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OpenAI anuncia aposentadoria de modelos antigos do ChatGPT

30 de Janeiro de 2026, 12:03
Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT vai tirar modelos poucos usados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI vai remover os modelos GPT-4o, GPT-4.1, GPT-4.1 mini, o4-mini, GPT-5 Instant e GPT-5 Thinking do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026.
  • O ChatGPT oferecerá apenas os modelos das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025.
  • Apenas 0,1% dos usuários ainda escolhem o GPT-4o, enquanto a maioria já adotou o GPT-5.2.

A OpenAI vai remover o GPT-4o, o GPT-4.1, o GPT-4.1 mini, o o4-mini, o GPT-5 Instant e o GPT-5 Thinking do ChatGPT. A mudança ocorre no dia 13 de fevereiro de 2026. O acesso via API não sofrerá alterações.

Com isso, o chatbot oferecerá apenas modelos de inteligência artificial generativa das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025, respectivamente.

A aposentadoria do GPT-5 já havia sido mencionada no lançamento da versão 5.1 — na ocasião, a empresa disse que o modelo antigo ficaria disponível por mais três meses. A novidade do comunicado publicado nesta quinta-feira (29/01) é a retirada dos modelos da versão 4.

GPT-4o foi o queridinho dos usuários

De acordo com a companhia, apenas 0,1% dos usuários escolhem usar o GPT-4o, lançado em maio de 2024, enquanto a vasta maioria já adotou o GPT-5.2.

Mesmo assim, como temos visto ao longo dos últimos anos, atualizações em modelos de IA generativa costumam desagradar usuários, ao menos em um primeiro momento.

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
Para usuários, tom das respostas importa (foto: Focal Foto/Reprodução)

Um exemplo disso envolve o próprio GPT-4o. Logo após o lançamento do GPT-5, em agosto de 2025, houve uma onda de reclamações, apontando que as respostas do robô tinham ficado mais curtas e impessoais, dando uma impressão de distanciamento.

Em resposta a essas críticas, a OpenAI permitiu que assinantes dos planos Plus e Pro pudessem selecionar o 4o e trouxe de volta o seletor de modelos.

“Esse feedback influenciou diretamente o GPT-5.1 e o GPT-5.2, com melhorias na personalidade, suporte mais robusto para a geração de ideias criativas e mais maneiras de personalizar as respostas do ChatGPT”, afirma a OpenAI em seu texto.

Em novembro de 2025, a companhia apresentou o GPT-5.1, enfatizando que o chatbot tinha ficado mais “caloroso”. Além disso, a empresa expandiu as opções de estilo e tom das conversas.

Com informações da CNBC

OpenAI anuncia aposentadoria de modelos antigos do ChatGPT

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo

25 de Novembro de 2025, 10:47
Captura de tela do app do ChatGPT para smartphone com a ferramenta de compras
Nova funcionalidade auxilia a encontrar produtos ideais (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI lançou o Shopping Research no ChatGPT, recurso que usa o modelo GPT-5-Thinking-mini para ajudar a encontrar produtos.
  • O sistema atua como um consultor de vendas, ajustando recomendações em tempo real com base no feedback do usuário.
  • Ainda assim, a empresa recomenda verificar informações diretamente nos sites dos varejistas, pois o modelo pode cometer erros.

A OpenAI anunciou uma nova funcionalidade integrada ao ChatGPT que transforma o chatbot em um assistente de compras. O Shopping Research, que chega estrategicamente na semana da Black Friday, utiliza uma versão do modelo GPT-5-Thinking-mini elaborada para a tarefa.

Mirando usuários que costumam recorrer ao Google para pesquisar preços e comprar produtos, a nova ferramenta consegue navegar por sites de varejo, ler especificações técnicas e sintetizar informações dos produtos. No lançamento, o uso da ferramenta será “quase ilimitado” para todos os planos.

O Shopping Research faz parte da estratégia da OpenAI de avançar sobre um mercado hoje dominado pelo Google. Em setembro, a OpenAI lançou nos EUA o Instant Checkout, que permite comprar diretamente pelo chatbot.

