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Samsung pode trazer câmera com abertura variável de volta aos celulares

11 de Fevereiro de 2026, 12:28
Imagem mostra três celulares Samsung Galaxy S10 Plus sobre uma mesa de madeira
Galaxy S10 Plus pertence à última família da Samsung com câmeras de abertura variável (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung pode reintroduzir câmeras com abertura variável em smartphones topo de linha.
  • A tecnologia foi usada pela última vez pela fabricante no Galaxy S10, de 2019.
  • Segundo o portal ET News, a empresa já solicitou novos módulos e amostras para testes, visando competir com futuros iPhones.

A Samsung parece disposta a reviver uma tecnologia que ela mesma popularizou e abandonou anos atrás. A empresa estaria se movimentando para reintroduzir câmeras com abertura variável física nos smartphones topo de linha, em uma tentativa de elevar a qualidade dos sensores diante da concorrência.

Segundo o portal sul-coreano ET News, a empresa já solicitou a parceiros de fornecimento o desenvolvimento dos módulos e o envio de amostras para testes.

Embora a implementação final ainda não tenha sido confirmada, fontes da indústria afirmam que existe uma “forte vontade” da marca em readotar o recurso, visto agora como “necessário para aumentar a competitividade da câmera”.

A empresa foi pioneira ao introduzir a tecnologia na linha Galaxy S9, em 2018, mantendo-a até a família Galaxy S10, do ano seguinte. O mecanismo permitia que a lente alternasse fisicamente entre duas aberturas, ajustando a entrada de luz para melhorar fotos noturnas ou evitar a superexposição em ambientes muito claros.

No entanto, a fabricante removeu a função a partir de 2020, alegando questões de custo e o aumento na espessura dos aparelhos. Agora, a expectativa é que o avanço da tecnologia permita reintroduzir o componente com espessura reduzida. A especulação é de que a novidade possa estrear no Galaxy S27 Ultra, previsto para o ano que vem.

Concorrência se adiantou

Close-up da parte traseira de um smartphone Huawei Pura 80 Ultra, destacando o módulo de câmeras com três lentes grandes em anéis dourados e acabamento metálico texturizado. Ao lado, há o flash e a inscrição “XMAGE”. O design aparece sobre superfície preta com linhas diagonais em relevo.
Huawei Pura 80 Ultra adotou a câmera com abertura variável (imagem: divulgação)

Apesar de ter sido a pioneira na adoção da tecnologia lá atrás, a Samsung parece voltar atrás por causa da movimentação de concorrentes, como a Huawei e a Apple. Rumores da cadeia de suprimentos sugerem que a gigante de Cupertino planeja adotar a abertura variável na linha iPhone 18 Pro.

O analista Ming-Chi Kuo afirma que a Maçã já discute componentes com fornecedores desde outubro de 2025. A Apple pode utilizar componentes da LG Innotech e da Foxconn, com os mecanismos que movem a lente sendo disponibilizados pela Luxshare ICT e Sunny Optical.

Atualmente, os modelos Pro do iPhone utilizam uma abertura fixa (geralmente f/1.78), dependendo inteiramente de software para ajustes de profundidade de campo e exposição. A transição para uma abertura mecânica permitiria um controle óptico natural, reduzindo a dependência de correções digitais e oferecendo um efeito bokeh (desfoque de fundo) mais autêntico.

Quem quer ver a tecnologia em um smartphone mais atual pode recorrer à chinesa Huawei, que trouxe a câmera com abertura variável no Pura 80 Ultra. O smartphone ainda tem a câmera considerada mais poderosa do mercado, segundo analistas do DxOMark, e chegou ao Brasil no ano passado por R$ 12.499.

Samsung pode trazer câmera com abertura variável de volta aos celulares

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Fabricante estaria desenvolvendo novos módulos para competir com futuros iPhones. Recurso foi usado pela última vez no Galaxy S10, de 2019.

