iniciais estejam concentrados na Índia antes de uma expansão global.

Usuários que já tiverem acesso encontrarão a opção dentro das configurações da conta do Google, com um link direto para a página de suporte que explica o processo. Não há, até o momento, um cronograma público para a liberação geral.

Serviços concorrentes, como Outlook e Proton Mail, permitem há anos a criação e a troca de aliases de forma mais ampla.

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

App do Gmail no iPhone (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Como colocar resposta automática no Gmail pelo celular ou PC

23 de Dezembro de 2025, 15:06
Imagem de um celular na tela de configuração da resposta automática de férias do Gmail
Saiba como configurar uma resposta automática de férias no Gmail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A mensagem automática de férias do Gmail pode ser configurada nas configurações do serviço de e-mail do Google pelo celular ou PC. Ao ativar o recurso “Resposta automática de férias”, o usuário define o período em que estará ausente e qual mensagem será enviada aos remetentes que entrarem em contato.

A seguir, veja o passo a passo para colocar aviso de férias no Gmail pelo celular ou PC.

Índice

Como colocar resposta automática no Gmail pelo PC

1. Acesse as configurações rápidas do Gmail no PC

Abra o navegador e acesse gmail.com e, se necessário, faça login na sua conta do Google ou vinculada ao serviço de e-mail. Depois, clique no ícone de engrenagem no canto superior direito e, em seguida, na opção “Mostrar todas as configurações”.

Acessando as configurações do Gmail pelo navegador
Acessando as configurações do Gmail pelo navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Marque a opção “Resposta automática de férias ativada”

Desça a tela até encontrar a opção “Resposta automática de férias”. Em seguida, marque a opção “Resposta automática de férias ativada” para iniciar a configuração.

Ativando a ferramenta "Resposta automática de férias"
Ativando a ferramenta “Resposta automática de férias” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Defina o período para o envio da resposta automática

Clique na caixa ao lado da opção “Primeiro dia” para escolher a data inicial de envio. Em seguida, marque a opção “Último dia” para definir a data final para o envio de mensagens automáticas.

Definindo o período de férias
Definindo o período de férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Escolha o título do e-mail de resposta automática

No campo “Assunto”, escreva o título do e-mail que os remetentes receberão quando entrarem em contato.

Escrevendo o título do e-mail com a resposta automática
Escrevendo o título do e-mail com a resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Escreva a mensagem da resposta automática

Use a caixa de texto na seção “Mensagem” para escrever o conteúdo da resposta automática durante o período de férias.

Escrevendo o conteúdo da resposta automática do Gmail
Escrevendo o conteúdo da resposta automática do Gmail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Selecione os remetentes que receberão a mensagem automática

Marque a opção “Enviar respostas apenas às pessoas que estão nos meus Contatos” ou “Enviar uma resposta somente para as pessoas em [nome da empresa]” para aplicar um filtro dos remetentes que receberam a resposta automática.

Selecionando os remetentes que vão receber a resposta automática
Selecionando os remetentes que vão receber a resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Salve as alterações da resposta automática do Gmail

Após configurar a resposta automática do Gmail, clique em “Salvar alterações”.

Salvando as alterações da resposta automática no Gmail
Salvando as alterações da resposta automática no Gmail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como colocar aviso de férias no Gmail pelo celular

1. Acesse o menu do app Gmail

Abra o aplicativo do Gmail no seu celular e toque no botão de três riscos no canto superior esquerdo da tela para abrir um menu de opções.

Importante: este guia foi feito no Android, mas serve para usuários do Gmail no iPhone.

Acessando o menu do Gmail pelo celular
Acessando o menu do Gmail pelo celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra as configurações do app

Desça o menu de opções até o final e toque em “Configurações” para avançar.

Abrindo as configurações do Gmail
Abrindo as configurações do Gmail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione o e-mail que irá ativar a resposta automática do Gmail

No menu “Configurações”, toque em cima do e-mail que você deseja configurar a resposta automática no Gmail.

Selecionando o e-mail
Selecionando o e-mail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Toque em “Resposta automática de férias”

Role a tela até encontrar a opção “Resposta automática de férias” e toque em cima dela para iniciar a configuração.

Acessando a opção "Respostas automática de férias"
Acessando a opção “Respostas automática de férias” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Ative a opção de “Resposta automática de férias”

Toque na chave de seleção ao lado de “Resposta automática de férias”, no canto superior direito da tela, para ativar o recurso.

