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Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

25 de Junho de 2026, 16:08
Arte mostra uma mão segurando um cartão roxo com o logotipo do Nubank ao centro, em cor branca. O fundo da imagem é roxo. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Nubank e outros bancos brasileiros estão no Config 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nubank não irá parar de contratar pessoas devido à IA, segundo Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank.
  • A empresa prioriza candidatos com conhecimento ou exposição às ferramentas de IA, tornando este um fator determinante nas contratações.
  • O Nubank utiliza o Figma para seu design system, NuDS, que padroniza as telas do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes.

A discussão em torno do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou um novo elemento nesta semana: a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, disse que o conglomerado financeiro não fez layoffs por conta disso. Muito pelo contrário: manteve o ritmo já estabelecido de contratações, porém com uma mudança na forma de escolher os novos trabalhadores.

De acordo com a executiva, o Nubank passou a priorizar os candidatos que já possuam conhecimento ou algum nível de exposição às ferramentas de IA. O movimento está em linha com o adotado pela GM no mês passado. Ellen disse que este se tornou um fator determinante. Não custa lembrar: a empresa está inserida num setor bastante competitivo, em que foi pioneira, mas viu, nos últimos anos, os bancões avançarem no processo de digitalização.

Mulher sorrindo em evento no palco, usando microfone e recebendo aplausos; ao fundo, logo “nu”
Ellen Kiss é diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank (imagem: divulgação)

Contraponto ao discurso de outras empresas

As falas de Ellen são um contraponto ao que temos ouvido em feiras e congressos voltados à tecnologia e inovação. Uma fonte contou durante o Web Summit Rio que as lideranças das grandes empresas brasileiras já fazem pressão para que os profissionais em nível gerencial cortem os funcionários júnior.

Ellen participou de um painel com jornalistas durante o Config, evento produzido pelo aplicativo Figma nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo de perto. Até agora, um dos destaques foi o anúncio de uma ferramenta de motion graphics que pode colocá-lo em rota de colisão com o After Effects.

Empresa agnóstica, mas com design system no Figma

O Nubank revelou que o Figma foi usado para construir o seu design system, chamado de o NuDS. Ele é usado para padronizar e tornar mais acessíveis as telas do aplicativo nos mais de 118 milhões de clientes do banco no Brasil, no México e na Colômbia.

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Mais de 200 designers do Nubank trabalham na ferramenta nos três países. O sistema reúne mais de 100 componentes reutilizáveis, sustentando cerca de 320 mil linhas de código na plataforma.

Apesar de participar de um evento produzido pelo Figma, a executiva explicou que o banco adota uma abordagem “agnóstica” em relação à IA. Isso significa que, além do Figma, também utiliza outras ferramentas de mercado, como Cursor.

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

Cartão do Nubank (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

24 de Junho de 2026, 13:15
Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

O Figma vai adicionar novas ferramentas de inteligência artificial ao seu editor para brigar diretamente com o After Effects, da Adobe. A novidade chamada Motion permite criar animações, transições e transformações 3D diretamente no canvas do Figma, com geração via IA, estilos predefinidos ou ajuste manual em uma linha do tempo. O recurso fica conectado a sistemas de design e já gera código pronto para implementação.

A novidade faz parte da nova atualização do Figma, cujo anúncio ocorre nesta quarta-feira (24/06) durante o Config, evento anual realizado nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo diretamente de San Francisco.

O que mais o Figma anunciou?

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Confira as principais ferramentas anunciadas:

  • Motion: criação de animações, transições e transformações 3D no canvas, com geração via IA ou ajuste manual em linha do tempo. Durante uma conversa com jornalistas, o fundador e CEO da empresa, Dylan Field, prometeu que os usuários iriam dizer “uau!” quando vissem os resultados.
  • Code layer: permitem clonar repositórios, gerar variações com o agente de IA do Figma, extrair fluxos para camadas editáveis e sincronizar mudanças de volta ao código
  • Shader: cria efeitos visuais e preenchimentos personalizados via comando de texto, usando WebGPU, incluindo dither, pixelização e diferentes tipos de blur
  • Fluxos no Figma Weave: mais de 20 ferramentas integradas para gerar imagens consistentes direto no canvas.
  • Habilidades para agentes de IA: transformam tarefas repetitivas em habilidades reutilizáveis por toda a equipe, com mais contexto vindo de conectores de terceiros, busca na web e anexos de arquivo
  • Plugins generativos: criação de ferramentas personalizadas a partir de comandos de texto, sem necessidade de desenvolvedores

Os fluxos do Figma Weave são descritos pela empresa como o primeiro passo para uma integração completa entre o Figma e o Figma Weave, prevista ainda para este ano.

Segundo o Figma, as mudanças respondem a um cenário em que a inteligência artificial está borrando os limites entre software e trabalho criativo. Mais pessoas estão criando produtos digitais, mas o trabalho passou a se distribuir entre seres humanos, ferramentas e agentes de IA. A liberação dos novos recursos deve ocorrer nas próximas semanas, com disponibilidade variando conforme cada um deles.

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Relatório de IA e design

A companhia também divulgou seu terceiro relatório anual sobre inteligência artificial e design, com base em 8.403 respostas de pesquisa e 639 entrevistas qualitativas coletadas em três anos, com amostras em dez países. Brasil, Índia e Coreia do Sul entram pela primeira vez na pesquisa de 2026, somando-se a Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Austrália.

Segundo o levantamento, 57% dos profissionais entrevistados afirmam que o design ganhou mais importância em seus trabalhos. Entre desenvolvedores, esse percentual saltou de 44% para 65% em 2026. A pesquisa também identificou um movimento de sobreposição de funções: designers que atuam em desenvolvimento passaram de 21% para 41% entre 2025 e 2026, enquanto desenvolvedores que atuam em design foram de 44% para 60% no mesmo período.

Figma realiza o evento Config nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relatório aponta ainda que 91% dos designers, 96% dos desenvolvedores e 96% dos gerentes de produto consideram que a fluência em IA será essencial para o sucesso profissional no futuro. A proporção de entrevistados que afirmam construir projetos com IA subiu de 65% para 83%. Já o percentual dos que dizem que pelo menos metade do trabalho atual envolve produtos ou recursos de IA dobrou, de 23% para 46%, no mesmo intervalo.

O Config chega à décima edição em 2026 e reúne mais de 10 mil participantes no Moscone Center, em San Francisco, além de transmissão gratuita via internet. A programação oficial ocorre entre os dias 24 e 25 de junho, com mais de 125 palestrantes.

Assista ao keynote do Config ao vivo

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

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Recurso chamado Motion estreia no canvas do Figma. Anúncio ocorre durante o Config, nos EUA.

Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Figma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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