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Pix: brasileiros estão satisfeitos, mas querem mais agilidade, diz pesquisa

26 de Fevereiro de 2026, 09:01
Ilustração da seção Pix em um app bancário
Há diversos tipos de serviço do Pix para diferentes necessidades de uso (foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
Resumo
  • 87% dos usuários do Pix desejam que o processo leve menos de 15 segundos. 69% estão dispostos a vincular dados bancários para agilizar pagamentos.
  • Pix Parcelado é o mais conhecido, com 83% de reconhecimento e 31% de uso. Pix por Aproximação tem 76% de reconhecimento e 42% de uso.
  • Pix Internacional é pouco conhecido, com 74% desconhecendo sua existência. Apenas 8% usaram, e 57% demonstram interesse.

A pesquisa Panorama E-commerce, realizada pela Visa Conecta, revelou que 87% dos consumidores entrevistados que já usaram Pix consideram atraente que o processo leve menos de 15 segundos.

O trabalho também descobriu que as modalidades Pix por Aproximação e Pix Parcelado são bem conhecidas, mas o Pix Internacional — ainda não regulamentado e oferecido de forma não oficial por algumas empresas — não deslanchou.

O questionário envolveu 1.521 entrevistas com consumidores brasileiros digitalizados e maiores de 18 anos. A amostra buscou refletir classes sociais, gêneros e regiões da população digitalizada do Brasil.

O que os brasileiros pensam do Pix?

A pesquisa Panorama E-commerce mostrou que o tempo necessário para fazer um Pix é um gargalo relevante — e os consumidores estão dispostos a ceder dados para acelerar o processo.

Ilustração de tela do site do Banco Central na tela do Pix
Pix tornou-se o meio de pagamento mais popular do Brasil (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Dos 1.442 entrevistados que já usaram Pix, 65% consideraram que seria muito melhor se a transferência levasse aproximadamente 15 segundos, e 23% pensam que isso seria melhor.

Entre os 1.260 que desejam mais agilidade, 69% se mostraram dispostos a vincular suas informações da conta bancária a um site ou app de loja online para pagar com mais facilidade.

Novas modalidades são conhecidas, mas pouco usadas

A Panorama E-commerce também verificou qual o grau de conhecimento e interesse dos brasileiros por três novas modalidades do Pix: Pix por Aproximação, Pix Parcelado e Pix Internacional.

O Pix Parcelado é, de longe, o mais conhecido entre os três, com 83% do público demonstrando saber de sua existência. O interesse é grande, com 35% afirmando que com certeza irão usar a modalidade e outros 28% dizendo que provavelmente usarão.

Na prática, porém, apenas 31% já fizeram pagamentos em parcelas usando Pix. O nível de satisfação desse subgrupo é alto, com 87% de aprovação.

O Pix por Aproximação é menos conhecido, com 76% dizendo que sabiam de sua existência. A intenção de uso é menor, com 70% manifestando interesse. O uso real foi de 42%, com alto grau de satisfação: 96%.

Pix Internacional desperta pouco interesse

Por fim, o Pix Internacional enfrenta o maior grau de desconhecimento, com 74% dos entrevistados sem saber que ele existia. Além disso, apenas 8% usaram esse método. A intenção de uso também é menor do que a das outras categorias, com 57% demonstrando interesse.

Vale fazer a ressalva de que o Pix Internacional faz mais sentido para quem compra produtos importados, viaja ou faz remessas ao exterior, o que, por si só, já exclui uma boa parcela da população brasileira.

Outro ponto de atenção é que essa modalidade ainda não foi lançada oficialmente. O que existe no momento são serviços de intermediação que tornam isso possível.

Assim, dá para fazer um Pix para uma conta internacional ou pagar dessa forma em lojas no exterior, método já visto na Argentina, na França e nos Estados Unidos, por exemplo. Nesses casos, uma companhia brasileira faz o meio de campo entre contas locais e estrangeiras.