Ativando o recurso de "Resposta automática de férias"
Ativando o recurso de “Resposta automática de férias” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Defina a data para o envio do e-mail de mensagem de férias

Toque em cima da opção “Primeiro dia”, selecione a data de início do período de férias e toque em “OK” para confirmar. Em seguida, repita o processo ao tocar na opção “Último dia” para indicar o encerramento do período ausente.

Definindo as datas do período de férias
Definindo as datas do período de férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Dê um título para o e-mail de aviso de férias

Toque no campo “Assunto” e escreva o título para a mensagem de férias no e-mail.

Criando o título do e-mail de aviso de férias
Criando o título do e-mail de aviso de férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

8. Escreva a mensagem do e-mail

Use o campo “Mensagem” para escrever o conteúdo do e-mail que será enviado para os remetentes que entrarem em contato durante o período de férias.

Escrevendo a mensagem automática para do e-mail que será enviado ao remetente
Escrevendo a mensagem automática para do e-mail que será enviado ao remetente (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

9. Selecione quem receberá as mensagens automáticas

Marque a opção “Envie somente para meus contatos” ou “Enviar somente para [nome da empresa]” para aplicar um filtro dos remetentes que receberão a resposta automática.

Marcando os remetentes que receberão a mensagem automática em caso de contato
Marcando os remetentes que receberão a mensagem automática em caso de contato (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

10. Finalize a configuração da resposta automática do Gmail

Toque em “Concluído”, no canto superior direito, após configurar a resposta automática do Gmail para finalizar.

Finalizando a configuração da mensagem automática do Gmal no Celular
Finalizando a configuração da mensagem automática do Gmal no Celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como funcionam as mensagens automáticas do Gmail?

As mensagens automáticas do Gmail funcionam conforme o período configurado na conta do Google, iniciando às 00:00 da data inicial e encerrando às 23:59 do dia de término (retorno das férias). O sistema detecta o fuso horário local para garantir que o envio ocorra precisamente durante a ausência programada.

Em geral, cada remetente recebe o aviso apenas uma vez, a menos que envie um novo e-mail após quatro dias ou a pessoa que está ausente altere o conteúdo da mensagem. O filtro inteligente também impede disparos para e-mails classificados como spam ou mensagens de listas de transmissão.

Quantas respostas automáticas posso configurar no Gmail?

O Gmail permite apenas uma configuração ativa de mensagem para o recurso de “Resposta Automática de Férias” em um período pré-determinado. Caso precise de múltiplas respostas distintas para diferentes remetentes ou assuntos, a sugestão é usar as ferramentas de Modelos (Templates) e Filtros do próprio serviço de e-mail.

É possível editar as respostas automáticas no Gmail?

Sim, acesse as configurações do Gmail e visite novamente a opção “Resposta automática de férias”. Lá, você pode reescrever o texto, alterar o assunto ou redefinir as datas em que estará ausente.

Após realizar as alterações, verifique se o botão de ativação da ferramenta está marcado corretamente. Então, desça até o final da página e clique em “Salvar alterações” no PC ou tocar no botão “Concluído” no canto superior direito do celular para concluir. 

Tem como desativar as respostas automáticas no Gmail?

Sim, acesse as configurações gerais do Gmail no computador ou celular e desative a opção “Resposta automática de férias”. Após a alteração, a ferramenta interrompe o envio imediato de e-mails pré-programados, permitindo que você retome o gerenciamento das mensagens recebidas.

Como colocar resposta automática no Gmail pelo celular ou PC

(imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as configurações do Gmail pelo navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando a ferramenta "Resposta automática de férias" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Definindo o período de férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escrevendo o título do e-mail com a resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escrevendo o conteúdo da resposta automática do Gmail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando os remetentes que vão receber a resposta automática (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Salvando as alterações da resposta automática no Gmail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando o menu do Gmail pelo celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo as configurações do Gmail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o e-mail (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a opção "Respostas automática de férias" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando o recurso de "Resposta automática de férias" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Definindo as datas do período de férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Criando o título do e-mail de aviso de férias (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escrevendo a mensagem automática para do e-mail que será enviado ao remetente (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Marcando os remetentes que receberão a mensagem automática em caso de contato (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Finalizando a configuração da mensagem automática do Gmal no Celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Google nega usar emails para treinar inteligência artificial

24 de Novembro de 2025, 10:32
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Funções inteligentes existem há anos no Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google negou usar emails do Gmail para treinar sua inteligência artificial, esclarecendo que as reportagens sobre isso são enganosas.
  • O site Malwarebytes publicou uma retratação, afirmando que as configurações do Gmail não são novas, mas foram reescritas e destacadas recentemente.
  • A situação gerou desconfiança sobre a privacidade do Google, refletindo a preocupação pública com o uso de dados por big techs.

