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Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

23 de Março de 2026, 09:45
Imagem mostra bolas vermelhas e brilhantes, com o logotipo da Claro em branco e organizadas em linhas horizontais e diagonais. O logotipo consiste na palavra "Claro" e um asterisco estilizado na parte superior da letra "a". No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Claro anuncia acordo para adquirir cerca de 73% da Desktop (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Claro firmou um acordo para comprar 73% da Desktop por R$ 2,4 bilhões.
  • O valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões, mas o valor da compra surgiu do endividamento líquido de R$ 1,5 bilhão registrado pela empresa.
  • O pagamento inclui valor inicial e ajustes posteriores, com parte retida em conta garantia para obrigações futuras.

A Claro anunciou nesse domingo (22/03) que fechou um acordo para comprar a Desktop S.A., uma das maiores provedoras regionais de serviços de internet do Brasil. A operadora assinou um contrato para adquirir aproximadamente 73% do capital da empresa, em uma transação estimada em R$ 2,4 bilhões.

Segundo a Claro, o acordo envolve a aquisição de cerca de 84,7 milhões de ações pertencentes a fundadores e investidores, e marca a saída do executivo Denio Alves Lindo, um dos fundadores da companhia. A venda, vale lembrar, precisa ser aprovada pelo Cade e pela Anatel para ser concluída.

A Desktop foi criada em 1997 e consolidou-se como uma das principais operadoras regionais de internet, com forte atuação fora dos grandes centros.

Como foi estruturado o acordo?

De acordo com o comunicado, o valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões. Para chegar ao preço final da operação, foi descontado o endividamento líquido da companhia, que girava em torno de R$ 1,5 bilhão até setembro de 2025.

Com isso, o valor base da transação ficou em cerca de R$ 2,4 bilhões, equivalente a R$ 20,82 por ação, sujeito a ajustes no momento da conclusão do negócio. O pagamento será dividido entre um valor inicial na data de fechamento e eventuais ajustes posteriores, conforme a apuração final da dívida.

Parte do montante ficará retida em uma conta garantia (escrow), utilizada para cobrir possíveis obrigações futuras dos vendedores. Esse valor será liberado de forma gradual ao longo de cinco anos, conforme acordado entre as partes.

As negociações entre as empresas tiveram início ainda em 2025 e avançaram nos meses seguintes. A Desktop chegou a avaliar uma possível transação com a Telefônica Brasil, dona da Vivo, mas o processo não avançou.

A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias. Após o fechamento, a Claro deverá realizar uma oferta pública de aquisição de ações (tag along), garantindo aos acionistas minoritários o direito de vender seus papéis pelo mesmo valor pago aos controladores.

Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

Claro é a segunda maior operadora de telefonia móvel do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

18 de Dezembro de 2025, 11:01
Logotipo do Windows 11
Microsoft reconheceu falha no Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reconheceu que a atualização KB5070311 de novembro de 2025 causou falhas no RemoteApp em ambientes Azure Virtual Desktop.
  • A dona do Windows liberou uma solução temporária e ativou o Known Issue Rollback (KIR) para reverter atualizações problemáticas.
  • Empresas são as principais afetadas, enquanto dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro não devem ser impactados.

A Microsoft reconheceu que atualizações recentes do Windows provocam falhas de conexão no RemoteApp. O erro afeta dispositivos Windows 11 24H2/25H2 e Windows Server 2025 que operam em ambientes Azure Virtual Desktop. O problema surgiu após a instalação da atualização do sistema KB5070311 de novembro de 2025 e persiste em versões mais recentes.

O RemoteApp permite que usuários executem aplicativos individuais do Windows a partir da nuvem, sem precisar carregar um desktop virtual completo. Com o bug, essas aplicações param de funcionar, embora sessões de desktop completas continuem operando normalmente.

Empresas são as principais afetadas

Segundo a Microsoft, o problema não atinge dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro, já que o Azure Virtual Desktop é usado principalmente em ambientes corporativos. Organizações que dependem do RemoteApp para operações diárias enfrentam interrupções no acesso a aplicativos remotos.

A falha impacta especificamente a conexão entre o cliente e os aplicativos transmitidos, enquanto outras funcionalidades do sistema permanecem inalteradas.

Esse não é o único problema recente do Windows. Há poucos dias, a Microsoft precisou corrigir uma falha que causava flashes brancos no Explorador de Arquivos com o modo escuro ativado.

Placa com o nome da Microsoft ao centro e prédios no fundo
Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Solução temporária exige ajuste no registro

Se você se deparou com esse problema de alguma forma, a Microsoft já divulgou um procedimento manual para contornar o problema. Administradores de servidores ou usuários casuais (caso isso chegue a afetar alguém no Windows 11) precisam adicionar uma chave de registro com privilégios administrativos e reiniciar o sistema.