ChatGPT como consultor de vendas

Captura de tela do app do ChatGPT para smartphone com a ferramenta de compras
Novo modelo aposta na interatividade para chegar aos resultados (imagem: reprodução/OpenAI)

A grande mudança em relação às outras tentativas de assistentes de compras no ChatGPT é a interatividade. Em vez de apenas devolver uma lista estática de links, o ChatGPT assume o papel de consultor de vendas. Ao receber um pedido genérico, o sistema faz perguntas para esclarecer pontos como o orçamento, preferências de marcas ou especificações técnicas.

À medida que a IA apresenta sugestões de produtos, o usuário pode interagir com botões de feedback rápido. O sistema ajusta as recomendações em tempo real baseando-se nessas respostas, refinando a busca até chegar a um “guia de compra personalizado”.

Para usar a nova ferramenta, basta digitar o prompt, como “Quero comprar um notebook para trabalho”, ou selecione o ícone de “Shopping Research” no menu de ferramentas (+).

Captura de tela do app do ChatGPT para smartphone com a ferramenta de compras
Compras pelo ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)

GPT-5-mini feito para a tarefa

Apesar da promessa de agilizar a decisão de compra, a tecnologia ainda esbarra nas limitações conhecidas das IAs generativas. A própria OpenAI admite que o Shopping Research não é infalível.

Embora o modelo GPT-5-mini tenha um desempenho superior aos anteriores na citação de detalhes de produtos, ele ainda pode cometer erros pontuais, especialmente em dados voláteis como o preço exato ou a disponibilidade de estoque em tempo real.

A empresa recomenda que os usuários utilizem a ferramenta como um ponto de partida, mas que sempre verifiquem as informações diretamente no site do varejista antes de fechar a compra.

Para mitigar problemas de confiança, a OpenAI garante que o sistema prioriza fontes de alta qualidade e evita sites considerados “spam” ou de baixa reputação. Além disso, a dona do ChatGPT também promete que os dados das conversas e as preferências de compra dos usuários não são compartilhados com os varejistas.

ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo

(imagem: reprodução/OpenAI)

(imagem: reprodução/OpenAI)

(imagem: reprodução/OpenAI)

Pesquisadores criam versão do DeepSeek sem a censura chinesa

20 de Novembro de 2025, 10:11
Arte com logo do DeepSeek e bandeira da China
Versão modificada é livre de restrições de conteúdo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Multiverse Computing desenvolveu o DeepSeek R1 Slim, uma versão 55% menor que remove restrições de conteúdo chinesas.
  • O modelo usa redes tensoriais para comprimir dados e editar vieses, reduzindo custos computacionais e consumo de energia.
  • Testes apontam qualidade similar ao original, com respostas factuais comparáveis a sistemas ocidentais.

Pesquisadores da empresa espanhola Multiverse Computing anunciaram o desenvolvimento do DeepSeek R1 Slim, uma versão modificada e 55% menor que o poderoso modelo da China. A principal novidade é a queda das restrições de conteúdo impostas pelos desenvolvedores chineses, permitindo que o sistema responda a perguntas sobre temas sensíveis.

O projeto utiliza abordagens matemáticas inspiradas na computação quântica para comprimir o modelo e editar seus vieses com precisão. A ideia é oferecer uma alternativa no futuro para a redução de custos computacionais e consumo de energia, gargalos frequentes no desenvolvimento de novas IAs generativas.

Como foi feito?

Segundo a revista MIT Technology Review, a Multiverse aplicou uma abordagem baseada em “redes tensoriais”, um conceito matemático complexo frequentemente utilizado na física quântica. Essa técnica pode manipular grandes conjuntos de dados de forma mais eficiente e permitiu aos cientistas criar um “mapa” detalhado de todas as correlações existentes dentro do modelo original.

Com esse mapeamento, foi possível identificar e remover as camadas de censura que alinham o modelo aos valores exigidos pelas regulações da China. Na prática, isso possibilitou a exclusão de bloqueios que impediam a IA de discutir certos tópicos, como referências envolvendo o presidente Xi Jinping.