O Google esclareceu que não está lendo os emails das pessoas para treinar a inteligência artificial. O assunto surgiu na semana passada, depois que um site percebeu mudanças nos ajustes do Gmail. Ele rapidamente ganhou as manchetes, inclusive aqui no Tecnoblog, por causa da desconfiança em torno da IA. “As reportagens são enganosas”, declarou a empresa numa resposta ao site ZDnet.

De acordo com o Google, os chamados Recursos Inteligentes existem há muitos anos no Gmail. Eles permitem, por exemplo, a função que completa automaticamente certas frases. Apesar disso, “não usamos o conteúdo do seu Gmail para treinar nosso modelo de IA Gemini.”

A empresa coloca com todas as letras que não realiza esta prática. Ao contrário, por exemplo, da Meta, que decidiu usar as conversas com a Meta AI para exibição de anúncios a partir de dezembro.

Por sua vez, o site Malwarebytes publicou uma retratação, na qual diz que as configurações do Gmail não são novas, mas que a maneira como o Google “as reescreveu e exibiu levou muitas pessoas (incluindo nós) a acreditar que o conteúdo do Gmail poderia ser usado para treinar os modelos de IA do Google”.

Eles pediram desculpas pelo ocorrido. Na esteira disso, o Tecnoblog também se desculpa pela situação.

Agora, se tem algo que o episódio nos permite concluir, é que as pessoas têm o pé atrás com relação à privacidade do Google. Muitos de nós compreenderam que, sim, o Gmail poderia ter usado as conversas para o treinamento de uma tecnologia que o Google está colocando em todos os seus produtos. Talvez seja um indicativo da nova relação – de temor e desconfiança – que as big techs estão construindo junto ao público.

Google nega usar emails para treinar inteligência artificial

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gmail já usa seus emails para treinar IA; saiba desativar

21 de Novembro de 2025, 12:33
IA do Google lê mensagens do Gmail (ilustração: Vitor Pádua e Thássius Veloso/Tecnoblog)

A privacidade no Gmail voltou ao centro das atenções após viralizar um alerta de que o Google estaria utilizando emails privados para treinar os modelos de inteligência artificial. A polêmica gira em torno da configuração “Recursos inteligentes e personalização”, que permite à empresa escanear mensagens e anexos para alimentar os recursos automatizados.

Segundo relatos no X, a coleta de dados passou a vir ativada por padrão em muitas contas. Ao permitir essa varredura, o usuário autoriza o Google a usar seus dados pessoais, como o teor das mensagens, para aprimorar a tecnologia de IA.

IMPORTANT message for everyone using Gmail.
You have been automatically OPTED IN to allow Gmail to access all your private messages & attachments to train AI models.
You have to manually turn off Smart Features in the Setting menu in TWO locations.

Retweet so every is aware. pic.twitter.com/54FKcr4jO2

— Dave Jones (@eevblog) November 19, 2025

Caso vira processo judicial nos EUA

A polêmica já virou caso de Justiça nos Estados Unidos: uma ação coletiva acusa o Google de usar o Gemini para “espionar” ilegalmente as comunicações privadas das pessoas.

Segundo a denúncia, a empresa teria violado a Lei de Invasão de Privacidade da Califórnia ao ativar “secretamente” a análise de IA para Gmail, Chat e Meet, coletando dados sem o consentimento explícito ou conhecimento dos proprietários das contas.

A ação alega que o uso da IA era opcional, mas que em outubro o Google teria alterado a configuração padrão para sempre ativar o Gemini. O processo sustenta que, a menos que o usuário encontre e desative a opção “enterrada” nos ajustes, a empresa estaria acessando e explorando “todo o histórico gravado de comunicações privadas”.

Os Termos de Serviço do Google confirmam que sistemas automatizados analisam o conteúdo do usuário (incluindo emails, fotos e vídeos) à medida que é enviado, recebido e armazenado. Os dados são utilizados para “reconhecer padrões”, personalizar a experiência e, crucialmente, “desenvolver novos serviços e tecnologias para o Google”, o que inclui o treinamento de modelos de aprendizado de máquina e inteligência artificial.