O processo envolve abrir o Prompt de Comando como administrador e executar o comando:

reg add "HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\WinLogon\ShellPrograms\RdpShell.exe" /v "ShouldStartRailRPC" /t REG_DWORD /d 1 /f

Após aplicar a mudança, basta reiniciar o sistema. O problema deve ser resolvido.

Microsoft já aplicou a reversão automática

Com o reconhecimento do problema, a empresa também ativou o recurso Known Issue Rollback (KIR) para dispositivos Windows Pro e Enterprise, que reverte automaticamente atualizações problemáticas distribuídas pelo Windows Update.

Usuários devem verificar se há novas atualizações no Windows Update, aplicá-las e reiniciar o dispositivo para receber a correção.

Já em ambientes corporativos nos quais departamentos de TI controlam as atualizações, os administradores podem aplicar manualmente a reversão instalando e configurando uma Política de Grupo específica para cada versão do Windows.

A Microsoft também informou que trabalha em uma correção definitiva, mas não divulgou previsão para o lançamento da solução permanente. Paralelamente, a empresa liberou um novo recurso que promete aumentar o desempenho do PC em até 80% com melhor uso de unidades NVMe.

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

16 de Dezembro de 2025, 10:56
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Meta transforma aplicativo nativo em um “web wrapper” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp para Windows agora usa um web wrapper baseado em WebView2, aumentando o consumo de RAM em até sete vezes em uso intenso.
  • A nova versão unifica o código com o WhatsApp Web, acelerando atualizações e mudanças na interface gráfica.
  • A mudança afeta principalmente computadores com menos de 16 GB de RAM, causando lentidão.

O WhatsApp está realizando uma profunda mudança no aplicativo para Windows. A versão Desktop passou a mostrar avisos de que a conta foi desconectada. Na sequência, segundo relatos na internet, o usuário é direcionado para o download de uma nova versão do WhatsApp Desktop que ficou famosa por causa das muitas críticas.

Essa atualização substitui o software por um web wrapper, ou seja, um programa que repete o funcionamento de uma aba do navegador aberta no WhatsApp Web e que consome mais recursos de hardware. Ela utiliza a tecnologia WebView2, baseada no motor Chromium do Microsoft Edge, uma estratégia que permite à Meta liberar atualizações com mais facilidade.

7 vezes mais RAM

A principal diferença técnica reside na forma como o aplicativo gerencia a memória. Enquanto aplicativos nativos são otimizados para se comunicarem diretamente com as APIs do sistema operacional, a nova versão baseada em WebView2 funciona como uma aba de navegador dedicada, conforme explicamos acima. Isso exige a execução de mais processos para renderização gráfica, controle de rede e armazenamento.

Análises técnicas realizadas pelo portal Windows Latest indicaram que o novo aplicativo pode consumir até sete vezes mais memória RAM em cenários de uso intenso. Testes anteriores já apontavam um consumo de cerca de 30% mais recursos, dividindo a execução em diversos sub-processos como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “Crashpad”.

Janela do Gerenciador de Tarefas do Windows 11 exibindo a aba “Processes” (Processos), com destaque para o aplicativo “WhatsApp Beta”, que aparece expandido e consome 5,4% da CPU e 206,1 MB de memória. O aplicativo está subdividido em oito processos, incluindo “Crashpad”, “Runtime Broker” e vários processos do WebView2, como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “WebView2: WhatsApp”. Os campos de uso de disco e rede mostram 0%.
Mudança faz mensageiro rodar sobre a base do Chromium (imagem: reprodução/Windows Latest)

Para computadores mais potentes e equipados com pelo menos 16 GB de memória RAM, a mudança pode passar despercebida. No entanto, para máquinas antigas com especificações modestas ou para usuários que mantêm softwares pesados abertos simultaneamente, a transição pode resultar em lentidão no sistema.

O que muda no WhatsApp para Windows?

Uma vantagem do novo app é a paridade de recursos. O WhatsApp Web costuma receber novidades — como atualizações nos Canais, Status e ferramentas de Comunidade — com mais agilidade do que as versões desktop. Ao unificar o código, a empresa elimina a necessidade de adaptar cada nova função para linguagens de programação diferentes, acelerando o ciclo de desenvolvimento.

A interface gráfica também sofreu alterações. A estética, que antes seguia elementos visuais do Windows 10 e 11, agora apresenta um design mais genérico, idêntico ao visualizado no Chrome ou Edge.

Novidade promete agilizar a chegada de recursos exclusivos (imagem: reprodução/Windows Latest)

A decisão da Meta marca uma inversão curiosa de postura. Até pouco tempo, a página de suporte da empresa destacava a superioridade dos aplicativos nativos, afirmando que as versões para Windows e Mac ofereciam “maior desempenho e confiabilidade”. Esse texto foi removido recentemente, dando lugar a uma lista genérica de funcionalidades.

Até o momento, a mudança parece restrita ao Windows. Não há confirmação se a versão para macOS seguirá o mesmo caminho.

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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