Após a compressão e a edição dos parâmetros, os pesquisadores realizaram ajustes finos para garantir que a qualidade da resposta permanecesse próxima à do modelo original.

Para validar a eficácia, a equipe submeteu o DeepSeek R1 Slim a um teste com cerca de 25 perguntas sobre assuntos restritos. As respostas foram avaliadas pelo GPT-5, da OpenAI, que confirmou que o novo modelo forneceu respostas factuais comparáveis às de sistemas ocidentais.

Tela inicial do DeepSeek no iPhone, com o texto: "Olá, eu sou o DeepSeek. Como posso ajudar você hoje?"
Equipe conseguiu reduzir em 55% o tamanho do sistema (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Corrida por modelos mais eficientes

A iniciativa da Multiverse é mais uma na busca por eficiência na indústria de inteligência artificial. A própria DeepSeek tem trabalhado em “tokens visuais” para melhorar a memória de IAs e tornar seus modelos mais eficazes.

Atualmente, a operação de modelos de ponta exige GPUs de alto desempenho e um consumo energético elevado. À revista, o cofundador e diretor científico da Multiverse, Roman Orús, afirmou que modelos atuais são ineficientes e que versões comprimidas podem economizar recursos mantendo um desempenho similar. A empresa planeja comprimir outros modelos de código aberto no futuro.

Além disso, a liberdade de conteúdo também impulsiona o mercado. A remoção das restrições em modelos chineses tem atraído atenção de outras empresas do setor. A Perplexity, por exemplo, tem o R1 1776, outra variante pós-treinada a partir do DeepSeek R1.

Pesquisadores criam versão do DeepSeek sem a censura chinesa

DeepSeek promete rivalizar com ChatGPT e Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

DeepSeek funciona como chatbot, de um jeito similar ao ChatGPT (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

ChatGPT Go chega ao Brasil; clientes do Nubank têm acesso grátis

28 de Outubro de 2025, 07:30
Marcas do Nubank e do ChatGPT sobre fundo abstrato nas cores roxa e verde
Nubank anuncia parceria com OpenAI para promoção do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O ChatGPT Go oferece limites de mensagens e imagens dez vezes maiores que o plano gratuito e custa R$ 39,99 por mês.
  • Clientes do Nubank têm acesso gratuito ao ChatGPT Go por até 12 meses, dependendo do relacionamento com o banco.
  • O Brasil possui cerca de 50 milhões de usuários mensais do ChatGPT, sendo um dos países com maior participação na plataforma.

Os adeptos do ChatGPT no Brasil passam a contar com uma versão mais completa da inteligência artificial: o ChatGPT Go, com limite de mensagens dez vezes maior para o GPT-5 do que a opção gratuita. Eu o apelidei de “ChatGPT econômico premium”, já que melhora um pouco, mas não chega ao patamar do ChatGPT Plus. Ele custa R$ 39,99 por mês.

Como parte dos esforços de lançamento, o Nubank vai liberar a ferramenta de graça para seus clientes. A mordomia vale por até um ano, a depender dos produtos que o usuário possui com o banco.

O que é o ChatGPT Go

Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT Go chega ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O ChatGPT Go é uma versão do ChatGPT com recursos adicionais, especialmente relevantes porque o GPT-5, modelo mais recente e poderoso da OpenAI, possui limitações de uso no plano gratuito.

De acordo com a empresa, os assinantes do ChatGPT Go terão:

  • Limites de mensagens 10 vezes maiores com o GPT-5
  • 10 vezes mais geração de imagens por dia
  • 10 vezes mais uploads de arquivos ou imagens por dia
  • 2 vezes mais memória para respostas personalizadas

O Go representa uma economia de 65% em relação ao ChatGPT Plus, que custa US$ 19 por mês e oferece recursos mais completos.

Benefício no Nubank

O Nubank está junto da OpenAI no lançamento da novidade, que inicialmente estava disponível apenas na Índia. O benefício depende do relacionamento com o cliente, conforme apresentado na tabela abaixo.