O que você perde ao proteger seus dados

Captura de tela das configurações do Gmail
Configuração do Gmail sem os recursos inteligentes (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

O Gmail agrupa funções de níveis muito diferentes sob a mesma chave de permissão. Nas configurações do serviço, recursos avançados de IA generativa (como o resumo de emails pelo Gemini ou Escrita Inteligente) dividem o mesmo interruptor de funções básicas de processamento de texto.

Para quem decide priorizar a privacidade e desativar a coleta, o Gmail se torna uma ferramenta propositalmente limitada. O desligamento da opção “Recursos inteligentes e personalização” remove:

  • Assistência de Escrita: corretor ortográfico, verificação gramatical e sugestões de preenchimento automático (Escrita Inteligente) param de funcionar
  • Organização Automática: a filtragem que separa emails nas abas “Principal”, “Social” e “Promoções” é desativada
  • Integração de IA: resumos automáticos de emails longos e cartões de informação (como rastreamento de pacotes e dados de voos) somem da interface

Como desativar?

Se a privacidade for sua prioridade, é possível revogar essa permissão nas configurações da conta, ciente de que a experiência de uso será degradada.

No computador

Captura de tela das configurações do Gmail, com uma linha retângular ao redor das opções de recursos inteligentes
Configuração do Gmail (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
  1. Clique no ícone de engrenagem e selecione “Mostrar todas as configurações”.
  2. Na aba “Geral”, role a página até encontrar a seção “Recursos inteligentes”. Desmarque a caixa. O Gmail exibirá um alerta sobre os recursos que deixarão de funcionar.
  3. Logo abaixo, clique em “Gerenciar as configurações de recursos inteligentes do Workspace” e desmarque as opções.

No app para Android

  1. Nas configurações, selecione o seu e-mail e role até encontrar a seção “Geral”
  2. Desmarque a opção “Recursos Inteligentes” e os Recursos Inteligentes no Google Workspace.

No app para iPhone (iOS)

  1. Na aba lateral, encontre a opção “Configurações” e na seção “Geral” clique em “Privacidade dos Dados”
  2. Desmarque a opção “Recursos Inteligentes” e os Recursos Inteligentes no Google Workspace.

Gmail já usa seus emails para treinar IA; saiba desativar

IA do Google lê mensagens do Gmail para personalizar experiência em diversos apps (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Google Gemini agora pode acessar seu Gmail, Drive e Chat nas pesquisas

6 de Novembro de 2025, 17:33
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Assistente de pesquisa do Gemini agora pode usar Gmail e Drive como fontes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Deep Research do Gemini agora acessa Gmail, Google Drive, Google Docs e Google Chat para gerar relatórios de pesquisa.
  • A ferramenta combina dados pessoais com resultados da web para gerar análises mais completas.
  • Por enquanto, o recurso está disponível para PCs, mas deve ser liberado para smartphones e tablets em breve.

A ferramenta Deep Research do Gemini, voltada para geração de relatórios detalhados de pesquisas, agora pode acessar dados do Gmail, Google Chat e Google Drive (incluindo Docs, Planilhas, Slides e PDFs), além de resultados da web. O recurso, por enquanto, está disponível apenas para a versão desktop.

A atualização permite combinar dados pessoais com resultados da web para gerar análises mais completas e contextualizadas. Segundo o comunicado do Google, o recurso deve ser liberado para smartphones e tablets nos próximos dias.

Como funciona na prática?

Ao selecionar a opção de “Deep Research” no menu de ferramentas do Gemini, o usuário define quais fontes usar, incluindo as buscas na internet, e-mails, arquivos do Drive ou conversas do Chat. É possível selecionar quantas fontes quiser.

A IA então processa esses documentos internos e cruza essas informações com dados coletados em uma pesquisa ampla na internet. O resultado é um relatório detalhado que pode ser exportado para o Google Docs ou convertido em um podcast gerado por IA.

Captura de tela da interface do Google Gemini. No topo, lê-se "Olá,". No campo de busca, estão ativas as palavras-chave "Deep Research" e a versão "2.5 Flash". Abaixo do campo, há dois botões: "Fontes" (selecionado) e "Arquivos". Um menu suspenso aberto no lado esquerdo mostra as opções de fonte de pesquisa, com "Google Pesquisa" marcado, e as demais opções desmarcadas: "Gmail", "Drive" e "Chat". O logo do "Tecnoblog" está no canto inferior direito.
Recurso permite combinar fontes de pesquisa (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Foco em produtividade corporativa

A novidade mira especialmente profissionais que dependem de visão geral sobre dados e informações complexas. O Google cita casos práticos como exemplos:

“Agora você pode iniciar uma análise de mercado para um novo produto ao permitir que o Deep Research analise os documentos iniciais de brainstorming da sua equipe, as conversas por e-mail relacionadas e os planos de projeto. Ou você pode criar um relatório sobre um produto concorrente que cruza dados públicos da web com suas estratégias, planilhas de comparação e conversas da equipe.”