(imagem: Paulo Higa)

Huawei Pura 80 Ultra tem câmera com três sensores e quatro lentes (imagem: divulgação)

Samsung pode reciclar câmera antiga no Galaxy S27 Ultra

28 de Novembro de 2025, 11:10
Galaxy S25 Ultra sendo segurado em uma mão
Samsung deve seguir com mesmo sensor de câmeras nos próximos anos (foto: divulgação)
Resumo
  • Samsung pode manter sensores proprietários no Galaxy S27 Ultra, cancelando o uso do sensor LYT-901 de 1 polegada da Sony.
  • Assim, o Galaxy S27 Ultra continuaria com o sensor de 1/1.3 polegada, como no Galaxy S23 Ultra, possivelmente até as gerações S28 e S29.
  • Concorrentes chinesas, como Xiaomi e Oppo, devem adotar o sensor LYT-901 em 2026, pressionando a Samsung a competir com hardware inferior.

A Samsung teria cancelado planos de atualizar o sensor da câmera principal do futuro Galaxy S27 Ultra para um componente mais robusto. A companhia estaria considerando trazer um sensor óptico maior, de 1/1.2 polegada, fabricado pela Sony, mas teria decidido continuar com os sensores proprietários por custos de produção e margens de lucro.

Segundo o perfil Ice Universe, especializado em vazamentos, a Samsung planejava abandonar os sensores da linha ISOCELL. Com a mudança de rota, a tendência é que o Galaxy S27 Ultra mantenha a mesma base de hardware principal vista desde o Galaxy S23 Ultra, com formato de 1/1.3 polegada. A estagnação pode se estender até as gerações S28 e S29.

O que foi descartado?

Galaxy S25 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Samsung pretendia adotar novo sensor da Sony (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A fabricante sul-coreana optou por não licenciar o sensor LYT-901, parte da nova linha LYTIA, da Sony. O componente apresenta 200 MP em um formato físico de 1/1.12 polegada, significativamente maior que o padrão atual da linha Galaxy.

Suas especificações técnicas incluem pixels de 0,7 micrômetros, matriz Quad-Quad Bayer Coding (QQBC) e tecnologias de ponta, como Dual Conversion Gain (DCG-HDR) e AI remosaicing, projetadas para melhorar o alcance dinâmico e reduzir ruído em baixa luz.

Outras fabricantes de Android devem adotar o novo sensor da companhia japonesa a partir do ano que vem. Marcas como Xiaomi, Oppo, Vivo Mobile (Jovi no Brasil) e Honor já estariam se preparando para usar tanto ele quanto o recém-lançado OVB0D, da OmniVision.

Xiaomi 15 Ultra
Sensor de 1 polegada é um dos destaques do Xiaomi 15 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O OVB0D é um sensor de 1/1.1 polegada construído em processo de 22 nm, com suporte a tecnologias de Dual Conversion Gain e uma faixa dinâmica de 108 dB. A adoção massiva desses componentes por fabricantes chinesas deve elevar o “teto” da fotografia mobile, pressionando a Samsung a competir com hardware fisicamente inferior.

O ISOCELL HP5, lançado recentemente de forma silenciosa pela Samsung, é um deles. O sensor tem 1/1.56 polegada e pixels de 0,5 micrometros. Pixels menores captam menos luz, o que exige um processamento de software muito mais agressivo para compensar a falta de dados brutos de qualidade.

Usuários pedem saída de executivos

Se confirmada, a estratégia da empresa deve irritar ainda mais os fãs da Samsung, que já se movimentaram nesse ano exigindo a reestruturação na divisão de câmeras.

A principal queixa é que a Samsung, historicamente uma referência em fotografia móvel, está ficando atrás de concorrentes como Huawei, Oppo, Apple, Google e Xiaomi em rankings como o DxOMark. Os fãs reclamam da estagnação e da reutilização contínua de sensores como o ISOCELL HP2.

Além da queda no ranking técnico de câmeras — pelo qual costumava aparecer entre as primeiras posições —, a divisão mobile da Samsung também se vê perdendo espaço em vendas. Pela primeira vez em 14 anos, a sul-coreana deve perder a liderança para a Apple.

Samsung pode reciclar câmera antiga no Galaxy S27 Ultra

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Samsung teria cancelado a implementação do sensor LYT-901 de 1 polegada para preservar margens de lucro. Chinesas devem adotá-lo em 2026.

Galaxy S25 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Sensor de 1 polegada é um dos destaques do Xiaomi 15 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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