ModalidadeBenefício
Nubank1 mês grátis
Nubank+3 meses grátis
Nubank Ultravioleta12 meses grátis

“Estamos posicionando o Nubank como uma porta de entrada para inovações que tornam a vida dos nossos clientes melhor e mais fácil”, declarou em nota Ali Ahearn, vice-presidente do Nubank Ultravioleta.

Não custa lembrar: o benefício é limitado a quem nunca teve acesso pago ao ChatGPT.

50 milhões de brasileiros

O ChatGPT tem cerca de 50 milhões de usuários mensais no Brasil, segundo dados oficiais, o que faz do país um dos que mais participam da plataforma. Também estamos no top 3 de nações que mais interagem com o GPT.

A OpenAI tem se aproximado do mercado doméstico. A empresa recentemente anunciou a abertura de um escritório em São Paulo e firmou uma parceria com a Claro para oferecer acesso gratuito ao ChatGPT a parte dos consumidores, conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog.

ChatGPT Go chega ao Brasil; clientes do Nubank têm acesso grátis

Nubank anuncia parceria com OpenAI para promoção do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Centenas de milhares de pessoas no ChatGPT têm sinais de crise psicótica, diz OpenAI

27 de Outubro de 2025, 19:01
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI divulga dados sobre uso do ChatGPT e impacto em saúde mental dos usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI estima que “centenas de milhares” de usuários do ChatGPT podem apresentar sinais de crise mental grave em uma semana típica.
  • O GPT-5 reduziu respostas inadequadas entre 39% e 52% em situações de risco de psicose e ideação suicida.
  • A análise da OpenAI tem limitações devido à amostragem reduzida e à falta de consenso entre profissionais.

A OpenAI divulgou, pela primeira vez, uma estimativa sobre o número de usuários do ChatGPT que podem apresentar indícios de uma crise mental severa em uma semana típica: “centenas de milhares”. Segundo a empresa, o dado é fruto de uma parceria com especialistas em saúde mental de diversos países, que ajudaram a aprimorar o sistema para reconhecer melhor sinais de sofrimento psicológico e orientar os usuários a buscar ajuda profissional.

Nos últimos meses, o aumento de relatos sobre pessoas que teriam enfrentado consequências graves após interações intensas com o ChatGPT — incluindo internações e até mortes — acendeu o alerta entre especialistas. Psiquiatras e profissionais de saúde mental chamam o fenômeno de “psicose induzida por IA”.

O que a OpenAI descobriu?

Médicos e pesquisadores analisaram mais de 1,8 mil respostas do modelo em situações envolvendo risco de psicose, ideação suicida e apego emocional ao chatbot. O desempenho da versão mais recente, o GPT-5, foi comparado ao do GPT-4o, e o resultado apontou melhorias significativas. Segundo a OpenAI, o novo modelo reduziu respostas inadequadas em proporções que variam entre 39% e 52% em todas as categorias.

Johannes Heidecke, líder de sistemas de segurança da OpenAI, afirmou à revista Wired: “Agora, esperamos que muito mais pessoas que lutam contra essas condições ou que estão passando por emergências de saúde mental muito intensas possam ser encaminhadas para ajuda profissional e tenham mais chances de obter esse tipo de ajuda ou obtê-la mais cedo do que teriam de outra forma.”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Parte dos usuários do ChatGPT pode enfrentar crises mentais (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar dos avanços na segurança do ChatGPT, os dados compartilhados apresentam limitações significativas. A análise se baseia em uma amostragem reduzida e depende da interpretação de profissionais que nem sempre chegaram a um consenso sobre a gravidade das situações.

Além disso, os dados não refletem necessariamente o comportamento de todos os usuários da plataforma. Mesmo assim, a iniciativa representa um passo inédito para medir os impactos psicológicos de interações com chatbots avançados.

Centenas de milhares de pessoas no ChatGPT têm sinais de crise psicótica, diz OpenAI

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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