O Google tem expandido cada vez mais em seus serviços a presença e as funcionalidades da IA Gemini. Recentemente, a companhia anunciou o uso do modelo como copiloto no Google Maps, permitindo que motoristas relatem incidentes ou agendem compromissos por comando de voz.

Além disso, o Google tem feito testes internos para incluir o Nano Banana e o Deep Search diretamente na interface inicial do Chrome.

Google Gemini agora pode acessar seu Gmail, Drive e Chat nas pesquisas

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

ChatGPT ganha recurso que antecipa tarefas e faz pesquisas por você

25 de Setembro de 2025, 17:07
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT Pulse foi anunciado hoje (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O ChatGPT Pulse foi anunciado nesta quinta-feira (25) como um recurso que antecipa tarefas e realiza pesquisas.
  • A ferramenta gera boletins diários personalizados e pode combinar o histórico de conversas com informações de serviços externos, como o Google Agenda.
  • Ainda em fase de testes, o Pulse está disponível no app móvel para assinantes Pro e será liberado gradualmente aos demais usuários.

O ChatGPT ganhou nesta quinta-feira (25/09) o Pulse, novo recurso que funciona como uma espécie de boletim diário personalizado. A ferramenta faz pesquisas em segundo plano e reúne informações que podem ser úteis, como recomendações de atividades, acompanhamento de temas recorrentes ou até lembretes de compromissos.

A proposta é que, em vez de esperar por perguntas, o ChatGPT passe a agir de forma proativa, oferecendo conteúdos que dialogam com o histórico de conversas, feedbacks diretos e, caso o usuário permita, dados de serviços como Gmail e Google Agenda. A OpenAI espera acelerar a produtividade e tornar a IA mais integrada à rotina de quem a utiliza.

Como funciona o ChatGPT Pulse?

O Pulse é apresentado como uma prévia de um futuro em que o ChatGPT deixa de ser apenas um chatbot reativo para se tornar um assistente que antecipa necessidades.

Durante a noite, o sistema faz uma pesquisa assíncrona baseada no histórico do usuário e em orientações fornecidas diretamente. No dia seguinte, organiza as descobertas em cartões visuais que podem ser lidos rapidamente ou explorados em mais detalhes.

A OpenAI cita alguns exemplos: sugestões de jantar, ideias de treinos ou o acompanhamento de temas profissionais já discutidos com a IA no passado. Para quem conecta aplicativos externos, como o Google Agenda, o recurso pode propor agendas de reuniões, lembrar de aniversários ou indicar restaurantes em viagens próximas.

O usuário também pode orientar o tipo de conteúdo que deseja receber, pedindo, por exemplo, um resumo de eventos locais às sextas-feiras ou dicas para aprender uma nova habilidade.

Uma captura de tela em um fundo com gradiente azul claro e roxo mostra a interface de um aplicativo em um celular rodando o recurso ChatGPT Pulse, no ChatGPT. No centro, um ícone colorido ilustra um avião verde decolando sobre um terminal de aeroporto. Abaixo do ícone, o título "Today's pulse".
ChatGPT Pulse cria resumos diários (imagem: divulgação)

Já está disponível?

O ChatGPT Pulse está em fase de testes para assinantes do plano Pro, e apenas no aplicativo móvel. A OpenAI afirma que a expansão ocorrerá em etapas, chegando primeiro para quem assina o Plus e depois para toda a base de usuários.

A empresa reconhece que o recurso tem imperfeições e pode sugerir informações desatualizadas ou que não façam sentido em alguns contextos. No entanto, garante que a ferramenta foi desenhada para evoluir durante o uso e com feedbacks dos usuários.

Com informações da OpenAI e do Engadget

ChatGPT ganha recurso que antecipa tarefas e faz pesquisas por você

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Novidade da OpenAI, ChatGPT Pulse reúne sugestões em boletins diários, usando o histórico de conversas com a IA.

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT Pulse (imagem: divulgação)
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