Pix: brasileiros estão satisfeitos, mas querem mais agilidade, diz pesquisa

Mercado Livre fecha parceria com Casas Bahia para vendas online

23 de Outubro de 2025, 11:23
Marca do Mercado Livre cercada por moedas douradas
Mercado Livre celebra chegada de “marca histórica” à plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Mercado Livre e a Casas Bahia firmaram parceria para vender produtos da varejista no marketplace a partir de novembro.
  • O Mercado Livre será o principal marketplace para os produtos da Casas Bahia.
  • A varejista manterá a gestão logística de itens grandes, como TVs e geladeiras.

O Mercado Livre e a Casas Bahia anunciaram nesta quinta-feira (23/10) uma parceria para integrar parte do catálogo da varejista à plataforma de e-commerce. A partir de novembro, produtos como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis da Casas Bahia poderão ser comprados diretamente no site e no app do Mercado Livre.

Segundo os termos do acordo, o Mercado Livre se tornará o principal marketplace para a comercialização dos produtos do Grupo Casas Bahia. A varejista, porém, continuará responsável pela gestão da maior parte da logística de itens de grande porte, como TVs e geladeiras.

Movimento de expansão

Mercado Livre
Casas Bahia cuidará da logística de produtos volumosos, como geladeiras e TVs (imagem: divulgação)

A parceria comercial de longo prazo busca expandir os canais de venda da tradicional varejista, e une operações com modelos de negócios diferentes. O Mercado Livre atua principalmente como uma plataforma de marketplace para vendedores terceirizados, embora possua uma operação de venda direta. O Grupo Casas Bahia, por outro lado, é majoritariamente um varejista direto, vendendo seus próprios estoques.

Para o Grupo Casas Bahia, a aliança representa um movimento de expansão de canais de venda em um momento de ajustes internos. A varejista, com mais de 70 anos de atuação e mais de 1.000 lojas físicas no Brasil, iniciou em 2023 um processo de reestruturação operacional e de dívida.

“Essa aliança marca um novo capítulo no e-commerce brasileiro. Mais do que uma expansão de canal, é uma evolução no modelo de negócio do Grupo Casas Bahia”, afirmou o CEO do Grupo Casas Bahia, Renato Franklin, em comunicado.

Mercado Livre busca reforço em eletrodomésticos

Para o Mercado Livre, a parceria pode resolver uma lacuna estratégica em seu portfólio. Embora seja a empresa de maior valor de mercado da América Latina, sua plataforma tem encontrado dificuldades para replicar o domínio nos segmentos de eletrônicos e, principalmente, eletrodomésticos de grande porte.

“A chegada de uma marca histórica e com forte conexão com o consumidor brasileiro reafirma o nosso propósito de seguir desenvolvendo e fortalecendo o e-commerce no país”, destacou o vice-presidente sênior e líder do Mercado Livre no Brasil, Fernando Yunes.

Mercado Livre
Aliança visa fortalecer portfólio do Mercado Livre (Imagem: divulgação)

À Reuters, Yunes informou que a participação de mercado do Mercado Livre no Brasil em grandes eletrodomésticos, como fornos e geladeiras, é atualmente cerca de 1/4 da participação média que a plataforma detém em outras categorias.

“Vejo uma sinergia enorme nessa mudança”, afirmou o representante do Mercado Livre. “A Casas Bahia tem uma liderança e escala enormes em eletrodomésticos, eletrônicos e móveis.” As empresas não divulgaram os termos financeiros do acordo nem forneceram projeções de volume de vendas ou receita decorrentes da nova operação.

Vale lembrar que esse não é o primeiro acordo do tipo no mercado brasileiro. No ano passado, a Magazine Luiza fechou uma parceria com a plataforma chinesa AliExpress para a venda de produtos.

Mercado Livre fecha parceria com Casas Bahia para vendas online

Mercado Livre reduz preço do Meli+ (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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