Visualização normal

Received before yesterdayTecnoblog

Apple compra desenvolvedora de plugins do Final Cut Pro

16 de Março de 2026, 18:47
Logotipo da Apple
Apple adquiriu a MotionVFX (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple comprou a MotionVFX, desenvolvedora de plugins, templates e ferramentas para edição de vídeo.
  • A empresa é conhecida por efeitos visuais e pacotes gráficos para editores profissionais.
  • A aquisição pode expandir o ecossistema criativo da Apple, que desde janeiro oferece o pacote de assinatura Creator Studio.

A Apple comprou a MotionVFX, desenvolvedora de plugins, templates e ferramentas avançadas voltadas à edição de vídeo, em especial para o Final Cut Pro, principal software de edição profissional da própria Apple. Os valores da negociação não foram divulgados.

O movimento indica um reforço da estratégia da empresa em expandir seu ecossistema criativo. A expectativa é que os recursos da MotionVFX sejam incorporados gradualmente às soluções da dona do iPhone.

A MotionVFX, com sede em Varsóvia e fundada em 2009, construiu reputação ao longo de mais de 15 anos oferecendo efeitos visuais e pacotes gráficos para editores profissionais, com planos por assinatura e foco em facilidade de uso.

O que muda com a aquisição?

Com a compra, a Apple passa a ter controle direto sobre ferramentas amplamente utilizadas por criadores que trabalham com o Final Cut Pro. Isso pode resultar em uma integração mais profunda entre software e plugins, simplificando fluxos de trabalho.

Em comunicado publicado em seu site, a MotionVFX afirmou: “Estamos extremamente animados em compartilhar que a MotionVFX está se juntando à equipe da Apple para continuar capacitando criadores e editores a fazerem seu melhor trabalho.”

Final Cut Pro X (Imagem: Divulgação)
MotionVFX desenvolve plugins e ferramentas voltadas ao software Final Cut Pro (imagem: divulgação)

Apple quer competir com a Adobe?

A movimentação também pode ser interpretada como parte da disputa com a Adobe, responsável pelo Adobe Premiere Pro e pela suíte Adobe Creative Cloud, amplamente utilizada no mercado.

Nos últimos anos, a Apple tem ampliado sua oferta de serviços para criadores. Em janeiro, a empresa lançou o Creator Studio, um pacote por assinatura que reúne aplicativos como Final Cut Pro, Logic Pro e outros softwares voltados à produção de conteúdo.

Apple compra desenvolvedora de plugins do Final Cut Pro

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Final Cut Pro X (Imagem: Divulgação)

Apple acaba com desconto de estudante para compra de pacote de apps

29 de Janeiro de 2026, 16:37
Captura de tela do site da Apple Brasil no Wayback Machine. No topo, há o cabeçalho do serviço de arquivamento com a URL e um calendário. Abaixo, o título "Pacote Pro Apps para educação" acima do preço "R$ 1.299,90", com opção de parcelamento e desconto à vista. À direita, ícones dos aplicativos Final Cut Pro, Logic Pro, Motion, Compressor e MainStage. Um botão azul exibe "Colocar na sacola". Abaixo, o texto "Inclui Final Cut Pro, Logic Pro, Motion, Compressor e MainStage".
Página está fora do ar, mas foi salva no Wayback Machine (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple descontinuou o pacote Pro Apps para estudantes, que oferecia quase 70% de desconto em aplicativos como Final Cut Pro e Logic Pro.
  • A empresa lançou o Creator Studio, uma assinatura que inclui apps como Logic Pro e Final Cut Pro, por R$ 39,90 mensais ou R$ 399 anuais.
  • Estudantes e profissionais da educação têm desconto na assinatura, pagando R$ 14,90 mensais ou R$ 149 anuais, válido apenas durante o curso.

A Apple acabou com o pacote Pro Apps para estudantes, que trazia o Final Cut Pro, o Logic Pro, o Motion, o Compressor e o MainStage para Mac por R$ 1.299. Era um desconto enorme, de quase 70%: para comprar todos separadamente, é necessário desembolsar R$ 4.099,50.

Os programas – que oferecem nível profissional e são bastante usados por quem trabalha com áudio e vídeo – continuam sendo vendidos de maneira individual, pelos seguintes preços:

  • Logic Pro (estação de trabalho digital para áudio): R$ 1.299,90
  • Final Cut Pro (editor de vídeos): R$ 1.999,90
  • Motion (criador de animações): R$ 299,90
  • Compressor (conversor de vídeos): R$ 299,90
  • MainStage (ferramenta de áudio para performances ao vivo): R$ 199,90

Por que a Apple parou de vender o Pro Apps para estudantes?

O fim das vendas ocorre duas semanas após o lançamento do Creator Studio. O pacote é oferecido como assinatura, custando R$ 39,90 por mês ou R$ 399 por ano. Ele contém esses cinco programas, com extras e algumas diferenças.

O Creator Studio traz o Logic Pro, o Final Cut Pro e também o Pixelmator Pro, nas versões para Mac e iPad — Motion, Compressor e MainStage continuam valendo apenas para o Mac.

O conjunto vem ainda com recursos extras e conteúdo premium no Keynote, Pages e Numbers. Futuramente, esses diferenciais chegarão ao Freeform. Esses quatro apps continuam disponíveis gratuitamente.

Imagem de divulgação mostra alguns ícones de apps da Apple em um fundo preto. Na parte superior, está escrito "Creator Studio", ao logo do logo da Apple, uma maçã mordida
Apple lança Apple Creator Studio (imagem: divulgação/Apple)

Estudantes e profissionais da educação ainda contam com benefícios, pagando R$ 14,90 por mês ou R$ 149 por ano. É uma redução considerável, mas que, no caso dos alunos, vale apenas durante o curso.

Com o desconto do Pro Apps, era possível comprar os programas gastando menos e continuar usando depois de concluir os estudos.

Apple migra para modelo de assinaturas

Aos poucos, a Apple segue um caminho trilhado por Microsoft e Adobe, entre muitas outras empresas, que hoje concentram seus esforços em pacotes por assinatura.

A Microsoft ainda vende licenças para o Office 2024, mas dá mais ênfase ao Microsoft 365, que inclui os programas e também serviços como armazenamento no OneDrive.

A Adobe foi mais extrema: aboliu a venda de licenças vitalícias em 2013 e passou a oferecer apenas o Creative Cloud. Desde então, programas como Photoshop e Illustrator só podem ser acessados mediante pagamento de mensalidade ou anuidade. Recentemente, a companhia reduziu seus preços no Brasil, já que concorrentes como o Canva têm ganhado terreno.

Do ponto de vista do modelo de negócio das empresas, trocar vendas únicas por assinaturas ajuda a reforçar as chamadas receitas recorrentes. Em vez de ter grandes oscilações a cada lançamento de software, elas passam a receber quantias mensais de maneira constante.

Para os usuários, há vantagens e desvantagens. Por um lado, as assinaturas são acessíveis, incluem atualização dos programas e trazem serviços adicionais. Por outro, o gasto total ao longo dos anos pode ser maior do que o preço da compra de uma licença.

A principal diferença, no entanto, é que, ao comprar uma licença, você consegue continuar usando aquele programa para sempre, mesmo que ele esteja defasado; no modelo de assinaturas, você precisa continuar pagando para sempre.

Com informações do MacRumors

Apple acaba com desconto de estudante para compra de pacote de apps

Página está fora do ar, mas foi salva no Wayback Machine (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Apple lança Apple Creator Studio (imagem: divulgação/Apple)
❌